quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Cabala / Gematria Por Aleister Crowley


Cabala / Gematria Por Aleister Crowley

Para falarmos da Qabalah Esotérica que se encontra nos livros, devemos considera-la uma casca do fruto perfeito da Árvore da Vida, depois dos ensinamentos esotéricos que nela estão incutidos. Com isso, ficaria claro o absurdo e a falsidade daqueles que não se iniciaram no Verdadeiro Caminho, o puro e razoável Caminho Oculto.

Para o estudante que desconhece os rudimentos da Qabalah, recomendamos que estudem a introdução da "Qabalah Desvelada" de Knorr de Rosenroth.

A Qabalah literal se encontra dividida em três partes:

GMTRIA (Gematria);
NVTRIQVN (Notaricon);
e ThMVRH (Temurá).

Gematria é uma metatesis da palavra grega grammateia. É baseada no relativo valor numérico das palavras.

As palavras de valores numéricos similares supostamente são interpretadas mutuamente, e esta teoria se estende as orações e frases completas.

Por exemplo, a letra Shin, Sh, é igual a 300, que é equivalente a soma da palavra RVCh ALHIM, Ruach Elohim, o Espírito dos Elohim.

R=200, V=6, Ch=8, A=1, L=30, H=5, I=10, M=40; total=300.

Similarmente a palavra AchD, Achad, Unidade, Um, e AHBH, Ahebah, Amor, ambas são iguais a 13.

A=1, Ch=8, D=4; A=1, H=5, B=2, H=5; total comum=13.

O nome do Anjo MTTRVN, Metraton e o nome da deidade ShDI, Shadai, somem 314 cada um, com o que ambas são simbolizadas mutuamente.

É dito que o Anjo Metraton conduziu o povo de Israel pelo deserto, e que dele Deus disse: "Meu Nome está Nele".

Com respeita a Gematria das palavras IBA ShILH, Yeba Shiloh, "Shiloh Vendra"=358, que é a soma da palavra MShICh, Messias.

Temos outro exemplo da frase do Gênesis, XVII: 2, VHNH ShLSh, Elo Mikael Gabriel Ve Raphael, "Estes eram Miguel, Gabriel e Rafael"; cada frase soma 701.

Creio que estes exemplos são suficientes para deixar claro a natureza da Gematria.

Veja:
http://www.cursosdemagia.com.br/liberLVIII.pdf

Aquilo que se faz por amor...



"Aquilo que se faz por amor
está sempre além do bem e do mal."

Friedrich Nietzsche

Alfabeto Emocional Por Dr. Juan Hitzig



Alfabeto emocional


O Dr. Juan Hitzig estudou as características de alguns longevos saudáveis e concluiu que além das características biológicas, o denominador comum entre todos eles está em suas condutas e atitudes.

“Cada pensamento gera uma emoção e cada emoção mobiliza um circuito hormonal que terá impacto nos trilhões de células que formam um organismo – explica:

As condutas “S”:

serenidade, silêncio, sabedoria, sabor, sexo, sono, sorriso,

promovem secreção de Serotonina,


…enquanto que as condutas “R”:

ressentimento, raiva, rancor, repressão, resistências,

facilitam a secreção de CoRtisol,

um hormônio coRRosivo para as células,

que acelera o envelhecimento.



As condutas “S” geram atitudes “A”:

ânimo, amor, apreço, amizade, aproximação.


As condutas “R” pelo contrário geram atitudes “D”:

depressão, desânimo, desespero, desolação.


Aprendendo este alfabeto emocional, lograremos viver mais tempo e melhor, porque o “sangue ruim” (muito cortisol e pouca serotonina) deteriora a saúde, oportuniza as doenças e acelera o envelhecimento.


O bom humor, pelo contrário, é a chave para a longevidade saudável.”

Tenha uma excelente vida!

Plena de Serotonina!!!



Fonte: weblog maimonides edu

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Arcanjo Miguel






"Houve então uma batalha no céu: Miguel e seus Anjos guerrearam contra o Dragão. O Dragão batalhou, juntamente com seus Anjos, mas foi derrotado, e não se encontrou mais um lugar para eles no céu."

Apocalipse ou Revelação 12:7


Fonte: wikipédia
Imagem São Miguel Arcanjo de Guido Reni

Oração de São Miguel Arcanjo



Canção Nova na Voz de Padre José Augusto

Cabala Sepher haBahir / Livro da Iluminação

"Sepher haBahir / Sefer ha-Bahir - Livro da Iluminação"



Cabala

O Sepher haBahir também chamado de Midrash do Rabi Nehuniah ben Hakana é, juntamente com o Sepher Yetzirah que o precedeu e o Sepher haZohar que o suscedeu, um dos trabalhos clássicos da Cabala.

Seu nome vem do primeiro versículo citado no seu próprio texto: (Jó, 37-21) "E agora não se vê luz, o céu é luminoso (bahir)".

Citado no comentário de Raavad a respeito do Sepher Yetzirah e pelo Ranban (Rabi Moshe Nachman) em seu comentário sobre a Torah, é também, por diversas vezes, parafraseado no Zohar, conforme Aryeh Kaplan em sua introdução à tradução e comentário do Bahir.

Dizia Moshe Cordovero (1522-1570): "As palavras deste texto são lumionosas (Bahir) e cintilantes, mas o seu brilho pode cegar...".

Acredita-se que o Bahir foi composto em meados do século XII (1175), na escola cabalística de Provance (França), e circulou por quase cinco séculos em forma de manuscrito, restrito a um círculo restrito de cabalistas judeus, antes que fosse impresso em Amsterdã no ano de 1651.

Sua primeira edição em outra língua deu-se em 1923 para o alemão e após em 1980 para o inglês.

Assim, o Bahir é, como o Zohar um trabalho não muito popular, seu texto é porém muito menor que o do Zohar, em torno de 12.000 palavras, e maior que o Sepher Yetzirah.

Embora o Bahir seja considerado como produto dos ensinamentos do Rabi Nehuniah, partes consideráveis do trabalho são atribuidos a outros autores de sua escola ou descendência.

Dentre estes, são citados o Rabino Akiba, o Rabino Eliezer o Grande, Rabino Berachia, Rabino Yochanan ben Dahabai, Rabino Levitas ben Tavros e Rabino Rahumai o mais citado dentre todos, sucessor do Rabi Nehuniah como líder da escola, que também conheceu o Rabi Pinhas ben Yair, sogro do Rabi Shimon bar Yochai, autor do Zohar.

Diz a lenda que Rabi Rahumai estava junto com o Rabi Pinhas, quando Rabi Shimon saiu de sua caverna no Kineret, onde o Zohar lhe foi revelado...

Conta-nos Aryeh Kaplan, que com o encerramento do período Talmúdico, o círculo de cabalistas diminuiu e, em certas épocas, pode não ter ultrapassado uma parca dúzia de indivíduos.

Porém este grupo era tão unido que, muitas vêzes, pessoas estranhas nem suspeitavam de sua existência. Embora fosse importante manter a tradição da Cabala, também era importante evitar que caísse em mãos erradas...

