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quarta-feira, 20 de maio de 2015
...respirar...
"Podemos descobrir o espaço interior criando lacunas no fluxo de pensamentos. Sem elas, o pensamento se torna repetitivo, desprovido de inspiração, sem nenhuma centelha criativa - e é assim que ele é para a maioria das pessoas. Não precisamos nos preocupar com a duração dessas lacunas. Alguns segundos bastam.
Aos poucos, elas irão aumentar por si mesmas, sem nenhum esforço de nossa parte. Mais importante do que fazer com que sejam longas é criá-las com frequência para que nossas atividades diárias e nosso fluxo de pensamento sejam entremeados por espaços.
Certa ocasião alguém me mostrou a programação anual de uma grande organização espiritual. Quando a examinei, fiquei impressionado pela rica seleção de seminários e palestras interessantes. A pessoa me perguntou se eu poderia recomendar uma ou duas atividades.
"Não sei, não. Todas elas me parecem muito interessantes. Mas eu conheço esta: tome consciência da sua respiração sempre que puder, toda vez que se lembrar. Faça isso durante um ano e terá uma experiência transformadora bem mais forte do que a participação em qualquer uma dessas atividades. E é de graça."
Tomar consciência da respiração faz com que a atenção se afaste do pensamento e produz espaço. É uma maneira de gerar consciência.
Embora a plenitude da consciência já esteja presente como o não-manifestado, estamos aqui para levar a consciência a essa dimensão.
Tome consciência da sua respiração. Observe a sensação do ato de respirar. Sinta o movimento de entrada e saída do ar ocorrendo em seu corpo. Veja como o peito e o abdômen se expande e se contrai ligeiramente quando você inspira e expira.
Basta uma respiração consciente para produzir espaço onde antes havia a sucessão ininterrupta de pensamentos. Uma respiração consciente (duas ou três seria ainda melhor) feita muitas vezes ao dia é uma maneira excelente de criar espaços em sua vida.
Mesmo que você medite sobre sua respiração por duas horas ou mais, o que é uma prática adotada por algumas pessoas, uma respiração basta para deixá-lo consciente. O resto são lembranças ou expectativas, isto é, pensamentos.
Na verdade, respirar não é algo que façamos, mas algo que testemunhamos. A respiração acontece por si mesma. Ela é produzida pela inteligência inerente ao corpo.
Portanto, basta observá-la. Essa atividade não envolve nem tensão nem esforço. Além disso, note a breve suspensão do fôlego - sobretudo no ponto de parada no fim da expiração - antes de começar a inspirar de novo.
Muitas pessoas têm a respiração curta, o que não é natural. Quanto mais tomamos consciência da respiração, mais sua profundidade se estabelece sozinha.
Como a respiração não tem forma própria, ela tem sido equiparada ao espírito - a Vida sem uma forma específica - desde tempos ancestrais.
"O Senhor Deus formou, pois, o homem do barro da terra, e inspirou-lhe nas narinas um sopro de vida; e o homem se tornou um ser vivente."
A palavra alemã para respiração - atmen - tem origem no termo sânscrito atman, que significa o espírito divino que nos habita, ou o Deus interior.
O fato de a respiração não ter forma é uma das razões pelas quais a consciência da respiração é uma maneira eficaz de criar espaços na nossa vida, de produzir consciência. Ela é um excelente objeto de meditação justamente porque não é um objeto, não tem contorno nem forma.
O outro motivo é que a respiração é um dos mais sutis e aparentemente insignificantes fenômenos, a "menor coisa", que, segundo Nietzsche, constitui a "melhor felicidade". Cabe a você decidir se vai ou não praticar a consciência da respiração como verdadeira meditação formal.
No entanto, a meditação formal não substitui o empenho em criar a consciência do espaço na sua vida cotidiana.
Ao tomarmos consciência da respiração, nos vemos forçados a nos concentrar no momento presente - o segredo de toda a transformação interior, espiritual.
Sempre que nos tornamos conscientes da respiração, estamos absolutamente no presente. Percebemos também que não conseguimos pensar e nos manter conscientes da respiração ao mesmo tempo.
A respiração consciente suspende a atividade mental. No entanto, longe de estarmos em transe ou semi-despertos, permanecemos acordados e alerta. Não ficamos abaixo do nível do pensamento, e sim acima dele.
E, se observarmos com mais atenção, veremos que essas duas coisas - nosso pleno estado de presença e a interrupção do pensamento sem a perda da consciência - são, na verdade a mesma coisa: o surgimento da consciência do espaço."
Livro O Despertar de uma Nova Consciência de Eckhart Tolle
domingo, 30 de novembro de 2014
Quem vive, respira...
Por trás de nossos atos, palavras e pensamentos, ao longo de todos os dias e noites da vida, respiramos. Incessantemente, trilhões de vezes, tão sem esforço que mal dá para notar. Podemos viver muitos dias sem comida, alguns sem água, nem cinco minutos sem ar. A troca que acontece nos delicados alvéolos pulmonares tem que ser constante: entra oxigênio, sai gás carbônico. É uma lei primária de sobrevivência.
Mas isso não quer dizer que sempre respiramos bem. Prendemos a respiração, sem perceber, em momentos de susto ou medo; ficamos sem ar diante de uma notícia grave, esquecemos de respirar quando preocupados com alguma coisa. São paradas que refletem um estado de tensão e servem para aumentá-la. Uma pessoa que fuma acende um cigarro nessa hora e dá uma tragada funda. Outra, com noções de meditação e yoga, vai fazer um esforço consciente para trazer a respiração de volta. Porque não é só a troca de oxigênio por gás carbônico que interessa: há um ritmo de vida que a respiração comanda, e o movimento do ar, seja puro ou poluído, mexe com a energia mental ao passar pelas vias aéreas superiores.
A respiração rápida excita, a respiração lenta acalma. A rápida é forte, curta, incompleta. A lenta é suave, longa, profunda: o ar chega até o fundo dos pulmões e beneficia os órgãos internos com sua massagem. O coração, músculo soberano que precisa bater direito para fazer circular o sangue e as emoções, reage imediatamente às mudanças de ritmo respiratório. Não pode ser controlado diretamente, mas obedece à respiração e se organiza quando ela é tranquila.
Morar nas cidades quase que obriga a tomar consciência da respiração. Grande parte da atividade cotidiana envolve andar por vias cheias de gente, motos, carros e ônibus poluentes, letreiros, barulho, perigo. O estresse é inevitável.
Um modo de recuperar o equilíbrio, mesmo no engarrafamento ou na fila do supermercado, é prestar atenção à respiração e fazê-la lenta, longa e profunda. Nada mais monótono: inspira, expira. Nem mais contínuo: inspira, expira.
Poderia ser um tédio. Não é. Aos poucos a pessoa observa com mais calma a passagem do ar pelas narinas e sua descida pelos tubos respiratórios, o modo como o ar enche o peito e a barriga e logo os esvazia, e de repente uma sensação de leveza cintilante está tomando conta da cabeça. Respirar torna-se grande como o céu, como o mar. Nuvens e ondas vão e vêm. Tudo em um espaço interior novo, que aumenta a superfície de contato da pessoa consigo mesma. No fim, observar a respiração é uma forma pessoal de meditação que pode acontecer a qualquer hora, em qualquer lugar, pelo prazer de aquietar a mente e entrar nessa camada suave de existência.
Alguma disciplina pode ser necessária no início ~ por exemplo, contar os tempos da inspiração e da expiração: de 1 a 5 inspirando, de 6 a 10 expirando. Quando esse ritmo estiver estabelecido, manter a inspiração em 5 tempos e ir alongando a expiração até 15, ou mais. Tomar fôlego, inspirando rapidamente uma boa quantidade de ar para soltá-lo aos poucos, é o que fazemos naturalmente ao rezar, cantar ou recitar mantras, que também nos sossegam.
Além disso, a poluição das cidades é menos prejudicial para quem respira bem. As mucosas por onde passa o ar têm cílios minúsculos formando um tapetinho onde fica presa a sujeira. Basta lavar o nariz e a garganta, à noite, para livrar-se dela.
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DICA: regador de nariz barato e eficiente?
www.nasalpote.com.br
Fonte:
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
...respira...
"Ao respirar,
respira longa e profundamente,
respira lenta e suavemente,
respira a suave e doce simplicidade da vida,
tão plena de energia,
tão plena de amor.
