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segunda-feira, 28 de março de 2011

Técnica de yoga alivia sintomas do estresse em cinco minutos!



Yoga: Entenda esta filosofia de vida e de saúde


"Praticando regularmente a “técnica do corpo oco”, você perceberá que os antigos obstáculos desaparecem e que você responde de uma maneira mais alerta, aos diferentes pedidos da vida. Alem de livrar-se do estresse, você será capaz de incentivar as forças de recuperação que estão dentro de você"

Uma das técnicas mais eficazes para livrar-se do estresse, das tensões acumuladas no corpo e na mente consiste em visualizar o corpo como um oco!


Como se o corpo fosse vazio. Como se fosse uma forma para bolo, cheia de espaço transparente, cristalino. O espaço visualizado dentro da forma nem é sólido, nem é vazio, trata-se de um espaço onde as sensações e os sentimentos podem ir e vir livremente.


O truque é sentir essa abertura, esse espaço. É chegar à sensação que nesse espaço não existe obstáculo, solidez e nem densidade.


Essa prática simplíssima foi usada durante milênios a tal ponto, que hoje os médicos encontram nessa técnica um meio fácil de aperfeiçoar certas funções fisiológicas e de aumentar a coordenação do conjunto corpo/espírito.


Você está pronto?


Podemos começar sentado numa posição confortável com as costas alinhadas. Quando você se sentir tranquilo e em paz consigo mesmo, leve a atenção para sua respiração.


Princípio essencial para ser lembrado antes de começar: todas as respirações são feitas pelas narinas.


- Inspirando, leve sua atenção para a cabeça e imagine-a repleta de uma neblina luminosa e transparente.


- Expirando, imagine que você esteja dissolvendo a sensação de densidade e de solidez nessa região do corpo, tornando-se totalmente transparente como se fosse um espaço aberto sobre um universo amigável e maravilhoso.


- Tenha consciência das sensações e das vibrações indo e vindo nesse mesmo espaço aberto.


- Numa próxima inspiração, preste atenção à nuca, ao pescoço, e sinta essa região do corpo repleta dessa substância cristalina e transparente que tem capacidade de se mesclar com a atmosfera exterior, amigável e maravilhosa.


- Gradativamente, passe para outra região do corpo, até que sua imaginação tenha percorrido o corpo todo: deixe a expiração transformar num espaço aberto, seus ombros, braços, mãos, peito, ventre, quadril, pernas e pés.


- Com cada expiração, sinta, observe cada região do corpo se tornando um espaço aberto às vibrações maravilhosas do universo em volta. Você e o Universo se tornam um só. As fronteiras entre o dentro e o fora se apagam.


- Sinta a paz que vem da fusão com o universo.


- Agora permaneça nessa sensação de “corpo oco”, focado só na sensação. É inútil raciocinar ou querer pensar. Ficar nessa sensação de “espaço aberto” é mágico. Esse tempo especial lhe ajudará a voltar à calma e à paz interior que cura.


Às vezes, existem certas partes do corpo que resistem à visualização. A razão é que cortamos nossa atenção dessas partes com feridas, cicatrizes, traumas e cirurgias. Ativar novamente essas regiões “dormentes” de você permitirá que a energia circule e também que se livre dos bloqueios, tanto físicos quanto psíquicos.


Se nós sustentarmos a hipótese que o corpo integra todas as experiências na memória das células, podemos acreditar que estar atento às sensações estimula a fluidez das energias nervosas, sanguíneas, linfáticas ou prânica ( ou seja, o somatório de todas as energias que promovem a vida dentro e fora do ser humano).

Essas partes do corpo que podemos sentir “resistentes” à visualização podem ao longo do tempo tornar-se focos ou “pontos de partida” de doenças.


Com a prática, você poderá com facilidade imaginar e sentir seu corpo todo, da cabeça aos pés, aberto, unificado e vibrando com a luz. Em um belo dia, você sentirá que não existe mais obstáculo à progressão de sua consciência em cada parte do corpo.


Ao longo dos dias, você será capaz de unir sua mente conscientemente a cada parte do seu corpo e criar uma sensação formidável de solidez, consistência e integração.


Treinando dessa forma, você poderá gradativamente encurtar o exercício, para só ficar com o essencial: uma só respiração unificadora que lhe tornará capaz de realizar a integração.


Os benefícios dessa prática são maravilhosos, principalmente nos níveis mais sutis de nosso ser. “Contagiam” nosso dia a dia com mais equilíbrio e bem-estar. O espírito, aos poucos, impregna cada célula do corpo. Assim, seu corpo estará também mais atento à comunicação com o espírito, garantindo uma saúde melhor graças ao poder da autocura pela visualização e imaginação.