Dentre os cabalistas "pré-Bahir", podemos citar Natronai Gaon (794-861), Sherira Gaon(906-1006), Hai Gaon (939-1038).

Por outro lado, sábios como Maimônides (1135-1204) que escreveu a Mishné Torah e o Rabi Yehudá ben Barzilai (1035-1105) autor de um dos mais extensos comentários sobre o Sepher Yetzirah, nunca viram ou comentaram nada sobre o Bahir.

Ainda dentre os conhecedores da Tradição encontram-se Ravaad o Rabino Avraham ben David de Posquieres (1120-1198), filho de Avraham ben Itzrak e pai de Isaac o Cego, que embora fosse cego possuia a reputação de poder ver a alma de uma pessoa e de ser capaz de ler os seus pensamentos.

Isaac o Cego, que foi chamado de "Pai da Cabala" pelo Rabi Bachya Asher (1276-1340) em seu comentário sobre a Torah, transmitiu a tradição a seus discípulos Ezra e Ariel, e estes ao Rabino Moshe ben Nachman (Nachmanides), conhecido como Ranban (1194-1270) que citou frequentemente o Bahir em seus comentários sobre a Torah.

O Bahir foi o texto mais importante da Cabala Clássica, até a publicação do Zohar em 1295.

E este último extende-se em muitas oportunidades sobre comentários e conceitos encontrados inicialmente no Bahir.

De fato um estudo cuidadoso revela uma considerável semelhança entre os dois trabalhos, o que pode ser explicado pelo fato de que o Rabino Shimeon bar Yochai, autor do Zohar, conhecia os ensinamentos de Rabi Nehuniah, mesmo antes da revelação mística especial da caverna o Rabi Shimeon já devia ter sido iniciado na Tradição dos "Mistérios da Carruagem" conforme o Bahir chama a Cabala, e a ligação deve ter sido o Rabi Pinhas ben Yair, sogro de Shimeon e amigo do Rev Rahumai, conforme citado.

De especial interesse é também o fato de que ambos os trabalhos Zohar e Bahir referem-se à Luz e a Brilho...

Ainda conforme Kaplan, resumimos a seguir a estrutura do Bahir e seus ensinamentos:

1 - Primeiros versículos da criação (1-16)
2 - O alfabeto (27-44)
3 - As Sete Vozes e Sephiroth (45-123)
4 - As dez Sephiroth (123-193)
5 - Mistérios da Alma (194-200)

21/04/2008

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Desiderata (Voz de Cid Moreira)





Desiderata


"Siga tranquilamente entre a inquietude e a pressa,
lembrando-se de que há sempre paz no silêncio.
Tanto quanto possível sem humilhar-se,
mantenha-se em harmonia com todos que o cercam.
Fale a sua verdade, clara e mansamente.
Escute a verdade dos outros, pois eles também têm a sua própria história.
Evite as pessoas agitadas e agressivas: elas afligem o nosso espírito.
Não se compare aos demais, olhando as pessoas como superiores ou inferiores a você:
isso o tornaria superficial e amargo.
Viva intensamente os seus ideais e o que você já conseguiu realizar.
Mantenha o interesse no seu trabalho,
por mais humilde que seja,
ele é um verdadeiro tesouro na continua mudança dos tempos.
Seja prudente em tudo o que fizer, porque o mundo está cheio de armadilhas.
Mas não fique cego para o bem que sempre existe.
Em toda parte, a vida está cheia de heroísmo.
Seja você mesmo.
Sobretudo, não simule afeição e não transforme o amor numa brincadeira,
pois, no meio de tanta aridez, ele é perene como a relva.
Aceite, com carinho, o conselho dos mais velhos
e seja compreensivo com os impulsos inovadores da juventude.
Cultive a força do espírito e você estará preparado
para enfrentar as surpresas da sorte adversa.
Não se desespere com perigos imaginários:
muitos temores têm sua origem no cansaço e na solidão.
Ao lado de uma sadia disciplina conserve,
para consigo mesmo, uma imensa bondade.
Você é filho do universo, irmão das estrelas e árvores,
você merece estar aqui e, mesmo se você não pode perceber,
a terra e o universo vão cumprindo o seu destino.
Procure, pois, estar em paz com Deus,
seja qual for o nome que você lhe der.
No meio do seu trabalho e nas aspirações, na fatigante jornada pela vida,
conserve, no mais profundo do seu ser, a harmonia e a paz.
Acima de toda mesquinhez, falsidade e desengano,
o mundo ainda é bonito.
Caminhe com cuidado, faça tudo para ser feliz
e partilhe com os outros a sua felicidade".



DESIDERATA - Do Latim Desideratu
Aquilo que se deseja, aspiração.


Este texto foi encontrado na velha Igreja de Saint Paul, Baltimore, datado de 1692.
Foi citado no livro "Mensagens do Sanctum Celestial", do Fr. Raymond Bernard.


O texto é de Max Ehrmannn e foi registrado pela primeira vez em 1927.
Hoje em dia pertence à © Robert L. Bell.


Fonte: palavras e sentimentos

A Geometria dos Círculos

7 Chakras



Chacras - do sânscrito – são os centros de força situados no corpo energético e que têm como função principal a absorção de energia – prana , chi – do meio ambiente para o interior do campo energético e do corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico.

Os principais chacras, que estão conectados com as sete glândulas que compõem o sistema endócrino, são sete: coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico. Suas características básicas são as seguintes:


– Chacra Coronário – é o centro de força situado no topo da cabeça, por onde entram as energias celestes. É o chacra responsável pela expansão da consciência e pela captação das idéias elevadas. É também chamado de chacra da coroa. Em sânscrito, o seu nome é Sahashara, o lótus das mil pétalas. Está ligado à glândula pineal.


Obs.: A pineal é a glândula mais alta do sistema endócrino, situada bem no centro da cabeça, logo abaixo dos dois hemisférios cerebrais. Essa glândula está ligada ao chacra coronário, que, por sua vez, se abre no topo da cabeça, mas tem a sua raiz energética situada dentro dela. Devido a essa ligação sutil, a pineal – também chamada de epífise – é o ponto de ligação das energias superiores no corpo denso e, por extensão, tem muita importância nos fenômenos anímico-mediúnicos, incluindo nisso as projeções da consciência para fora do corpo físico.


– Chacra Frontal – é o centro de força situado na área da glabela, no espaço espiritual interno da testa. Está ligado à glândula hipófise – pituitária – e tem relação direta com os diversos fenômenos de clarividência, intuição e percepções parapsíquicas. É o chacra da aprendizagem e do conhecimento. Em sânscrito, ele é conhecido como Ajna, o centro de comando.


– Chacra Laríngeo – é o centro de força situado em frente da garganta. É o responsável pela energização da boca, garganta e órgãos respiratórios. Está ligado à glândula tireóide. Bem desenvolvido, facilita a psicofonia e a clariaudiência. É considerado também como um filtro energético que bloqueia as energias emocionais, para que elas não cheguem até os chacras da cabeça. É o chacra responsável pela expressão criativa – comunicação – do ser humano no mundo. O seu nome em sânscrito é Vishudda, o purificador.