É amor de Deus o que estás respirando.
Respira profundamente e poderás senti-lo.
Respira muito,
muito profundamente
e o amor te fará chorar de alegria.
Porque conheceste teu Deus
e teu Deus te presenteou com a tua alma."
Neale Donald Walsh
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
A Respiração / Eckhart Tolle
Podemos descobrir o espaço interior criando lacunas no fluxo de pensamentos. Sem elas, o pensamento se torna repetitivo, desprovido de inspiração, sem nenhuma centelha criativa - e é assim que ele é para a maioria das pessoas. Não precisamos nos preocupar com a duração dessas lacunas. Alguns segundos bastam.
Aos poucos, elas irão aumentar por si mesmas, sem nenhum esforço de nossa parte. Mais importante do que fazer com que sejam longas é criá-las com frequência para que nossas atividades diárias e nosso fluxo de pensamento sejam entremeados por espaços.
Certa ocasião alguém me mostrou a programação anual de uma grande organização espiritual. Quando a examinei, fiquei impressionado pela rica seleção de seminários e palestras interessantes. A pessoa me perguntou se eu poderia recomendar uma ou duas atividades.
"Não sei, não. Todas elas me parecem muito interessantes. Mas eu conheço esta: tome consciência da sua respiração sempre que puder, toda vez que se lembrar. Faça isso durante um ano e terá uma experiência transformadora bem mais forte do que a participação em qualquer uma dessas atividades. E é de graça."
Tomar consciência da respiração faz com que a atenção se afaste do pensamento e produz espaço. É uma maneira de gerar consciência.
Embora a plenitude da consciência já esteja presente como o não-manifestado, estamos aqui para levar a consciência a essa dimensão.
Tome consciência da sua respiração. Observe a sensação do ato de respirar. Sinta o movimento de entrada e saída do ar ocorrendo em seu corpo. Veja como o peito e o abdômen se expande e se contrai ligeiramente quando você inspira e expira.
Basta uma respiração consciente para produzir espaço onde antes havia a sucessão ininterrupta de pensamentos. Uma respiração consciente (duas ou três seria ainda melhor) feita muitas vezes ao dia é uma maneira excelente de criar espaços em sua vida.
Mesmo que você medite sobre sua respiração por duas horas ou mais, o que é uma prática adotada por algumas pessoas, uma respiração basta para deixá-lo consciente. O resto são lembranças ou expectativas, isto é, pensamentos.
Na verdade, respirar não é algo que façamos, mas algo que testemunhamos. A respiração acontece por si mesma. Ela é produzida pela inteligência inerente ao corpo.
Portanto, basta observá-la. Essa atividade não envolve nem tensão nem esforço. Além disso, note a breve suspensão do fôlego - sobretudo no ponto de parada no fim da expiração - antes de começar a inspirar de novo.
Muitas pessoas têm a respiração curta, o que não é natural. Quanto mais tomamos consciência da respiração, mais sua profundidade se estabelece sozinha.
Como a respiração não tem forma própria, ela tem sido equiparada ao espírito - a Vida sem uma forma específica - desde tempos ancestrais.
"O Senhor Deus formou, pois, o homem do barro da terra, e inspirou-lhe nas narinas um sopro de vida; e o homem se tornou um ser vivente."
A palavra alemã para respiração - atmen - tem origem no termo sânscrito atman, que significa o espírito divino que nos habita, ou o Deus interior.
O fato de a respiração não ter forma é uma das razões pelas quais a consciência da respiração é uma maneira eficaz de criar espaços na nossa vida, de produzir consciência. Ela é um excelente objeto de meditação justamente porque não é um objeto, não tem contorno nem forma.
O outro motivo é que a respiração é um dos mais sutis e aparentemente insignificantes fenômenos, a "menor coisa", que, segundo Nietzsche, constitui a "melhor felicidade". Cabe a você decidir se vai ou não praticar a consciência da respiração como verdadeira meditação formal.
No entanto, a meditação formal não substitui o empenho em criar a consciência do espaço na sua vida cotidiana.
Ao tomarmos consciência da respiração, nos vemos forçados a nos concentrar no momento presente - o segredo de toda a transformação interior, espiritual.
Sempre que nos tornamos conscientes da respiração, estamos absolutamente no presente. Percebemos também que não conseguimos pensar e nos manter conscientes da respiração ao mesmo tempo.
A respiração consciente suspende a atividade mental. No entanto, longe de estarmos em transe ou semi-despertos, permanecemos acordados e alerta. Não ficamos abaixo do nível do pensamento, e sim acima dele.
E, se observarmos com mais atenção, veremos que essas duas coisas - nosso pleno estado de presença e a interrupção do pensamento sem a perda da consciência - são, na verdade a mesma coisa: o surgimento da consciência do espaço.
Livro O Despertar de uma Nova Consciência de Eckhart Tolle
terça-feira, 24 de julho de 2012
O verdadeiro 'viver' é através do 'sentir' por Christine Day
True living is feeling. Feeling and breathing, through the heart, connecting naturally to the light of the Self.
O verdadeiro viver é sentido. Sentindo e respirando, através do coração, conectando naturalmente à luz do Ser.
It is time for you to begin to open up to your own manifesting abilities by awakening to yourself and taking back your power.
É hora de você começar a abrir-se para suas próprias habilidades manifestas pelo seu despertar e retomar o seu poder.
When you surrender your ego mind to your heart you create a direct connection to the light of the Self. #heart over ego
Quando você entrega a sua mente egóica para o seu coração, você cria uma conexão direto com a luz do Ser. #coração sobre o ego.
As you bring your consciousness into an experience and take a breath, your experiences begin to expand, change, or deepen.
À medida que você trouxer a sua consciência para uma experiência e tomar uma respiração, suas experiências começam a se expandir, alterar ou aprofundar.
As you come to live more and more in the heart, you will begin to experience a change in how you meet life's surprises. #no fear
À medida que você vir a viver cada vez mais no coração, você começará a experimentar uma mudança na forma como você se encontra com as surpresas da vida. #não tema
The walls around your heart may protect you from situations and people, but they close you off from your inner guidance.
As paredes em torno do seu coração podem protegê-lo de situações e pessoas, mas elas se fecham para a sua orientação interior.
By completing the self-healing process you will begin to open up into a very different relationship with your physical body.
Ao completar o processo de autocura, você começará a se abrir para uma relação muito diferente com seu corpo físico.
Once you clear, align with, begin to consciously live through your heart, you'll become a conscious co-creator of your world.
Depois de limpar, alinhar, e começar a viver conscientemente através de seu coração, você vai se tornar um co-criador consciente do seu mundo.
Feel your feelings, then with love and compassion forgive yourself. Part of our learning in this lifetime is self-forgiveness.
Sinta seus sentimentos e, em seguida, com amor e compaixão perdoe a si mesmo. Parte de nosso aprendizado nesta vida é o autoperdão.
If you feel that something is missing from life, it could be your connection to the Universal Consciousness.
Se você sente que algo está faltando na vida, ela poderia ser a sua conexão com a Consciência Universal.
The ego's true purpose is to help you organize things in your life and generally keeping the 3rd dimensional things in order.
O verdadeiro propósito do ego é ajudar você a organizar as coisas na sua vida e geralmente manter as coisas da 3ª dimensão em ordem.
You may heal one layer of an issue and have another level of the same issue surface so you can clear another level of emotion.
Você pode curar uma camada de uma questão e ter outro nível da mesma questão na superfície; então você poderá limpar um outro nível dessa emoção.
As you move into a deeper level of awakening you will connect with many other people who are here to support you.
Conforme você move para um nível mais profundo do seu despertar, você irá se conectar com muitas outras pessoas que estão aqui para apoiá-lo.
Our all too human mistakes create ripples that open opportunities for other people to have their human experience. #we're all human
Todos os nossos demasiados erros humanos criam ondulações que abrem oportunidades para que outras pessoas tenham a sua experiência humana. #nós todos somos humanos
As you become realigned to your place on the Universal Grid your point on the grid begins to activate and pulsate with light.
À medida que você se realinha ao seu lugar na Grade Universal, o seu ponto situado na grade começa a ativar e pulsar com a luz.
You keep recreating what you need to learn until you are willing to feel and learn the lesson for your healing.
