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sexta-feira, 2 de setembro de 2016
Imensa Onda de Mudanças Cósmicas
Há um poderoso Portal Cósmico abrindo-se entre Júpiter e a Terra, que tinha sido fechado há milênios. Parece algo como um 'wormhole' ( buraco de minhoca ) e traz, pela primeira vez em milhões de anos, o retorno de uma consciência cósmica de massa que está sendo incorporada em determinados Portais Estelares neste sistema solar.
Os mecanismos deste campo enorme de consciência é a dos primórdios, quando as primeiras galáxias foram formadas, as primeiras 12 Galáxias Mestres; e, então, quando as guerras dos céus começaram este Portal grandioso foi fechado e moveu-se para as novas galáxias formadas nos confins do Cosmos.
Ele afetará as pirâmides e as grades de pirâmides na superfície e aquelas sob o mar, e traz a aceleração da elevação de consciência no planeta.
Acionará bancos de memória imensos em nosso DNA e a memória molecular inerentes e irá ocasionar uma grande mudança na maneira como percebemos nosso mundo material; como um grande começo da desintegração do que cada um percebe sobre outras formas de vida, que têm vivido ao nosso lado, em diferentes estados dimensionais e também no interior da Terra, e que agora, pela primeira vez, são visíveis para aqueles que estão sintonizando os impulsos cósmicos emitidos por este Portal.
Este Portal está diretamente ligado à Constelação da Ursa, pois foi uma das primeiras galáxias a evoluir verdadeiramente à Super Consciência, provocando uma maior grande mudança no Cosmos e, em seguida, influenciou a vida em Sírius, Andrômeda, Plêiades, Arcturus, Orion e Via Láctea, bem como Pégasus, Touro e Leão.
O Portal vai começar a afetar-nos e a abrir as Redes de energia da Terra.
É uma Energia de alta frequência que não pode ser detectada ainda por medições humanas, uma vez que vibra em uma faixa que está fora da nossa órbita.
Ele vai trazer ativação das sinapses ocultas ( latentes ) dentro de nosso cérebro – aquelas partes que não temos utilizado há milhares de anos.
Ele trará uma abertura repentina de dons, habilidades e capacidades que nos permitirão fazer uma mudança total de consciência dentro de um período muito curto de tempo, assim como o planeta está agora pronto para a etapa de incrementar a consciência e está puxando-nos em uma banda de frequência muito maior.
Isso significa que equipamentos eletrônicos, de repente, começarão a avariar e comunicações por satélite serão afetadas.
Haverá aprimoramento em faixas de frequências mais baixas que, lenta e seguramente, começarão a desintegração e, portanto, não poderão funcionar mais na banda que costumavam funcionar.
Ele vai trazer um movimento de massas para os espaços de energia do coração que então desintegram velhos padrões, que são também padrões ancestrais, e mais os padrões de pensamento antigos que já não servem a este planeta; desse modo, este campo de energia está agora penetrando a matriz da energia existente e mudando todo o campo.
Como isso traz campos cósmicos enormes de novas energias, juntamente com as erupções solares cósmicas emitidas do Sol – que também são cada vez mais afetadas por esta abertura do Portal – afeta nossas vidas diárias no campo subconsciente quando iniciamos a compreensão cada vez maior que as velhas estruturas, as velhas mentiras, os velhos mecanismos de controle desabam e o novo começo forma o que é de tão alta frequência que o antigo não pode se mover para esses campos.
Enquanto nos movemos para a maior verdade e integridade da nossa própria Alma e seu sistema de orientação interior, vamos receber ajuda daqueles nas Dimensões Superiores para incorporar as alterações e, assim, avançar com este campo passando para os estados mais elevados de consciência.
É, portanto, imperativo que continuemos com a limpeza de tudo o que vem à tona em nossos bancos de memória, quer seja pessoal, familiar e purificação coletiva. Só sentirá imensamente desorientado se não estiver disposto a fazer a limpeza interior e deixar-se ir com o fluxo cósmico.
O que mais será afetado é a forma de pensar, de maneira que a ciência vai finalmente entender que todo o pensamento não incorporado à uma abordagem holística centrada no coração do Ser é apenas uma ilusão.
À medida que damos passos maiores nas faixas de frequências e consciência, caminhamos mais e mais para o papel de Co-criador.
No entanto, isso só pode acontecer quando começarmos a aderir às leis cósmicas e estivermos em harmonia com elas e, assim, aprender a fluir com as faixas de frequências cósmicas e nos tornar Um com elas.
Espere, então, por alterações escalares e para mais mudanças chegando.
Nada está estabelecido.
Tudo está em um tremendo fluxo e todos estão ocupados aparentando formar algo novo.
Segure-se a nada.
Segure-se a ninguém e nada.
Isso não significa que você não possa amar alguém – só não agrilhoe-se.
Aprenda a ir com o fluxo e não resista a ele.
Você somente sentirá dor intensa se resistir a esta Onda Cósmica, massiva de desintegração, de modo que a integração em grande escala cósmica possa ocorrer.
É tempo para a Nova Era se fazer sentir e nada mais, nestas bandas de frequência cósmicas mais elevadas.
Texto de Judith Kusel
Fonte: http://www. judithkusel. com/
Publicado Por: Jorge Augusto Gonçalves Bandeira
Imensa Onda de Mudanças Cósmicas está sobre nós Desde 28 de Agosto de 2016
domingo, 3 de julho de 2016
A Grande Invocação
A GRANDE INVOCAÇÃO
Do ponto de Luz na mente de Deus,
Que flua Luz à mente dos homens
E que a Luz desça à Terra.
Do ponto de Amor no coração de Deus
Que flua amor ao coração dos homens
Que Cristo retorne à Terra.
Do centro onde a vontade de Deus é conhecida,
Que o propósito guie as pequenas vontades dos homens,
Propósito que os mestres conhecem e servem.
Do centro a que chamamos a raça dos homens
Que se realize o plano de Amor e de Luz
E se feche a porta onde se encontra o mal.
Que a Luz, o Amor e o Poder
Restabeleçam o Plano Divino sobre a Terra
Hoje e por toda a eternidade.
A Grande Invocação é uma oração mundial e não sectária.
Foi traduzida em mais de oitenta línguas e dialetos.
No início, ela estava na posse dos Mestres da Grande Fraternidade Branca, no idioma Senzar, que é a linguagem secreta dos Adeptos e Iniciados, e que em sua maior parte é hieroglífico.
Esses antigos símbolos foram traduzidos para o inglês moderno pelo Mestre Djwhal Khul (o Tibetano), o qual, posteriormente, transmitiu à teosofista inglesa Alice Bailey.
A Grande Invocação é utilizada principalmente pelos praticantes da Meditação. Entretanto, hoje em dia, ela é amplamente aceita e utilizada diariamente por um número sempre crescente de pessoas nos quatro cantos do mundo.
A Grande Invocação expressa que:
* Existe uma inteligência básica a que se dá o nome de Deus.
* Existe um Plano divino de evolução no Universo cujo poder motivador é o amor.
* Uma grande individualidade denominada Cristo pelos cristãos – o Instrutor do Mundo – veio à Terra e personificou esse Amor para que os seres humanos pudessem compreender que o amor e a inteligência são efeitos do Propósito, da Vontade e do Plano de Deus. Muitas religiões creem em um Instrutor Mundial, conhecido por nomes tais como o Senhor Maitreya, o Iman, Mahdi, o Messias, etc.
* Somente por meio da humanidade é possível implementar o Plano Divino.
domingo, 31 de janeiro de 2016
Por que a Evolução não é um simples fruto do acaso?
"Certa vez, durante minha graduação em Ciências Biológicas, um professor de uma disciplina de Física apresentou à turma um pequeno problema. Ele nos pediu para que imaginássemos um conjunto formado por alguns palitos. Em seguida, deveríamos calcular as chances de que todos os palitos, ao serem jogados aleatoriamente, caíssem alinhados uns com os outros em uma determinada área. Não me recordo bem o número de palitos e o tamanho da área, mas no final da atividade concluiu-se que se fizéssemos uma jogada a cada segundo, levaríamos um tempo maior do que o tempo de existência do Universo para conseguir alinhar todos os palitos aleatoriamente. No fim, o professor terminou com a frase “alinhar palitos é muito mais fácil que formar uma girafa, por exemplo”. O meu maior espanto não ocorreu com a colocação do professor. A biologia não fazia parte da sua formação e não era sua obrigação compreender como funciona a evolução. O que mais me assustou foi que uma turma formada majoritariamente por estudantes de biologia havia concordado com tal colocação.
Se apenas a aleatoriedade atuasse na evolução, certamente ainda não existiria vida na Terra. Provavelmente o mais complexo material que encontraríamos no planeta seria alguns tipos de moléculas orgânicas. Formar um ser vivo complexo por pura aleatoriedade também levaria muito mais tempo do que a existência do Universo. No entanto, para a nossa sorte, existe um fator fundamental que gera e direciona a evolução: a seleção.
Imagine o seguinte exemplo. Quais seriam as chances de que um computador programado para digitar aleatoriamente um conjunto de 31 caracteres a cada segundo, formasse a frase “a evolucao e um fato cientifico”? Para facilitar as contas, vamos considerar apenas as teclas referentes às letras do alfabeto e a barra de espaço. Temos então que para cada carácter existem 27 possibilidades (26 letras + a barra de espação). Como a frase é formada por 31 caracteres, as chances dessa frase aparecer aleatoriamente seriam de 1 em 2731. Isso dá um valor de 1/( 2,3565502 x 1044), ou:
1/235.655.020.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000
Isso quer dizer que se o computador fizesse uma tentativa a cada segundo, ele levaria, no mínimo, 7.4674569 x 1036 anos para compreender todas as possibilidades. Isso representa um tempo bilhões de bilhões de bilhões de vezes maior do que o tempo de existência do Universo.
Agora imagine que este mesmo computador fosse programado para gerar várias combinações aleatória de 31 caracteres, e dentre essas combinações, escolher aquela que mais se assemelha à frase “a evolucao e um fato cientifico”. Essa combinação selecionada seria copiada para a geração seguinte, com chances de sofrer mutações em cada letra. Na geração seguinte, novas combinações seriam geradas a partir da combinação escolhida. Dentre essas novas combinações, a mais semelhante à frase alvo seria escolhida novamente para a geração seguinte. Esse processo se repetiria até que se formasse a frase desejada. Note que desta vez adicionamos o fator “seleção” no programa. E ele fará toda a diferença.
