sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Fim de Ano? Feliz Ano Novo!





Fim de Ano?

Feliz Ano Novo.

Tudo que começa termina.

Entretanto não há começo nem fim.

Tudo está em constante transformação.

Como disse Lavoisier:

Nada se cria, nada se destrói,

Tudo se transforma!



Monja Coen


Fonte da Imagem:
Joop Zand

Paz... Peace... Pace... Paix... Frieden... ειρήνη... 平和... мир... Pokój... Vrede...




Orkut

Em todas as línguas...

Para todos os amigos do blog:


Desejo de Paz, Saúde, Alegrias e Realizações para o Ano de 2011 !!!

Feliz Ano Novo !!!

 'Bon Any Nou'

'Xin nian yu kuai'

'Feliz Ano Nuevo'

'Bonan Novjaron'

'Onnellista Uutta Vuotta'

'Bonne Année'

'Blwyddyn Newydd Dda'

'Kainourios Chronos'

 'Shanah Tovah'

'Gelukkig Nieuwjaar'

'Boldog Ujevet'

'Selamat Tahun Baru'

'Farsflt Komandi Ar'

 'Buon Capo d'Anno'

'Akemashite Omedetou Gozaimasu'

'Annum Faustum'

'Godt Nytt Ar'

 'Szczesliwego Nowego roku'

'Happy New Year'

...a pessoa...como individualidade... (Antroposofia)




Afinal,
o fato de a pessoa isolada
sentir-se como individualidade
não exclui
que ela também
se sinta unida a toda a humanidade.

Na evolução humana
ninguém tem o direito
de se sentir como individualidade,
caso não se sinta
ao mesmo tempo
membro de toda a humanidade.


Denn dass der einzelne Mensch als Individualität sich fühlt, schliesst nicht aus, dass er auch mit der ganzen Menschheit sich verbunden fühlt.

Man hat in der Menschheitsentwickelung nicht das Recht, sich als Individualität zu fühlen, wenn man sich nicht zu gleicher Zeit als Angehöriger der ganzen Menschheit fühlt.

Fonte:
HH 98, p. 45. Do GA 305. Trad. UW.
sab / sociedade antroposófica brasileira

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Onde está?





Ó beleza! Onde está tua verdade?


William Shakespeare


Fonte da Imagem:
Talibra

...enfim...







"Porque enfim eu sou vós e vós sois eu."

Aldous Huxley

(Frase do Livro Admirável Mundo Novo)

O Significado Oculto do Perdão Por Sergei Prokofieff




"Para tentarmos abordar o problema do perdão de um ponto de vista oculto, antes de tudo é necessário apontar os sinais pelos quais o verdadeiro perdão pode, sem falha, ser distinguido dos diversos disfarces e aparências de suas frequentes manifestações na vida, sem nenhuma afinidade com sua verdadeira essência. Nesse sentido, amiúde o perdão é entendido de modo excessivamente simples, pois muitas vezes, na vida, o que a um olhar de relance pode parecer perdão é, na verdade, apenas uma forma específica de egoísmo consciente ou inconsciente - um desejo oculto de se apresentar sob a luz mais vantajosa possível, de vestir uma máscara de falsa virtude. Esse assim chamado "perdão" não faz efetivamente grandes exigências internas, embora possa ser facilmente utilizado para alcançar algum tipo de propósito egoísta.(...)"



Ao abordar neste livro (O significado oculto do perdão) o tema do perdão, objeto de pregações geralmente religiosas, Sergei Prokofieff extrapola o mero âmbito da salvação pessoal e do individualismo ético, descritos por Rudolf Steiner em A Filosofia da Liberdade.

Ressaltando o fato de que perdoar significa assumir o carma do outro, liberando forças espirituais cósmicas para tarefas voltadas ao futuro, e não compensatórias do passado, o Autor nos faz refletir sobre o quinhão de egoísmo que normalmente alimenta as ofensas e ressentimentos alegados na recusa em perdoar.

Dando vários exemplos de pessoas que foram capazes de perdoar em situações terríveis, ele desafia a coragem para a auto-superação e o sincero empenho no desenvolvimento humano geral, com base no amor e na liberdade.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

...mudança...




Não há mudança
na cena exterior
até que
haja mudança
no nosso estado de consciência.

Joel Goldsmith


Fonte da Imagem:
Pietrzyk

Caminhemos, pois.



Caminhemos, pois.

Sem começo nem fim.

Além do nascer e do morrer.

Eterno transformar.

Podemos nós, pequenos seres humanos, direcionar a transformação.

Já há alguns anos caminhamos juntos.

Como tem sido agradável encontrar outros tantos companheiros, irmãos e irmãs, parceiros deste caminhar de Cultura de Paz.

Reiteramos nossa parceria, agradecendo os momentos que juntos compartilhamos, as primeiras flores, os primeiros frutos ainda não muito doces, que colhemos na jornada, espalhando sementes ao vento, cuidando do solo, do céu, das águas e do nada.

Um ano termina, outro começa e nós recomeçamos a cada instante nossos votos de servir a humanidade, servir à toda vida com nossa vida.

Que haja Paz, ternura, amizade, compreensão e justiça no nosso caminho da Verdade.

Monja Coen

A maioria de nós...



A maioria de nós, num momento ou outro, já sofreu por amor.

Tivemos nossos corações partidos, ou ficamos dependentes do amor, ou simplesmente não fomos capazes de senti-lo.

Mas não importa o que admitamos para nós mesmos, não importa como nossos corações tenham endurecido algumas vezes, não podemos fugir da verdade – precisamos receber amor e precisamos dar amor.

Ou, como escreveu o poeta D.H. Lawrence: “Em cada coisa viva existe o desejo por amor”.

A Kabbalah nos fornece ensinamentos importantes e belos sobre o amor:

1. A capacidade de amar e a qualidade do nosso amor é uma dádiva de Deus.

2. Quanto mais usamos o nosso amor positivamente, compartilhando, mais amor recebemos para compartilhar. Por outro lado, se usamos nosso amor de forma negativa, para manipular ou punir, nossa capacidade de amar diminui.

Se você entender e praticar esses ensinamentos, não só aumentará a quantidade e a qualidade do amor que possui em sua vida, como também a quantidade de amor revelada no mundo.

Influenciamos os canais do amor, à medida que eles se abrem e fecham para o mundo.

Quando não amamos, ou se usamos nosso amor de forma egoísta, estamos sacando do amor que se encontra disponível no mundo.

Nossas ações acontecem nesse mundo físico e seus efeitos permeiam os mundos espirituais.

Quando uma ação reverbera através dos Mundos Superiores, sua ressonância se torna cada vez mais forte.

Como o “efeito borboleta”, um ato aparentemente simples de compartilhar pode criar uma tremenda quantidade de Luz.

Infelizmente, porque nossos sentidos estão limitados à dimensão física, subestimamos amplamente o efeito dessas ações aparentemente menores.

Nosso poder é muito maior do que nos permitimos acreditar, e o efeito das nossas ações positivas é muito maior do que jamais poderíamos imaginar.

Uma coisa é certa sobre o mundo atual: não existe suficiente amor sendo compartilhado pelas pessoas, e todos nós precisamos nos conscientizar e reconhecer que somos responsáveis por isso.


Yehuda Berg

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

...o "self"...




“O "self" não é somente o centro,
mas também a circunferência total,
que abarca
tanto o consciente quanto o inconsciente;
o "self" é o centro desta totalidade,
assim como o Ego
é o centro da consciência.”

