domingo, 30 de setembro de 2012

Erro x Verdade


“O erro não se torna verdade 
por se difundir e multiplicar facilmente. 
Do mesmo modo, 
a verdade não se torna erro 
pelo fato de ninguém a ver”.

Mahatma Gandhi

sábado, 29 de setembro de 2012

Dia de Arcanjo Miguel / 29 de Setembro / Oração de Micael para a Era de Micael / Micaelis Arcanjus / São Miguel Arcanjo / Antroposofia / Rudolf Steiner


Arcanjo Miguel Por Guido Reni

"Temos que erradicar da alma todo medo e temor
do que o futuro possa trazer ao homem.

Temos que adquirir serenidade
em todos os sentimentos e pensamentos
a respeito do futuro.

Temos que olhar para a frente
com absoluta equanimidade
para com tudo o que possa vir.

Temos que pensar somente que tudo o que vier,
nos será dado
por uma direção mundial plena de sabedoria.

Isto é parte do que temos que aprender nesta era:

Viver com pura confiança
sem qualquer segurança na existência.

Confiança
na ajuda
sempre presente
do mundo espiritual.

Em verdade,
nada terá valor se a coragem nos faltar.

Disciplinemos nossa vontade
e busquemos o despertar interior,
todas as manhãs e todas as noites".

Rudolf Steiner

O Mal no caminho do Desenvolvimento Humano (Antroposofia)


Observem a imagem do arcanjo Micael empunhando uma espada com seus braços fortes.

A espada ou lança é de ferro, que é a substância usada no combate.

Esse elemento (ferro) está relacionado às forças de Marte, também ligado à qualidade da fala, a força da palavra.

Um grande artista brasileiro da palavra foi Guimarães Rosa.

Seria possível fazer um estudo do encontro com o mal a partir do “Grande Sertão : Veredas”?

Guimarães faz conscientemente o uso da palavra contra o mal. Mais do que uma escrita, o livro é uma fala, tudo tem som, a força da fala está presente. O livro não é dado de presente, mas quando se termina de lê-lo, a pessoa não é mais a mesma que o começou. As primeiras trinta páginas tem todo o conteúdo, é difícil, mas é um processo transformador.

Até que ponto no combate ao mal, não nos tornamos tão maus quanto aqueles que queremos combater?

O que se faz para combater o terrorismo? 

Como reconheço esse mal? 

Como posso superar esse mal não sucumbindo a ele?

Para combater qualquer coisa é preciso conhecê-la, e não dá para combater aquilo que negamos.

Os seres do mal são seres espirituais. Conhecer o mal é tarefa do ser humano.

O anseio pelo conhecimento do mal é motivo do personagem principal do Grande Sertão, Riobaldo – 'rio baldo', aquele que faz a travessia, um épico, como um conto de fadas. Ele está o tempo todo perguntando.

Os seres demoníacos da terceira hierarquia se atrasaram na sua evolução; seu grupo fazia isto, mas eles não o fizeram naquela época e agora vêm fazer o que não foi feito, ou seja, o desenvolvimento do Eu, da individualidade.

Esses seres que na antiga Lua não desenvolveram sua individualidade são os seres Luciféricos – agora eles usam o ser humano para essa finalidade e são afins com o corpo astral.

Similarmente, no antigo Sol, os seres Arimânicos que se atrasaram na sua evolução são afins com o corpo etérico do ser humano, e, da mesma forma, no antigo Saturno, os seres que se atrasaram são os Azuras, afins com o corpo físico humano.

Esses seres não podem atuar diretamente nos corpos, mas na alma humana.

Assim temos :
  • No corpo astral, a alma da sensação, os seres luciféricos (Lúcifer).
  • No corpo etérico, a alma do intelecto, os seres arimânicos (Ariman).
  • No corpo físico, a alma da consciência, os azuras (Azuras).
E além desses três , Rudolf Steiner se refere ao Zorat, demônio do Sol, anterior à evolução humana em Saturno, que atua o Eu humano no Cosmos – carmicamente um Anti- Eu.

A vivência do Cristo etérico é uma vivência da separação do Mal na alma humana. 

O primeiro âmbito para superar as forças do Mal é na alma da sensação, dos sentimentos, e assim por diante. Essa luta tem que ser travada dentro de cada um, no interior da alma individual.

A estória de Riobaldo é muito emblemática, acontece no interior e no exterior do ser humano. 

Sinaliza o fim do Kaliyuga e o começo da atuação de Micael na Terra.

Com relação à alma da sensação, a superação do Mal ocorre na medida em que o homem se preocupa em transformar suas tendências amorais, seu egoísmo, seus baixos instintos, e consegue isso através de auto conhecimento e reconhecimento .

Com relação à alma do intelecto, o homem tem que superar a mentira, toda forma de medo, e a tendência para o materialismo através de decisões justas, juízos corretos, organizações socialmente justas, formar considerações apropriadas através do estudo de assuntos que não domina; desenvolver um conhecimento individual interno, um pensar vivo, orgânico, espiritual, do coração, capaz de superar o pensar frio e puramente racional.

Com relação à alma da consciência, e para se contrapor aos azuras neste lugar, o homem tem que dar um passo para se apossar da sua própria liberdade – vivência do limiar, processo de iniciação, encontro com o guardião do limiar. “Viver é muito perigoso”, é o mote do livro.

É quando os controles externos desaparecem e então, tudo se pode.

O perigo do ser humano que passa por esse processo é a vivência do poder, pois com ele pode-se tudo para o bem ou para o mal.

A responsabilidade do ser humano passa por aqui. 

Ele tem que resistir às tentações.

De onde provém o poder? 

O ser livre percebe a quem obedece.

Só se pode contrapor ao Não Sou com o Eu Sou, através do Eu do Cristo.

O ser humano precisa deixar de ser para ser através do paradoxo, ser “ O Cristo em mim”.

Diadorim é um dos personagens mais misteriosos da estória, um bom lutador com faca. Um anjo micaélico?

