Mostrando postagens com marcador Experiência. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Experiência. Mostrar todas as postagens
domingo, 15 de fevereiro de 2015
Máscaras
Máscaras
"Sempre que coloco uma máscara para encobrir minha realidade
fingindo ser o que não sou,
faço-o para atrair as pessoas.
Mas logo descubro que somente atraio outros mascarados,
afastando as pessoas devido a um estorvo: a máscara.
Faço-o para evitar que os outros vejam minhas fraquezas,
mas logo descubro que por não verem a minha humanidade,
as pessoas não podem me amar pelo o que sou e sim pela máscara.
Faço-o para preservar minhas amizades,
mas logo descubro que quando perco um amigo,
por ter sido autêntico,
ele realmente não era amigo meu, e sim amigo da máscara.
Faço-o para evitar magoar alguém e por diplomacia,
mas logo descubro que é a máscara
o que mais magoa as pessoas de quem quero me aproximar.
Faço-o com a certeza de que é o melhor que tenho
a fazer para ser amado;
mas logo descubro o triste paradoxo:
o que mais desejo conseguir com minhas máscaras
é precisamente o que com elas eu impeço que aconteça."
Gilbert Brenson-Lazán
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Para conversar com Deus...
Para conversar com Deus é preciso antes de tudo aprender a estar em silêncio. Muitos se queixam que não conseguem ouvir a voz de Deus e, portanto, não há nenhum mistério. Deus nos fala.
Mas geralmente estamos tão preocupados em falar, falar e falar, que Ele simplesmente nos ouve. Se falamos o tempo todo, nada mais natural que ouvirmos o som da nossa própria voz.
Enquanto nosso eu estiver dominando, só ouviremos a nós mesmos.
A maneira mais simples de orar é ficar em silêncio, colocar a alma de joelhos e esperar pacientemente que a presença de Deus se manifeste.
E Ele vem sempre.
Ele entra no nosso coração e quebranta nossas vidas.
Quem teve essa experiência um dia nunca se esquecerá.
Nosso grande problema é chegar na presença de Deus para ouvir somente o que queremos.
Geralmente quando chegamos a Ele para pedir alguma coisa, já temos a resposta do que queremos.
Não pedimos que nos diga o que é melhor para nós, mas dizemos a Ele o que queremos e pedimos isso.
É sempre nosso eu dominando, como se inversamente, fôssemos nós deuses e que Ele estivesse à disposição simplesmente para atender a nossos desejos.
Mas Deus nos ama o suficiente para não nos dar tudo o que queremos, quando nos comportamos como crianças mimadas.
Deus nos quer amadurecidos e prontos para a vida.
Quem é Deus e quem somos nós?
Quem criou quem e quem conhece o coração de quem?
Somos altivos e orgulhosos.
Se Deus não nos fala é porque estamos sempre falando no lugar dEle.
Portanto, se quiser conversar com Deus, aprenda a estar em silêncio primeiro.
Aprenda a ser humilde, aprenda a ouvir. E aprenda, principalmente, que Sua voz nos fala através de pessoas e de fatos e que nem sempre a solução que Ele encontra para os nossos problemas são as mesmas que impomos. Deus também diz "não" quando é disso que precisamos. Ele conhece nosso coração muito melhor que nós, pois vê dentro e vê nosso amanhã. Ele conhece nossos limites e nossas necessidades.
A bíblia nos dá este conselho: "quando quiser falar com Deus, entra em seu quarto e, em silêncio, ora ao Teu Pai."
Eis a sabedoria Divina, a chave do mistério e que nunca compreendemos. Mas ainda é tempo...
Encontramos no livro de Provérbios a seguinte frase:
"as palavras são prata, mas o silêncio vale ouro."
A voz do silêncio é a voz de Deus. E falar com Ele é um privilégio maravilhoso acessível a todos nós.
Autor Desconhecido
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
domingo, 25 de novembro de 2012
Cérebro: o papel dos Biofótons na mente
Estudos científicos evidenciam que as células e os neurônios produzem e negociam com biofótons.
Vários trabalhos científicos demonstram que os neurônios emitem, conduzem e recebem fótons.
Os biofótons e a capacidade de sincronização da mente.
Nos últimos anos, um crescente número de trabalhos mostram evidências científicas do papel que os fótons tem no funcionamento básico dos neurônios e em geral das células do organismo humano. A maior parte desta evidência provem de produzir um “apagão de laboratório” e proceder ao cômputo de fótons que os neurônios produzem.
A surpresa, para muitos cientistas, tem sido comprovar como a produção de luz era realizada pela maioria das células, enquanto gestionam suas funções no organismo.
Mas, o que realmente tem sido uma verificação interessante é comprovar como a maioria das células utilizam a luz para se comunicar, existindo evidências nas plantas, nas bactérias e nos neurônios de que se comunicam pela transmissão de fótons.
Os neurônios constituem um marco de estudo excepcional, já que a produção, transmissão e comunicação fotônica já têm sido verificada em diversos experimentos de laboratório.
Os estudos concluem que a comunicação fotônica se realiza mediante os microtubos e que a produção de aminoácidos é crucial no processo de comunicação e coordenação das funções cerebrais e motrizes com o restante dos mecanismos do cérebro.
Em busca da verificação da produção de biofótons e a comunicação celular biofotônica, corresponde analizar a capacidade de absorção de luz por parte dos tecidos e sua interação nos processos da ionogenomática. A verificação do experimento dos biofótons, implicaria a validação do modelo ionogenomático.
Estudo: Emission of Biophotons and Neural Activity of the Brain
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Primavera... Verão... Outono... Inverno...
As estações mudam.
Às vezes é inverno, às vezes é verão.
Se você permanecer sempre no mesmo clima,
você se sentirá estagnado.
Você precisa aprender a gostar
daquilo que está acontecendo.
Chamo a isso de maturidade.
Você precisa gostar
daquilo que já está presente.
A imaturidade é ficar vivendo
nos "poderias" e nos "deverias"
e nunca vivendo naquilo que "é"
- aquilo que "é" é o caso,
e o "deveria" é apenas um sonho.
Tudo o que for o caso, é bom.
Ame isso, goste disso e relaxe nisso.
Quando algumas vezes vier a intensidade, ame-a.
Quando ela for embora, despeça-se dela.
As coisas mudam...
A vida é um fluxo.
Nada permanece o mesmo;
às vezes há grandes espaços
e às vezes não há para onde se mover.
Mas as duas coisas são boas,
ambas são dádivas da existência.
Você deveria ser grato,
reconhecido por tudo o que acontece.
Desfrute o que for.
É isso que está acontecendo agora.
Amanhã poderá mudar, então desfrute aquilo.
Depois de amanhã algo mais poderá acontecer.
Desfrute-o.
Não compare o passado com as fúteis fantasias futuras.
