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segunda-feira, 12 de março de 2012

Como voce se defende? Que máscara voce usa?


"Mecanismos de defesa não curam. Na melhor das hipóteses, são curativos emocionais que você põe sobre os ferimentos, como para estancar o fluxo do medo e da dor. Tal como ocorre com os ferimentos físicos, mais cedo ou mais tarde você precisa tirar os curativos para que a cura aconteça. Do contrário, o ferimento se infecciona, e a dor se espalha.

O fortalecimento e a cura costumam começar com o afastamento de mecanismos de defesa como o medo, negação, repressão, cinismo, raiva, controle, abuso de substâncias, distúrbios alimentares, etc. As defesas garantem espaço, mas não o curam, não o fortalecem e não resolvem seus problemas. Na verdade, podem aumentar seus problemas, caso você insista em ficar com eles.

Um mecanismo de defesa protege você de qualquer coisa "excessiva", ou seja, medo em demasia, dor em demais, tristeza em demasia, estresse em demasia e também amor em demasia, alegria em demasia, criatividade em demasia, Deus em demasia. Um professor que tive, disse certa vez: 'O homem se defende do medo porque se defende de Deus. Quando você diz 'sim' para Deus, o medo vai embora'.

Mecanismos de defesa são coisas do ego. Quando você se defende, está defendendo seu ego, seus medos, suas fraquezas imaginárias. Aquilo que você defende torna-se real, ou seja, quanto mais você defende o seu ego, mais você se identifica com ele e mais se abriga do verdadeiro espírito, da verdadeira inspiração e do verdadeiro poder.

Dizer que as defesas o fortalecem é um mito. Não é possível ficar na defensiva e ser livre. Não é possível reprimir emoções e se sentir íntegro. Não é possível erguer um muro à sua volta e se ligar a Deus. Não é possível ficar ao lado do medo e também ficar aberto ao amor.

Afastar as defesas abre caminho para a verdadeira cura, o verdadeiro amor e a verdadeira força. Quando você sente alegria, está ouvindo seu espírito. Não é o perigo que vem quando você abaixa suas armas. É a cura. É a alegria. É a inspiração. É a liberdade".

Robert Holden
In "Mudanças acontecem"

domingo, 13 de novembro de 2011

Orai e Vigiai


Este trecho de carta do Prof. Hermógenes a um de seus alunos nos traz, de forma direta, a aplicação do ensinamento de Jesus, Orai e Vigiai, com especial ênfase em Vigiai. O evitar da autocompaixão, como apresentado no texto, nos traz o alerta da meditação e observação dos padrões mentais negativos que ocupam nosso espaço mental. A disciplina de evitá-los e substituí-los por outros padrões, em que a vida, a positividade e a fé são valorizados repercute em poder de ação e é curativo. A conexão desta busca e movimento, com a fé cristã, alinha a carta do Prof. Hermógenes aos ensinamentos da terapia transpessoal, integral e da filosofia perene.

"Você tem motivos para ter muita pena de si mesmo. Não se pode negar. Desde sua origem, tem sido um desafiado pela adversidade. Mas ter motivos não significa que seja conveniente alimentar autocompaixão.

Igual ao ressentimento, a autocompaixão arruína a alma. Agrava o mal que já existe e engendra outros. Fique alerta contra qualquer tendência a autocondoer-se. Reaja, tendo compreensão contra esta sua tendência de querer que lhe confiram a medalha de campeão de sofrimento. Acostume-se a evitar que tenham "peninha" de você, principalmente se for você aquele que se compadece. 

Pelo que tenho constatado, posso pensar que uma enorme parte de seu drama está correndo por conta do devastador sentimento de autocomiseração, que ressalta de suas cartas queixosas. Não é verdade que você diz para si mesmo - "coitado de mim, que sofri tais e tais problemas...!"? Não estou certo? Não é verdade que você gasta tempo a comparar-se mentalmente com outros rapazes que são atletas vitoriosos com as moças...?

Se não faz assim é porque é anormal. Se faz é normal. Mas chegou a hora de deixar esta normalidade estúpida, que só lhe tem feito mal.