A experiência do Cristo também se dá na impotência – o ser humano deve ser capaz de passar pela impotência interior e da ressurreição originada nela, na vivência do “não poder” tem-se a experiência do Cristo.

A peça esculpida em madeira por Rudolf Steiner, da Figura do Homem, traz claramente a imagem do equilíbrio das forças, assim como a meditação da pedra fundamental , que apela à alma humana e às hierarquias superiores na direção da luz do Cristo.

Por Marilda Milanese

Lenda da Bulgaria: Micael / Michael / Arcanjo Miguel e o Mal




E Satanael viu que todos os anjos veneraram e louvaram a Deus, o Senhor.
Preso de inveja ele decidiu igualar-se a Deus.

Em seu orgulho pensou: “Meu trono estará nas nuvens do céu e serei venerado como Deus”.

O Senhor, adivinhando seus pensamentos, enviou o Arcanjo Michael para que o afastasse dos Céus. Mas Satanás o atacou chamuscando-o com seu fogo. Disse Michael para Deus: “Fiz como ordenaste, mas Satanás me queimou com fogo”. Então aumentou Deus o poder de Michael, e seu nome, que antes era Micha, desde esse momento se tornou Michael.

Satanael passou a se chamar Satanás. E ordenou Deus que Michael com o cetro divino tocasse Satanás no ombro e o atirasse fora dos Céus e com todo o seu séquito do mal. Porém, Michael ainda assim não conseguiu acercar-se do trono de Satanás, por causa do fogo que emanava dele. Então, criando coragem bateu com toda força no ombro de Satanás com o cetro de Deus e o afastou dos Céus, juntamente com seu séquito do mal.

Os adeptos de Satanás voaram durante três noites e três dias pelos ares como gotas de chuva. E no terceiro dia reuniram-se os anjos dos Céus, e Deus nomeou Míchael como chefe dos exércitos celestiais. 

E os portais do Céu foram fechados, mas os anjos caídos foram deixados de fora. Muitos ficaram presos nas rochas ou caíram nos abismos, outros ficaram no ar e ainda outros chegaram a Terra para aliciar os homens, cada um à sua maneira, e até hoje estão aí.

Lenda da Bulgaria

Micael / Micha'el / Mîkha'el / Miguel Arcanjo / Arcanjo Miguel



Jacó lutando com o Anjo (Rembrandt - 1659)
Atenção, abrir em uma nova janela. 


Micael (em hebraico: Micha'el ou Mîkha'el)

A tradição cristã do povo hebreu, 
venera, 
desde longa data, 
a seres divinos, 
enviados por Deus, 
denominados anjos ou arcanjos.
Entre eles Miguel ou Micael, cujo nome significa: Quem é como Deus? – na Comunidade de Cristãos preferimos esta última denominação, foneticamente mais próxima à forma original - nos é apresentado como o condutor das milícias celestes, empreendedor da luta contra as forças do mal (Ap 12, 1 - 12).
São poucas as passagens do Velho Testamento que diretamente o identificam pelo nome.
A tradição hebraica porém vê a Micael em muitos outros lugares onde os textos sagrados apenas mencionam a manifestação de um "Anjo do Senhor". 
Um exemplo encontramos no Gênesis 32, 25ss: O patriarca Jacó, ao regressar a sua terra natal, para recebê-la em herança pela primogenitura conquistada a seu irmão Esaú, enfrenta-se com um "homem" que lhe impede a passagem. Na luta Jacó percebe que se trata de um ser divino e não o solta até que ele (Micael) lhe concede a benção. Dádiva de dupla consequência : Jacó passa a se chamar Israel (e torna-se assim o fundador das doze tribos do povo judeu), mas ao mesmo tempo recebe um golpe no quadril que o deixa coxo. Ambos - nome e mutilação - marcam profundamente não só o destino do patriarca, como também de todo o povo: os filhos de Jacó passam a se chamar israelitas e desde então não comem o músculo da articulação da coxa de nenhum animal que abatem (Gn 32,33).
A história de Jacó pode ser entendida como uma imagem, como uma parábola sobre a maneira como Micael intervém no destino humano. A vida nos coloca frente a situações em que devemos vencer obstáculos, superar dificuldades. Invocamos a ajuda divina. Nem sempre, porém, estamos conscientes das possíveis consequências.
Certas decisões ou posicionamentos na vida exigem mudanças profundas. É necessário assumir um compromisso com as forças do alto que querem nos ajudar. "Israel" significa "aquele que luta com Deus", no sentido de lutar ao lado de Deus. O mundo espiritual quer ajudar ao homem nas "batalhas" que venha enfrentar, mas é o homem quem deve lutar.
Através de uma compreensão moderna do Cristianismo sentimos que não é ajuda quando alguém ou alguma força "resolve" nossos problemas e nós passivamente apenas observamos o acontecer dos fatos. 

Verdadeira ajuda é quando nós mesmo aprendemos a vencer dificuldades, sentindo em nosso interior a coragem para lutar. 

Micael quer ser o companheiro de batalha do ser humano, ajudando-nos a não esmorecer, a permanecer na peleja até o final. Ao mesmo tempo sabemos bem, que ao empreendermos algo, ao tomar decisões, ao assumir responsabilidades o destino nos impõe seus desafios. 

Os caminhos a trilhar não são fáceis. Adversidades ou desânimos podem nos fazer claudicar. Golpes e cicatrizes não são sinônimos de erros, ao contrário, muitas vezes são a confirmação do nosso próprio esforço. As marcas no corpo do guerreiro são a prova da luta.

Jacó, ao medir forças com Micael, torna-se um exemplo para o homem moderno: conquista o patriarcado de um povo com grande missão, mas a cada passo é lembrado do significado dessa conquista.


