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quinta-feira, 19 de julho de 2012

Experimente olhar...


Experimente olhar tudo em seu fluxo feito de conexões e desconexões eternas e começará a compreender a complexidade da tarefa de viver.

Vida é o drama criativo da existência. Existir e insistir será sempre problemático. Impõe cautela, acuidade, observação, ausência de plenas respostas. Viver dói, mas cura. Apesar dos erros.

Repare em tudo o que começa a dar certo dentro de você, compatibilizando seu ser com a sua vida. Prepare-se para o que começa a se encaminhar para o que é bom em você!

Seja capaz de aceitar e também enfrentar tudo de melhor que tem. É preciso força e coragem para aceitar o bem que mora em nós. Coragem serena, não arrogância.

Prepara-se para a sua capacidade de amar, para sua melhor beleza, para fazer cada vez melhor o que você sabe, seja quindim, amor, coleção de selos, estudos transcendentais, harpa, pipoca, sinuca ou cirurgia ocular.

Prepara-se para dar certo. Para ser querido. Para merecer o amor que teme. Aceite a pluralidade da vida. Somos vários num só e há muitas verdades no mundo, todas precárias. “Há tantas religiões quanto pessoas”, dizia Ghandi. Há tantos métodos quanto indivíduos.

Experimente descobrir e até, se for possível, aceitar a visão da verdade que impulsiona o seu adversário e anima a luta de seu inimigo. Ouça o que ele tem a ensinar, ainda que sob o manto da maldade ou da injustiça.

Pense em todas as direções, com mão e contramão em cada estrada. Repare que só cresce e melhora quem entra, enfrenta e aceita o seu pior.

Abra-se sem receio para tudo o que seja compreensão, até do que nunca foi nem será entendido. Aceite a complexidade que faz a vida e anima o homem a se agitar neste mundo, buscando realizar o que nunca conseguirá plenamente, mas lhe dará o alívio do dever cumprido uma das grandes Graças de Deus.

Arthur da Távola

domingo, 8 de julho de 2012

Amor... Love... Lieben... Amour... Amore... Aγάπη... 愛... Lief... Miłość... Liefde... Rakkaus... љубав... älskar...




Se eu falar a língua dos homens e dos anjos,
mas não tiver o amor,
sou como bronze que soa
ou tímpano que retine.

E se possuir
o som da profecia
e conhecer todos os mistérios
e toda a ciência
e alcançar tanta fé
que chegue a transpor montanhas,
mas não tiver o amor,
nada sou.

E se
repartir toda a minha fortuna
e entregar meu corpo ao fogo
mas não tiver o amor,
nada disso me vale.

O amor é paciente e benígno;
não é invejoso,
o amor não é orgulhoso,
não se ensoberbesse;
não é descortês,
não se irrita,
não guarda rancor;
não se alegra com a injustiça,
mas se compráz com a verdade;
tudo desculpa,
tudo crê,
tudo espera,
tudo tolera.

O amor nunca acabará.

As profecias terão fim;
as línguas cessarão;
a ciência terminará.

Pois nosso conhecimento é imperfeito
e assim também a profecia.

Mas quando chegar a consumação,
desaparecerá o imperfeito.

No presente
vemos por um espelho e obscuramente;
então,
veremos face a face.

No presente conheço só em parte;
então conhecerei como sou conhecido.

No presente permanecem estes tres:
fé, esperança e o amor,
porém,
o mais excelente é o amor.