Viva o momento.
Às vezes é quente, às vezes é muito frio,
mas ambos são necessários;
de outro modo, a vida desapareceria.
Ela existe nas polaridades.
Osho
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
O Cérebro pode ‘desligar’ quando recebe informações negativas
Segundo recente estudo desenvolvido por psicólogos da Universidade de Bangor e publicado no periódico Journal of Neuroscience, o cérebro pode inconscientemente filtrar informações negativas.
Com base em estudo anterior sobre a capacidade de leitura e interpretação em pessoas bilíngues, os pesquisadores descobriram que o cérebro realiza um processo similar a um desligamento quando se depara com uma palavra negativa, como guerra, desconforto etc...
De acordo com o pesquisador Yan Jing Wu, o estudo foi desenvolvido objetivando desvendar as interações cerebrais inconscientes entre o processamento de informações emocionais e o acesso ao sistema de linguagem nativa e, com isso, fora descoberto o mecanismo que regula as emoções e que fundamentalmente processa os aspectos conscientes.
“Nós acreditamos se tratar de um mecanismo de proteção”, aponta Guillaume Thierry, pesquisador do estudo, que complementa: “Nós sabemos que em um trauma, por exemplo, as pessoas se comportam diferentemente; Os processos conscientes superficiais são regulados por um complexo sistema emocional no cérebro e talvez esse mecanismo cerebral espontaneamente minimize o impacto negativo de conteúdos emocionais que pareçam perturbadores a nós, para prevenir a ansiedade ou o desconforto mental”.
O estudo analisou chineses que falavam inglês e apresentou aos mesmos pares de palavras e seus significados, sendo que alguns desses pares estavam com suas traduções em mandarim.
Embora nenhum processo consciente fora estabelecido, os sinais de atividade elétrica cerebral revelou que os participantes bilíngues estavam inconscientemente traduzindo as palavras, e tal atividade cerebral não ocorria quando as palavras em inglês possuíam significados negativos.
Com base em estudo anterior sobre a capacidade de leitura e interpretação em pessoas bilíngues, os pesquisadores descobriram que o cérebro realiza um processo similar a um desligamento quando se depara com uma palavra negativa, como guerra, desconforto etc...
De acordo com o pesquisador Yan Jing Wu, o estudo foi desenvolvido objetivando desvendar as interações cerebrais inconscientes entre o processamento de informações emocionais e o acesso ao sistema de linguagem nativa e, com isso, fora descoberto o mecanismo que regula as emoções e que fundamentalmente processa os aspectos conscientes.
“Nós acreditamos se tratar de um mecanismo de proteção”, aponta Guillaume Thierry, pesquisador do estudo, que complementa: “Nós sabemos que em um trauma, por exemplo, as pessoas se comportam diferentemente; Os processos conscientes superficiais são regulados por um complexo sistema emocional no cérebro e talvez esse mecanismo cerebral espontaneamente minimize o impacto negativo de conteúdos emocionais que pareçam perturbadores a nós, para prevenir a ansiedade ou o desconforto mental”.
O estudo analisou chineses que falavam inglês e apresentou aos mesmos pares de palavras e seus significados, sendo que alguns desses pares estavam com suas traduções em mandarim.
Embora nenhum processo consciente fora estabelecido, os sinais de atividade elétrica cerebral revelou que os participantes bilíngues estavam inconscientemente traduzindo as palavras, e tal atividade cerebral não ocorria quando as palavras em inglês possuíam significados negativos.
Fonte: Universidade Bangor
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Sistema de crenças: como se instalam no cérebro
Com rapidez não leia as palavras, só as cores.
E aí?
Como foi?
Tente mais uma vez.
Tente mais uma vez.
A capacidade de nosso cérebro de perceber as letras na sequência certa é mais forte do que a nossa percepção das cores.
Então podemos chegar à conclusão de que estamos presos, condicionados nos nossos costumes e experiências. Uma informação, uma vez registrada no nosso cérebro tem a possibilidade de passar a ser sempre processada do mesmo jeito, repetidamente.
Temos, então, que ver as coisas como elas são, e não como pensamos que são.
A percepção de padrões nos facilita a vida, mas como pode ser percebido através do simples exercício acima, isto pode nos limitar.
No momento em que percebemos padrões repetitivos e queremos mudá-los, começa a nossa jornada em direção à cura, ao bem-estar, a harmonia e ao equilíbrio.
Leia também:
e
e
e
sábado, 13 de outubro de 2012
Temos que aprender...
We must learn to let go of old emotional baggage that prevents us from being able to receive and move forward in life.
Temos que aprender a soltar a bagagem emocional velha que nos impede de ser capazes de receber e seguir em frente na vida.
When you forgive fully you are then able to learn from the experience and take responsibility for your part in it. #forgiveness
Quando você perdoar totalmente você estará preparado a aprender com a experiência e assumir a responsabilidade por sua parte nela. #perdão
Our all too human mistakes create ripples that open opportunities for other people to have their human experience. #were all human
Todos os nossos erros demasiado humanos criam ondulações que oferecem oportunidades para que outras pessoas tenham sua experiência humana. # somos todos humanos
We can walk gently but powerfully on this earth plane, moving with a consciousness, love and respect for all life.
Podemos andar gentil mas poderosamente neste plano terrestre, movendo-se com consciência, amor e respeito por toda a vida.
Once you clear, align with, begin to consciously live through your heart, you'll become a conscious co-creator of your world.
Depois de limpar, de se alinhar com, e começar a viver conscientemente através do seu coração, você vai se tornar um cocriador consciente de seu mundo.
Our ego mind holds us strongly within the 3rd dimensional illusion.We must release this habit of holding onto the mind. #heart
Nossa mente do ego nos mantém fortemente dentro da ilusão de terceira dimensão. Devemos liberar este hábito de se agarrar a mente. #coração
Whatever you want to create in your life, open to receive the living energetic of your creation through your sacred heart.
Tudo o que você deseja criar em sua vida, abra-se para receber a energia vivente de sua criação através do seu coração sagrado.
You are your own healer and only you can align with that loving, light aspect of your Self. No one else can do it for you.
Você é seu próprio curador e só você pode se alinhar com esse amor, aspecto da luz do seu Ser. Ninguém mais pode fazer isso por você.
As you come to live more and more in the heart, you will begin to experience a change in how you meet life's surprises. #no fear
À medida que você
vir a viver mais e mais no coração, você começará a experimentar uma mudança na forma como você se encontra com as surpresas da vida. #Não tema
When in doubt always bring your consciousness to your heart and breathe. Thoughts NOT from your ego mind will grow stronger.
Em caso de dúvida sempre traga a sua consciência para o seu coração e respire. Os pensamentos que não vem da sua mente do ego crescerá mais forte.
When you move out of separation you create a natural opening to receive the abundance that has been always waiting for you.