Por Pastor Renato Gomes / Botucatu (SP) Brasil

Dia de São Miguel Arcanjo / Arcanjo Miguel por Rudolf Steiner (Antroposofia)



Imaginação do Arcanjo Micael

Oh luminosas potências espirituais
Agraciadas pelo cosmos, nascidas das potências solares,
Sois predestinadas pelo pensar dos deuses
A ser a veste resplandecente de Micael.
.
Ele, o enviado de Cristo, indica em vós,
A sacra vontade cósmica, que sustém os homens;
Vós, claros entes do cosmos etéreo,
Levais o verbo de Cristo aos homens.
.
Assim surge o arauto de Cristo,
Às almas ansiosas e sedentas;
Iluminadas sejam elas pelo vosso verbo fulgurante,
Na era cósmica do homem espiritual.
.
Vós, discípulos do conhecimento espiritual,
Aceitai o sábio aceno de Micael,
Aceitai o verbo de amor da vontade cósmica
Atuantes nas altas metas das almas.

Rudolf Steiner

Poderosa Oração de Arcanjo Miguel


A Oração da Espada de Chama Azul do Arcanjo Miguel ajuda a eliminar toda e qualquer energia não qualificada que se manifesta em nossas vidas e nos impede de viver plenamente e feliz.

Para potencializar os efeitos desta oração, é importante que primeiramente você peça mentalmente, e de forma clara, ao universo, o que deseja e qual a sua intenção com relação a esta oração. 

Dentro desta intenção/desejo, a oração deve ser lida diariamente durante 21 dias ininterruptos (se esquecer 1 dia, deve começar tudo de novo). E, para cada nova intenção/desejo, 21 dias de oração.

O Poder da Espada de Excalibur

Saudações à Espada de Excalibur!

Você é o poder da força em épocas do Armagedon. 
Você é o poder que corta e elimina as forças sinistras. 
Você é o poder fulminante que corta a ligação de todo o mal, 
a defesa inabalável em batalhas da ordem Angélica. 
Você é a força e o poder divino.

O Guerreiro da Luz deve usá-la em nome do ARCANJO MIGUEL, deve erguê-la à Luz de Toda-Poderosa presença da Chama Azul e selar seu nome em Cristo. 

Vem em nome das Hierarquias Angélicas e das Legiões do fogo azul de Miguel, vem em nome da toda poderosa presença do Eu Sou Em Mim.

Apelo a vós, Hostes Celestiais de Luz! 
Vinde, vinde, vinde. 

Envie, em nome da proteção divina, a poderosa e fulminante Espada de Excalibur, a espada de Chama Azul da presença do Arcanjo Miguel. Envie esta espada até a minha mão direita para que eu possa defender a luz. Que suas safiras, esmeraldas, rubis e diamantes transformem-se em tochas e raios de luz de Luz Cósmica, cortando e seccionando (3 vezes), toda a energia mal qualificada, toda imperfeição, toda frequencia que não for frequencia da luz. Tudo que não for a luz deve ser cortado e eliminado em nome do Arcanjo Miguel, o Arcanjo de Cristo.

Em nome das Hostes Celestiais, em nome da toda poderosa Espada de Chama Azul, eu peço às legiões do Fogo Azul de Miguel: proteja-me em um poderoso tubo de chamas de luz de um fogo azul consumidor de toda discórdia, que este fogo consumidor vá limpando e purificando tudo em torno de mim, e que todo ser que não for da luz, seja encaminhado ao plano espiritual no qual sua evolução é permitida. Que toda influência negativa seja banida para bem longe, onde lá seja transmutada em luz. Eu peço, pelo poder da Espada de Excalibur, que nada ouse penetrar neste campo de luz eletrônica, que nada ouse chegar neste turbilhão de Chamas Azuis.

Que pousem cruzes de Chamas Azuis sobre as portas e janelas, acima e abaixo, que todo o meu ser, assim como tudo a minha volta, seja selado na luz, no selo crístico do bem amado mestre Jesus Cristo, sob os comandos de Miguel e suas legiões de anjos azuis, sob a proteção do Raio Azul de El Morya e Elohim Hércules. Limpe, purifique, corte e seccione todo o resquício negativo que ainda houver, envie relâmpagos, raios, tornados e ciclones de chamas azuis. Parta do alto sua poderosa espada e coloque-a em minha mente, selando-me na força do Cristo, selando-me na consciência divina, selando-me em tua consciência cristica de luz.

Que a Espada de Excalibur resplandeça em fogo, em luz! 

Corte e seccione poderosa Espada de Excalibur (3 vezes) e concede o poder da separação entre a discórdia e a luz. Em sua chama se consumirá toda a discórdia. Tudo o que não for a luz deve receber o fogo da sua verdade. Em nome da luz da Grande Presença das irmandades cósmicas, que a luz radiante volte a brilhar em todo o meu ser. 

Que assim seja!

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Voce deseja mudar alguém?


Como dizem os orientais, 
você nunca se decepciona com o outro. 

A decepção é sempre consigo mesmo, 
por não saber respeitar as possibilidadesdo outro.

Você sempre sabe o que esperar do outro.

É uma decisão sua 
esperar algo que ele não tem para lhe dar.

Portanto, esteja consciente 
de que sua mudança vai afetar os outros, 
mas não deixe que as reações dos outros 
sejam desculpas para você retroceder no seu crescimento.

Você só pode ter certeza de uma companhia na sua vida: você!

Somente você está presente em sua vida, o tempo todo.

Por isso, é importante que essa convivência seja muito agradável!

Livro "A Carícia Essencial"

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Doença: Desequilíbrio entre Alma e Personalidade


"...e embora em nossa mente física não possamos estar cientes do motivo do nosso sofrimento, que pode nos parecer cruel e injustificado, nossas Almas conhecem todo o propósito, e estão nos guiando para que tiremos de tudo o máximo proveito." 
Edward Bach 

Vários médicos e pesquisadores, (dentre eles: Hipócrates, Paracelso, Hahnemann, Edward Bach, etc.) desde a antiguidade, postulam que a doença e seus sintomas têm a capacidade de mostrar aos doentes seus conflitos e que, a medicina, em seus métodos de tratamento, deve ser uma medicina holística (holismo vem do grego “holos”, que significa “o todo”. 

