Mostrando postagens com marcador Humanidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Humanidade. Mostrar todas as postagens

domingo, 3 de julho de 2016

A Grande Invocação








A GRANDE INVOCAÇÃO



Do ponto de Luz na mente de Deus,
Que flua Luz à mente dos homens
E que a Luz desça à Terra.

Do ponto de Amor no coração de Deus
Que flua amor ao coração dos homens
Que Cristo retorne à Terra.

Do centro onde a vontade de Deus é conhecida,
Que o propósito guie as pequenas vontades dos homens,
Propósito que os mestres conhecem e servem.

Do centro a que chamamos a raça dos homens
Que se realize o plano de Amor e de Luz
E se feche a porta onde se encontra o mal.

Que a Luz, o Amor e o Poder
Restabeleçam o Plano Divino sobre a Terra
Hoje e por toda a eternidade. 






A Grande Invocação é uma oração mundial e não sectária.

Foi traduzida em mais de oitenta línguas e dialetos.

No início, ela estava na posse dos Mestres da Grande Fraternidade Branca, no idioma Senzar, que é a linguagem secreta dos Adeptos e Iniciados, e que em sua maior parte é hieroglífico. 

Esses antigos símbolos foram traduzidos para o inglês moderno pelo Mestre Djwhal Khul (o Tibetano), o qual, posteriormente, transmitiu à teosofista inglesa Alice Bailey.

A Grande Invocação é utilizada principalmente pelos praticantes da Meditação. Entretanto, hoje em dia, ela é amplamente aceita e utilizada diariamente por um número sempre crescente de pessoas nos quatro cantos do mundo.


A Grande Invocação expressa que:

* Existe uma inteligência básica a que se dá o nome de Deus.

* Existe um Plano divino de evolução no Universo cujo poder motivador é o amor.

* Uma grande individualidade denominada Cristo pelos cristãos – o Instrutor do Mundo – veio à Terra e personificou esse Amor para que os seres humanos pudessem compreender que o amor e a inteligência são efeitos do Propósito, da Vontade e do Plano de Deus. Muitas religiões creem em um Instrutor Mundial, conhecido por nomes tais como o Senhor Maitreya, o Iman,  Mahdi, o Messias, etc.

* Somente por meio da humanidade é possível implementar o Plano Divino.


domingo, 1 de fevereiro de 2015

Aproximação consciente do Homem com seu Anjo Solar



Perdidos nas brumas dos problemas cotidianos, que nos exigem um sentido de atenção progressivo e imediato, é muito difícil sermos conscientes do poder magnético espiritual que emana constantemente do nosso Anjo Solar, aquela Alma liberada cuja missão é a de "nos agasalhar com Seu manto de amor e de sacrifício".

Durante um imenso período de tempo em que processos históricos ou cronológicos da nossa vida aqui na Terra vão se sucedendo, o afã do imediato tem regido inexoravelmente o  nosso     destino.

Em algumas ocasiôes, quando ultrapassado o auge ou o limite do permitido no turbilhão das paixões humanas, após o que a prova mais difícil e o primeiro perigo é o de "voltar aos antigos valores transcendidos" com seus consequentes vícios, defeitos, contrariedades e temores, nossa vida é inundada por um fúlgido raio de luz contendo resolução e esperança, dando-nos uma visão mais serena das coisas e acalmando o nosso ânimo.


Essa luz vem do nosso Eu Superior, do nosso Anjo Solar.

Nos momentos culminantes da nossa vida, no processo mágico do nascimento, quando deixamos o corpo físico no momento da morte ou quando enfrentamos um problema verdadeiro e angustiante na vida que nos consome em intenso sofrimento e profunda aflição, a visão serena e o amor desmedido do Anjo Solar estão mais perto de nós do que nunca, "cobrindo-nos com Seu manto de amor e de sacrifício".

Essa frase, reiteradamente, repetida para dar uma idéia da missão do Anjo Solar relativa à nossa Alma em evolução, está escrita com caracteres de fogo nos livros sagrados.

Foi retirada de lá porque não existe outra frase que expresse com tanta clareza e simplicidade a missão voluntária que o Anjo Solar um dia se impôs para com a Alma humana.

A reiteração dessa frase vem a ser como um mantra de atenção que deve nos aproximar em alguma medida da glória perene Daquele que é o nosso primeiro e único Mestre em todo trabalho de relação consciente com o Cosmos.

Quando nos referimos ao Anjo Solar, falando em termos hierárquicos, nós o fazemos nos termos "é um Mestre de Compaixão e Sabedoria, um Adepto da Lei", com o que não fazemos senão evidenciar a pureza infinita de Sua aura, a perfeição de Suas virtudes e o poder indescritível de Suas resoluções de amor e de sacrifício em relação a nós.

A compreensão dessas razões deve ser o princípio de uma relação inteligente com a aura magnética do Anjo Solar.