Lembro a respeito que estudos hoje comprovam que o ato imaginado é capaz de modificar as células. O ato imaginado, quando feito com atenção e concentração, modifica tanto os caminhos neuronais como cada parte do corpo que queremos melhorar ou curar, seja músculo, órgão ou esqueleto.


Praticando regularmente a “técnica do corpo oco”, você perceberá que os antigos obstáculos desaparecem e que você responde de uma maneira mais alerta, aos diferentes pedidos da vida.

Alem de livrar-se do estresse, você será capaz de incentivar as forças de recuperação que estão dentro de você. E bom treinar porque na hora que precisar, você já estará pronto!


Por Nicole Witek

sábado, 9 de outubro de 2010

O que é o Pranayama?



Pranayama é o controle da energia vital, sendo a regulação dos movimentos da respiração, o meio de alcançá-lo.


O tórax, ou a cavidade do peito é como uma caixa móvel que contém os mais importantes órgãos da respiração: os pulmões, e da circulação: o coração.


Os principais músculos do tórax são os intercostais, que preenchem a cavidade entre as costelas, e o diafragma na base, separando a cavidade peitoral da abdominal, participantes ativos na respiração.

Naturalmente outros pequenos músculos trabalham no ato da respiração, inclusive os da face.


Na respiração, o ar entra pelas narinas, passando pela laringe e traquéia, que se divide em duas, uma para cada pulmão.


Os pulmões têm uma textura elástica e são formados por pequenos sacos, os alvéolos, cuja função é permitir que as células vermelhas do sangue absorvam oxigênio e devolvam gás carbônico.

Essas células vermelhas são as carregadoras de oxigênio dos pulmões para os diversos tecidos do corpo.


O oxigênio é imprescindível em toda e qualquer atividade humana.


Todo esse trabalho é intimamente conectado com o funcionamento do coração.


Do ponto de vista fisiológico, o propósito de qualquer exercício respiratório é a assimilação de uma máxima quantidade de oxigênio com um mínimo gasto de energia.

Do ponto de vista yogue, o propósito do exercício respiratório é diminuir o ritmo do metabolismo, mais especificamente, diminuir o movimento psíquico (facilitando a concentração).


Como já citamos anteriormente, os yogues postulam a existência de dois tipos de atividade neurofisiológica que geram e controlam o ato da respiração:


  • uma é estimulada pela influência solar, juntamente com a respiração pela narina direita (pingala);
  • a outra, é estimulada pela influência lunar e a respiração pela narina esquerda (ida).É muito importante para a saúde, o equilíbrio entre estas duas correntes energéticas.


Desde muito cedo, foi também observado pelos yogues, a correlação entre o funcionamento cerebral e mudanças no volume, força e ritmo da respiração.


Falam de uma biounidade entre mente e ‘prana’, uma correspondência entre o pensamento/emoções e a respiração.


Prana é um conceito que tem causado muita polêmica entre os escritores modernos sobre seu significado.


O yogue Shri Yogendra o define como uma ‘força biomotora’ ou ‘bioenergia’, ou ‘energia vital’, difundida por todo o corpo e sustentáculo da vida.


É a energia responsável pela unidade e harmonia do corpo.


Sua principal função é o movimento.

O movimento mental, ele próprio, é prana.


Sem prana não há função cognitiva.


Em outras palavras, prana “é uma atividade vibratória que sustenta o processo da vida” (Yogendra).


O ato de inspirar e expirar “alimentam” este funcionamento.


Pranayama tecnicamente é a restrição ou suspensão da inspiração ou da expiração (literalmente é restrição – yama – do prana, ou seja, restrição do movimento).


A essência do pranayama é, portanto, a pausa respiratória , que diminui o funcionamento mental, propiciando condições para a meditação.


O Instituto de Yoga de Mumbai reciclou as técnicas tradicionais, propondo oito maneiras de se realizar o pranayama:

Pranayama I – igualar os tempos de inspiração e expiração
Pranayama II – expansão lateral dos pulmões (Respiração Intercostal)
Pranyama III – expansão superior dos pulmões (Respiração Clavicular)
Pranayama IV- expansão inferior dos pulmões (Respiração Diafragmática)
Pranayama V – Sunyaka: manter os pulmões vazios
Pranayama VI – Puraka: inspiração prolongada
Pranayama VII – Kumbhaka: manter os pulmões cheios
Pranayama VIII – Rechaka: expiração prolongada



Existe também um pranayama tradicional, que por sua ação sobre o sistema nervoso, é ensinado por todos os Institutos de yoga, chama-se: Anulomaviloma Pranayama, ou Respiração Alternada (alterna-se as narinas nas inspirações e expirações).