Quando você sai da separação; você cria uma abertura natural para receber a abundância que sempre esteve esperando por você.
Vulnerability brings you into a place of strength and clarity that allows you to stand close to Spirit; your own sacred heart.
A vulnerabilidade o leva a um lugar de força e clareza que lhe permite ficar perto de Espirito; do seu coração sagrado.
Your cells need love; the light of the Self brings that love — awakening; activating the individual consciousness of each cell.
Suas células precisam de amor e a luz do Ser traz esse amor - despertando e ativando a consciência individual de cada célula.
Honor whatever feeling is inside of you remembering that the feeling is not who you are and cannot hurt you. #feelings just are
Honre qualquer sentimento que está dentro de você; lembrando que o sentimento não é quem você é e não pode te machucar. # São apenas sentimentos
Anger is one of the hardest emotions for us to allow ourselves to feel as there is a social stigma attached to expressing anger.
A raiva é uma das mais difíceis emoções que nós nos permitimos sentir pois há um estigma social associado à expressão de raiva.
When you activate your place in the Universal Grid your unique signature expands outwards into the Universe. #Energy Signature
Quando você ativa o seu lugar na Grade Universal, a sua assinatura exclusiva se expande para fora para o Universo. # Assinatura Energética
To understand your mission or path in life it is essential that you bring your attention inwards.
Para entender sua missão ou caminho de vida, é essencial que você traga sua atenção para dentro.
As you energetically anchor new alignments you'll become more conscious of your true Self as you live here on this earth plane.
À medida que você energicamente ancora novos alinhamentos; você se tornará mais consciente de seu verdadeiro Eu, conforme você vive aqui neste plano terrestre.
The most powerful statement you can make are the words, I AM. These simple words, spoken consciously, activate a truth.
A declaração mais poderosa que você pode fazer são as palavras, EU SOU. Estas simples palavras, ditas conscientemente, ativam a verdade.
The focus on forgiveness is usually on the other person, when in reality the focus first needs to be self-forgiveness.
O foco sobre o perdão geralmente é sobre a outra pessoa, quando na realidade o primeiro foco precisa ser o auto-perdão.
In order for you to open up more completely to a new level of yourself, you need a working relationship with your inner child.
Para que você se abra mais completamente a um novo nível de si mesmo, você precisa de um relacionamento de trabalho com a sua criança interior.
You are “perfectly imperfect” as a human being; you are going to make mistakes. It's okay because #everybody does.
Você é "perfeitamente imperfeito"; como um ser humano, você vai cometer erros. Está tudo bem pois todos cometem.
You cannot control situations that arise or what other people will do. But you can choose how you will meet each experience.
Você não pode controlar as situações que surgem ou o que os outros vão fazer. Mas você pode escolher como você conhecerá cada experiência.
We must learn to let go of old emotional baggage that prevents us from being able to receive and move forward in life.
Temos que aprender a soltar a bagagem emocional velha que nos impede de ser capazes de receber e seguir em frente na vida.
Vulnerability brings you into a place of strength and clarity that allows you to stand close to Spirit; your own sacred heart.
A vunerabilidade te coloca num espaço de força e clareza que lhe permite estar mais próximo de Deus e de seu coração sagrado.
It’s time to activate a blueprint for yourself to manifest what you want for in this life, achieve your heart’s desire. #go for it
É hora de ativar um modelo para si mesmo para manifestar o que você quer na vida e realizar o desejo do seu coração. # vá em frente
Christine Day
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
A Música e o Cérebro
Desde os tempos remotos que a música existe, ela é uma linguagem específica, porém, universal, presente em todos os tempos.
Conforme dados antropológicos, as primeiras músicas foram usadas em rituais como: nascimento, casamento, morte, recuperação de doenças e fertilidade. “Pitágoras demonstrou que a sequência correta de sons, se tocada musicalmente num instrumento pode mudar padrões de comportamento e acelerar o processo de cura”.
Conforme dados antropológicos, as primeiras músicas foram usadas em rituais como: nascimento, casamento, morte, recuperação de doenças e fertilidade. “Pitágoras demonstrou que a sequência correta de sons, se tocada musicalmente num instrumento pode mudar padrões de comportamento e acelerar o processo de cura”.
São muitos os exemplos curativos e preventivos da música, em vários documentos históricos de diferentes culturas.
Achados arqueológicos mostraram que a música era usada pelo homem primitivo doente, como maneira de acalmar os deuses, por isso muitas civilizações ao considerarem a música uma dádiva dos deuses e uma forma de linguagem para comunicar com eles, usavam-na na com a finalidade de vencer a doença e a morte.
Achados arqueológicos mostraram que a música era usada pelo homem primitivo doente, como maneira de acalmar os deuses, por isso muitas civilizações ao considerarem a música uma dádiva dos deuses e uma forma de linguagem para comunicar com eles, usavam-na na com a finalidade de vencer a doença e a morte.
Nos últimos anos do século XVIII, a primeira música gravada foi usada em hospitais como forma de intervenção no que respeita a ajudar a dormir, diminuir a ansiedade e também para auxiliar na administração de anestesia local, nesta altura começa-se então a fazer investigações sobre o efeito da música no corpo humano.
No final do século XIX, surgem os estudos sobre a música e a sua relação com as respostas fisiológicas e psicológicas do organismo. Torna-se de grande importância no meio científico a relação entre a música e a emoção.
Para entender este tema é necessário refletir sobre os principais elementos da música: ritmo, tom e volume, elementos que acompanham o ser humano desde a vida intra-uterina; pois a música tem de ser uma vibração ordenada senão seria apenas um ruído.
No final do século XIX, surgem os estudos sobre a música e a sua relação com as respostas fisiológicas e psicológicas do organismo. Torna-se de grande importância no meio científico a relação entre a música e a emoção.
Para entender este tema é necessário refletir sobre os principais elementos da música: ritmo, tom e volume, elementos que acompanham o ser humano desde a vida intra-uterina; pois a música tem de ser uma vibração ordenada senão seria apenas um ruído.
A Música e a criança
O contato com o som é uma das experiencias mais precoces do ser humano, com inicio na vida intra-uterina, pois o ouvido do feto desenvolve-se às 24 semanas de gestação, e assim já comunica com a mãe antes de nascer, ao conseguir identificar a sua voz.
O som propagado pelo ar através das ondas vibratórias de compressão e descompressão é recolhido e direcionado para o pavilhão auricular através do canal auditivo. Estas ondas são recepcionadas pela membrana do tímpano, e posteriormente transmitidas aos ossículos, sendo bastante ampliadas através dos mesmos, passando de seguida à janela oval, sendo a sua intensidade exacerbada e a pressão existente no líquido do ouvido interno importante.