Primeira Epístola aos Coríntios 13

Fonte da Imagem:
Joop Zand

terça-feira, 26 de junho de 2012

Gayatri Mantra



OM BHUR BHUVA SVAHA
TAT SAVITUR VARENYAM
BHARGO DEVASYA DHIMAHI
DHIYO YO NAH PRACHODAYAT

Cada sílaba gera impulsos de criação em todo o Ser.
As 24 sílabas e seu significado:

1) Tat: Sabedoria Profunda 
2) Sa: Bom uso da energia
3) Vi: Bom uso da riqueza
4) Tu: Coragem durante períodos ruins 
5) Va: A grandiosidade do convívio amigável com as mulheres
6) Re: A grandiosidade da Grande Mãe
7) Nyam: Adoração e respeito à Natureza
8) Bhar: Controle Mental constante e firme
9) Go: Cooperação e Paciência
10) De: Todos os sentidos sob controle
11) Va: Vida Pura
12) Sya: Unidade do homem com Deus
13) Dhee: Sucesso em todas as esferas
14) Ma: Justiça Divina e Disciplina
15) Hi: Conhecimento
16) Dhi: Vida e Morte
17) Yo: Seguir o caminho da retidão
18) Yo: Manutenção da Vida
19) Nah: Cautela e Segurança
20) Pra: Conhecimento das coisas que estão por vir 
e Doação para o Bem
21) Cho: Leitura das escrituras sagradas e Associação com os sábios
22) Da: Autorealização e Bem Aventurança
23) Ya: Boa Progênie
24) At: Disciplinas da Vida e Cooperação


Deva Premal and Miten
http://www.devapremalmiten.com/
http://www.devapremalmiten.com/images/stories/media_player/player.html

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Eu tenho um sonho (I have a dream) Por Martin Luther King


"Quando os arquitetos de nossa república escreveram as magníficas palavras da Constituição e da Declaração de Indepêndencia, estavam assinando uma nota promissória de que todo norte americano seria herdeiro. Esta nota foi a promessa de que todos os homens, sim, homens negros assim como homens brancos, teriam garantidos os inalienáveis direitos à vida, liberdade e busca de felicidade.


Mas existe algo que preciso dizer à minha gente, que se encontra no cálido limiar que leva ao templo da Justiça. No processo de consecução de nosso legítimo lugar, precisamos não ser culpados de atos errados. Não procuremos satisfazer a nossa sede de liberdade bebendo na taça da amargura e do ódio. Precisamos conduzir nossa luta, para sempre, no alto plano da dignidade e da disciplina. Precisamos não permitir que nosso protesto criativo gere violência físicas. Muitas vezes, precisamos elevar-nos às majestosas alturas do encontro da força física com a força da alma; e a maravilhosa e nova combatividade que engolfou a comunidade negra não deve levar-nos à desconfiança de todas as pessoas brancas. Isto porque muitos de nosssos irmãos brancos, como está evidenciado em sua presença hoje aqui, vieram a compreender que seu destino está ligado a nosso destino. E vieram a compreender que sua liberdade está inextricavelmente unida a nossa liberdade. Não podemos caminhar sozinhos. E quando caminhamos, precisamos assumir o compromisso de que sempre iremos adiante. Não podemos voltar.


Digo-lhes hoje, meus amigos, embora nos defrontemos com as dificuldades de hoje e de amnhã, que eu ainda tenho um sonho. E um sonho profundamente enraizado no sonho norte americano.


Eu tenho um sonho de que um dia, esta nação se erguerá e viverá o verdadeiro significado de seus princípios: "Achamos que estas verdades são evidentes por elas mesmas, que todos os homens são criados iguais".


Eu tenho um sonho de que, um dia, nas rubras colinas da Geórgia, os filhos de antigos escravos e os filhos de antigos senhores de escravos poderão sentar-se juntos à mesa da fraternidade.


Eu tenho um sonho de que, um dia, até mesmo o estado de Mississipi, um estado sufocado pelo calor da injustiça, será transformado num oásis de liberdade e justiça.


Eu tenho um sonho de que meus quatro filhinhos, um dia, viverão numa nação onde não serão julgados pela cor de sua pele e sim pelo conteúdo de seu caráter.


Quando deixarmos soar a liberdade, quando a deixarmos soar em cada povoação e em cada lugarejo, em cada estado e em cada cidade, poderemos acelerar o advento daquele dia em que todos os filhos de Deus, homens negros e homens brancos, judeus e cristãos, protestantes e católicos, poderão dar-se as mãos e cantar com as palavras do antigo espiritual negro: Livres, enfim. Livres, enfim. Agradecemos a Deus, todo poderoso, somos livres, enfim."