Aparece pela primeira vez na obra “Holismo e Evolução”, de Jan Smuts, em 1921, governador britânico no sul da Índia), considerando que o ser humano é um todo composto de corpo, mente, emoções e alma, formando uma unidade – e, dessa forma encontrar a “verdadeira cura” para seus males. 

Hipócrates, Paracelso, Hahnemann e Bach criaram e desenvolveram os fundamentos de uma medicina holística, que ao invés de tratar a doença trata o ser como um todo, trata a personalidade – as naturezas mentais, emocionais e espirituais. Se há harmonia entre esses campos, a doença desaparece. 

A concepção holística percebe o universo como um todo harmonioso e indivisível. A saúde holística preocupa-se com o bem-estar do ser total, não limitada aos sintomas da enfermidade. Ela está baseada na premissa que corpo, mente e espírito formam uma unidade indivisível e que a desarmonia em um desses níveis causa a doença. 

Esta medicina tem uma concepção fisiológica da doença, iniciada por Hipócrates: explica a origem da doença a partir de um desequilíbrio entre as forças da natureza que estão dentro e fora da pessoa. Centra-se no paciente como um todo, e no seu ambiente, evitando ligar a doença a perturbações de órgãos corporais particulares. 

Para Edward Bach (1886 – 1936), a doença é um conflito entre a personalidade e a Alma. Esse conceito era muito avançado e sofisticado para a época. 

Bach acreditava que se o conflito fosse detectado e superado, a doença poderia ser evitada, dessa forma prevenindo o aparecimento do mal físico. Esse conflito entre personalidade e Alma, segundo Bach, tinha origem em dois erros primordiais, dois "pecados" contra a vida e a unidade: os seres humanos é que causam desequilíbrios, que têm origem no egoísmo (a Alma é perfeita). E, na crueldade para com as outras pessoas. 

As causas fundamentais das enfermidades são defeitos mentais-emocionais - e, além do egoísmo são: orgulho, injustiça, ódio, narcisismo, ignorância, instabilidade, medo e cobiça. Bach julgava a doença benéfica para o paciente - o verdadeiro caminho para a "cura". 

E, a Alma está sempre no comando, orientando, apaziguando a pessoa que permite-se ouvi-la. 

Bach formou-se em medicina - tendo especializações em cirurgia, bacteriologia, patologia e, posteriormente em homeopatia – e não se conformava com os tratamentos que ele considerava paliativos e, acreditava haver um meio de “curar” realmente. Começou a pesquisar um novo sistema de tratamento, através de “remédios” obtidos de plantas e flores – “eles curam, não pelo ataque à doença, mas por inundar nossos corpos com as belas vibrações de nossa Natureza Superior, na presença da qual a doença derrete como a neve sob a luz do sol...... E, finalmente, eles alteram a atitude do paciente tanto em relação à doença quanto em relação à saúde...

A saúde existe quando há perfeita harmonia entre Alma, mente e corpo e essa harmonia, e unicamente ela, precisa ser alcançada antes que a cura possa se realizar.” 

“...Consideremos agora porque a medicina deve tão inevitavelmente mudar. A ciência dos últimos duzentos anos tem encarado a doença como um fator material, que pode ser eliminado por meios materiais, o que, naturalmente, está completamente errado. 

A doença do corpo, como a conhecemos, é um resultado, um produto final, um estágio final de algo muito mais profundo. A doença origina-se acima do plano físico, mais próximo do mental. É totalmente o resultado de um conflito entre nosso Eu Espiritual e nosso Eu Mortal. Enquanto estes dois 'eus' estiverem em harmonia, temos saúde perfeita. Mas, quando há discórdia, ocorre o que conhecemos como doença.” 

Os florais de Bach, atuam através do tratamento do indivíduo e não da doença, harmonizando sua condição emocional, para que, através da transformação das atitudes em estados mais positivos, possa ser estimulado seu potencial de auto-cura. Desta forma, como consequência de uma mudança interna, pode ser restaurada a saúde física, já que o equilíbrio interior passa a auxiliar no combate à doença. 

Em 1930, Bach deixou Londres e foi morar no campo. Experimentou, em si mesmo, os estados mentais negativos que descreveu, até sofrer a doença física e, buscar a flor que o curasse. Assim ele encontrou as 38 flores e, delas, as essências florais. Todas as essências usadas em seu método de tratamento, são obtidas a partir de flores, arbustos ou árvores silvestres. 

Bach postulou: “ Na escolha dos remédios, precisamos considerar seu estado evolutivo em relação ao homem – os metais são subumanos. O uso de animais implicaria no emprego de crueldade e não deve haver nenhum traço dela na divina arte da cura. Assim, resta-nos o reino vegetal.” As essências florais são definidas como “ soluções líquidas infundidas de padrões, feitas com as flores de determinadas plantas que contêm uma marca específica que responde – equilibrando, reparando e reconstruindo – os desequilíbrios dos seres humanos nos níveis físico, emocional, mental e espiritual ou universal.” 

Não há moléculas das substâncias nos remédios florais e sim, energia das plantas. Os florais não são prescritos segundo o mal estar físico, mas sim, de acordo com o estado mental e emocional do paciente. As essências tratam os doentes e não as doenças. Bach substituiu o “similia similibus curentur” de Hahnemann por - “a virtude oposta cura a falha.” 

O método de Bach não consiste em repelir a influência adversa mas, em transformá-la na virtude oposta e, através dessa virtude expulsar a imperfeição. 

A doença é um estado do ser humano que indica que há um desequilíbrio, que não há harmonia. O sintoma é um sinal e um transmissor de informação pois, o seu aparecimento interrompe o fluxo da vida e, obriga o indivíduo a prestar-lhe atenção. 

A cura acontece pela transmutação da doença e não pela “vitória” sobre um sintoma. 

