quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Meditação: sobre a Raiva




Vamos fazer outra meditação com o recurso da visualização.

Comecemos  por  visualizar  alguém  que não  nos  agrade, alguém  que nos  irrite,  que nos  cause muitos problemas ou que nos dê nos nervos. 

Imaginamos,  então,  uma  situação na qual essa pessoa nos aborreça, ou faça alguma coisa que nos ofenda ou perturbe. 

E, em imaginação, quando visualizarmos essa parte, deixemos que nossa reação natural se manifeste; que ela  flua  espontaneamente.  

Depois  vejamos como  nos sentimos,  vejamos  se isso  provoca  uma  aceleração do  ritmo dos  nossos  batimentos  cardíacos  entre outras coisas.

Analisemos  se nos sentimos,  vejamos  se  isso  provoca  uma aceleração do  ritmo dos  nossos  batimentos  cardíacos  entre outras coisas.  

Analisemos se nos  sentimos  à  vontade  ou constrangidos;  vejamos se  imediatamente  retornamos  à serenidade ou se desenvolvemos  algum  desconforto  mental.

Julguemos por nós mesmos; investiguemos. 

Portanto, alguns minutos,  talvez  três  ou  quatro,  vamos  investigar  e experimentar.  

E  então, ao  fim  da nossa  investigação,  se descobriremos  que,  “Sim,  de nada adianta permitir que  a irritação cresça. De imediato, eu perco minha paz de espírito”, vamos  dizer  que nós  mesmos:  “No  futuro,  não agirei  mais desse  modo.”  

Vamos  desenvolver  essa determinação.

Finalmente, durante os últimos minutos do exercício, fixemos nossa  mente  com  atenção  concentrada nessa  conclusão ou determinação. 

Essa é a meditação.


A Arte da Felicidade – Dalai Lama e Howard C. Cutler  
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