Por Martin Luther King

28 de agosto de 1963 Washington, D.C.

domingo, 27 de novembro de 2011

Se eu falar a língua dos homens e dos anjos...


Se eu falar a língua dos homens e dos anjos,
mas não tiver o amor,
sou como bronze que soa
ou tímpano que retine.

E se possuir
o som da profecia
e conhecer todos os mistérios
e toda a ciência
e alcançar tanta fé
que chegue a transpor montanhas,
mas não tiver o amor,
nada sou.

E se
repartir toda a minha fortuna
e entregar meu corpo ao fogo
mas não tiver o amor,
nada disso me vale.

O amor é paciente e benígno;
não é invejoso,
o amor não é orgulhoso,
não se ensoberbesse;
não é descortês,
não se irrita,
não guarda rancor;
não se alegra com a injustiça,
mas se compráz com a verdade;
tudo desculpa,
tudo crê,
tudo espera,
tudo tolera.

O amor nunca acabará.

As profecias terão fim;
as línguas cessarão;
a ciência terminará.

Pois nosso conhecimento é imperfeito
e assim também a profecia.

Mas quando chegar a consumação,
desaparecerá o imperfeito.

No presente
vemos por um espelho e obscuramente;
então,
veremos face a face.

No presente conheço só em parte;
então conhecerei como sou conhecido.

No presente permanecem estes tres:
fé, esperança e o amor,
porém,
o mais excelente é o amor.


Corintos

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Se...



Se, no final desta existência,
Alguma ansiedade me restar
E conseguir me perturbar;

Se eu me debater aflito
No conflito, na discórdia...

Se ainda ocultar verdades
Para ocultar-me, com fantasias por mim criadas...

Se restar abatimento e revolta
Pelo que não consegui
Possuir, fazer, dizer e principalmente ser...

Se eu me retiver um pouco mais
Do pouco que é necessário
E persistir indiferente ao grande pranto do mundo...

Se algum ressentimento,
Algum ferimento
Impedir-me do imenso alívio
Que é o irrestritamente perdoar,

E, mais ainda,

Se ainda não souber sinceramente orar
Por quem me agrediu e injustiçou...

Se continuar a mediocremente
Denunciar o cisco no olho do outro
Sem conseguir vencer a treva e a trave
Em meu próprio...

Se seguir protestando
Reclamando, contestando,
Exigindo que o mundo mude
Sem qualquer esforço de mudar-me eu...

Se, indigente da incondicional alegria interior,
Em queixas, ais e lamúrias,
Persistir e buscar consolo, conforto, simpatia, compaixão,
Para a minha ainda imperiosa angústia...

Se, ainda incapaz
para a beatitude das almas santas,
precisar dos prazeres medíocres que o mundo vende...

Se insistir ainda que o mundo silencie
Para que possa embeber-me de silêncio,
Sem saber realizá-lo em mim...

Se minha fortaleza e segurança
São ainda construídas com os materiais
Grosseiros e fugazes
Que o mundo empresta,
E eu neles ainda acredite...

Se, imprudente e cegamente,
Continuar desejando
Adquirir,
Multiplicar,
Reter
Valores, coisas, pessoas, posições, ideologias,
Na ânsia de ser feliz...

Se, ainda presa no grande embuste,
Persistir iludido
Com a importância que me dou...

Se, ao fim de meus dias,
Continuar
Sem escutar, sem entender, sem atender,
Sem realizar o Cristo, que,
Dentro de mim,
Eu Sou...
Terei me perdido na multidão abortada
Dos perdulários dos divinos talentos,
Dos talentos que a Vida
A todos confia,
E serei um fraco a mais,
Um traidor da própria vida,
Da Vida que investe em mim,
Que de mim espera
E que se vê frustrada
Diante de meu fim.

