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sexta-feira, 5 de maio de 2017

A alma... se lembra!






"Seja o que for que você tenha esquecido a cerca do amor incondicional, da paz... A sua alma se lembra!

Ela se lembra que há uma conexão interna com um espaço onde você é livre da culpa e de todas as energias que deprimem e fazem você acreditar que é menos perfeito.

Sua alma se lembra do propósito pelo qual você está aqui e todas as tarefas que você aceitou concluir...

Sua alma é ciente de todas as falhas e compreende os medos em separar-se da Fonte Universal...

Ela gurda essa memória a fim de impulsioná-lo ao cumprimento de sua jornada, a lembrá-lo dos desequilíbrios energéticos que precisa integrar novamente.

A alma sabe que se originou da Perfeição e que seu caminho de regeneração lhe trará novamente a harmonia e a Divindade.

A alma é a Presença Divina em você!

Ela guarda a memória da divindade até que ocorra sua conexão com ela.

A memória humana está centrada nas limitações, na carência e imperfeição, e, por isso, é necessário que sua alma se lembre que você é luz, semelhança humana da Fonte.

Sua luz brilha interna e externamente!

A alma aguarda pacientemente que você reconheça a sua presença!

Ela pode ajudá-lo quando sentir que fracassou na sua jornada ou quando precisar conectar-se com a paz interior, enquanto a realidade está mergulhada no caos.

Ela mantém sob proteção suas memórias mais preciosas e cada vez que se esquecer de quem você é e do motivo de sua jornada ela terá todas as respostas.

Medite e busque dentro de você as belas lembranças do Lar que a sua alma guarda e encontre a paz mediante a certeza de que não está aqui sozinho.

A parceria com a sua alma é a alegria e o amor que lhe envolvem, protegem e que estão à sua disposição!

Conecte-se com a sua alma!"



Fonte:
Rastro de Sol


segunda-feira, 24 de abril de 2017

quarta-feira, 1 de março de 2017

Poeminha Amoroso de Cora Coralina







Poeminha Amoroso

"Este é um poema de amor 
tão meigo, tão terno, tão teu... 
É uma oferenda aos teus momentos 
de luta e de brisa e de céu... 

E eu, 
quero te servir a poesia 
numa concha azul do mar 
ou numa cesta de flores do campo. 

Talvez tu possas entender o meu amor. 

Mas se isso não acontecer, 
não importa. 

Já está declarado e estampado 
nas linhas e entrelinhas 
deste pequeno poema, 
o verso; 
o tão famoso e inesperado verso que 
te deixará pasmo, surpreso, perplexo... 
eu te amo, perdoa-me, eu te amo..."

Cora Coralina


sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Sol...





"Se choras porque não consegues ver o Sol,
as tuas lágrimas impedir-te-ão de ver as estrelas."

 Rabindranath Tagore


quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Uma só flecha...




"A estrada à minha frente
É longa e estreita
Só me restou uma flecha,
E meu velho cavalo
Mal se aguenta em pé.
Mas se for preciso
Voltar ao combate,
Arreio o cavalo,
Subo à sela,
Corajoso cavaleiro:
É hora de enfrentar
Minha última Batalha!

É hora de escalar
Montanhas escarpadas,
Buscando alcançar
Meus próprios limites.

É hora de nadar
Contra a corrente
Dos rios caudalosos
Que rugem em minh'alma.

É hora de enfrentar
Arenosos desertos,
Em busca do Oásis
De paz e de calma.

Mas a estrada à minha frente
Ainda é longa e estreita.
Só me restou uma flecha,
E meu velho cavalo
Mal se aguenta em pé.
Mas se for preciso
Voltar ao combate,
Arreio o cavalo,
Subo à sela,
Corajoso cavaleiro:
É hora de enfrentar
Minha última Batalha."

John York

domingo, 15 de janeiro de 2017

Poema de Manoel de Barros






"A mãe reparou que o menino
gostava mais do vazio
do que do cheio.
Falava que os vazios são maiores
e até infinitos."

Manoel de Barros


quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Amor...