O Dr. Bach pesquisou flores, criando um tratamento para os estados mentais e emocionais que, geram as doenças. E, esses estados podem ser tratados amorosamente, pelas essências florais de Bach. 

Texto registrado na Biblioteca Nacional
Direitos Autorais de Martha Follain 
Reprodução permitida - citando os créditos da autora e a fonte
Fonte: www.floraisecia.com.br

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Vem...


Te direi em segredo
Aonde leva esta dança.

Vê como as partículas do ar
E os grãos de areia do deserto
Giram desnorteados.

Cada átomo
Feliz ou miserável,
Gira apaixonado
Em torno do sol.

Ninguém fala para si mesmo em voz alta.
Já que todos somos um,
falemos desse outro modo.

Os pés e as mãos conhecem o desejo da alma
Fechemos pois a boca e conversemos através da alma
Só a alma conhece o destino de tudo, passo a passo.

Vem, se te interessas, posso mostrar-te.

Rumi

terça-feira, 25 de setembro de 2012

O que é Meditar?


O termo meditação designa diversos tipos de práticas. 

A meditação não é necessariamente uma técnica, mas uma atitude em que a mente permanece calma, silenciosa, alerta e concentrada. 

Descansar a mente com atenção plena permite revelar a verdadeira natureza da realidade. 

A melhor maneira de aprender a meditar é com a orientação de um mestre ou professor qualificado de uma tradição autêntica. 

Não há meditação sem sabedoria, não há sabedoria sem meditação. 

Naquele em que há meditação e sabedoria, este na verdade está na presença do nirvana.

Dhammapada 

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

O caminho que eu escolhi é o do amor.


‎"O caminho que eu escolhi é o do amor. 

Não importam as dores, 
as angústias, 
nem as decepções 
que vou ter que encarar. 

Escolhi ser verdadeira. 

No meu caminho, 
o abraço é apertado, 
o aperto de mão é sincero. 

Por isso, 
não estranhe a minha maneira de sorrir 
e de te desejar tanto bem. 

Eu sou aquela pessoa que acredita no bem, 
que vive no bem e que anseia o bem. 

É assim que eu enxergo a vida 
e é assim que eu acredito que vale a pena viver." 

Clarice Lispector

domingo, 23 de setembro de 2012

Por que há sofrimento?


Qual a origem do sofrimento? 

Porque nos sentimos culpados pelo que fizemos ou não fizemos, e porque nunca estamos satisfeitos com o que temos agora?

Desde que nascemos estamos em busca. Em busca de algo que nem sabemos, mas todos estão buscando. O bebê busca o seio da mãe. Mais tarde buscará por brincadeiras a amiguinhos. Mais tarde ainda descobrirá seu corpo buscando um outro corpo para se completar, uma namorada(o), um companheira(o). Buscará um trabalho, reconhecimento, prestígio, dinheiro, poder, fama, buscará felicidade, aconchego, segurança. A vida do homem da terra parece uma busca sem fim. 

Mas se nos perguntarmos bem lá no fundo, o que é que na verdade desejamos?

Se você estivesse totalmente em paz agora, o que desejaria? 

Se este estado de paz fosse como sua respiração, o que você desejaria?

A resposta é simples: nada!

Se você tem agora algo que o deixa completo, satisfeito, você pára de buscar. E você nota uma coisa: que na verdade o que estamos buscando todo o tempo é este estado de não-busca. Porque a paz é um estado de não busca. A pessoa que se dá conta disso profundamente, continuará trabalhando, se relacionando, fazendo o que sempre fez, mas a única diferença é que ela não está mais em uma busca frenética e incessante por felicidade. 

Esta busca incessante por prazer e felicidade é a causa da dor e da infelicidade. Fica óbvio então que estamos buscando a paz no lugar errado. Ou você conhece alguém que está em paz porque conquistou tudo que queria?

Não há fim para esta busca. O fim da busca é o entendimento do que na realidade estamos buscando. E na verdade, tudo aquilo que estamos buscando fora de nós mesmos é esta paz, que por mais paradoxal que seja, está dentro de nós mesmos.

A mente é um processo de pensamentos. Uma criança nasce sem mente. Quando o seu processo de pensamento começa a se desenvolver ela começa a sentir que tem um 'eu'. Mas originalmente, cada um de nós, nasce sem um 'eu'. O eu vai sendo construído pela educação, baseado também na programação genética daquele corpo. Genética mais meio ambiente criam o 'eu'

Ora, tente pensar agora algum pensamento novo. Tente. Você notará que todos os pensamentos são velhos, porque os pensamentos estão armazenados em sua memória. E eles acontecem por causa do corpo. Ex: Você está saindo num dia muito frio. Seu corpo capta o frio do ambiente e o cérebro reconhece isto de acordo com algumas informações sobre frio que ele já tinha. Logo, surge um pensamento: “Eu estou com frio”. Você não criou este pensamento. Foi seu corpo que criou, baseado numa reação do cérebro a um evento externo. 

Observe os pensamentos que você tem. São mesmo seus? Ou foram emprestados por outros? Livros que você leu, amigos, professores, religião, e todas as experiências sensoriais com o meio ambiente? Mas se todos os pensamentos são emprestados, quem é o 'eu'? O 'eu' seria o corpo? Mas você se refere a “meu corpo”. Corpo de quem então? Você diz: “Este é meu corpo”. Quem é então o dono do corpo? Para sair desse dilema, você poderia dizer: “O dono do corpo é a mente”. Mas como vimos antes, a mente, este processador de pensamentos existe por causa do corpo.

Uma criança não teve experiências corporais suficientes para desenvolver uma mente. Um bebê não tem um 'eu'. Não sabe diferenciar entre ele e sua mãe. Então, se o 'eu' não é seu corpo, nem seus pensamentos, que são na verdade uma interação do corpo com o meio ambiente, então, quem é você?

Quem ou o que é o 'EU'?