Convido-o para ver as coisas de frente, mas sem cometer o erro de botar fermento na dor, sem invejar quem parece estar sem dor, sem recriminar o destino, sem rancor para a vida, sem ódio para aqueles que parecem responsáveis pelo que você sofre. Entende o que quero dizer? Quero você de mente pura, mente capaz de ter clareza e poder de ver.

Quando quero que assim seja, estou convidando você para uma faixa de anormalidade, diferente da normalidade insana, isto é, da vulgaridade, da mesmificada massa de pessoas medíocres, adormecidas e incapazes de perceber as coisas como as coisas são. Quero você numa abençoada faixa de sabedoria, numa corajosa anormalidade, que os homens normais não compreendem e da qual talvez nunca ouviram falar. Convido-o para manter-se tranquilo, para serenamente situar-se, e poder ver em cada adversidade um estímulo para amadurecer. Que suas dores sejam o que as esporas são para um cavalo de montaria. o estímulo para avançar, para romper caminho, para chegar seguro à meta.

Resumindo e continuando a falar franco, amigo, acho que sua mente tem sido mais eficiente em atormentá-lo do que todos os agentes de seu destino, de seu karma. O ódio a... tem lhe prejudicado mais do que a ele. Sua auto-piedade o tem enfraquecido mais do que qualquer doença, podendo mesmo ser a causa principal de sua enfermidade.

Analise sua mente. Procure perceber o mal que, assim desgovernada, lhe tem feito. Limpe-a de seus nefastos conteúdos (ódio, dúvida, autocompaixão). Vigie sua mente. Não deixe sua imaginação assim, desastrosamente solta. Não se entregue inconscientemente à amargura autocultivada. Não permita a entrada de pensamentos deprimentes. Não se esqueça de que todas as vidas são tremendos dramas, e, assim, desista de ser campeão. Renuncie ao pódio de padecentes.

Não seja ingrato com Deus. Quantas coisas positivas em sua existência! Quanta coisa boa em você! A insistência em ver apenas o negativo o impede de ver o que há de positivo, isto é, aquilo que o faria perder o "emprego de coitadinho", que você, tolamente, vem mantendo. Se continua insistência em arrolar somente os aspectos sombrios de seu destino e em esquecer os luminosos. Tenha paciência filho - não haverá salvação para você, pois você não quer mesmo ser salvo. Seja vigilante! "Orai e vigiai", recomenda o Cristo."

Prof. Hermógenes 
Yoga Paz Com a Vida, p.145

Fonte:
http://www.cienciameditativa.com/

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Com o tempo



Tenho aprendido com o tempo que a felicidade vibra na frequência das coisas mais simples. Que o que amacia a vida, acende o riso, convida a alma pra brincar, são essas imensas coisas pequeninas bordadas com fios de luz no tecido áspero do cotidiano. Como o toque bom do sol quando pousa na pele. A solidão que é encontro. O café da manhã com pão quentinho e sonho compartilhado. A lua quando o olhar é grande. A doçura contente de um cafuné sem pressa. O trabalho que nos erotiza. Os instantes em que repousamos os olhos em olhos amados. O poema que parece que fomos nós que escrevemos. A força da areia molhada sob os pés descalços. O sono relaxado que põe tudo pra dormir. A presença da intimidade legítima. A música que nos faz subir de oitava. A delicadeza desenhada de improviso. O banho bom que reinventa o corpo. O cheiro de terra. O cheiro de chuva. O cheiro do tempero do feijão da infância. O cheiro de quem se gosta. O acorde daquela risada que acorda tudo na gente. Essas coisas. Outras coisas. Todas, simples assim.

