terça-feira, 22 de junho de 2010

POEIRA DAS ESTRELAS - PARTE 02/12

O NASCIMENTO DA CIÊNCIA

Poeira das estrelas, a nova série do Fantástico que vai em busca da origem do universo, desembarca hoje na Itália. Seguindo os passos dos grandes cientistas, o físico Marcelo Gleiser esteve na famosa Torre de Pisa, para recriar uma experiência histórica.

Poeira das Estrelas, a nova série do Fantástico que vai em busca da origem do universo, desembarca hoje na Itália. Seguindo os passos dos grandes cientistas, o físico Marcelo Gleiser esteve na famosa Torre de Pisa, para recriar uma experiência histórica.

Domingo passado, na estréia da série "Poeira das Estrelas", nós aprendemos que tão antigo quanto a história da humanidade é o desejo de compreender as nossas origens.

De onde viemos? Como surgiu o universo? E o nosso planeta, como nasceu?

Cada cultura, cada religião buscou suas próprias respostas. Mas houve um momento na história da humanidade em que a curiosidade falou mais alto e os dogmas religiosos passaram a ser questionados.

O nascimento da ciência é o tema do capítulo de hoje. Os gregos antigos foram os primeiros a tentar entender a origem do universo sem a ajuda ou interferência da religião.

Em torno de 650 antes de Cristo, aquele que é apontado como o primeiro filósofo, Tales de Mileto, se perguntou: "Do que tudo é feito?". Repare: a indagação de Tales não era sobre a 'criação', a origem, mas dizia respeito à 'composição' das coisas.

Esse é um questionamento essencialmente científico. Tales de Mileto talvez não soubesse, mas, para entender a origem do mundo, cientificamente, é preciso antes desvendar a composição das coisas.

Em torno do ano 400 antes de Cristo, dois outros gregos, Leucipo e seu discípulo, Demócrito, disseram que tudo o que existe no mundo é feito de pequenas partículas indivisíveis, batizadas de átomos. Em grego, átomo quer dizer "aquilo que não pode ser cortado".

Para Leucipo e Demócrito, os átomos eram infinitos em número e podiam combinar-se para formar a matéria do mundo.

Hoje sabemos que existem muitas partículas menores que o átomo, como prótons, nêutrons e elétrons, para ficar só nas mais conhecidas.

Sabemos também que os átomos não são infinitos. Na escola, você já deve ter ouvido falar na tabela periódica dos elementos, que inclui os 92 tomos existentes naturalmente no universo.

Mesmo assim, a noção de que a matéria é composta por pequenos tijolos fundamentais foi uma sacada brilhante dos gregos, e essa idéia permanece viva até hoje.

O mais influente dos filósofos da antigüidade talvez tenha sido Aristóteles. Ele viveu em Atenas em torno do ano 340 A.C: cerca de 100 anos após a construção do Parthenon, o mais famoso templo grego, que existe até hoje.

Para os gregos, simetria e beleza eram sinônimos. Pensando nisso, Aristóteles propôs um modelo de mundo simétrico e perfeito. Um método elegante e intuitivo para explicar o universo.


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