Você continua recriando o que você necessita aprender até que você esteja disposto a sentir e aprender a lição para a sua cura.
When you are truly open to living in the moment you will find and align with a new level of the life force within all things.
Quando você está realmente aberto a viver o momento, você vai encontrar e se alinhar com um novo nível de força vital em todas as coisas.
When you generate a new flow of life force within your cells the dense energy connected to illness transforms the body heals.
Quando você gerar um novo fluxo de força vital dentro de suas células, a energia densa ligada à doença transforma e cura o corpo.
The more you live through your heart and activate your own manifesting potential, the more you'll experience your true passion.
Quanto mais você viver através do seu coração e ativar a sua própria manifestação potencial, mais você vai experimentar sua verdadeira paixão.
It is time for you to allow an unlimited abundance of support and love into your life as well as into the cells of your body.
Já é tempo de você permitir a abundância ilimitada de apoio e amor em sua vida, bem como para as células do seu corpo.
Our ego mind holds us strongly within the 3rd dimensional illusion. We must release this habit of holding onto the mind. #heart
A nossa mente egóica nos mantém fortemente dentro da ilusão da 3ª Dimensão. Nós precisamos liberar este hábito de nos mantermos na mente. #coração
Becoming more awakened brings us into a different state of consciousness and actually changes the vibration in our cells.
Tornando-se mais desperto nos leva a um estado diferente de consciência e realmente muda a vibração em nossas células.
We must learn to let go of old emotional baggage that prevents us from being able to receive and move forward in life.
Precisamos aprender a soltar a velha bagagem emocional que nos impede de ser capaz de receber e progredir na vida.
Everything that we do creates a wave of energy that goes out into the world and can make a difference on this earth plane.
Tudo o que fazemos cria uma onda de energia que sai para o mundo e pode fazer a diferença neste plano terrestre.
You keep recreating what you need to learn until you are willing to feel and learn the lesson for your healing.
Você continua recriando o que você precisa aprender até que esteja disposta a sentir e aprender a lição para sua cura.
Christine Day
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sábado, 23 de junho de 2012
Ao respirar, respira...
"Ao respirar,
respira longa e profundamente,
respira lenta e suavemente,
respira a suave e doce simplicidade da vida,
tão plena de energia,
tão plena de amor.
É amor de Deus o que estás respirando.
Respira profundamente e poderás senti-lo.
Respira muito,
muito profundamente
e o amor te fará chorar de alegria.
Porque conheceste teu Deus
e teu Deus te presenteou com a tua alma."
Neale Donald Walsh
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Intento Por Dana Tir
Ven, ven, ven a la otra orilla
Entra en el torrente de la mente pura
Germina las semillas que viven en tu corazón
Ritos y Rezos para la Madre Tierra
Medicina de los Pueblos de Amerrikua y el Mundo.
Estás en casa
Cada trama te lleva a otra
Consciente y presente
Observa tus sueños
Viaja
Recuerda
Siente
Sabe
Camino entre las dimensiones
Sirvo a lo Divino con Alegría
Soy La Madre
Respiro
Refinando la Respiración
Respirando la Respiración
Sintonizo Maestría de la Mente
Voy mas allá de la Ilusión
Recibo Educación Optima
Optimizo la Educación
Camino con los hermanos galácticos
y con los hombres y mujeres sagrados
Ellos están Aquí
Me Elevo
Soy la Maestra que Yo Soy
Y Así Es!
Y salgo al bosque...
porque...
..."si no salgo, jamás ocurrirá nada y mi vida jamás empezará..."
Corro con los lobos
Como
Descanso
Vagabundeo en los períodos intermedios
Soy fiel
Amo a los hijos
Medito a la luz de la luna
Aguzo el oído
Cuido de los huesos
Hago el amor
Aúllo a menudo
Gracias Clari Pinkola Estés!
Vuelvo a la pequeña choza
Me nutro del ombligo de la Madre Tierra
Me siento mujer
Hago círculos
Los antepasados se reunieron en un círculo
Sanando Purificando Renaciendo
Soy Iq, la respiración, el Viento y me guía el colibrí
Toj, la ofrenda, me contacta con la vida original y sus ciclos
Con el poder del rezo
Con el Poder de la tradición oral
Herencias!
Patrimonio de la Humanidad
Sonrío
Dana Tir
Fonte:
Escuela de Sagrada Geometría del Sur del Mundo
sexta-feira, 4 de maio de 2012
O Sentido Espiritual da Crise
Onde há vida há mudança infindável.
A mudança é uma característica essencial da vida.
A morte começa aonde a mudança acaba, portanto resistir à mudança é resistir à vida. A Crise se instala quando nosso Ego, a parte consciente que dirige a vontade, se contrapõe às mudanças.
A crise é um aviso que as nossas estruturas internas foram criadas em bases falsas e precisam ser substituídas. Toda experiência negativa, todo o sofrimento é resultado de uma idéia errada. Ao contrário do que pensamos, as crises não são desencadeadas por fatores externos e sim por uma falsa visão interna.
Vivemos antes de tudo uma crise de percepção.
Podemos dizer que a crise é uma dádiva, uma sinalização de que temos que mudar para retornar ao fluxo prazeroso e evolutivo das nossas vidas. No entanto, a crise sozinha não promove a mudança, ela é fruto do nosso desejo.
Exemplificando: O canal dói porque o dente está fechado. O medo do motor e o da verdade interna é o mesmo. Quando assumimos com honestidade e coragem temos o desconforto e a dor iniciais da abertura, mas o alívio é inevitável e rápido.Se evitarmos a confrontação tomando analgésicos ou culpando os outros, a infecção se amplia para os ouvidos, os olhos e para a alma. A crise aumenta e a dor também.
O posicionamento auto-destrutivo como: “Sou mau”, “Não sou nada”, “Mereço esta dor”, também caracteriza um afastamento. As duas reações são muito semelhantes. São desonestas e covardes com os outros e consigo mesmo. Desmerecem e nos afastam do centro do problema. Se, ao contrário, diante dos primeiros desconfortos adotarmos a posição de vigília e respondermos humilde e honestamente às perguntas:
“O que não quero ver”?
“O que não quero mudar”?
Voltaremos ao ciclo evolutivo onde a vida é a melhor terapeuta quando procuramos compreende-la.
Quando detectar em você uma idéia ou comportamentos inadequados, mude, mas não se culpe.
Tenha compaixão em relação aos outros e a você. Ria de si próprio, isto acelera o processo.
Todos nós vivemos as nossas crises que se manifestam de maneira diferente, mas tem as mesmas causas:
TODAS AS CRISES SÃO GERADAS POR CONFLITOS
TODOS OS CONFLITOS TEM A MESMA ORIGEM.
O CONFLITO ORIGINAL
QUEM PENSAMOS QUE SOMOS (EGO)
QUEM REALMENTE SOMOS (ESSÊNCIA)
QUEM PENSAMOS QUE SOMOS (EGO)
Quando crianças, nos ensinaram a sermos bons meninos e meninas, o que significava que “ainda não éramos”. Ensinaram-nos que somos bons se arrumamos nosso quarto ou tiramos notas boas. A quase ninguém foi dada a noção de aprovação incondicional, um sentimento de que somos preciosos pelo que somos e não pelo que fazemos.
As pessoas que nos criaram foram criadas da mesma forma. Na realidade, as que mais nos amavam acreditavam ser responsabilidade delas nos treinar para a guerra, para que nos déssemos bem neste mundo louco. Perdemos o nosso sentido de poder próprio e o deslocamos para fontes externas.
E o que aprendemos em troca foi o medo de que não somos bons o suficiente do jeito como somos.
O medo não incentiva o aprendizado, ele nos amarra, nos tolhe e nos deixa neuróticos.
Chegamos à adolescência já avariados. O nosso Ser real era constantemente anulado por pessoas que não nos amavam e também por quem nos amava.
Na ausência do amor começamos a nos despedaçar. Formamos então, a falsa idéia que somos limitados, culpados, não merecedores, imperfeitos, etc.
Em si, o poder da mente é neutro. Temos o livre arbítrio de pensarmos o que quisermos, mas o pensamento não é neutro. Todo pensamento cria formas em algum lugar. Somos diretamente responsáveis pelo rumo que damos às nossas vidas via nossos pensamentos.
