terça-feira, 12 de abril de 2016

Exposição de Pinturas - Ricardo Ribeiro Machado - Associação Paulista de Belas Artes




O Espírito das Rosas / Nu Feminino
( Óleo sobre tela 50 x 40 )
Pintura de Ricardo Ribeiro Machado ©



EXPOSIÇÃO DE PINTURAS
( NU ARTÍSTICO )

De RICARDO RIBEIRO MACHADO





Período da Exposição: de 18 a 30 de Abril de 2016

Horário: de segunda a sexta feira das 9 às 20 horas
e sábado das 9 às 13 horas

Local: Sede da Associação Paulista de Belas Artes

Endereço: Rua Conselheiro Crispiniano n. 53 / 13o. andar
( a 150 metros do Metrô Anhangabaú )

Telefone: (11) 3105-1660

Inauguração e Cocktail: 16 de Abril de 2016, Sábado, às 15 horas







BLOG MODELO ARTÍSTICO NU ARTÍSTICO






sexta-feira, 8 de abril de 2016

Projeto de limpeza do oceano: The Ocean Cleanup







THE PLASTIC POLLUTION PROBLEM


About 8 million tons of plastic enters the ocean every year (Jambeck et al., 2015). Part of this accumulates in 5 areas where currents converge: the gyres. At least 5.25 trillion pieces of plastic are currently in the oceans (Eriksen et al., 2014), a third of which is concentrated in the infamous Great Pacific Garbage Patch (Cózar et al., 2014).

This plastic pollution will continue to inflict damage on the following in the decades to come:



ENVIRONMENT

At least one million seabirds and one hundred thousand marine mammals die each year due to plastic pollution (Laist, 1997). The survival of at least 100 species (Gall et al., 2015), including the Hawaiian Monk Seal and Loggerhead Turtle, could be jeopardized by plastic debris (Derraik, 2002). Plastic pollution is also a carrier of invasive species, threatening native ecosystems (Barnes, 2005).



ECONOMY

Plastic pollution causes at least 13 billion U.S. dollars in damage every year to industries that include fishing, shipping and tourism (UNEP 2014). The US West Coast states spend approximately $500 million every year to clean up their beaches. The cost of removing debris from beaches averages $1,500 per ton and can reach up to $25,000 per ton (APEC 2009).



HEALTH

Ocean plastic adsorbs toxic chemicals (including PCBs and DDTs), increasing their concentration by a million (Mato et al., 2001). These persistent organic pollutants enter and bio-accumulate in the food chain, resulting in an even higher concentration of pollutants in fish (Tanaka et al., 2013), including species consumed by humans. Health effects linked to these chemicals are: cancer, malformation and impaired reproduction (Takada, oceanhealthindex.org).




Acesse aqui:






segunda-feira, 4 de abril de 2016

Careca x Cabelos... Textos de Mentor Neto







"Esse negócio de ser careca e pai de meninas é muito complicado.
Porque, aos poucos, estou aprendendo que os cabelos das minhas filhas são seres humanos.
Parecem a barriga da Pugli.
São carentes de constante atenção.
Precisam de Condicionador.
Eu não uso Condicionador.
A última vez que usei chamava Creme Rinse.
Então vou lá e compro a porra do Condicionador.
E o Shampoo.
Shampoo eu uso.
Uso que nem quando eu tinha cabelo. 
Lavo meus cabelos com shampoo todos os dias.
E sou exigente com a marca.
Malin+Goetz de pimenta.
Porque sou gordo, mas elegante.
Coloco o shampoo na minha mão em concha e massageio o que restou de cabelo, delicadamente, como se fossem o último casal de pandas.
Creme Rinse não precisa porque meu cabelo é muito liso.
Mas o das meninas?
Nossa.
São fartos e lisos.
Mas precisam de tudo.
Precisam de elásticos. Mas tem que ser uma raça específica.
Precisam de escovas. Mas não pode ser qualquer uma.
Fazem tranças, rabos, coques.
Chapinha e secador, tem lá no armário delas.
E para cortar?
A última vez que as levei para cortar o cabelo precisei vender um iMac usado na OLX para pagar a conta.
Agora, sempre que pedem, escorre uma lágrima.
Mas de todas as estranhezas que tenho com cabelo, uma é inaceitável:
A toquinha.
Eu não entendo porque alguém usa toquinha.
- Pai, tem toquinha? - grita enrolada na toalha.
- Ve no meu banheiro! - respondo.
- Ah pai, não zoa! é sério!!
Se não tem, que tal exercer o saudável hábito de lavar, me pergunto.
Mas não encontro resposta."