Compreender o Mistério infinito de Sua vida, que nos aproxima da profunda compreensão dos destinos secretos da Alma do nosso Logos Solar "que cobre todo o Universo com Seu manto de Amor e de Sacrifício", é a verdadeira tarefa iniciática, pois o único Mistério e verdadeiro segredo de nossa vida em relação à Vida infinita do "nosso Pai nos Céus" encontra-se na relação magnética que possamos estabelecer com o nosso Anjo Solar.

O encontro consciente, aida que se dê em lampejos ou intervalos, sempre produz uma confiança indescritível e uma alegria profunda.

A chegada do Anjo Solar na Terra para incorporar-se ao propósito evolutivo do Logos Planetário e Seu destino final de liberação, uma vez cumprida através dos tempos, a Sua missão de trazer para o Reino Humano, encarnada na Alma do homem, a Perfeição espiritual de sua vida.

Nesse amplo intervalo em que acontesse esse movimento incessante, da roda dos nascimentos, mortes e períodos devachânicos, configura-se de fato a vida humana aqui na Terra, a partir do próprio momento da indididualização da Humanidade até alcançar a Quinta Iniciação, ou retorno da Alma do homem ou ponto dinâmico da Vida Monádica para o seu verdadeiro Reino, o Quinto, o Reino das Almas ou Hierarquia Planetária, com todo o amor, o saber e a capacidade de sacrifício gravados no coração pela intervenção divina do Anjo Solar. Passar desse ponto seria entrar no campo nebuloso  das cojecturas e hipóteses da mente inferior ou perder-se no insondável do Mistério.

Contudo, podemos avançar constantemente, pois uma das missões do homem, quando atinge um certo ponto de sua vida espiritual, é perder-se constantemente no profundo vácuo das amplas e insondáveis perspectivas do cósmico, naquelas indescritíveis avenidas de luz que os Logos imortais utilizam para percorrer os ciclos dos tempo.

Talvez não seja necessário fazer isso para ter uma noção exata do que o termo "Luz Solar" significa para nós em relação aos nossos veículos inferiores, nossa Alma e o próprio Espírito.

A luz do Sol contém infinidades de qualidades e matizes que só o conhecimento e a compreensão do mundo dévico pode esclarecer em uma medida apreciável e inteligente.

Uma das qualidades ou matizes solares, de onde provém em essência o termo imortal "manto de amor e de sacrifício", corresponde a um Raio especial que surge do Coração místico do Sol e encarna no Anjo Solar, cofigurando Sua vida com certas virtudes especiais que O capacitam para a elevada missão de redenção da Alma humana que Se impôs voluntariamente.

Outros Raios de luz provenientes do Sol físico (na realidade toda forma de luz é um aspecto distinto do grande Raio de Amor do Pai do Universo) codicionam a vida periódica dos veículos inferiores, o físico, o emocional e o metal concreto, enquanto que outros que emanam do Grande Sol Central, constituem a própria vida indescritivelmente profunda do nosso Espírito mais elevado ou Mônada, como citado nos estudos esotéricos.

No centro de todo processo mágico da vida da entidade humana, o amor e a vida do Anjo Solar aparecem como a essência unificadora que une a personalidade do homem em constante integração de valores com seu "Pai nos Céus", ou seja, com a Mônada ou Espírito Essencial em sua concepção mais elevada.

Compreender isso é começar a desenvolver em nós mesmos a tarefa vinculativa que um dia o Anjo Solar iniciou, é começar a usar conscientemente o poder misterioso dos Raios evolutivos no processo místico da vida e começar a caminhar pelas sendas da imortalidade.

Uma das tarefas ashrâmicas a que nos propusemos é a de revelar os mistérios dos principais Raios que nos condicionam para termos, assim, uma idéia mais exata do que o Anjo Solar significa em nossas vidas e de como estabelecer contato consciente com Ele.

O contato consciente com o Anjo Solar que, uma vez estabelecido, tudo que acontece em torno do mistério dos nascimentos e mortes do homem finito será compreendido como uma reprodução ou projeção do que acontece na vida mais íntima do Criador do Universo.

Compreender o alcance dessa primeira relação consciente com o nosso Ser imortal é criar voluntariamente em nós mesmos a Senda e a Meta, ou seja, o Caminho de Busca e a Meta de Liberação.

A importância do processo estará mais na autenticidade dos nossos desejos e na sinceridade do nosso interesse por descobriri o que está oculto por trás do Mistério permanente do Anjo Solar do que nos profundos e constantes estudos, às vezes intrincados e insípidos, a respeito das leis e processos universais, que serão melhor compreendidos se deixarmos que seja o próprio Anjo Solar quem nos revele, a partir do interior, através da linha de lus do Antahkarana, e nos libertarmos da influência da mente intelectualizada, tão predisposta ao erro por estar vinculada ao turbilhão procedente do mundo emocional e ao processo corrente de conceitos preestabelecidos.

Trata-se de uma tarefa da maior simplicidade que todos poderão incorporar imediatamente à sua própria visão ou concepção esotérica das coisas.