Esse tipo de programa recebe o nome de Dawkins’ “Weasel” Program, em referência ao biólogo Richard Dawkins, que o propôs e o criou. É possível “brincar” com esse programa em sites como http://antievolution.org/cs/dawkins_weasel. Na primeira vez que rodei o programa com a frase “a evolucao e um fato cientifico” ele levou 57 gerações para chegar ao resultado esperado, como é possível ver a seguir:
Beginning run
Gen. 1, 4 letters, trskohdcwtxjkptdanty qmsgjajo v
Gen. 2, 5 letters, trskOhdCwtxjkpt anTy qmsgjajo v
Gen. 3, 6 letters, trskOhdCwtxjppt FnTy qmsgjano v
Gen. 4, 7 letters, trskOhdCwtxjppt FnTy qmsgjanI v
Gen. 5, 8 letters, trskOhdCwtxjppt FnTy qmsgjanICv
Gen. 6, 9 letters, trskOhdCwtxjpUt FnTy qmsgjanICv
Gen. 7, 10 letters, t skOhdCwtxjpUt FnTy kmsgjtnICv
Gen. 8, 11 letters, t skOhdCwyxjpUd FnTy CnsgjtnICv
Gen. 9, 11 letters, t skOhdCwydjpUd FnTy CnsgjtnICv
Gen. 10, 12 letters, t skOhdCwydj Ud FnTy CnsgjtnICv
Gen. 11, 12 letters, t skOhdCiydj Ud FnTy CnsgjttICv
Gen. 12, 13 letters, t skOhdCiydj Ud FnTy CIsgjttICv
Gen. 13, 13 letters, t skOhdCiydj Ud FnTy CIsgjttICv
Gen. 14, 13 letters, t szOhdCiydj Ud FnTy CIlgmttICv
Gen. 15, 14 letters, A szOhdCiydj Ut FnTy CIlgmtpICv
Gen. 16, 15 letters, A szOhdCiydE Ut FnTy CIlgmtpICv
Gen. 17, 15 letters, A szOhdCiydE Ut FnTy CIlgmtpICv
Gen. 18, 16 letters, A szOhdCAydE Ut FnTy CIlgmtpICv
Gen. 19, 17 letters, A szOhdCAydE Ut FnTy CIlgTqpICv
Gen. 20, 18 letters, A szOhdCAy E Ut FnTy CIogTqpICv
Gen. 21, 19 letters, A szOhUCAy E Ut FnTt CIjgTqpICv
Gen. 22, 20 letters, A szOhUCAO E Ut FnTt CIjgTqpICv
Gen. 23, 21 letters, A szOhUCAO E Ut FnTt CIjgTIpICv
Gen. 24, 21 letters, A szOhUCAO E Ut FnTt CIjgTIpICv
Gen. 25, 21 letters, A smOhUCAO E Ut FnTt CIjgTIpICv
Gen. 26, 21 letters, A suOhUCAO E Ut FnTt CIjgTIpICv
Gen. 27, 22 letters, A suOhUCAO E Ut FnTO CIjgTIpICv
Gen. 28, 23 letters, A suOhUCAO E Ut FnTO CIEgTIpICv
Gen. 29, 23 letters, A suOhUCAO E Ut FnTO CIEgTIpICv
Gen. 30, 23 letters, A suOhUCAO E Ut FnTO CIEgTIpICv
Gen. 31, 23 letters, A suOhUCAO E Ut FnTO CIEgTIpICv
Gen. 32, 24 letters, A suOhUCAO E Ut FnTO CIENTIpICv
Gen. 33, 24 letters, A suOhUCAO E Ut FnTO CIENTIpICv
Gen. 34, 25 letters, A EuOhUCAO E Ut FnTO CIENTIpICv
Gen. 35, 25 letters, A EuOhUCAO E Ut FnTO CIENTIpICv
Gen. 36, 25 letters, A EuOhUCAO E Ut FnTO CIENTIpICv
Gen. 37, 26 letters, A EuOtUCAO E Ut FATO CIENTIpICv
Gen. 38, 26 letters, A EuOtUCAO E Ut FATO CIENTIpICv
Gen. 39, 27 letters, A EVOtUCAO E Ut FATO CIENTIpICv
Gen. 40, 27 letters, A EVOtUCAO E Ut FATO CIENTIpICv
Gen. 41, 27 letters, A EVOtUCAO E Ut FATO CIENTIpICk
Gen. 42, 27 letters, A EVOtUCAO E Ut FATO CIENTIpICk
Gen. 43, 27 letters, A EVOtUCAO E Ut FATO CIENTIpICk
Gen. 44, 27 letters, A EVOtUCAO E Ut FATO CIENTIpICk
Gen. 45, 27 letters, A EVOtUCAO E Ut FATO CIENTIpICk
Gen. 46, 27 letters, A EVOtUCAO E Ut FATO CIENTIpICk
Gen. 47, 28 letters, A EVOLUCAO E Ut FATO CIENTIpICk
Gen. 48, 29 letters, A EVOLUCAO E Ut FATO CIENTIFICk
Gen. 49, 29 letters, A EVOLUCAO E Ut FATO CIENTIFICk
Gen. 50, 30 letters, A EVOLUCAO E UM FATO CIENTIFICk
Gen. 51, 30 letters, A EVOLUCAO E UM FATO CIENTIFICk
Gen. 52, 30 letters, A EVOLUCAO E UM FATO CIENTIFICk
Gen. 53, 30 letters, A EVOLUCAO E UM FATO CIENTIFICk
Gen. 54, 30 letters, A EVOLUCAO E UM FATO CIENTIFICk
Gen. 55, 30 letters, A EVOLUCAO E UM FATO CIENTIFICk
Gen. 56, 30 letters, A EVOLUCAO E UM FATO CIENTIFICk
Gen. 57, 31 letters, A EVOLUCAO E UM FATO CIENTIFICO
31 Matched! in 57 generations.
Em outras duas rodadas, o programa levou 105 e 73 gerações, respectivamente, para chegar ao resultado esperado. Se o programa revelasse uma geração por segundo, ele levaria de 1 a 2 minutos para chegar ao resultado final. Isso é um tempo muito menor do que os bilhões de bilhões de bilhões de vezes o tempo de existência do Universo.
Note que a combinação de letras foi gerada “ao acaso”, mas a seleção cumulativa ao longo das gerações direcionou essas mudanças, mantendo aquelas que mais se “adequavam” às nossas regras, e excluindo aquelas menos “adequadas”. As combinações selecionadas podiam se “reproduzir” para as próximas gerações. Esse experimento mostra o poder da seleção cumulativa.
A evolução biológica ocorre de forma análoga. O DNA é uma molécula formada por milhares ou milhões de “letras”, os nucleotídeos. Existem quatro tipos de nucleotídeos que compõem o DNA – Citosina (C), Guanina (G), Adenina (A) e Timina (T). A ordem com que esses nucleotídeos estão dispostos ao longo da cadeia de DNA e a quantidade destes nucleotídeos, junto com outros fatores, determina as características do organismo. Toda essa sequência de nucleotídeos é chamada de genoma. Podemos dizer que o genoma, na nossa analogia, é a frase, enquanto os nucleotídeos são as letras. A cada vez que uma célula se divide, todo esse genoma é replicado de forma semiconservativa. Essa replicação está sujeita a falhas, o que insere mutações no genoma (assim como o nosso programa gera mutações aleatórias nas sequências de letras a cada replicação). Essas mutações, se passadas à próxima geração por meio das células reprodutivas (os gametas), podem (ou não) alterar características físicas, comportamentais e/ou fisiológicas. Se essas mutações causarem alterações desvantajosas, o organismo e seus descendentes terão menos chances de sobreviver e passar seus genes para a próxima geração. No entanto, se essa alteração, por menor que seja, trouxer algum benefício para o organismo, este terá mais chances de sobreviver a tempo de passar seus genes para a próxima geração. Como o DNA da próxima geração foi gerado por replicação semiconservativa a partir do DNA da geração anterior, ele não é “embaralhado” do zero, como no primeiro exemplo acima. Ele é copiado a cada geração, como no segundo exemplo, mantendo a maior parte do arranjo das sequências de nucleotídeos. Essa sequência pode ser alterada levemente pelas mutações. Mutações no DNA que geram características vantajosas são selecionadas pelo ambiente, aumentando as chances de reprodução dessas mutações. Esse processo recebe o nome de Seleção Natural. Com o tempo, essas mudanças vantajosas são selecionadas cumulativamente, gerando mudanças físicas significativas. Em 3,5 bilhões de anos de processo evolutivo constante, a vida na Terra foi capaz de se ramificar em milhões de formas distintas.
No entanto, ao contrário do processo evolutivo biológico, nesse programa a seleção não é natural. Havia um objetivo final no programa, que era chegar à frase “a evolucao e um fato cientifico” definido artificialmente por mim. A evolução biológica não tem um objetivo final, como alguns acreditam. Ela simplesmente acontece. Por outro lado, o programa deixa claro que a seleção é um agente capaz de direcionar e gerar evolução em tempos muito menores que a simples aleatoriedade.
Por isso, da próxima vez que você ouvir que a vida na Terra não poderia apresentar as formas que apresenta por mero acaso, lembre-se do poder da seleção natural. É ela o motor principal da evolução, e, aliada ao tempo, ela é capaz de criar “infinitas formas de grande beleza”.
Fonte: O Relojoeiro Cego – Richard Dawkins – 1986
Texto de Gabriel Negreira
sexta-feira, 3 de julho de 2015
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
A Prece da Árvore
Ser Humano,
Protege-me!
Junto ao puro ar
da manhã ao crepúsculo,
eu te ofereço
aromas, flores, frutos e sombra!
Se ainda assim não te bastar,
curvo-me e te dou
proteção para teu ouro,
pinho para tua nota,
teto para teu abrigo,
lenha para teu calor,
mesa para teu pão,
leito para teu repouso,
apoio para teus passos,
bálsamo para tua dor,
altar para tua oração
e te acompanharei até à morte...
Rogo-te: Não me maltrates!
Walter Rossi
e
Árvores Sagradas
Árvores Sagradas
Por Sandra Siciliano
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Hoje: 28 de novembro eclipse lunar
Um eclipse lunar penumbral ocorrerá no dia 28 de novembro de 2012, o segundo deste ano.
Será visível no leste da Ásia, na Austrália e no oeste da América do Norte. Não será visível no Brasil. É um eclipse da série Saros 145.
Um eclipse é um fenômeno de rara beleza, privilégio dos seres que habitam o Planeta Terra, é o resultado de uma interessante coincidência entre as dimensões do nosso satélite natural, a Lua, e a distância à nossa estrela, o Sol.
A Lua tem um diâmetro de aproximadamente 3.476 km e encontra-se a uma distância média de 384.400 km da Terra.
O Sol, que tem um diâmetro de 1.392.000 km (cerca de 400 vezes maior do que a Lua), fica a uma distância de 150 milhões de km, ou seja, aproximadamente 400 vezes mais distante do que a Lua.
Como consequência, os diâmetros aparentes do Sol e da Lua, vistos a partir da Terra são muito próximos.