O som transforma-se de onda sonora a impulsos nervosos que percorrem os nervos auditivos até ao tálamo, região do cérebro considerada a fonte das emoções, sensações e sentimentos, que de seguida transmite-os ao córtex cerebral, ao sistema límbico e ao corpo caloso, influenciando o sistema nervoso autônomo e o sistema neuroendócrino, sendo o córtex cerebral o centro do controlo sensorial, motor e intelectual. Estes sons produzidos pela música são então processados no lóbulo temporal, que direciona o estímulo para uma subdivisão do córtex, onde o desenvolvimento e aquisição da memória, linguagem e fala, raciocínio matemático e musical bem como o conhecimento simbólico e abstrato, têm origem.
A audição é um sentido que propicia importantes informações para o desenvolvimento humano e é simultaneamente uma mais-valia no que respeita ao envolvimento emocional do bebê.
Alfred Tomatis, médico, investigador e “apaixonado” pelo ouvido, estuda há cerca de três décadas os problemas relacionados com o ouvido e a aprendizagem. Os seus estudos mostram que o feto já tem capacidade de ouvir e de exprimir muito antes do nascimento sendo através do ouvido que ele vai comunicando com o mundo. Numa experiência na universidade de Exeter, constataram que os bebês parecem saber, desde logo, como a música deve soar, tendo mesmo algumas preferências. Quando tocaram As Quatro Estações, de Vivaldi, a reação dos recém-nascidos foi muito positiva, mas alterou-se quando a composição foi repetida de trás para a frente. Segundo todos estes estudos é possível afirmar que a música potencializa a aprendizagem cognitiva, particularmente em áreas como raciocínio lógico, da memória, do espaço e do raciocínio abstrato, e tem também efeitos significativos no campo da maturação social e individual da criança.
Alfred Tomatis, médico, investigador e “apaixonado” pelo ouvido, estuda há cerca de três décadas os problemas relacionados com o ouvido e a aprendizagem. Os seus estudos mostram que o feto já tem capacidade de ouvir e de exprimir muito antes do nascimento sendo através do ouvido que ele vai comunicando com o mundo. Numa experiência na universidade de Exeter, constataram que os bebês parecem saber, desde logo, como a música deve soar, tendo mesmo algumas preferências. Quando tocaram As Quatro Estações, de Vivaldi, a reação dos recém-nascidos foi muito positiva, mas alterou-se quando a composição foi repetida de trás para a frente. Segundo todos estes estudos é possível afirmar que a música potencializa a aprendizagem cognitiva, particularmente em áreas como raciocínio lógico, da memória, do espaço e do raciocínio abstrato, e tem também efeitos significativos no campo da maturação social e individual da criança.
Gostaria de aproveitar os conhecimentos sobre música e neuro-cognição de cientistas nesta área aqui deste curso e fazer uma ponte com nossa aula atual (SNA).
Uma das coisas que mais me fascina, mas que também me intriga na música (para mim, particularmente a música clássica), é a transformação que ela causa no meu corpo e cérebro. Algumas músicas clássicas, além de promoverem-me diversas reações autonômicas, como lágrimas aos olhos, relaxamento corporal, facial, labial, evocação de memórias relacionadas a ela, maior sensação e percepção da beleza humana, me fazem também sentir "viajar para outras galáxias". Enfim, a música me faz sentir um profundo bem estar.
Por que temos essa sensação?
Já está provado que o sistema límbico exerce um importante papel na reação à música. No sistema límbico há um grande número de receptores opióides que são altamente sensíveis à presença de endorfinas (aquela que ativa circuitos anti-nociceptivos, ou seja, circuitos atenuadores da sensação de dor). As endorfinas são liberadas através de reações pelo sistema nervoso autonômico.
Alguns estudos têm mostrado que ouvir música libera endorfinas, o que então causa a resposta emocional que nós sentimos (Mercédes Pavlicevic, Towards a Music-based Understanding of Improvisation in Music Therapy ).
Estes fatos já estudados e comprovados me levam a outras dúvidas que eu ainda não encontrei na literatura, e que eu gostaria de perguntar a você, Tevão, se já existe algo a respeito:
- Será que a música também atenua a dor, já que ela libera endorfinas? Existe algum trabalho publicado neste sentido?
- E sobre o efeito terapêutico da música: poderia citar alguns e como agem no SNC e SNA? Conheço um estudo feito com crianças que tinham pressão anormalmente alta devido ao acidente nuclear de Chermobyl e que demonstraram um claro efeito simpatolítico com terapia musical.
Caso se interesse pelo artigo, veja:
Caso se interesse pelo artigo, veja:
Normalisation of Haemodynamic parameter in children with autonomic nervous system disturbances em:
http://www.scientificmusictherapy.com
- E finalmente, considerando que a divisão simpática do SNA "energiza" o corpo, como aumentar frequência cardíaca, disparar um rush de adrenalina, etc, e o parassimpático "acalmar" o corpo e trabalhar para conservar energia.
Poderíamos deduzir então que alguns tipos de músicas, por exemplo, as mais agitadas afetam o simpático e as mais calmas o parassimpático, certo?
Poderíamos deduzir então que alguns tipos de músicas, por exemplo, as mais agitadas afetam o simpático e as mais calmas o parassimpático, certo?
Talvez possa colaborar com sua pergunta citando o cientista búlgaro Losavov: Ele descobriu que suas folhagens, ele é botânico, estavam verdejantes e belas, porque tinha o costume de ouvir música clássica orquestrada e lente e, num insight, ele resolveu colocar alguns folhagens numa estufa diferente e colocar música com o ritmo de jazz e... as plantas começaram a murchar! Ele então foi fazendo outras experiências e acontecia a mesma coisa. Passou, então, a fazer testes com animais: vacas e, tocando música clássica e lenta, as vacas davam mais leite e leite com mais gordura e quando tiravam o leite com música jazz, as vacas seguravam o leite e havia uma diminuição bastante significativa de leite. Com isso tudo ele concluiu que havia uma mudança cerebral também muito significativa e resolveu fazer o teste com crianças e percebeu uma grande diferença na aprendizagem.
Por que? A explicação dada pela neurolinguística, agora espero uma resposta maior na neuroanatomia, diz que, ouvindo música clássica, orquestrada e lenta a pessoa passa do nível alfa ao nível beta e baixando a ciclagem cerebral aumentam as atividades dos neurônios e as sinapses se tornam mais rápidas e facilitam a concentração e a aprendizagem. Isso estou citando meu livro: Metodologia científica: auxiliar do estudo, da leitura e da pesquisa.
Pesquisa realizada e depois testadas por mim, do Livro sobre o método de Losavov:
Super-aprendizagem pela sugestologia. Ostrander, Sheila; Schoder, Lynn.
Pena que o autor é búlgaro, se fosse americano todos já o conheceriam...
Aí vão meus pensamentos.