Só quando a alegria de outra pessoa
for também a sua alegria
você terá entendido o significado do amor.


terça-feira, 1 de novembro de 2016

Uma didática da invenção (Manoel de Barros)







Uma didática da invenção

I

Para apalpar as intimidades do mundo é preciso saber:
a) Que o esplendor da manhã não se abre com faca
b) O modo como as violetas preparam o dia para morrer
c) Por que é que as borboletas de tarjas vermelhas
têm devoção por túmulos
d) Se o homem que toca de tarde sua existência num fagote,
tem salvação
e) Que um rio que flui entre 2 jacintos carrega mais ternura
que um rio que flui entre 2 lagartos
f) Como pegar na voz de um peixe
g) Qual o lado da noite que umedece primeiro.
etc.
etc.
etc.
Desaprender 8 horas por dia ensina os princípios.


II

Desinventar objetos.
O pente, por exemplo.
Dar ao pente funções de não pentear.
Até que ele fique à disposição de ser uma begônia.
Ou uma gravanha.
Usar algumas palavras que ainda não tenham idioma.


III

Repetir repetir — até ficar diferente.
Repetir é um dom do estilo.


IV

No Tratado das Grandezas do Ínfimo estava escrito:
Poesia é quando a tarde está competente para dálias.
É quando
Ao lado de um pardal o dia dorme antes.
Quando o homem faz sua primeira lagartixa.
É quando um trevo assume a noite
E um sapo engole as auroras.


V

Formigas carregadeiras entram em casa de bunda.


VI

As coisas que não têm nome são mais pronunciadas por crianças.


VII

No descomeço era o verbo.
Só depois é que veio o delírio do verbo.
O delírio do verbo estava no começo, lá onde a criança diz:
Eu escuto a cor dos passarinhos.
A criança não sabe que o verbo escutar não funciona para cor, mas para som.
Então se a criança muda a função de um verbo, ele delira.
E pois.
Em poesia que é voz de poeta, que é a voz
de fazer nascimentos —
O verbo tem que pegar delírio.


VIII

Um girassol se apropriou de Deus: foi em Van Gogh.


IX

Para entrar em estado de árvore é preciso
partir de um torpor animal de lagarto às
3 horas da tarde, no mês de agosto.
Em 2 anos a inércia e o mato vão crescer em nossa boca.
Sofreremos alguma decomposição lírica até o mato sair na voz .
Hoje eu desenho o cheiro das árvores.


X

Não tem altura o silêncio das pedras



Por Manoel de Barros


segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Halloween! Que tal um Dia das Bruxas inusitado e especial?







BEM-ESTAR ATRAVÉS DA CONSCIÊNCIA



Jornada da Consciência LV



Dia das Bruxas x Halloween



   Entre o pôr-do-sol do dia 31 de outubro e 1° de novembro,
acontece o evento mágico do dia das bruxas,
que é uma tradição nos países anglo-saxônicos, e
é uma comemoração repleta de mistério e magia,
quando as crianças batem nas portas perguntando: doces ou travessuras?

  O sentido desse dia pode ser meditar e
podemos usar a simbologia para autoconhecimento.

Que tal?

Toc toc toc...

Doces ou travessuras?

 O caldeirão pode representar transformação e renovação.

O que você quer transformar ou renovar na sua vida?

A varinha mágica para dar vida às poções mágicas pode representar
o seu poder espiritual de manifestar encantamentos em sua vida.

O que você mais quer manifestar na sua vida hoje?

A taça de prata usada para beber as poções mágicas pode representar
o seu sabor por degustar a vida em sua plenitude.

Qual é a atividade que você mais gosta de fazer
e há tempos não tem feito?

O incenso pode representar os bons aromas que trazem
lembranças e boas recordações de momentos felizes.

Pensando em aromas, qual é e qual a lembrança feliz que você recorda?

A vassoura pode representar a transformação do negativo em positivo na sua vida.

O que pode ser transformado de negativo em positivo em sua vida?
Comece já, agora!

As velas podem representar a luz da sua alma manifestando a sua missão de vida,
aquilo que você mais gosta de fazer.