Tenho aprendido com o tempo que a mediocridade é um pântano habitado por medos famintos, ávidos por devorar o brilho dos olhos e a singularidade da alma. Que grande parte daquilo em que juramos acreditar pode ser somente crença alheia que a gente não passou a limpo. Que pode haver algum conforto no acordo tácito da hipocrisia, mas ele não faz a vida cantar. Que se não tivermos um olhar atento e generoso para os nossos sentimentos, podemos passar uma jornada inteira sem entrar em contato com o que realmente nos importa. Que aquilo que, de fato, nos importa, pode não importar a mais ninguém e isso não tem importância alguma. Que enquanto não nos conhecermos pelo menos um pouquinho, rabiscaremos cadernos e cadernos sem escrever coisa alguma que tenha significado para nós.

Tenho aprendido com o tempo que quando julgamos falamos mais de nós do que do outro. Que a maledicência acontece quando o coração está com mau hálito. Que o respeito é virtude das almas elegantes. Que a empatia nasce do contato íntimo com as nuances da nossa própria humanidade. Que entre o que o outro diz e o que ouvimos existem pontes ou abismos, construídos ou cavados pela história que é dele e pela história que é nossa. Que o egoísmo fala quando o medo abafa a voz do amor. Que a carência se revela quando a autoestima está machucada. Que a culpa é um veneno corrosivo que geralmente as pessoas não gostam de ingerir sozinhas. Que a sala de aula é a experiência particular e intransferível de cada um.

Tenho aprendido com o tempo coisas que somente com o tempo a gente começa a aprender. Que o encontro amoroso, para ser saudável, não deve implicar subtração: deve ser soma. Que há que se ter metas claras, mas, paradoxalmente, como alguém me disse um dia, liberdade é não esperar coisa alguma. Que a espontaneidade e a admiração são os adubos naturais que fazem as relações florescerem. Que olhar para o nosso medo, conversar com ele, enchê-lo de cuidado amoroso quando ele nos incomoda mais, levá-lo para passear e pegar sol, é um caminho bacana para evitar que ele nos contraia a alma.

Tenho aprendido que se nos olharmos mais nos olhos uns dos outros do que temos feito, talvez possamos nos compreender melhor, sem precisar de muitas palavras. Que uma coisa vale para todo mundo: apesar do que os gestos às vezes possam aparentar dizer, cada pessoa, com mais ou menos embaraço, carrega consigo um profundo anseio por amor. E, possivelmente, andará em círculo, cruzará desertos, experimentará fomes, elegerá algozes, posará de vítima para várias fotos, pulará de uma ilusão a outra, brincará de esconde-esconde com a vida, até descobrir onde o tempo todo ele está.

Por Ana Jácomo


Fonte:
http://anajacomo.blogspot.com/

domingo, 4 de setembro de 2011

É possível curar todos os relacionamentos?




Curar nossos relacionamentos é a nossa própria escolha, já que na verdade não são os outros que estamos perdoando realmente. São apenas nossas próprias atitudes e julgamentos a respeito deles que precisam ser perdoados. São os nossos pensamentos e julgamentos hoje, e não mais a outra pessoa, que nos causam dor no presente. E já que estes pensamentos e julgamentos são nossos, apenas nossos, somos nós que precisamos nos empenhar em perdoar, em mudar nossa mente e nos libertar das queixas passadas.

É Possivel Curar Todos Os Relacionamentos? 


Sim! É possível curar não apenas alguns, mas todos os nossos relacionamentos. Podemos fazê-lo desistindo de qualquer forma preconcebida, ou dos roteiros mentais que tenhamos escrito sobre os outros. Podemos fazer isso nos dispondo a acabar com todas as queixas e pensamentos de agressividade.

E podemos fazer isso por meio do processo do perdão.

- Reconhecendo que não somos vítimas dos nossos relacionamentos e, sim, participantes deles.

- Optando por ver os outros como seres que nos amam ou, caso os percebamos como nossos agressores, optando por vê-los como seres cheios de medo que clamam por amor.

- Lembrando que aquilo que percebemos nos outros e no mundo exterior é uma projeção dos pensamentos - quer positivos quer negativos - contidos em nossa mente.

- Tornando-nos "buscadores de amor" em vez de "buscadores de defeitos."

- Direcionando a nós mesmos e escolhendo ser interiormente pacíficos, não importando o que esteja acontecendo fora de nós. 

