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sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Inteligência: Exercite a sua!
Amante do mundo, das pessoas e das artes. Poeta quando pode e não o quanto gostaria. Esta auto-definição é de Marsyl Bulkool Mettrau, professora universitária e pesquisadora especializada em Altas Habilidades. Inteligência para os leigos. Autora do livro “Inteligência, Patrimônio Social” e de vários trabalhos sobre cognição.
Nesta entrevista para a Oficina da Memória, Marsyl chama a atenção para o fato de que todos temos talentos, mas que precisam ser ativados.
Marsyl viveu um ano na Argélia, no norte da África, período em que dirigiu a Escola Jardim Brasil, para filhos de trabalhadores brasileiros lá residentes. Durante cinco anos seguidos, organizou, em uma universidade pública, a Jornada de Talentos, iniciativa que se destinava, predominantemente, a pessoas pobres, que, em sua maioria, nunca puderam perceber o valor social da arte e da beleza, indo do cordel ao origami, culinária, poesia, coral, pintura, entre outras formas de expressão do talento pessoal.
Professora e pesquisadora da Universidade Universo, Marsyl coloca em prática o que preconiza como ensinamento. Embora tenha um cotidiano atribulado - amenizado pela presença da netinha Alicia, de apenas seis anos, a quem ela considera sua “delícia”-, encontra tempo para se dedicar à poesia, e está escrevendo o livro “Ninguém Nasce Pronto”.
Pretende, com a publicação do livro, democratizar uma informação ainda de circulação restrita ao meio acadêmico e especialistas da área: a de que o cérebro se mantém vivo, com capacidade cognitiva mesmo com a chegada da velhice. Para tanto, ela adverte, é preciso estimular o cérebro constantemente, de forma a mantê-lo funcionando em plenitude.
Aos 68 anos, Marsyl dá dicas para que todos possam exercer seus respectivos talentos e treinar a inteligência, e, assim, tornem a vida mais interessante e envelheçam com dignidade. “Ao idoso que queira manter-se vivo no sentido pleno, digo que tem de ter avidez pelo que é novo, criar expectativas, manter o olhar de criança, de jovem, de modo a poder ficar maravilhado com as coisas novas. Desfrutar o prazer da descoberta!”, ensina a pesquisadora.
Oficina da Memória – Por que ser criativo é considerado difícil?
Marsyl – Porque o processo criativo, a criatividade em si, é algo que remete ao novo, ao que não é considerado usual, e isto envolve as pessoas, de um modo geral, em um “medo” de não saber lidar com esse novo. Esse falso medo leva a maioria das pessoas, independentemente da faixa etária, a considerar que ser criativo, necessariamente, é algo complexo. E não é. Além disso, ainda não é costumeiro o estímulo à criatividade.
Oficina da Memória – O que é criar?
Marsyl – Criar é dar forma a algo novo em qualquer campo da atividade e, portanto, o ato de criar abrange a capacidade de compreender, que, por sua vez, envolve outras capacidades, tais como: relacionar, ordenar, configurar, significar. Por isto, vemos a criação como uma dimensão da inteligência. Os indivíduos mais altamente criativos têm necessidades fortes voltadas para o desconhecido, o inusitado, o paradoxal, o misterioso, enfim o inexplicado e conservam estas características também na Terceira Idade. O criar, o conhecer e o sentir são as diferentes expressões da inteligência humana, pois é possível ao homem expressar sua inteligência de variadas maneiras e formas, porque ele é capaz de criar (criação), perceber e conhecer o que cria (cognição) e sentir emoções.
Oficina da Memória – Como identificar uma pessoa criativa?
Marsyl – Podemos chamar de criativa uma pessoa que sempre faz perguntas, que descobre problemas aonde os outros encontram respostas satisfatórias; que é capaz de juízos e julgamentos autônomos e independentes (do pai, da escola, da sociedade etc.). Ela recusa o já codificado e remanuseia objetos e conceitos sem se deixar inibir pelo conformismo de aceitar as idéias como elas já se apresentam.