O que você mais gosta de fazer e que te faz feliz e
que você faria até de graça?

A poção da sorte pode representar a gratidão que você tem por tudo na sua vida.

Simplesmente agradeça, por tudo,
absolutamente tudo da sua vida!

Um diário mágico pode representar a alegria em registrar os conhecimentos,
experiências e aprendizados do seu dia-a-dia.

Olhando para trás o que você pode registrar hoje como evolução,
como uma experiência que trouxe um aprendizado?

O chapéu da bruxa em forma de um cone pode representar a
sua capacidade de conexão com os seres etéreos e
com seu anjo de guarda.

Já conversou com seu anjo de guarda hoje?
Já pediu proteção para o seu dia?
Já agradeceu pela companhia do seu anjo durante todo o seu dia?

As abóboras com velas acesas em seu interior
podem representar a interiorização,
o seu poder de se conectar consigo mesmo(a).

Já ficou com você hoje?

Que tal celebrar a magia da vida?

Que tal ter gratidão por mais um dia de vida?

Que tal fazer de cada dia uma magia especial?

Que tal espalhar amor?

Que tal ser feliz?







Boa jornada através da consciência!



Boa viagem ao autoconhecimento!





TERAPEUTA DE FREQUÊNCIA VIBRACIONAL



Estou à disposição para atender você.





segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Proibido de Pablo Neruda







Proibido


"É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.

É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,
Não transformar sonhos em realidade.

É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.

É proibido deixar os amigos
Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.

É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,
Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.

É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,
Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.

É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,
Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.

É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,
Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.

É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,
Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.

É proibido não buscar a felicidade,
Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual."

Pablo Neruda

sábado, 1 de outubro de 2016

Aromas Espirituais








Um Processo Alquímico de Purificação Interior



Hui-neng (638-713) monge zen budista ensinou o caminho da sabedoria usando a metáfora dos Perfumes Espirituais. Em certa ocasião, falando a uma grande quantidade de pessoas que se haviam reunido para ouvi-lo, ele ensinou sobre cinco perfumes sutis:

Primeiro -  perfume da moralidade.

Quando não há erro em nossa própria mente, quando não há mal, nem inveja, nem ciúme, nem cobiça ou ódio, nem roubo ou agressão, isso é chamado de perfume da moralidade.

Segundo - perfume da estabilidade.

A capacidade de ver as características boas e más dos objetos sem que haja perturbação em nossa própria mente é chamada de perfume da estabilidade.

Terceiro - perfume da sabedoria.

Quando a nossa própria mente não tem obstrução, e sempre observa com lucidez a nossa própria natureza, não fazemos nada que seja mau. Mesmo quando fazemos algo bom, nossa mente não se apega a isso. Respeitosos em relação aos mais velhos e amáveis em relação aos mais jovens, somos simpáticos e solidários para com os que sofrem e os que são pobres. Isso é chamado de perfume da sabedoria.

Quarto -  perfume da libertação.

Quando a nossa própria mente não se fixa em objetos, não pensa no que é bom, não pensa no que é ruim, está livre e não-obstruída, isso é chamado de perfume da libertação.

Quinto - perfume do conhecimento e da visão libertados.

Quando nossa própria mente não está fixada em nada, nem no que é bom nem no que é mau, ela não se afunda na vacuidade mas se mantém na quietude. Devemos estudar amplamente e aprender muito, reconhecer a nossa própria mente original e dominar os princípios dos Buddhas, harmonizar a iluminação com o modo de lidar com as pessoas, estar livres da personalidade egoísta, e ser imutáveis até alcançar a verdadeira natureza da iluminação. Isso é chamado de perfume da visão e do conhecimento libertados.


E Hui-neng concluiu:

“Bons amigos, esses perfumes são efeitos internos dentro de cada indivíduo. Não os busquem externamente”.  


Há quem ignore o fato de que uma vida simples e pura possibilita a estabilidade mental e emocional. Alguns não sabem que a estabilidade permite o surgimento da sabedoria. Desconhecem que a sabedoria abre as portas da liberdade interior. 