– Chacra Cardíaco – é o centro de força responsável pela energização do sistema cárdio-respiratório. É considerado o canal de movimentação dos sentimentos. Por isso, é o chacra mais afetado pelo desequilíbrio emocional. Bem desenvolvido, torna-se um canal de amor para o trabalho de assistência espiritual. Está ligado à glândula timo. O seu nome em sânscrito é Anahata, o inviolável, o invicto, o som sutil do espírito imperecível.


– Chacra Umbilical – é o centro de força abdominal, responsável pela energização do sistema digestório. Está ligado ao pâncreas. É considerado o chacra das emoções inferiores. Quando está bloqueado, causa enjôo, medo ou irritação. Bem desenvolvido, facilita a percepção das energias ambientais. É chamado em sânscrito de Manipura, a cidade das jóias.


– Chacra Sexual – é o centro de força responsável pela energização dos órgãos sexuais. Está ligado às gônadas: testículos no homem; ovários na mulher. Quando está bloqueado, causa impotência sexual ou desânimo. Quando super-excitado, causa intenso desejo sexual. Bem desenvolvido, estimula o melhor funcionamento dos outros chacras e ajuda no despertar da kundalini . É o chacra da troca sexual e da alegria. O seu nome em sânscrito é Swadhistana; a morada do eu – ou morada do sol; ou a morada do prazer.


– Chacra Básico – é o centro de força situado na área da base da coluna. É o responsável pela absorção da energia telúrica e pelo estímulo direto da energia no corpo e na circulação do sangue. Está ligado às glândulas supra-renais e tem relação direta com os fenômenos bionergéticos e parapsíquicos oriundos da ativação da kundalini. O seu nome em sânscrito é Muladhara, a base e fundamento do corpo.


Por Wagner Borges

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Relação entre Tipo Psicológico e Doença Física / 4 Temperamentos


O problema da relação entre temperamento e doença tem sido debatido pela ciência médica desde a antigüidade, já que quase sempre foi possível notar que a constituição biológica particular de um indivíduo e as suas pré-disposições à doença guardam uma estreita correlação com as suas tendências, com a sua maneira de sentir e se comportar.

Ainda hoje, por exemplo, fala-se da tipologia criada pelo médico grego Hipócrates há mais de dois mil anos, a qual dividia os homens em quatro grandes categorias:

1) o sangüíneo;
2) o fleumático;
3) o colérico;
4) o melancólico.

Tal tipologia, como se pode perceber, baseava-se em diferenças fisiológicas que influenciavam o caráter e o temperamento.

Nos tempos modernos teve uma enorme difusão no campo médico o conceito, introduzido por Pende na Itália, de influência das glândulas endócrinas não somente sobre o tipo físico, mas também sobre a psique, tendo sido criada uma biotipologia baseada na predominância ou na deficiência de determinadas funções glandulares.

A medicina psicossomática também não exclui uma correlação entre caráter e predisposição à doença, mas os pontos de vista dos estudiosos são ainda muito discordantes.

Alexander, por exemplo, afirma que somente das doenças das coronárias é que se pode falar de uma relação entre temperamento e predisposição para tais doenças.

Assim, escreve: "A freqüência de acidentes coronários entre pacientes que pertencem a determinadas categorias profissionais, como médicos, advogados, padres, pessoas que têm funções executivas e postos de alta responsabilidade é um dado familiar ao clínico..." (Medicina psicossomática, p. 61).

Todavia, acrescenta ele que isso também poderia depender do tipo de atividade e não do temperamento específico.

Uma outra estudiosa, Dunbar, parece, por sua vez, mais propensa a admitir uma estreita relação entre caráter e doença, analisando em seu livro Estudo de perfis, algumas correlações estatísticas entre as doenças e a personalidade.

Diz ela, por exemplo, que o diabete melito atinge mais facilmente os tipos ansiosos, passivos, indecisos, que encontram dificuldade em passar do estado de dependência infantil para um estado de maturidade e de autonomia.

De fato, foi provado que o medo e a ansiedade podem provocar distúrbios no metabolismo dos carboidratos até mesmo em indivíduos não diabéticos.

Para dar um outro exemplo de correlação entre temperamento e doença, lembremos o caso da artrite reumatóide, anteriormente mencionada, e que parece se originar de agressividade e ira reprimidas, em pessoas propensas, por temperamento, a reagir com rebeldia e hostilidade às adversidades da vida.

Escreve Alexander, a propósito justamente da artrite reumatóide: "O fundo psicodinâmico geral de todos os casos é um estado de agressividade cronicamente inibida e revolta contra todas as formas de constrangimento exteriores ou interiores, contra o controle exercido por segundos ou contra a ação inibidora da própria consciência hipersensível". (Medicina psicossomática, p. 185.)

Voltando agora para a Medicina psico-espiritual, encontramos nela conceitos muito mais precisos e definidos, em perfeita analogia com aquilo que a ciência oficial ainda debate e pesquisa.

A relação entre tipo psicológico e doença é tida como uma realidade, pois, de acordo com o esoterismo, o que produz a diferença de temperamento entre os indivíduos é a predominância de uma determinada faculdade ou energia, também em estreita correlação com um centro etéreo e com uma glândula endócrina específica no plano físico.

Mencionaremos agora, rapidamente, a tipologia psicológica das doutrinas esotéricas.

De acordo com o esoterismo, tudo o que resulta da criação, portanto também o homem, está sob a influência de sete grandes energias cósmicas chamadas "Raios"; energias que derivam do Uno, que em um primeiro momento torna-se Três e depois Sete.

[Para maiores informações sobre a teoria dos "Sete Raios", ver o volume de Angela Maria La Sala: Os sete temperamentos humanos, útil do ponto de vista psicológico, ou então o Tratado sobre os Sete Raios, de Alice Bailey, que aborda o assunto de um ponto de vista cósmico e esotérico.]

Na realidade, tais energias exprimem sete notas, sete qualidades que, mesmo parecendo na manifestação e no homem bem distintas e separadas, formam em seu conjunto a harmonia e a totalidade do Uno, justamente como as sete cores do arco-íris, reunidas, produzem a luz branca.

Estas sete qualidades são, para o homem, "sete caminhos evolutivos", conforme está escrito na Doutrina Secreta de Helena P. Blavatsky, isto é, sete modos de retornar ao Absoluto, sendo que os homens, no correr do processo evolutivo, podem vir a encontrar-se em um ou outro dos caminhos, o qual representa a linha de menor resistência individual.

Quando estamos próximos do despertar da consciência do Si, a nota, ou raio prevalente, começa a fazer sentir a sua presença, pois delineia-se a nossa individualidade, antes latente mas sufocada pela "falsa" consciência, pelo conjunto de condicionamentos e automatismos que impediam ao verdadeiro ser central se manifestar.