Oficina da Memória – O que é a inteligência?
Marsyl – É a expressão de um processo dinâmico profundamente afetado pela emoção, desejo e afeto.
Oficina da Memória – O funcionamento da inteligência humana é um processo dinâmico, sem local de início nem fim, que englobaria três expressões distintas, mas indissociáveis e que se iniciam, se realizam e se desenvolvem no contexto do grupo social. É o que você afirma. O isolamento a que são submetidas as pessoas da Terceira Idade não contribui de forma negativa para a continuidade da dinâmica desse processo?
Marsyl – Contribui consideravelmente, porque os circunstantes percebem em alguns idosos um ar mais desligado e acham, equivocadamente, que isto se dá pelo fato deles já terem vivido tudo, daí estarem imersos nesse processo de desinteresse em relação ao mundo. Embora estejamos vivendo um período de grande avanço nas pesquisas sobre o cérebro e a mente, ainda não deu tempo de as pessoas, em geral, conhecerem a capacidade efetiva desse órgão. Percebe-se que há um desconhecimento sobre a capacidade permanente do cérebro de interagir e que, para isto, precisa ser também permanentemente estimulado.
Oficina da Memória – Por falar em estímulo, como incentivar o talento para que ele não se perca?
Marsyl – Antes de tudo, é preciso assumir que uma mesma pessoa possa ter um ou mais de um deles e se conscientizar de que o talento importa para o que se está em volta. E aquelas pessoas que acham que não o tem, precisam ficar atentas para estimular o seu talento. E para despertá-lo é indispensável ter uma vida participativa. E participação não apenas na chamada vida social, mas ir com frequência aos museus, às galerias de artes, às livrarias, para se manter alerta cognitivamente. Infelizmente, esse tipo de atividade não está tão difundida quanto as atividades sociais, tais como dança de salão e hidroginástica, por exemplo, que são importantes, mas são complementares. As trocas cognitivas, intelectuais são imprescindíveis na vida de qualquer pessoa, independentemente da faixa etária. Oscar Niemeyer, com 99 anos, por exemplo, acaba de se casar. Esse prazer de viver só se mantém porque ele permanece criando, sendo inventivo e produzindo, porque não se permitiu o susto, o lapso da parada.
Oficina da Memória – Você disse que criar, perceber o que cria e sentir são, exatamente, as dimensões que distinguem o ser humano dos demais animais. Como continuar fazendo isso, mesmo quando envelhecemos e, em tese, já não estaríamos dispostos a isso?
Marsyl – Essa tese está errada. Esse diagrama é equivocado, porque o cérebro só deixa de funcionar por falta de estímulos, sejam orgânicos ou sociais. Até que ocorra a morte cerebral, que é algo definitivo, tem que se acreditar no poder criativo de cada um, cultivar o cognitivo, se propondo desafios dessa ordem, como, por exemplo, aprender uma língua nova e ler a respeito da cultura do povo que pratica essa língua específica. Não adianta ficar apenas repetindo o que se está acostumado a fazer, como palavras cruzadas, embora elas desempenhem o seu papel.
Oficina da Memória – Apesar de você assegurar não haver diferenciação de funcionamento das três expressões da inteligência humana em qualquer faixa etária, por que os jovens são considerados mais criativos?
Marsyl – Porque os jovens se dedicam mais à absorção do mundo, enquanto as pessoas da Terceira Idade acham que entre 70% a 80% do que acontece já é conhecido e não merece a atenção delas. Se um idoso começa a praticar aquarela, ele já sabe que terá que comprar uma tinta e um papel especiais e que terá que representar determinadas situações propícias a esse tipo de expressão artística. Ao idoso que queira manter-se vivo no sentido pleno, é imprescindível que tenha avidez pelo que é novo, crie expectativas, mantenha o olhar de criança, de jovem, de modo a poder ficar maravilhado com as coisas novas. Desfrutar o prazer da descoberta!