Conhecer este caminho, porém, não é algo que se faça com palavras. Tal conhecimento só pode ser adquirido vivencialmente, passo a passo e com esforço próprio. O caminho da sabedoria é longo e requer atenção. A vida testa, o tempo todo, o discernimento do aprendiz. 

A aromaterapia do espírito é uma ciência complexa, e é preciso estar constantemente atento para conhecê-la a fundo e assim produzir os odores morais que mudam a vida para melhor.  


Fonte:

Vera Guedes Portal





“Existe um olfato moral, assim
como um olfato físico, meu amigo”

Um Raja Iogue dos Himalaias [1]




A filosofia esotérica afirma que há na natureza uma escala de odores, e que ela é similar à escala de sons e ao espectro das cores.[2]  Este princípio filosófico e alquímico está ligado à moderna ciência da aromaterapia. Ele se baseia na constatação de que  a combinação de certos aromas tem efeitos físicos, emocionais e morais de caráter benéfico e curativo. Isso explica, por exemplo,  o uso milenar de incensos, como prática que facilita a elevação da consciência durante meditações e reflexões.

Em aromaterapia, para citar um exemplo, o eucalipto é visto como uma árvore cujo cheiro tem o efeito de libertar da preocupação, da melancolia e da tristeza. Diferentes aromas e óleos essenciais produzem os mais diferentes efeitos benéficos sobre a consciência humana.  

O filósofo romano Lúcio Sêneca parece haver conhecido a aromaterapia. Aparentemente, ele também percebeu que a “terapia dos aromas” pode atuar não só a partir do plano físico para a alma, mas também tem efeitos quando se irradia da alma imortal para os planos inferiores da vida.

Porque Sêneca escreveu:

“Há certos componentes medicinais que, sem serem degustados ou tangidos, agem pelo odor. Assim é a virtude. Sua utilidade, mesmo à distância e escondida, exala, seja ela efervescente e desimpedida de qualquer coação, seja ela cerceada em sua expansão ou obrigada ao toque de recolher. Ainda que inativa, tácita, presa com rigor total ou aberta com plena naturalidade, ela, em qualquer hipótese, é frutífera.” [3]

A virtude, no sentido clássico, não significa submissão hipócrita e aparente a um dogma externo.  Longe disso.  A virtude  é o dharma, o dever interior, a natureza essencial de um ser humano. O ser que tem virtude é aquele  que está ligado à sua própria essência.

Hui-neng, o sexto patriarca do budismo Zen, nasceu no ano de 638 e morreu em 713 da era cristã. Assim como Sêneca, ele tinha noção clara da importância de uma vida austera e digna.

Hui-neng  ensinou o caminho da sabedoria usando a metáfora dos perfumes espirituais. Em certa ocasião, falando a uma grande quantidade de pessoas que se haviam reunido para ouvi-lo, ele ensinou sobre cinco perfumes sutis:

1) “O primeiro é o perfume da moralidade. Quando não há erro em nossa própria mente, quando não há mal, nem inveja,  nem ciúme, nem cobiça ou ódio, nem roubo ou agressão, isso é chamado de perfume da moralidade.”

2) “O segundo é o perfume da estabilidade. A capacidade de ver as características boas e más dos objetos sem que haja perturbação em nossa própria mente é chamada de perfume da estabilidade.”

3) “O terceiro é o perfume da sabedoria. Quando a nossa própria mente não tem obstrução, e sempre observa com lucidez a nossa própria natureza, não fazemos nada que seja mau. Mesmo quando fazemos algo bom, nossa mente não se apega a isso. Respeitosos em relação aos mais  velhos e amáveis em relação aos mais jovens, somos simpáticos e solidários para com os que sofrem e os que são pobres.  Isso é chamado de perfume da sabedoria.”

4) “O quarto é o perfume da libertação. Quando a nossa própria mente não se fixa em objetos, não pensa no que é bom, não pensa no que é ruim, está livre e não-obstruída,  isso é chamado de perfume da libertação.”