É o momento que Sri Aurobindo denomina individualização da consciência, que faz emergir o centro de consciência, o verdadeiro "eu".

"Um ser consciente está no centro de mim mesmo; ele governa o passado e o futuro, é como um fogo sem fumaça... é preciso desembaraçá-lo pacientemente do próprio corpo", afirma o Upanishad (Katha Upanishad IV).

É este um momento extremamente importante para a evolução do homem, pois o "eu" deve ser formado, o centro de consciência do nosso ser deve ser evocado, pois é justamente através deste centro que nos superamos e atingimos o mundo da Realidade.

O caminho para a realização do Si é constituído primeiramente por uma interiorização, depois por uma "concentração" da atenção em um ponto central, que é como um cerne, um apoio, um centro de focalização em que se recolhem e giram harmoniosamente todas as energias da personalidade, que são somente instrumentais.

Este ponto central é o "eu", a individualidade, a nossa criatividade, a nossa "ipseidade", que em seguida deverá ser transcendida, ou melhor, ampliada até a identificação com o Eu Universal.

Afirma Sri Aurobindo: "O eu é ajuda; o eu é obstáculo", querendo dizer com estas palavras que primeiramente devemos evocar e criar a nossa individualidade, o Ser Psíquico, como ele o chama, pois sem ele não poderíamos nos tornar conscientes e realizados, e em seguida devemos superá-lo para que ele não constitua uma limitação, um impedimento.

A individualidade não é a personalidade; isso deve ficar bem claro pois esta última não apresenta realidade própria mas somente uma "falsa" consciência, quando ainda não emergiu o "centro de consciência" que é justamente a individualidade.

A personalidade é constituída pelo conjunto dos três veículos de expressão, não sendo mais que automatismo e mecanicidade: é somente um instrumento.

A individualidade é o Eu verdadeiro, o reflexo do Si, seu ponto de apoio e de expressão.

É também chamada por alguns Alma ou Ego superior, sendo ela que cria a continuidade entre uma e outra encarnação.

Este Eu individual ou Alma não é algo vago e impreciso, mas bem caracterizado e especificado.

Traz em si uma marca precisa, sua, somente sua, diferente da de qualquer outro, sendo ela também o seu caminho, a sua "missão", o seu encargo no grande Plano evolutivo, do qual é uma partícula, conquanto mínima.

Esta "marca" individual é justamente o "raio" que exprime, a nível psicológico, qualidades e características bem precisas, formando um determinado "temperamento" ou tipo.

Os raios, como dissemos, são sete:

I Raio da Vontade-Poder;
II Raio do Amor-Sabedoria;
III Raio da Inteligência Criativa;
IV Raio da Harmonia através do conflito;
V Raio da Ciência Concreta;
VI Raio da Devoção e do Idealismo;
VII Raio da Concreção Física.

Cada um de nós pertence, enquanto individualidade, a um ou outro dos raios acima mencionados, o qual representa a sua nota a ser expressa e posteriormente aperfeiçoada, e que, sendo latente e potencial, deve ser descoberta e depois expressa até a sua plenitude.

Portanto, durante um longo ciclo de encarnações, cada um de nós permanece no mesmo raio, até que tenhamos expressado plenamente, quando então passamos para outro raio, pois a meta é chegar à totalidade, à perfeita harmonia, que compreende em si todas as sete notas.

No que diz respeito às doenças, de acordo com a Medicina psico-espiritual, existe uma relação direta e bastante clara entre faculdade, tendências, características psíquicas e veículo físico, sendo, pois, lógico que o temperamento de um determinado indivíduo possa conduzi-lo a erros e defeitos capazes de gerar distúrbios físicos e doenças.

De fato, sendo todo Raio, na a mais alta essência, expressão de faculdades elevadas e espirituais, ao se manifestar em um indivíduo ainda não evoluído e purificado, ele se altera e, assim dizer, é poluído, manifestando aspectos negativos e deletérios.

Assim por exemplo, o Raio da Vontade-Poder, pode, se o indivíduo não é evoluído, exprimir violência, autoritarismo, auto-afirmação, ira e destrutividade em outras palavras, a força de vontade é degradada e invertida, exprimindo sobretudo agressividade e instinto de auto-afirmação, sendo canalizada como vimos, no plano etéreo, através do Centro da base da espinha dorsal.

É preciso, a essa altura, mencionar que os Raios, conquanto somem Sete derivam na realidade dos três aspectos do Uno de que tantas vezes falamos, e podem ser reencontrados em todos os planos da manifestação, sob infinitas formas.

Recordemos estes três aspectos:

a) Pai (I aspecto)                         Vontade
b) Filho (II aspecto)                    Amor
c) Espírito Santo (III aspecto)     Inteligência Criativa

Entre os três primeiros e os três últimos Raios, há uma perfeita correspondência, pois eles exprimem justamente as três energias, embora orientadas em diferentes direções e, portanto, utilizadas com finalidades diferentes.

De fato, os três primeiros utilizam as energias dirigindo-as para o mundo subjetivo, interior, e os três últimos, ao contrário, dirigindo-as para o mundo objetivo e exterior.

Portanto, constatamos que:

O I Raio dirige a Vontade para o mundo interior;
O II Raio dirige o Amor para o mundo interior;
O III Raio dirige a Inteligência para o mundo interior;
O VII Raio dirige a Vontade para o mundo exterior;
O VI Raio dirige o Amor para o mundo exterior;
O V Raio dirige a Inteligência para o mundo exterior.

Assim, os três primeiros poderiam ser considerados introvertidos, e os três últimos extrovertidos.

O IV é "ambivertido" pois se dirige tanto para o interior como para o exterior, visando a superar a dualidade, e suscitar novamente união e harmonia entre os dois pólos do Espírito e da Matéria.

É lógico, portanto, deduzir daí que a preponderância de um determinado Raio num indivíduo conduza ao hiper ou ao hipofuncionamento de um determinado centro e da glândula correspondente, conforme este seja extrovertido (isto é, levado à congestão), ou introvertido (isto é, levado à inibição), como vimos na primeira parte deste livro.

Naturalmente, os distúrbios e as doenças acham-se relacionadas com o centro e a glândula em questão, e serão doenças provocadas por congestão ou por inibição, em razão do motivo acima mencionado.

No caso do aspirante espiritual próximo da realização do Si, o problema se apresenta mais claramente, pois com a gradativa emergência da individualidade, o Raio predominante se revela, buscando exprimir-se através do centro correspondente, podendo, entretanto, encontrar obstáculos conscientes ou inconscientes.

Os obstáculos são quase sempre inevitáveis, pois, como já dissemos, estando a personalidade (o conjunto dos três veículos inferiores) até aquele momento abandonada a si mesma, funcionando "mecanicamente", ela se estabilizou num determinado ritmo, adotou determinados hábitos e por pouco não se petrificou numa espécie de entidade, num "eu" falso, que não quer ceder o seu domínio.