Tudo que vimos lendo até aqui neste capítulo terá especial valor vinculativo se deixarmos a mente serenamente expectante, ao considerarmos os valores implícitos na vida íntima dos tres elementos essenciais que constituem o nosso ser.

Esses tres elementos são a personalidade nos tres mundos: o físico, o emocional e o mental concreto.

O Eu Superior ou Anjo Solar corresponde ao Plano Causal e o Espírito ou Mônada, ao mundo espiritual.

A inter-relação desses elementos com os principais Raios de Poder que atuam no nosso Universo e com o próprio Logos Criador é a seguinte:

Espírito
1o. Raio
Relação com o Grande Sol Espiritual

Anjo Solar
2o. Raio
Relação com o Coração Místico do Sol

Personalidade
3o. Raio
Relação com as emanações do Sol físico

Essa é uma relação muito simples e limitada dentro do campo infinito das que podem ser estabelecidas através do Mistério dos Raios, mas nos bastará para a compreensão das idéiasimplicadas neste texto com a finalidade de esclarecer a missão específica do Anjo Solar e a forma mais exequível ao nosso alcance para estabelecer contato com Ele.

Um dos motivos essenciais que originou a atuação do Anjo Solar na Alma humana foi o espírito de compaixão que surgia como uma emanação natural do profundo âmago do Coração do Sol ou Centro de Amor do Deus do Universo.

O sacrifício dos Anjos Solares, cuja essência é nirvânica e, portanto, está livre do karma, não pode ser medido com o entendimento inerente à nossa pequena mente humana.

Porém, a efusão de vida amorosa do Logos, "alegremente arrancando do Seu Coração aquelas pétalas de sacrifício que são os Anjos Solares" (frase do Livro dos Iniciados), pode nos dar uma pequena idéia das implicações profundas da relação tríplice a que estamos nos referindo, idéia essa que mais adinate será enriquecida com os elementos vivos da intuição.

A compaixão é uma virtude causal do Anjo Solar, desse Adepto da Lei que, por sê-lo, deve adquirir automaticamente para nós o valor espiritual dos Mestres ou Adeptos da Hierarquia Planetária denominados "Mestres de Compaixão e Sabedoria".

Se aplicarmos a analogia, poderemos concluir que os Anjos Solares participam conscientemente das tarefas hierárquicas e contribuem com Suas funções para a evolução do Plano do Logos Planetário.

Portanto, são membros conscientes da Hierarquia e nenhum ser humano poderá colocar-se em contato com a Hierarquia Planetária nem com qualquer de seus Mestres sem que antes tenha existido uma série de contatos conscientes com o seu próprio Anjo Solar, com aquele bendito Ser com Quem vem ligado através dos tempos.

Um dos grandes empenhos da Hierarquia neste início da Era de Aquário, cuja atividade já está presente no coração de muitos homens e mulheres de boa vontade, é o de fazer com que a Humanidade seja consciente dos vínculos sagrados que a unem com o Anjo Solar de sua vida, pois assim haverá a possibilidade da redenção pela qual o Logos Planetário, mediante o Coração de Cristo, tem almejado através dos tempos.

Todos os acontecimentos planetários, a atividade da Hierarquia e o próprio propósito de Sanat Kumara trabalham simultaneamente para que esse trabalho de redenção planetária seja possível.

O principal elo de ligação é sempre o Anjo Solar, chamado nos termos esotéricos do Ashram "O Grande Intermediário Cósmico".

É Ele que deve "unir a Terra e o Céu" com as leis infinitas do Amor universal. Essa tarefa, iniciada há milhões de anos, começa a culminar nos corações de muitos seres humanso. De agora em diante, à medida que a pressão de Aquário se acentua sobre a aura da Terra, o que vai acontecer será uma obra mágica de proporções gigantescas para compreender, e nossa mente deverá aumentar consideravelmente o seu ritmo vibratório.    

Texto de Vicente Beltrán Anglada

Fonte:
Livro A Hierarquia, os Anjos Solares e a Humanidade

Fonte da Imagem:
Joop Zand

sábado, 10 de janeiro de 2015

...mas não aprendemos ainda a conviver como irmãos...








"Nunca houve no mundo duas opiniões iguais, 
nem dois fios de cabelo ou grãos iguais. 
A qualidade mais universal é a diversidade."

Michel de Montaigne



“Nós aprendemos a voar
como os pássaros;
a nadar como os peixes,
mas não aprendemos ainda
a conviver como irmãos”.

Martin Luther King



"A lei de ouro do comportamento é a tolerância mútua,
já que nunca pensaremos todos da mesma maneira,
já que nunca veremos senão uma parte da verdade
e sob ângulos diversos."

Mahatma Gandhi



"A tolerância é a melhor das religiões."

Victor Hugo



"Com o andar dos tempos,
mais as atividades da convivência e as trocas genéticas,
acabamos por meter a consciência
na cor do sangue e no sal das lágrimas,
e, como se tanto fosse pouco,
fizemos dos olhos uma espécie de espelhos virados para dentro,
com o resultado,
muitas vezes,
de mostrarem eles sem reserva
o que estávamos tratando de negar com a boca."