E tem mais...

"Não tenho irmãs.
Então até minhas filhas nascerem eu não fazia ideia que a fêmea da espécie humana é um animal com hábitos tão diferentes dos seres humanos normais.
Das diferenças todas, a que mais me chama a atenção é o hábito de frequentar um salão de beleza.
Para me aprofundar no assunto, ontem levei minha filha a um desses salões.
Ela levou semanas perguntando o que deveria fazer em testes de múltipla escolha.
Porque mulher não faz questão aberta.
Descobri que minhas respostas não serviram de nada.
O peso da manicure na decisão é muito, mas muito maior do que meus palpites.
Eu sou só o pai, convenhamos.
Mas calma. Vamos por partes.
Chegamos no enorme salão. 
Bem iluminado cheio de mulheres em seu pior estado.
Porque num cabeleireiro ocorre uma espécie de trégua unilateral na dança do acasalamento milenar entre homens e mulheres.
Ver as mulheres em um cabeleireiro é como abrir o capô de um carro para ver o motor.
É interessante, mas se você não entende, melhor não dar palpite.
Passo por uma senhora atacada por um enxame de papéis prateados.
Dou um passo para trás assustado, mas ela sequer tira os olhos da revista.
Até uns anos, nem sabia que existiam efeitos no cabeleireiro.
A única pergunta que o barbeiro me fazia era "curto"? 
E a única resposta era "sim”.
Hoje em dia, por motivos óbvios, nem isso.
Num cabeleireiro tudo é complicado de fazer e tem uma ordem certa.
Primeiro o descolamento zâmbio, depois o tingimento poney, depois o catso da escova alisadora flexível.
Se homens precisassem se esforçar como as mulheres, eu já teria sido expulso da sociedade e me tornado um ermitão.
Num cabeleireiro a mulher enfrenta uma pletora de opções.
É quase um Starbucks.
Nunca pensei que fosse tudo tão complicado.
"Luzes", por exemplo, eu achava que eram feitas com, sei lá, uma pistola laser.
"Californiana" eu achava que era só mergulhar a ponta dos cabelos numa banheira de tintura loira e segue a vida.
Que nada. 
Quando me disseram que ia demorar três horas eu pensei que era porque deveriam estar sem luz.
Não me ocorre nada que eu possa fazer no meu corpo que dure três horas.
Vamos chegando perto da cabeleireira designada para nós.
Digo nós, porque não basta ser pai. Tem que mergulhar na experiência.
A moça se chama Babi e tem o cabelo rosa.
Eu não sei bem o que fazer, onde sentar, então enfio a mão nos bolsos que é o que sempre faço quando não sei o que fazer.
Tenho medo de deixar minha filha ali e ir embora.
Não por ela, por mim.
Teria que passar de novo por aquelas mulheres em estado bruto.
Sento num banquinho que constrangeria João Gilberto.
Minha filha queria pintar as pontas de alguma cor esquisita. 
Apesar do cabelo rosa, Babi diz que é melhor não. 
Que o cabelo vai parecer uma palha.
Agora as duas estão dialogando e gesticulando em aramaico.
Faço cara de interesse.
Então olham para mim, como se minha opinião importasse.
Não se engane.
Cabeleireiro é um lugar onde um homem vai para realizar o humilde exercício de ser ignorado.
- Isso. - respondo, para agrado de ambas. 
Hiberno na cadeira.
Três horas depois está tudo pronto.
Minha filha está ainda mais linda e curiosamente, muito mais segura do que quando entrou.
Isso eu gostaria.
Um lugar onde os homens vão para saírem mais seguros.
Há anos que me torno, a cada segundo, mais inseguro que no segundo anterior.
Paro no caixa para pagar.
- O senhor quer mais um café?
Ela pergunta enquanto tento achar o número de zeros antes da vírgula.
O preço é o PIB da Bolívia.
Fico inseguro.
Mas ela está tão linda e feliz.
Não é para isso que eu vivo, afinal?"