5) “O quinto é o perfume do conhecimento e da visão libertados. Quando nossa própria mente não está fixada em nada, nem no que é bom nem no que é mau, ela não se afunda na vacuidade mas se mantém na quietude. Devemos estudar amplamente e aprender muito, reconhecer a nossa própria mente original e dominar os princípios dos Buddhas, harmonizar a iluminação com o modo de lidar com as pessoas, estar livres da personalidade egoísta, e ser imutáveis até alcançar a verdadeira natureza da iluminação.  Isso é chamado de perfume da visão  e do conhecimento libertados.”

E Hui-neng concluiu:

“Bons amigos, esses perfumes são efeitos internos dentro de cada indivíduo. Não os busquem externamente”. [4]

Há quem ignore o fato de que uma vida simples e pura possibilita a estabilidade mental e emocional.  Alguns  não sabem  que a estabilidade permite o surgimento da sabedoria.  Desconhecem que a sabedoria abre as portas da liberdade interior.  

Conhecer este caminho, porém,  não é algo que se faça com palavras.  Tal conhecimento só pode ser adquirido vivencialmente, passo a passo e com esforço próprio.  O caminho da sabedoria é longo e requer atenção. A vida testa, o tempo todo, o discernimento do aprendiz. 

A aromaterapia do espírito é uma ciência complexa,  e é preciso estar constantemente atento para conhecê-la a fundo e assim produzir os  odores morais que mudam a vida para melhor.   



Por Carlos Cardoso Aveline



NOTAS:

[1] “Cartas dos Mahatmas Para A.P. Sinnett”, Editora Teosófica, Brasília, edição em dois volumes, ver volume I, Carta 42, p. 192.

[2] Veja o artigo “The Harmonics of Smell”, atribuído a H.P. Blavatsky mas que provavelmente foi escrito em parte por um Raja Iogue: “Collected Writings of H.P. Blavatsky”, TPH, India, volume IV, pp. 177-179.

[3] “A Tranquilidade da Alma - A Vida Retirada”, Sêneca, Editora Escala, SP, 110 pp., ver pp. 43-44.

[4] “The Sutra of Hui-neng, Grand Master Zen” , Translated by Thomas Cleary, Shamballa Publications,  Boston & London, 1998, 162 pp.,ver pp. 37-38.


Fonte:

www . Filosofia Esoterica . com 

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Bem no fundo Por Paulo Leminski








Bem no fundo

No fundo, no fundo,
bem lá no fundo,
a gente gostaria
de ver nossos problemas
resolvidos por decreto

a partir desta data,
aquela mágoa sem remédio
é considerada nula
e sobre ela — silêncio perpétuo

extinto por lei todo o remorso,
maldito seja quem olhar pra trás,
lá pra trás não há nada,
e nada mais

mas problemas não se resolvem,
problemas têm família grande,
e aos domingos
saem todos a passear
o problema, sua senhora
e outros pequenos probleminhas.


Paulo Leminski

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Manoel de Barros: Os deslimites da palavra







Os deslimites da palavra



Ando muito completo de vazios.
Meu órgão de morrer me predomina.
Estou sem eternidades.
Não posso mais saber quando amanheço ontem.
Está rengo de mim o amanhecer.
Ouço o tamanho oblíquo de uma folha.
Atrás do ocaso fervem os insetos.
Enfiei o que pude dentro de um grilo o meu destino.
Essas coisas me mudam para cisco.
A minha independência tem algemas.

Manoel de Barros

terça-feira, 12 de julho de 2016

Poema Das Pedras de Cora Coralina






Das Pedras


Ajuntei todas as pedras
que vieram sobre mim.
Levantei uma escada muito alta
e no alto subi.
Teci um tapete floreado
e no sonho me perdi.

Uma estrada,
um leito,
uma casa,
um companheiro.
Tudo de pedra.

Entre pedras
cresceu a minha poesia.
Minha vida…
Quebrando pedras
e plantando flores.

Entre pedras que me esmagavam
Levantei a pedra rude
dos meus versos.

Cora Coralina


domingo, 26 de junho de 2016

O Tapetinho Vermelho







"Uma pobre mulher morava em humilde casa com sua neta, que estava muito doente.