José Saramago


sábado, 16 de agosto de 2014

Prece







"Que jamais, em tempo algum, o teu coração acalante ódio.
Que o canto da maturidade jamais asfixie a tua criança interior.
Que o teu sorriso seja sempre verdadeiro.

Que as perdas do teu caminho sejam sempre encaradas como lições de vida.
Que a música seja tua companheira de momentos secretos contigo mesmo.
Que os teus momentos de amor contenham a magia de tua alma eterna em cada beijo.

Que os teus olhos sejam dois sóis olhando a luz da vida em cada amanhecer.
Que cada dia seja um novo recomeço, onde tua alma dance na luz.
Que em cada passo teu fiquem marcas luminosas de tua passagem em cada coração.

Que em cada amigo o teu coração faça festa,
que celebre o canto da amizade profunda que liga as almas afins.
Que em teus momentos de solidão e cansaço,
esteja sempre presente em teu coração a lembrança de que tudo passa e se transforma,
quando a alma é grande e generosa.
Que o teu coração voe contente nas asas da espiritualidade consciente,
para que tu percebas a ternura invisível,
tocando o centro do teu ser eterno.

Que um suave acalanto te acompanhe,
na terra ou no espaço,
e por onde quer que o imanente invisível leve o teu viver.
Que o teu coração sinta a presença secreta do inefável!
Que os teus pensamentos e os teus amores,
o teu viver e a tua passagem pela vida,
sejam sempre abençoados por aquele amor que ama sem nome.
Aquele amor que não se explica, só se sente.

Que esse amor seja o teu acalanto secreto,
viajando eternamente no centro do teu ser.
Que este amor transforme os teus dramas em luz,
a tua tristeza em celebração,
e os teus passos cansados em alegres passos de dança renovadora.
Que jamais, em tempo algum,
tu esqueças da Presença Divina que está em ti e em todos os seres.
Que o teu viver seja pleno de Paz e Luz!"


sexta-feira, 20 de junho de 2014

Pergunta a Ti Mesmo





Por Atapoã da Costa Feliz
Inverno de 2012

Pergunta a Ti Mesmo

"Ao contrário do que muita gente pensa, todas as coisas, inclusive as inanimadas, têm muita serventia. Até uma simples samambaia de plástico serve para ornamentar uma sala.
Forçoso é concluir, então, que não estamos aqui à toa.
Fixado este ponto, pergunta a ti próprio a que vieste.
Indaga que legado de tua autoria ficará para a Humanidade...
Medita, procura descobrir quais são as tuas tendências, aversões e preferências.
Lembra que desenvolver nada mais é do que retirar o envoltório grosseiro, camada por camada, e com elas livrar-te-ás, em definitivo, das imperfeições, até ressurgir, deslumbrante, o verdadeiro Eu.
Anota que todos os bons pensamentos, convertidos em boas ações, farão a retirada das substâncias toscas sobrepostas, tornando cada vez mais leve o fardo que na tua invigilância colocaste no teu alforje.
Antes de criticares uma obra literária, científica ou artística do teu irmão, indaga a ti mesmo se já fizeste algo semelhante. Se a resposta for negativa, não tens capacidade para criticar porque tu és inexperto. Se afirmativa, nem pensarás em censurar um trabalho do teu colega.
Observa que, segundo a Sabedoria Antiga, quanto mais desejares o bem ao próximo e menos a ti próprio, mais leve será o fardo e menor o número de vezes de peregrinação que repetes por insondável evo.
Verás, por conseguinte, que não será nenhum gesto magnânimo de tua parte; apenas estarás recompondo o que tiraste indevidamente.
Percebe que os obstáculos encontradiços aqui e ali já se repetiram por várias oportunidades e tu ainda não conseguiste transpor; caso contrário, não reapareceriam.
Não percas tempo com as recordações que te aborrecem; também não deixes os maus pensamentos povoarem a tua mente, verdadeiras âncoras que nos impedem de atingir a meta. Substitui por algo agradável. Sempre que ocorrer um mau pensamento, lembra daquela flor orvalhada ou da sombra de uma grande árvore, tantas quantas vezes forem necessárias, até cessarem as investidas do hóspede pernicioso. Dali para frente, a substituição será automática.
Se ainda não escreveste um livro; não plantaste uma árvore; não fizeste uma música; não pintaste uma paisagem, nem tiraste uma foto, DÁ UM SORRISO."