Carl Jung


Fonte da Imagem:
Pietrzyk

Aquarela... (Toquinho)

Passos para o Despertar Espiritual






Acreditando em Deus

Viemos para acreditar em Deus, e isso a fim de que ele habite em nós como Pai espiritual e amigo amoroso. Sem Deus no céu, nem a terra nem o que nela vive possuem significação alguma.

Mas, onde ele está para que possamos acreditar nele?

Onde estava tu, Pai, todos estes anos de desconhecimento, quando o procurávamos mas não o encontrávamos?

Estavam nossos corações por demais viscosos com as futilidades da vida que falhamos na procura séria?

Esperastes até que nossas dúvidas se esvaziassem, até que a turbulência de nossos pensamentos centrados em nós mesmos se acalmasse para revelar o lugar onde sempre estivestes?

Encontramos a ti em nossos corações, desde que em ti acreditemos e a ti amemos.

Tu flutuas acima das nuvens; conheces nossos modos e o porquê, e anelas por conversar conosco, vossos filhos. Sentimos tua presença ao nosso lado ao caminharmos na trilha da montanha porém, conhecer-te verdadeiramente, apenas no silêncio de nossas almas.

É possível que nosso momento de ter travado conhecimento contigo tenha sido como um relâmpago caindo sobre o carvalho solitário numa colina batida pelo vento, ou pode ter brotado aos poucos, como a névoa emanada de um lago montanhoso. Deus falou a Paulo através da luz e da cegueira; a outros, tão suave quanto as últimas folhas do outono caem na neve recém-chegada.

A presença de Deus está no ar que respiramos e em cada raio refletido das estrelas mas, até que o encontremos em nossas almas, os mensageiros da natureza nos trazem minguados significados.

O Deus dos universos vive em glória inescrutável mas seu segundo lar é no coração do humilde. Até que o conheçamos, o Pai mora onde a escuridão cobre o inconsciente, desapercebido como o vôo das pombas sobre um campo abandonado.

Mas, contempla! Sua presença — na sombra de nossa chegada, atrás da porta, longe das confusões da vida, disponível todo o tempo, em todo lugar, aos que o procuram.

Na mente calma, atenta, sentimos seu espírito, que sempre labora por amor.

Seus braços nos protegem contra os terrores da noite, e seus lábios tocam nossas faces com um beijo matinal.

Sua canção de amor vagueia com o sol da manhã e nos saúda pelo dia que se aproxima.

Crer em Deus abre caminhos de fé através dos quais verte a energia universal para curar nossas emoções, reacender nossas esperanças e alimentar nossas almas.

A força do mais além penetra em nossas vidas : exuberante, força transbordante onde dantes somente suspeitávamos vagamente.

As nuanças da vida registram então nova textura, brilho e sentido como os modelos de propósito eterno revelam a si mesmos na trivialidade.

Eventos que anteriormente desmoronavam-se como clamores ao acaso, a perspectiva agora sugere a intercessão coordenada de uma mão amorosa de Pai.

Estamos aprendendo a agir de acordo com nossas crenças espirituais e a apreciar fazer o que é correto e, quando o fazemos, a verdade é revelada e vemos a face de Deus.

Dentro de nossos corações aumenta a convicção de que Deus tem uma tarefa para nós, algo importante, um papel único no drama universal o qual elevará espiritualmente todo coração exausto na imensa criação. Anelamos por estar nesta tarefa, por ouvir e por atender aos alvitres do Diretor Supremo.

Conhecemos nossos defeitos soberbos tão bem quanto a letargia, mas também sabemos Quem é o Todo-Poderoso cuja grandeza absorve todas as nossas carências.

Criador, faça com que respondamos à sua direção benevolente.

Referências do Livro de Urantia :

O amor do Pai distingue de forma absoluta cada ser pessoal como filho único do Pai Universal, uma filho ímpar no infinito, uma criatura de vontade, insubstituível em toda a eternidade. O amor do Pai glorifica a cada filho de Deus, iluminando a cada membro da família celestial, perfilando nitidamente a natureza singular de cada ser pessoal frente aos níveis impessoais que se encontram fora da via fraterna do Pai de todos. 12:7.9

Mas não podeis estar tão absolutamente seguros da realidade de outro ser como podeis estar da realidade da presença de Deus que vive dentro de vós. 16:9.4 Assim pois, pode-se observar que os anseios religiosos e os impulsos espirituais não são de natureza tal que meramente conduzam os homens a querer crer em Deus, pelo contrário, são de uma natureza e poder tais que os homens estão profundamente marcados pela convicção de que devem crer em Deus. O sentido de dever evolutivo e as obrigações conseqüentes à iluminação da revelação produzem uma impressão tão profunda sobre a natureza moral do homem que este chega por fim à situação da mente e à atitude da alma na qual conclui que não tem o direito de não crer em Deus. A sabedoria mais elevada e supra- filosófica de tal indivíduo disciplinado e esclarecido o elucida, em último termo, que duvidar de Deus ou desconfiar de sua bondade equivaleria a falsear a coisa mais real e profunda dentro da mente e da alma humana : o Modelador divino. 101:1.7

Deus é tão real e absoluto que não se pode oferecer sinais materiais de prova nem demonstrações dos assim chamados milagres como testemunho de sua realidade. Sempre o conheceremos porque nele confiamos, e nossa crença nele embasa-se totalmente em nossa participação pessoal nas manifestações divinas de sua realidade infinita. O residente Modelador do Pensamento infalivelmente estimula na alma do homem uma autêntica sede de perfeição juntamente com uma imensa curiosidade que pode ser adequadamente satisfeita tão somente pela comunhão com Deus, a fonte divina deste Modelador. A alma sedenta do homem se nega a satisfazer-se com algo que seja menos que a realização pessoal do Deus vivo. 102:1.5-6

De Deus, a mais inevitável de todas as presenças, o mais real de todos os fatos, a mais viva de todas as verdades, o mais amoroso de todos os amigos e o mais divino de todos os valores, temos o direito de estar mais certos que de qualquer outra vivência no universo. 102:7.10

Muito frequentemente, os homens olvidam que Deus é a maior experiência na existência humana. Outras experiências estão limitadas em sua natureza e conteúdo, mas a experiência de Deus não tem limites, exceto os da capacidade de compreensão da criatura e esta mesma experiência é, em si própria, ampliadora da capacidade. Quando os homens buscam a Deus, estão procurando por tudo. Quando encontram a Deus, encontram tudo. 117:6.9

Durante a permanência em Amatus, Jesus passou muito tempo com os apóstolos, instruindo-os sobre o novo conceito de Deus; muitas vezes lhes repetia que Deus é um Pai e não um contador supremo, fundamentalmente ocupado em assentar nos livros os pecados e o mal de seus filhos extraviados na terra, computando suas maldades para, na seqüência, usá-las contra eles no julgamento, como Juiz justo de toda a criação. 141:4.1

"E tu Tomé, que disseste que não crerias a menos que me visses e pusesses o dedo nas chagas dos cravos em minhas mãos, agora me contemplastes e escutastes minhas palavras; e ainda que não vejas chagas de cravos em minhas mãos, posto que ressuscitei numa forma que tu também terás quando te fores deste mundo, que dirás a teus irmãos? Reconhecerás a verdade , já que em teu coração começastes a crer mesmo quando tão resolutamente afirmaste tua descrença. Tuas dúvidas, Tomé, sempre insistem de maneira mais obstinada no momento exato em que estão por se esvaecer. Tomé, rogo-te que não sejas incrédulo mas sim crente : e eu sei que tu crerás, e ainda com todo o teu coração". 191:5.4

Passo 3 : Aceitando a graça de Deus Reconhecemos que não podemos produzir reações espirituais à vida na ausência do poder divino, tendo em vista que todas as qualidades espirituais são dons de Deus que não podemos adquirir mas que podemos aceitar livremente.