Oficina da Memória – O senso comum dá conta de que a velhice estaria associada à decrepitude não apenas da parte física, mas também da mental. E isto não é verdade, de acordo com os seus estudos. Por que a sociedade pensa assim? Isto é mito ou preconceito?
Marsyl – Nem mito, nem preconceito: é puro desconhecimento. A sociedade precisa saber que o cérebro se mantém vivo, com capacidade cognitiva mesmo com a chegada da velhice, mas que para isto é preciso ser constantemente estimulado, de forma a mantê-lo funcionando em plenitude. Como essa informação ainda é de circulação restrita aos meios acadêmicos, ainda está em poder dos especialistas da área, vou escrever um livro, cujo objetivo principal é democratizar esse saber; o título é “Ninguém Nasce Pronto”. Não quero colaborar e corroborar com esse desconhecimento.
Oficina da Memória – Porque algumas pessoas são consideradas talentosas, enquanto outras não?
Marsyl – O talento é a expressão muito boa do saber e do fazer e, potencialmente, qualquer pessoa pode desenvolvê-lo. Mas como a maioria das pessoas não sabe disso e acha que o talento é algo fatalmente artístico, acaba não indo em frente, não dando asas à criatividade em outras áreas da expressão, pois há vários tipos de talento. Infelizmente, muitos desses outros tipos de talento não são aceitos como os convencionais. Um exemplo: se um jovem demonstra talento em Filosofia, ele passa a ser mal entendido, porque sempre terá alguém para taxar aquele jovem de jovem velho ou jovem com cabeça de velho, como se costuma dizer. Isso faz com que pessoas que tenham talentos diferenciados passem a não acreditar em si próprias e temam o risco de serem expostas, até mesmo ridicularizadas. Essas pessoas precisam é ser encorajadas a demonstrarem esses outros talentos. E esse encorajamento deve ser feito aos jovens inclusive pelas pessoas de maior idade que deixaram de exercer os seus talentos diferenciados.
Oficina da Memória – Como se cultivar o talento?
Marsyl – O cultivo do talento deve começar desde pequeno. A pessoa deve ir a exposições, ouvir palestras, ler muito, participar de debates, conversar com os mais variados tipos de profissionais, como capoeiristas e carnavalescos, apenas para citar dois exemplos. Falar em carnavalescos, a pessoa deve ir visitar os barracões das escolas de samba, para perceber a imensidão de caminhos possíveis permitidos pela criatividade. Outro dia, vi na televisão um jovem médico dizendo que iria trocar de profissão, pois ele tinha feito um curso sobre carnaval e queria ser carnavalesco daqui para frente. Outro caminho para se cultivar o talento é não parar nunca de procurar se atualizar, se informar. Não ficar preso à uma única resposta, pois esta é o anti-cultivo do talento. Procurar respostas alternativas é fundamental, de forma a romper com esse modelo das respostas padronizadas, como se constata hoje no mundo acadêmico. Para se cultivar o talento, é fundamental estar sempre pronto a identificar o novo, encará-lo, no sentido de incorporá-lo à vivência. Devem-se cultivar os talentos no sentido de incentivá-los ou, pelo menos, evitar que se percam em todos e também na Terceira Idade. Talento não se desperdiça, principalmente em um país tão carente de mudanças em que só altas doses de criatividade conseguirão possibilitar seu crescimento com qualidade e rapidez. Além de tornar as pessoas que os usam e são reconhecidas e valorizadas mais felizes.
Oficina da Memória – Você destaca o papel fundamental da motivação no pensamento criativo e na vida em geral. Como se exercitar para praticá-lo?