A palavra pecado significa percepção sem amor. O pensamento separado do amor é o nosso poder virado contra nós mesmos.
O Ego possui uma falsa vida própria, e como todas as formas de vida luta arduamente para sobreviver. Por isso estamos cansados de nós mesmos. Preferimos a infelicidade conhecida a sermos felizes com o novo, nos agarramos justamente àquilo de que pedimos para ser libertados.
O Ego é nosso poder mental virado contra nós mesmos.
Ele é inteligente, tem fala mansa e é manipulador como nós. Ele não é burro porque também não somos, pelo contrário, diz coisas como: “Olá, sou seu ser adulto, maduro e racional, vou ajudar você a alcançar o máximo”. Daí ele nos aconselha a cuidar de nós mesmos, sem ligar para os outros. Nos ensina o egoísmo, a mesquinhez e o julgamento.
QUEM REALMENTE SOMOS (ESSÊNCIA)
Carl Gustav Jung postulou a noção de inconsciente coletivo, uma estrutura mental inata que engloba as formas de pensamento de toda a humanidade.
Segundo ele, se formos ao fundo de nossas mentes encontraremos um nível que compartilhamos. O Guia vai mais longe, diz que encontraremos a mesma mente. O conceito da essência é que em nosso âmago não somos somente idênticos, somos o mesmo SER.
Se cavarmos fundo em sua mente e na minha, o cenário lá no fundo será o mesmo: SOMOS AMOR.
A palavra Cristo é um termo psicológico e nenhuma religião detém o monopólio sobre a verdade.
Cristo representa o Amor e o Amor dentro de um de nós, é o Amor dentro de todos nós.
Você não é quem pensa ser, você não é suas notas escolares, suas credenciais, seu curriculum e muito menos a sua casa. Não somos nada disso.
Somos seres divinos, células individuais no corpo de Cristo.
Acordamos do sonho que diz que somos criaturas finitas e isoladas, que somos fracos e aceitamos o fato de que o Poder do Universo está em nós. Existe e existiram em nosso mundo pessoas ditas evoluídas, iluminadas, santas ou qualquer outra denominação que se queira dar. A maioria pensa que essas pessoas tem algo a mais que nós, já o Guia afirma que elas tem algo a menos que nós: O EGO.
Elas operam apenas com a essência.
A iluminação é apenas um reconhecimento. Se nos entregamos à essência o Ego cobra e diz: esta felicidade não vai durar, prazer é pecado, você não merece, etc. Se deixamos o Ego no comando, a essência cobra a alegria, a felicidade e o prazer merecidos.
A EVOLUÇÃO
A superação do conflito é individual e intransferível e depende de:
- Nossa vontade e decisão de superá-lo
- Crença de que somos merecedores
- Criar espaço para a essência se manifestar
- Diariamente, por 15 minutos, sente-se em lugar tranquilo, sem música e concentre-se em sua própria respiração. Dessa maneira o Ego cede espaço para a manifestação do seu Eu Interior.
- Se sentir o impulso de pedir ajuda ou rezar, faça-o sem pedir coisas específicas do tipo loteria, emprego, casamento, casa, etc. Pelo poder da mente, muitas coisas específicas podem até ser conquistadas, mas não se sustentam ao longo do tempo ou não trazem a felicidade desejada. Os pedidos válidos são: paz e harmonia interiores, que os pensamentos e atitudes sejam guiados pelo amor, que tenhamos a visão real dos acontecimentos e o mais importante, que sejamos os melhores instrumentos para a evolução humana. Desta maneira estaremos no fluxo e a vida conspirará em nosso favor por caminhos muitas vezes inimagináveis.
A idéia que a eliminação do Ego representa a evolução, é errada. Em essência somos a mesma pessoa e o mesmo amor, mas não em sua manifestação. A verdadeira evolução é colocar o Ego como expressão da essência e não do medo.
Todo ser humano sente um anseio interior mais profundo, este anseio provém da sensação que deve existir, e existe, um outro estado de consciência mais plenificador e uma capacidade maior para viver a vida. O paraíso existe e, apesar de estar dentro de nós, não é um lugar, é uma decisão. O milagre não é o acontecimento, é a visão. Se a essência é a mesma devemos doar exatamente aquilo que mais sentimos falta. Os verdadeiros valores da vida são infinitos.
É momento agora de agradecermos às nossas crises. Elas são dádivas que nos avisam que estamos nos afastando do caminho do amor e nos relembram sempre que :
SOMOS TODOS UM.
Leitura Recomendada: “Um retorno ao amor”
Autora: Marianne Williamson
Exercício de Imagens Mentais do Cap. 11:
Sente-se num ambiente calmo e tranqüilo. Os pés devem estar firmes no chão, as mãos colocadas sobre as pernas e os olhos fechados do começo ao fim.
Sabendo que o ego funciona como uma criança que resiste ao crescimento e insiste em só ter prazer, feche os olhos, respire 3 vezes calmamente e veja seu ego como uma criança batendo pés e mãos frente a uma balança em desequilíbrio.
Esta balança representa o movimento que você terá de fazer em busca do equilíbrio.
Aproxime-se desta criança e com a ajuda dela equilibre a balança, sabendo com isso que o ego domado é útil porque é ele que caminha no mundo do concreto.
Fique em paz, resolva suas crises.
Respire e abra os olhos
Izabel Telles
Especial: O Caminho da Autotransformação
Capítulo 11 do livro "O Caminho da Autotransformação"
De Eva Pierrakos
Fonte:
somostodosum
sexta-feira, 20 de abril de 2012
...a respiração do mundo...
"Entre duas notas de música existe uma nota,
Entre dois fatos existe um fato,
Entre dois grãos de areia,
por mais juntos que estejam,
existe um intervalo de espaço,
Existe um sentir que é entre o sentir,
nos interstícios da matéria primordial
está a linha de mistério e fogo
que é a respiração do mundo,
E... a respiração contínua do mundo
é aquilo que ouvimos
e chamamos de silêncio."
Clarice Lispector
sábado, 17 de março de 2012
Respirar é preciso!
"Com o tempo aprendi que respirar fundo e sorrir é a maneira mais fácil para melhorar a aparência.
A respiração é o primeiro movimento que fizemos ao nascer e o último ao morrer. E acabamos esquecendo disso!
A ansiedade aumenta e a respiração diminui.
Simples!
Para diminuir a ansiedade, o primordial é aumentar a nossa respiração, ampliando o nosso espaço interno e levando este ar para a região do abdomen.
Quanto mais curta e alta estiver a respiração, maior a ansiedade.
Basta observar, comparar a respiração com as ondas do mar.
Expiração - entrega...
Inspiração - recolhimento...
Durante este movimento, ocorre uma pequena pausa, como a onda que termina na areia!
Este movimento é gratuito, pode ser exercitado em qualquer lugar e nos faz voltar para dentro da nossa essência, onde encontramos tudo o que é verdadeiro."
Desconheço o autor
terça-feira, 13 de março de 2012
Ser Zen
Ser Zen não é ficar numa boa o tempo todo, de papo para o ar, achando tudo lindo sem fazer nada.
Ser zen é ser ativo.
É estar forte e decidido.
E caminhar com leveza, mas com certeza.
É auxiliar a quem precisa, no que precisa e não no que se idealiza.
Ser zen é ser simples.
Da simplicidade dos santos e dos sábios.
Que não precisam de nada.
Nada mais que o necessário.
Para o encontro, a comida, a cama, a diversão, o trabalho.
Ser zen é fluir com o fluir da vida.
Sem drama, sem complicação.
Na hora de comer come comendo, sem ver televisão, sem falar desnecessário.
Sente o sabor do alimento, a textura, o condimento
Sente a ternura (ou não) da mão que plantou e colheu, da terra que recebeu e alimentou, do sol que deu energia, da água que molhou, de todos os elementos que tornam possível um pequeno prato de comida à nossa frente.
Sente gratidão, não desperdiça.
Comer com alegria.
Para satisfazer a fome de todos os famintos.
Beber para satisfazer a sede de todos os sedentos.
Agradecendo e se lembrando de onde vem e para onde vai.
A chuva, o sol, o vento, o guarda, o policial, o bandido, o açougueiro, o juiz, a feiticeira, o padre, a arrumadeira, o bancário e o banqueiro, o servente e o garçom, a médica e o doutor, o enfermeiro e o doente, a doença e a saúde, a vida e a morte, a imensidão e o nada, o vazio e o cheio, o tudo e cada parte.