Como não tinha dinheiro para levá-la a um médico e, vendo que, apesar de seus muitos cuidados, a menina piorava a cada dia, com muita dor no coração, resolveu deixá-la sozinha e ir à pé até a cidade mais próxima, em busca de ajuda.

No único hospital da região, foi-lhe dito que os médicos não poderiam se deslocar até sua casa; ela teria que trazer a menina para ser examinada.

Desesperada, por saber que sua neta não conseguiria sequer levantar-se da cama, ao passar em frente a uma igreja resolveu entrar.

Algumas senhoras estavam ajoelhadas fazendo suas orações. 

E ela também se ajoelhou.

Ouviu as orações daquelas mulheres e quando teve oportunidade, também levantou sua voz e disse:

“Olá, Deus, sou eu, a Maria.

Olha, a minha neta está muito doente.

Eu gostaria que o Senhor fosse lá curá-la.

Deus, o meu endereço é...

As demais senhoras estranharam o jeito daquela oração, mas continuaram ouvindo.

“É muito fácil, é só o Senhor seguir o caminho das pedras e, quando passar o rio com a ponte, o Senhor entra na segunda estradinha de barro. Passa a vendinha. A minha casa é o último barraquinho daquela ruazinha.”

As senhoras que tudo acompanhavam esforçavam-se para não rir.

Ela continuou:

“Olha Deus, a porta tá trancada, mas a chave fica embaixo do tapetinho vermelho na entrada.

Por favor, Senhor, cure a minha netinha.

Muito obrigada, Deus.”

E quando todas achavam que já tinha acabado, ela complementou:

“Ah! Senhor, por favor, não se esqueça de colocar a chave de novo embaixo do tapetinho vermelho, senão eu não consigo entrar em casa.

Gratidão, Senhor, Deus.”

Depois que Dona Maria foi embora, as demais senhoras soltaram o riso e ficaram comentando como é triste descobrir que as pessoas não sabem nem orar.

Dona Maria voltou para casa.

E ao chegar em casa, assim que entrou, não pode se conter de tanta alegria, ao ver a menina sentada no chão, brincando com suas bonecas.

“Menina, você já está de pé?”

E a menina, olhando carinhosamente para a avó, disse:

“Um médico esteve aqui, vovó.

Deu-me um beijo na testa e disse que eu ia ficar boa.

E eu fiquei boa. Ele era tão bonito, vovó.

Sua roupa era tão branquinha que parecia até que brilhava.

Ah! ele mandou lhe dizer que foi fácil achar a nossa casa e que ele ia deixar a chave debaixo do tapetinho vermelho, do jeitinho que a senhora pediu."

Desconheço a autoria.




Reflexão:

"Deus não quer palavras bonitas, Ele quer palavras sinceras."

"Deus sabe o que lhes é necessário, antes de vós pedirdes."

domingo, 12 de junho de 2016

A Borboleta







A Borboleta

"Tal qual uma borboleta
assim também somos nós.
Um dia somos lagartas
a se arrastar pelo mundo.
Noutro somos casulos,
para deste mundo esconder,
se proteger.
E com a mudança somos transformados
em belos e multicoloridos seres alados
que buscamos com nossa beleza encantar
o lugar onde vivemos.
Mas como as borboletas,
a vida também é breve.
E com uma rajada de vento...
a vida se esvai...
E o que sobra?
Nossa essência,
que esquecemos de semear..."


Poema de Eliane Cristina Ribeiro


quarta-feira, 1 de junho de 2016

Poema O menino que carregava água na peneira de Manoel de Barros






O menino que carregava água na peneira



Tenho um livro sobre águas e meninos.
Gostei mais de um menino
que carregava água na peneira.

A mãe disse que carregar água na peneira
era o mesmo que roubar um vento e
sair correndo com ele para mostrar aos irmãos.

A mãe disse que era o mesmo
que catar espinhos na água.
O mesmo que criar peixes no bolso.

O menino era ligado em despropósitos.
Quis montar os alicerces
de uma casa sobre orvalhos.

A mãe reparou que o menino
gostava mais do vazio, do que do cheio.
Falava que vazios são maiores e até infinitos.

