quinta-feira, 30 de junho de 2011

O Tempo...



"O tempo é muito lento para os que esperam
O tempo é muito rápido para os que tem medo
O tempo é muito longo para os que lamentam
O tempo é muito curto para os que festejam
Mas... para os que amam... o tempo é eterno."

William Shakespeare

Om...



Om Namah Shivaya
Saudações ao Ser Divino dentro de Voce

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Os Sete princípios do homem pela Teosofia


Os Sete princípios do Homem, segundo a Teosofia, são os veículos que ele possui para manifestar-se nos diversos planos.

Em seu conjunto formam a constituição setenária do Homem.

Costuma-se usar expressões em sânscrito para designar estes princípios, devido a estas idéias serem inspiradas no Hinduísmo.
 A constituição setenária segundo a Teosofia

Um princípio, para a Teosofia, é um começo, um fundamento, uma fonte e uma essência de onde as coisas procedem. Princípios são assim as essências fundamentais das coisas. Estes princípios, tanto no Homem quanto na natureza, são teosoficamente enumerados como sete.

Segundo a Teosofia, o sete é o número fundamental da manifestação, frequentemente encontrado em diferentes cosmogonias, assim como nos dogmas de diversas religiões e na tradição de muitos povos antigos.

O Homem, assim como a natureza, é chamado de saptaparna (planta de sete folhas), simbolizado geometricamente por um triângulo sobre um quadrado. Nesta constituição setenária, podemos entender o Atman como a coroa que encima a constituição humana (a ponta superior do triângulo), fornecendo-lhe o seu espírito imortal.

Podemos dizer que a Tríade superior é a parte imortal da natureza humana, o "espírito" e alma da terminologia Cristã, enquanto que o Quaternário inferior é a parte mortal, o "corpo", do Cristianismo.

Segundo Blavatsky, o Absoluto emana de si raios, que são chamados de Mônadas ou Atman. Estas Mônadas são a Essência Imortal do Homem.

O Atman, com o objetivo de individualizar-se, emana de si um princípio mais denso chamado Budhi. Esta díade Atman-Budhi reveste-se de princípios cada vez mais densos, e em número de sete. Iniciando do mais denso para o mais sutil:
  1. Sthula Sharira - O corpo físico, corpo denso.
  2. Prâna - O corpo vital;
  3. Linga Sharira - O duplo etérico, o corpo astral na teosofia original, de Helena Blavatsky;
  4. Kâma Rupa - O corpo de desejos ou corpo emocional, o corpo astral na literatura teosófica posterior a Blavatsky;
  5. Manas - Nossa Alma Humana, ou Mente Divina. É o elo entre a Díade Atman-Budhi e nossos princípios inferiores; O corpo mental de Manas inferior;
  6. Budhi - Nossa Alma Divina;
  7. Atman - O raio do Absoluto, nossa Essência Divina;
A tríade Atma-Budhi-Manas é a parte superior e imortal do Homem, sendo os restantes quatro princípios chamados de "princípios inferiores" ou "quaternário inferior".

A constituição setenária proposta por Blavatsky e a Teosofia é uma síntese de idéias da filosofia oriental (Advaita Vedanta, Samkhya) e ocidental (Platonismo, ocultismo). Todas estas correntes concordam que a constituição humana é formada por sete princípios.

Embora a idéia original de Blavatsky tenha sofrido posteriores modificações, feitas por esoteristas como Leadbeater, Rudolph Steiner (Antroposofia) e Alice Bailey, a descrição dos sete princípios de Blavatsky permanece consistentemente como base do pensamento esotérico ocidental, .

 A constituição do Homem segundo outras religiões e filosofias

Na literatura rosacruciana de Max Heindel (que foi também teósofo), fundador da Fraternidade Rosacruz, é apresentada uma constituição sétupla do Homem . Neste caso, diz-se que o homem é um Espírito tríplice (ou Ego formado por três aspectos: Espírito Divino, Espírito de Vida e Espírito Humano), possuindo uma mente que governa, como uma reflexão invertida , o tríplice corpo (corpo denso, corpo vital e corpo de desejos).

Assim, durante o presente "Dia de Manifestação" que elevará o homem da impotência à omnipotência (da inocência à virtuosidade), o Espírito Divino emana de si o corpo denso extraindo como alimento a Alma consciente; o Espírito de Vida emana de si o corpo vital, extraindo como alimento a Alma intelectual; e o Espírito Humano emana de si o corpo de desejos, extraindo como alimento a Alma emocional.

A constituição do Homem segundo os Mestres Ascensos Nos ensinamentos da The Summit Lighthouse,

o homem também é constituído de sete corpos:

três corpos superiores:

o Corpo da Presença do EU SOU,
o Corpo Causal e o Santo Cristo Pessoal e

quatro corpos inferiores:

o corpo etérico,
o corpo mental,
o corpo emocional (ou astral) e
o corpo físico.

Os três corpos superiores correspondem ao plano do Espírito e os quatro corpos inferiores ao plano da matéria.

Além disto, outras correntes rosacruzes, como é o caso da Fraternitas Rosicruciana Antiqua, preferem propor uma constituição humana formada por três princípios: Corpo, alma e espírito. Neste esquema tríplice, o Corpo é associado ao corpo denso; a alma é associada ao corpo astral; e o espírito aos princípios superiores do homem.

A alma se constitui no elo que une e liga o corpo e o espírito.

Um idéia semelhante é o perispírito da doutrina espírita, elemento mais sutil que o corpo, porém mais denso que o espírito e que o reveste.

Interessante observar que uma constituição tríplice do Homem (corpo, alma e espírito) também é aceita pela Igreja Católica.

Fonte:
wikipédia

Fonte da Imagem:
Joop Zand
http://jfotograaf.blogspot.com/

terça-feira, 28 de junho de 2011

Respiração por Monja Coen


"Se quiser conhecer a si mesma, a respiração é a corda que leva ao fundo do poço" - ouvi essa frase repetidas vezes durante minhas aulas semanais de Yoga.

"Respirar é preencher espaços" insiste sempre minha professora Walkiria Leitão.

Ela foi aluna do professor Shimada, de dona Inês, do professor Garoti e de tantos outros mestres e mestras de Yoga, Filosofia, Espiritualidade, Fisiologia.

Para ser intrutor, instrutora de Yoga ou do Zen Budismo, é preciso conhecer corpo-mente-espírito com grande intimidade.

Estar em contato com a respiração é estar em contato com nossa maior intimidade, com a essência que nos faz ser. Interser.

Minha superiora no Japão, a Abadessa do Mosteiro Feminino de Nagóia, Aoyama Shundo Docho Roshi costumava dizer que são necessários dez anos para se formar uma monja, vinte anos para se formar uma professora monja e trinta anos para se formar uma mestra zen. Não é assim mesmo? Muitas vezes queremos transpor etapas, procuramos atalhos, mas essa ansiedade apenas nos afasta do próprio Caminho, que não é curto nem longo. É apenas, assim como é.