Ser zen é ser livre e saber os seus limites.
Ser zen é servir, é cuidar, é respeitar, compartilhar.
Ser zen é hospitalidade, é ternura, é acolhida.
Ser zen é o kyosaku - bastão de madeira sábia, que acorda sem ferir, que lembra deste momento, dos pés no chão como indígenas, sentindo a Terra-Mãe sustentando nossos sonhos, nossas fantasias, nossas dores, nossas alegrias.
Ser zen é morrer
Morrer para a dualidade, para o falso, a mentira, a iniqüidade.
Ser zen é renascer a cada instante.
Na flor, na semente, na barata, no bicho do livro na estante.
Ser zen é jamais esquecer de um gesto, de um olhar, de um carinho trocado no presente-futuro-passado.
Ser zen é não carregar rancores, ódios, cismas nem terrores.
Ser zen é trocar pneu, as mãos sujas de graxa.
Ser zen é ser pedreiro, fazendo e refazendo casas.
Ser zen é ser simplesmente quem somos e nada mais.
É ser a respiração que respira em cada ação.
É fazer meditação, sentar-se para uma parede, olhar para si mesmo.
Encontrar suas várias faces, seus sorrisos, suas dores.
É entregar-se ao desconhecido aspecto do vazio.
Não ter medo do medo.
Não se fazer ou, se o fizer, assim o perceber e voltar.
Ser zen é voltar para o não-saber, pois não sabemos quase nada.
Não sabemos o começo, nem o meio, muito menos o fim. E tudo tem começo, meio e fim.
Ser zen é estar envolvido nos problemas da cidade, da rua, da comunidade.
É oferecer soluções, ter criatividade, sorrir dos erros, se desculpar e sempre procurar melhorar.
Ser zen é estar presente.
Aqui, neste mesmo lugar.
Respirando simplesmente, observando os pensamentos, memórias, aborrecimentos, alegrias e esperanças.
Quando? Agora, neste instante. É estar bem aqui onde quando se fala já se foi.
Tempo girando, correndo, passando, e nós passando com ele.
Sem separação.
Ser zen é Ser Tempo.
Ser zen é Ser Existência.
Por Monja Coen
domingo, 12 de fevereiro de 2012
A Respiração
É importante que se habitue a este exercício, ao que inclusive se lhe deve dar um caráter ritual.
Pode ser que as distintas fases respiratórias não possam ser realizadas exatamente de acordo com o mesmo número de pulsações.
Por exemplo: que a aspiração e a retenção precisem tempos diferentes, bem como a expiração e o vazio subsequente.
No entanto, tanto os movimentos número 1 (aspiração), como o número 3 (expiração), devem ser feitos em tempos iguais.
Assim, a retenção e o vazio (fases números 2 e 4) devem se efetuar em igual tempo.
A saber, que se a aspiração é realizada em seis (6) pulsações, a expiração deve corresponder a esse mesmo número.
Igualmente, se a retenção se faz em quatro (4) pulsações, o vazio se efetuará no mesmo tempo.
Seria muito conveniente que esta respiração começasse a ser para você como uma forma ritual, à qual pudesse recorrer em qualquer momento, distinguindo nitidamente do mundo da respiração ordinária este outro espaço, no qual você efetua seu exercício.
Ao se acostumar a fazê-lo à vontade, começa o organismo a reconhecer outra possibilidade de si mesmo.
Se no princípio tiver alguma dificuldade, não abandone. E reitere os esforços para consegui-lo.
Lembre-se de que o segredo desta prática radica em expulsar totalmente o ar que possa ter em seus pulmões, na fase número 4, produzindo-se assim uma morte simbólica, à qual necessariamente tem de seguir um renascimento marcado por uma nova respiração.
Lembre também que os exercícios têm de se efetuar aspirando o ar pelo nariz e expulsando-o pela boca.
Se você consegue com estas práticas uma certa perfeição, poderá ampliar um pouco os minutos do dia para lhe dedicar, e inclusive exercitar-se nela em distintas ocasiões de sua jornada, e não só em seu gabinete de trabalho e em postura ritual.
Se você consegue incorporar esta nova respiração a momentos determinados de seus horários ordinários, adquirirá uma certa mecanicidade em sua prática e execução.
Isto tem valor, já que você está controlando à vontade sua recepção e entrega de energias, e sua respiração já não é algo inconsciente, arbitrário e casual, senão algo consciente, ordenado e efetivo.
Ainda que não o tenhamos percebido, demos um pequeno grande passo para a concentração de nossos esforços na busca e reedificação de outras realidades adormecidas.
Reitere e habitue-se a estes exercícios, que facilitarão outras muitas potências latentes em seu interior.
Por certo, antes de se entregar a estas práticas, tem de ter um mínimo de relaxamento e tranquilidade indispensáveis.
Bom exercício!
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Princípios Para a Prática da Plena Consciência (Thich Nhat Hanh)
1. Os Dharmas São Mente
Todos os dharmas – físicos, fisiológicos e psicológicos – são objetos da mente, mas isso não significa que eles existam separadamente (da mente).
Todos os Quatro Estabelecimentos da Plena Consciência – corpo, sensações, mente e dharmas – são objetos da mente. Como a mente e os dharmas são um, ao observar seus objetos, a mente é essencialmente mente observadora.
A palavra dharma no budismo é entendida como significando tanto o objeto quanto o conteúdo da mente. Os dharmas são classificados em doze reinos (em sânscrito, ayatanas). Os primeiros seis são os órgãos do sentido: olhos, ouvido, nariz, língua, corpo e mente. Os seis restantes são: forma, som, cheiro, gosto, tato e dharmas. Os dharmas são os objetos da mente assim como os sons são os objetos dos ouvidos. O objeto da cognição e o sujeito da cognição não existem independentemente um do outro. Tudo o que existe tem que emergir da mente. A melhor maneira de expressar essa verdade é “Tudo é apenas mente. Todas as coisas são somente consciência”, conceito que se desenvolveu na escola Vijñanavada do Budismo Mahayana.
Todos os Quatro Estabelecimentos da Plena Consciência – corpo, sensações, mente e dharmas – são objetos da mente. Como a mente e os dharmas são um, ao observar seus objetos, a mente é essencialmente mente observadora.
A palavra dharma no budismo é entendida como significando tanto o objeto quanto o conteúdo da mente. Os dharmas são classificados em doze reinos (em sânscrito, ayatanas). Os primeiros seis são os órgãos do sentido: olhos, ouvido, nariz, língua, corpo e mente. Os seis restantes são: forma, som, cheiro, gosto, tato e dharmas. Os dharmas são os objetos da mente assim como os sons são os objetos dos ouvidos. O objeto da cognição e o sujeito da cognição não existem independentemente um do outro. Tudo o que existe tem que emergir da mente. A melhor maneira de expressar essa verdade é “Tudo é apenas mente. Todas as coisas são somente consciência”, conceito que se desenvolveu na escola Vijñanavada do Budismo Mahayana.
Nas tradições do Budismo do Sul, a idéia da mente como fonte de todos os dharmas também é muito clara. O termo cittasamutthana (o que emerge da mente) e o termo cittaraja (nascido da mente) são frequentemente usados nos escritos do Abhidhamma em Páli. No Patthana (equivalente ao sânscrito Mahapakarana) encontramos a frase cittam samutthanam ca rupanam (“e a mente é o ponto de emergência das formas”).
O objeto de nossa observação consciente pode ser a nossa respiração ou nosso dedo do pé (objeto fisiológico), uma sensação, uma percepção (objeto psicológico) ou uma forma (objeto físico).
Seja o fenômeno que observamos fisiológico, psicológico ou físico, sabemos que ele não é separado da nossa mente e é substância única com ela. A mente pode ser entendida como individual e coletiva.
Os ensinamentos da Escola Vijñanavada dizem de maneira clara: Precisamos evitar a noção de que o objeto que observamos é independente de nossa mente. Temos que nos lembrar que esse objeto se manifesta a partir de nossa consciência individual e coletiva. Nossa mente observadora é também um fenômeno que se manifesta devido à consciência. Observamos de modo a que nossa mão direita tome a nossa mão esquerda e se tornem um.