Textos de MENTOR NETO

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Poema Pátria Minha de Vinicius de Moraes






A minha pátria é como se não fosse, é íntima
Doçura e vontade de chorar; uma criança dormindo
É minha pátria. Por isso, no exílio
Assistindo dormir meu filho
Choro de saudades de minha pátria.

Se me perguntarem o que é a minha pátria direi:
Não sei. De fato, não sei
Como, por que e quando a minha pátria
Mas sei que a minha pátria é a luz, o sal e a água
Que elaboram e liquefazem a minha mágoa
Em longas lágrimas amargas.

Vontade de beijar os olhos de minha pátria
De niná-la, de passar-lhe a mão pelos cabelos…
Vontade de mudar as cores do vestido (auriverde!) tão feias
De minha pátria, de minha pátria sem sapatos
E sem meias pátria minha
Tão pobrinha!

Porque te amo tanto, pátria minha, eu que não tenho
Pátria, eu semente que nasci do vento
Eu que não vou e não venho, eu que permaneço
Em contato com a dor do tempo, eu elemento
De ligação entre a ação e o pensamento
Eu fio invisível no espaço de todo adeus
Eu, o sem Deus!

Tenho-te no entanto em mim como um gemido
De flor; tenho-te como um amor morrido
A quem se jurou; tenho-te como uma fé
Sem dogma; tenho-te em tudo em que não me sinto a jeito
Nesta sala estrangeira com lareira
E sem pé-direito.

Ah, pátria minha, lembra-me uma noite no Maine, Nova Inglaterra
Quando tudo passou a ser infinito e nada terra
E eu vi alfa e beta de Centauro escalarem o monte até o céu
Muitos me surpreenderam parado no campo sem luz
À espera de ver surgir a Cruz do Sul
Que eu sabia, mas amanheceu…

Fonte de mel, bicho triste, pátria minha
Amada, idolatrada, salve, salve!
Que mais doce esperança acorrentada
O não poder dizer-te: aguarda…
Não tardo!

Quero rever-te, pátria minha, e para
Rever-te me esqueci de tudo
Fui cego, estropiado, surdo, mudo
Vi minha humilde morte cara a cara
Rasguei poemas, mulheres, horizontes
Fiquei simples, sem fontes.

Pátria minha… A minha pátria não é florão, nem ostenta
Lábaro não; a minha pátria é desolação
De caminhos, a minha pátria é terra sedenta
E praia branca; a minha pátria é o grande rio secular
Que bebe nuvem, come terra
E urina mar.

Mais do que a mais garrida a minha pátria tem
Uma quentura, um querer bem, um bem
Um libertas quae sera tamem
Que um dia traduzi num exame escrito:
“Liberta que serás também”
E repito!

Ponho no vento o ouvido e escuto a brisa
Que brinca em teus cabelos e te alisa
Pátria minha, e perfuma o teu chão…
Que vontade de adormecer-me
Entre teus doces montes, pátria minha
Atento à fome em tuas entranhas
E ao batuque em teu coração.

Não te direi o nome, pátria minha
Teu nome é pátria amada, é patriazinha
Não rima com mãe gentil
Vives em mim como uma filha, que és
Uma ilha de ternura: a Ilha
Brasil, talvez.

Agora chamarei a amiga cotovia
E pedirei que peça ao rouxinol do dia
Que peça ao sabiá
Para levar-te presto este avigrama:
“Pátria minha, saudades de quem te ama…
Vinicius de Moraes.”


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