Publicação autorizada pelo autor






Música: Afinação Barroca
Composição: Atapoã Feliz
Violão: Maestro Eduardo Martinelli

domingo, 4 de maio de 2014

Pergunta a Ti Mesmo







Por Atapoã da Costa Feliz
Inverno de 2012

Pergunta a Ti Mesmo

"Ao contrário do que muita gente pensa, todas as coisas, inclusive as inanimadas, têm muita serventia. Até uma simples samambaia de plástico serve para ornamentar uma sala.
Forçoso é concluir, então, que não estamos aqui à toa.
Fixado este ponto, pergunta a ti próprio a que vieste.
Indaga que legado de tua autoria ficará para a Humanidade...
Medita, procura descobrir quais são as tuas tendências, aversões e preferências.
Lembra que desenvolver nada mais é do que retirar o envoltório grosseiro, camada por camada, e com elas livrar-te-ás, em definitivo, das imperfeições, até ressurgir, deslumbrante, o verdadeiro Eu.
Anota que todos os bons pensamentos, convertidos em boas ações, farão a retirada das substâncias toscas sobrepostas, tornando cada vez mais leve o fardo que na tua invigilância colocaste no teu alforje.
Antes de criticares uma obra literária, científica ou artística do teu irmão, indaga a ti mesmo se já fizeste algo semelhante. Se a resposta for negativa, não tens capacidade para criticar porque tu és inexperto. Se afirmativa, nem pensarás em censurar um trabalho do teu colega.
Observa que, segundo a Sabedoria Antiga, quanto mais desejares o bem ao próximo e menos a ti próprio, mais leve será o fardo e menor o número de vezes de peregrinação que repetes por insondável evo.
Verás, por conseguinte, que não será nenhum gesto magnânimo de tua parte; apenas estarás recompondo o que tiraste indevidamente.
Percebe que os obstáculos encontradiços aqui e ali já se repetiram por várias oportunidades e tu ainda não conseguiste transpor; caso contrário, não reapareceriam.
Não percas tempo com as recordações que te aborrecem; também não deixes os maus pensamentos povoarem a tua mente, verdadeiras âncoras que nos impedem de atingir a meta. Substitui por algo agradável. Sempre que ocorrer um mau pensamento, lembra daquela flor orvalhada ou da sombra de uma grande árvore, tantas quantas vezes forem necessárias, até cessarem as investidas do hóspede pernicioso. Dali para frente, a substituição será automática.
Se ainda não escreveste um livro; não plantaste uma árvore; não fizeste uma música; não pintaste uma paisagem, nem tiraste uma foto, DÁ UM SORRISO."

Publicação autorizada pelo autor

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Poema de Natal: Mensagem Angelical



Na data mais importante, para toda humanidade;
Registrado com amor, por toda eternidade.

Guiado por uma estrela, refletindo muita luz;
O lugar do nascimento, do rei menino Jesus.

O presente de amor, de nosso Pai celestial;
Este importante momento, celebrado no Natal.

A estrela foi o registro, desceu da constelação;
Reverenciando Jesus, em sua sublimação.

Do universo Jesus era, a estrela mais brilhante;
Agora como menino, na missão mais importante.

Salvar-nos com seu amor, a toda humanidade;
Ensinando o caminho, a estrada da caridade.

Estarás caminhando sempre, em uma estrada de luz;
No final encontrarás o nosso Mestre Jesus!

Que esta data do Natal, no seio de cada família;
Receba a reverência, da estrela que mais brilha.

Anunciando Jesus, na casa, seu nascimento;
Jesus sendo recebido, pelo puro sentimento.

Expressado em cada um, o seu verdadeiro amor;
Sua casa para sempre, habitarás meu Senhor.


de Jorge A. Coffy Rodrigues
Sobradinho (DF) Brasil

domingo, 18 de novembro de 2012

Auto-transformação


"Se queres acordar toda a humanidade,
então, acorda-te a ti mesmo,
se queres eliminar o sofrimento no mundo,
então, elimina a escuridão e a negatividade em ti mesmo.
Na verdade, a maior dádiva que podes dar ao mundo,
é a da tua própria auto-transformação."

Lao Tsé

sábado, 29 de setembro de 2012

O Mal no caminho do Desenvolvimento Humano (Antroposofia)


Observem a imagem do arcanjo Micael empunhando uma espada com seus braços fortes.

A espada ou lança é de ferro, que é a substância usada no combate.

Esse elemento (ferro) está relacionado às forças de Marte, também ligado à qualidade da fala, a força da palavra.

Um grande artista brasileiro da palavra foi Guimarães Rosa.

Seria possível fazer um estudo do encontro com o mal a partir do “Grande Sertão : Veredas”?

Guimarães faz conscientemente o uso da palavra contra o mal. Mais do que uma escrita, o livro é uma fala, tudo tem som, a força da fala está presente. O livro não é dado de presente, mas quando se termina de lê-lo, a pessoa não é mais a mesma que o começou. As primeiras trinta páginas tem todo o conteúdo, é difícil, mas é um processo transformador.

Até que ponto no combate ao mal, não nos tornamos tão maus quanto aqueles que queremos combater?

O que se faz para combater o terrorismo? 

Como reconheço esse mal? 

Como posso superar esse mal não sucumbindo a ele?

Para combater qualquer coisa é preciso conhecê-la, e não dá para combater aquilo que negamos.

Os seres do mal são seres espirituais. Conhecer o mal é tarefa do ser humano.

O anseio pelo conhecimento do mal é motivo do personagem principal do Grande Sertão, Riobaldo – 'rio baldo', aquele que faz a travessia, um épico, como um conto de fadas. Ele está o tempo todo perguntando.