Um eclipse ocorre sempre que a Terra, a Lua e o Sol estão perfeitamente alinhados.
Para que o Eclipse Lunar ocorra, é necessário um alinhamento perfeito entre a Terra, a Lua e o Sol. Se todo este alinhamento especial acontecer quando a Terra está entre o Sol e a Lua, observando-se a fase lunar de Lua cheia, acontece um eclipse lunar total.
http://sandralage.blogspot.com.br/2012/11/eclipse-solar-hoje-13-de-novembro.html
E também:
http://eclipse.gsfc.nasa.gov/OH/OHfigures/OH2012-Fig06.pdf
http://eclipse.gsfc.nasa.gov/OH/OH2012.html
http://www.cdcc.usp.br/cda/eventos/index.html
ECLIPSES / SIGNIFICADO PELA ASTROLOGIA
Os astrólogos desde os primórdios da tradição desta ciência, sempre foram apaixonados pelos Eclipses e lhes deram os mais variados significados. Historicamente se atribuiu aos Eclipses desgraças, catástrofes e eles sempre despertaram muitos temores.
Os astrólogos contemporâneos continuam dando destaque e prestando muita atenção a este fenômeno celeste. No entanto, extraíram deles todo o caráter trágico e dramático, como convém ao homem contemporâneo.
A origem da palavra Eclipse, vem do grego que significa Desmaio. O seu significado mais essencial portanto deriva do próprio nome: ocultamento, perda de luz. Astronomicamente, o fenômeno ocorre quando um corpo celeste é ocultado parcialmente ou totalmente por outro. Para que isso ocorra três astros precisam estar próxima ou completamente alinhados. Nunca devemos estar “por um fio”, assoberbados ou sem espaço de manobra nas proximidades de um eclipse. O que estiver sob muita pressão irá transbordar ou se romper. Todo eclipse decide algo.
O melhor modo de se preparar para este fenômeno é eliminar aquilo que não queremos que se mantenha, criando espaço para acontecimentos surpreendentes em todos os setores da nossa vida.
Eclipse Lunar: Ocorre na Lua Cheia, quando o Sol, a Lua e a Terra estão alinhadas entre si com exatidão. A Lua está completamente imersa na sombra umbral da Terra. Neste tipo de Eclipse a Terra se interpõe entre o Sol e a Lua.
Como a Lua não tem luz própria, seu brilho vem da luz refletida pelo Sol. Quando a Terra passa entre os dois, impede que a luz do Sol chegue à Lua e ela fica escura. A forma redonda que vemos avançando sobre a Lua é a sombra da Terra.
No Eclipse Lunar, a sombra que a Terra está projetando sobre a Lua, naquele instante, é vista de forma idêntica por todos que observam da superfície da Terra.
O Eclipse Lunar provoca um confronto entre passado e futuro, mas é o futuro que deve vencer. Hábitos, apegos e experiências baseadas em comportamentos já conhecidos devem ser substituídos e dar vez a novas direções. O impulso para novas tentativas e possibilidades deve nos guiar e nos libertar de erros e pesos de experiências anteriores. O que não aconteceu até agora e era apenas uma remota possibilidade tende a nos surpreender. Todo potencial pode emergir e tem força para se realizar num futuro próximo.
O Eclipse tem uma natureza imprevista e seus efeitos são inesperados. Podemos ser pegos numa crise e termos que dedicar total atenção a ela. Portanto, nunca devemos estar no limite de uma situação nas proximidades de um Eclipse. Devemos sempre ter alguma folga e espaço de manobra para podermos lidar com assuntos que emergem na vigência deste fenômeno.
Os significados básicos do Eclipse são:
Ocultamento
Esquecimento
Crise e intensificação
Aceleração e precipitação
Inversão
Mudanças bruscas e inesperadas
Os pontos ou assuntos tocados pelos Eclipses atingem seu estado crítico. Uma influência do Eclipse, por mais difícil, pode ser a mola que nos impulsione a libertar padrões que impediam um maior desenvolvimento e a busca de experiências novas. Idéias, 'insight', flashes, oportunidades e mesmo pessoas podem surgir inesperadamente em nossas vidas e despertar possibilidades e interesses que estavam inconscientes ou adormecidos.
Os Eclipses, portanto, podem provocar momentos de extraordinária "visão". Aparece uma idéia, um tema ou um 'insight' que dominam o nosso pensamento durante um Eclipse. Essa visão representa um momento de extrema clareza e entendimento.
O que é percebido, conscientizado ou sentido, aqui, pode levar meses para ser reconhecido ou digerido. Esta visão, no entanto, representa um daqueles momentos da vida onde nós vemos uma verdade intrínseca sobre nossas vidas ou sobre a VIDA. Este privilégio evoca uma mensagem que domina nossa consciência por meses, mesmo depois do Eclipse. O tema que ocupa nossas mentes, surgido durante este período, pode produzir mudanças espetaculares em nossa consciência.
O Eclipse Lunar (Lua Cheia) traz sempre uma experiência de despertar e um acontecimento incomum.
O Eclipse Lunar provoca uma carga adicional nas nossas emoções. Devido à intensidade das emoções e sentimentos que surge, podemos tentar buscar apoio e segurança que são ilusórios. Durante a vigência do Eclipse passamos por uma limpeza. Finalizações, encerramentos, perdas de coisas podem ocorrer.
Como os Eclipses estão simbolicamente associados à idéia de ocultamento, esquecimento, ocorre uma espécie de desligamento da memória. As pessoas alteram atitudes, consciência e disposição sem se dar conta. Alguma idéia, circunstância, valor, sentimento ou até mesmo uma pessoa podem desaparecer ou cair no esquecimento. Como se a lembrança do que veio antes se apagasse. É uma espécie de suspensão. É como se alguma situação pudesse ser engolida pelo eclipse e caísse no vácuo da escuridão. A sensação é descrita pelas pessoas como uma "puxada de tapete".
Podemos ser forçados a nos livrar de atitudes, comportamentos, atividades ou pessoas que já foram muito importantes para nós. Crises podem se agravar afetando profundamente o relacionamento com outras pessoas.
Como se preparar para um Eclipse Lunar
Primeiro, devemos criar mais espaço para nós mesmos, para lidar com as emoções que estão nos afligindo, pois, o nosso mundo interior está bastante afetado.
Segundo, devemos dar prioridade às atividades mais concretas, que nos dêem chão e nos coloquem em contato com a realidade. Aquelas que provoquem mais sobrecarga e estímulo para a nossa vida psíquica devem ser evitadas.
Qualquer Eclipse traz situações inesperadas. A melhor preparação é abrir espaço para confrontar o que vier, para evitar um acúmulo de estresse que ocorre sempre quando já estamos vivemos um esquema de vida muito apertado, intenso e sobrecarregado.
Por Marcia Mattos
Fonte:
http://www.marciamattos.com.br/mm/livrodalua/eclipses.asp
O que é um Eclipse Lunar?
O eclipse lunar é um fenômeno astronômico que ocorre toda vez que a terra fica entre o sol e a lua, exatamente na linha de intersecção de sua órbita com a da lua, a chamada “linha dos nodos”, e sempre que a lua está na fase de lua cheia ou na fase de lua nova. Quando isso ocorre, a lua entra na chamada zona de “umbra” (ou sombra), ou “penumbra” da terra e fica totalmente ou parcialmente invisível durante alguns minutos.
Para entender melhor: imagine que você pegou uma bola e acendeu uma lanterna na direção dela. A sombra que irá se formar atrás da bola terá uma parte mais clara e outra mais escura. A parte mais escura terá o formato de um cone com a base na bola, e a parte mais clara terá o formato de um cilindro, também com a base (menor) na bola, em volta do cone. O cilindro, ou a região mais clara, é chamado de “penumbra”, espaço de meia sombra que recebe um pouco de luz, e a parte mais escura, o cone, é chamada de “umbra”, parte que não recebe nenhuma luz, completamente escura.
Com qualquer corpo redondo do sistema solar ocorre o mesmo efeito, e no eclipse lunar também. É como se a lanterna fosse o sol, a bola fosse a terra e a lua estivesse na região do cone, ou “umbra”. Por isso que não conseguimos vê-la durante o eclipse.
Acontece que a lua, de acordo com a inclinação de sua órbita, pode passar apenas perto da região de “umbra”, causando um eclipse parcial, ou mesmo um eclipse “penumbral” quando ela apenas atravessa a região de penumbra. Este último não pode ser percebido a olho nu, porque a lua permanece praticamente com o mesmo brilho.
A principal diferença do eclipse lunar e do eclipse solar, que pode ser percebida por nós, é que o eclipse lunar pode ser avistado de qualquer parte do hemisfério terrestre que estiver voltado para a lua. Já um eclipse solar só pode ser avistado do chamado “caminho do eclipse”, que é o caminho que a “umbra” da lua (a ponta do cone) percorre na superfície terrestre quando a lua se encontra entre o sol e a terra.
Outra diferença é que os eclipses solares costumam durar apenas cerca de 7 minutos, enquanto que o eclipse lunar pode durar até pouco mais de 3 horas, mas a fase total dura cerca de 1h.
Por Caroline Faria
Fonte:
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Eclipse Solar: hoje 13 de Novembro
O eclipse solar total ocorrerá hoje, dia 13 de Novembro de 2012, e poderá ser visto em partes da Austrália, Nova Zelândia, América do Sul e Antártica. O eclipse começará às 19:38 Tempo Universal (UT) em 13 de Novembro e terminará às 00:46 (UT) em 14 de Novembro de 2012.
O eclipse solar poderá ser visto no norte da Austrália e no Sul do Oceano Pacífico.
O melhor lugar para ver o eclipse total será na cidade de Cairns, em Queensland, Austrália que verá por 2 minutos, o Sol totalmente eclipsado por volta das 20:38 UT/06:38 AEST, em 14 de Novembro.
Este Eclipse Solar estará ocorrendo no mesmo dia em que serão celebradas as festividades do Diwali (festival hindu).
Partes do norte da Nova Zelândia, incluindo Auckland, verão um eclipse parcial, com mais de 80% do sol obscurecido.
Na cidade de Christchurch e pontos ao norte, verão pelo menos, 60% do sol obscurecido.
O ápice do eclipse sobre a Nova Zelândia irá ocorrer por volta das 10:30 NZDT (21:30 UTC).
Regiões do centro do Chile, especificamente em Los Ríos e Los Lagos regiões de Valdívia ficarão obscurecidas cerca de 63%, na cidade de Quellón o obscurecimento será por volta de 54% e poderá ser visto um eclipse parcial com mais da metade o sol obscurecido ao pôr do sol, ao longo da costa.
Pontos ao norte de Santiago verão o eclipse começar quando o sol estiver se pondo.
Quando visto do oeste da Linha Internacional de Data o eclipse acontecerá na manhã de 14 de Novembro.