Não é fácil vencer os hábitos da personalidade, dissolver a sua solidificação, mudar o seu ritmo, mesmo que a essa altura tenhamos consciência de uma outra realidade e comecemos a sentir a presença do verdadeiro Eu.

É preciso um longo e lento trabalho de libertação e transformação para instaurar um novo ritmo, o que pode conduzir a períodos de conflito, tormento, sofrimento e doença.

Neste período, justamente, a doença é sintoma desse estado interno de sofrimento e transformação, durante o qual desatam-se os nós dos antigos hábitos, dissolvem-se cristalizações, inverte-se a direção das energias e, dependendo do tipo de doença, o indivíduo pode descobrir qual é a nota central implicada, qual é a energia que procura exprimir-se, e que, uma vez liberta, revelar-se-á o seu "caminho".

Para exemplificar, se o aspirante se encontra no Segundo Raio, poderá antes do despertar do Si sofrer uma doença das vias respiratórias (pleurite, pneumonia etc), pois as energias sobem em direção ao Centro do Coração e buscam se exprimir através deste sob a forma de Amor e sentimentos de União, embora os automatismos inconscientes do eu pessoal se oponham e continuem a funcionar à base de antigos ritmos e hábitos de apego, amor possessivo e limitado por cega e obstinada mecanicidade.

As energias do amor, não podendo se exprimir através do Centro do Coração, invadem a área ao redor provocando "congestões", disfunções, alterações em todos os órgãos do tórax.

De fato, a doença representa uma "ruptura" de ritmo, uma crise que rompe velhos hábitos, uma superação de etapa árdua e cansativa, que vai dar, enfim, numa reviravolta, num renascimento, no início de um novo ciclo de vida.

Portanto, a relação entre o próprio temperamento ou Raio e a doença existe e se revela especialmente no período que antecede o despertar do Si, pois a própria nota central, antes de se exprimir em toda a sua pureza e plenitude, deve se libertar dos hábitos viciados em que vinha incorrendo, deve fazer ecoar a sua real vibração espiritual e cumprir o seu trabalho.

Esta teoria dos Sete Raios nos oferece um modo de "reconhecer" sem grande dificuldade o caminho de menor resistência para nos auto-realizarmos e manifestarmos a realidade espiritual latente em nós, segundo a nossa espontaneidade, a nossa autenticidade, deixando que nos guiemos pela corrente irresistível e poderosa da força central do nosso ser, o qual, sendo por natureza de origem divina, nos leva de volta para o alto.

Eis por que todas as escolas, todos os Mestres e todas as doutrinas psicológicas baseadas na intuição afirmam que, para reencontrar o Si espiritual, a essência divina em nosso interior, devemos antes de mais nada aprender a ser o que somos, devemos reencontrar a nossa autenticidade, a nossa realidade profunda, libertando-nos das infra-estruturas, dos condicionamentos e falsos "eus".

Reencontrar a nós mesmos e ao verdadeiro Eu nos leva automaticamente a entrar em sintonia com a energia divina e verdadeira que nos anima, que nos impulsiona, o que significa exprimi-la plenamente, encontrando a perfeita harmonia com o nosso núcleo profundo, o qual, mesmo que individualizado e específico, é uma partícula do Uno, é uma nota da grande sinfonia cósmica da criação.


Fonte:
Livro MEDICINA PSICO-ESPIRITUAL
Angela Maria La Sala Bata
Tradução de Pier Luigi Cabra

Palavras ao Vento (Por Pedro Bial com Voz de Lázaro Ramos)

Pai Nosso (Em Aramaico)






PAI NOSSO  (Em Aramaico)


Abwun d’bwashmaya
Nethqadash shmakh
Teytey malkuthakh
Nehwey tzevyanach aykanna d’bwashmaya aph b’arha.



Hawvlan lachma d’sunqanan yaomana
Washboqlan khaubayan (wakhtahayan)
aykana daph khnan shbwoqan l’khayyabayn



Wela tahlan l’nesyuna
Ela patzan min bisha
Metol dilakhie malkutha wahayla wateshbukhta
l’ahlam almin.
Ameyn.



Uma possível nova tradução do aramaico


Ó Força Procreadora! Pai-mãe do Cosmos,
Focaliza Tua Luz dentro de nós,tornando-A útil.

Crea teu reino de Unidade, agora-

O Teu desejo Uno atue então com o nosso,
Assim como em toda luz
E em todas as formas.


Dá-nos todos os dias o que necessitamos
Em pão e entendimento.


Desfaz os laços dos erros que nos prendem,
Assim como nós soltamos as amarras
Com que aprisionamos
A culpa dos nossos irmãos.


Não permitas que as coisas superficiais nos iludam
Mas libera-nos de tudo o que nos detém.


De Ti nasce toda vontade reinante,
O poder e a força viva da ação,
A canção que se renova de idade
Em idade e a tudo embeleza.


Verdadeiramente – poder a esta declaração -
Que possa ser o solo do qual crescem
Todas as minhas ações.
Amén.


Orações do Cosmos
Neil Douglas-Klotz
Tradução - Sabira Christina e Lourdes Cordeiro

Fonte: caminhos de luz







domingo, 26 de setembro de 2010

O Caminho do Conhecimento / Antroposofia




Consideramos nosso dever proporcionar ao leitor alguns esclarecimentos, à guisa de respostas, à pergunta que ele certamente já vinha formulando desde os primeiros trechos deste livro:

Como é que se pode saber algo dos mundos superiores, com que grau de probabilidade podemos admitir as comunicações feitas por Rudolf Steiner e outros a seu respeito?

Cabe aqui uma primeira observação.


A própria Antroposofia indica os meios que permitem, em certas circunstâncias, verificar, pela própria experiência, os fenômenos ocultos por ela descritos.

Mas, talvez, a grande maioria dos homens não esteja interessada nem inclinada a seguir esse caminho.

Muitos procurarão conhecer e compreender a Antroposofia e suas realizações sem submeter-se a esse processo de iniciação.

Essa atitude é perfeitamente compreensível.

Em matéria de ciência, a "prova" da verdade (se é que podemos falar assim; na realidade, a ciência moderna passou a ser bem modesta em suas esperanças de descobrir a "verdade") se faz pela verificação dos fatos e princípios cuja existência é afirmada.


Não vamos entrar numa discussão estéril sobre o valor de tal "verificação", já que as próprias escolas filosóficas discordam veementemente sobre esse assunto.

Fatos supra-sensíveis podem ser observados e interpretados apenas pelo vidente. Mas qualquer pessoa dotada de inteligência e bom-senso pode compreender as descrições e interpretações fornecidas pelo vidente e indagar se elas se enquadram nos fenômenos normais da vida comum.


Essa atitude objetiva, isenta de preconceitos, permite a todo homem sensato constatar:

*Os fatos supra-sensíveis afirmados pela Antroposofia formam um todo coerente, sem contradição intrínseca.

*Não estão em oposição ou desacordo com nenhum fato da nossa ciência comum.

*Explicam inúmeros fenômenos, que a ciência comum é incapaz de explicar.