Podemos começar a reconhecer que a cura dos nossos relacionamentos está diretamente ligada à Cura das Atitudes que estamos conservando em nossa mente a respeito desses relacionamentos.

Afirmações:

1- Escolho curar meu relacionamento comigo mesmo deixando que o hábito de julgar a mim mesmo se vá.
2 - Escolho unir-me aos outros, em vez de me separar deles, abandonando meus julgamentos sobre eles.
3 - Escolho rasgar todos os roteiros que escrevi para o modo como acho que as pessoas deveriam ser em minha vida.
4 - Escolho lembrar que o que realmente conta em meus relacionamentos não é quanto eu faço ou digo... mas sim com quanto amor eu faço ou digo.
5 - As palavras que eu escolho em minhas comunicações sempre determinam se minha intenção é unir ou separar.
6  -  Hoje, eu escolho lembrar-me de que realmente mereço o direito de ser feliz.
7 - Hoje, eu escolho desistir de me sentir uma vítima dos meus relacionamentos e assumirei a responsabilidade por minha vida.
8 - Sempre que ficar preso no passado ou no futuro, escolherei lembrar-me de que o amor só pode ser vivenciado no presente.
9 - Posso optar pelo amor em vez do medo, em todos os meus relacionamentos.

Defesas refletem feridas.
Ataques são gritos por amor.

Relacionamentos são oportunidades de saber quem somos.

Um Curso em Milagres

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Caminhe em direção ao seu Tikun Por Yehuda Berg




Não surgimos nesse mundo por acaso.


Não surgimos por um processo de seleção aleatória.


Surgimos sim por uma razão.


E qual é essa razão? Tikun.


Tikun significa correção ou reparo.


E o que necessita ser corrigido? Nossa alma.


A Kabbalah ensina que cada um de nós chega a esse mundo com uma bagagem de vidas passadas. Essa bagagem contém todas as situações em que fizemos curtos circuitos em nossas vidas passadas ou em algum ponto esquecido dessa vida.


Cada vez que falhamos em resistir ao nosso comportamento reativo, temos que corrigi-lo em algum ponto do futuro. É esse o conceito de correção que se chama "tikun".


Podemos ter um tikun com dinheiro, com pessoas, saúde, amizade ou relacionamentos.


Passar pela vida sendo "uma pessoa legal" não basta. O segredo da vida é mudar nossos próprios padrões pessoais negativos que compõem o nosso tikun.


E então, qual é o seu tikun?


Sem conhecer voce posso dizer imediatamente qual é o seu tikun.


Tudo que for desconfortável para voce faz parte do seu tikun.


Todas as pessoas na sua vida que o incomodam e o aborrecem fazem parte do seu tikun (correção espiritual).


Se voce acha difícil se defender - isso faz parte do seu tikun.
Se voce parece não conseguir sair do atoleiro das dívidas - isso faz parte do seu tikun.
Se voce acha difícil controlar seus pensamentos negativos - isso faz parte do seu tikun.


Com esse entendimento voce não pode mais se sentir uma vítima. Voce não pode mais se lamentar dos sofrimentos, da infância problemática, do desequilíbrio hormonal ou de qualquer circunstância difícil que esteja confrontando. Essas situações, não importa o quanto pareçam esmagadoras, estão presentes simplesmente para ajudá-lo a atrair a Luz duradoura da plenitude para sua vida. Mas antes, existe uma situação de tikun exigindo ser corrigida. 


E é disto que trata esta semana. Caminhar em direção - e não em sentido oposto - ao que é desconfortável. A satisfação momentânea de fugir não é nada se comparada à energia que voce vai obter ao enfrentar a situação.


Tudo de bom, Yehuda Berg




Fonte:
www.yehudaberg.com

sexta-feira, 1 de julho de 2011

A Cura dos Relacionamentos: Uma Escolha


Em última análise, curar nossos relacionamentos é a nossa própria escolha, já que na verdade não são os outros que estamos perdoando realmente.

São apenas as nossas próprias atitudes e julgamentos a respeito deles que precisam ser perdoados.