Seja o fenômeno que observamos fisiológico, psicológico ou físico, sabemos que ele não é separado da nossa mente e é substância única com ela. A mente pode ser entendida como individual e coletiva.
Os ensinamentos da Escola Vijñanavada dizem de maneira clara: Precisamos evitar a noção de que o objeto que observamos é independente de nossa mente. Temos que nos lembrar que esse objeto se manifesta a partir de nossa consciência individual e coletiva. Nossa mente observadora é também um fenômeno que se manifesta devido à consciência. Observamos de modo a que nossa mão direita tome a nossa mão esquerda e se tornem um.
2. Observar é ser um com o objeto da observação
O sujeito de nossa observação é a nossa plena consciência, a qual também emana da mente. A plena consciência tem a função de iluminar e transformar.
Quando, por exemplo, a nossa respiração é objeto da nossa plena consciência, ela se torna respiração consciente. A plena consciência joga sua luz sobre nossa respiração, transforma o esquecimento embutido nela em plena consciência e dá a ela sua qualidade de calma e cura.
Nosso corpo e nossas sensações também são iluminados e transformados sob a luz da consciência. A plena consciência é a mente observadora, mas ela não fica fora do objeto de observação. Ela vai diretamente no objeto e se torna um com ele. Justamente porque a natureza da mente observadora é a plena consciência, ela não se perde no objeto, mas o transforma ao iluminá-lo, como faz a luz penetrante do sol ao transformar árvores e plantas.
Quando, por exemplo, a nossa respiração é objeto da nossa plena consciência, ela se torna respiração consciente. A plena consciência joga sua luz sobre nossa respiração, transforma o esquecimento embutido nela em plena consciência e dá a ela sua qualidade de calma e cura.
Nosso corpo e nossas sensações também são iluminados e transformados sob a luz da consciência. A plena consciência é a mente observadora, mas ela não fica fora do objeto de observação. Ela vai diretamente no objeto e se torna um com ele. Justamente porque a natureza da mente observadora é a plena consciência, ela não se perde no objeto, mas o transforma ao iluminá-lo, como faz a luz penetrante do sol ao transformar árvores e plantas.
Se quisermos ver e compreender, teremos que penetrar e se tornar um com o objeto. Se ficarmos fora do objeto para observá-lo, não poderemos vê-lo e entendê-lo. O trabalho de observação é um trabalho de penetrar e transformar.
É por isso que o Sutra (Acerca dos Quatro Estabelecimentos da Plena Consciência, NT) diz “observar o corpo no corpo, observar as sensações nas sensações, observar a mente na mente, observar os dharmas nos dharmas”. A descrição é muito clara. A mente da observação profunda não é meramente observadora, mas participante. Somente quando o observador é participante poderá haver transformação.
É por isso que o Sutra (Acerca dos Quatro Estabelecimentos da Plena Consciência, NT) diz “observar o corpo no corpo, observar as sensações nas sensações, observar a mente na mente, observar os dharmas nos dharmas”. A descrição é muito clara. A mente da observação profunda não é meramente observadora, mas participante. Somente quando o observador é participante poderá haver transformação.
Na prática chamada de observação una, a plena consciência já influencia o objeto da consciência. Quando chamamos uma inspiração de “inspiração”, a existência da nossa respiração se torna muito clara. A plena consciência já penetrou nossa respiração. Ao continuarmos a nossa observação consciente, não haverá mais dualidade entre observador e observado.
Plena consciência e respiração são um. Nós e nossa respiração somos um. Se nossa respiração é calma, estamos calmos. Nossa respiração acalma o nosso corpo e nossas sensações. Este é o método ensinado no Sutra Acerca dos Quatro estabelecimentos da Plena Consciência e no Sutra Sobre a Plena Consciência da Respiração.
Quando a nossa mente é consumida por um desejo ou por aquilo que observamos, a plena consciência não está presente. A respiração consciente alimenta a plena consciência e esta gera a respiração consciente. Quando a plena consciência está presente, não temos nada a temer. O objeto de nossa observação se torna vívido e sua fonte, origem e verdadeira natureza se tornam evidentes. É assim que ele (o objeto, NT) será transformado. Não terá mais o efeito de nos segurar.
Plena consciência e respiração são um. Nós e nossa respiração somos um. Se nossa respiração é calma, estamos calmos. Nossa respiração acalma o nosso corpo e nossas sensações. Este é o método ensinado no Sutra Acerca dos Quatro estabelecimentos da Plena Consciência e no Sutra Sobre a Plena Consciência da Respiração.
Quando a nossa mente é consumida por um desejo ou por aquilo que observamos, a plena consciência não está presente. A respiração consciente alimenta a plena consciência e esta gera a respiração consciente. Quando a plena consciência está presente, não temos nada a temer. O objeto de nossa observação se torna vívido e sua fonte, origem e verdadeira natureza se tornam evidentes. É assim que ele (o objeto, NT) será transformado. Não terá mais o efeito de nos segurar.
Quando o objeto de nossa observação consciente é totalmente claro, a mente que observa é também revelada completamente com grande clareza. Ver os dharmas claramente é ver a mente claramente. Quando os dharmas se revelam na sua verdadeira natureza, a mente obtém a natureza da mais alta compreensão. O sujeito e o objeto da cognição não são separados.
3. A Mente Verdadeira e a Mente Ilusória São Um.
“Mente Verdadeira” e “Mente Ilusória” são dois aspectos da mente. Ambas emergem da mente. A mente ilusória é a mente esquecida e dispersa que emerge do esquecimento. A base da mente verdadeira é a compreensão desperta, o qual emerge da plena consciência.
A observação consciente revela a luz que existe na mente verdadeira, de modo que a vida poderá ser revelada em sua realidade. Sob esta luz, confusão se torna compreensão, visões errôneas se tornam visões corretas, miragens se tornam realidade e a mente ilusória se torna mente verdadeira. Uma vez que a observação consciente nasça, penetrará o objeto da observação, iluminá-lo-á e, gradualmente, revelará sua verdadeira natureza. A mente verdadeira emerge da mente ilusória. As coisas em sua verdadeira natureza e as ilusões são da mesma substância básica. É por isso que praticar é uma questão de transformar a mente ilusória e não buscar a mente verdadeira em outro lugar. Do mesmo modo como a superfície de um mar agitado e a de um mar tranqüilo são, ambas, manifestações do mesmo mar, a mente verdadeira não poderia existir se não houvesse a mente ilusória.
No ensinamento das Três Portas da Libertação (em páli: vimokkhamukha), a ausência de meta (em sânscrito: apranihita) é uma das fundações para a realização. O que a ausência de meta quer dizer é que não devemos procurar algo fora de nós de nós mesmos. No Budismo Mahayana, o ensinamento da não-realização é a mais alta expressão da unidade entre a mente verdadeira e a mente ilusória.
A observação consciente revela a luz que existe na mente verdadeira, de modo que a vida poderá ser revelada em sua realidade. Sob esta luz, confusão se torna compreensão, visões errôneas se tornam visões corretas, miragens se tornam realidade e a mente ilusória se torna mente verdadeira. Uma vez que a observação consciente nasça, penetrará o objeto da observação, iluminá-lo-á e, gradualmente, revelará sua verdadeira natureza. A mente verdadeira emerge da mente ilusória. As coisas em sua verdadeira natureza e as ilusões são da mesma substância básica. É por isso que praticar é uma questão de transformar a mente ilusória e não buscar a mente verdadeira em outro lugar. Do mesmo modo como a superfície de um mar agitado e a de um mar tranqüilo são, ambas, manifestações do mesmo mar, a mente verdadeira não poderia existir se não houvesse a mente ilusória.
No ensinamento das Três Portas da Libertação (em páli: vimokkhamukha), a ausência de meta (em sânscrito: apranihita) é uma das fundações para a realização. O que a ausência de meta quer dizer é que não devemos procurar algo fora de nós de nós mesmos. No Budismo Mahayana, o ensinamento da não-realização é a mais alta expressão da unidade entre a mente verdadeira e a mente ilusória.