Inspirar e expirar conscientemente. Pausa.
Inspiração. Pausa. Expiração longa, lenta, devagar.
Vai-se tornando sutil e profunda. Leve.

Não significa apenas que durante o Pranayama respiremos mais oxigênio. Pode ser o contrário. Mas criamos condições para que durante todo o dia possamos respirar melhor e oxigenar melhor as células de nosso corpo.

Vontade de respirar e não vontade de respirar.
Vontade de pensar e não vontade de pensar. 
Diferente de vontade de não pensar. 
Diferente de vontade de não respirar.

Depois de alguns exercícios de Pranayama, Marcos Rojo me surpreendeu com essas frases. Estávamos no encontro anual de Yoga e Budismo, em Ubatuba, nos feriados de Corpus Cristie.

Com que simplicidade profunda os ensinamentos sagrados eram transmitidos.

Suas palavras esclareciam aquilo que o fundador da minha ordem religiosa no Japão, Mestre Eihei Dogen (1200-1253) escreveu há tantos séculos:

"Existe o pensar, existe o não pensar e além do pensar e do não pensar."

Sempre achei difícil explicar em palavras o que isso significa. De repente, na aula de Yoga, lá estava, palpável, a experiência pura. Inspirávamos, retínhamos o ar e expirávamos lentamente. E onde estavam os pensamentos? E a vontade de respirar ou de pensar? O som da sala era o som das ondas do mar.

Muitas pessoas acreditam que meditar é silenciar a mente, evitar todo e qualquer pensamento, e assim se esforçam para não pensar. Quanto mais se esforçam mais difícil fica a meditação verdadeira, o samadhi profundo. Cria-se uma idéia, um conceito de samadhi. Há muitas pessoas que desistem de meditar porque não conseguem passar a barreira sem barreira, o portal sem portas do Zen.

Fiquei me lembrando de um retiro que fiz há cerca de trinta anos. Um dos meus primeiros sesshin (retiro zen silencioso). Eram muitas horas por dia sentada em zazen. O corpo reclamava da postura, a mente tentava romper a torrente de pensamentos, reclamações, resmungos. Estávamos já no terceiro ou quarto dia do sesshin. A dor nas pernas era insuportável. Resolvi seguir uma partícula de oxigênio. Estaria mesmo a seguindo? Respirei suavemente pelas narinas, percebi essa molécula entrando nos pulmões, passeando pelas artérias, chegando a meu pé direito, dobrado sobre a coxa esquerda. Depois fazendo a troca e o gas carbonico saindo, lenta, suavemente pelas narinas. Foi um momento mágico. Onde estava a dor? Onde ficaram os pensamentos?

Noutro momento aconteceu algo também extraordinário: percebi que se inspirasse e retivesse o ar e depois o soltasse lentamente, o abdomen se contraia e havia momentos em que parecia não precisar respirar. Sem esforço. Como se meu próprio corpo me ensinasse princípios do pranayama.

Naquela época eu não conhecia nada do Yoga.
Continuo conhecendo muito pouco.
Mas, desde a minha primeira aula senti que havia encontrado um caminho maravilhoso. Caminho que completa e se ajusta à vida monástica, aos ensinamentos de Buda, ao conhecimento de mim mesma.

Mestre Zen Eihei Dogen (1200-1253) também escreveu:

"Estudar o Caminho de Buda é estudar a Si mesmo. Estudar a Si mesmo é esquecer-se de si mesmo. Esquecer-se de si mesmo é ser iluminado(a) por tudo que existe. É abandonar corpo e mente- seu e dos outros. Nenhum traço de iluminação permanece e essa iluminação é colocada a serviço de todos os seres, de toda a existência" - (do texto chamado Genjokoan - A realização na vida diária).

Inspirando. Não inspirando.
Expirando. Não expirando.
Pensando. Não pensando.

Além, muito além, o yogui e o budista se encontram no topo da montanha mais alta, no mais profundo dos oceanos.

Parecem apenas pessoas simples, comuns. Mas, como são leves...

Mãos em prece
Monja Coen

Fonte:
Monja Coen

Respire! (Sistema Respiratório)



Vídeo sobre o sistema respiratório, respiração.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Poema do Amigo Aprendiz de Fernando Pessoa




Quero ser o teu amigo.


Nem demais e nem de menos.


Nem tão longe e nem tão perto.


Na medida mais precisa que eu puder.


Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,
Da maneira mais discreta que eu souber.


Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.


Sem forçar tua vontade.


Sem falar, quando for hora de calar.


E sem calar, quando for hora de falar.


Nem ausente, nem presente por demais.


Simplesmente, calmamente, ser-te paz.


É bonito ser amigo, mas confesso é tão difícil aprender!


E por isso eu te suplico paciência.


Vou encher este teu rosto de lembranças,
Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias...


 Fernando Pessoa

sábado, 25 de junho de 2011

Famílias de Alma e Cores de Alma



Shadaï El Shaï é uma categoria de Anjos muito especial que tem por origem o sistema ligado à Orion.

Esses Anjos transmitiram ensinamentos vibratórios, energéticos, mas também o que se chama de 'famílias de alma'.

Há de fato 3 famílias de alma primordiais: as almas azuis, as almas verdes e as almas vermelhas, e muito, muito poucas (menos de 0,01%) de almas brancas ou almas de cristal. Depois essas almas se misturam umas às outras, com uma certa coloração de branco, formando efetivamente o que se denomina 'as 12 famílias de alma'.

Compreendam que as almas azuis não são mais evoluídas do que as almas verdes ou as almas vermelhas.

Simplesmente há, neste sistema solar e neste planeta, muito mais almas vermelhas.

Isso não significa que a alma é vermelha, mas sim que o trabalho da alma em encarnaçãencontrar a espiritualidade na matéria.

Muitos artistas encontram a inspiração espiritual produzindo através de uma matéria, seja um quadro, uma escultura, ou outra coisa.

É levar as forças espirituais para dentro da matéria para se espiritualizar.

Mas vocês têm as misturas e, então, as famílias, que podem ser terapeutas, Mestres, etc..

Mas lembrem que, além das doze, existem três famílias de alma fundamentais, que estão ligadas à orientação do trabalho associado à encarnação.
Hoje, a Terra é essencialmente constituida de almas vermelhas.

O que se chama de Adamah, de Adam-Kadmon, o homem verdadeiro, o homem da terceira dimensão, é o homem vermelho (e não o homem branco que faz parte da quinta dimensão).

Eu não falo, é claro, da cor da pele.
A única maneira de mudar a cor da alma é se tornando um Mestre realizado, nesse caso passando a ter diretamente a cor branca.

De qualquer forma, uma alma em encarnação tem uma cor que significa de uma certa maneira seu papel neste planeta.

É bom diferenciar as cores de almas que são uma cor visível sobre uma parte extremamente precisa da aura situada atrás do chakra coronário em uma banda extremamente precisa na parte de trás da cabeça.

Esta cor não é uma cor da aura, mas uma cor da alma que vai dar uma potencialidade, uma direção à alma.