São os nossos pensamentos e julgamentos hoje, e não mais a outra pessoa, que nos causam dor no presente.

E já que estes pensamentos e julgamentos são nossos, apenas nossos, somos nós que precisamos nos empenhar em perdoar, em mudar nossa mente e nos libertar das queixas passadas.

Enfim, é o nosso relacionamento com nós mesmos que precisa ser curado, e apenas nós podemos fazer isso, se esta for a nossa escolha.

É possível curar todos os nossos relacionamentos?

Sim! É possível curar não apenas alguns, mas todos os nossos relacionamentos.

Podemos fazê-lo desistindo de qualquer forma preconcebida, ou dos roteiros mentais que tenhamos escrito sobre os outros.

Podemos fazer isso nos dispondo a acabar com todas as queixas e pensamentos de agressividade.

E podemos fazer isso por meio do processo do perdão.

Podemos fazer isso:

* Reconhecendo que não somos vítimas dos nossos relacionamentos e, sim, participantes deles.

* Assumindo a responsabilidade pelos nossos pensamentos, pelas nossas escolhas e emoções, e não censurando a outra pessoa por aquilo que aconteceu no relacionamento.

* Optando por ver os outros como seres que nos amam ou, caso os percebamos como nossos agressores, optando por vê-los como seres cheios de medo que clamam por amor.

* Lembrando que aquilo que percebemos nos outros e no mundo exterior é uma projeção dos pensamentos - quer positivos quer negativos - contidos em nossa mente.

* Aprendendo a amar a nós mesmos e aos outros, perdoando em vez de julgar.

* Direcionando a nós mesmos e escolhendo ser interiormente pacíficos, não importando o que esteja acontecendo fora de nós.

Essas idéias podem afetar literalmente todos os aspectos da nossa vida.

Podemos começar a lançar um novo olhar sobre o mundo e sobre todos os nossos relacionamentos.

Podemos começar a reconhecer que a cura dos nossos relacionamento está diretamente ligada à Cura das Atitudes que estamos conservando em nossa mente a respeito desses relacionamentos.

Afirmações:

1 - Escolho curar meu relacionamento comigo mesmo deixando que o hábito de julgar a mim mesmo se vá.

2 - Escolho unir-me aos outros, em vez de me separar deles, abandonando meus julgamentos sobre eles.

3 - Escolho rasgar todos os roteiros que escrevi para o modo como acho que as pessoas deveriam ser em minha vida.

4 - Escolho lembrar que o que realmente conta em meus relacionamentos não é quanto eu faço ou digo, mas sim com quanto amor eu faço ou digo.

5 - As palavras que eu escolho em minhas comunicações sempre determinam se minha intenção é unir ou separar.

6 - Será por meio dos meus relacionamentos que eu vivenciarei o amor incondicional.

7 - Hoje, eu escolho lembrar-me de que realmente mereço o direito de ser feliz.

8 - Hoje, eu escolho desistir de me sentir uma vítima dos meus relacionamentos e assumirei a responsabilidade por minha vida.

9 - Sempre que ficar preso no passado ou no futuro, escolherei lembrar-me de que o amor só pode ser vivenciado no presente.

10 - Posso optar pelo amor em vez do medo, em todos os meus relacionamentos.

Por Gerald Jampolsky e Diane Cincirione

terça-feira, 19 de abril de 2011

Loucura ou Sabedoria?



Existe uma realidade ao redor da qual todos nós gravitamos: somos fortes julgadores em cima das atitudes, hábitos e vícios das pessoas.


A Filosofia Budista recomenda que não se julgue, simplesmente porque as pessoas, ou almas se preferirem, estão em estágios diferenciados de evolução; pior é que esta atitude, julgar, cria karma.

Somos essências em estágio evolutivo. Ninguém está pronto neste planeta. Este é o ponto. Aqui é uma escola onde se aprende pela dor. Saber entender a dor, e por que ela aconteceu, é o maior caminho para nossa subida de um degrau...