Marsyl – Motivação é mola propulsora das forças todas que impulsionam a vida. Uma vez detonada, ela funciona como o diferencial que faz a pessoa ficar permanentemente em estado de perceber o que está acontecendo ou o que está para acontecer de interessante. Uma orquídea que, depois de florescer, murcha e cai, tem que despertar na pessoa, depois que voltar a florescer, o caráter imprescindível do tempo necessário para que isto volte a acontecer. Outra forma de praticá-lo é a pessoa se dedicar à leitura das biografias dos personagens que se dedicaram às descobertas. Acreditar em algo que não se está vendo, estar sempre sintonizado com o novo.
Oficina da Memória – O que uma pessoa pode fazer no dia-a-dia para ajudar na construção da inteligência ao longo da vida?
Marsyl – Nosso dia-a-dia já representa um conjunto de desafios mas devemos ter “consciência” dessas dificuldades e de como resolvemos, damos solução, acertadas ou não. Isto é para toda a vida. Reunir grupos e conversar sobre estes fatos e as suas soluções também é algo interessante a ser feito para expressar e usar nossa inteligência maximamente.
Oficina da Memória – E que dicas você daria às pessoas, sobretudo idosas, para desenvolver e manter a inteligência e, ainda, até mesmo expressá-la?
Marsyl – Utilizar a leitura com reflexão, discussão, realização de jogos, palavras cruzadas, passeios e participação em variados tipos de eventos sociais, acadêmicos, familiares, etc. Conhecer novas pessoas, novos locais e outras profissões diferentes da que exerce e com as quais está habituada a conviver. Ter curiosidade e saciá-la. Definir um ou mais objetivos a serem alcançados, determinando o tempo e planejando etapas para isto. Listar, a cada ano, esses objetivos e analisar, deixando escrito, se possível: por que consegui? por que não consegui? E assim caminhar sempre: determinando objetivos e criando expectativas próprias e não seguindo as dos outros. Expectativa e desejo são muito importantes e é nos objetivos que reconhecemos os desejos. Reitero aqui o aprendizado da cultura e da língua de outros povos, tais como os italianos, os espanhóis, os franceses, americanos ou outros. Fazer uso amplo do computador, para se sentir em dia e “na moda”, assim como procurar falar a mesma linguagem atual. Aprender e tentar fazer coisas que nunca fez antes é fundamental. Participar de exposições, leituras, rodas de poesia, mas de forma intensa e sistemática, isto é, com continuidade. Observar que a palavra-chave é aprender sempre de variadas maneiras e em variados campos do conhecimento: fotografia, floricultura, carnaval, atividades, etc.
Fonte:
quarta-feira, 16 de maio de 2012
quinta-feira, 3 de maio de 2012
quarta-feira, 25 de abril de 2012
A Minha Oração
Pai, tu que mantens a presença em mim,
Livrai-me de todo mal.
Perdoa meus erros e ensina-me a consertá-los.
Mantém minha mente na retidão,
mantém minha consciência lúcida.
Mantém minha alma pura,
Mantém o amor e a fé em meu coração.
Retira de mim as mágoas e dores,
As perdas e os desamores,
Ensina-me a perdoar e ser perdoado.
Ensina-me a acreditar num amanhã de flores,
Alegria e amores.
Ensina-me a ver meus dons e acreditar neles,
ensina-me a ver somente a verdade,
A integridade do meu ser.
Que o meu ser possa reconhecer-te em cada coisa,
A cada momento, em todo lugar.
Dá-me a chance de sentir que sou teu filho,
agora e para todo sempre.
Amém.
Fonte:
Livro das Invocações
de Celene Thaumaturgo
sábado, 14 de abril de 2012
Sung-bong Choi
A história do jovem de 22 anos, Sung-bong Choi, tem emocionado muitas pessoas pelo mundo depois da sua apresentação na versão coreana do Got Talent. Abandonado pelos pais com 3 anos Choi "viveu uma vida de inseto" como ele mesmo diz, apanhou no orfanato, viveu nas ruas vendendo chicletes e bebidas e muitas vezes teve que dormir em escadas e banheiros públicos. Em um breve momento revela que chegou a ser “vendido”. Como muitos Choi chegou desacreditado no palco do Got Talent, desacreditado inclusive até por ele mesmo, quando diz: “Eu não sou bom cantor, mas gosto de cantar”, mas a descrença logo deu lugar a lágrimas e emoção.