Se tudo isto acontecer
Terei parasitado a Vida
E inutilmente ocupado
O tempo
E o espaço
De Deus.
Terei meramente sido vencido pelo fim,
Sem ter atingido a Meta.

Hermógenes

“Deus me livre de ser normal”!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

O Amor... Se eu falar a língua dos homens e dos anjos, mas não tiver o amor...




Se eu falar a língua dos homens e dos anjos,
mas não tiver o amor,
sou como bronze que soa
ou tímpano que retine.

E se possuir
o som da profecia
e conhecer todos os mistérios
e toda a ciência
e alcançar tanta fé
que chegue a transpor montanhas,
mas não tiver o amor,
nada sou.

E se
repartir toda a minha fortuna
e entregar meu corpo ao fogo
mas não tiver o amor,
nada disso me vale.

O amor é paciente e benígno;
não é invejoso,
o amor não é orgulhoso,
não se ensoberbesse;
não é descortês,
não se irrita,
não guarda rancor;
não se alegra com a injustiça,
mas se compráz com a verdade;
tudo desculpa,
tudo crê,
tudo espera,
tudo tolera.

O amor nunca acabará.

As profecias terão fim;
as línguas cessarão;
a ciência terminará.

Pois nosso conhecimento é imperfeito
e assim também a profecia.

Mas quando chegar a consumação,
desaparecerá o imperfeito.

No presente
vemos por um espelho e obscuramente;
então,
veremos face a face.

No presente conheço só em parte;
então conhecerei como sou conhecido.

No presente permanecem estes tres:
fé, esperança e o amor,
porém,
o mais excelente é o amor.


Corintos

Fonte da Imagem:
Joop Zand

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Caminhemos, pois.



Caminhemos, pois.

Sem começo nem fim.

Além do nascer e do morrer.

Eterno transformar.

Podemos nós, pequenos seres humanos, direcionar a transformação.

Já há alguns anos caminhamos juntos.

Como tem sido agradável encontrar outros tantos companheiros, irmãos e irmãs, parceiros deste caminhar de Cultura de Paz.

Reiteramos nossa parceria, agradecendo os momentos que juntos compartilhamos, as primeiras flores, os primeiros frutos ainda não muito doces, que colhemos na jornada, espalhando sementes ao vento, cuidando do solo, do céu, das águas e do nada.

Um ano termina, outro começa e nós recomeçamos a cada instante nossos votos de servir a humanidade, servir à toda vida com nossa vida.

Que haja Paz, ternura, amizade, compreensão e justiça no nosso caminho da Verdade.

Monja Coen

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O Significado do Número 108




Entre os místicos é muito conhecido o extraordinário resultado de repetir um mantra, oração ou comando de luz, cento e oito vezes.

Cento e oito é o resultado de nove vezes o número doze.

O poder dos nove ou novena é prática antiga da religião católica. Porém, qual é a explicação deste poder?

Três é o poder da Chama Trina, ancorada no coração dos filhos e filhas de Deus.

É a chama do Poder, da Sabedoria e do Amor de Deus manifestando-se no homem; a trindade do Pai, do Filho, e do Espírito Santo.

Multiplicando o poder da chama da Trindade no coração, pelo poder da origem desta Chama Trina, no coração da Poderosa Presença do EU SOU individualizada, encontramos o resultado de três vezes três, o poder do numero nove. O numero do Espírito Santo.

Isto ocorre quando confirmamos a vontade de Deus na Terra, assim como Ele afirma no Céu.

Assim, nove é o número da manifestação do plano divino. Não é de se admirar que as mulheres tenham seus filhos aos nove meses de gestação.

E o número doze?

Vejamos: doze foram os apóstolos de Jesus.

Doze são os meses do ano e também doze são as legiões de anjos. Jesus disse a Pilatos:

– "Você pensa que eu não posso chamar meu Pai e Ele mandaria imediatamente doze legiões de anjos para me salvar?".

O relógio marca doze horas.

O chakra do coração tem doze pétalas significando doze vibrações únicas que são como doze chaves para as doze portas da cidade celestial.