Interessantíssima sua colocação. Eu já conhecia o autor búlgaro Georgi Lozanovi porque ele está citado no livro que tenho The Photopraphic Mind (ele investigou também este efeito da memória fotográfica além da hipermnésia e outros brain powers). O psicólogo e cientista Lozanovi foi quem primeiro descobriu (em 1960) que certas estruturas musicais permitem aos estudantes absorverem e reterem informação mais rápida e facilmente e nomeou este processo de aprendizagem acelerada.
No método dele, ele usa três formas distintas para acelerar o aprendizado:
- Faz uma música introdutória para relaxar os participantes e alcançar um ótimo estado para a aprendizagem
- Em seguida faz um "concerto ativo", no qual a informação a ser aprendida é lida com música expressiva
- E um "concerto passivo" no qual o aprendiz ouve a nova informação lida e falada com um background de música barroca para levar a informação até a memória de longo prazo.
As características da aprendizagem acelerada são encontradas em muitos fragmentos de músicas barrocas, clássicas e algumas românticas. Nestas músicas, a freqüência cai de uma extensão de 40 a 60 batidas por minuto para um padrão rítmico de aproximadamente uma batida por segundo. Este ritmo é semelhante à batida do coração. Os batimentos cardíacos de uma pessoa ao ouvir este ritmo irão diminuir para seguir a música. Esta "resposta de acompanhamento" significa literalmente estar em sintonia com a música. À medida que o corpo relaxa ao ritmo da música, a mente se torna alerta em uma forma simples de relaxamento - sem concentração, sem meditação, sem focalizar na respiração ou nos músculos para que eles se relaxem. Basta ouvir a música e sua mente simplesmente se abre! E neste estado, os estudantes, mais relaxados (e encantados) são capazes de aprender mais em menor tempo.
O que é música?
A música é uma linguagem universal, tendo participado da história da humanidade desde as primeiras civilizações. Conforme dados antropológicos, as primeiras músicas seriam usadas em rituais, como: nascimento, casamento, morte, recuperação de doenças e fertilidade. Com o desenvolvimento das sociedades, a música também passou a ser utilizada em louvor a líderes, como a executada nas procissões reais do antigo Egito e na Suméria.
Na Grécia Clássica o ensino da música era obrigatório, e há indícios de que já havia orquestras naquela época. Pitágoras de Samos, filósofo grego da Antiguidade, ensinava como determinados acordes musicais e certas melodias criavam reações definidas no organismo humano. “Pitágoras demonstrou que a sequência correta de sons, se tocada musicalmente num instrumento, pode mudar padrões de comportamento e acelerar o processo de cura” (Brécia, p. 31, 2003).
Atualmente existem diversas definições para música. Mas, de um modo geral, ela é considerada ciência e arte, na medida em que as relações entre os elementos musicais são relações matemáticas e físicas; a arte manifesta-se pela escolha dos arranjos e combinações. Houaiss apud Bréscia (2003, p. 25) conceitua a música como “[...] combinação harmoniosa e expressiva de sons e como a arte de se exprimir por meio de sons, seguindo regras variáveis conforme a época, a civilização etc”.
Já Gainza (1988, p.22) ressalta que: “A música e o som, enquanto energia, estimulam o movimento interno e externo no homem; impulsionam-no ‘a ação e promovem nele uma multiplicidade de condutas de diferentes qualidade e grau”.
De acordo com Weigel (1988, p. 10) a música é composta basicamente por:
Som: são as vibrações audíveis e regulares de corpos elásticos, que se repetem com a mesma velocidade, como as do pêndulo do relógio. As vibrações irregulares são denominadas ruído.
Ritmo: é o efeito que se origina da duração de diferentes sons, longos ou curtos.
Melodia: é a sucessão rítmica e bem ordenada dos sons.
Harmonia: é a combinação simultânea, melódica e harmoniosa dos sons.
De acordo com Wilhems apud Gainza (1988, p. 36):
Cada um dos aspectos ou elementos da música corresponde a um aspecto humano específico, ao qual mobiliza com exclusividade ou mais intensamente: o ritmo musical induz ao movimento corporal, a melodia estimula a afetividade; a ordem ou a estrutura musical (na harmonia ou na forma musical) contribui ativamente para a afirmação ou para a restauração da ordem mental no homem.
Fontes:
http://www.cerebromente.org.br/brainstorming/cerebro-e-musica.html
http://presencias.net/indpdm.html?http://presencias.net/invest/ht3030.html
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Saúde: O Corpo é um espelho de nossas Crenças
"Embora muitas pessoas me vejam como alguém com o poder de curar os outros, eu não curo ninguém.
Meu trabalho é ajudar as pessoas a compreenderem como seus pensamentos criam, constantemente, suas próprias experiências de vida - todas elas, tanto as boas quanto as que chamamos de más experiências.
Você já se viu indo para o trabalho remoendo ressentimentos em relação a um colega ou alimentando sua insegurança por causa de uma tarefa que lhe foi solicitada?
É um exemplo simples, mas que ajuda a entender o que afirmo.
Se, em vez de pensar negativamente, você procurasse pensar nas razões que poderiam ter levado o companheiro de escritório à atitude agressiva, e imaginasse formas afetuosas de resolver o conflito, seu encontro com ele poderia gerar uma aproximação feliz para ambos.
Se, em vez de inventariar suas próprias falhas, você tomasse consciência de sua capacidade e repetisse para si que poderia realizar a tarefa solicitada com sucesso - pedindo ajuda se precisasse, provavelmente você a desempenharia com outro ânimo e competência.
Nossos pensamentos podem, da mesma forma, estar contribuindo para o bem-estar ou para o mal-estar de nossos corpos.
Não queremos ficar doentes e, no entanto, precisamos de cada doença que contraímos.
É a maneira que nossos corpos encontram para nos dizerem que estamos com uma idéia errada, com uma percepção falsa, e que precisamos mudar nossa forma de pensar.
Tenho uma amiga que precisou passar por uma pneumonia grave para concluir que era indispensável mudar seu ritmo de vida e fazer uma terapia que a ajudasse a rever seus relacionamentos.
Há pessoas que usam a doença como forma de não assumir compromissos, mantendo-se permanentemente numa situação fragilizada.
Cada doença é uma lição que precisamos aprender.
Por favor, não fique só reclamando: "quero me livrar desta doença."
Isso não vai trazer a cura que você deseja e você não vai aprender a lição de que necessita.
Não se coloque também numa atitude defensiva, como se a doença fosse uma espécie de acusação. Não se trata de condenar nem de sentir nenhuma culpa.
Tanto na doença quanto em qualquer situação de vida, o importante é observar o que está acontecendo conosco para entender o que precisa ser libertado e transformado.
Então eu lhe digo: é hora de se curar, de tornar sua vida e seu corpo íntegros, que significa que você deseja investir na sua saúde.