Os seres demoníacos da terceira hierarquia se atrasaram na sua evolução; seu grupo fazia isto, mas eles não o fizeram naquela época e agora vêm fazer o que não foi feito, ou seja, o desenvolvimento do Eu, da individualidade.

Esses seres que na antiga Lua não desenvolveram sua individualidade são os seres Luciféricos – agora eles usam o ser humano para essa finalidade e são afins com o corpo astral.

Similarmente, no antigo Sol, os seres Arimânicos que se atrasaram na sua evolução são afins com o corpo etérico do ser humano, e, da mesma forma, no antigo Saturno, os seres que se atrasaram são os Azuras, afins com o corpo físico humano.

Esses seres não podem atuar diretamente nos corpos, mas na alma humana.

Assim temos :
  • No corpo astral, a alma da sensação, os seres luciféricos (Lúcifer).
  • No corpo etérico, a alma do intelecto, os seres arimânicos (Ariman).
  • No corpo físico, a alma da consciência, os azuras (Azuras).
E além desses três , Rudolf Steiner se refere ao Zorat, demônio do Sol, anterior à evolução humana em Saturno, que atua o Eu humano no Cosmos – carmicamente um Anti- Eu.

A vivência do Cristo etérico é uma vivência da separação do Mal na alma humana. 

O primeiro âmbito para superar as forças do Mal é na alma da sensação, dos sentimentos, e assim por diante. Essa luta tem que ser travada dentro de cada um, no interior da alma individual.

A estória de Riobaldo é muito emblemática, acontece no interior e no exterior do ser humano. 

Sinaliza o fim do Kaliyuga e o começo da atuação de Micael na Terra.

Com relação à alma da sensação, a superação do Mal ocorre na medida em que o homem se preocupa em transformar suas tendências amorais, seu egoísmo, seus baixos instintos, e consegue isso através de auto conhecimento e reconhecimento .

Com relação à alma do intelecto, o homem tem que superar a mentira, toda forma de medo, e a tendência para o materialismo através de decisões justas, juízos corretos, organizações socialmente justas, formar considerações apropriadas através do estudo de assuntos que não domina; desenvolver um conhecimento individual interno, um pensar vivo, orgânico, espiritual, do coração, capaz de superar o pensar frio e puramente racional.

Com relação à alma da consciência, e para se contrapor aos azuras neste lugar, o homem tem que dar um passo para se apossar da sua própria liberdade – vivência do limiar, processo de iniciação, encontro com o guardião do limiar. “Viver é muito perigoso”, é o mote do livro.

É quando os controles externos desaparecem e então, tudo se pode.

O perigo do ser humano que passa por esse processo é a vivência do poder, pois com ele pode-se tudo para o bem ou para o mal.

A responsabilidade do ser humano passa por aqui. 

Ele tem que resistir às tentações.

De onde provém o poder? 

O ser livre percebe a quem obedece.

Só se pode contrapor ao Não Sou com o Eu Sou, através do Eu do Cristo.

O ser humano precisa deixar de ser para ser através do paradoxo, ser “ O Cristo em mim”.

Diadorim é um dos personagens mais misteriosos da estória, um bom lutador com faca. Um anjo micaélico?

A experiência do Cristo também se dá na impotência – o ser humano deve ser capaz de passar pela impotência interior e da ressurreição originada nela, na vivência do “não poder” tem-se a experiência do Cristo.

A peça esculpida em madeira por Rudolf Steiner, da Figura do Homem, traz claramente a imagem do equilíbrio das forças, assim como a meditação da pedra fundamental , que apela à alma humana e às hierarquias superiores na direção da luz do Cristo.

Por Marilda Milanese

Micael / Micha'el / Mîkha'el / Miguel Arcanjo / Arcanjo Miguel



Jacó lutando com o Anjo (Rembrandt - 1659)
Atenção, abrir em uma nova janela. 


Micael (em hebraico: Micha'el ou Mîkha'el)