A graça de Deus pode ser comparada com o vento que sopra onde quer mas cuja fonte não é segredo. Todas as boas coisas descendem do Pai de misericórdia e, até que nos apercebamos disto, lutamos contra a vida com espada curta e capacete batido. Não podemos alcançar metas espirituais através do desamparado poder humano — Deus sozinho nos leva consigo além de nossas limitações para a auto-realização. Encontramos plenitude no relacionamento, e Deus encontra outro filho, quando aceitamos o espírito divino que nos foi dado para morar em nossas mentes.

A graça de Deus é o depósito de nossas possibilidades, do qual despontam os dons e os talentos que excedem nossas capacidades humanas. Seu bálsamo curativo supera nossos obstáculos mentais, emocionais e espirituais; seu poder que remove montanhas abre novos caminhos de realização na selva confusa de nossas vidas.

Através da graça encontramos a Fonte de vida; através da graça, somos encorajados ao alcance; através da graça, aprendemos a amar. A graça nos convence de que uma Deidade onisciente e toda-poderosa tem assumido a responsabilidade do nosso bem-estar, a segurança daqueles que amamos e o sucesso das tarefas que empreendemos com fé. Deus possibilita que nossas ações com fé sejam inabaláveis e resolutas, afiançadas como o são pela confiança em sua soberania. Em nossa capacidade humana somos fracos, hesitantes, temerosos, penosamente cônscios de como é frágil e incompleto nosso lamentável estoque de coragem e sabedoria, mas a graça nos tem dado o poder de seguir adiante, agentes de um Ser com poder ilimitado para agir em nós e através de nós. O Pai guia nossos passos e mesmo que não compreendamos bem seus objetivos — posto que o fazemos pela fé — ele adapta os erros parciais em experiências que aproveitam tudo.

Nossas novas direções espirituais são infalivelmente consistentes com o que, no fundo de nós, sempre soubemos que é a verdade. Viver a verdade que brota de dentro de nós tem-nos libertado da escravidão da conformidade aos padrões convencionais de pensamento e ação. Somos impelidos pelo espírito de Deus e não pelas formas externas ou pelos costumes da humanidade. Nossa nova vida é um dom de Deus que não é adquirido pela moeda humana ou pelo auto-sacrifício, pela auto-ajuda ou pelo pensamento positivo. Compromisso, na prática, torna-se fé, um canal através do qual Deus derrama a paz interior que por si só faz com que a vida mereça ser vivida.

A graça nos ampara em todos os tentames; a graça nos dá forças quando estamos fracos; a graça nos conforta quando estamos descoroçoados. A graça provém do Construtor Mestre cujo desígnio eterno abarca tudo o que devemos ser ou fazer, todas as possibilidades para nossa consecução futura.. Deus nos supriu com a vida mesma, e à parte dele estamos privados, abandonados e sem valor. Deus conhece nossos nomes e o rumo que trilhamos e nos leva pela mão através do solo da existência humana.

Nós te agradecemos, Pai, por nos dar nossas vidas, por todas as várias circunstâncias que constituem esse ambiente terreno, e pelo eterna oportunidade de tal arranjo. Dá-nos coragem para agir em sua graça e que nossas vidas sejam proveitosas para nós mesmos e para nosso mundo. Referências do Livro de Urantia : A consciência de uma vida humana vitoriosa na terra nasce da fé da criatura que ousa enfrentar cada fato que se repete na existência, defrontando o impressionante espetáculo das limitações humanas mediante a infalível declaração : Mesmo que eu não possa fazer isto, em mim vive quem possa fazê-lo, uma parte do Pai-Absoluto do universo dos universos. E essa é "a vitória que venceu o mundo, vossa própria fé." 4:4.9

Este pacto de Melquisedeque com Abraão representa um grande acordo em Urantia, entre a divindade e a humanidade, no qual Deus acorda fazer tudo; o homem acorda tão só crer nas promessas de Deus e seguir suas instruções. 93:6.4

A única contribuição do homem para o crescimento é a mobilização do total de poderes de sua personalidade — a fé viva. 100:3.7 Entre outras coisas, o Modelador implorou "que me conceda mais fielmente sua cooperação sincera, que tolere mais alegremente as tarefas de minha colocação, que conclua mais fielmente o programa de meu arranjo, que passe mais pacientemente as provas de minha seleção, que caminhe mais persistente e alegremente pelo caminho de minha eleição, que receba mais humildemente o crédito que possa se acumular como resultado de meus esforços incessantes — transmita esta súplica ao homem em quem habito". 110:7.10

"Pelo velho método buscais suprimir, obedecer e conformar-se às regras de viver; pelo novo caminho, primeiro sereis transformados pelo Espírito da Verdade e assim vossa alma se verá fortalecida pela renovação espiritual constante de vossa mente; deste modo estareis dotados da força para fazer com segurança e júbilo a vontade misericordiosa, aceitável e perfeita de Deus. Não olvideis : é vossa fé pessoal nas insuperavelmente grandes e preciosas promessas de Deus que vos assegura de que participareis da natureza divina". 143:2.4

É a bondade mesma de Deus o que conduz os homens a um arrependimento verdadeiro e genuíno. O segredo de vosso autodomínio está ligado à vossa fé no espírito residente, que sempre trabalha por amor. Mesmo a fé salvadora não provém de vós; é também dom de Deus. 143:2.7

Em toda oração, recorda que a filiação é um dom. Nenhuma criança tem que fazer nada para ganhar a condição de filho ou filha. O filho terrestre adquire o ser por vontade de seus pais. Da mesma maneira, o filho de Deus chega à graça e à nova vida do espírito por vontade do Pai no céu. Por conseguinte, o reino do céu — a filiação divina — deve ser recebida como uma criança pequena o faria. 144:4.3

"A salvação é dom do Pai, e é revelada por seus Filhos. Vossa aceitação mediante a fé vos permite compartilhar da natureza divina, ser um filho ou uma filha de Deus. Pela fé estais justificados; pela fé sois salvos; e pela mesma fé avançareis eternamente no caminho da perfeição progressiva e divina". 150:5.3 "Não podeis comprar a salvação; não podeis ganhar a retitude. A salvação é dom de Deus e a retitude é o fruto natural da vida que nasce do espírito de filiação no reino". 150:5.5

"Vede, pois, que o Pai concede a salvação aos filhos dos homens, e esta salvação é um dom a todos os que têm a fé necessária para receber a filiação à família divina. Não há nada que o homem possa fazer para merecer esta salvação. As obras de auto-retitude não compram o favor de Deus, as orações públicas não expiam a falta de fé viva no coração". 167:5.1

"É vossa fé que salva vossa alma. A salvação é o dom de Deus para todos os que crêem que são seus filhos. Mas não vos iludais; ainda que a salvação seja um dom gratuito de Deus e seja concedida aos que a aceitam pela fé, o que se segue é a experiência de render os frutos desta vida espiritual enquanto se vive na carne". 193:1.2

Passo 4 : Admitindo nossas falhas

Reconhecemos e nos arrependemos sinceramente de nossas más ações, confessados estes erros à Deus e confiando num amigo com que se pode contar. Sem a oportunidade de errar, as grandes lealdades nunca se desenvolveriam. "Sim, eu farei" seria algo sem sentido se esse alguém não pudesse ter dito "Não, eu não farei". A liberdade que Deus nos tem dado para viver e agir no mundo nos assegura que cometeremos erros e por outro lado o que aparenta ser um mar de liberdade seria uma miragem do deserto.