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Lição de Vida: "Eu não tenho passado. Tenho presente." Diz: Bibi Ferreira
‘Eu não tenho passado. Tenho presente’, diz Bibi Ferreira
Atriz estreia novo espetáculo para comemorar 90 anos de idade e 71 de carreira.
Muito antes desta febre de musicais no Brasil, ela já subia ao palco para cantar e atuar. Interpretou diversas vezes a cantora francesa Edith Piaf e montou aqui espetáculos da Broadway, como My Fair Lady. Isso há quase 50 anos. Abigail Izquierdo Ferreira, quer dizer, Bibi Ferreira, está neste domingo no Fantástico. E prova que o tempo passa, mas sua estrela está longe de perder o brilho.
É aquecendo a voz que Bibi Ferreira se prepara para a nossa conversa. E que voz aos 90 anos. É isso mesmo: 90 anos.
A comemoração do aniversário e dos 71 anos de carreira começa esta semana. O lugar escolhido, claro, foi o palco. È tanta vitalidade que na próxima quarta-feira ela estreia um novo espetáculo no Rio de Janeiro.
Renata Ceribelli: As pessoas normalmente têm muito receio, muito medo de, com o passar dos anos, não ter aquela capacidade de fazer as coisas que elas gostam. Aí vem você e mostra que não é nada disso. Conta esta receita pra gente.
Bibi Ferreira: Acho que esta receita vem do tempo da minha mãe. Minha mãe era uma pessoa muito exigente. Comigo principalmente. O verbo cansar não existia.
Renata Ceribelli: Você gosta de recordar do seu passado?
Bibi Ferreira: Eu não tenho passado. Eu tenho presente. Eu agradeço sempre por tudo que eu tenho. Pela voz que eu tenho. Pela filha que eu tenho. Pela saúde que eu tenho.
Renata Ceribelli: Por todos os amores que você teve?
Bibi Ferreira: Amores eu tive vários quando eu tive a idade de ter amores. Eu tive os cinco maridos. Amei os cinco com a mesma intensidade. Mas também tenho muita idade. Divide isso.
Renata Ceribelli: Você é muito ciumenta?
Bibi Ferreira: Doentiamente ciumenta.
Renata Ceribelli: Não consigo te ver uma mulher ciumenta. Porque você é uma mulher forte. Aparentemente muito segura. Uma mulher ciumenta não combina com isso.
Bibi Ferreira: Mas você esqueceu um detalhe importante: se você não é bonita. As concorrentes eram muito mais bonitas que eu. E aí entrava meu ciúme.
Renata Ceribelli: Você não se achava bonita por isso você era insegura com sua beleza?
Bibi Ferreira: Era isso desde menina. Porque eu tinha um fator contra, que era meu pai. Eu era parecidíssima com meu pai. E meu pai era um famoso por ser um homem feio. ‘O pai dela é tão feio. Ela é a cara do pai’. Isso foi ficando, ficando na minha cabeça.
Renata Ceribelli: Eu gostaria de mostrar imagens que a gente encontrou em nossos arquivos para você sentir um pouco de saudade.
É um especial em que ela faz uma homenagem a Procópio Ferreira, um dos maiores atores do teatro brasileiro.
Renata Ceribelli: Saudade?
Bibi Ferreira: Constante.
Bibi tem uma filha e dois netos. A neta Claudia chegou junto com a mãe, Cristina, para visitar a avó.
Renata Ceribelli: Como é Bibi avó e mãe? É aquela avó que borda ou é moderna?
Cláudia: Ela é moderna. Muito moderna.