É neste ponto que a moderna física quântica vem reconhecer os antigos sábios da humanidade. O 'eu' que normalmente falamos é simplesmente corpo, sentimentos e pensamentos. Mas há uma energia sem nome guiando seu corpo, sustentando pensamentos. Os sábios diriam: Este é o único EU que existe. O que significa que o EU real é puro silêncio por trás de todos os pensamentos. E que o encontro consciente desse silêncio com ele mesmo é o que podemos chamar de paz.

A palavra Ser Humano é muito significativa. Ser e Humano. O Ser em você é este vazio criativo, pura energia, que sustenta seu corpo, pensamentos e sentimentos. O humano em você é corpo, sentimentos e pensamentos. A sua origem é o vazio criativo, o que muitas religiões chamam de Deus. O vazio e mundo se manifestam juntos.

Buda disse: “Vazio é forma e forma é vazio”. 

Jesus disse: “Eu e meu Pai somos Um”.

Não há separação entre você e Deus. O Ser é o ser em todos. 

O humano é a programação do corpo e da mente, e uma expressão única desse vazio criativo ou Deus. 

A paz é a busca do silêncio interior que na verdade é você mesmo.

Você busca amor porque você é amor.

Quando você se identifica com os pensamentos/ego, você sente o oposto – falta de amor. Então você procura este amor nos outros e no mundo. Daí nasce todo tipo de sofrimento. É por isso que a religião diz: “Busque o reino de Deus (a paz) dentro de você.

Sofrer é perder o contato com aquilo que é eterno, sem começo e sem fim, em você exatamente agora.

A descoberta de que nós não controlamos os acontecimentos que pensávamos controlar, e que nossos pensamentos são acontecimentos espontâneos da vida é a maior descoberta da meditação e da física quântica moderna. 

Nós sempre somos o sujeito de tudo. E sujeito não é pensamento, pois pensamento pode ser observado pelo sujeito que você é. Afinal, você não nota que tem pensamentos? Quem é este que nota? É sua consciência sem nome. Essa consciência sem nome é conhecida por muitas religiões como a testemunha de Deus. 

Mas ela não julga, não compara. Quem julga é a mente, e a mente é um fenômeno social. Cada um tem uma mente diferente, pois a mente é o acúmulo das tuas experiências. Mas aquilo que nos faz "irmãos" não pode ser a mente. Quando converso com alguém e levo a sério minha mente, a  minha opinião sempre tem de estar certa. Mas quando converso através do coração, a minha opinião é só uma opinião da minha mente. Pode ser que o outro esteja certo, afinal ele tem outras informações em sua mente, e eu posso aprender com ele. Quando noto pela minha maturidade que não preciso colocar tanta seriedade no que diz meu computador biológico (minha mente), posso estar mais vazio para aprender de novo e novamente. Quando estou mais vazio, nós dizemos que estou mais no coração. 

O coração é um símbolo para descrever alguém que não leva a sério demais a sua experiência passada, e que está sempre pronto a ouvir e aprender. Essa consciência sem nome nós carregamos a vida toda junto com a gente. Mas poucos se dão conta de que carregam este tesouro. Essa consciência sem nome é seu tesouro porque não pode ser perdida, nem pode ser mudada. Quando criança, essa consciência sem nome era chamada de mente pura. A mente pura é simplesmente a mente que não se contaminou pela experiência passada. Muitas tradições chamam essa mente pura de simplesmente Coração.

A meditação não é apenas uma técnica. Ela inicialmente é uma técnica. Mas é uma pobreza tratá-la sempre assim. A compreensão da vida e a observação da mesma com olhos sensíveis e curiosos é a maior meditação que há. Porque a meditação é aprofundar e investigar na vida diária tudo aquilo que veio pronto para nós. 

Buda dizia para jamais acreditarem em algo que não fosse sentido e experienciado por si mesmo. Buda era contra a crença cega. As técnicas são para aprofundar a mente, purificar o corpo e os sentimentos, de modo que possamos aceitar/compreender a vida como ela é a cada minuto. 

Essa aceitação é a própria transformação diária. Quanto mais a fé e a confiança na presença do amor que você é, mais o universo vai sendo entendido como perfeito aqui e agora. Tudo que está acontecendo nesse momento faz parte de um grande quebra-cabeças cósmico. Tudo é necessário. 

A raiva é necessária para que possamos descobrir a nossa vitalidade e força. 

O medo é necessário para despertar a confiança. 

A insegurança é necessária para despertar o amor.

Na verdade, não há nada fora do lugar. E se há alguma coisa fora do lugar é nossa crença errônea de que somos pecadores. Somos apenas ignorantes de nossa natureza espiritual, apenas isso. E o universo está jogando este jogo maravilhosamente, para que dia após dia, mais pessoas acordem (despertem) para a realidade que se esconde por trás dos pensamentos e do corpo físico.Mesmo aquela pessoa que está buscando poder, sexo ou dinheiro como únicos requisitos para a felicidade, está em seu caminho espiritual. O caminho espiritual não é monopólio de ninguém. É a própria vida acordando. Essa pessoa está simplesmente vivendo o acordar gradual através de poder, sexo e dinheiro. E isto irá levá-la a desafios, os quais vão fazê-la refletir, mais cedo ou tarde, sobre sua vida.

Então, como todos nós, Deus se faz presente através dos desafios que encontramos no caminho. O sofrimento é sempre uma bênção disfarçada. Há pessoas que sofrem e continuam a sofrer pelos mesmos erros. Para elas, o sofrimento ainda não quebrou a resistência à evolução.

Mas quem disse que essa pessoa não é importante no contexto da vida e dos que convivem com ela? 

Cada um de nós está no lugar certo onde deve estar, exatamente agora. estamos influenciando, acordando, mexendo, com todos a nossa volta, exatamente do jeito que somos. Tenho muitos amigos que não imaginam o quanto são meus mestres. Esses amigos, estão sendo guiados pela vida para nos acordar. Assim como nossos amigos, aqueles que chamamos "inimigos" estão acordando algo dentro de você para torná-lo mais maduro. 