A tradição cristã do povo hebreu, 
venera, 
desde longa data, 
a seres divinos, 
enviados por Deus, 
denominados anjos ou arcanjos.
Entre eles Miguel ou Micael, cujo nome significa: Quem é como Deus? – na Comunidade de Cristãos preferimos esta última denominação, foneticamente mais próxima à forma original - nos é apresentado como o condutor das milícias celestes, empreendedor da luta contra as forças do mal (Ap 12, 1 - 12).
São poucas as passagens do Velho Testamento que diretamente o identificam pelo nome.
A tradição hebraica porém vê a Micael em muitos outros lugares onde os textos sagrados apenas mencionam a manifestação de um "Anjo do Senhor". 
Um exemplo encontramos no Gênesis 32, 25ss: O patriarca Jacó, ao regressar a sua terra natal, para recebê-la em herança pela primogenitura conquistada a seu irmão Esaú, enfrenta-se com um "homem" que lhe impede a passagem. Na luta Jacó percebe que se trata de um ser divino e não o solta até que ele (Micael) lhe concede a benção. Dádiva de dupla consequência : Jacó passa a se chamar Israel (e torna-se assim o fundador das doze tribos do povo judeu), mas ao mesmo tempo recebe um golpe no quadril que o deixa coxo. Ambos - nome e mutilação - marcam profundamente não só o destino do patriarca, como também de todo o povo: os filhos de Jacó passam a se chamar israelitas e desde então não comem o músculo da articulação da coxa de nenhum animal que abatem (Gn 32,33).
A história de Jacó pode ser entendida como uma imagem, como uma parábola sobre a maneira como Micael intervém no destino humano. A vida nos coloca frente a situações em que devemos vencer obstáculos, superar dificuldades. Invocamos a ajuda divina. Nem sempre, porém, estamos conscientes das possíveis consequências.
Certas decisões ou posicionamentos na vida exigem mudanças profundas. É necessário assumir um compromisso com as forças do alto que querem nos ajudar. "Israel" significa "aquele que luta com Deus", no sentido de lutar ao lado de Deus. O mundo espiritual quer ajudar ao homem nas "batalhas" que venha enfrentar, mas é o homem quem deve lutar.
Através de uma compreensão moderna do Cristianismo sentimos que não é ajuda quando alguém ou alguma força "resolve" nossos problemas e nós passivamente apenas observamos o acontecer dos fatos. 

Verdadeira ajuda é quando nós mesmo aprendemos a vencer dificuldades, sentindo em nosso interior a coragem para lutar. 

Micael quer ser o companheiro de batalha do ser humano, ajudando-nos a não esmorecer, a permanecer na peleja até o final. Ao mesmo tempo sabemos bem, que ao empreendermos algo, ao tomar decisões, ao assumir responsabilidades o destino nos impõe seus desafios. 

Os caminhos a trilhar não são fáceis. Adversidades ou desânimos podem nos fazer claudicar. Golpes e cicatrizes não são sinônimos de erros, ao contrário, muitas vezes são a confirmação do nosso próprio esforço. As marcas no corpo do guerreiro são a prova da luta.

Jacó, ao medir forças com Micael, torna-se um exemplo para o homem moderno: conquista o patriarcado de um povo com grande missão, mas a cada passo é lembrado do significado dessa conquista.


Por Pastor Renato Gomes / Botucatu (SP) Brasil

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Baraka


"Baraka" proviene de la palabra de origen Sufí que significa "aliento de vida", el documental sobre la naturaleza del planeta Tierra, el director Fricke y el productor Magidson crearon un poema visual místico de proporciones globales. Rodada en 24 países diferentes, trata de captar la esencia de la naturaleza y la cultura de la humanidad y sus costumbres, al tiempo que señala las formas en las que el ser humano se relaciona con su medio ambiente. La aparente fragilidad de la vida humana es contrastada con la grandeza de sus obras, subrayándose la desigual relación entre hombre y naturaleza. Baraka no tiene argumento lineal, ni personajes ni diálogos, pero, en medio de estos enormes contrastes, la espiritualidad de la humanidad surge como el elemento más importante que la distingue de otras especies. Un mundo más allá de las palabras.

Baraka is an ancient Sufi word, which can be translated as "a blessing, or as the breath, or essence of life from which the evolutionary process unfolds." The movie was filmed at 152 locations of 24 countries: Argentina, Australia, Brazil, Cambodia, China, Ecuador, Egypt, France, Hong Kong, India, Indonesia, Iran, Israel, Italy, Japan, Kenya, Kuwait, Nepal, Poland, Saudi Arabia, Tanzania, Thailand, Turkey, and the United States. It contains no dialogue. Instead of a story or plot, the film uses themes to present new perspectives and evoke emotion purely through cinema. The film was the first in over twenty years to be photographed in the 70mm. Fricke writes about his work: "I feel that my work has evolved through Koyaanisqatsi, Chronos and Baraka. Both technically and philosophically I am ready to delve even deeper into my favorite theme: humanity's relationship to the eternal". Directed by Ron Fricke.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Darma e Carma / Causa e Propósito do Destino


Sob o ponto de vista de quem atravessa um momento de sofrimento agudo em sua existência, nada pode ser mais inoportuno e desagradável do que alguém racionalizar ou tentar “explicar” as causas de sua dor com base em eventos passados nesta ou em alguma vida pregressa.

A racionalização em momento inoportuno, longe de causar alívio, pode até mesmo aumentar o sofrimento e a revolta do sofredor, por ver alguém racionalizando friamente sobre seu sofrimento, em um momento em que desejaria receber conforto, empatia e calor humano.

O Carma e o Darma (respectivamente, a causa e o propósito dos eventos) devem ser estudados sim, mas em situações prévias de estabilidade e de normalidade. Jamais devemos atormentar um sofredor com racionalizações e explicações em um momento de sofrimento intenso.

Mas não há dúvida de que esses temas são importantes e sua compreensão prévia pode auxiliar o sofredor na compreensão e na absorção de seu sofrimento.

