quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Qual o sentido da minha existência? (Antroposofia)



Correspondendo às suas raízes lingüísticas, a palavra antroposofia (do grego "antropós" que significa homem e "sophia" que significa sabedoria) significa sabedoria a respeito do homem.

Elaborada, em seus princípios pelo filosofo austríaco Rudolf Steiner (1861-1925), procura satisfazer a busca de conhecimento do homem moderno a respeito de si mesmo e recorrentes perguntas do ser humano:

Quem sou eu?

De onde venho?

Aonde vou?

Qual é o sentido de minha existência?


Insatisfeito com as soluções apontadas até agora para suas questões metafísicas, o homem da atualidade já não se contenta em crer - na verdade ele deseja saber sobre os enigmas da existência, para os quais não encontra caminhos acessíveis nem na religião nem nas ciências modernas.

Se, por um lado, a via do misticismo lhe cobra a renúncia a qualquer cogitação racional, por outro a ciência lhe oferece um árido intelectualismo que condena a legitimidade de seus anseios espirituais.


Ora, a antroposofia procura atender a essa busca de conhecimento sem incorrer em tais unilateralidades.

Parte do fato de que a capacidade cognitiva do homem pode ser elevada da percepção sensorial e do pensar normal a estados superiores de conhecimento e de consciência, sem que a pessoa tenha de renunciar a plena lucidez de sua mente.

Proporciona ao ser humano um conhecimento da existência superior que transcede sua corporalidade material, fisicamente perceptível.


Suas pesquisas atestam que a expressão física da figura humana constitui apenas um núcleo denso de uma natureza mais ampla e pluri-organizada, cujo conhecimento abre imensas perspectivas para uma verdadeira compreensão da existência e de suas relações cósmicas.

A esse conhecimento superior revela-se, então, a visão de uma realidade não-física que impregna o Universo e a própria entidade humana, acrescentando uma dimensão espiritual aos valiosos conhecimentos acumulados pela ciência.

Esse conhecimento pode e deve ser alcançado com plenas lucidez, dispensando estados de êxtase ou uma consciência embotada.


É, portanto, com um pensar consciente e fortalecido pela prática de exercícios apropriados - que o estudo da antroposofia pode ter acesso a realidades cósmicas mais abrangentes, das quais o próprio homem é uma síntese incontestável.

Para isso dispõe de métodos objetivos e científicos, que igualam a antroposofia a qualquer ciência dita exata.

É nesse sentido que se pode denominá-la também como Ciência do Espírito, aplicável, na prática, a todos os domínios da vida humana.

Não é de estranhar, portanto, que há décadas se pratique com base em seus princípios, uma pedagogia adotada em escolas em todo o mundo (a Pedagogia Waldorf), uma medicina já bastante conceituada, uma agricultura biodinâmica, uma pedagogia terapêutica para crianças e adolescentes necessitados de cuidados especiais, uma psicologia espiritual em franco desenvolvimento, uma farmacologia ampliada uma pedagogia social voltada para o desenvolvimento de grupos e organizações. Citem-se ainda, no âmbito das arte, a eurritmia (arte do movimento executada nos planos cênicos, pedagógico e terapêutico) e a arte da fala (cultivo da linguagem mediante princípios espirituais).


Estas menções demonstram que a antroposofia não se atém ao plano meramente teórico - ela se liga intimamente à realidade do mundo, contribuindo com suas descobertas para uma vida humana mais íntegra.

A imagem do homem em toda a sua complexidade físico-espiritual colabora, quando considerada em todos os âmbitos da vida, para dignificar as realizações da humanidade em direção a sua meta evolutiva.


O centro universal do movimento antroposófico situa-se em Dornach, na Suíça, num edifício de arquitetura especial denominado Goetheanum, sede da Sociedade Antroposófica Universal e da Escola Livre de Ciência Espiritual.


Fonte:
Artemisia/Antroposofia
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