A maior de duração do eclipse - 4 min 2 seg - irá ocorrer a leste da LID em 13 de Novembro, cerca de 2000 km a leste da Nova Zelândia e a 9600 km a oeste do Chile.
Aqui no Brasil, infelizmente, este eclipse não será visto.
Animação mostrando as regiões do planeta atingidas pelo eclipse
Fonte: Wikipédia
Ver também:
http://eclipse.gsfc.nasa.gov/SEmono/TSE2012/TSE2012.html
Astrologia
Este Eclipse Solar Total que se dará com o SOL (a essência do SER/do eu/do planeta), em Escorpião, em conjunção com a Lua (o sentir, o emocional), e com o Nódulo Lunar Norte (que representa a transmutação do Karma) também em Escorpião.
Este fato por si só, é de extrema relevância, por tudo que representa o signo de Escorpião, e porque a constelação de Escorpião é oposta à de Touro, onde se encontram as Plêiades e Alcione (grande Sol Central), como pode-se ver na imagem ao lado.
Isto significa, que teremos novamente o alinhamento de Nosso Sol e nossa Lua e ainda do Nódulo Lunar Norte com as Plêiades, completando o ciclo iniciado no Eclipse Anular de 20 de Maio de 2012, que foi em conjunção com as Plêiades, e que teve seu ponto máximo da energia de amor no eclipse de 6 Junho de 2012 alinhado com Vênus.
Este primeiro eclipse de Novembro é Total, o que intensifica muito a energia, e está em alinhamento direto com a Plêiades formando uma oposição, tudo isto nos cobra um posicionamento comprometido com uma postura de amor UNIVERSAL como parte fundamental para a libertação do Planeta Terra e a evolução da Humanidade.
Na imagem do mapa do momento do Eclipse aqui no Brasil, não é possível visualizarmos as Plêiades ( que não constam no zodíaco astrológico) mas, vê-se posicionamento do SOL, da LUA e do Nódulo Lunar, em quadratura a Quiron e a Netuno, o que coroa o momento com a cura do planeta e da humanidade representada por Quiron através também da Harmonia Espiritual alinhada emanada por Netuno.
Escorpião é o signo que rege o RENASCIMENTO, que busca o profundo para isto, e assim ativa o poder pessoal e/ou coletivo. Por isto, precisamos nos alinharmos com a energia de amor Universal, puro, (emanada por Touro e pelas Plêiades) com verdade interior para nos sintonizarmos com o fluxo que está sendo emanado pelo Universo, e de fato nos libertarmos e renascermos.
Texto de Claudia Lazzarotto (Astróloga)
Fonte:
Pax Universal
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Veja também aqui a Eclipse (Austrália) / AO VIVO:
Panasonic Eclipse (Live)
http://www.ustream.tv/channel/panasonic-eclipse-live-by-solar-power-1
************************************************************************
E...
Mais um texto de astrologia:
Veja aqui:
http://cova-do-urso.blogspot.com.br/2012/11/eclipse-solar-total-13-novembro-2012.html
Astrologia
Este Eclipse Solar Total que se dará com o SOL (a essência do SER/do eu/do planeta), em Escorpião, em conjunção com a Lua (o sentir, o emocional), e com o Nódulo Lunar Norte (que representa a transmutação do Karma) também em Escorpião.
Este fato por si só, é de extrema relevância, por tudo que representa o signo de Escorpião, e porque a constelação de Escorpião é oposta à de Touro, onde se encontram as Plêiades e Alcione (grande Sol Central), como pode-se ver na imagem ao lado.
Isto significa, que teremos novamente o alinhamento de Nosso Sol e nossa Lua e ainda do Nódulo Lunar Norte com as Plêiades, completando o ciclo iniciado no Eclipse Anular de 20 de Maio de 2012, que foi em conjunção com as Plêiades, e que teve seu ponto máximo da energia de amor no eclipse de 6 Junho de 2012 alinhado com Vênus.
Este primeiro eclipse de Novembro é Total, o que intensifica muito a energia, e está em alinhamento direto com a Plêiades formando uma oposição, tudo isto nos cobra um posicionamento comprometido com uma postura de amor UNIVERSAL como parte fundamental para a libertação do Planeta Terra e a evolução da Humanidade.
Na imagem do mapa do momento do Eclipse aqui no Brasil, não é possível visualizarmos as Plêiades ( que não constam no zodíaco astrológico) mas, vê-se posicionamento do SOL, da LUA e do Nódulo Lunar, em quadratura a Quiron e a Netuno, o que coroa o momento com a cura do planeta e da humanidade representada por Quiron através também da Harmonia Espiritual alinhada emanada por Netuno.
Escorpião é o signo que rege o RENASCIMENTO, que busca o profundo para isto, e assim ativa o poder pessoal e/ou coletivo. Por isto, precisamos nos alinharmos com a energia de amor Universal, puro, (emanada por Touro e pelas Plêiades) com verdade interior para nos sintonizarmos com o fluxo que está sendo emanado pelo Universo, e de fato nos libertarmos e renascermos.
Texto de Claudia Lazzarotto (Astróloga)
Fonte:
Pax Universal
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Veja também aqui a Eclipse (Austrália) / AO VIVO:
Panasonic Eclipse (Live)
http://www.ustream.tv/channel/panasonic-eclipse-live-by-solar-power-1
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E...
Mais um texto de astrologia:
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http://cova-do-urso.blogspot.com.br/2012/11/eclipse-solar-total-13-novembro-2012.html
domingo, 7 de outubro de 2012
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Antakarana
"O Antakarana é a ponte de Luz ou o caminho iluminado sobre o qual o discípulo passa para os mundos superiores. É por meio dessa ponte e caminho iluminado que ele alcança a libertação e a ascensão. Esta integração também ajuda a fazer a ligação entre a consciência de Shambala, a consciência hierárquica e a consciência humana. A consciência de Shambala se relaciona com a mônada e com o aspecto vontade. A consciência hierárquica se relaciona com a alma e com o aspecto amor. A consciência humana se relaciona com a personalidade e com o aspecto inteligência."
Uma discussão sobre a "ponte do arco-íris" construida por homens e mulheres em encarnação, entre o eu inferior e o eu superior, como parte da evolução espiritual pessoal.
A ciência do antakarana é provavelmente a mais importante dos tempos vindouros, mas esta exposição não pretende cobrir todo o tema do Antakarana ou a ciência de seu uso. Esta é uma ciência ainda desconhecida pela humanidade mas tornar-se-á a ciência mental da Nova Era, a da construção da ponte entre o homem inferior e o superior, e também um número de outras pontes: entre os membros da raça humana como um todo; entre um centro, a Humanidade, e outro, a Hierarquia; entre a Hierarquia e Shamballa; entre a Humanidade e Shamballa através da Hierarquia; entre este planeta e outros, este sistema solar e outros. Todas estas pontes e conexões são o resultado do uso correto da ciência do Antakarana, que se constituirá no maior campo educacional para a humanidade nesta era vindoura.
A melhor maneira de estudar o Antakarana é através da leitura dos Ensinamentos de Alice Bailey, particularmente o livro "Educação na Nova Era", e outras referências no livro "Os Raios e as Iniciações". Você não aprenderá a técnica da ciência do Antakarana neste texto ou nos ensinamentos de Alice Bailey. Isto é algo que, no que concerne à humanidade como um todo, ocorrerá no futuro. É um processo gradual de iluminação para a humanidade, mas tornar-se-á a maior ciência, a ciência de evoluir como uma raça e fazer as conexões internas (que certamente já existem mas que devem ser construidas conscientemente pelo homem ou mulher em encarnação), de tecer o fio de retorno à fonte da qual nos originamos. É realmente a ciência do Caminho de Retorno.
Por muitas eras a alma no seu próprio plano olha para seu reflexo, o homem ou a mulher no plano físico, e não vê um modo de interferir no seu desenvolvimento. Há muito pouco que a alma possa fazer exceto criar um corpo, fornecer-lhe seu equipamento físico, astral e mental, e permitir que ele faça o trabalho de evoluir. Eventualmente, numa determinada vida, uma série de vidas para ser mais exato, a alma vê que seu reflexo, o homem ou a mulher, está começando a responder à influência da energia que conecta a alma ao seu reflexo, e o processo de evolução consciente começa.
Cada indivíduo é realmente ternário: a Mônada, ou Centelha Divina, o Eu impessoal que se reflete no plano da alma como uma alma individualizada ou ego. A alma, por sua vez, se reflete no plano físico denso como uma mulher ou homem em encarnação. Este é o caminho descendente, o processo pelo qual o espírito se envolve na sua polaridade oposta, a substância. Quando o aspecto do espírito, ou vida, e o aspecto da matéria se juntam, um terceiro, o aspecto consciência, nasce.
O "Antakarana" é, acima de tudo, o fio da consciência. É o resultado da interação da vida com a forma, com a substância, com a matéria; isto produz algo inteiramente diferente que nós denominamos "consciência". Podemos também chamá-lo de "o Princípio Crístico". É o próprio processo de evolução.
Os estudiosos da antropologia, a história da evolução no plano físico, a evolução das formas, sabem que no começo havia grandes oceanos, fervilhando de vida; nada na terra até que gradualmente alguns dos animais mais evoluídos - peixes e répteis de todos os tipos - vieram para a terra seca e tornaram-se os primitivos répteis e mamíferos. Gradualmente houve a evolução de um tipo pré-humano que eventualmente tornou-se um primitivo homem-animal, separado do reino animal. Com o germe da mente, que poderia se tornar o núcleo de um corpo mental finalmente formado, a raça humana teve seu início. Isto é negado pelos cristãos fundamentalistas e outros grupos religiosos ortodoxos que negam a realidade da teoria da evolução de Darwin, mas esotéricos aceitam-na como uma explicação mais ou menos precisa do crescimento da forma a evolução da forma neste planeta.
Nossa preocupação não é com isso; nossa preocupação, como seres humanos evoluindo de volta para nossa fonte, é menos voltada para a evolução da forma, que chegou a uma maior ou menor perfeição (embora ainda haja alguns pequenos ajustes e melhorias a serem feitos), do que com a evolução da consciência. Esta evolução da consciência é a base de como nos conscientizamos de nós mesmos e do nosso meio ambiente, e juntos criamos a evolução da raça humana.
A descida da Mônada para a alma e da alma para a personalidade tem que acontecer no sentido contrário. O homem ternário físico-astral-mental, tem que encontrar seu caminho de volta por um processo de fusão, primeiramente com a alma e então, através da tríade espiritual (o reflexo da Mônada) com a própria Mônada: o Ser monádico tríplice. A jornada de volta, ou o processo pelo qual a jornada de volta é realizada, é através da criação, da evolução gradual e construção do Antakarana. Este é um processo consciente e ocorre somente por estágios. Como o processo de descida tem sido lento, levando milhões de anos, também o processo de retorno pode ser um processo longo e arrastado, e assim o é para a grande maioria da humanidade. Nós nos encontramos no segundo de um sistema solar tríplice. Em outras palavras, este sistema solar é a segunda encarnação ou manifestação do grande Homem Celestial que denominamos de Logos Solar, que tem um Plano para a evolução de todas as formas do sistema solar.