Além dos benefícios fisiológicos, pranayama tem, segundo o yoga, uma importância fundamental no desenvolvimento do conhecimento discriminativo.


O ‘insight’ sobre nossa dimensão transcendental advém da quietude interior, da parada de todo movimento da matéria em nós.


Sendo o prana a própria atividade vibratória da mente, sua restrição leva a esta parada, que só é alcançada completamente em Samyama, ou seja, no processo contínuo de concentração (dhárana), meditação (dhyana) e transe (samádhi).

Em outras palavras, a prática do pranayama sensibiliza para o aspecto transcendente da vida, aponta uma série de sinais sobre si mesmo a partir dos quais se pode adquirir uma resposta genuína e individual à questão ‘quem sou eu?’


Fonte:
gnosisonline

sábado, 25 de setembro de 2010

Respiração do Rejuvenescimento


A 3 Respirações


São comuns pessoas que se queixam de problemas respiratórios. Algumas reclamam que estão sempre cansadas, não têm fôlego e encontram-se sem energia.

Tomar consciência de nossa respiração, de como respiramos habitualmente e de como devemos respirar é um dos pontos fundamentais do Yoga.

No exercício das posturas devemos permanecer com a atenção constantemente voltada para o modo como estamos respirando.

Durante o relaxamento, é o ritmo da respiração que nos leva para a via da serenidade, aquietando a nossa mente e permitindo que o corpo descanse.

Para que tomemos consciência da nossa capacidade plena de respiração e de como, controlando-a, podemos ganhar saúde, vitalidade, capacidade de concentração, serenidade, clareza mental e equanimidade, o Yoga oferece inúmeros exercícios respiratórios.

Entretanto, há um exercício denominado “Respiração Completa” que pode ser considerado como aquele que está na base de todos os outros.

É nele que vamos tomar consciência da nossa plena capacidade respiratória levando o ar para as três regiões de nossos pulmões:


a região baixa, abdominal ou diafragmática,


a região média intercostal ou torácica,


e a região alta ou subclavicular.


Com a vida acelerada e sedentária que a maioria das pessoas leva nas cidades grandes perde-se a percepção de como deve ser a respiração.

Em geral, respira-se “curtinho” e nos níveis mais altos de nossos pulmões.

Muitas pessoas respiram sem movimentar as costelas ou o abdômen adequadamente, mantendo quase sempre o torso rígido.


Quando você pratica uma respiração completa:

Logo abaixo dos pulmões há um músculo laminado, denominado diafragma, que separa o peito do abdômen.

Na medida em que o ar é insuflado para as partes baixa, média e alta, o diafragma se contrai, deslocando-se para baixo empurrando os órgãos do abdômen enquanto este se expande e a caixa torácica expande-se para fora e para cima.

Na expiração, o diafragma relaxa-se enquanto o abdômen, a caixa torácica e a parte alta do peito se contraem naturalmente.

A posição ideal para se começar a respiração completa é estar deitado de costas com as pernas alongadas ou então flexionadas, como a pessoa preferir.

É importante observar que na respiração completa tanto a inspiração como a expiração devem ser feitas pelo nariz.

Antes de iniciarmos devemos fazer três exercícios preliminares que têm como função fazer com que a pessoa aprenda a colocar a sua respiração no abdômen, na caixa torácica e no alto do peito.


Vejamos como se faz.

Exercícios preliminares:


Respiração diafragmática, baixa ou abdominal

Para sentir melhor esta respiração coloque as mãos sobre o abdômen.

Ao levar o ar para a parte baixa dos pulmões, pode-se observar que o abdômen sobe na inspiração e desce na expiração.

Esta respiração é calmante, relaxante e sedante.

Ela atua nos nossos centros de energia inferiores, baixando os níveis de ansiedade, apaziguando emoções e a mente como um todo.

Ao realizar esta respiração abdominal de modo consciente é possível observar que, aos poucos, o ritmo da respiração se alonga e torna-se semelhante à respiração do sono profundo.

É como a respiração durante o sono de uma criança que está dormindo beatificamente.

Ao fazer esta respiração sinta-se como esta criança em plena idade da inocência, entregue a este sono gostoso.

Em situações de stress e ansiedade, a nossa respiração encurta-se e fica bloqueada, limitada aos níveis superiores de nossos pulmões, sobretudo à parte alta.

Respira-se “curtinho” e, na maioria dos casos, só se faz esta respiração alta.

Em caso de intenso nervosismo torna-se uma respiração alta sincopada que pode até, em situações extremas, assemelhar-se ao choro convulsivo da criança que soluça.