Eu sei que você tem, dentro de si, tudo de que precisa para conseguir isso.
Quando você começar a compreender o processo que leva à saúde ou à doença, será capaz de assumir o controle consciente das mudanças que deseja fazer.
É um processo muito emocionante que vai se tornar uma das aventuras mais felizes da sua vida.
Acredito que existe um centro de sabedoria dentro de cada um de nós e que, quando estamos prontos para fazer mudanças positivas, atraímos o que é necessário para nos ajudar.
Pode ter certeza de que alguma coisa dentro de você se transformou e o processo de cura já começou.
Pare um instante a leitura e diga em voz alta: Eu já comecei o meu processo de cura.
O corpo é um espelho das nossas crenças e dos nossos pensamentos mais íntimos.
O corpo está sempre conversando conosco. É preciso aprender a escutar o que ele tem a dizer.
Cada célula reage a cada pensamento seu, a cada palavra que você pronuncia.
Por isso, se prolongamos durante muito tempo determinadas formas de pensar e de falar, elas irão produzir comportamentos e posturas corporais, assim como um maior ou menor bem-estar.
Suas palavras e pensamentos contribuem para sua saúde ou sua doença.
Uma pessoa que está sempre com o rosto fechado provavelmente não tem muitos pensamentos alegres e amorosos. Os rostos e corpos dos mais velhos mostram claramente como foi sua vida e seus comportamentos.
Pare um pouco e pense: que aparência eu vou ter quando entrar na terceira idade?
Como acredito que todos nós nascemos com o direito de ser completamente saudáveis e satisfeitos em todas as áreas de nossas vidas, quero ajudar você a conquistar esse direito agora.
Algumas das coisas que vou sugerir talvez pareçam simples demais, mas fique sabendo que estas idéias foram testadas muitas vezes com enorme sucesso.
Elas funcionam de verdade.
Antes de continuar a ler este texto, repare no seu corpo.
Coloque-se numa posição confortável, respire fundo e procure relaxar.
Abra-se para acolher todas as idéias, aceitando apenas as que se aplicam ou fazem sentido para você.
Acredito que toda doença é uma criação própria.
É claro que não dizemos quero ter tal doença, mas criamos um ambiente mental que faz com que a doença apareça e se desenvolva.
Volto a repetir: nossos diálogos interiores provocam reações em cada célula do corpo.
Ouvi um médico dizer recentemente: "Se um cirurgião operar um paciente sem fazer coisa alguma para ajudar a descobrir e curar a causa da doença, ele estará apenas adiando o problema, pois o paciente criará um outro mal-estar."
Não basta tratar o sintoma. Precisamos eliminar a causa da doença.
E para isso precisamos penetrar no lugar, dentro de nós mesmos, onde o processo teve início.
Somos profundamente responsáveis por quase todas as experiências por que passamos em nossas vidas.
Tanto as melhores quanto as piores.
Porque, como já disse, somos nós que criamos nossas experiências através dos pensamentos que temos e das palavras que pronunciamos.
O universo apóia completamente nosso diálogo interior.
Nosso subconsciente aceita como verdade aquilo em que escolhemos acreditar.
Isto significa que o que acredito ser verdade a meu próprio respeito e a respeito da vida se tornará verdade para mim.
Essa é uma escolha que você faz.
É claro que os pensamentos vêm à cabeça sem nosso controle, mas, ao reconhecê-los,
você pode alimentá-los ou procurar desapegar-se deles, tentando olhar a realidade de outra perspectiva.
Temos também o impulso de pronunciar certas palavras, mas somos capazes de silenciá-las ou substituí-las por outras mais amorosas, impregnadas de compreensão e tolerância.
O que pensamos e sentimos a respeito de nós mesmos e de nossa vida formou-se desde criança, pelas reações e comportamentos dos adultos que nos rodeavam.
Assim, se você viveu com pessoas assustadas ou com pessoas extremamente infelizes, aprendeu uma porção de coisas negativas a seu próprio respeito e a respeito da vida.
E é possível que ainda acredite nelas.
Não estou dizendo isso para que culpemos nossos pais. Eles provavelmente foram vítimas de seus próprios pais e não podiam nos ensinar o que não sabiam.
Se sua mãe não gostava dela mesma e se seu pai não sabia ser carinhoso e atento, eles não teriam condições de ensinar você a se amar e a se tratar com carinho e atenção.
Por mais bem intencionados que fossem.
Acredito que escolhemos nossos pais.
Cada um de nós decide encarnar neste planeta em épocas e locais específicos. Fazemos assim porque estamos neste mundo para aprender as lições que nos farão avançar em nosso caminho espiritual.
Para isso, escolhemos nosso sexo, nossa cor, nosso país e as pessoas que nos farão ter as experiências de que precisamos para evoluir.
Muitas vezes, quando crescemos, acusamos nossos pais e nos queixamos: "foi você quem fez isto comigo, a culpa é sua".
Mas, na verdade, nós os escolhemos, porque era com eles que podíamos viver aquilo que queríamos aprender a superar.
Passamos a vida criando experiências que combinem com as crenças adquiridas na infância.
Olhe para trás e observe quantas vezes você passou pelo mesmo tipo de relacionamento e pela mesma qualidade de problema.
É bem possível que você tenha criado essas experiências repetidamente porque elas refletem o que você pensa a seu respeito.
Mas não adianta ficar remoendo os problemas do passado, porque é o momento presente que importa.
O que aconteceu no passado, até este momento, foi criado por você, com seus próprios pensamentos e antigas crenças, sem que você se desse conta.
Mas o que você escolhe pensar, acreditar e dizer hoje, neste exato lugar, neste exato momento, está criando o seu futuro.
Seu diálogo interior de agora está criando o seu amanhã, a semana que vem, o próximo mês e o ano que vem.
Então, preste atenção no que você está pensando neste instante.
Você quer que este pensamento crie o seu futuro?
Ele é negativo ou é positivo?
Observe, preste atenção.
Não existe certo ou errado no que pensamos, e volto a dizer que não quero nunca explorar o sentimento de culpa. Pelo contrário, quero eliminá-lo, porque ele paralisa e não faz crescer.
Estou querendo apenas que você entre em contato com o que está pensando, porque, em geral nós tomamos muito pouca consciência do que se passa em nossas mentes e em nossos corpos.
Só prestamos atenção quando ficamos doentes ou quando sentimos dor.
E, se não sabemos o que está se passando dentro de nós, como poderemos mudar?"