Não se deve confundir cor da aura, cor dos chakras e cor da alma.

A cor da alma é uma porção extremamente específica de um grande canal - nadi - situado atrás da cabeça.

A coloração da alma dá simplesmente o sentido e a direção da vida da alma em encarnação, onde ela deve encontrar a espiritualidade.

Nota Complementar:

A alma tem uma tonalidade relacionada à sua vibração que difere entre as diferentes filiações (origem planetária).

A alma também tem uma polaridade que está associada a um tipo de trabalho que deve ser cumprido:
  •  encontrar a Luz na matéria
  •  encontrar a Luz na Luz
  •  fazer o equilíbrio entre a matéria e a Luz

Fonte:
autres dimensions
Trecho extraído da mensagem de O. M. Aïvanhov
Tradução para o Português: Zulma Peixinho

Timeless


"O Silêncio
não conhece
O Tempo."

Satyaprem

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Meditação Atenciosa


Descubra sua sabedoria interior... ou apenas descanse...

Trata-se de uma técnica simples de desencadear um estado de relaxamento profundo de corpo e mente.

À medida que a mente se aquieta e permanece desperta você vai se beneficiar de um estado de consciência mais profundo e tranquilo.

1. Antes de começar, encontre um local silencioso em que não vá ser perturbado.

2. Sente-se e feche os olhos.

3. Concentre-se na respiração, mas inspire e expire normalmente. Não tente controlar ou alterar a respiração deliberadamente. Apenas observe.

Ao observar a respiração, vai ver que ela muda. Haverá variações na velocidade, no ritmo e na profundidade, e pode ser que ela pare por um momento. Não tente provocar nenhuma alteração. Novamente, apenas observe.

Pode ser que você se desconcentre de vez em quando, pensando em outras coisas ou prestando atenção aos ruídos externos. Se isso acontecer, desvie a atenção para a respiração.

Se durante a meditação você perceber que está se concentrando em algum sentimento ou expectativa, simplesmente volte a prestar atenção na respiração.

Pratique esta técnica durante quinze minutos.

Ao final, mantenha os olhos fechados e permaneça relaxado por dois ou três minutos.

Saia do estado de meditação gradualmente, abra os olhos e assuma sua rotina.

Sugiro a prática da meditação atenciosa duas vezes ao dia, de manhã e no final da tarde. Se estiver irritado ou agitado, pode praticá-la por alguns minutos no meio do dia para recuperar o eixo.

Na prática da meditação você vai por uma de três experiências. 

Mas deve resistir à tentação de avaliar a experiência ou sua capacidade de seguir as instruções, porque as três reações são "corretas":

Você pode se sentir entediado ou inquieto, e a mente vai se encher de pensamentos. Isso significa que emoções profundas estão sendo liberadas. Se relaxar e continuar a meditar, vai eliminar essas influências do corpo e da mente.

Você pode cair no sono. Se isso acontecer durante a meditação, é sinal de que você anda precisando de mais horas de descanso.

Você pode entrar no intervalo dos pensamentos... além do som e da respiração.

Se descansar o suficiente, mantiver a boa saúde e devotar-se todos os dias à meditação, você vai conseguir um contato significativo com o self.

Vai poder se comunicar com a mente cósmica, a voz que fala sem palavras e que está sempre presente nos intervalos entre um pensamento e outro.

Essa é a sua inteligência superior ilimitada, seu gênio supremo e verdadeiro, que, por sua vez, reflete a sabedoria do universo. Tudo estará a seu alcance se confiar na sabedoria interior.
Fonte:
Deepak Chopra
       Livro Saúde Perfeita

Minha vida na outra vida / Reencarnação

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Oração à Santa Terezinha das Rosas / Novena das Rosas




Se você está aflito ou tem uma angústia em seu coração, peça a interseção de Santa Terezinha que ela irá lhe ajudar.


Esta novena pode ser começada em qualquer dia do mês, porém há um grande número de devotos de Santa Terezinha das Rosas / Santa Terezinha do Menino Jesus que fazem a novena no período de 9 a 17 de cada mês.


Novena das Rosas 


Santíssima Trindade, Pai, Filho, Espírito Santo, eu vos agradeço todos os favores, todas as graças com que enriquecestes a alma de vossa serva Teresa do Menino Jesus, durante os 24 anos que passou na terra e pelos méritos de tão querida Santinha, concedei-me a graça que ardentemente vos peço (pedir a graça), se for conforme a vossa santíssima vontade e para salvação de minha alma.

Ajudai minha fé e minha esperança, ó Santa Teresinha, cumprindo mais uma vez vossa promessa de que ninguém vos invocaria em vão, fazendo-me ganhar uma rosa, sinal de que alcançarei a graça pedida.

Glória ao Pai (24 vezes)
Santa Teresinha do Menino Jesus, rogai por nós!
Ave-Maria
Pai Nosso



No dia 3 de dezembro de 1925 o Padre Putigan iniciou uma novena a Santa Teresinha do Menino Jesus, pedindo que a Santa lhe desse um sinal (alguém lhe ofereceria uma rosa) caso sua graça fosse alcançada. E, no terceiro dia da novena, uma rosa vermelha, fresca e perfumada foi ofertada ao sacerdote por uma pessoa amiga.
No dia 24 do mesmo mês, o Padre iniciou outra novena e dessa vez pediu como sinal de atendimento uma rosa branca. E no quarto dia da novena, uma religiosa que servia num hospital se aproximou do padre e lhe deu uma rosa branca, dizendo que era Santa Teresinha que a mandava. 
Desde então, o Pe. Putigan se tornou propagador incansável da Novena dos 24 Glórias ao Pai, em louvor a Santa Teresinha, constituindo uma cruzada de orações em muitos países.


Disse Santa Terezinha do Menino Jesus:


"Quero passar o meu céu fazendo o bem sobre a terra".
"Ninguém me chamará em vão".
"Não vou ficar ociosa no céu olhando a face de Deus, ficarei olhando para a Terra para ajudar quem me procura".
"Farei cair uma chuva de pétalas de rosas sobre o mundo".

Som...

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Viva! ...1 aninho... do Blog!!!


Olá! Grata a todos voces que passaram por aqui neste ano...
Volte sempre que quiser!
1 Ano do Blog!!!
Uhuuuuu!!!!!!
 

Petição (Oração) ao Divino Criador / Ho'oponopono




Divino Criador, pai, mãe, filho em Um...

Se eu, minha família, parentes ou ancestrais
lhe ofendemos,
à sua família, parentes e ancestrais,
em
pensamentos,
palavras,
atos e
ações,
do início da nossa criação até o presente,
nós pedimos seu perdão...

Deixe isso
limpar,
purificar,
libertar,
cortar,
todas as
recordações,
bloqueios,
energias e
vibrações negativas,
e
transmute essas energias indesejáveis em pura Luz.

Assim está feito!