Com o tempo aquele menino
que era cismado e esquisito,
porque gostava de carregar água na peneira.

Com o tempo descobriu que
escrever seria o mesmo
que carregar água na peneira.

No escrever o menino viu
que era capaz de ser noviça,
monge ou mendigo ao mesmo tempo.

O menino aprendeu a usar as palavras.
Viu que podia fazer peraltagens com as palavras.
E começou a fazer peraltagens.

Foi capaz de modificar a tarde botando uma chuva nela.
O menino fazia prodígios.
Até fez uma pedra dar flor.

A mãe reparava o menino com ternura.
A mãe falou: Meu filho você vai ser poeta!
Você vai carregar água na peneira a vida toda.

Você vai encher os vazios
com as suas peraltagens,
e algumas pessoas vão te amar por seus despropósitos!

Manoel de Barros

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Projeto de limpeza do oceano: The Ocean Cleanup







THE PLASTIC POLLUTION PROBLEM


About 8 million tons of plastic enters the ocean every year (Jambeck et al., 2015). Part of this accumulates in 5 areas where currents converge: the gyres. At least 5.25 trillion pieces of plastic are currently in the oceans (Eriksen et al., 2014), a third of which is concentrated in the infamous Great Pacific Garbage Patch (Cózar et al., 2014).

This plastic pollution will continue to inflict damage on the following in the decades to come:



ENVIRONMENT

At least one million seabirds and one hundred thousand marine mammals die each year due to plastic pollution (Laist, 1997). The survival of at least 100 species (Gall et al., 2015), including the Hawaiian Monk Seal and Loggerhead Turtle, could be jeopardized by plastic debris (Derraik, 2002). Plastic pollution is also a carrier of invasive species, threatening native ecosystems (Barnes, 2005).



ECONOMY

Plastic pollution causes at least 13 billion U.S. dollars in damage every year to industries that include fishing, shipping and tourism (UNEP 2014). The US West Coast states spend approximately $500 million every year to clean up their beaches. The cost of removing debris from beaches averages $1,500 per ton and can reach up to $25,000 per ton (APEC 2009).



HEALTH

Ocean plastic adsorbs toxic chemicals (including PCBs and DDTs), increasing their concentration by a million (Mato et al., 2001). These persistent organic pollutants enter and bio-accumulate in the food chain, resulting in an even higher concentration of pollutants in fish (Tanaka et al., 2013), including species consumed by humans. Health effects linked to these chemicals are: cancer, malformation and impaired reproduction (Takada, oceanhealthindex.org).




Acesse aqui:






quarta-feira, 9 de março de 2016

A história do poeta Raimundo Arruda Sobrinho ex-mendigo






Ele viveu 35 anos na rua escrevendo em um caderno. Até o dia em que uma moça leu tudo e mostrou ao mundo

Ele viveu 35 anos na rua e ficou 20 sem ver os familiares. A história de Raimundo Arruda Sobrinho, ex-mendigo, é surpreendente.

Raimundo vivia pelas ruas de São Paulo, escrevendo poemas em seu caderninho e sem ser notado pelas pessoas que passavam ao seu redor e o julgavam como louco.

Invisível aos seus olhos, ele vestia-se de sacos de lixo pretos e, por ter problemas para se locomover, passava boa parte do dia em um banquinho de madeira.

Mas o que muitos não sabiam era que ele era um homem com um passado incrível: culto, amante de livros e de música clássica.

É melhor não estragar a história e você ir direto clicar no play.

O final é simplesmente emocionante!

Fonte: Best of Web



sexta-feira, 4 de março de 2016

Sobre o medo...









"Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano, ele treme de medo.

Olha para trás, para toda a jornada... os cumes, as montanhas, o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre.

Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar atrás.

Ninguém pode voltar. Voltar é impossível na existência. Você pode apenas ir em frente. O rio precisa se arriscar e entrar no oceano.

E, somente quando ele entra no oceano, é que o medo desaparece.

E, então, o rio saberá, que não se trata de desaparecer no oceano, mas de tornar-se oceano. Por um lado é desaparecimento, e por outro lado, é renascimento."

Osho