É a vida que vai nos acordando para Deus. E Deus é a energia que move a própria vida. Deus é o oceano. Nós somos ondas. Nós aparecemos e desaparecemos porque essa é a maneira de Deus expressar a Si mesmo. Ele expressa a Si mesmo em sua Criação. Logo, a Criação é Deus. 

Deus está tão junto da criação como o dançarinode sua dança. Enquanto o dançarino dançar existirá dança. Ela não está separada dele. 

A cura espiritual é simplesmente acordar. Acordar para quem você é. Acordar para a total confiança.

Uma vez perguntaram a um sábio: "Qual a diferença entre eu e você?" E o sábio disse: "Nenhuma. É que você não aceita suas imperfeições como parte do plano de Deus, e eu aceitei tudo. Nessa aceitação total eu descobri algo. Espero que você descubra também."

Swami Sambodh Naseeb

sábado, 22 de setembro de 2012

Estágios da Consciência


Muitos sábios falaram em níveis de consciência. A consciência é uma só, mas ela se manifesta em vários níveis. Quando a consciência se manifesta, cada nível tem uma frequência de onda diferente. 

Tudo no universo está em movimento, em constante vibração, o que significa que tudo se inter-relaciona através de uma vibração característica.

Como todos os sete estágios da consciência estão presentes no ser humano, a questão não é em que estágio ele está, mas em qual ele está funcionando agora. Qual está sendo a sua possibilidade agora. Porque num próximo momento você pode estar funcionando a partir de um outro prisma de consciência. Nós todos flutuamos por esses estágios. 

Num dia só podemos estar uma hora com medo de não ter dinheiro no futuro e não ter onde morar (o medo do primeiro estágio), e depois de uma hora ter medo de ficar sozinho (o medo básico do segundo estágio), e mais adiante ter medo de perder o controle da vida ou uma profunda falta de confiança diante de tudo (terceiro estágio).

Esse artigo é só para brincar com esses conceitos, e ver como a nossa mente reage diante dos outros e dos acontecimentos. 

Em cada nível a mente percebe o mundo de uma maneira. Aquele que vê o mundo com os olhos do amor e da compaixão abriu seu coração, e está funcionando do quarto nível para cima, muito diferente da pessoa que está só com medos da vida, sentindo-se separada de Deus, desamparada e solitária. 

Mas são apenas níveis mentais, não são realidades fixas. Sempre a questão é: 

Quais os meus níveis preponderantes? 

Quais os meus níveis habituais? 

É apenas para isso que ajuda falar desses níveis. E para notarmos que cada um deles é natural acontecer. O universo é inteligente. Você já notou que seu cabelo cresce sem você controlar? E que sua unha cresce, seu sangue circula, sua respiração acontece, sem você escolher? O universo é mágico e surpreendente. Quantas coisas estão acontecendo e não sendo feitas por nós, seres humanos. 

Porque nós achamos então que podemos controlar tudo que acontece ao redor? Cada nível tem sua função e é perfeito em si mesmo. Nós somos os vários níveis. Mesmo que você não conheça alguns níveis, não importa. 

Nós precisamos conhecer bem alguns níveis, pois todos são importantes na evolução da consciência. Não é uma questão de que você não deveria ter medo. Nós precisamos sentir Medo para então conhecermos o seu oposto. O oposto do medo é o Amor. 

Mas como o branco pode ser conhecido sem o preto? Como o baixo pode ser conhecido sem o alto? Como o alegre pode ser conhecido sem o triste? Como o sucesso pode ser conhecido sem o fracasso? Se você não tem o contraste, não pode conhecer. 

Sem os três primeiros níveis de consciência, não é possível conhecer os demais. É do carvão que nasce o diamante.

Os sete estágios:

primeiro estágio da consciência no ser humano é caracterizado pela busca da sobrevivência. Um teto onde morar, algo para comer. É a base para a formação de um ser humano. Um corpo sadio, um corpo saudável. 

segundo estágio da consciência em nós é o caracterizado pelo desejo de sexo e poder. O desejo de dominar, a competição, e o sexo pelo sexo. Não há encontro de dois seres, apenas o encontro de dois corpos. Se para preencher seu vazio a pessoa precisa estar sempre no controle de tudo, ela estará funcionando a partir do segundo nível de consciência. A mente vive sob o império do medo neste estágio. Medo de perder o controle. Medo de não possuir o outro. Medo de perder o poder.

O terceiro estágio na consciência humana tem como ponto marcante os relacionamentos. É um relacionamento mais profundo que o do segundo estágio, porque agora, além do sexo, há ternura, carinho, amor, atenção, cuidado. É claro, há também posse, controle, inveja e ciúme neste relacionamento, mas traz infinitas possibilidades a mais que o segundo. A grande maioria dos relacionamentos de amor que conhecemos se comporta dessa maneira: marcante troca de sentimentos que variam de bons a ruins.

O quarto estágio é o Amor. A consciência humana marcada pelo quarto estágio vibratório da mente experimenta o Amor. Este amor não é uma alternância entre amor e ódio. É um Amor, com letra maiúscula. Neste nível funcionamos numa entrega à vida. Este é o chamado chacra do coração. Você vê a vida como um milagre vivo. 

Há vislumbres do amor que as pessoas são, porque quando a mente está funcionando neste quarto nível de consciência muitos problemas e dificuldades desaparecem. Há um engano de que podemos mudar os nossos problemas. Os problemas não desaparecem. Na verdade o que acontece é que você funciona em outro nível. Um outro nível de consciência. É como se você visse um filme. As vezes é aventura, outras é drama. O que muda é o filme. Há problemas em um nível que não há em outro. A percepção de tudo muda. Quando a percepção da mente muda, o que acontece? Todo aquele mundo que você construía é visto de uma outra forma. Porque o mundo e a vida é o conjunto de crenças e sentimentos pessoais que temos sobre o mundo e a vida. Aquilo que penso ou sinto é minha percepção. Mas há outras maneiras de sentir e ver as mesmas coisas. Muitos terapeutas, psicólogos, estão cientes da beleza do quarto estágio. Eles podem ajudar as pessoas que ainda estão envolvidas no medo, insegurança, e em relacionamentos co-dependentes (terceiro nível), aqueles que não aprenderam a se amar e a respeitar sua personalidade como um trampolim para Deus. Mas o quarto nível é muito frágil. Nele ainda é fácil se identificar com os problemas e conflitos dos três primeiros níveis. 