Assim:
O que é entendível para alguns é absurdo para outros.
O que é correto para mim, é detestável para você.
O que é convenção para alguns, é ridículo e inapropriado para outros.
O que é novo para um, pode ser inaceitável para o outro.

E assim seguimos vivendo. Mas, qual é o ponto correto em tudo isso?

Simplesmente, aquele que nos satisfaz. Na vida não há certo ou errado. Há o que nos preenche e nos satisfaz.

Portanto, não podemos rotular as pessoas conforme nossas verdades, porque simplesmente a verdade de agora será superada pela verdade do futuro.

E quem somos nós para julgarmos?


Há uma frase célebre que diz:
Quando encontro a resposta, o Universo muda a pergunta!

Ou seja, estamos em constante evolução e precisamos de lucidez para entender o que acontece à nossa volta, sem nos preocuparmos em controlar a vida dos outros via julgamentos e rotulagens de acordo com nossas verdades.

As novidades evolutivas podem chocar.

Você conhece, eu conheço também, um cem número de pessoas que nunca erra. Sempre os errados nos episódios analisados foram os outros. Uns porque atrapalharam, outros porque foram negligentes, outros omissos, mas eles, sempre os perfeitos... e vítimas das circunstâncias.

O que fazer com eles?

Deixá-los viver a vida conforme querem e entendem que está certo e, assim, colherem o que plantaram: o oco, o vazio e o sem conteúdo. Mas isso é problema deles.


A vida é Causa e Efeito. Isso sim é verdadeiro. Tão verdadeiro como a dor, mas supérfluo como o sofrimento. A dor é inevitável, porém, manter o sofrimento sempre é opção nossa. Aprendemos com a dor. Com o sofrimento estragamos a saúde. Só e tudo isso.

Voltando ao tema, o maior exemplo de loucura foi com Einstein... Na realidade, ele estava sempre à frente dos que o cercavam. Sabia muito e, portanto, era incompreendido pelos que seguem padrões. Pior ainda era na sua época, quando o conhecimento era reservado somente para alguns afortunados.

Para ele, não existe o mal, existe a ausência do bem. Não existe o ruim, falta o bom. Não existe a vaidade, falta humildade. Não existe a raiva, falta o amor.

Por pensar assim era insano, louco mesmo. Eu prefiro achar que era incompreendido...

Portanto, sempre que alguém está sendo julgado como louco, pode estar apenas vendo mais longe do que os padrões convencionais que aplicamos em nossa vida, naquele exato momento.

Atualmente, com a incrível velocidade da informação, você percebeu como estão diminuindo as aldeias? Como as pessoas estão ávidas de conhecimento? E vocês perceberam como aumentaram os loucos?

Que tal sermos um deles? As oportunidades estão ao nosso redor. É só agir... Assim, acabamos conhecendo o caminho que nos leva ao saber de ser sábio. Aquele que só vem com o conhecimento realmente aplicado.


Sei que nos veremos
Beijo na alma

Por Saul Brandalise Jr

Fonte da Imagem:
Pietrzyk
http://pietrzyk.blogspot.com/

quinta-feira, 3 de março de 2011

O caminho para o Perdão!




Permita que a paz interior seja seu único objetivo, não o ato de mudar as outras pessoas ou puní-las.

O estágio inicial: mudar nossas crenças!

O estágio inicial para retreinarmos nossas mentes começa aprendendo a aquietá-las para que não sejam envolvidas no corre corre diário. Rezar pode ser útil para isso. Se você medita, pode começar por aí.

Meditação significa simplesmente ter uma mente pacífica. Você pode visualizar uma caminhada montanha acima, até um lago tão claro e puro que se possa ver o fundo. Deixe que esta imagem ou outra parecida seja seu símbolo para uma mente pacífica.

Uma mente pacífica é nosso estado natural de ser, um que seja tranquilo, quieto, alegre e amoroso.

Sua luminosidade torna-se possível porque não existem pensamentos conflitantes, julgamentos ou medos.