O primeiro sistema solar expressou-se através da matéria, da substância, da qualidade da inteligência ativa. Seu objetivo principal era a criação inteligente das formas. Nós nos encontramos na segunda dessa tríplice expressão na qual a qualidade da alma, o amor ou o aspecto consciência do logos está no processo de se expressar.
O Antakarana Solar está sendo construido pelo Logos Solar e por todas as outras formas, quer saibam elas ou não, que evoluíram do primeiro sistema solar e que estão atualmente criando a ponte entre aquele e este sistemas, e eventualmente, entre este sistema e o próximo. O próximo sistema solar terá como objetivo o aspecto da Vontade, o aspecto Monádico do Logos Solar. Quando a correta ponte entre estas três expressões estiver construida, o Antakarana estará concluido. Isto levará à conclusão do Plano de nosso Logos solar em sua expressão tríplice.
Por Instituto De bem com a alma
domingo, 3 de junho de 2012
Livro de Urântia / Síntese Parte 2 - 2
Os Primeiros Seres Humanos
Há 1 milhão e meio de anos surgiram de repente, no Oeste da Índia, os primeiros mamíferos proto-humanos, depois evoluídos para primatas. Em mais 500 mil anos, na mesma região, nasceram dentre os primatas “dois seres humanos primitivos, os verdadeiros antepassados da humanidade”. Seu grupo havia sido o primeiro a lançar pedras e usar o garrote em suas lutas. Eram dois gêmeos, ele Andon, ela Fonta, que desenvolveram uma linguagem de 50 sinais e palavras que os outros de sua tribo não conseguiam aprender. Graças a eles Urântia foi, há exatamente 993.477 anos, registrada como mundo habitado por humanos no tempo-espaço. Foi esse casal que inventou a técnica de produção do fogo, inicialmente queimando um ninho de pássaros seco com as fagulhas produzidas por dois blocos de sílex, após semanas de tentativas.
Esse domínio do fogo seria essencial para sua sobrevivência, juntamente com as roupas de pele de animais que aprenderam a fazer para se protegerem do frio. Vendo-se diferentes dos demais e já habitados por Monitores do Pensamento, aos 11 anos de idade decidiram partir em direção ao norte e ao frio, deixando seus parentes primitivos no aprazível clima da futura Índia. Dois anos depois lhes nasceu Sontad, o primeiro dos 19 filhos que teriam, os quais lhes deram quase 50 netos e 6 bisnetos antes de sua morte em um terremoto, aos 42 anos. As almas de Andon e Fonta seguiram o caminho dos Mundos de Aperfeiçoamento Inicial, até a cidadania em Jerusém, fusionados com seus Monitores Divinos. "Estão agora servindo com as personalidades moronciais que recebem no primeiro Mundo as almas ascendentes de Urântia".
Os andonitas tinham olhos negros e pele morena, como os esquimós de hoje, e um pouco mais de pelos no corpo do que o homem moderno. Adotaram para a chefia do clã os primogênitos varões dos descendentes diretos de Sontad. Quando faltou um descendente masculino na linha direta, dois rivais empreenderam uma luta bem humana pelo poder. Mais tarde houve novos conflitos entre os diversos clãs, que provocaram a perda de bons potenciais e chegaram a ameaçar de extinção a sua civilização primitiva.
Porém a dispersão ocorrida a partir da 20ª geração serviu de mecanismo atenuador dos instintos agressivos herdados dos animais. Antes que o gelo da 3ª glaciação avançasse sobre a França e a Inglaterra, os andonitas neandertais haviam estabelecido mais de 1000 assentamentos separados ao longo dos grandes rios que desembocavam no Mar do Norte, de temperatura amena nessa época. Viviam em grutas às margens dos rios ou em casas de pedra e eram quase que exclusivamente carnívoros. Usavam lanças e arpões, bem como elaborados artefatos de pedra. A dispersão foi reduzindo a qualidade cultural e espiritual dos clãs, até que 20 mil anos depois se afirmou a liderança de Onagar. Ele semeou a paz entre os diversos grupos, guiou-os à adoração de “Aquele que dá o alento aos homens e animais” e enviou os primeiros missionários com a sua mensagem religiosa. Onagar "instituiu um governo tribal eficaz, que não teve paralelo entre as sucessivas gerações durante muitos milênios", até a chegada do Príncipe Planetário, há 500 mil anos.
A Cidade Planetária (a verdadeira Atlântida)
Quando chegou a Urântia o Príncipe Planetário Caligástia, há cerca de 500 mil anos, havia no planeta quase 500 milhões de seres humanos primitivos e estavam surgindo as seis raças de cor que sempre aparecem nas esferas geológicas. As raças primárias são a vermelha, a amarela e a azul; e as secundárias são a alaranjada, a verde e a negra. Aqui a alaranjada e a verde se extinguiram, a amarela se concentrou na Ásia, a vermelha nas Américas e a negra na África. A azul, por sua vez, deu origem aos povos brancos de hoje, em parte combinada com o sangue adâmico e nodita. A raça amarela também recebeu pequena mas potente infusão da raça violeta.
A sede central do Príncipe, que inspirou o mito da Atlântida, estabeleceu-se na zona da futura Mesopotâmia, onde hoje se encontra o Iraque. Caligástia era um Filho Lanonandeque da ordem secundária, com grande experiência e dotado de mente original e brilhante. Ele veio acompanhado do também Lanonandeque Daligástia, de grande grupo de anjos e de muitos outros seres celestiais, para promover os interesses e o bem-estar das raças humanas. Com estes também vieram 100 seres materiais (50 homens e 50 mulheres), os "Cem de Caligástia", cidadãos ascendentes de Jerusém originários de 100 planetas diferentes de Satânia. Para estes foram construídos corpos de carne e osso, com o plasma vital de 100 humanos descendentes de Andon e Fonta. Os doadores do plasma receberam modificações em seu metabolismo, de forma a se tornarem imortais para sua longa missão civilizadora. Sua imortalidade (e a dos "Cem de Caligástia") era mantida pela ligação aos circuitos vitais do sistema e pelo consumo dos frutos e folhas da "Árvore da Vida", um arbusto trazido de Edêntia, capital da nossa Constelação de Norlatiadeque.
Algum tempo depois da chegada, os integrantes corpóreos do séqüito do Príncipe descobriram que podiam gerar seres intermediários entre os humanos e os anjos, com alta versatilidade e utilidade prática. Cada um dos 50 casais produziu 1000 de tais seres e em seguida perdeu a capacidade reprodutiva. Dessa forma surgiram os 50 mil Seres Intermediários Primários (os Secundários são descendentes de Adamson, o primogênito de Adão e Eva).
A Cidade Planetária era simples mas muito bela, cercada por uma muralha de 12 metros de altura e localizada mais ou menos ao centro da população da época. Chamou-se Dalamátia em homenagem a Daligástia, lugar-tenente de Caligástia. O templo do Pai Invisível, no centro, tinha três pavimentos; as sedes dos dez conselhos do Príncipe tinham dois andares. Todos os demais prédios eram térreos e igualmente construídos com os materiais mais disponíveis: tijolos e pouca madeira ou pedra. A cidade era belamente arborizada e decorada com obras de produção local. O clima de então era muito aprazível e abundantes as frutas e nozes nas quais se baseava a dieta dos "Cem de Caligástia", que não consumiam carne alguma.
A Organização dos "Cem de Caligástia"
Os cem integrantes do séqüito corpóreo do Príncipe (e seus cem associados humanos) se organizaram em dez conselhos autônomos, cada um com dez membros:
Conselho de alimentação e bem-estar material;
Junta de domesticação dos animais;
Assessores sobre o controle dos animais de rapina;
Corpo docente para a difusão do conhecimento;
Comissão de indústria e comércio;
Colégio da religião revelada;
Guardiães da saúde e da vida;
Conselho planetário das artes e ciências;
Governadores das relações tribais avançadas; e
Tribunal supremo de coordenação tribal e cooperação racial.
Esses conselhos ensinaram às tribos circunvizinhas a tecelagem, o tratamento das peles de animais, o cozimento da comida, a defumação e secagem das carnes, a pecuária e a domesticação dos animais, a escavação de poços, a produção de manteiga e queijo, a utilização da roda, o combate aos animais ferozes, a construção de moradias, o uso de um alfabeto de 25 letras na escrita, algumas manufaturas, rudimentos de religião, medidas preventivas de higiene, a química e a física elementares, a confecção da cerâmica e as artes decorativas, bem como a metalurgia.
O modo de atuação dos 100 graduados dos Mundos de Aperfeiçoamento Inicial da Alma era "atrair os melhores intelectos das tribos circundantes e, depois de tê-los preparado, enviá-los de volta ao seu povo respectivo como emissários da elevação social". Os jovens eram levados por volta dos 13 a 15 anos para viver na Cidade Planetária, em famílias de 10 "filhos", com cada um dos 50 casais instrutores. Aos 16 ou 17 anos voltavam eles aos seus povos, para o casamento e a atuação como emissários do Príncipe, aplicando os conhecimentos adquiridos. Buscava-se "o progresso mediante a evolução e não a revolução".
O código moral da Cidade, ou "Caminho do Pai", constava dos seguintes mandamentos:
Não temas nem sirvas a outro Deus que não seja o Pai de tudo;
Não desobedeças ao Filho do Pai, o governante mundial, nem faltes ao respeito com seus associados sobre-humanos;
Não mintas perante os juízes do povo;
Não mates homens, mulheres ou crianças;
Não roubes os bens nem o gado de teu próximo;
Não toques a esposa de teu amigo;
Não faltes ao respeito com teus pais nem com os anciãos da tribo.
A Cidade Planetária funcionou normalmente durante 300 mil anos, com população de cerca de 20 mil habitantes. Sua atuação civilizadora se estendeu por um raio de 160 quilômetros à sua volta, pouco a pouco elevando o homem primitivo de caçador a agricultor e pecuarista. Os descendentes primários de Andon e Fonta (os andonitas) e todas as seis raças de cor tiveram a oportunidade de beneficiar-se dos ensinamentos dos "Cem de Caligástia". Aprenderam o valor da família e da residência unifamiliar estável, com o importante conhecimento de que "o homem selvagem ama seus filhos, mas o homem civilizado ama também os seus netos". Há 200 mil anos, lamentavelmente, o Príncipe Planetário de Urântia se uniu à rebelião de Lúcifer e "a catástrofe de engano e sedição de Caligástia aniquilou quase todos os descobrimentos maravilhosos dos humanos daqueles dias".