Petição Criada pela kahuna Morrnah Nalamaku Simeona

terça-feira, 21 de junho de 2011

A Grande Invocação



Do ponto de Luz na mente de Deus,
Que flua Luz à mente dos homens
E que a Luz desça à Terra.

Do ponto de Amor no coração de Deus
Que flua amor ao coração dos homens
Que Cristo retorne à Terra.

Do centro onde a vontade de Deus é conhecida,
Que o propósito guie as pequenas vontades dos homens,
Propósito que os mestres conhecem e servem.

Do centro a que chamamos a raça dos homens
Que se realize o plano de Amor e de Luz
E se feche a porta onde se encontra o mal.

Que a Luz, o Amor e o Poder
Restabeleçam o Plano Divino sobre a Terra
Hoje e por toda a eternidade.

Amém

domingo, 19 de junho de 2011

Doenças Evolutivas



Quando o homem começa a deixar a consciência de massa e a dirigir as suas energias para algo de mais elevado que a vida comum da personalidade, verificam-se nele mudanças e progressos que, mesmo que ele não tenha consciência, produzem efeitos precisos sobre os centros de força do corpo etéreo.


A humanidade de nível primitivo e médio, como sabemos, funciona através dos centros situados abaixo do diafragma, isto é, o centro localizado na base da espinha dorsal (auto-afirmação), o centro Sacral (sexualidade) e o Plexo Solar (emotividade), centrando-se na personalidade, isto é, num estado de consciência ilusório e limitado, completamente identificado ao eu superficial.


Esse estágio evolutivo, do ponto de vista patológico, relaciona-se com as doenças cármicas coletivas e individuais (como vimos) e com as doenças provocadas por causas psicológicas.


Nos estágios seguintes, ao contrário, ocorrem mudanças, inclusive no que diz respeito às doenças.


Diminuem pouco a pouco as doenças cármicas e psicológicas e acentuam-se as doenças provocadas por causas purificatórias e evolutivas, devidas ao gradativo despertar dos centros superiores e à transferência de energias dos centros inferiores para aqueles localizados acima do diafragma, o que acarreta dificuldades, problemas e conflitos.


Inicia-se um período extremamente tormentoso para o homem, mas também muito frutífero.


A luta entre as forças evolutivas e as cristalizações e falsas identificações torna-se cada vez mais intensa, originando gradativos e sucessivos amadurecimentos e esclarecimentos, os quais constituem a luminosa recompensa pelo sofrimento evolutivo.


Na realidade, o sofrimento é inevitável, pois surge do atrito entre o impulso evolutivo inato em nossa centelha divina, que procura penetrar na consciência, e a matéria inerte e estática, que inconscientemente se opõe a este impulso.


Se o homem se identifica com a matéria, a oposição se acentua, a desarmonia torna-se mais forte, podendo ocasionar uma doença física ou psíquica.


A doença, nesse período evolutivo, é quase sempre o sintoma que nos revela a presença de um conflito entre o Si e a personalidade, querendo nos assinalar uma oportunidade de progresso e amadurecimento.


Este conflito evolutivo produz frequentemente uma purificação das energias dos veículos e uma transmutação dos aspectos inferiores da personalidade em aspectos superiores. É um processo purificatório que aumenta, às vezes, o estado de sofrimento do doente, pois as substâncias que compõem os veículos pessoais são submetidas a um processo "alquímico", a um trabalho, antes de se elevarem, e devem se tornar mais refinadas, mais "leves", para poderem se exprimir através dos centros superiores.


Antes que aconteça o despertar da consciência do Si, o que provoca uma completa mudança no indivíduo e faz dele como que um "renascido", decorre, portanto, um longo período de sofrimento e crise, além, naturalmente, de distúrbios e doenças que indicam a aproximação deste evento maravilhoso, para o qual o homem tende sem se dar conta. Após o despertar, a formidável afluência das novas energias, a irrupção da luz e da nova consciência nos veículos podem ocasionar um período de desequilíbrio fisiopsíquico, de adaptação e assimilação, o que pode se manifestar através de determinadas doenças.


Verificam-se, portanto:


a) doenças e distúrbios antes do despertar do Si;


b) doenças e distúrbios após o despertar do Si.


Examinemos primeiramente o período que precede o despertar. Começando pelo estágio evolutivo do "Homem de ideais" e por todo o estágio do "Aspirante espiritual", as energias da personalidade e dos centros inferiores começam a sofrer um processo de elevação, como consequência da consagração a um ideal, o que permite a superação do eu egoísta e da estaticidade, e também em consequência da aspiração ao Divino.


Esta elevação pode ocorrer mesmo sem que o homem tenha consciência, produzindo mudanças efetivas e precisas nele, pois as energias da personalidade começam a sublimar-se e a transferir-se dos centros inferiores para os superiores, o que também ocasiona uma gradativa mudança na consciência, que assim se aproxima cada vez mais da consciência do Si.


É uma odisséia interior, gradativa e lenta, de "distanciamento" dos automatismos, dos condicionamentos, das ilusões que tinham se instaurado na personalidade e mantinham o homem prisioneiro a um estado de irrealidade e limitação.


Tudo isso, porém, não se dá sem conflito e sofrimento pois inicialmente ele opõe resistências inconscientes a esse impulso ascensional, estando o seu "eu" identificado com a personalidade ilusória.


O indivíduo sofre e se debate entre duas tendências opostas, razão pela qual ocorrem frequentemente graves crises, que se manifestam através de angústia, depressão, sentimento de inutilidade, distúrbios físicos e doenças diversas, o que indica uma purificação efetiva das energias etéreas, pois evidentemente há congestões, inibições, distúrbios funcionais que necessitam ser resolvidos e superados antes que a consciência do Si possa manifestar-se livremente.


Tais doenças físicas podem por vezes se prolongar por muito tempo e se agravar quase até à morte, se o indivíduo não faz jus ao amadurecimento que o processo patológico simbolicamente lhe indica e não toma consciência do que se passa, sutilmente, em seu interior.


Existe uma linguagem dos órgãos, coisa que até mesmo a medicina psicossomática admite em hipótese, e que nós, com o tempo, temos que aprender a decifrar. Para tanto, contamos com a ajuda das ciências esotéricas que, ensinando-nos a constituição oculta do homem e revelando-nos a existência de centros de força etéreos correspondentes às glândulas endócrinas, nos possibilita entender a relação entre doença física e estado psíquico.


De fato, cada centro exprime atributos e faculdades do homem que, ao serem acionadas, produzem determinadas reações físicas. Por exemplo, é sabido que uma forte sensação de medo ou cólera, provocada por uma atitude de defesa ou de agressão, gera no plano físico uma descarga de adrenalina através das cápsulas supra-renais. Em outras palavras, coloca em funcionamento o centro situado na base da espinha dorsal, que exprime justamente auto-afirmação e agressividade.


A descarga de adrenalina, por sua vez, provoca os seguintes fenômenos físicos:


a) o aumento do açúcar no sangue;


b) o aumento da capacidade de contração de um músculo;


c) irrigação abundante do sistema muscular pelo sangue;


d) diminuição do tempo de coagulação do sangue.