Mas, ao mesmo tempo, esses erros inevitáveis provenientes das escolhas imaturas nos neutralizam e nos oprimem com a culpa e a desconfiança de nós mesmos, tornando-nos prisioneiros do passado, e nos acusam perante nosso Criador. O desígnio de Deus para a vida neste mundo suscita a plena permissão para nossos erros; neste clima de liberdade, nossa imaturidade não admite nenhuma possibilidade para qualquer outro resultado. Através do alcance espiritual, entretanto, o Pai nos supre de certos meios para triunfar sobre as sombras da irrealidade, para nos desenvolvermos através dos problemas nascidos de nossas respostas acidentadas aos desafios da vida, por meio dos quais ganhamos a força, a convicção e a humildade que resultam da experimentação pessoal da vida em toda sua realidade e, algumas vezes, em sua aspereza.

O pecado, nunca acidental, requer nossa decisão premeditada de violar o que nós sabemos ser correto e à parte de tal pensamento ou ação intencional não há pecado. Nossa consciência pode nos acusar perante os costumes da sociedade, mas o pecado requer a deslealdade deliberada ao que há de mais alto e verdadeiro no coração e na alma humana : Deus mesmo.

O pecado nos separa da consciência equilibrada e feliz da presença de Deus e rompe nosso relacionamento com nossos semelhantes. Sentimo-nos culpados, desapontados conosco, retirados do mundo, com o prejuízo de sabermos fazer as coisas de modo correto e em dúvida sobre a nossa coragem ou habilidade de nos tirarmos do emaranhado de problemas provenientes de nosso próprio plano precipitado.

Uma vez cometido, para nos desprendermos de nossa complexa teia de enganos se requer mais que simplesmente desejar que ela se vá embora ou, mais insidiosamente, reprimir interiormente sua lembrança por entre frestas mentais que ulceram e insalubremente se rompem em algum momento de estresse futuro. A solução é a simples honestidade. A libertação da tirania do pecado e da culpa requer nossa coragem para confrontar e confessar cada erro que tivermos cometido : contra Deus, contra nós mesmos, contra os outros, por pensamento, palavra ou ato, sem desculpas ou atenuações. Devemos expô-los todos, todos de uma vez, aqueles pecados que parecem inconseqüentes assim como os maiores, e não mais nos sentiremos oprimidos pelo peso mortal de sua lembrança acusadora.

Os pecados que nos são mais desconfortáveis reconhecer são precisamente aqueles que apresentam perigo maior, e a confissão parcial não produzirá o fim que mais desejamos : a libertação dos erros de nosso passado e de nosso coração que Deus havia feito puro. Por essa razão, pesarosamente confessamos a Deus nossas más ações em todas as suas particularidades, não que ele não as tivesse percebido mas, mais propriamente, para definir os assuntos perante a luz plena de nossa consciência. Contamos ao Pai nossa determinação sincera de nunca mais cairmos em tais armadilhas novamente, e pedimos a Deus o perdão para cada um destes pecados para que sua presença debilitante seja expungida dos recessos de nossas mentes e de nossas lembranças.

A seguir, invocamos coragem para repetir tudo o que dissemos ao nosso Pai a um amigo ou conselheiro cuidadosamente escolhido, alguém que nunca trairia nossa confiança. Na hora estabelecida, contamos a história sob a luz que menos favorece a nós mesmos, evitando toda tentação de invalidar a confissão de nossa conduta repreensível através de desculpas extenuantes.

Nossa meta é a liberdade e a retidão e só pode ser atingida fazendo uma faxina de todos os passos em falso de nosso passado. Despido de pretensões, nosso passado é oferecido a Deus e agora nós nos humilhamos perante o mundo representado pelo amigo ou conselheiro ao qual contamos nossa estória. É sem contentamento que sacamos estes aspectos desafortunados de nosso passado, como uma empregada diligente limpa dos cantos escondidos a poeira e a desordem.

É com imensa dor que narramos estes pecados passados mas a plena exposição torna insignificante sua negra hegemonia. Desenterrados e expostos, despidos de sua pretensão de soberania, eles se dissolvem em sombras de fantasmas do nada. À parte do ressarcimento àqueles que nossas ações causaram dano, não devemos mais refletir sobre esses pecados passados pois assim fazendo apenas ressuscita seu poder pernicioso, enfraquecendo-nos por duvidarmos do perdão e da misericórdia de Deus. Nós confessamos nossos pecados e eles nos são perdoados; a atenção continuada aos seus cadáveres desfeitos somente nos envenena com seu odor enfastiado. No passado, ocultar estes pecados duplicava sua fascinação terrível. Expostos à luz do sol, sua influência sobre nós é solucionada sem causar mal algum somente se evitarmos a tentação da reminiscência destas experiências lamentáveis que causaram a nós e aos outros tanta dor.

Quando estamos em paz conosco, experimentamos paz com o mundo. Confessando, lançamos para fora o orgulho falso que nos constrange emocionalmente, impedindo-nos de perdoar aos outros ou de aceitarmos a nós mesmos. A confissão faz nascer um novo auto- respeito baseado num relacionamento restabelecido com Deus. Colocando as coisas direitas com Deus, tornamo-nos direitos conosco e com o mundo.

De tempos em tempos faremos coisas que nos farão descontentes conosco, mas através disso tudo o Pai continua a nos amar e a nos dar forças para superar essas lembranças pois não deixamos de ser humanos. A confissão nos desembaraça destes passos em falso, desnuda seu poder, remove toda mácula de nossas almas, tornando-nos limpos, inteiros, restaurados, revividos, puros de coração e livres para a vida que Deus planejou para nós.

Referências do Livro de Urantia :

Jamais, em tua ascensão ao Paraíso, ganharás algo tentando impacientemente iludir o desígnio divino estabelecido mediante atalhos, invenções pessoais ou outros artifícios para facilitar o avanço no caminho da perfeição, para a perfeição e com o intuito da perfeição eterna. 75:8.5

O pecado deve redefinir-se como deslealdade deliberada à Deidade. Existem graus de deslealdade : a lealdade imparcial da indecisão; a lealdade ambivalente do conflito; a lealdade moribunda da indiferença; e a morte da lealdade manifestada pela devoção a ideais ímpios. 89:10.2

A confissão do pecado é o repúdio viril da deslealdade, mas de forma alguma mitiga as conseqüências espaço-temporais de tal deslealdade. Porém, a confissão — o reconhecimento sincero da natureza do pecado — é essencial para o crescimento religioso e para o progresso espiritual. 89:10.5

A dotação da liberdade aos seres imperfeitos inevitavelmente vincula-se a tragédias, e é a natureza da perfeita Deidade ancestral compartilhar universal e afetuosamente estes sofrimentos em amoroso companheirismo. 110:0.1

"E não lestes nas escrituras onde diz : "Ele olha os homens, e se algum disser : pequei e perverti o que era justo, e de nada me aproveitou, então Deus livrará a alma desse homem da escuridão, e ele verá a luz". 130:8.2