Doze são os signos do zodíaco.

Existem doze hierarquias celestiais, cada uma referente a um signo zodiacal.

Elas carregam, mantêm e seguram à disposição da humanidade, as doze virtudes de Deus que são:

  1. poder,
  2. amor,
  3. mestria,
  4. controle,
  5. obediência,
  6. sabedoria,
  7. harmonia,
  8. gratidão,
  9. justiça,
  10. realidade,
  11. visão e
  12. vitória divina.
Doze são os raios de Deus, sendo sete conhecidos e cinco raios secretos.

Temos doze chakras, sendo também cinco secretos.

Doze são os frutos da Árvore da Vida.

Assim, grande é o poder dos 108, pois ele representa a multiplicação dos poderes de nove por doze (9 x 12 = 108).

Isto é a confirmação da vontade de Deus nos 12 raios da consciência divina manifestados na Terra.

Extraído do livro: "Razão de Viver"

Fonte:
eu sou luz

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Pitágoras






Pitágoras de Samos (do grego Ο Πυθαγόρας ο Σαμιος) foi um filósofo e matemático grego que nasceu em Samos entre cerca de 570 a.C. e 571 a.C. e morreu em Metaponto entre cerca de 496 a.C. ou 497 a.C.



A sua biografia está envolta em lendas. Diz-se que o nome significa altar da Pítia ou o que foi anunciado pela Pítia, pois mãe ao consultar a pitonisa soube que a criança seria um ser excepcional.



Pitágoras foi o fundador de uma escola de pensamento grega denominada em sua homenagem de pitagórica.




Biografia

Da vida de Pitágoras quase nada pode ser afirmado com certeza, já que ele foi objeto de uma série de relatos tardios e fantasiosos, como os referentes a viagens e contatos com as culturas orientais. Parece certo, contudo, que o filósofo tenha nascido em 570 a.C. na cidade de Samos.



Fundou uma escola mística e filosófica em Crotona (colônias gregas na península itálica), cujos princípios foram determinantes para a evolução geral da matemática e da filosofia ocidental sendo os principais temas a harmonia matemática, a doutrina dos números e o dualismo cósmico essencial.



Acredita-se que Pitágoras tenha sido casado com a física e matemática grega Theano, que foi sua aluna. Supõe-se que ela e as duas filhas tenham assumido a escola pitagórica após a morte do marido.



Os pitagóricos interessavam-se pelo estudo das propriedades dos números. Para eles, o número, sinônimo de harmonia, constituído da soma de pares e ímpares - os números pares e ímpares expressando as relações que se encontram em permanente processo de mutação -, era considerado como a essência das coisas, criando noções opostas (limitado e ilimitado) e sendo a base da teoria da harmonia das esferas.



Segundo os pitagóricos, o cosmos é regido por relações matemáticas. A observação dos astros sugeriu-lhes que uma ordem domina o universo. Evidências disso estariam no dia e noite, no alterar-se das estações e no movimento circular e perfeito das estrelas. Por isso o mundo poderia ser chamado de cosmos, termo que contém as idéias de ordem, de correspondência e de beleza. Nessa cosmovisão também concluíram que a Terra é esférica, estrela entre as estrelas que se movem ao redor de um fogo central. Alguns pitagóricos chegaram até a falar da rotação da Terra sobre o eixo, mas a maior descoberta de Pitágoras ou dos seus discípulos (já que há obscuridades em torno do pitagorismo, devido ao caráter esotérico e secreto da escola) deu-se no domínio da geometria e se refere às relações entre os lados do triângulo retângulo. A descoberta foi enunciada no teorema de Pitágoras.



Pitágoras foi expulso de Crotona e passou a morar em Metaponto, onde morreu, provavelmente em 496 a.C. ou 497 a.C..



A escola de Pitágoras

Segundo o pitagorismo, a essência, que é o princípio fundamental que forma todas as coisas é o número. Os pitagóricos não distinguem forma, lei, e substância, considerando o número o elo entre estes elementos.
Para esta escola existiam quatro elementos: terra, água, ar e fogo.



