sexta-feira, 1 de junho de 2018

Prefácio Por Manoel de Barros







Prefácio



"Assim é que elas foram feitas (todas as coisas) —

sem nome.

Depois é que veio a harpa e a fêmea em pé.

Insetos errados de cor caíam no mar.

A voz se estendeu na direção da boca.

Caranguejos apertavam mangues.

Vendo que havia na terra

Dependimentos demais

E tarefas muitas —

Os homens começaram a roer unhas.

Ficou certo pois não

Que as moscas iriam iluminar

O silêncio das coisas anônimas.

Porém, vendo o Homem

Que as moscas não davam conta de iluminar o

Silêncio das coisas anônimas —

Passaram essa tarefa para os poetas."



Manoel Barros


terça-feira, 1 de maio de 2018

Cantiga (Poema)






Cantiga

Nas ondas da praia
Nas ondas do mar
Quero ser feliz
Quero me afogar.

Nas ondas da praia
Quem vem me beijar?
Quero a estrela-d'alva
Rainha do mar.

Quero ser feliz
Nas ondas do mar
Quero esquecer tudo
Quero descansar.

(Estrela da Manhã)

Manuel Bandeira


domingo, 1 de abril de 2018

A gente... Por Manoel de Barros








"A gente não gostava de explicar as imagens
porque explicar afasta as falas da imaginação."

Manoel de Barros



quinta-feira, 1 de março de 2018

Mato... Por Manoel de Barros






"Fui criado no mato e
aprendi a gostar das coisinhas do chão –
Antes que das coisas celestiais."

Manoel de Barros



segunda-feira, 1 de janeiro de 2018