Põe fim à tua miséria odiando o pecado. Quando contemplares ao Magnânimo, aparta-te do pecado com todo o coração. Não te escuses pelo mal; não justifique o pecado. Por teus esforços por emendar-se pelos pecados passados adquirirás fortaleza para resistir às futuras tendências para pecar. A moderação nasce do arrependimento. Não deixes nenhuma falta inconfessada ante Magnânimo. 131:3.3

Se um homem reconhece o caminho do mal e sinceramente se arrepende do pecado, então poderá buscar o perdão; poderá libertar-se do castigo; poderá transformar a calamidade em bênção. 131:8.5

"Nosso Pai ama mesmo o malvado e sempre é bondoso com o ingrato. Se mais seres humanos pudessem conhecer tão só a bondade de Deus, certamente seriam levados ao arrependimento de sua má conduta e à renúncia a todos os pecados conhecidos". 131:10.4

E toda esta fé verdadeira está predicada na reflexão profunda, na autocrítica sincera e numa consciência moral intransigente. 132:3.5

"Muitas vezes, quando tivestes feito o mal, pensastes em culpar a influência do demônio em vossos atos, ainda que na realidade tivestes errado guiados por vossas próprias tendências naturais. Acaso não vos disse o profeta Jeremias, há muito tempo, que o coração humano engana-se sobre todas as coisas e, às vezes, é até desesperadamente perverso? Quão fácil é vos enganar a si próprios e assim cair em temores tolos, mergulhar na luxúria, nos prazeres escravizadores, malícia, inveja e ainda ódio vingativo! 143:2.5

Quando os homens crerem neste evangelho, que é uma revelação da bondade de Deus, serão conduzidos ao arrependimento voluntário de todo pecado conhecido. A compreensão da filiação é incompatível com o desejo de pecar. 150:5.5

Acreditando em Deus (Passo 2).

Fonte:
Livro: 21 Passos para o Despertar Espiritual
Harry McMullan
Tradução Ana Maria Nascimento Roberto

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

...das profundezas da alma... (Antroposofia)




“Quando, das profundezas da alma,
O espírito se volta ao existir do mundo
E a beleza jorra das amplidões do espaço.

Parte então das distâncias celestes,
A força da vida aos corpos humanos.
E, atuando repleta de poder,
Une a essência do espírito
Ao existir do homem.”




Rudolf Steiner

Fonte da Imagem:
Joop Zand

Se alguém bater um dia à tua porta...




Se alguém bater um dia à tua porta,
Dizendo que é um emissário meu,
Não acredites, nem que seja eu;
Que o meu vaidoso orgulho não comporta
Bater sequer à porta irreal do céu.

Mas se, naturalmente, e sem ouvir
Alguém bater, fores a porta abrir
E encontrares alguém como que à espera
De ousar bater, medita um pouco.

Esse era meu emissário e eu e o que comporta
O meu orgulho do que desespera.

Abre a quem não bater à tua porta!




Fernando Pessoa

Faz um Milagre em Mim



Faz um Milagre em Mim

Como Zaqueu
Eu quero subir
O mais alto que eu puder
Só pra te ver
Olhar para Ti
E chamar sua atenção para mim.
Eu preciso de Ti, Senhor
eu preciso de Ti, Oh! Pai
Sou pequeno demais
Me dá a Tua Paz
Largo tudo pra te seguir.

Entra na minha casa
Entra na minha vida
Mexe com minha estrutura
Sara todas as feridas
Me ensina a ter Santidade
Quero amar somente a Ti,
Porque o Senhor é o meu bem maior,
Faz um Milagre em mim.

Composição: Regis Danese / Gabriela


domingo, 26 de dezembro de 2010

...a verdade de minha própria imagem... (Antroposofia)








“A minha identidade surgiu da peculiaridade,
e se descobre
como revelação do mundo
nas forças do tempo e do espaço;
o mundo,
este me mostra em toda parte,
como imagem primordial divina,
a verdade de minha própria imagem.”
 

Rudolf Steiner


Fonte da Imagem:
JM

A religião do futuro...



 



"A religião do futuro será cósmica
e transcenderá um Deus pessoal,
evitando os dogmas e a teologia.

Abrangendo os terrenos material e espiritual,
essa religião
será baseada
num certo sentido religioso
procedente da experiência
de todas as coisas,
naturais e espirituais,
como uma unidade expressiva
ou como a expressão da Unidade."

Albert Einstein

Imagem:
Nebulosa Olho de Gato
Hubble

sábado, 25 de dezembro de 2010

Meditação das 12 Noites Santas (Antroposofia)





É assim denominado o período que vai do Natal (25 de Dezembro) até a noite anterior (05 de Janeiro) ao Dia dos Reis (06 de Janeiro) quando, segundo a antiga tradição cristã, bênçãos divinas se derramam sobre nós através dos portais das 12 Constelações do Zodíaco, o Cinturão de Estrelas em volta do espaço sideral no qual existimos.

As 12 badaladas da meia noite do Natal anunciam a vigília que é um preparo espiritual como se as Noites Santas fossem uma prévia dos 12 meses do ano que se inicia.

As virtudes recebidas das hierarquias espirituais nesta época através da meditação injetam suas forças no nosso desenvolvimento espiritual ao longo do novo ano.

Uma atenção especial deveria ser dada aos sonhos como mensageiros do espírito.


A tradição das 12 Noites Santas e o Zodíaco

Podemos associar esta tradição à sabedoria antiga do Oriente através do relato da Jornada dos Reis Magos do Evangelho de Mateus. ( 2.2 a 10)

Na noite em que nasceu o Salvador uma estrela se iluminou e este era o sinal há muito esperado pelos Iniciados do Oriente que durante 12 noites seguintes seguiram o brilho da estrela que os precedia até alcançar a criança que havia sido anunciada como o Messias.

O relato do Evangelho de Mateus nos remete para os mistérios espirituais da antiguidade etapa do desenvolvimento da humanidade da época do assentamento na região do Mediterrâneo quando aqueles que eram iniciados desenvolviam a visão clarividente através da qual o que hoje é considerado pela astronomia como corpos siderais eram vistos por eles como a manifestação de seres espirituais em atividade constante e transmutação contínua.

A este antigo estado de consciência clarividente está associado o surgimento da astrologia, esta sabedoria baseada na analogia do movimento e posição dos astros com o destino humano. Ao fazermos a vigília das Noites Santas podemos retomar a jornada dos Reis Magos através da ligação interior com este sabedoria a respeito das 12 Constelações do Zodíaco.

Quem são os seres que vamos encontrar na jornada das 12 Noites Santas?

Rudolf Steiner refere-se às hierarquias espirituais em muitas de suas palestras.

Inicialmente ele lhes dedica um capítulo na Ciência Oculta (1905) descrevendo a atuação delas na evolução do universo e do ser humano.

As nove hierarquias espirituais podem ser contempladas como esculturas no portão sul da Catedral de Chartres desde o século XIII.

Chartres foi a mais importante catedral gótica da idade média e neste portão chamado de Portão da Transubstanciação as hierarquias formam uma escada ascendente que representa o ensino espiritual da Escola de Chartres.

O aluno deveria de degrau em degrau (gradualmente) adquirir consciência destes seres espirituais que representavam diferentes estados de consciência.

Neste aprendizado o pensamento era considerado um instrumento necessário para a percepção do espiritual desde que fosse casado com a vivência dos sentimentos e assim tornavam-se ambos, pensar e sentir, órgãos de compreensão e de participação no mundo espiritual.