Assim, Pitágoras e os pitagóricos investigaram as relações matemáticas e descobriram vários fundamentos da física e da matemática.



‎O símbolo utilizado pela escola era o pentagrama, que, como descobriu Pitágoras, possui algumas propriedades interessantes. Um pentagrama é obtido traçando-se as diagonais de um pentágono regular; pelas intersecções dos segmentos desta diagonal, é obtido um novo pentágono regular, que é proporcional ao original exatamente pela razão áurea.



Pitágoras descobriu em que proporções uma corda deve ser dividida para a obtenção das notas musicais no início, sem altura definida, sendo uma tomada como fundamental (pensemos numa longa corda presa a duas extremidades que, quando tangida, nos dará o som mais grave - e a partir dela, gerar-se-á a quinta e terça através da reverberação harmônica. Os sons harmônicos. Prendendo-se a metade da corda, depois a terça parte e depois a quinta parte conseguiremos os intervalos de quinta e terça em relação à fundamental. A chamada SÉRIE HARMÔNICA. À medida que subdividimos a corda obtemos sons mais altos e os intervalos serão diferentes. E assim sucessivamente. Descobriu ainda que frações simples das notas, tocadas juntamente com a nota original, produzem sons agradáveis. Já as frações mais complicadas, tocadas com a nota original, produzem sons desagradáveis.



O nome está ligado principalmente ao importante teorema que afirma: Em todo triângulo retângulo, a soma dos quadrados dos catetos é igual ao quadrado da hipotenusa.



Além disto, os pitagóricos acreditavam na esfericidade da Terra e dos corpos celestes, e na rotação da Terra, com o que explicavam a alternância de dias e noites. A filosofia baseou uma doutrina chamada Filosofia explanatória Cristo-Pitagorica.



A escola pitagórica era conectada com concepções esotéricas e a moral pitagórica enfatizava o conceito de harmonia, práticas ascéticas e defendia a metempsicose.



Durante o século IV a.C., verificou-se, no mundo grego, uma revivescência da vida religiosa. Segundo alguns historiadores, um dos fatores que concorreram para esse fenômeno foi a linha política adotada pelos tiranos: para garantir o papel de líderes populares e para enfraquecer a antiga aristocracia, os tiranos estimulavam a expansão de cultos populares ou estrangeiros.



Dentre estes cultos, um teve enorme difusão: o Orfismo (de Orfeu), originário da Trácia, e que era uma religião essencialmente esotérica. Os seguidores desta doutrina acreditavam na imortalidade da alma, ou seja, enquanto o corpo se degenerava, a alma migrava para outro corpo, por várias vezes, a fim de efetivar a purificação. Dioniso guiaria este ciclo de reencarnações, podendo ajudar o homem a libertar-se dele.



Pitágoras seguia uma doutrina diferente. Teria chegado à concepção de que todas as coisas são números e o processo de libertação da alma seria resultante de um esforço basicamente intelectual. A purificação resultaria de um trabalho intelectual, que descobre a estrutura numérica das coisas e torna, assim, a alma como uma unidade harmônica. Os números não seriam, neste caso, os símbolos, mas os valores das grandezas, ou seja, o mundo não seria composto dos números 0, 1, 2, etc., mas dos valores que eles exprimem. Assim, portanto, uma coisa manifestaria externamente a estrutura numérica, sendo esta coisa o que é por causa deste valor.



Principais descobertas

Além de grandes místicos, os pitagóricos eram grandes matemáticos. Eles descobriram propriedades interessantes e curiosas sobre os números.



Números figurados

Os pitagóricos estudaram e demonstraram várias propriedades dos números figurados. Entre estes o mais importante era o número triangular 10, chamado pelos pitagóricos de tetraktys, tétrada em português. Este número era visto como um número místico uma vez que continha os quatro elementos fogo, água, ar e terra: 10=1 + 2 + 3 + 4, e servia de representação para a completude do todo.