Se tais fenômenos se repetirem com frequência, em virtude de renovadas emoções desse tipo, será fácil perceber as consequências patológicas que daí podem resultar (diabete, artrite, hipertensão etc). Portanto, cada doença deve ser interpretada e relacionada ao centro etéreo mais próximo do órgão atingido.


Além disso, como veremos em outros capítulos, as doenças não são provocadas somente pelos centros inferiores, mas também pelos centros superiores, se estes não apresentarem um fundamento equilibrado ou se forem prematuramente despertados.


No período, portanto, que precede o despertar da Alma, o aspirante está mais sujeito a distúrbios, crises e eventuais doenças físicas e psíquicas (neuroses), sofrendo até compreender que chegou a um ponto crucial de sua vida a um momento decisivo, em que deve fazer uma opção, orientar-se definitivamente para a luz e operar uma verdadeira "conversão" na própria consciência.


É exatamente isso que o seu Si deseja dele, caso ele já seja um aspirante espiritual, por isso a profunda crise que precede o despertar pode ser resolvida somente se houver uma "rendição" às forças superiores, acompanhada de um trabalho intenso e contínuo de sublimação das energias.


Podemos, portanto, dizer em síntese que, antes do despertar da consciência do Si, verifica-se sobretudo uma ascensão das energias da personalidade, uma elevação das vibrações, originando a sublimação e a transferência de tais energias dos centros inferiores para os centros superiores, enquanto no período do "Discípulo", como veremos agora, ocorre primeiramente uma queda das energias espirituais na personalidade.


Em outras palavras, antes há aspiração, demanda por parte da personalidade, e depois resposta, constituída pela afluência da Luz, da Consciência e da Força do Si para os veículos.


e) O grau do Discípulo tem início após o despertar da Consciência do Si, o que produz uma completa mudança no homem, a ponto de tal acontecimento ser chamado frequentemente "segundo nascimento".


De fato, o ciclo que começa a partir desse momento é como uma nova vida. O homem sabe, enfim, quem ele é realmente.


Não mais existem dúvidas nem hesitações.


Reconheceu-se a si mesmo, ou melhor, lembrou-se de seu verdadeiro ser, e o caminho abre-se à sua frente, luminoso e claro. Ele é um Discípulo, pois a sua vontade se junta a uma Vontade Superior, põe-se a serviço de Seres que trabalham pelo bem da humanidade. A sua consciência, pouco a pouco, faz-se cada vez mais ampla e universal, des-personalizando-se na ajuda aos outros.


Todavia, os problemas não terminaram ainda, pois mesmo que a consciência tenha se libertado dos condicionamentos e das trevas, a obra de transformação, do ponto de vista das energias, ainda não se encerrou.


Além disso, a poderosa afluência da Luz espiritual para os veículos pessoais e para os centros ocasiona, frequentemente, problemas e dificuldades.


De fato, na queda, as energias espirituais reavivam todos os centros, mesmo aqueles abaixo do diafragma, pois elas repetem automaticamente aquilo que acontece no Macrocosmo, no momento em que uma manifestação produz uma involução antes das energias divinas (descida), e depois uma evolução (subida).


Na involução, a energia gera os vários planos da manifestação, inclusive o mais baixo da matéria, e depois se eleva novamente sob a forma de consciência, tornando a percorrer a mesma trajetória em sentido inverso.


O homem é o microcosmo que repete em si todas as leis do Macrocosmo, logo, a energia espiritual que provém do Si repete a mesma trajetória: involução e evolução, queda e ascensão, e portanto desce, a princípio, ao nível mais baixo, reavivando um após outro todos os centros, e depois volta à superfície, até a sua fonte.


Assim, o homem se depara com dois problemas neste período: o de saber sustentar a poderosa afluência das energias espirituais, que vão estimular todos os centros, sem se deixar arrastar, e o de saber canalizar e transferir tais energias na direção certa, transferindo-as para os aspectos superiores... Portanto, os distúrbios e doenças dos discípulos derivam de dificuldades e erros devidos à "estimulação", e a problemas inerentes à correta utilização das energias no serviço.


É útil examinar quais podem ser os distúrbios provocados pelo despertar dos centros:


1. Despertar do centro da cabeça: Inflamação de determinadas áreas do cérebro e algumas formas de tumores cerebrais. Isso pode acontecer quando o indivíduo é altamente desenvolvido e de um tipo mental.


2. Despertar do centro ajna (entre as sobrancelhas): Pode ocasionar sérios distúrbios nos olhos, neurites, dor de cabeça e outros distúrbios dos nervos.


3. Despertar do centro do coração: Distúrbios do coração relacionados com o sistema nervoso autônomo, particularmente com o nervo vago.


4. Despertar do centro da garganta: Hipertireoidismo. Distúrbios do metabolismo. Papo.


5. Despertar do plexo solar: Distúrbios do estômago, do fígado e intestinos.


6. Despertar do centro sacral: Hiperatividade da vida sexual. Inflamação dos órgãos relacionados. Anomalias sexuais.


7. Despertar do centro situado na base da espinha dorsal: Distúrbios da espinha dorsal. Distúrbios renais. Agressividade, violência, autoafirmação etc.


Naturalmente, tais distúrbios podem sobrevir quando o indivíduo não tem consciência de que, devido à afluência de energias espirituais, os seus centros despertam.


É o primeiro período após o despertar do Si que apresenta maior perigo, pois o homem se abandona e se abre a tal afluência, submerso por um sentido de "êxtase" e de profunda alegria, e, enquanto é tomado pela nova consciência, que o torna extremamente lúcido e desperto, não percebe que está a absorver as novas energias como uma terra árida, há tempos à espera de água.


De qualquer forma, tais distúrbios, caso ocorram quando o homem já está desperto e agarrado à realidade do Si, podem ser superados de maneira relativamente fácil, pois a consciência do que aconteceu ajuda a canalizar as energias e a desfazer as congestões.


Em alguns casos, o despertar pode se verificar antes do grau de Discípulo, isto é, antes do contato consciente com o Si, sendo então muito mais perigoso, pois pode arrastar o indivíduo e provocar distúrbios e doenças difíceis de vencer, justamente porque o indivíduo não tem consciência da causa que os originou.


O estágio do Discípulo é também ele um tanto tormentoso, pois a sublimação das energias continua e os problemas tornam-se mais sutis, já que o indivíduo deve se tornar um canal perfeitamente puro e livre de qualquer personalismo e apego, e isso não é fácil.


Além disso, o despertar do Centro do Coração faz com que ele se torne sensível e receptivo também aos sofrimentos e problemas dos outros, o que o torna aberto às vibrações dos outros, que ele absorve inconscientemente, e assim as suas dificuldades aumentam a partir dessa identificação com os seus irmãos. Todavia, a consciência interior centrada na Alma o sustenta, lhe dá força e serenidade. Sofre, mas o seu sofrimento não revela desespero nem angústia, pois ele conhece a sua causa e a sua razão. Colabora com as forças evolutivas, e mesmo que passe por períodos de escuridão, sabe que virão períodos de luz...