*De maneira idêntica ou semelhante, tais fatos foram afirmados por todos os grandes iniciados de épocas passadas.


Nada disso constitui uma "prova", no sentido comum do termo; mas não há dúvida de que a ciência espiritual antroposófica possa satisfazer qualquer espírito crítico, devido ao seu alto grau de verossimilhança, à seriedade de suas atitudes, ao caráter científico dos seus métodos e, principalmente, aos estupendos resultados obtidos por suas realizações práticas.

A vidência, que permite observar conscientemente fenômenos supra-sensíveis, não é, hoje em dia, uma faculdade comum; ela o era em tempos remotos, e o será novamente em tempos futuros.


Nesse intervalo, a capacidade de vivenciar a realidade dos mundos superiores pode ser adquirida mediante uma transformação que consiste no despertar de órgãos de percepção superior, órgãos esses que fazem parte dos corpos não físicos do homem.

"Iniciação" é o nome dado ao processo pelo qual se consegue esse despertar; existe uma vivência atávica e inata da qual não falaremos aqui.

O que caracteriza a iniciação antroposófica é o fato de que esta procura obter o despertar dos órgãos de percepção supra-sensível por um caminho inteiramente consciente.

Nada fica na penumbra de estados semi-conscientes ou inconscientes, ou no enlevo de estados extáticos ou orgiásticos.

O homem que se encaminha pela senda da iniciação tampouco fica na dependência de qualquer hierofante ou guru.

Na Antiguidade, a iniciação era conseguida nos Mistérios dos templos e oráculos.


O iniciado ou neófito recebia durante anos um ensinamento profundo e era submetido a um treino intenso da vontade, de perseverança, da coragem e outras qualidades.

Chegado o momento da iniciação propriamente dita, o seu mestre o fazia adormecer e, durante um sono de três dias e meio, manipulava o corpo etérico por praxes mágicas de maneira a quase separá-lo do corpo físico; isso o capacitava a acompanhar o "eu" em suas peregrinações pelos mundos espirituais.

Ao acordar, o candidato era um "iluminado", porque o corpo etérico que acompanhara o "eu" tinha agora a lembrança de toda a realidade espiritual vivenciada por este.

O iniciado sabia, nessa altura, por experiência própria, que o mundo espiritual existia.

Por meio de novos exercícios, ele aprofundava ainda mais esses conhecimentos.

A preparação anterior era necessária para permitir ao indivíduo suportar conscientemente tais vivências.

Essa iniciação era originalmente praticada no fundo dos Mistérios.


Mais tarde, estes degeneraram, e somente alguns círculos muito fechados e secretos passavam a uns poucos escolhidos a sabedoria iniciática, enquanto a maior parte dos homens já se tinha afastado do contato com os mundos superiores.

Havia sempre fraternidades ocultas, como os cabalistas, os cavaleiros do Graal ou os rosacruzes autênticos, ordens como a dos Templários, correntes heréticas como a dos cátaros, escolas filosóficas como a de Chartres e indivíduos "místicos" ou alquimistas, desacreditados e perseguidos pelas religiões oficiais.

A própria maçonaria era originalmente uma sociedade esotérica.

Hoje o indivíduo que pretende seguir uma evolução iniciática não precisa pertencer a nenhuma seita ou sociedade oculta.

Sozinho, com plena consciência, pode, por meio de certos exercícios espirituais, elevar-se pouco a pouco à clarividência.

Tais exercícios têm por finalidade o despertar gradativo dos órgãos de percepção supra sensível; por meio deles consegue-se uma transformação da substancialidade astral e etérica.

Como estamos aqui em domínios não-físicos, o leitor não estranhará que atividades não-físicas, como pensamentos, sentimentos, atitudes morais, etc., constituem instrumentos desta transformação.

Como no mundo físico, certos obstáculos desse domínio podem impossibilitar um processo qualquer a ele ligado; assim, certas atitudes ou atividades mentais, sentimentais ou morais erradas podem tornar qualquer evolução iniciática impossível, ou deturpar-lhe completamente o sentido e os resultados.

Erros, visões falsas e enganos são o resultado de quem quer forçar um desenvolvimento oculto sem a observação de uma série de regras básicas.

A não-observação de tais regras abre caminho à atuação de seres espirituais interessados em impedir uma evolução iniciática certa e harmoniosa.

Daí a possibilidade de ilusões e erros crassos, característicos de movimentos esotéricos charlatanescos e de práticas altamente condenáveis como o mediunismo e a vidência conseguida pela simples aplicação de substâncias químicas, como as drogas e os psicotrópicos modernos.

Nesta breve exposição devemos limitar-nos a alguns aspectos gerais e as linhas que se seguem pretendem apenas completar a imagem que o leitor já fez da Antroposofia.


Para maiores detalhes, deve-se estudar as obras de Rudolf Steiner sobre esse assunto.

Antes de começar os exercícios propriamente ditos, o aluno espiritual deverá conseguir o domínio e a harmonização consciente de todas as suas faculdades mentais e anímìcas. Isso parece fácil, mas o estudioso aplicado verá como é difícil essa harmonização.

Deve-se aspirar à perfeita serenidade dos sentimentos, vencendo qualquer impulso descontrolado de simpatia ou antipatia.

A mesma serenidade deve reinar no pensar, ou antes, o candidato deve esforçar-se por controlar, ao menos cinco minutos por dia, a sua atividade mental de tal maneira que pense somente naquilo em que quer pensar (tente o leitor dirigir os seus pensamentos durante dois minutos para qualquer assunto sem desvio algum, verá como esse exercício de aparência tão ingênua é, na realidade. difícil ...).

A vontade deverá ser treinada por exercícios de perseverança.

De maneira geral, o aluno espiritual deve abrir-se ao mundo, praticar uma atitude realmente positiva e igual frente ao mundo, impregnando de amor e de consciência todos os seus atos.

Nada, nesses exercícios, implica numa fuga do mundo ou em estados de enlevo.


Ao contrário, o aluno deve ser mais realista, mais positivo, mais consciente do que antes e continuar com zelo redobrado em todos os seus afazeres profissionais, familiares e sociais em geral.

Aliás, esses exercícios limitar-se-ao no começo a alguns minutos por dia.

É preciso, porém, regularidade e perseverança que, em si, já constituem um exercício.

Sem praticar esse treino de harmonização das suas faculdades intelectuais, sentimentais e volitivas, o candidato procurará em vão o desenvolvimento dos órgãos de percepção superior latentes, por meio de exercícios iniciáticos.

Estes começam pela representação mental de certos símbolos, frases ou versos, sem que o aluno se deixe influenciar por qualquer impressão sensível e sem que os seus pensamentos se desviem do objeto da representarão.

Essa concentração chama-se "meditação".

Como fruto das meditações, inúmeras vezes repetidas com paciência, com a maior humildade espiritual e sem qualquer curiosidade, embora com plena consciência mental, o meditante pode ter uma sensação fugaz e indescritível de visões não-físicas, quais sonhos conscientes, nos quais as imagens lhe vêm "de fora".