Os nomes das hierarquias se originaram de um manuscrito de Dionísio, o Aeropagita que fundou a primeira escola esotérica cristã da antiguidade.

Dionísio um iniciado dos antigos centros de mistérios gregos renomeou os seres divinos que eram chamados na antiguidade como os seres de Vênus, os seres de Mercúrio, etc. a partir da revelação do Cristo feita a ele por Paulo de Damasco em Atenas.

O manuscrito sobreviveu ao longo de séculos até ir parar em Chartres e são intitulados Os Nomes Divinos e a Teologia Mística descrevendo dramaticamente os nove níveis de seres divinos associados em grupos de três hierarquias que participaram da evolução da terra e do ser humano.


A primeira hierarquia

Inclui os Serafins, Querubins e Tronos que iniciaram a evolução estando tanto no seu início como no seu fim – no Alfa e no Omega,

Eles atuam a partir do divino, da esfera macrocósmica que é denominada como a esfera do Pai, de Deus, de Alá. do amor divino, da doação cósmica.

Eles são seres de um estado evolutivo anteriores ao nosso, tão avançados em sua evolução que foram capazes de fazer fluir de si a sua própria substância dando nascimento ao atual estado do nosso sistema solar.


A segunda hierarquia

É formada pelos Kyriotetes, Dynamis e os Exusiai.

Enquanto no processo de configuração do nosso Cosmos a primeira hierarquia atuou de fora eles de dentro do processo acolheram os planos divinos transformando-os em sabedoria, dando-lhe movimento e forma.

E por último,

A terceira hierarquia

os Arqueus, Arcanjos e Anjos próximos ao seu humano porque desenvolveram a sua essência nesta etapa evolutiva em que nós Anthropos nos encontramos e na qual estamos destinados a nos tornamos co-criadores da evolução..


Primeira hierarquia    Segunda hierarquia     Terceira hierarquia


Serafins                         Kyriotetes                     Arqueus


Querubins                     Dynamis                        Arcanjos


Tronos                           Exusiai                           Anjos


Já nos últimos anos de sua vida em uma palestra intitulada a Palavra Cósmica e o Homem Individual (02/05/1923) Rudolf Steiner chama a atenção para o fato de que o homem autoconsciente deveria re-aprender a vivenciar as hierarquias na sua vida interna como realidades.

Nesta palestra ele diz que estes seres espirituais vem ao nosso encontro quando nos preparamos para conhecê-los e falarão a nossa alma primeiramente como pensamentos e sentimentos e só então o perceberemos como realidades

Em um texto intitulado O Zodíaco e as Hierarquias Espirituais, Sergej Prokofieff, que é atualmente um dos dirigentes mundiais da Antroposofia, inspirado por diversas palestras de Rudolf Steiner descreve o ensino espiritual de Chartres nesta tradição da vigília das 12 noites santas.

Ele delinea a escada de expansão da consciência que ajuda a dar nascimento no último degrau ao ser divino em cada um de nós.

O primeiro degrau da escada se assenta na esfera humana terrena e cada degrau nos leva gradualmente à esfera macrocósmica à esfera divina.

Prokofieff faz uma analogia entre este caminho de transformação e o processo de desenvolvimento descrito por Rudolf Steiner como o caminho de Jesus a Cristo.

Jesus nasce como a criança arquetípica destinada a se desenvolver como um ser humano de tal forma que possa acolher em si o Eu do Cosmo no Batismo do Jordão.

Este acontecimento místico derramará sua influência por sobre toda a história humanidade como um grande arquétipo de desenvolvimento espiritual.



PRIMEIRA NOITE SANTA (Dia 25 de Dezembro) 

Soam as 12 badaladas da meia noite anunciando o Natal. Vem a aurora, atravessamos o dia, cai a noite e uma luz se acende no céu irradiando um brilho que emana da Constelação de Peixes e ilumina a primeira vigília santa.

Estamos no primeiro degrau da escada que está assentada na esfera humana terrena na dimensão da existência do anthropos – o ser da liberdade.

A liberdade é uma das duas principais forças espirituais que nos foram destinadas conquistar ao longo da vida. A outra força será ao final da escada, o amor.

A sabedoria antiga nos conta que foram as forças espirituais de Peixes que configuraram os pés humanos. Quando observamos os pés verificamos que eles são formados em forma de uma abobada que vai propiciar simultaneamente com a verticalização da coluna o andar ereto, primeiro grande aprendizado da vida. Quando criança nos arrastamos, engatinhamos e finalmente nos erguemos e nos apoiamos nos próprios pés superando as forças da gravidade significando isto uma grande conquista e a condição para o desenvolvimento do pensamento, sendo o pensar o que diferencia o Humano dos outros reinos da natureza.

Ao longo da vida seguidamente fazemos uma analogia íntima com este fato:

“andar nos meus próprios pés, saber por onde ando”, "seguir os meus próprios passos”, “não vou andar nos passos de ninguém” são expressões que expressam uma correta relação com a terra e com o destino em termos de liberdade pessoal.

Nesta primeira Noite Santa recebemos da Constelação de Peixes os impulsos para se firmar nos próprios pés e se erguer, condições básicas para alcançar a liberdade individual, meta ao qual nos destinamos como seres individualizados.


SEGUNDA NOITE SANTA (Dia 26 de Dezembro) 

Nasce o Sol, atravessamos o segundo dia, cai a noite e uma nova luz brilha no céu irradiando da Constelação de Aquário o segundo degrau desta escada espiritual.

Deste portal emanam para nós as forças espirituais dos Anjos.

Os anjos são representados pela figura de um ser que derrama a água, o símbolo da vida e assim eles também são chamados de “Filhos da Vida”.

Eles são os seres espirituais imediatamente superiores a nós mantendo conosco uma relação próxima. O encontramos logo cedo no nascimento quando “parecemos anjos” nosso corpo vital ainda muito latente, cheio de vida.

Na infância ele é chamado de “Anjo da Guarda” e é sempre representado em todas as culturas protegendo a criança dos perigos sendo o seu guia e como guia ele permanece ao longo de toda a nossa vida.

“Pergunte ao seu anjo da guarda” frequentemente escutamos quando estamos em dúvida em relação ao caminho a seguir, a que decisão tomar.

Na vida adulta ele se transforma em nosso Guia Espiritual, nosso verdadeiro Self . “Assim deverás ser” nos fala no íntimo transmutando continuamente forças vitais em forças de consciência fazendo surgir nos pensamentos as imagens orientadoras para a nossa vida.

Nesta segunda Noite Santa recebemos através do Portal da Constelação de Aquário os impulsos dos Anjos para que possamos enxergar e permanecer fieis aos nossos ideais. Os nossos ideais iluminam e protegem o nosso caminho e apontam para onde devemos seguir.


TERCEIRA NOITE SANTA (Dia 27 de Dezembro) 

Atravessamos mais um dia, cai a noite e uma nova luz brilha no céu irradiando da Constelação de Capricórnio o terceiro degrau nesta escada espiritual e deste portal emanam para nós as forças espirituais dos Arcanjos.

Os Arcanjos são denominados de seres da luz.

Rudolf Steiner os descreve na Ciência Oculta como aqueles seres que durante a evolução acordaram ao enxergar o seu próprio reflexo no exterior.

Quando eles doaram sua própria essência esta sua essência era a própria luz que irradiou para os quatro cantos do universo.

A luz dos arcanjos é representada hoje em nós pela nossa inteligência que irradia para o meio ambiente e torna consciente para nós mesmos e para o mundo a nossa própria existência.