Se a rosa está a caminho de se tornar lixo, o lixo também está a caminho de se tornar uma rosa. Aquela que observa com discernimento verá o caráter não-dual da rosa e do lixo. Ela será capaz de ver que existe lixo na rosa e que existem rosas no lixo. Ela saberá que a rosa precisa do lixo para sua existência e que o lixo precisa da rosa, pois logo ela se tornará lixo. Portanto, ela saberá aceitar o lixo para transformá-lo em rosas e não sentirá medo quando a rosa murchar e se transformar em lixo. Este é o princípio da não-dualidade. Se a mente verdadeira (a rosa) pode ser descoberta no material bruto da mente ilusória (o lixo), então poderemos reconhecer a mente verdadeira na substância mesma da ilusão, na substância mesma da ilusão, na substância do nascimento e da morte.
Libertar-se não é fugir ou abandonar os Cinco Skhandas: forma, sensações, percepções, formações mentais e consciência.
Mesmo que nosso corpo seja cheio de impurezas e mesmo que o mundo seja da natureza da ilusão, isso não significa que para nos libertarmos tenhamos que fugir do nosso corpo ou do mundo. O mundo da libertação e da compreensão desperta vem diretamente deste corpo e deste mundo. Uma vez que a Correta Compreensão se realize, transcendemos as discriminações entre puro e impuro e entre objetos da percepção ilusórios e reais.
Se o jardineiro for capaz de ver que a rosa vem diretamente do lixo, então o praticante no caminho da meditação poderá ver que o nirvana vem diretamente do nascimento e da morte, e não mais fugirá ou buscará o nirvana (fora de si mesmo, NT). “As raízes da aflição (em sânscrito: klesha) são as mesmas do estado desperto. O nirvana e o nascimento/morte são imagens ilusórias no espaço”. Esta citação expressa um profundo insight acerca da não-dualidade. A substância deste insight é a equanimidade ou o largar (to let go, NT. Em sânscrito: upeksha), uma das Quatro Mentes Incomensuráveis (também conhecida como as Quatro Moradas de Brahma, brahmaviharas em sânscrito, NT).
Mesmo que nosso corpo seja cheio de impurezas e mesmo que o mundo seja da natureza da ilusão, isso não significa que para nos libertarmos tenhamos que fugir do nosso corpo ou do mundo. O mundo da libertação e da compreensão desperta vem diretamente deste corpo e deste mundo. Uma vez que a Correta Compreensão se realize, transcendemos as discriminações entre puro e impuro e entre objetos da percepção ilusórios e reais.
Se o jardineiro for capaz de ver que a rosa vem diretamente do lixo, então o praticante no caminho da meditação poderá ver que o nirvana vem diretamente do nascimento e da morte, e não mais fugirá ou buscará o nirvana (fora de si mesmo, NT). “As raízes da aflição (em sânscrito: klesha) são as mesmas do estado desperto. O nirvana e o nascimento/morte são imagens ilusórias no espaço”. Esta citação expressa um profundo insight acerca da não-dualidade. A substância deste insight é a equanimidade ou o largar (to let go, NT. Em sânscrito: upeksha), uma das Quatro Mentes Incomensuráveis (também conhecida como as Quatro Moradas de Brahma, brahmaviharas em sânscrito, NT).
O Buda ensinou muito claramente que não deveríamos nos apegar ao ser ou ao não-ser. Ser significa o reino do desejo. Não-ser significa o reino do niilismo. Libertar-se é tornar-se livre de ambos.
4. O Caminho do Não-Conflito
A realização da não-dualidade naturalmente leva à prática de oferecermos alegria, paz e não-violência. Se o jardineiro sabe lidar com o lixo orgânico sem conflito e nem discriminação, então o praticante de meditação também deveria saber como lidar com os Cinco Agregados sem conflito e nem discriminação.
Os Cinco Agregados são a base do sofrimento e da confusão, mas também são a base da paz, da alegria e da libertação. Não deveríamos desenvolver uma atitude de apego ou aversão a eles. É claramente dito no Sutra (Acerca dos Quatros Estabelecimentos da Plena Consciência, NT) que o praticante faz a observação pondo de lado todo sentimento de apego e rejeição para com esta vida (vineyya loke abhijjha domanassam).
Os Cinco Agregados são a base do sofrimento e da confusão, mas também são a base da paz, da alegria e da libertação. Não deveríamos desenvolver uma atitude de apego ou aversão a eles. É claramente dito no Sutra (Acerca dos Quatros Estabelecimentos da Plena Consciência, NT) que o praticante faz a observação pondo de lado todo sentimento de apego e rejeição para com esta vida (vineyya loke abhijjha domanassam).
Antes de realizar o estado desperto, Siddharta manteve práticas austeras, reprimindo seu corpo e suas sensações. Este tipo de método é violento por natureza e os resultados são sempre negativos. Depois desta fase, ele mudou e praticou a não-violência e o não-conflito em relação ao seu corpo e às suas sensações.
O método ensinado pelo Buda no Sutra Acerca dos Quatro Estabelecimentos da Plena Consciência claramente expressa o espírito da não-violência e do não-conflito. A plena consciência reconhece o que está acontecendo no corpo e na mente e continua a iluminar e observar em profundidade esses objetos. Durante essa prática, não há apego, busca ou repressão do objeto. Este é o verdadeiro significado do termo observação nua. Não há cobiça e nem rejeição. Sabemos que o nosso corpo e as nossas sensações somos nós mesmos e, portanto, não os reprimimos, pois se assim o fizermos estaremos reprimindo a nós mesmos. Ao contrário, aceitamos nosso corpo e nossas sensações. Aceitar não significa apegar-se. Ao aceitar, atingimos um grau de paz e compreensão. Paz e alegria surgem quando abandonamos as discriminações entre certo e errado; entre mente que observa e corpo observado (que costumamos dizer que é impuro); entre a mente que observa e as sensações que são observadas (que costumamos dizer que são dolorosas).
Ao aceitarmos nosso corpo e nossas sensações, nós os tratamos de maneira terna e não-violenta. O Buda nos ensinou a praticar a plena consciência dos fenômenos fisiológicos e psicológicos para observá-los e não para suprimi-los. Quando aceitamos nosso corpo, fazemos as pazes com ele e acalmamos o seu funcionamento, sem sentirmos aversão, estamos seguindo os ensinamentos do Buda: “Inspirando, sou consciente de todo o meu corpo, expirando acalmo as funções do meu corpo” (Sutra Acerca dos Quatro Estabelecimentos da Plena Consciência).
Na observação feita enquanto meditamos, não nos transformamos num campo de batalha entre um lado bom e um lado mal. Se pudermos ver a não-dualidade da rosa e do lixo, das raízes da aflição e da mente desperta, não sentiremos mais medo. Aceitaremos essas aflições e as trataremos como as mães tratam os filho, conseguindo assim transformá-las.
Na observação feita enquanto meditamos, não nos transformamos num campo de batalha entre um lado bom e um lado mal. Se pudermos ver a não-dualidade da rosa e do lixo, das raízes da aflição e da mente desperta, não sentiremos mais medo. Aceitaremos essas aflições e as trataremos como as mães tratam os filho, conseguindo assim transformá-las.
Quando reconhecemos as raízes da aflição em nós e nos tornamos um com elas, a possibilidade de nos enredarmos nelas ou não vai depender do estado da nossa mente. Quando estamos em estado de esquecimento, podemos ser apanhados por essas raízes transformando-nos nelas. Quando estamos conscientes, podemos ver claramente as raízes da nossa aflição e transformá-las. Portanto, é essencial ver as raízes de nossa aflição com plena consciência. Enquanto a lâmpada da plena consciência jorrar sua luz, as trevas serão transformadas. Precisamos nutrir a plena consciência em nós mesmos pela prática da respiração consciente, da escuta do sino, da recitação de gathas e de muitos outros meios hábeis.
Precisamos de uma atitude de ternura e não-violência em relação ao nosso corpo. Não devemos olhar o nosso corpo apenas como um instrumento ou tratá-lo mal. Quando estamos cansados ou sentindo dor, nosso corpo está tentando nos dizer que ele não está feliz e nem tranquilo. O corpo tem sua própria linguagem.
Como praticantes da plena consciência, deveríamos saber o que o nosso corpo está querendo nos dizer. Se sentirmos muita dor nas pernas durante a meditação sentada, devemos sorrir e mudar a posição nossa posição lenta e gentilmente, com plena consciência. Não há nada de mal em mudar nossa posição. Não é perda de tempo. Enquanto a plena consciência for mantida o trabalho de meditação continua. Não devemos nos intimidar. Quando fazemos força demais não apenas perdemos a nossa paz e nossa alegria, perdemos também a plena consciência e a concentração. Nós praticamos a meditação sentada para sentirmos libertação, paz e alegria e não para nos tornarmos heróis capazes de aguentar dor.