Para ter uma mente pacífica, encontre uma imagem como o lago na montanha, que funcione para você. Então, leve de cinco a vinte minutos por dia, concentrando-se nesta imagem, em um lugar onde você não possa ser perturbado por outras pessoas, pelo telefone ou por qualquer outra coisa.

Achar um tempo para estar em contato com a natureza e experimentar sua unicidade com ela também pode ser útil. Ou apenas fique quieto, sem nada para distraí-lo - televisão, rádio ou conversas. Desligue o telefone. A quietude que você criar vai ajudá-lo a ser mais receptivo às diferentes maneiras de olhar para o perdão.

Incluí aqui uma lista de princípios. Não deixe o tamanho desta lista perturbá-lo. Seja gentil e paciente consigo mesmo. Resista a qualquer tentação que possa ter de comparar-se com os outros ou de medir seus progressos. Encontre um espaço que seja confortável e convidativo para você e respeite-o.

Deseje ter a mente aberta ao revisar estes princípios. Lembre-se de que está tudo bem em se discordar ou rejeitar qualquer um desses pensamentos.

O perdão é uma escolha e você não é obrigado a perdoar ou a acreditar nele.

Mas faça o melhor que puder para perceber as consequências de sua escolha entre perdoar e não perdoar.

Deixe seu coração ajudá-lo a decidir.

* Esteja aberto à possibilidade de mudar suas crenças sobre o perdão.

* Deseje pensar que você não é apenas um corpo, mas sim um ser espiritual vivendo temporariamente em um corpo físico.

* Pense sobre a possibilidade de a vida e o amor serem um e eternos.

* Não encontre valor na auto-piedade.

* Escolha ser feliz, ao invés de estar "certo".

* Deseje deixar ir embora a condição de vítima.

* Faça da paz interior seu único objetivo.

* Olhe para todos que encontrar como "professores" de perdão.

* Acredite que conservar mágoa e pensamentos rancorosos é o caminho para seu sofrimento.

* Reconheça que qualquer dor emocional que você sinta neste momento é provocada apenas pelos seus próprios pensamentos.

* Acredite que você tem o poder de escolher os pensamentos que põe em sua mente.

* Acredite que agarrar-se à raiva não traz o que você realmente quer.

* Acredite que é melhor para você tomar decisões baseadas no amor ao invés de no medo.

* Acredite que não existe valor nenhum em punir-se.

* Acredite que você merece ser feliz.

* Ao invés de ver as pessoas como se o estivessem atacando, veja-as como amedrontadas e gritando por amor.

* Deseje ver a alegria da criança em todos que você encontrar, não importando que roupas estejam usando ou que coisas terríveis tenham feito.

* Deseje ver a alegria da criança dentro de você.

* Deseje contar suas bênçãos ao invés de suas mágoas.

* Procure o valor de desistir de todos os seus julgamentos.

* Acredite que o amor é a maior força curadora do mundo.

* Acredite que cada pessoa que encontra é uma professora de paciência.

* Acredite que o perdão é a chave para a felicidade.

* Acredite que você pode experimentar a "amnésia celestial", esquecendo momentaneamente tudo, menos o amor que outras pessoas deram a você.

* Reconheça que cada encontro que você tem, com cada pessoa, é um Encontro Divino. Imagine que a pessoa que você está encontrando é, na realidade, Jesus, Buda, Maomé, Madre Teresa ou qualquer outro sábio Mestre espiritual que está dentro da pessoa com a qual está lidando. Não importando como possa parecer, trate isto como um relacionamento sagrado, no qual existe a oportunidade de aprender.

* Deixe de lado o fato de ver qualquer valor em se magoar ou punir as outras pessoas a si mesmo.

Lembre-se de que o propósito do perdão não é mudar as outras pessoas, mas mudar os pensamentos conflituosos e negativos que estão em sua mente!



Gerald Jampolsky

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A Cura dos Relacionamentos: uma Escolha



Em última análise, curar nossos relacionamentos é a nossa própria escolha, já que na verdade não são os outros que estamos perdoando realmente.

São apenas as nossas próprias atitudes e julgamentos a respeito deles que precisam ser perdoados.