Você já conheceu pessoas que você sabe que são muito amorosas, mas ao mesmo tempo se metem em muitas armadilhas? Pois é, há pessoas extremamente amorosas, que conhecem muito bem a compaixão e o amor pelo outro, mas os seus próprios pensamentos e sentimentos por si mesmos os abalam muitas vezes. São pessoas amorosas, mas ainda sofrem de insegurança e medo da vida. Então a vida vai as encaminhando para conhecer o quinto nível. Perceba uma coisa interessante: os níveis são regidos por sentimentos e pensamentos, não é mesmo? Pensamentos e sentimentos de medo, amor, culpa,ansiedade, leveza... Estes são os filmes: Pensamentos e sentimentos são filmes, que nesse caso são o que diferenciam um nível de mente para outro. Uma necessidade de outra. 

Mas quem é você neste caso?

Um nível de mente ou aquele que percebe que os níveis mudam?

Se você percebe que os níveis mudam e que você está se identificando ora com um, ora com outro, note que a mudança de foco criará uma nova percepção em você. Se você é aquele que vê o filme, aquele que nota que os níveis mudam, você é a pura consciência que vê. Essa pura consciência que vê nós chamamos de observador.

A meditação é o início desse ponto de vista novo.

No quinto nível vibratório de mente você nota que há um observador que se identifica com a mente. Ou seja, você percebe que há algo em você que observa e que não é aquilo que observa. Este observador foi chamado por algumas religiões de Espírito Santo.

Quando você percebe que este observador é você, e você não é quem você pensava que era (o conteúdo dos três primeiros níveis, que são pensamentos, sentimentos passados, e sensações corporais), então você está tomando consciência do quinto nível, que é pura observação sem julgamento, pois não há conceitos a serem julgados neste nível.

O quinto nível vê os quatro primeiros níveis sem julgar, sem comparar, sem analisar, sem comentar, sem dar opinião, sem usar lógica, sem argumentar. 

O quinto nível é apura observação.

A prática da meditação em essência é isto. Os buscadores aprendem a observar os pensamentos, sentimentos e sensações corporais sem julgar "bom ou mau", e a isso chamam de meditação.

Quem julga são os quatro níveis primeiros - A MENTE CONSCIENTE, que está sempre em comparação. É o nível do ego ativo. Se você apenas nota a mente julgar, você aprende devagarinho a separar o julgador, do observador que nota o julgador.

Quando você aprende a observar que quem está julgando é sua mente (quatro primeiros níveis de consciência da mente), e que seu quinto nível é puramente silencioso e cheio de amor, você percebe que pensamentos e sentimentos o incomodam quando você se identifica totalmente com eles. 

Aprender a se desidentificar dos pensamentos e sentimentos passados é meditar. Os pensamentos e sentimentos estão lá, mas não são mais controlados pelo ego. E um milagre acontece: toda aquela energia que estávamos colocando para fora é guardada dentro. É por isso que as pessoas dizem que a yoga e a meditação ajudam a conservar energia. Sua mente fica mais clara. E você deixa de criar problemas desnecessários.

Dizem os sábios, que os sexto e sétimo estágios são experienciados pela graça divina.

"Você não pode fazer nada para alcançar a iluminação", dizia Buda. Porque a iluminação é uma entrega total a Deus. 

Jesus Cristo entregou totalmente quando disse: "Pai, Seja feita a Tua Vontade". 

Gautama Buda entregou quando disse: "Descobri que não há eu, que tudo é vazio, que a vida faz tudo por mim".

Krishnamurti dizia: "O pensamento é passado. Descubra o que está presente Agora".

Osho disse: "Iluminação acontece quando não há nenhum desejo de ser diferente do que você é. Então Deus te ilumina com sua graça quando você relaxa e confia." 

O sábio Gurdjieff dizia: "Você não tem um centro. O centro é sua alma. Você é, nesse instante, muitos desejos desconexos. Você tem de trabalhar para descobrir seucentro." 

O sábio hindu Yogananda dizia: "Só um coração que conhece o amor pode ver Deus."

O professor pode te ajudar a conhecer o que ele conhece. Se um professor espiritual conheceu através da experiência os cinco primeiros níveis de mente, e aprendeu a se estabelecer no observador, simplesmente relaxando e observando seus pensamentos e sentimentos, ele pode ensinar outros, ajudar amigos, a se estabelecer no observador, no quinto nível.

Este é o último ensinamento. Os outros ensinamentos são na verdade aprofundamentos na entrega do ego, aprofundamentos na confiança, que não há nada que se possa fazer pois é a vida a Grande Mestra.

Um mestre iluminado pode criar uma energia para iluminação. Ele cria um campo de energia búdica. Um mestre iluminado conhece todos os níveis, e portanto, conhece truques, e tem uma clareza total do funcionamento da grande mente cósmica, ou seja, daquilo que chamamos de níveis de consciência.

Um mestre iluminado simplesmente desapareceu como 'eu', porque ele não quer mais controlar a vida. Mas ele tem um ego que o ajuda a falar com você. Quando você chama seu nome ele reconhece. A única diferença é que ele conhece os níveis e não se identifica com nenhum, pois ele sabe que não é nenhum nível, mas puramente consciência além de qualquer nível. Consciência que observa os níveis. Um mestre iluminado vê a vida com uma grande brincadeira cósmica. Vê tudo como uma coisa só, e não julga aquilo que vê. E nota que todas as pessoas são na verdade iluminadas, apenas precisam realizar isto.

Swami Sambodh Nasseb
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