Como praticantes da plena consciência, deveríamos saber o que o nosso corpo está querendo nos dizer. Se sentirmos muita dor nas pernas durante a meditação sentada, devemos sorrir e mudar a posição nossa posição lenta e gentilmente, com plena consciência. Não há nada de mal em mudar nossa posição. Não é perda de tempo. Enquanto a plena consciência for mantida o trabalho de meditação continua. Não devemos nos intimidar. Quando fazemos força demais não apenas perdemos a nossa paz e nossa alegria, perdemos também a plena consciência e a concentração. Nós praticamos a meditação sentada para sentirmos libertação, paz e alegria e não para nos tornarmos heróis capazes de aguentar dor.
Também precisamos de uma atitude não-violenta em relação às nossas sensações. Quando somos conscientes de que somos as nossas sensações, não as negligenciamos e nem as oprimimos. Nós as abraçamos afetivamente com os braços da plena consciência, como uma mãe abraça seu filho recém-nascido quando ele chora. Uma mãe abraça o filho com todo o seu amor para que ele se sinta confortável e pare de chorar. A plena consciência, nutrida pela respiração consciente, tomas as sensações nos seus braços, torna-se um com elas, acalma-as e transforma-as.
Antes de o Buda atingir a plena realização do caminho, tentou vários métodos que usavam a mente para suprimir a mente, mas nunca conseguiu. Foi por isso que ele terminou por escolher praticar de um modo não-violento. No Mahasaccaka Sutra (Madhyama Agama 36) o Buda nos diz:
“Então pensei, por que não trinco meus dentes, pressiono a língua contra o céu da boca e utilizo a mente para reprimir a minha própria mente? Como um lutador que segura firmemente a cabeça ou o torço de alguém mais fraco e, para restringi-lo e coagi-lo, tem que segurá-lo todo o tempo sem relaxar nem um momento, assim trinquei meus dentes, pressionei minha língua contra o palato e usei minha mente para dominar e reprimir a minha mente. Ao fazer isso, fiquei banhado de suor. Apesar de não me faltar forças, e apesar de ter mantido a plena consciência sem cessar, meu corpo e minha mente não estavam em paz e senti-me exaurido por esses esforços. Esta prática causou outras sensações de dor, além das dores associadas às práticas austeras, e não fui capaz de domar minha mente”.
Torna-se claro, a partir dessa passagem, que o Buda encarava esse tipo de prática como inútil. Apesar disso, a seguinte passagem foi inserida noVitakkasanthana Sutra (Madhyama Agama 20), com o sentido oposto à intenção do Buda:
“Da mesma forma que um lutador pega a cabeça ou o torço de alguém mais fraco, restringe-o e o coage e o segura sem relaxar um só momento, assim também um monge que medita para frear todos os pensamentos não-saudáveis de desejo e aversão, e eles continuam a emergir, deve trincar os dentes, pressionar a língua contra o palato e fazer o possível para usar sua mente para abater e derrotar sua mente”.
A mesma passagem foi inserida no Sutra Acerca dos Quatro Fundamentos da Plena Consciência, que aparece como a segunda versão neste livro: “O praticante que observa o corpo enquanto corpo fecha seus lábios com força ou trinca seus dentes, pressiona sua língua contra o palato e usa sua mente para restringir e se opor à sua mente”. Esta passagem não aparece na maioria das versões do Sutra (observem a primeira e terceira versões), mas se acha também no Kayasmrti Sutra (Madhyama Agama 81) cujo conteúdo é bastante similar ao da segunda versão. Como os sutras foram, por séculos, transmitidos oralmente antes de serem registrados por escrito, esse tipo de erro era inevitável. É necessário fazer estudos comparativos dos sutras, à luz de nossa própria experiência de meditação, para ver o que é o material original e o que foi adicionado depois.
5. Observação Não Significa Doutrinação
Em centros budistas espalhados pelo mundo, ensina-se aos estudantes a recitação de frases do tipo “corpo é impuro, sensações são sofrimento, mente é impermanente, dharmas não possuem ego” enquanto observam os Quatro Estabelecimentos. O autor dessas linhas foi ensinado dessa maneira, quando era noviço, e sentiu que era um tipo de lavagem cerebral.
O método dos Quatro Estabelecimentos da Plena Consciência é observar profundamente no espírito do “não-desejo e sem sentir repugnância“. A plena consciência não se apega, despreza, repreende ou reprime, desse modo a verdadeira natureza de todos os dharmas pode revelar-se à luz da observação consciente. Que a natureza impermanente, impura e sem identidade intrínseca de todos os dharmas tem por efeito causar sofrimento, pode ser vista enquanto observamos, não é por que repetimos fórmulas como essas acima de maneira automática. Quando olhamos em profundidade e vemos a natureza de todos os dharmas, eles se revelarão por si mesmos.
Se repetirmos mecanicamente, “o corpo é impuro”, estaremos recitando um dogma. Se observarmos todos os fenômenos fisiológicos e vemos sua natureza impura, isto não é dogma. É nossa experiência. Se, durante a nossa observação consciente, vemos que os fenômenos são, às vezes, puros e, às vezes, impuros, então esta é a nossa experiência. Se olharmos ainda mais profundamente e vermos que os fenômenos não são puros ou impuros, que eles transcendem os conceitos de puro e impuro, descobriremos aquilo que é ensinado no Sutra do Coração Prajñaparamita.
Este sutra também nos ensina a resistir a todas as atitudes dogmáticas. Não devemos nos forçar a ver o corpo como impuro ou as sensações como sofrimento. Mesmo que haja alguma verdade nessas sentenças, repeti-las dogmaticamente tem apenas o efeito de nos encher com conhecimento. Enquanto observamos com plena consciência, veremos que existem muitas sensações dolorosas, mas também vemos que também existem sensações de alegria e paz e muitas sensações neutras. E se olharmos mais profundamente, veremos que as sensações neutras podem se tornar sensações de alegria e que sofrimento e felicidade são interdependentes. O sofrimento é porque a felicidade é e a felicidade é porque o sofrimento é. Ao repetirmos “mente é impermanente”, nossa atitude ainda é dogmática. Se a mente é impermanente, então o corpo deve ser impermanente e assim também as sensações. O mesmo é verdadeiro para “dharmas são sem ego”. Se os dharmas são sem ego, assim também o são o corpo, a mente e as sensações.
Este sutra também nos ensina a resistir a todas as atitudes dogmáticas. Não devemos nos forçar a ver o corpo como impuro ou as sensações como sofrimento. Mesmo que haja alguma verdade nessas sentenças, repeti-las dogmaticamente tem apenas o efeito de nos encher com conhecimento. Enquanto observamos com plena consciência, veremos que existem muitas sensações dolorosas, mas também vemos que também existem sensações de alegria e paz e muitas sensações neutras. E se olharmos mais profundamente, veremos que as sensações neutras podem se tornar sensações de alegria e que sofrimento e felicidade são interdependentes. O sofrimento é porque a felicidade é e a felicidade é porque o sofrimento é. Ao repetirmos “mente é impermanente”, nossa atitude ainda é dogmática. Se a mente é impermanente, então o corpo deve ser impermanente e assim também as sensações. O mesmo é verdadeiro para “dharmas são sem ego”. Se os dharmas são sem ego, assim também o são o corpo, a mente e as sensações.
Portanto, o ensinamento especial do Sutra Acerca dos Quatro estabelecimentos da Plena Consciência é observar todos os dharmas sem ter, sobre eles, nenhuma idéia fixa, apenas manter a observação consciente sem comentar, sem assumir nenhuma atitude em relação ao objeto que se está observando. Dessa maneira, a verdadeira natureza do objeto será capaz de revelar-se por si mesma à luz da observação consciente, e você poderá obter insight sobre descobertas maravilhosas tais como o não-nascimento, não-morte, nem puro nem impuro, nem crescente e nem decrescente, interpenetração e interser.
Traduzido do livro de Thich Nhat Hanh, Transformation and Healing – Sutra On The Four Establishments of Mindfulness, Capítulo VI. Tradução: Samuel Cavalcante
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