Os arcanjos se tornaram na evolução guardiões da inteligência cósmica com a missão de proteger o amor divino contido nesta inteligência que criou e transformou tudo em sabedoria para o bem de todos.

Nesta terceira Noite Santa recebemos através do Portal da Constelação de Capricórnio os impulsos dos Arcanjos para o fortalecimento da nossa personalidade através da expansão da luz e autonomia da nossa inteligência.


QUARTA NOITE SANTA (Dia 28 de Dezembro) 

Atravessamos mais um dia, cai a noite e uma nova luz brilha no céu irradiando da Constelação de Sagitário de onde emanam as forças espirituais dos Arqueus, os Seres da Personalidade.

Isto significa que eles não só possuem um Eu como sabem que o possuem e através desta consciência intensificada eles criam uma imagem de si no exterior. Eles projetam no exterior a força de sua luta interna que é a própria luta do centauro, do ser humano emancipado por um lado na sua inteligência mas por outro lado, em luta constante para superar suas forças animalescas, seus instintos selvagens, suas forças egoísticas.

Os arqueus são considerados os Espíritos do Tempo porque esta luta é a própria luta de desenvolvimento humano do nosso tempo abrangendo algo que ultrapassa todas as etnias e se torna uma influência cultural na nossa civilização.

Aqui a tarefa anterior dos Arcanjos que era proteger a sabedoria cósmica das intenções egoístas é ampliada pelos Arqueus estando expressa no desafio da nossa civilização moderna na luta entre o materialismo exarcebado e a preservação dos recursos naturais.

No portal sul da Catedral de Chartres a escultura de Micael preside as 3 hierarquias.

Rudolf Steiner constantemente se refere a ele como o Regente desta nossa Época com a missão de dominar o dragão, o ser mítico, em cuja forma está representado o nosso intelecto onde a sabedoria cósmica foi apropriada através da compreensão das leis, através da ciência natural e precisa ser colocada no mundo de forma mais ampla para o bem de todos. Tanto no aspecto pessoal de construção da personalidade como neste aspecto temporal esta luta representa um cair e levantar constantes.

Nesta quarta Noite Santa recebemos através do Portal do Sagitário os impulsos espirituais dos Arqueus para o fortalecimento da personalidade de forma que tenhamos forças de estabelecer e sustentar impulsos mais abrangentes na nossa vida que nos orientem para o futuro e que contenham metas espirituais para a nossa existência.


QUINTA NOITE SANTA (Dia 29 de Dezembro) 

Nasce de novo o sol, atravessamos um novo dia e cai a noite e uma nova estrela brilha no céu irradiando da Constelação de Escorpião através do qual emanam as forças espirituais dos Exusiai os Seres da Forma.

Agora atingimos o âmbito da segunda hierarquia.

Eles também foram seres de um estado evolutivo anterior tão avançados em sua evolução que podem acolher os planos divinos e torná-los manifestos de forma que haja uma concordância entre a esfera macróscomica da consciência cósmica e o nosso sistema solar que é uma expressão microcósmica onde a nossa existência humana está inserida, onde a biografia humana transcorre.

Os Exusiai estão envolvidos nos processos de criação de um novo ser, na transformação de uma forma em outra, na metamorfose constante da substância.

Na Bíblia eles são chamados de Elohins e no corpo humano as forças de Escorpião configuraram os genitais a partir dos quais é possível a procriação ou seja a criação de um novo ser físico.

Estamos no âmbito das forças sexuais que são as forças que oscilam tanto para o egoísmo mais absoluto, aquilo que pode ser caracterizado como o mal porque ao oferecer a possibilidade da maior satisfação imediata podem subjugar o humano ao nível do animalesco. Mas que também trazem uma das maiores possibilidades para a superação do egoísmo e transcendência de forças.

Se em Sagitário tínhamos a imagem de um cair e levantar constantes entre o animalesco e o humano aqui temos a imagem de uma luta na nossa vida interior entre a morte e ressurreição. E esta é uma luta que ocorre em âmbito muito individual onde em liberdade oscilamos entre as sombras que obscurecem o nosso ser, os esconderijos onde vive o Escorpião venenoso e as forças de expansão do ser representadas pela águia que se eleva às alturas e de lá contempla o Todo.

O Escorpião é então o signo das forças duplas, tanto destrutivas, retrógadas que mudam constantemente de aparência e invadem a nossa alma caotizando a vida como é também portador de forças construtivas que tem a ver com transmutação constante e contínua superação para que a substância divina, o Espírito possa em nós ser plasmado de novo e sempre. No Apocalipse esta característica de forças duplas é apresentada como a espada de dois gumes.

Nesta quinta Noite Santa recebemos através do portal de Escorpião os impulsos espirituais dos Exusiai para aceitar por um lado as nossas fraquezas, e por outro lado recebemos impulsos espirituais para a superação e transformação destas forças.



SEXTA NOITE SANTA (Dia 30 de Dezembro)

Temos o nascer do sol, a passagem de mais um dia e o cair da sexta Noite Santa.

Uma nova estrela brilha no céu irradiando da Constelação de Balança o portal através do qual emanam as forças espirituais dos Dynamis os Seres do Movimento.

Continuamos no âmbito da segunda hierarquia.

Na evolução os Dyamis acordaram ao perceber o que estava ocorrendo em volta deles e atuaram criando um equilíbrio dinâmico, uma correta relação, uma permanente reciprocidade entre as coisas. Estar em desequilíbrio significa estar separado, não está inserido na unicidade de todas as coisas. Suas forças configuraram a bacia que é responsável pelo equilíbrio no manter-se ereto.

No trabalho biográfico, pela antroposofia, estudamos a expressão da Balança por volta dos 28 anos que é o marco de mudanças entre as forças do passado que nos carregaram até aí e as forças do futuro que trazem a possibilidade de uma nova expressão da nossa individualidade através da nossa capacidade de transformar a herança da educação herdada.

Os Dynamis nos oferecem a possibilidade de colocar as influências do passado e as possibilidades do futuro, o dentro e o fora, os processos de fusão e de separação em uma correta relação de reciprocidade, em um equilíbrio dinâmico.

Na sexta Noite Santa através do portal da Balança recebemos dos Dynamis os impulsos espirituais para desenvolver o equilíbrio interior e conseguir conter as forças de dispersão para se ter uma vida coerente e harmoniosa.


SÉTIMA NOITE SANTA (Dia 31 de Dezembro)

De novo temos o nascer do sol que anuncia o novo dia e no final deste o cair da noite.

Uma nova estrela brilha no céu emanando luz da Constelação da Virgem o portal do qual emanam as forças dos Kyriotetes os Seres da Sabedoria.

Na evolução eles acordaram ao perceber a existência de outros seres para os quais criaram então o espaço do acolhimento.

Estamos ainda no âmbito da segunda hierarquia que acolhem e realizam os planos divinos.

As forças do Signo da Virgem configuraram o ventre que é um aspecto físico do feminino que pode receber e gerar outro ser.

A alma, a nossa vida interna também tem esta qualidade do feminino de levar para dentro, de acolher no íntimo e de guardar a nossa essência, o nosso Eu.

A Virgem é a imagem terrestre da Alma cósmica, a Sofia e ela é considerada virgem porque corresponde a um aspecto de nossa alma que permanece intocada pelas necessidades terrestres e pode então acolher e gerar o Espírito individualizado em nós. Isto significa um estado de entrega e doação constantes, de cortesia e polidez.