Ao lado da filha e da neta, Bibi faz uma revelação ao Fantástico. Ela tem três músicas que ela escreveu. Inéditas.
Fonte:
Fantástico de 01/Abril/2012
domingo, 18 de março de 2012
Pintura do rosto de Jesus Cristo por Akiane Kramarik
Akiane, durante a noite quando dormia, passou por uma experiência fora do corpo (projeção da consciência) onde um espírito a visitou e levou para conhecer um mundo cheio de cores, ele falou sobre o dom dela e disse que ela deveria aprender a usá-lo. Após esta experiência Akiane começou a desenhar aos quatro anos de idade, pintar aos seis e compor poesias aos sete anos. Aos doze anos ela fala russo, lituano, e a linguagem dos sinais. Ela também vem se destacando em suas aulas de música.
Akiane diz que sua arte é inspirada nas visões do "Paraíso", bem como em sua ligação com o "Criador". Sua arte inclui paisagens, vida selvagem, pessoas...
Com apenas oito anos de idade, Akiane se trancou no quarto e pediu pra Deus mostrar como era Jesus, na manhã seguinte um homem bateu na porta da casa dela dizendo que era carpinteiro e disse que seria o modelo para o quadro dela. As pinturas de Jesus que Akiane pintou são muito semelhantes ao rosto em 3D que os cientistas recriaram em 2010 baseado no Santo Sudário (3:33). Para obter uma visão tridimensional do rosto no manto, estes cientistas empregaram a mais avançada tecnologia 3D e recursos da computação gráfica revelando características jamais vistas.
As primeiras fotos deste vídeo que mostram algumas pinturas de cidades espirituais feitas por ela, (aos 7:07 min. no vídeo) lembram a colônia "Nosso Lar", tanto a arquitetura das construções quanto o muro da cidade. Akiane não conhece o livro "Nosso Lar" psicografado em 1940 por Chico Xavier e nem assistiu o filme pois quando ela pintou os quadros o filme nem existia.
Akiane Kramarik é uma artista autodidata em pintura e poetisa. Ela nasceu em 1994 em Mount Morris, EUA. Filha de um ex-chefe de cozinha e de uma dona de casa.
Akiane Kramarik é uma artista autodidata em pintura e poetisa. Ela nasceu em 1994 em Mount Morris, EUA. Filha de um ex-chefe de cozinha e de uma dona de casa.
Eu e minha amiga reparamos que o rosto de Jesus em 3D criado por cientistas era muito parecido com o rosto que a Akiane pintou anos antes, então resolví criar este video comparativo. Enviei o vídeo para o site oficial da Akiane e eles me responderam:
Dear Fernando,
Akiane, my wife and all our family watched in amazement, we were so impressed that we were wondering if we could link it and place it on our website. I would like to ask at this time, your permission to do so.......
Blessings to you and your family
Mark - Akiane's father
• Site oficial de Akiane e suas belas obras
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Oração ao Anjo Protetor da Humanidade
Anjo que proteges todo o Planeta e rege todo o destino da humanidade!
Ajuda-me a cumprir a missão que me propus a realizar durante minha permanência aqui na Terra.
Permite-me seguir com meu propósito, sem que dele eu me desvie, e não me deixes, em nenhum momento, ser tomado(a) pela fraqueza.
Fortalece meu interior, aumente minha vontade de buscar sempre mais fontes necessárias para meu crescimento espiritual e evolução terrena.
Amém!
domingo, 8 de janeiro de 2012
Fé no Amor... Voce tem fé no amor?
"Desejo que haja cumplicidade.
Que o entendimento aconteça no olhar.
Que as palavras sejam estilingues e não pedras.
Desejo que haja tolerância e muita paciência.
Que os defeitos de um, não machuquem o outro.
Que as qualidades de um, não ofusquem o outro.
Desejo que o tempo seja generoso.
Que os dias passem em paz.
Que as noites sejam de festa.