Como essa impressão se assemelha a uma imagem, esta primeira etapa se chama "consciência imaginativa" ou "imaginação".

Ela é caracterizada pela transformação constante das "imagens". Ao mesmo tempo o candidato verifica que está num estado de alerta mental, e que seu pensar Ihe parece realizar-se sem a intervenção do cérebro.

Mediante uma perseverança férrea, essas sensações, esporádicas no começo, podem tornar-se mais frequentes e regulares.

Ao mesmo tempo, notar-se-á que o sono se torna mais consciente e mais transparente.

Os sonhos parecem tomar um sentido mais concreto.

O vidente perceberá esse nascimento da clarividência num outro indivíduo através de uma transformação da aura.

Ao mesmo tempo "verá" que certos órgãos astrais do aluno se destacam mais que antes.

Trata-se de órgãos de forma "redonda" situados, na maior parte, no eixo do corpo, a alturas variadas.

Esses órgãos, os chamados "flores de loto" ou chacras, tornam-se mais "luzentes" e começam a apresentar movimentos rotativos.

Essa clarividência persistirá somente durante a meditação.


Nos intervalos, o homem voltará aos seus misteres costumeiros, procurando ainda mais o controle e a harmonização das suas faculdades.

Com efeito, estas se disjuntam de certa maneira sob a influência da iniciação; é como se o pensar, o sentir, o querer, fossem caminhar em direções diversas ou até opostas.

Já empregamos várias palavras como "redondo", "luzente" ou "visão" para descrever fenômenos supra-sensíveis.


Trata-se naturalmente apenas de equivalentes das nossas impressões sensoriais.

Pouco a pouco, o aluno terá também vivências comparáveis ao calor, ao frio, aos sons, à luz, e notará que essas impressões sensoriais superiores correspondem a uma realidade ainda mais elevada, que se manifesta através dessas sensações.

Para chegar a essa realidade subjacente, ele deverá elevar-se a um grau mais alto de vidência, a segunda etapa chamada "consciência inspirada" ou inspiração.

Para tal o aluno espiritual procura eliminar, por um ato de vontade, os símbolos ou frases, objeto da sua concentração, concentrando-se no "vazio" produzido por essa eliminação consciente.

Se tiver sucesso, "perceberá" seres espirituais que se escondiam "atrás" das imagens do primeiro grau de vidência.

É como se percebesse agora o vento, quando antes "via" só os objetos movidos pelo mesmo.

Nesse segundo grau de conhecimento superior ele começará a ter a capacidade de "ler" na crônica do Akasha; ele estenderá o seu campo de observação até a sua existência anterior ao nascimento; conseguirá também "acompanhar" os mortos em sua existência post-mortem.

Ao mesmo tempo, seu corpo etérico, sofrerá uma transformação e desenvolverá órgãos novos.


O iniciado verificará que correntes etéricas o preenchem, irradiando para fora do seu corpo.

A sua própria aura se transforma, e o seu corpo etérico cresce para além dos limites do corpo físico.

O terceiro grau de consciência superior é o da intuição.


O aluno tentará chegar a ele fixando a atenção em sua própria atividade mental, durante o tempo em que se concentrar na meditação.

A consciência intuitiva permitirá ao iniciado conhecer "de dentro" os seres que, na inspiração, percebeu "de fora".

Penetrará neles e, por assim dizer, vive-los-á, tornando-se "uno" com eles.

Isso lhe permite conhecer-lhes a vida interior e o estado de consciência.

Ao mesmo tempo, o iniciado, se torna pouco a pouco capaz de vivenciar as próprias encarnações passadas.

As três fases da iniciação - imaginação, inspiração e intuição - não se seguem necessariamente uma à outra.


Pode haver simultaneamente experiências pertencentes a vários graus de consciência.

Mas sempre, ao "voltar" à consciência cotidiana, o homem deverá viver uma vida normal, procurando fortalecer o seu eu que continua ameaçado pelas tendências "centrífugas" acima mencionadas.

Em seus estados de vidência, o iniciado vive agora nos mundos de seu eu iria percorrer normalmente apenas depois da morte.


Entre as experiências mais incisivas estão dois encontros:

*O primeiro coloca-o à frente do chamado "guarda do limiar": é a sua própria astralidade ainda imperfeita, o conjunto das suas forças anímicas impuras, o qual se lhe opõe, qual um sósia, barrando-lhe o caminho. Enquanto a visão desse monstro lhe aparece em sua meditação, o candidato sabe que ainda não está maduro para trilhar o caminho que leva às regiões superiores dos mundos espirituais.

*O segundo encontro não é menos terrível. Mas desta vez é uma visão sublime, que faz sentir ao homem a insignificância do seu ser. É um ente brilhante, puríssimo, poderosíssimo, que lhe aparece, aniquilando-o e elevando-o ao mesmo tempo. É uma visão do Eu Cósmico total, daquele ser que é como que a personificação do eu humano ideal: o Cristo.

Paramos aqui com essas breves indicações relativas ao caminho iniciático.


Palavras humanas não permitem descrever os mundos superiores.

As experiências relatadas pelos iniciados são, na realidade, indescritíveis.

Em tempos modernos houve só um que as traduzisse em termos terrenos acessíveis ao raciocínio comum.

Foi Rudolf Steiner, que cumpriu assim a tarefa histórica de ser o iniciador de um movimento que deverá levar o ser humano, em tempos futuros, a uma reintegração consciente nos mundos superiores.

Esse estado deverá ser alcançado quando o homem terminar sua missão terrena.


Livro: Noções Básicas de Antroposofia / Rudolf Steiner
Editora Antroposófica

Fonte:
sociedade antroposófica brasileira

sab

Ave Maria (Instrumental) Por Kenny G

sábado, 25 de setembro de 2010

Respiração do Rejuvenescimento


A 3 Respirações


São comuns pessoas que se queixam de problemas respiratórios. Algumas reclamam que estão sempre cansadas, não têm fôlego e encontram-se sem energia.

Tomar consciência de nossa respiração, de como respiramos habitualmente e de como devemos respirar é um dos pontos fundamentais do Yoga.

No exercício das posturas devemos permanecer com a atenção constantemente voltada para o modo como estamos respirando.

Durante o relaxamento, é o ritmo da respiração que nos leva para a via da serenidade, aquietando a nossa mente e permitindo que o corpo descanse.

Para que tomemos consciência da nossa capacidade plena de respiração e de como, controlando-a, podemos ganhar saúde, vitalidade, capacidade de concentração, serenidade, clareza mental e equanimidade, o Yoga oferece inúmeros exercícios respiratórios.

Entretanto, há um exercício denominado “Respiração Completa” que pode ser considerado como aquele que está na base de todos os outros.

É nele que vamos tomar consciência da nossa plena capacidade respiratória levando o ar para as três regiões de nossos pulmões:


a região baixa, abdominal ou diafragmática,


a região média intercostal ou torácica,


e a região alta ou subclavicular.


Com a vida acelerada e sedentária que a maioria das pessoas leva nas cidades grandes perde-se a percepção de como deve ser a respiração.