Nestas situações de stress e ansiedade, recomenda-se então fazer as respirações abdominais que acalmam e relaxam.

Nos casos em que há dores, sobretudo abdominais e de cabeça, esta respiração baixa consideravelmente o limiar dessas dores chegando, por vezes, a eliminá-las por completo.

É por isto que a respiração abdominal é também chamada de respiração sedante.


Respiração média, intercostal, ou torácica

Coloque as mãos sobre as costelas.

Ao levar o ar exclusivamente para esta parte média dos pulmões podemos observar que as costelas se afastam expandindo ao máximo toda esta região intercostal.

Na expiração sentimos que as costelas se aproximam novamente.

Esta respiração média expande e fortalece os músculos do tórax abrindo o peito, fortalecendo também os músculos que sustentam a coluna dorsal, favorecendo uma postura correta.

Em situações de timidez, de medo, de falta de autoconfiança podemos observar que o peito se fecha, a coluna dorsal se curva.

As respirações médias perdem o vigor e não se respira na capacidade plena desta região do tórax.

A respiração torácica consciente atua nos centros de energia do plexo solar e do plexo cardíaco, abrindo-nos para sentimentos de destemor, de iniciativa, de determinação, de autoconfiança, de receptividade, de doação e de amor universal.

Uma vez percebidos os três níveis de respiração de nossos pulmões podemos passar então para a respiração completa.

Solte os braços ao longo do corpo.


Respiração alta ou subclavicular

Leve suas mãos para a região logo abaixo das clavículas.

Ao conduzir o ar para esta região alta dos pulmões observamos que os ombros sobem um pouco em direção às orelhas e depois descem novamente na expiração.

Esta respiração é um pouco mais difícil de ser percebida isoladamente quando se está começando a tomar consciência dos três níveis de respiração dos pulmões.

Para percebê-la melhor devemos levar o ar para a parte média dos pulmões e, em seguida, continuar a preenchê-los na região mais alta até a sua capacidade plena.

É nesta região que se concentra mais a respiração em situações de stress e ansiedade e muitas pessoas respiram quase que exclusivamente nela.

São respirações bem mais curtas uma vez que o espaço dos pulmões nesta região é menor. A respiração alta como exercício consciente é importante para que percebamos os três níveis de respiração além de trazer benefícios à região da garganta, ativar as glândulas da tireóide, fortalecer os músculos do pescoço, beneficiar a audição e a emissão da voz.

Do ponto de vista energético atua no centro da garganta, desenvolvendo a criatividade e a expressão.


A respiração completa

Conduza o ar primeiramente para a parte baixa dos pulmões, depois para a parte média e em seguida para a parte alta.

A expiração pode ser feita de cima para baixo, eliminando primeiro o ar da parte alta, depois da média e por último da baixa.

Alguns autores recomendam que, se for mais cômodo, a expiração pode também ser feita de baixo para cima.

A meu ver, o que é realmente essencial na expiração é que a eliminação do ar seja realizada conscientemente percebendo-se os três níveis dos pulmões e esvaziando-os totalmente.

É fundamental, portanto, estar consciente do movimento ondular da respiração completa e realizá-la na capacidade plena dos pulmões, tanto na inspiração preenchendo-os completamente, como na expiração esvaziando-os totalmente.

Depois de algum tempo de prática é possível fazer a respiração completa de modo mais fluente passando de um nível dos pulmões para o outro naturalmente.
A respiração completa é calmante, revitalizante e tonificante.

Atua como uma massagem interna beneficiando o coração e os órgãos abdominais, tonificando o aparelho respiratório, o sistema endócrino e o sistema nervoso.

Garante melhor oxigenação do sangue purificando-o e liberando o organismo de toxinas pelas expirações completas.

Nutre e revitaliza o sangue na inspiração completa.

Não bastasse tudo isso há algo “a mais” que a respiração completa traz como benefício: ao inspirarmos estamos captando, além de oxigênio, a energia prânica.

Prana, segundo o Yoga, é a energia vital que está presente no ar que respiramos, nos alimentos que ingerimos, na água que bebemos, enfim, em toda a energia que move o Universo.

Tanto mais prana ingerimos quanto maior for a pureza destes elementos.

Sinta, então, ao fazer a respiração completa que você capta junto com o oxigênio essa energia prânica e experimente o bem-estar ao mentalizá-la nutrindo e harmonizando todo o seu ser.

Por tudo isso a respiração completa é considerada a respiração do rejuvenescimento.

Com ela restabelecemos a saúde, a vitalidade e a energia física, e atingimos a serenidade emocional e a clareza mental.

Fonte: gnosis