A Rebelião de Lúcifer
No universo de Nébadon existem 10 mil sistemas planetários como o nosso de Satânia, programados para terem cerca de 1000 mundos habitados cada um. Em toda a história deste universo houve apenas três rebeliões de Soberanos de Sistemas; a de Lúcifer foi a última e a mais grave delas, envolvendo 37 planetas habitados. Filho Lanonandeque primário, Lúcifer era uma das cem personalidades mais hábeis e brilhantes dentre os 700 mil de sua ordem. Ele era o chefe executivo dos então 607 mundos habitados de Satânia, ao lado de seu assistente Satã, havendo governado normalmente por mais de 500 mil anos.
Há mais ou menos 200 mil anos Lúcifer divulgou, durante reunião anual em Jerusém, sua "Declaração de Liberdade", como ele mesmo a chamou, na qual, em essência, afirmava que o Pai Universal não existia (!), sendo apenas "um mito inventado pelos Filhos Paradisíacos, com o objetivo de reter o governo dos universos"; que aceitava Micael de Nébadon como seu Pai Criador, mas não como seu Deus e governante; e "que se gastava demasiado tempo e energia no esquema de capacitar" os mortais ascendentes.
Na mesma ocasião prometeu aos Príncipes Planetários que eles seriam os executivos supremos em cada um de seus mundos, ao mesmo tempo advogando que os poderes legislativo e judiciário ficassem sediados na capital de cada sistema planetário e não na capital da constelação e do universo, respectivamente. Começou então a organizar sua própria assembléia legislativa e seus tribunais, sob a supervisão de Satã. Todo o seu gabinete administrativo lhe prestou juramento de fidelidade. Micael de Nébadon decidiu não interferir e deixar que as personalidades locais tomassem sua decisão. Gabriel de Sálvington, que estava presente, anunciou que no devido tempo falaria em nome de seu pai. Declarou ainda que "o governo dos Filhos em nome do Pai só desejava lealdade e devoção voluntárias, sinceras e à prova de sofismas".
Transcorreram cerca de sete anos até que Lúcifer fosse destituído do poder, mas logo depois do início da rebelião a capital do sistema foi isolada dos circuitos de comunicação e de transporte que a ligavam à constelação e à sede do universo, bem como aos planetas integrantes de Satânia. As forças leais contavam com o auxílio emergencial das linhas de comunicação do vizinho sistema planetário de Rantúlia.
Enquanto durou a rebelião ativa Gabriel permaneceu no Mundo do Pai, em órbita de Jerusém, liderando as forças fiéis a Micael de Nébadon. As personalidades em dúvida sobre que posição adotar deslocavam-se entre o anfiteatro planetário onde Lúcifer permaneceu e o Mundo do Pai, ouvindo os argumentos de Gabriel. Mesmo assim, houve mais comprometidos com esta rebelião do que com as outras duas anteriores juntas. O pecado havia atingido até dois outros sistemas planetários vizinhos.
Porém ao cabo de sete anos o Lanonandeque Primário Lanaforge foi empossado como Soberano do Sistema e Lúcifer destituído de seu cargo de confiança, embora deixado em liberdade para circular por todo o sistema, juntamente com seus seguidores. Satã foi temporariamente autorizado a servir como interlocutor junto aos 37 Príncipes Planetários rebeldes. Assim esteve operando o sistema de Satânia, com os rebeldes livres embora fora do poder, durante pouco menos de 200 mil anos, enquanto os tribunais da capital do superuniverso deliberavam sobre as medidas a tomar. Antes do sétimo auto-outorgamento entre suas criaturas, o Cristo Micael ainda não detinha todo o poder de Filho Criador Maior sobre Nébadon, como detém desde o fim de sua encarnação em Urântia, e na ocasião preferiu não interferir.
Ainda durante a vida de Jesus entre nós Lúcifer foi aprisionado nos mundos de detenção em órbita de Jerusém, onde tem contato apenas com o carcereiro que lhe leva a alimentação, pois nenhuma personalidade quis visitá-lo. Cristo Micael lhe ofereceu sua misericórdia caso se arrependesse sinceramente, porém Lúcifer não aceitou. Todos os seus seguidores que aceitaram o perdão oferecido começaram sua reabilitação depois da ressurreição de Jesus. Satã também foi incondicionalmente encarcerado antes da publicação do Livro de Urântia. Os 37 Príncipes Planetários rebeldes foram substituídos por governantes provisórios. Embora não tenha sido preso, Caligástia foi substituído por Maquiventa Melquisedeque à frente do Governo de Urântia e aguarda as deliberações dos Tribunais do Superuniverso em Uversa.
A Secessão de Caligástia em Urântia
Enquanto Lúcifer ainda planejava sua rebelião, Satã esteve em Urântia e obteve a promessa de apoio de Caligástia para a ocasião em que eclodisse o movimento. Assim sendo, quando Lúcifer divulgou sua "Declaração de Liberdade", Caligástia imediatamente se alinhou entre seus seguidores e convocou reunião extraordinária dos dez conselhos da Cidade Planetária. Comunicou que estava para proclamar-se soberano absoluto do planeta e pediu que todos os grupos administrativos renunciassem a suas funções, para a organização do novo governo. O jurista e administrador Van, presidente do Conselho Supremo de Coordenação, pediu a todos os presentes que se abstivessem de qualquer decisão enquanto não se recebesse do Soberano do Sistema uma confirmação da proposta do Príncipe Planetário rebelde. Feita a consulta, a resposta de Lúcifer não tardou a chegar, exigindo absoluta e incondicional lealdade às ordens de Caligástia e confirmando sua designação como soberano supremo. Seu assistente Daligástia o proclamou "Deus de Urântia".
Mesmo diante dessa comunicação o fiel e nobre Van se recusou a obedecer, acusando Caligástia e Lúcifer de desacato à soberania do Universo. Após discurso de sete horas pediu aos Altíssimos da Constelação, uma instância acima, que explicassem aquela confusa situação. Nesse meio-tempo foram cortados todos os circuitos de comunicação e transporte para o nosso planeta, de modo que não foi recebida a comunicação de Edêntia, confirmando o são entendimento de Van. Começava a quarentena de Urântia, que dura até hoje.
Movido pela fidelidade e pelo bom-senso o corajoso Van liderou, durante os sete anos da "Guerra nos Céus", todas as personalidades leais a Micael de Nébadon, mesmo sem ter recebido instruções. Mas as perdas foram muito grandes: 80% dos seres intermediários primários (liderados por Belzebu) se somaram à rebelião, assim como o chefe dos serafins administradores, com quase metade dos seus comandados e grande número de querubins e sanobins. Também se aliaram aos rebeldes 60 dos "Cem de Caligástia". De seus associados humanos modificados, 56 permaneceram fiéis a Micael. Deles o mais destacado foi Amadon, o associado de Van, que se tornou o herói humano da rebelião em Urântia.
Os 60 ascendentes rebeldes logo descobriram que se haviam tornado mortais, ao serem desligados dos circuitos vitais do sistema e privados do consumo da "Árvore da Vida". Os serafins leais a Micael haviam levado a árvore para o acampamento de Van nas montanhas fora da Cidade Planetária. Nod, chefe dos 60 rebeldes ascendentes, determinou então que recorressem à reprodução sexual para fazer frente à sua mortalidade. A procura que fizeram aqueles seres superiores por humanos com quem se acasalarem deu origem às lendas antigas de que deuses desceram à Terra para se reproduzirem com humanos.
Passado algum tempo da execução do plano de Caligástia, de induzir o progresso pela revolução e não mais pela evolução, ocorreu o inevitável: as tribos semi-selvagens, animadas pelas novas liberdades concedidas prematuramente, atacaram e tomaram a própria Cidade Planetária, expulsando os noditas para o Norte da mesopotâmia, que ficaria conhecido como a Terra de Nod, para onde foi Caim tomar esposa, como está na Bíblia.
Após os 7 anos da Guerra nos Céus, o Príncipe Caligástia foi apeado do poder e substituído por uma comissão de 12 síndicos Melquisedeques de emergência. Van e seus associados imortais cuidaram de preservar os conhecimentos e as técnicas desenvolvidas na Cidade Planetária e levaram a cabo o trabalho de elevação cultural e biológica das tribos amigas. Os chefes noditas foram morrendo pouco a pouco. Porém durante mais de 150 mil anos os rebeldes não-humanos estiveram soltos em Urântia, se bem que isolados dos circuitos de comunicação e de transporte.
Como vimos, Lúcifer foi aprisionado ainda durante a vida de Jesus entre nós; Satã foi igualmente preso ao realizar-se a primeira audiência do processo Gabriel versus Lúcifer nos tribunais de Uversa, antes de 1934. Os seguidores de Caligástia em Urântia, ou aceitaram o perdão oferecido por Micael e estão seguindo um programa de reabilitação, ou seguiram para o mundo de prisão em órbita de Jerusém.
O Jardim do Éden
Todos os planetas geológicos de ascensão mortal contam com dois centros de governo: uma Cidade Planetária que civiliza os seres humanos evolutivos e mais tarde um Jardim do Éden, cujos moradores (seres materiais descendentes) continuam o processo civilizacional e procedem à elevação biológica das raças de cor ao se miscigenarem com elas. Se Urântia houvesse seguido os padrões normais ainda teríamos hoje um governo espiritual dirigido pelo Príncipe Planetário residente e um governo material conduzido por Adão e Eva. Porém os planos divinos foram descumpridos pela traição de Caligástia e pela falha de nossos Filhos Materiais.
Apesar da decadência cultural e da pobreza espiritual decorrentes da secessão, por mais de 150 mil anos a evolução orgânica dos seres humanos continuou até que, há cerca de 40 mil anos, atingiu seu apogeu "de um ponto de vista puramente biológico". Os Portadores de Vida e os síndicos Melquisedeques solicitaram o envio de um Filho e uma Filha materiais. Depois de visita de inspeção feita por Tabamântia, Supervisor Soberano dos mundos experimentais, foi autorizada a vinda de Adão e Eva, selecionados pelos examinadores Melquisedeques e também aprovados pelos Altíssimos da Constelação dentre todos de sua ordem que se apresentaram como voluntários.
Ao saber que se aproximava o momento da chegada do casal, Van começou a anunciar sua vinda e a preparar um jardim para sua morada, 83 anos antes de chegarem. Ele e Amadon recrutaram mais de 3 mil trabalhadores entusiastas, dentre os amadonitas (descendentes do séqüito corpóreo fiel), andonitas e mesmo alguns noditas descendentes do séqüito infiel. Apesar de desprovidos de poder, Caligástia e Daligástia tentaram impedir aqueles trabalhos, sem êxito porque Van e Amadon foram incansavelmente apoiados pelos 10 mil Seres Intermediários leais.