Por Louise Hay
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Memória x Neurociência
A memória ajuda a definir quem somos. Na verdade, nada é mais essencial para a identidade de uma pessoa do que o conjunto de experiências armazenadas em sua mente. E a facilidade com que ela acessa esse arquivo é vital para que possa interpretar o que está à sua volta e tomar decisões. Cada vez que a memória decai, e conforme a idade isso ocorre em maior ou menor grau, perde-se um pouco da interação com o mundo. Mas a ciência vem avançando no conhecimento dos mecanismos da memória e de como fazer para preservá-la. Pesquisas recentes permitem vislumbrar o dia em que será uma realidade a manipulação da memória humana. Isso já está sendo feito em animais. No ano passado, cientistas americanos e brasileiros mostraram ser possível apagar, em laboratório, certas lembranças adquiridas por cobaias. Melhor: tudo indica que as mesmas técnicas podem ser usadas também para conseguir o efeito inverso: ampliar a capacidade de reter fatos e experiências na mente. E, há duas semanas, pesquisadores da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, nos Estados Unidos, detalharam como as proteínas estão relacionadas ao surgimento de lembranças nos neurônios. Como ocorreu com o DNA no século passado, os códigos fisiológicos que regulam a memória estão sendo decifrados.
"Estamos na transição de uma década voltada à investigação dos mistérios do funcionamento do cérebro para uma década dedicada à exploração de tratamentos para as disfunções cerebrais", escreveu o fisiologista Eric Kandel, prêmio Nobel de Medicina em 2000, em seu livro Em Busca da Memória – O Nascimento de uma Nova Ciência da Mente, publicado recentemente no Brasil pela editora Companhia das Letras (veja entrevista abaixo). A neurociência é um campo tão promissor que, nos Estados Unidos, nada menos que um quinto do financiamento em pesquisas médicas do governo federal vai para as tentativas de compreender os mecanismos do cérebro. Os estudos sobre a memória têm um lugar destacado nesse esforço científico. Afinal de contas, mantê-la em perfeito funcionamento tornou-se uma preocupação central nas sociedades modernas, em que dois fenômenos a desafiam: o primeiro é a exposição a uma carga diária excessiva de informações, que o cérebro precisa processar, selecionar e, se relevantes, reter para uso futuro; o segundo é o aumento da expectativa de vida, que se traduz em uma população mais vulnerável à doença de Alzheimer e a outros distúrbios associados à perda de memória.
O cérebro humano pesa, em média, 1,4 quilo e tem 100 bilhões de neurônios, que se comunicam por sinapses – estruturas por meio das quais as células cerebrais se conectam, transmitindo informações na forma de sinais químicos e elétricos. Existem trilhões de sinapses. Cada vez que o córtex cerebral recebe os dados sensoriais de uma nova experiência (um jantar, uma visita a um museu, uma situação de perigo), as sinapses formam certos padrões de comunicação entre os neurônios de diferentes áreas. Algumas redes de células organizam, então, tais informações, comparando-as a outras lembranças já existentes no cérebro, e, conforme a força e o padrão das sinapses, selecionam o que vai ser esquecido ou o que vai permanecer guardado por mais tempo. Quando uma pessoa entra em um restaurante, por exemplo, tem contato com uma infinidade de dados: o rosto do garçom, a cor das paredes, o aroma dos pratos, a conversa na mesa ao lado, o gosto da comida e a textura do guardanapo. A maior parte desses detalhes é apagada da lembrança tão logo se pisa na rua. Mas há aqueles registros que permanecerão por dias, meses e até anos – muitos de maneira inconsciente. O sabor da comida, por exemplo, quando novamente experimentado, pode inundar a cabeça do indivíduo com lembranças da primeira visita àquele restaurante. A maneira como uma memória é recuperada do arquivo mental e as emoções associadas a ela determinam a sua durabilidade. Todo esse processo, aparentemente óbvio quando se parte da simples observação do comportamento humano, agora está sendo desvendado do ponto de vista bioquímico.
A façanha dos pesquisadores da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara foi verificar como a destruição e a produção de proteínas no interior das células nervosas criam novas lembranças e modificam as já existentes. "O estudo confirma a ideia de que não existe memória fixa, imutável", diz Rosalina Fonseca, neurocientista do Instituto Gulbenkian de Ciência, em Portugal, e autora do trabalho que serviu de base para a descoberta dos americanos. O papel da degradação e da síntese de proteínas pode ser explicado com a seguinte analogia: a memória é como uma casa em constante reforma e as proteínas são os tijolos. Muitas vezes, uma parede precisa ser derrubada para que um novo cômodo seja construído. Manter o equilíbrio dessa obra sem fim – da qual participa também mais de uma centena de substâncias químicas, entre neurotransmissores, receptores e hormônios – pode ser a chave para a cura de muitas doenças psiquiátricas e neurológicas. "As principais promessas terapêuticas nessa área vêm dos avanços no conhecimento desses processos químicos e nas descobertas, igualmente recentes, sobre como regiões específicas do cérebro agem nas etapas de formação dos diferentes tipos de memória", diz o neurocientista americano Sam Wang, da Universidade Princeton, coautor do livro Bem-Vindo ao Seu Cérebro, publicado no Brasil pela editora Cultrix. De acordo com a classificação utilizada por Eric Kandel, a memorização, grosso modo, ocorre em dois estágios e divide-se em duas categorias principais. No que se refere aos estágios, a memória pode ser de curto prazo (lembrar-se da balada da noite anterior, por exemplo) ou de longo prazo (recordar-se de uma festa de anos atrás). As categorias são a explícita (também chamada de declarativa) e a implícita. A memória explícita geralmente pode ser descrita em palavras e é evocada de maneira consciente – como a lembrança do primeiro beijo. A memória implícita refere-se a conhecimentos, hábitos e habilidades que são evocados de maneira automática – entre as quais, entender o que está sendo dito nesta reportagem sem a necessidade de recorrer ao dicionário ou de analisar gramaticalmente cada uma de suas frases. A partir dessas classificações básicas, a memória pode ser dividida em vários outros subtipos (veja o quadro).