Não falaremos agora dos períodos que se seguem ao do Discípulo, pois ainda seria prematuro. Interessa-nos concentrar nossa atenção sobre os principais problemas do aspirante que mais se aproximam dos nossos, e procurar enfeixá-los numa síntese que nos seja de utilidade prática.


Três são os problemas principais:


I. A transferência das energias do Plexo Solar para o Centro do Coração, isto é, a sublimação da emoção em amor altruísta.


II. A transferência das energias do Centro Sacral para o Centro da Garganta, isto é, a sublimação da sexualidade em criatividade superior.


III. A transferência das energias do Centro situado na base da espinha dorsal para o Centro no alto da cabeça, isto é, a sublimação da auto-afirmação em Vontade Espiritual. Nos próximos capítulos, voltaremos a nossa atenção para estes três problemas.


Fonte:
Angela La Sala Bata
Medicina Psico Espiritual

Discípulo: seu significado


A palavra ‘disciplina’ é bela. Ela vem da mesma raiz da palavra “discípulo’. ‘Disciplina’ significa capacidade de aprender, capacidade de saber. Mas você não pode saber, você não pode aprender, a não ser que você tenha atingido a capacidade de ser.

‘Disciplina’ significa “capacidade de ser”, a “capacidade de saber”, a “capacidade de aprender”. Nós temos que compreender essas três coisas.

A capacidade de ser. Todas as posturas da Ioga não dizem respeito ao corpo, mas à capacidade de ser. Patânjali diz que se você se sentar silenciosamente, sem mover seu corpo, por algumas horas, você estará crescendo na sua capacidade de ser. Por que você se move? Você não pode se sentar sem se mover, mesmo por alguns segundos. Seu corpo começa a se mover. Você sente coçar em algum lugar; as pernas ficam dormentes; muitas coisas começam a acontecer. Estas são simplesmente desculpas para você se mover.

Você não é um mestre. Você não pode dizer ao corpo: “Agora, por uma hora, eu não me moverei.”. O corpo se revoltará imediatamente. Imediatamente ele o forçará a se mover, a fazer alguma coisa – ele lhe dará razões: “Você tem de se mexer porque um inseto está lhe mordendo.”. Você pode nem ver o inseto quando você olhar. Você não é um ser, você é uma agitação - uma atividade febril contínua. (...)

Se você puder permanecer em uma postura, o corpo se tornará um servo: ele o seguirá. E quanto mais o corpo o seguir, mais você terá um ser maior dentro de você, um ser mais forte dentro de você. E, lembre-se, se o corpo não estiver se movendo, sua mente não pode se mover, porque mente e corpo não são duas coisas, eles são dois pólos de um fenômeno. Você não é corpo e mente; você é corpo-mente. Sua personalidade é psicossomática – corpo-mente, ambos. A mente é a parte mais sutil do corpo. Ou você pode dizer ao contrário: o corpo é a parte mais grosseira da mente.

Assim, o que quer que aconteça ao corpo, acontece à mente e vice-versa: o que quer que aconteça à mente, acontece ao corpo. Se o corpo estiver imóvel e você puder conseguir uma postura, se você puder dizer ao corpo “permaneça quieto”, a mente permanecerá silenciosa. Realmente, a mente começa a se mover e tenta mover o corpo, porque, se o corpo se move, então a mente pode se mover. Num corpo imóvel, a mente não pode se mover; ela precisa de um corpo se movendo.

Se o corpo estiver imóvel, a mente estará imóvel, você estará centrado. Esta postura de imobilidade, não é simplesmente um treinamento psicológico. É exatamente para criar uma situação na qual o centramento possa acontecer, na qual você possa tornar-se disciplinado. Quando você é, quando você tornou-se centrado, quando você sabe o que significa ser, então, você pode aprender, porque então você será humilde. Então, você poderá se entregar. Então, nenhum falso ego se agarrará a você, porque uma vez centrado, você sabe que todos os egos são falsos. Então, você pode curvar-se. Então, um discípulo nasce.

Um discípulo é uma grande realização. Somente através da disciplina você se tornará um discípulo. Somente através do centramento você se tornará humilde, você se tornará receptivo, você se tornará vazio, e o guru, o Mestre, pode derramar-se dentro de você. No seu vazio, no seu silêncio, ele pode chegar e alcançar você. A comunicação se torna possível.

Um discípulo significa aquele que é centrado, humilde, receptivo, aberto, pronto, alerta, que espera, devoto. (...)

Este é o significado de satsang. Satsang significa proximidade estreita com a verdade; significa perto da verdade; significa perto de um Mestre que se tornou um com a verdade – simplesmente estar perto dele, aberto, receptivo e esperando. Se a sua espera se tornou profunda, intensa, uma comunhão profunda acontecerá.

O Mestre não vai fazer nada. Ele simplesmente está lá, disponível. Se você estiver aberto, ele fluirá para dentro de você. Esse fluir é chamado de satsang. Com um Mestre, você não precisa aprender nada mais. Se você puder aprender satsang, isso é o bastante – se você puder estar próximo a ele sem perguntar, sem pensar, sem argumentar, simplesmente presente, disponível, então, o ser do Mestre pode fluir para dentro de você. E o ser pode fluir. Ele já está fluindo. Sempre que uma pessoa alcança a integridade, seu ser se torna uma radiação, ele flui. Quer você esteja lá para receber ou não, esse não é o ponto. Ele flui como um rio. Se você estiver vazio como um vaso, pronto, aberto, ele fluirá em você.

Um discípulo significa aquele que está pronto para receber, que se tornou um útero – o mestre pode penetrá-lo. Esse é o significado da palavra ‘satsang’. Não é basicamente um discurso; satsang não é um discurso. O discurso pode estar lá, mas o discurso é só uma desculpa. Você está aqui, eu falarei dos sutras de Patânjali. Isso é só uma desculpa. Se você estiver realmente aqui, então, o discurso se torna simplesmente uma desculpa para você estar aqui. E se você estiver realmente aqui, o satsang começa. Eu posso desaguar em você, e essa corrente vai mais fundo do que qualquer conversa, qualquer comunicação através da linguagem, do que qualquer encontro intelectual com você.

Enquanto a sua mente está ocupada, se você é um discípulo, se você é um ser disciplinado, sua mente está ocupada em me ouvir, seu ser pode estar em satsang. Então sua cabeça está entretida, seu coração está aberto. Então, em um nível profundo, um encontro acontece. Esse encontro é satsang, e tudo o mais é apenas uma desculpa, simplesmente para encontrar maneiras de estar próximo do Mestre.

Essa proximidade é tudo, mas somente um discípulo pode estar próximo. Não é todo mundo ou qualquer um que pode estar próximo.

Proximidade significa uma confiança amorosa.