Em geral, respira-se “curtinho” e nos níveis mais altos de nossos pulmões.

Muitas pessoas respiram sem movimentar as costelas ou o abdômen adequadamente, mantendo quase sempre o torso rígido.


Quando você pratica uma respiração completa:

Logo abaixo dos pulmões há um músculo laminado, denominado diafragma, que separa o peito do abdômen.

Na medida em que o ar é insuflado para as partes baixa, média e alta, o diafragma se contrai, deslocando-se para baixo empurrando os órgãos do abdômen enquanto este se expande e a caixa torácica expande-se para fora e para cima.

Na expiração, o diafragma relaxa-se enquanto o abdômen, a caixa torácica e a parte alta do peito se contraem naturalmente.

A posição ideal para se começar a respiração completa é estar deitado de costas com as pernas alongadas ou então flexionadas, como a pessoa preferir.

É importante observar que na respiração completa tanto a inspiração como a expiração devem ser feitas pelo nariz.

Antes de iniciarmos devemos fazer três exercícios preliminares que têm como função fazer com que a pessoa aprenda a colocar a sua respiração no abdômen, na caixa torácica e no alto do peito.


Vejamos como se faz.

Exercícios preliminares:


Respiração diafragmática, baixa ou abdominal

Para sentir melhor esta respiração coloque as mãos sobre o abdômen.

Ao levar o ar para a parte baixa dos pulmões, pode-se observar que o abdômen sobe na inspiração e desce na expiração.

Esta respiração é calmante, relaxante e sedante.

Ela atua nos nossos centros de energia inferiores, baixando os níveis de ansiedade, apaziguando emoções e a mente como um todo.

Ao realizar esta respiração abdominal de modo consciente é possível observar que, aos poucos, o ritmo da respiração se alonga e torna-se semelhante à respiração do sono profundo.

É como a respiração durante o sono de uma criança que está dormindo beatificamente.

Ao fazer esta respiração sinta-se como esta criança em plena idade da inocência, entregue a este sono gostoso.

Em situações de stress e ansiedade, a nossa respiração encurta-se e fica bloqueada, limitada aos níveis superiores de nossos pulmões, sobretudo à parte alta.

Respira-se “curtinho” e, na maioria dos casos, só se faz esta respiração alta.

Em caso de intenso nervosismo torna-se uma respiração alta sincopada que pode até, em situações extremas, assemelhar-se ao choro convulsivo da criança que soluça.

Nestas situações de stress e ansiedade, recomenda-se então fazer as respirações abdominais que acalmam e relaxam.

Nos casos em que há dores, sobretudo abdominais e de cabeça, esta respiração baixa consideravelmente o limiar dessas dores chegando, por vezes, a eliminá-las por completo.

É por isto que a respiração abdominal é também chamada de respiração sedante.


Respiração média, intercostal, ou torácica

Coloque as mãos sobre as costelas.

Ao levar o ar exclusivamente para esta parte média dos pulmões podemos observar que as costelas se afastam expandindo ao máximo toda esta região intercostal.

Na expiração sentimos que as costelas se aproximam novamente.

Esta respiração média expande e fortalece os músculos do tórax abrindo o peito, fortalecendo também os músculos que sustentam a coluna dorsal, favorecendo uma postura correta.

Em situações de timidez, de medo, de falta de autoconfiança podemos observar que o peito se fecha, a coluna dorsal se curva.

As respirações médias perdem o vigor e não se respira na capacidade plena desta região do tórax.

A respiração torácica consciente atua nos centros de energia do plexo solar e do plexo cardíaco, abrindo-nos para sentimentos de destemor, de iniciativa, de determinação, de autoconfiança, de receptividade, de doação e de amor universal.

Uma vez percebidos os três níveis de respiração de nossos pulmões podemos passar então para a respiração completa.

Solte os braços ao longo do corpo.


Respiração alta ou subclavicular

Leve suas mãos para a região logo abaixo das clavículas.

Ao conduzir o ar para esta região alta dos pulmões observamos que os ombros sobem um pouco em direção às orelhas e depois descem novamente na expiração.

Esta respiração é um pouco mais difícil de ser percebida isoladamente quando se está começando a tomar consciência dos três níveis de respiração dos pulmões.

Para percebê-la melhor devemos levar o ar para a parte média dos pulmões e, em seguida, continuar a preenchê-los na região mais alta até a sua capacidade plena.

É nesta região que se concentra mais a respiração em situações de stress e ansiedade e muitas pessoas respiram quase que exclusivamente nela.

São respirações bem mais curtas uma vez que o espaço dos pulmões nesta região é menor. A respiração alta como exercício consciente é importante para que percebamos os três níveis de respiração além de trazer benefícios à região da garganta, ativar as glândulas da tireóide, fortalecer os músculos do pescoço, beneficiar a audição e a emissão da voz.

Do ponto de vista energético atua no centro da garganta, desenvolvendo a criatividade e a expressão.


A respiração completa

Conduza o ar primeiramente para a parte baixa dos pulmões, depois para a parte média e em seguida para a parte alta.

A expiração pode ser feita de cima para baixo, eliminando primeiro o ar da parte alta, depois da média e por último da baixa.

Alguns autores recomendam que, se for mais cômodo, a expiração pode também ser feita de baixo para cima.

A meu ver, o que é realmente essencial na expiração é que a eliminação do ar seja realizada conscientemente percebendo-se os três níveis dos pulmões e esvaziando-os totalmente.

É fundamental, portanto, estar consciente do movimento ondular da respiração completa e realizá-la na capacidade plena dos pulmões, tanto na inspiração preenchendo-os completamente, como na expiração esvaziando-os totalmente.

Depois de algum tempo de prática é possível fazer a respiração completa de modo mais fluente passando de um nível dos pulmões para o outro naturalmente.
A respiração completa é calmante, revitalizante e tonificante.

Atua como uma massagem interna beneficiando o coração e os órgãos abdominais, tonificando o aparelho respiratório, o sistema endócrino e o sistema nervoso.

Garante melhor oxigenação do sangue purificando-o e liberando o organismo de toxinas pelas expirações completas.

Nutre e revitaliza o sangue na inspiração completa.

Não bastasse tudo isso há algo “a mais” que a respiração completa traz como benefício: ao inspirarmos estamos captando, além de oxigênio, a energia prânica.

Prana, segundo o Yoga, é a energia vital que está presente no ar que respiramos, nos alimentos que ingerimos, na água que bebemos, enfim, em toda a energia que move o Universo.

Tanto mais prana ingerimos quanto maior for a pureza destes elementos.

Sinta, então, ao fazer a respiração completa que você capta junto com o oxigênio essa energia prânica e experimente o bem-estar ao mentalizá-la nutrindo e harmonizando todo o seu ser.

Por tudo isso a respiração completa é considerada a respiração do rejuvenescimento.

Com ela restabelecemos a saúde, a vitalidade e a energia física, e atingimos a serenidade emocional e a clareza mental.

Fonte: gnosis
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