A maior contribuição do pensamento oriental ao Ocidente foi a noção de carma como um encadeamento de causas pretéritas formando o cenário e as condições de nossa vida presente. A palavra carma já está definitivamente incorporada ao vernáculo de todas as nações ocidentais, e mesmo as pessoas que não se identificam com a filosofia oriental ou com o movimento espírita sabem o que significa essa palavra e falam fluentemente sobre o carma, embora de forma muitas vezes simplista e distorcida. O pensamento comum supõe que um carma seja uma espécie de operação aritmética de soma e subtração, quando, na verdade, é uma função integral ultracomplexa em que um conjunto de causas interagem holograficamente para gerar um efeito.

E há uma outra questão ainda mais complexa: O conceito de carma foi introduzido no Ocidente sem o conceito complementar e associado ao carma e que é o darma .

A única explicação para esse fato é que o darma constitui um conceito ainda mais complexo e sutil do que o próprio carma. A própria diversidade na tradução da palavra darma já é um indício dessa complexidade.

Há muitas traduções, sem que nenhuma delas consiga transmitir em sua plenitude o significado original do sânscrito dharma : retidão, dever, religião, evolução, conduta correta, preceitos, moral, ensinamento etc.

De fato, todas essas traduções são incompletas. Como princípio complementar ao carma, o darma pode ser compreendido como a linha de tendência que devemos seguir rumo à verdade, sendo essa linha de tendência resultante do alinhamento do nosso carma em uma determinada direção, que é o propósito e o rumo de nossa existência. O carma é composto por muitas linhas divergentes e conflitantes decorrentes das diversas ações harmônicas e desarmônicas que cometemos no passado.

A linha de tendência resultante de todas essas múltiplas ações apontam numa determinada direção e assume um determinado propósito alinhado com a ordem divina do universo e de nossa vida em particular. Essa direção é o Darma .

O darma é aquilo que os cristãos (particularmente os protestantes) costumam chamar de “O Plano de Deus para nossa vida”. Para atingirmos o nosso darma, temos de navegar nas “ondas” revoltas do carma, até que essas ondas estejam todas alinhadas e não exista mais diferença entre o carma e o darma. Quanto mais anulamos o nosso carma, mais tomamos consciência do nosso darma e mais alinhamos nossa vida com ele.

Todavia, mesmo a pessoa que está vivendo uma fase de turbulência existencial e intenso sofrimento, está trabalhando simultaneamente seu darma, com a diferença de que está navegando uma onda periférica e prioritária, ilusoriamente afastada do curso normal de sua existência, o que não é verdade se virmos o fato no plano espiritual. É como um motorista numa estrada que se afasta da via principal para trocar um pneu ou reabastecer o seu veículo. Logo que essa operação for concluída, ele retorna à via principal. Naquele momento específico de sua viagem, a operação de troca dos pneus ou de reabastecimento foi mais importante do que seguir o curso normal da viagem. Para quem não conhece seus reais objetivos, o afastamento da estrada pode parecer uma insanidade.

A grande dificuldade para se entender esse conceito é que, na vida real, nem mesmo o próprio viajante conhece os objetivos e os desvios de percurso. As coisas parecem simplesmente acontecer impulsionadas por uma força desconhecida.

O conhecimento do carma e do darma facilita a compreensão desse processo, mesmo com o desconhecimento das forças causais e das linhas de tendência futura, que estão operando a cada instante, mudando o panorama de nossa vida e trazendo novas situações agradáveis ou desagradáveis.

Está claro para todos que os eventos penosos que ocorrem em nossa vida constituem uma manifestação do carma, a colheita de causas passadas. A colheita dos frutos amargos, cujas sementes plantamos nesta ou em existências pretéritas.

O que não está tão claro é que o sofrimento tem também um propósito dármico, tem o objetivo de eliminar o carma e de direcionar a alma para determinada direção, produzir maior sensibilidade e empatia. Só na escola do sofrimento é possível desenvolver empatia com os que sofrem dores semelhantes às nossas. Os seres dotados desse tipo de empatia, caso não estejam sofrendo na situação presente, já sofreram dores atrozes no passado, tendo, através disso, adquirido a empatia de forma permanente.

Os grandes seres benfeitores da humanidade tem esse sentimento de empatia de forma permanente e em um grau extraordinariamente alto. Em função disso, sofrem intensamente todas as dores da humanidade. O sofrimento intenso e universalizado desses grandes seres é, todavia, neutralizado e equilibrado por uma sensação de êxtase advinda da percepção da unidade da vida e da percepção consciente de que o glorioso plano abrange todas essas distorções localizadas e particulares. Essa mescla de sentimentos e percepções faz com que os grandes avatares sintetizem o sofrimento e o êxtase em uma sensação unificada e fora da nossa compreensão, como se o sofrimento fosse o travo amargo de um vinho tinto saboroso. Diziam os antigos, com uma sabedoria que ultrapassa as próprias palavras: “O vinho é amargo, mas tem o sabor da vida”.

Fonte:
Sociedade Teosófica