São os nossos pensamentos e julgamentos hoje, e não mais a outra pessoa, que nos causam dor no presente.

E já que estes pensamentos e julgamentos são nossos, apenas nossos, somos nós que precisamos nos empenhar em perdoar, em mudar nossa mente e nos libertar das queixas passadas.

Enfim, é o nosso relacionamento com nós mesmos que precisa ser curado, e apenas nós podemos fazer isso, se esta for a nossa escolha.

É possível curar todos os nossos relacionamentos?

Sim! É possível curar não apenas alguns, mas todos os nossos relacionamentos.

Podemos fazê-lo desistindo de qualquer forma preconcebida, ou dos roteiros mentais que tenhamos escrito sobre os outros.

Podemos fazer isso nos dispondo a acabar com todas as queixas e pensamentos de agressividade.

E podemos fazer isso por meio do processo do perdão.

Podemos fazer isso:

* Reconhecendo que não somos vítimas dos nossos relacionamentos e, sim, participantes deles.

* Assumindo a responsabilidade pelos nossos pensamentos, pelas nossas escolhas e emoções, e não censurando a outra pessoa por aquilo que aconteceu no relacionamento.

* Optando por ver os outros como seres que nos amam ou, caso os percebamos como nossos agressores, optando por vê-los como seres cheios de medo que clamam por amor.

* Lembrando que aquilo que percebemos nos outros e no mundo exterior é uma projeção dos pensamentos - quer positivos quer negativos - contidos em nossa mente.

* Aprendendo a amar a nós mesmos e aos outros, perdoando em vez de julgar.

* Direcionando a nós mesmos e escolhendo ser interiormente pacíficos, não importando o que esteja acontecendo fora de nós.

Essas idéias podem afetar literalmente todos os aspectos da nossa vida.

Podemos começar a lançar um novo olhar sobre o mundo e sobre todos os nossos relacionamentos.

Podemos começar a reconhecer que a cura dos nossos relacionamento está diretamente ligada à Cura das Atitudes que estamos conservando em nossa mente a respeito desses relacionamentos.

Afirmações:

1 - Escolho curar meu relacionamento comigo mesmo deixando que o hábito de julgar a mim mesmo se vá.

2 - Escolho unir-me aos outros, em vez de me separar deles, abandonando meus julgamentos sobre eles.

3 - Escolho rasgar todos os roteiros que escrevi para o modo como acho que as pessoas deveriam ser em minha vida.

4 - Escolho lembrar que o que realmente conta em meus relacionamentos não é quanto eu faço ou digo, mas sim com quanto amor eu faço ou digo.

5 - As palavras que eu escolho em minhas comunicações sempre determinam se minha intenção é unir ou separar.

6 - Será por meio dos meus relacionamentos que eu vivenciarei o amor incondicional.

7 - Hoje, eu escolho lembrar-me de que realmente mereço o direito de ser feliz.

8 - Hoje, eu escolho desistir de me sentir uma vítima dos meus relacionamentos e assumirei a responsabilidade por minha vida.

9 - Sempre que ficar preso no passado ou no futuro, escolherei lembrar-me de que o amor só pode ser vivenciado no presente.

10 - Posso optar pelo amor em vez do medo, em todos os meus relacionamentos.


Por Gerald Jampolsky e Diane Cincirione

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

...aquela parte de nós que continua...



"Este livro é dedicado ao Ego,
aquela parte de nós que continua a se preocupar,
que vive na dúvida,
que é cheia de receios,
que julga os outros,
que tem medo de confiar,
que precisa de provas,
que acredita apenas quando lhe convém,
que não consegue dar continuação às coisas,
que se recusa a praticar o que prega,
que precisa ser salva,
que quer ser vítima,
que dá verdadeiras surras no "eu",
que precisa estar certa o tempo todo e
que insiste em se agarrar àquilo que não funciona....
Este é o seu aviso prévio...
Seus dias estão contados!"


Fonte:
Prefácio do Livro
Um dia minha alma se abriu por inteiro
de Iyanla Vanzant