A habilidade para armazenar diferentes tipos de lembrança varia de pessoa para pessoa, seja por dom natural, seja por treino. Ambas as coisas contribuíram para que o ator Antonio Fagundes tenha excelente memória para palavras, o que lhe permite decorar textos com rapidez. Ele costuma ler as falas de uma cena de novela menos de dez minutos antes da gravação, enquanto a maioria dos seus colegas recebe os diálogos um dia antes. "Acredito que essa facilidade de memorização se explica também pelo fato de eu ser muito concentrado e por meu gosto pela leitura, o que faz com que eu assimile mais velozmente o significado dos textos", diz Fagundes. Em compensação, o ator apaga da lembrança dados inúteis, como o nome de personagens que ele interpretou. O esquecimento tem uma função vital para a mente: como a memorização é um processo desgastante para as células, não há por que gastar energia com informações irrelevantes. Lembrar-se de absolutamente tudo pode ser um tormento. A americana Jill Price, por exemplo, funcionária de uma escola judaica em Los Angeles, recorda-se em detalhes de todos os episódios de sua vida desde a puberdade. Essa capacidade a atrapalha enormemente no cotidiano. Como seu cérebro passa todo o tempo evocando situações do passado, tem dificuldade para se concentrar em uma tarefa do presente. A comprovação é que Jill nunca foi uma boa aluna. "Uma mente entulhada com memórias intrusivas, desimportantes, tem dificuldade de selecionar as informações e tomar decisões", diz a neurocientista Suzana Herculano-Houzel, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Os médicos que estudam Jill não têm uma explicação definitiva para essa característica. Sabe-se, no entanto, que alguns pacientes com uma memorização exagerada são dotados de anomalias cerebrais. O americano Kim Peek, morto no mês passado, tinha uma malformação que prejudicava suas habilidades motoras e seu raciocínio. Mas Peek, que inspirou o personagem de Dustin Hoffman no filme Rain Man, era capaz de ler duas páginas de um livro ao mesmo tempo, uma com cada olho, e depois mantinha um registro detalhado de tudo o que lera. Ele conhecia com precisão o conteúdo de 12 000 livros.
Um dos experimentos mais interessantes de manipulação da memória foi feito por um grupo de pesquisadores do Centro de Memória da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio Grande do Sul. O coordenador do estudo, o neurofisiologista argentino Martín Cammarota, e seus colegas demonstraram ser possível apagar uma memória específica de um rato antes que ela se tornasse duradoura. Para isso, usaram uma droga que inibe a ação do neurotransmissor dopamina no hipocampo, uma estrutura do cérebro envolvida na formação de lembranças de longo prazo. Os pesquisadores também descobriram que uma área vizinha ao hipocampo, quando ativada doze horas depois de uma experiência, desencadeia o processo que levará à retenção daquela memória. Os resultados foram publicados no ano passado na Science, uma das revistas internacionais de maior prestígio no mundo científico. "Apesar de o experimento ter sido feito em ratos, podemos deduzir que também no cérebro humano há uma janela de algumas horas antes que a percepção de um fato persista na memória", diz Cammarota. Nesse intervalo, é possível modificar artificialmente a memória, tanto para inibi-la como para fortalecê-la. Ou seja, no futuro, em tese, uma vítima de estupro poderá tomar uma pílula algumas horas depois da violência que sofreu, a fim de evitar a permanência daquela lembrança traumática. Será preciso ponderar, no entanto, que isso levará ao esquecimento de tudo o que ocorreu na vida da pessoa durante metade de um dia ou mais. Outra aplicação possível é o desenvolvimento de tratamentos contra a dependência química, capazes de apagar o registro mental do prazer associado ao consumo de drogas.
A equipe do neurocientista americano Todd Sacktor, do SUNY Downstate Medical Center, de Nova York, descobriu, por sua vez, como cancelar memórias muito depois de elas terem sido armazenadas no cérebro. Sacktor provou que, ao bloquear a ação de uma proteína específica no cérebro de ratos, é possível apagar uma lembrança formada meses antes. O estudo permite antever o desenvolvimento de drogas que eliminam lembranças antigas indesejáveis. O desafio, mais uma vez, será conseguir fazer essa proeza sem apagar memórias úteis ou agradáveis. As pesquisas de Sacktor e do Centro de Memória, em Porto Alegre, também podem fornecer pistas para a invenção de remédios contra o esquecimento. Já existem medicamentos, como a ritalina, indicados para pacientes com distúrbios de atenção, que, quando usados por pessoas sem essa disfunção, têm efeito semelhante ao de um doping mental, ao incrementar a memorização. O inconveniente é que eles agem sobre os neurotransmissores de maneira indiscriminada e, como consequência, podem alterar o equilíbrio do cérebro em aspectos não vinculados à lembrança.
Um dos caminhos investigados pelos cientistas para deter as degenerações que resultam em perda mnemônica é induzir a produção de novos neurônios – a neurogênese. Até pouco tempo atrás, acreditava-se que as células do cérebro não se regeneravam. Esse mito foi derrubado e hoje se sabe que, em algumas estruturas cerebrais, como o hipocampo, a área mais afetada pela doença de Alzheimer, o nascimento de células nervosas é um fenômeno comum. "Estudos com ratos mostram que, quando a produção de células no hipocampo é inibida, o aprendizado do animal diminui", diz o geneticista brasileiro Alysson Renato Muotri, da Universidade da Califórnia em San Diego, que pesquisa como as células-tronco podem ser manipuladas para se transformar em novos neurônios. O experimento indica que, se os cientistas conseguirem estimular de maneira controlada a neurogênese, poderão aplicar essa técnica tanto para compensar a morte de células causada por uma doença degenerativa como, em tese, para melhorar a capacidade de memorização de uma pessoa saudável. Esse será, certamente, um dia inesquecível.
Fonte:
Revista Veja
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Experimente olhar...
Experimente olhar tudo em seu fluxo feito de conexões e desconexões eternas e começará a compreender a complexidade da tarefa de viver.
Vida é o drama criativo da existência. Existir e insistir será sempre problemático. Impõe cautela, acuidade, observação, ausência de plenas respostas. Viver dói, mas cura. Apesar dos erros.
Repare em tudo o que começa a dar certo dentro de você, compatibilizando seu ser com a sua vida. Prepare-se para o que começa a se encaminhar para o que é bom em você!
Seja capaz de aceitar e também enfrentar tudo de melhor que tem. É preciso força e coragem para aceitar o bem que mora em nós. Coragem serena, não arrogância.
Prepara-se para a sua capacidade de amar, para sua melhor beleza, para fazer cada vez melhor o que você sabe, seja quindim, amor, coleção de selos, estudos transcendentais, harpa, pipoca, sinuca ou cirurgia ocular.
Prepara-se para dar certo. Para ser querido. Para merecer o amor que teme. Aceite a pluralidade da vida. Somos vários num só e há muitas verdades no mundo, todas precárias. “Há tantas religiões quanto pessoas”, dizia Ghandi. Há tantos métodos quanto indivíduos.
Experimente descobrir e até, se for possível, aceitar a visão da verdade que impulsiona o seu adversário e anima a luta de seu inimigo. Ouça o que ele tem a ensinar, ainda que sob o manto da maldade ou da injustiça.
Pense em todas as direções, com mão e contramão em cada estrada. Repare que só cresce e melhora quem entra, enfrenta e aceita o seu pior.
Abra-se sem receio para tudo o que seja compreensão, até do que nunca foi nem será entendido. Aceite a complexidade que faz a vida e anima o homem a se agitar neste mundo, buscando realizar o que nunca conseguirá plenamente, mas lhe dará o alívio do dever cumprido uma das grandes Graças de Deus.
Arthur da Távola
Assinar:
Postagens (Atom)