Na sétima Noite Santa através do portal da Virgem recebemos os impulsos espirituais dos Kyriotetets que são capacidades de criar o espaço para algo novo ser gestado no íntimo e de encontrar forças a partir do seu próprio interior para fazer desabrochar a sua vida.


OITAVA NOITE SANTA (Dia 1 de Janeiro)

Nasce um novo Sol, atravessamos mais um dia e vem o cair da noite.

Uma nova estrela brilha no céu emanando luz da Constelação de Leão, o portal do qual emanam as forças dos Tronos os Seres da Vontade.

Alcançamos a primeira hierarquia, de seres espirituais muito evoluídos que manifestam as intenções divinas atuando da esfera macrocósmica para dentro do nosso sistema solar.

Na evolução os Tronos eram seres tão completamente conscientes de si que seu querer era sua própria substância e este querer é tão exaltado que estes seres produziam calor e doaram sua própria substância.

As forças de Leão configuraram o coração humano e os dirigentes da antiguidade e os reis da idade média associavam sua realeza com este signo que era relacionado com a coragem e a prontidão de realizar no exterior o que é determinado a partir de dentro: a voz do coração.

Na oitava Noite Santa, a partir do portal do Leão recebemos os impulsos de entusiasmo e coragem para enfrentar as provas que o destino nos trazem.


NONA NOITE SANTA (Dia 2 de Janeiro)

De novo sai o Sol, atravessamos um novo dia e vem o cair da noite.

Uma estrela brilha no céu emanando o seu brilho da Constelação de Câncer o portal do qual emanam as forças espirituais dos Querubins os Seres da Harmonia.

Foi a ação dos Querubins no início da evolução que criou o cinturão protetor de estrelas em volta do nosso sistema separando-o da totalidade macrocósmica.

Esta ação está expressa na própria configuração do tórax: as forças de Câncer configuram os doze pares de costela, o invólucro protetor físico do coração, o órgão da vida.

Os Querubins trazem o impulso para que as transições de um ciclo para outro ocorram de forma harmoniosa. Eles atuam na forma da espiral cujas forças vem do ciclo anterior, criam um invólucro e se direcionam para o próximo ciclo – em uma seqüência repetitiva, harmoniosa. Podemos observar estas espirais cósmica também em ciclos menores da natureza . São os Querubins que cuidam por exemplo que a semente do outono renasça como uma nova planta na primavera.

Na biografia, pela antroposofia, encontramos também estas transições no nosso desenvolvimento que às vezes se apresentam de forma dramática como crises.

Na nona Noite Santa através do portal de Câncer recebemos os impulsos espirituais dos Querubins que nos trazem força para nos harmonizarmos com o novo e cria aconchego para que os momentos de transição ocorram de forma harmoniosa.


DÉCIMA NOITE SANTA (Dia 3 de Janeiro)

De novo sai o sol, atravessamos um novo dia e vem o cair da noite.

Uma estrela brilha no céu emanando seu brilho da Constelação de Gêmeos, o portal através do qual emanam as forças espirituais dos Serafins os Seres do Amor. Amor que não está mais assentado nos laços físicos, nos laços da paixão mas em laços espirituais. O amor fraterno.

Os gregos tem um mito através do qual podemos saber do que se trata.

O mito do Kastor e do Polydeukes irmãos que eram filhos da mesma mãe com pais diferentes sendo que Castor era mortal e o Polydeukes imortal. Ocorreu que Castor morreu e o seu irmão foi até Zeus e pediu que a sua imortalidade fosse retirada e concedida ao Castor e Zeus comovido tornou-os ambos imortais e os colocou no céu na forma de uma constelação. Ou seja elevou-os a condição macrocósmica e o que os tornou imortais não foram os laços de sangue mas o abrir mão de si que resultou numa forma ainda mais elevada de amor.

No Evangelho temos a sentença desta forma de amor:

“onde duas ou mais pessoas estiverem reunidos em meu nome eu estarei no meio deles”

– ou seja abre-se mão do próprio Eu e ganha-se outro Eu que é eterno.

A fraternidade é o mais poderoso impulso para a vida social porque ela pode quebrar as barreiras de status, de etnia e de crenças.

Na décima Noite Santa através do portal de Gêmeos os impulsos espirituais dos Serafins ajudam a vencer a barreira do individualismo e da solidão.


DÉCIMA PRIMEIRA NOITE (Dia 4 de Janeiro)

De novo vem o Sol e um novo dia e ao cair da noite uma estrela brilha no céu emanando seu brilho da Constelação de Touro portal por onde adentra à esfera do Zodíaco vindo das regiões macrocósmicas o sopro do espírito.

Se lembrarmos dos Reis Magos estava próximo o lugar onde se encontrava a criança e iluminando a noite o brilho da estrela que os precedia ampliava enormemente a dimensão do deserto.

A alma se elevou tocando outra dimensão que não é terrena e o Espírito Santo adentra a dimensão humana manifestada no Batismo de João sob a forma de uma pomba.

É uma noite de grande expansão da alma, os horizontes se ampliam e a nossa alma pode se elevar a um estado anímico cósmico alcançando a dimensão da alma do Cosmos, da Sofia divina e sentir a presença do espírito . No Antigo Egito isto era representado nas esculturas que portavam os chifres do Touro com o espaço entre eles preenchido por um disco solar coroando a cabeça do faraó considerado o descendente direto de Deus.

Foram as forças do Touro que configuraram a laringe, o órgão da fala que segundo o Steiner está em transformação e que nos estágios evolutivos futuros do ser humano a palavra terá de novo a força plasmadora referida nas Gênesis de todas as religiões. "No princípio era o verbo e o verbo estava em Deus".

A palavra será como uma lança sagrada de expressão do amor divino.

Na décima Noite Santa através do portal do Touro o Espírito Santo emana a plenitude do amor divino inspirada como persistência em relação ao que se pretende alcançar.


DÉCIMA SEGUNDA NOITE (Dia 5 de Janeiro)

Um novo Sol e um novo dia e no cair da última noite desta ascensão através das hierarquias espirituais.

Alcançamos o último degrau desta escada que já nos transportou para as fronteiras do universo.

Este é o portal por onde o filho de Deus, o Eu cósmico adentrou da esfera macrocósmica, da esfera do Brama, Javé, de Alá, da esfera do divino para a nossa existência.

Através deste portal ressoa no nosso cosmos vindo das regiões macrocósmicas além do zodíaco a voz do Pai:

“Este é o meu filho muito amado, hoje eu o engendrei.”

Como um eco longínquo é feito o Reconhecimento a síntese de todo o caminho unindo o Natal ao Batismo. O Natal como o nascimento da criança natural e o Batismo como o posterior nascimento da criança divina o Cristo como uma luz brilhando no interior, como um Sol interno na alma livre e plenamente consciente.

A voz de Deus é a voz da consciência humana que eleva o Eu de uma condição terrena, inferior a uma condição cósmica, superior trazendo para o ser humano a possibilidade de se tornar o ser da liberdade e do amor – a décima hierarquia espiritual .


Palestra proferida por Edna Andrade na Clínica Antroposófica Tobias,  em São Paulo, no Natal de 2006.
O texto pode ser reproduzido desde que citada a autoria.
Scribd

Bibliografia:

A Ciência Oculta – Rudolf Steiner – Ed. Antroposófica
O Zodíaco e as Hierarquias Espirituais – Sergej Prokofieff
The Golden Age of Chartres – René Querido – Floris Books
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