Fonte:
Osho / Alfa e Ômega

sábado, 18 de junho de 2011

Doenças Cármicas: Coletivas e Individuais


 
O homem, de certa forma, "cria-se a si mesmo".

Em outras palavras, aquilo que somos como personalidade, isto é, como corpo físico-etéreo, corpo emotivo e mental, é o efeito de causas produzidas por nós mesmos, através das ações cometidas em existências passadas (compreendendo a palavra "ações" também os sentimentos, as emoções e os pensamentos).

Assim reza a lei do Carma, ou lei da ação e reação. O aspecto que talvez nos seja de mais difícil compreensão é o que diz respeito ao corpo físico, pois parece-nos absurdo que o nosso comportamento e a nossa maneira de sentir e pensar cheguem a influir até mesmo sobre a matéria física, a ponto de "modelar" um determinado tipo biológico.

Mas se refletirmos atentamente sobre a relação existente entre psique e corpo, isso não nos parecerá mais absurdo e impossível.

Se é verdade que o nosso corpo físico é somente um "robô", uma simples máquina movida pela força vital inerente ao corpo etéreo, então pode-se considerá-lo um efeito e não uma causa.

De fato, o veículo físico é um instrumento de expressão e de experiência, não somente para o Si como para os outros corpos sutis, cujo conjunto constitui a psique do homem, pois é na psique que o eu pessoal encontra o seu centro focal, quando ainda não tem consciência do Si, sendo, portanto, com relação ao corpo físico, o sujeito que o move e o dirige.

Além disso, a matéria física de que se compõe o corpo denso é sensível e receptiva às vibrações dos corpos sutis, assumindo as suas qualidades e defeitos.

De fato, já vimos como todos os órgãos do corpo, as glândulas e o sistema nervoso estão sempre sob a influência da psique, a ponto de, com o passar do tempo, chegarem mesmo se alterar morfologicamente, devido às desarmonias internas.

Assim, podemos dizer que cada indivíduo tem o corpo e a constituição física que ele mesmo criou para si.

Existe, portanto, também uma escala evolutiva para o corpo físico (assim como para os outros veículos da personalidade) que se condensa no perpétuo átomo físico (que persiste depois da morte do corpo material) e ao redor do qual o Si espiritual construirá o novo veículo físico na próxima encarnação, atraindo matérias de vibrações semelhantes.

De fato, se nascemos numa determinada família e assumimos suas características físicas, suas fraquezas orgânicas e eventuais taras hereditárias isso não se dá por acaso, mas porque o nosso Carma nos leva em direção a ela, por haver uma afinidade vibratória, a nível físico, entre nós e os futuros pais. Isso que habitualmente chamamos "hereditariedade" é um encontro preciso de causas concorrentes, que nós mesmos acionamos em existências anteriores e que produzem o seu efeito.

As doenças cármicas, portanto, são antes de mais nada, aquelas que nos atingem devido a nossa constituição física hereditária e ao nosso tipo biológico, que apresenta determinadas fraquezas congênitas.

Poderíamos perguntar: "A criança, então, não nasceria totalmente sã?"

Teoricamente sim, mas na prática devemos considerar que existem nela certas predisposições latentes, certas debilidades constitucionais que lhe vêm da família em que nasceu e que podem, mais cedo ou mais tarde, manifestar-se como verdadeiras doenças. Esse tipo de doença deve ser considerado "cármico", pois suas causas devem ser procuradas não no presente, mas no passado. De fato, tudo o que nos atinge e nos acontece sem apresentar uma causa aparente, seja psicológica ou exterior, pode-se considerar efeito do carma. Em outras palavras, a nossa responsabilidade nunca deixa de existir, apenas ela "remonta", no tempo, a existências anteriores.

Analisando, portanto, as nossas "predisposições" para determinadas doenças, as nossas fraquezas constitucionais, poderíamos remontar aos nossos erros passados, pois há sempre uma "linguagem dos órgãos" que se pode interpretar e fazer com que entendamos a ação ou a emoção que se esconde por detrás dela.

A essa altura, é oportuno que nos detenhamos um pouco para fazer alguns esclarecimentos sobre a verdadeira natureza e finalidade do carma. Existe uma tendência bastante acentuada a interpretar o carma como algo inexorável, como um determinismo ao qual não se pode escapar; uma "nêmesis", que pune sem contemplação...

Isso, de certo modo, corresponde à verdade, pois o carma é uma Lei universal de justiça, ou melhor, seria a própria Lei por excelência, pois sua ação é o que mantém o equilíbrio de todas as manifestações. Todavia, não se deve interpretá-la como uma punição ou uma recompensa que nos foi conferida por um Ente Superior que sustenta a balança da justiça, mas somente como a expressão automática de uma lei cósmica, que regula o jogo das energias em todos os níveis e tem a função de "reequilibrar" a harmonia universal e individual quando esta é perturbada.

De fato, o carma também é chamado Lei de compensação. Um outro aspecto desta lei, frequentemente esquecido, quando não totalmente ignorado, é a sua função educativa e didática; função esta que nos fornece a chave para utilizar e, em determinados casos, superar o carma.

Muitos, de fato, perguntam: "É possível evitar o carma"?

Não, o carma não pode ser evitado, pois ele exprime uma lei precisa, quase mecânica, a qual, uma vez acionada, não se pode mais deter, como qualquer outra lei física; todavia, pode-se "preveni-la", pode-se ir ao seu encontro e, enfim, colaborar com ela, para que ela venha a se tornar um meio purificatório, educativo e evolutivo.

No livro Os sutra yoga, de Patanjali, pode-se ler: "A dor que ainda não sobreveio pode ser prevenida". (Livro II, Sutra 16.)

O que significam tais palavras?

Significam que um homem que já tenha guiado os seus passos para a vereda espiritual pode, à luz da nova consciência, compreender os obstáculos internos, os seus pontos fracos, e, através de um paciente trabalho de purificação e sublimação, transformar a sua natureza inferior, de modo que, ao se lhe apresentar um antigo débito cármico a ser pago, sob a forma de um acontecimento doloroso ou de uma doença, ele não sofrerá com isso; ao contrário, saberá transformar aquela experiência em algo de útil e luminoso para o desenvolvimento da consciência, e extrair disso, ao invés de dor, paz e alegria.

De fato, a dor provém sobretudo da rebelião, da amargura, do sentimento de injustiça, que nos enrijecem, e nos fazem assumir uma atitude negativa de oposição ao carma, impedindo-nos de entender o significado que se oculta por trás da prova.

Assim, no que diz respeito às doenças cármicas, que podem decorrer da constituição física hereditária e, portanto, em certos casos, tornar o indivíduo inábil desde o nascimento (como em casos de cegueira) ou exposto a enfermidades crônicas, se elas forem aceitas com serenidade e interpretadas corretamente, podem redundar em situações de progresso e em experiências frutíferas.

Neste caso, o carma desempenha a sua verdadeira função, que é a de equilibrar uma situação desarmônica e errada e, impelindo o indivíduo a ''compensar" as suas fraquezas, faz com que ele desenvolva as faculdades e os dons mais aptos a tal fim, justamente os que lhe faltavam.