O local escolhido para a construção foi uma península então existente nas ribeiras orientais do Mediterrâneo. Levou dois anos a transferência da sede da cultura mundial (inclusive a "Árvore da Vida"), antes situada às margens do Lago Van, no território da Armênia atual. O primeiro trabalho da grande equipe foi erigir com tijolos a muralha protetora de 43 quilômetros de extensão, com 12 portões de acesso ao Jardim do Éden. Este nome, a propósito, provém do fato de que a área residencial dos Filhos Materiais sempre enfatiza, em cada planeta geológico, uma beleza botânica semelhante à dos magníficos jardins de Edêntia, capital da Constelação de Norlatiadeque. Dentro da muralha se praticava a horticultura e a agricultura. No continente ficavam as terras dedicadas ao pastoreio e à pecuária que proporcionavam a carne para os trabalhadores: "no Jardim jamais se mataram animais".
"No centro da península do Éden estava o belo templo de pedra do Pai universal, o santuário sagrado do Jardim". Ao norte ficavam os prédios administrativos e ao sul as casas dos trabalhadores e suas famílias. A oeste foram mais tarde construídas as escolas. No "Leste do Éden" foram edificados os domicílios do Filho Material e seus descendentes imediatos. "Os planos arquitetônicos reservavam casas e terras suficientes para um milhão de seres humanos". Em cerca de 80 anos de formidável trabalho, Van e Amadon já haviam completado 25% dos planos, com milhares de quilômetros de canais de irrigação e drenagem, quase 20 mil quilômetros de passagens e caminhos pavimentados, mais de 5 mil construções de tijolos nos diversos setores e um número incontável de árvores e plantas. "Jamais, antes nem depois, abrigou Urântia uma exibição tão bela e completa de horticultura e agricultura".
A "Árvore da Vida" que havia prolongado a vida de Van, Amadon e seus associados por mais de 150 mil anos foi plantada no centro do templo do Pai, pois Adão e Eva também necessitariam de seus frutos e folhas como auxílio para a imortalidade física. Originária da capital da Constelação, ela cresce também nas capitais dos universos locais e superuniversos, bem como nos Mundos Perfeitos de Havona, mas não existe nas capitais dos sistemas planetários. "Esta superplanta armazena certas energias espaciais que servem de antídoto contra os elementos que produzem o envelhecimento na existência animal". Para os seres humanos evolutivos e para os rebeldes desligados dos circuitos vitais do sistema seu efeito era nulo. Quando Adão e Eva deixaram o Jardim não lhes foi permitido levar mudas da árvore, pois estavam rebaixados à condição de humanos mortais.
O Jardim do Éden foi ocupado por noditas e outros grupos étnicos durante mais de 4 mil anos, até ser coberto pelas águas do Mediterrâneo, que avançaram progressivamente por centenas de anos, em processo exclusivamente natural.
Adão e Eva
Os Filhos Materiais chegaram a Urântia há cerca de 38 mil anos, por transporte seráfico. Pousaram suavemente e sem aviso ao lado do templo do Pai Universal, dentro do qual se desenvolveu durante dez dias o processo de re-materialização de seus corpos de natureza humana dual, programados para a imortalidade. Seu número de ordem era 14.311, da terceira série física de Jerusém e tinham 2,5 metros de altura com perfeitas proporções. Haviam sido professores na escola de cidadania de Jerusém e também lá, nos 15 mil anos anteriores haviam dirigido a divisão de aplicação da energia experimental para a modificação das formas de vida. Já tinham 100 descendentes ao deixar Jerusém, todos prestando serviços à Criação.
Quando despertaram no templo do Pai, receberam as boas-vindas de Van e Amadon, heróis que conheciam pelo renome, e de uma "imponente multidão reunida para recebê-los". O idioma do Jardim era o dialeto andônico falado por Amadon, que juntamente com Van havia criado um novo alfabeto de 24 letras. Adão e Eva falavam e escreviam perfeitamente esse dialeto, estudado ainda na capital do Sistema. Era grande o júbilo do Éden, após tantos anos de trabalho e expectativa por esse momento. Os pombos-correio de centenas de colônias fiéis foram soltos para levar a grande notícia, depois de criados por anos a fio para essa ocasião.
Ao meio-dia de seu primeiro dia após despertarem, Adão e Eva receberam, em cerimônia solene, a chefia do governo da Terra, antes a cargo de Van e dos síndicos Melquisedeques. Prestaram juramento de fidelidade a Micael de Nébadon e aos Altíssimos de Norlatiadeque. "Em seguida se escutou a proclamação dos Arcanjos e a voz de Gabriel decretou, por transmissão, o segundo julgamento de Urântia e a ressurreição dos sobreviventes adormecidos da segunda dispensação de graça e perdão no planeta 606 de Satânia".
Milhares de membros das tribos vizinhas em pouco tempo passaram a aceitar os ensinamentos de Van e Amadon e vieram ao Éden para dar boas-vindas ao casal e prestar homenagem ao Pai invisível. Depois de sete anos Van, Amadon e os síndicos Melquisedeques partiram para Jerusém e deixaram a condução dos assuntos planetários exclusivamente com o casal, durante mais de um século antes da falta. Nesse período lhes nasceram 32 filhas mais 31 filhos, cujos descendentes em três gerações perfizeram com eles o total de 1.649 moradores do Éden da pura raça violeta. Todos costumavam alimentar-se uma vez por dia, pouco depois do meio-dia, de frutas, nozes e cereais sem cozimento.
Os corpos do casal (e apenas os deles) irradiavam à noite uma luz trêmula que muito impressionava os nativos. Vestidos com uma capa feita dos têxteis confeccionados desde os tempos de Dalamátia (técnica preservada por Van e Amadon), restava apenas o brilho em volta de suas cabeças. Daí vem a explicação para a auréola que se costuma acrescentar em volta das cabeças de santos e anjos na tradição religiosa ocidental.
Seus filhos, netos, bisnetos e trinetos estudavam pelos métodos educacionais de Jerusém adaptados à realidade de Urântia. Recebiam instrução sobre:
A saúde e o cuidado do corpo;
As normas do trato social;
A relação dos direitos do indivíduo com os do grupo e as obrigações comunitárias;
A história e a cultura das diversas raças da Terra;
Os métodos para avançar e melhorar o comércio mundial;
A coordenação de deveres e emoções contrapostos; e
O cultivo dos jogos, do humor e alternativas competitivas à luta física.
As leis do Éden foram promulgadas de acordo com os códigos mais antigos de Dalamátia, inclusive os "sete mandamentos do regime moral supremo." Ao meio-dia se praticava uma adoração pública e a familiar, ao entardecer. Adão ensinou que "a oração efetiva tem de ser totalmente pessoal e tem de ser o desejo da alma." Porém os edenitas continuaram a usar as fórmulas herdadas da Cidade Planetária. Ele também tentou substituir os sacrifícios sangrentos por oferendas de frutos da terra, mas tampouco conseguiu muito progresso nesse campo.
Passado mais de um século, os Filhos Materiais sentiam-se isolados e desalentados pela dificuldade enorme de sua missão e pelo que lhes parecia pouco progresso em tanto tempo: "às vezes quase lhes faltava a fé". No plano mais importante de sua missão, a elevação biológica, defrontavam-se com um problema que lhes parecia insolúvel: as centenas e centenas de tribos que falavam igual número de dialetos não haviam procedido à eliminação dos anormais e degenerados das raças humanas, e não eram receptivos a essa prática saudável. Em condições normais, seu primeiro trabalho teria sido a coordenação e combinação das raças. Porém a realidade era que "jamais nenhum Adão do serviço planetário havia recebido um mundo mais difícil".
Para complicar a situação, o Príncipe Planetário rebelde continuava em Urântia, opondo-se aos seus propósitos de fidelidade no cumprimento de sua alta missão. Apesar de reiteradas visitas ao Jardim, Caligástia não conseguiu qualquer simpatia de Adão e Eva ou de seus descendentes para as idéias que lhes apresentava. Por esse motivo decidiu atacar indiretamente, aproveitando-se das boas intenção do dirigente nodita Serapatátia, líder da "mais poderosa e inteligente das tribos vizinhas". Este se aproximou de Eva e lhe conquistou a amizade e a confiança em visitas "cada vez mais íntimas e confidenciais". Ele também cativou Adão ao propor um programa de cooperação de sua grande tribo de noditas sírios, com vistas a obter o apoio das demais tribos próximas.
Durante mais de cinco anos esse líder honesto e sincero ponderou a Eva que o mundo se beneficiaria muito com o nascimento de um filho mestiço da raça violeta, para conduzir seu povo em estreita cooperação com o Jardim do Éden. Esse projeto foi se desenvolvendo em segredo, entre ele e Eva, até o momento em que Eva concordou em avistar-se com o belo e entusiasta Cano, líder religioso sincero dos noditas amistosos. Antes de se dar conta da gravidade do que fazia (a poligamia era corrente entre os noditas), Eva incorreu no erro fatídico de trair Adão e conceber Caim.
Percebendo que algo estava seriamente errado, Adão chamou Eva para uma área afastada do Éden e ouviu, sob a lua que brilhava, a história completa do grande erro dela. A "voz do Jardim" que lhes falou então, dizendo que haviam transgredido o pacto, desobedecido às instruções e faltado ao seu juramento, foi do Anjo Solônia, que escreveu quatro dos 196 documentos do "Livro de Urântia" e até hoje permanece em nosso planeta.
A lenda da árvore do bem e do mal, contida na Bíblia, vem do fato de que, cada vez que os Filhos Materiais comiam da "Árvore da Vida", o Arcanjo guardião da planta os advertia a não seguirem "as sugestões de Caligástia no sentido de combinarem o bem e o mal". A advertência exata era a seguinte: "No dia em que combinarem o bem e o mal, vocês sem dúvida se converterão em mortais do reino; seguramente morrerão".
As instruções recebidas pelo atribulado casal rezavam que deveriam gerar 500 mil descendentes antes de começarem o processo de miscigenação com as raças locais. Foi a impaciência de Eva e Serapatátia que provocou o desastre, apesar da sinceridade de ambos e de Cano. Nenhum deles tinha real consciência do que estavam a fazer. Adão "não abrigava senão compaixão e lástima por sua consorte desencaminhada". Ele amava Eva com afeto supra-mortal e desejava seguir o mesmo destino dela. Por esse motivo procurou, no dia seguinte, a talentosa nodita Laota, encarregada das escolas do Éden, e "cometeu o mesmo desatino que Eva", engravidando-a de Sansa.
Ao saberem do ocorrido com Eva, os habitantes do Jardim se enfureceram, atacaram de surpresa o povo nodita vizinho e não deixaram vivo um só homem, mulher ou criança. Cano foi morto nessa ocasião. Informado do massacre, Serapatátia suicidou-se. Adão, por sua vez, aturdido pelos terríveis acontecimentos, vagou sem rumo por um mês inteiro, correndo grave perigo, enquanto seus filhos procuravam reconfortar a mãe desesperada pelo massacre e pelo desaparecimento do marido.