α
α α
α α α
α α α α

A tétrada, que os pitagóricos desenhavam com um α em cima, dois abaixo deste, depois três e por fim quatro na base, era um dos símbolos principais do seu conhecimento avançado das realidades teóricas. Representação toda perfeita em si de qualquer um dos lados que se observe.



Números perfeitos

A soma dos divisores de determinado número com exceção dele mesmo, é o próprio número. Exemplos:



1.Os divisores de 6 são: 1,2,3 e 6.
Então, 1 + 2 + 3 = 6.

2.Os divisores de 28 são: 1,2,4,7,14 e 28.
Então, 1 + 2 + 4 + 7 + 14 = 28.

Teorema de Pitágoras

Uma das formas de demonstrar o Teorema de Pitágoras.Um problema não solucionado na época de Pitágoras era determinar as relações entre os lados de um triângulo retângulo. Pitágoras provou que a soma dos quadrados dos catetos é igual ao quadrado da hipotenusa.



O primeiro número irracional a ser descoberto foi a raiz quadrada do número 2, que surgiu exatamente da aplicação do teorema de Pitágoras em um triângulo de catetos valendo 1:



Os gregos não conheciam o símbolo da raiz quadrada e diziam simplesmente: "o número que multiplicado por si mesmo é 2".



A partir da descoberta da raiz de 2 foram descobertos muitos outros números irracionais.




Reitor da primeira universidade

A palavra Matemática (Mathematike, em grego) surgiu com Pitágoras, que foi o primeiro a concebê-la como um sistema de pensamento, fulcrado em provas dedutivas.



Existem, no entanto, indícios de que o chamado Teorema de Pitágoras (c²= a²+b²) já era conhecido dos babilônios em 1600 a.C. com escopo empírico.

Estes usavam sistemas de notação sexagesimal na medida do tempo (1h=60min) e na medida dos ângulos (60º, 120º, 180º, 240º, 360º).



Pitágoras percorreu por 30 anos o Egito, Babilônia, Síria, Fenícia e talvez a Índia e a Pérsia, onde acumulou ecléticos conhecimentos: astronomia, matemática, ciência, filosofia, misticismo e religião. Ele foi contemporâneo de Tales de Mileto, Buda, Confúcio e Lao-Tsé.



Quando retornou à sua cidade natal, Samos, indispôs-se com o tirano Polícrates e emigrou para o sul da Itália, na ilha de Crotona, de dominação grega. Aí fundou a Escola Pitagórica, a quem se concede a glória de ser a "primeira Universidade do mundo".



A Escola Pitagórica e as atividades se viram desde então envoltas por um véu de lendas. Foi uma entidade parcialmente secreta com centenas de alunos que compunham uma irmandade religiosa e intelectual. Entre os conceitos que defendiam, destacam-se:



*prática de rituais de purificação e crença na doutrina da metempsicose, isto é, na transmigração da alma após a morte, de um corpo para outro.

Portanto, advogavam a reencarnação e a imortalidade da alma;

*lealdade entre os membros e distribuição comunitária dos bens materiais;

*austeridade, ascetismo e obediência à hierarquia da Escola;

*proibição de beber vinho e comer carne (portanto é falsa a informação que os discípulos tivessem mandado matar 100 bois quando da demonstração do denominado Teorema de Pitágoras);

*purificação da mente pelo estudo de Geometria, Aritmética, Música e Astronomia;

*classificação aritmética dos números em pares, ímpares, primos e fatoráveis;

*"criação de um modelo de definições, axiomas, teoremas e provas, segundo o qual a estrutura intrincada da Geometria é obtida de um pequeno número de afirmações explicitamente feitas e da ação de um raciocínio dedutivo rigoroso" (George Simmons);
grande celeuma instalou-se entre os discípulos de Pitágoras a respeito da irracionalidade do 'raiz de 2'. Utilizando notação algébrica, os pitagóricos não aceitavam qualquer solução numérica para x² = 2, pois só admitiam números racionais. Dada a conotação mística atribuída aos números, comenta-se que, quando o infeliz Hipasus de Metapontum propôs uma solução para o impasse, os outros discípulos o expulsaram da Escola e o afogaram no mar;