Às vezes, não é fácil compreender a lição que se oculta no carma, sobretudo aceitar, sem sofrer com isso, dolorosas enfermidades e deficiências humilhantes e debilitantes que obrigam o indivíduo a levar uma vida limitada e a renunciar às alegrias e consolos comuns das outras pessoas...

E por muito tempo a humanidade sofre, se rebela e continua a cometer erros, pois interpreta as experiências dolorosas como uma calamidade injusta e obscura, cuja origem ela ignora. Mas depois, pouco a pouco, com o desenvolvimento da consciência, começa a delinear-se o jogo das energias sutis que se desenvolve por trás das aparências e a se revelar o funcionamento da lei de ação e reação.

O homem descobre, assim, que existe uma justiça perfeita, infinito amor e completa harmonia subjacentes às formas de discordância é desordem exteriores, e então se abre à confiança, o que traz a aceitação e a colaboração consciente com as forças evolutivas.

Quanto a nós próprios, do ponto de vista da saúde física, deveríamos tentar distinguir, dentre os distúrbios e doenças, aqueles que nós mesmos atraímos devido a defeitos psicológicos ou a um mau uso das energias sutis, e aqueles que, por sua vez, têm origem cármica, isto é, raízes em existências passadas.

Já dissemos que a constituição física que nos é legada pela família em que nascemos é cármica, assim como todas as deficiências e doenças originadas por ela; mas também podem ser cármicas as doenças que não derivam de fraquezas congênitas e que se abatem subitamente sobre as nossas vidas, sem uma causa aparente, e que parecem resistir a todas as curas, a ponto de se prolongarem além do normal e apresentarem uma progressão crônica.

Se, após uma cuidadosa auto-analise psicológica, para verificar eventuais causas inconscientes, após uma rearmonização das energias psíquicas, a doença persistir, isso indica que ela é cármica. Em outras palavras, devem-se ao carma todas as doenças que independem de nossa responsabilidade atual e que parecem produzidas por uma força exterior a nós.

Frequentemente, tais doenças são incuráveis e conduzem a uma permanente enfermidade, ou mesmo à morte, caso não se dê um súbito "despertar" da consciência, uma iluminação que transforme completamente o homem, reorientando as energias bloqueadas que causavam a doença.

Isso depende do grau evolutivo individual, que no mais das vezes se revela somente em tais circunstâncias.

De fato, muitas pessoas que passaram por isso que se chama justamente o despertar da Alma (ou a Iluminação), tiveram tal experiência após uma grave doença que as levou às portas da morte.

Antes desse despertar, eram pessoas comuns, sem qualquer vestígio de espiritualidade, justamente porque o seu estágio real de evolução era "inconsciente" e se havia criado uma barreira entre a personalidade e o Si, barreira que a ação purificatória da doença fez desaparecer.

Em geral, não é fácil entender o nosso próprio estágio de evolução, mas seria útil procurar identificá-lo, com o fito não de lamentá-lo ou gabá-lo, mas de identificar as nossas deficiências e qualidades, e sobretudo para compreender o passo seguinte que devemos dar, e, assim, dirigir todas as nossas energias para aquela finalidade, evitando os eventuais obstáculos e superando as dificuldades que se colocam entre nós e a meta a ser alcançada.

Todo estágio evolutivo tem a sua problemática, tanto do ponto de vista do desenvolvimento da consciência como do correto direcionamento das energias; por esse motivo, seria da maior valia reconhecer o próprio nível interior, para, assim, chegar a um "diagnóstico" correto da própria situação psíquica.

Já nascemos com um certo grau evolutivo, representado pelas existências passadas que trazemos conosco e, portanto, com uma situação exata no que diz respeito ao despertar dos centros etéreos e o desenvolvimento dos corpos sutis.

Esta situação poderia ser definida como um nosso "boletim clínico", boletim este que deveríamos procurar reconstruir, analisando as nossas dificuldades psicológicas, os nossos problemas de desenvolvimento, as nossas deficiências e fraquezas físicas e também as nossas qualidades, tendências e potencialidades...

Este nosso quadro é o resultado de todos os nossos atos e experiências passadas, a nível físico, emocional e mental, fazendo parte do lastro cármico.

Interpretando, portanto, o carma não como algo que se deve suportar passivamente e do qual não se pode escapar, mas como um encontro de energias acionadas por nós mesmos, e que produz determinados efeitos, podemos tentar utilizá-lo para o nosso desenvolvimento e, assim, superá-lo para sempre.

Agora, é preciso mencionar brevemente também o carma coletivo, pois até aqui falamos sobretudo do carma individual.

Não é fácil compreender o funcionamento do carma coletivo, ao qual toda a humanidade está submetida.

Para entendê-lo, é preciso reportar-se ao conceito de que existe uma única substância, uma única consciência atrás da multiplicidade, uma unidade efetiva subjacente que une toda a humanidade numa única entidade, numa única grande Alma.

Esta Alma Única da humanidade é, porém, inconsciente, tendo sobretudo a função de dirigir e governar os homens até que desperte a consciência individual. É uma espécie de consciência de massa, semelhante à que existe no reino animal, e que não se deve confundir com a "consciência de grupo" que ao contrário, é um estágio superior, ao qual se chega quando se verifica o despertar da Alma. Tal consciência de massa é um reservatório onde se acumulam todas as experiências da humanidade, onde tudo é registrado...

É o inconsciente coletivo de que fala Jung, o qual contém forças primordiais comuns a todo o gênero humano, pertencentes ao passado mas sempre atuais, porque condicionam e estimulam o homem à ação, até emergir a sua individualidade adormecida.

Neste reservatório comum encontram-se todas as experiências, erros, tendências e impulsos da humanidade, patrimônio coletivo do qual o indivíduo se serve quando age de maneira inconsciente, quando "se deixa viver", pois ainda não é consciente e responsável.

O Si espiritual existe em todos os homens, mesmo nos mais primitivos, mas em estado latente e tão reprimido que por longos períodos ele praticamente inexiste.

Predomina, então, esta "consciência coletiva", este cérebro único, por assim dizer, semelhante a um formidável turbilhão de energias geradas por toda a humanidade, ao qual às vezes ela se submete sofrendo coletivamente as suas conseqüências, mesmo sob forma de catástrofes, guerras, epidemias, etc.

As doenças sociais ou coletivas dependem dessa consciência única da humanidade, desse turbilhão de energias, caracterizado pelas ações dos homens ainda não despertos.

É preciso, portanto, classificar as doenças em quatro grandes categorias:

a) doenças devidas a causas psicológicas (atuais);

b) doenças cármicas individuais;

c) doenças cármicas coletivas;

d) doenças evolutivas (despertar dos centros e transferência das energias).

No capítulo seguinte, trataremos das últimas.

Fonte:
Angela La Sala Bata
Capítulo VIII
Medicina Psico Espiritual
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