Porém Adão recobrou a razão e voltou ao Éden para planejar o que poderiam salvar da missão tão subitamente fracassada. Sua degradação ficou patente em 70 dias, quando chegaram os síndicos Melquisedeques para assumir o controle dos assuntos mundiais. O quadro se agravou quando lhes veio a informação de que uma coalizão de noditas se preparava para atacar o Éden, em vingança pela tribo chacinada. Ao procurar aconselhar-se com os Melquisedeques, Adão soube que eles estavam proibidos de interferir em seus planos pessoais, embora pudessem cooperar de bom grado com o procedimento que ele escolhesse.
"Adão não era amante da guerra, por conseguinte optou por deixar o primeiro jardim aos noditas, sem oposição". Levou consigo 1200 seguidores leais, além de seus descendentes, com animais e mudas de plantas, à procura de um segundo jardim. Ao terceiro dia a caravana foi interceptada por transportes seráficos de Jerusém que tinham a missão de levar todos os seus descendentes menores de 20 anos, mais aqueles dentre os maiores que desejassem seguir para Edêntia, como pupilos dos Altíssimos. Apenas um terço destes decidiu ficar com os pais e enfrentar os difíceis e heróicos dias que estavam por vir.
"Ninguém poderia observar a dolorosa despedida desse Filho e Filha materiais de seus próprios filhos, sem se dar conta de que o caminho do transgressor é duro". Gabriel apareceu para pronunciar sua sentença: Adão e Eva haviam violado o pacto de seu cargo de confiança, mas não foram declarados culpados de rebelião. Caíram de seu estado superior para o de mortais humanos, devendo enfrentar todas as vicissitudes dessa nova condição. Estariam desligados dos circuitos vitais do sistema e proibidos de comerem da "Árvore da Vida". Apesar de tudo suas qualidades superiores os farão realizar, no segundo jardim, a heróica (se bem que desconhecida) missão compensatória que trouxe a humanidade para o patamar em que hoje se encontra.
O Segundo Jardim
A grande caravana deixou o Éden em direção ao leste, começando uma viagem de mais de um ano até a Mesopotâmia. Caim e Sansa nasceram durante a viagem: Eva teve um parto laborioso, mas sobreviveu; Laota, contudo, faleceu durante o nascimento de Sansa, que foi então criada como se fosse gêmea de Caim. Esta filha de Adão "chegou a ser mulher de grande capacidade. Casou-se com Sargan, chefe das raças azuis do norte e contribuiu para o progresso dos homens azuis daqueles tempos".
Quando souberam que se aproximava o sumo sacerdote do Jardim do Éden, as tribos que moravam entre o Tigre e o Eufrates fugiram para as montanhas ao leste. Desta forma se fez pacificamente a instalação dos novos moradores, que trataram de construir suas casas e organizar um novo centro mundial de cultura e religião. Adão e sua família tiveram de adotar métodos rudimentares de vida ao começarem o segundo jardim "com o suor de sua fronte".
"Menos de dois anos depois de Caim nasceu Abel, o primeiro filho de Adão e Eva que veio à luz no segundo jardim". Abel era pastor e oferecia aos sacerdotes animais de sua criação. Caim era agricultor e ofertava frutos da terra. As oferendas de Abel eram preferidas, o que provocou a inveja do irmão mais velho. Os dois brigavam sempre, e Abel insistia em lembrar que Caim não era filho de seu pai. Quando tinham 20 e 18 anos, respectivamente, Abel em certa ocasião provocou o irmão a ponto de enfurecê-lo e foi então morto por ele.
Caim havia sempre rejeitado a disciplina e desprezado a religião, porém depois de matar Abel se arrependeu e pediu a Eva uma orientação espiritual. Ao desejar honestamente a ajuda divina, ganhou um Ajustador do Pensamento. Aconselhado a deixar o jardim, dirigiu-se ao oeste, à terra de Nod, onde se casou com Remona, sua prima distante pela família do sacerdote Cano. Seu primogênito Enoque chegou a ser chefe dos noditas elamitas, que por centenas de anos mantiveram boas relações com os adamitas.
Adão viveu mais 415 anos e Eva 396, depois de enfrentarem "com graça e integridade" a nova situação. A prioridade para os dois, sabendo-se mortais, foi ensinar aos filhos e companheiros destes o que sabiam sobre administração, educação e religião. Em seguida aos primeiros anos mais duros, todos foram pouco a pouco esquecendo os dias de glória no Éden e cuidando com dedicação de seu dia-a-dia, cientes de que apesar de tudo era essencial o que faziam para as futuras gerações urantianas.
Como haviam levado consigo grandes rebanhos e alguns animais domesticados, mais centenas de sementes e bulbos de plantas e cereais, tinham boa vantagem sobre as tribos vizinhas. Criaram o terceiro alfabeto de Urântia e lançaram as bases do que viria a ser a arte, a ciência e a literatura modernas. "Mantiveram a escrita, a metalurgia, a cerâmica e a tecelagem, e produziram uma espécie de arquitetura que não foi superada durante milhares de anos".
Adão preocupou-se em deixar tanta descendência quanto possível, de acordo com o seu principal dever, a elevação biológica. Para esse fim criou uma comissão de 12 membros, chefiada por Eva, para selecionar mulheres das tribos vizinhas que gerassem filhos seus. Um total de 1570 delas tiveram filhos e filhas que sobreviveram até a maturidade. Esses pequenos foram todos criados nas tribos de suas mães e muito contribuíram para o aperfeiçoamento genético de seus povos, fazendo parte da poderosa raça andita.
Pouco após a chegada à Mesopotâmia os Filhos Materiais foram informados sobre sua nova situação espiritual. Ambos haviam recebido Monitores do Pensamento e ao morrer poderiam seguir a carreira ao Paraíso, como os humanos da Terra. Esse fato muito os encorajou na dura transição. Receberam mensagem pessoal de Micael de Nébadon, que entre expressões de amizade e consolo dizia: "Considerei as circunstâncias de vossa falta, e recordei-me de que o desejo de vossos corações sempre foi leal à vontade de meu Pai, e sereis chamados do abraço do sono mortal quando eu chegue a Urântia, caso os Filhos subordinados de meu reino não os chamem antes desse momento".
Embora tivesse dúvidas quanto ao seu entendimento, Adão passou a comentar com os seus mais próximos que Urântia poderia tornar-se o mais privilegiado mundo de Nébadon, ao ser escolhida por Micael para sua única encarnação humana em todo o universo local. Aos menos íntimos sempre transmitia sua certeza de que viria mais tarde um Filho Paradisíaco para acelerar o progresso do planeta, possivelmente um Filho Instrutor. Não soube ele, até morrer, que "o mal e o pecado em Urântia ofereceram ao Filho Criador um ambiente mais espetacular para revelar o amor, a misericórdia e a paciência sem par do Pai Paradisíaco".
Ao terceiro dia da morte de Adão foi emitido um mandado de ressurreição dos sobreviventes de sua missão. Foi assim feita uma dispensação de 1316 de seus associados no Jardim do Éden, que juntamente com ele e Eva foram re-personalizados nos Mundos de Aperfeiçoamento Inicial da Alma de Jerusém. O casal passou rapidamente pelos 7 mundos descritos anteriormente e novamente alcançou a cidadania da capital do Sistema, na nova condição de ascendentes. Passado algum tempo, foram designados para trabalhar com os 24 conselheiros do órgão de assessoria e controle de Urântia, onde permanecem.
Como Adão havia prudentemente instruído seus filhos sobre todos os assuntos do jardim, a transição administrativa se fez sem contratempos ao sobrevir-lhe a morte, por falência múltipla dos órgãos (Eva tinha falecido após problemas cardíacos, 19 anos antes). "Os governantes civis dos adamitas foram, por herança, os filhos do primeiro jardim". Adamson, após alguns anos na Mesopotâmia, partiu para fundar no que viria a ser o Turquestão um centro secundário da raça violeta. Casado com Ratta, a última descendente de pura cepa dos noditas, ele também daria origem aos quase 2000 Seres Intermediários Secundários. O segundo filho de Adão e Eva no Éden, Evason, que tinha sido o principal assistente de seu pai até falecer antes dele, foi o pai de Jansad, o primeiro chefe do segundo jardim após a morte de seu fundador.
O sacerdócio do segundo jardim começou com Set, o mais velho dos sobreviventes nascidos já na Mesopotâmia. Seu filho Enos fundou uma nova ordem de adoração, que se expandiu fortemente quando o seu neto Kenan "instituiu o serviço exterior de missionários para as tribos circunvizinhas próximas e distantes". O sacerdócio setita atuava de forma global nos assuntos da religião, da saúde, da educação e da inspeção sanitária. Seus ministros estenderam a evangelização até à Europa e ao interior da África, à China e ao Japão - de onde saiu um bravo grupo andita de pouco mais de cem pessoas que, viajando de ilha em ilha pelo Pacífico, deixou monumentos na Ilha de Páscoa e chegou ao Peru, onde se miscigenou com os nativos e deu origem às dinastias Incas.
A partir da morte de Adão, a população humana foi se desenvolvendo progressivamente, sobretudo liderada pelos povos anditas, que combinaram o sangue adamita (do povo violeta, de olhos azuis e cabelos loiros, ruivos ou castanhos) com o nodita (que compreendia os descendentes do séqüito corpóreo infiel do Príncipe Planetário) e o amadonita (do séqüito corpóreo fiel), mais os andonitas (descendentes de Andon e Fonta, inclusive as seis raças de cor). Essa evolução demográfica da Terra, que havia tido contribuições das raças Neandertal e Cro-Magnon, desaparecidas como as raças verde e alaranjada, é uma admirável saga magistralmente descrita no "Livro de Urântia". Em suas páginas estão todos os elementos para a adequada compreensão da identidade racial contemporânea. É verdade que nos falta bastante para o ideal dos planetas normais da Criação, que também se destinam à Era de Luz e Vida com uma só raça, uma só língua e uma só religião. Porém no Livro estão todas as verdades que nos faltam para nos entendermos melhor e vivermos em paz.
Os valores mais importantes que devemos procurar entender, por serem os que Deus mais valoriza, são a verdade, a beleza e a bondade: "A verdade é a base da ciência e da filosofia, e oferece o cimento intelectual para a religião. A beleza patrocina a arte, a música e os ritmos significativos de toda experiência humana. A bondade (amor) compreende o sentido da ética, da moralidade e da religião - o desejo de perfeição experiencial".
Brasília, 17 de Dezembro de 2003.
Por
João Frederico Abbott Galvão Jr.
Este trabalho utiliza citações do Livro de Urântia
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