*na Astronomia, idéias inovadoras, embora nem sempre verdadeiras: a Terra é esférica, os planetas movem-se em diferentes velocidades nas várias órbitas ao redor da Terra. Pela cuidadosa observação dos astros, cristalizou-se a idéia de que há uma ordem que domina o Universo;

*aos pitagóricos deve-se provavelmente a construção do cubo, tetraedro, octaedro, dodecaedro e a bem conhecida "seção áurea";

*na Música, uma descoberta notável de que os intervalos musicais se colocam de modo que admitem expressões através de proporções aritméticas. Pitágoras - assim como outros filósofos gregos pré-socráticos - também descreveu o poder do som e seus efeitos sobre a psique humana.

Essa experiência musicoterápica possivelmente foi utilizada mais tarde por Aristóteles como base teórica para sua definição de música, que, segundo ele, era uma "arte medicinal".

Pitágoras é o primeiro matemático puro. Entretanto é difícil separar o histórico do lendário, uma vez que deve ser considerado uma figura imprecisa historicamente, já que tudo o que dele sabemos deve-se à tradição oral. Nada deixou escrito, e os primeiros trabalhos sobre o mesmo deve-se a Filolau, quase 100 anos após a morte de Pitágoras. Mas não é fácil negar aos pitagóricos - assevera Carl Boyer - "o papel primordial para o estabelecimento da Matemática como disciplina racional". A despeito de algum exagero, há séculos cunhou-se uma frase: "Se não houvesse o 'teorema Pitágoras', não existiria a Geometria".



Ao biografar Pitágoras, Jâmblico (c. 300 d.C.) registra que o mestre vivia repetindo aos discípulos: “todas as coisas se assemelham aos números”.



A Escola Pitagórica ensejou forte influência na poderosa verba de Euclides, Arquimedes e Platão, na antiga era cristã, na Idade Média, na Renascença e até em nossos dias com o Neopitagorismo.



Pensamentos de Pitágoras



1.Educai as crianças e não será preciso punir os homens.
2.Não é livre quem não obteve domínio sobre si.
3.Pensem o que quiserem de ti; faz aquilo que te parece justo.
4.O que fala semeia; o que escuta recolhe.
5.Ajuda teus semelhantes a levantar a carga, mas não a carregues.
6.Com ordem e com tempo encontra-se o segredo de fazer tudo e tudo fazer bem.
7.Todas as coisas são números.
8.A melhor maneira que o homem dispõe para se aperfeiçoar, é aproximar-se de Deus.
9.A Evolução é a Lei da Vida, o Número é a Lei do Universo, a Unidade é a Lei de Deus.
10.A vida é como uma sala de espetáculos: entra-se, vê-se e sai-se.
11.A sabedoria plena e completa pertence aos deuses, mas os homens podem desejá-la ou amá-la tornando-se filósofos.
Anima-te por teres de suportar as injustiças; a verdadeira desgraça consiste em cometê-las




Importância para o Direito

Pitágoras foi o primeiro filósofo a criar uma definição que quantificava o objetivo final do Direito: a Justiça. Ele definiu que um ato justo seria a chamada "justiça aritmética", na qual cada indivíduo deveria receber uma punição ou ganho quantitativamente igual ao ato cometido. Tal argumento foi refutado por Aristóteles, pois ele acreditava em uma justiça geométrica, na qual cada indivíduo receberia uma punição ou ganho qualitativamente, ou proporcionalmente, ao ato cometido; ou seja, ser desigual para com os desiguais a fim de que estes sejam igualados com o resto da sociedade.



Bibliografia
SPINELLI, Miguel. Filósofos Pré-Socráticos. Primeiros Mestres da Filosofia e da Ciência Grega. 2ª Ed., Porto Alegre: Edipucrs, 2003

Fonte: wikipedia