Desejo que a a rotina não seja cruel.
Que a paixão seja sempre descoberta.
Que o abraço seja sempre conforto.
Desejo que as vontades caminhem de mãos dadas.
Que as diferenças e distâncias só sirvam para aproximar.
E que a fé no amor, seja salvação para todos os dias."
Autor Desconhecido
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
sábado, 28 de maio de 2011
Ostra Feliz não faz Pérola
"Ostras são moluscos, animais sem esqueletos, macias, que são as delícias dos gastrônomos. Podem ser comidas cruas, de pingos de limão, com arroz, paellas, sopas. Sem defesas - são animais mansos - seriam uma presa fácil dos predadores. Para que isso não acontecesse a sua sabedoria as ensinou a fazer casas, conchas duras, dentro das quais vivem.
Pois havia num fundo de mar uma colônia de ostras, muitas ostras. Eram ostras felizes. Sabia-se que eram ostras felizes porque de dentro de suas conchas saía uma delicada melodia, música aquática, como se fosse um canto gregoriano, todas cantando a mesma música. Com uma exceção: de uma ostra solitária que fazia um solo solitário.
Diferente da alegre música aquática, ela cantava um canto muito triste. As ostras felizes se riam dela e diziam: "Ela não sai da sua depressão...". Não era depressão. Era dor. Pois um grão de areia havia entrado na sua carne e doía, doía, doía. E ela não tinha jeito de se livrar dele, do grão de areia. Mas era possível livrar-se da dor.
O seu corpo sabia que, para se livrar da dor que o grão de areia lhe provocava, em virtude de sua aspereza, arestas e pontas, bastava envolvê-lo com uma substância lisa, brilhante e redonda. Assim, enquanto cantava o seu canto triste, o seu corpo fazia o seu trabalho - por causa da dor que o grão de areia lhe causava.
Um dia passou por ali um pescador com seu barco. Lançou a rede e toda a colônia de ostras, inclusive a sofredora, foi pescada. O pescador se alegrou, levou-a para casa e sua mulher fez uma deliciosa sopa de ostras. Deliciando-se com as ostras, de repente seus dentes bateram num objeto duro que estava dentro de uma ostra. Ele o tomou nos dedos e sorriu de felicidade: era uma pérola, uma linda pérola. Apenas a ostra sofredora fizera uma pérola. Ele a tomou e deu-a de presente para a sua esposa.
Isso é verdade para as ostras. E é verdade para os seres humanos. No seu ensaio sobre O nascimento da tragédia grega a partir do espírito da música, Nietzsche observou que os gregos, por oposição aos cristãos, levavam a tragédia a sério. Tragédia era tragédia. Não existia para eles, como existia para os cristãos, um céu onde a tragédia seria transformada em comédia. Ele se perguntou então das razões por que os gregos, sendo dominados por esse sentimento trágico da vida, não sucumbiram ao pessimismo.
A resposta que encontrou foi a mesma da ostra que faz uma pérola: eles não se entregaram ao pessimismo porque foram capazes de transformar a tragédia em beleza. A beleza não elimina a tragédia, mas a torna suportável. A felicidade é um dom que deve ser simplesmente gozado. Ela se basta. Mas ela não cria. Não produz pérolas. São os que sofrem que produzem a beleza, para parar de sofrer. Esses são os artistas. Beethoven – como é possível que um homem completamente surdo, no fim da vida, tenha produzido uma obra que canta a alegria? Van Gogh, Cecília Meireles, Fernando Pessoa...”.
Rubem Alves
Livro: Ostra Feliz não faz Pérola
segunda-feira, 25 de abril de 2011
...a origem do medo...
quase sempre
se encontra na crença
de que temos algo a esconder
ou quando acreditamos,
que se nos mostrarmos como somos,
que se nos mostrarmos como somos,
nossas imperfeições serão notadas
e causarão rejeição.
Ocultar nossos talentos
para evitar o fracasso
não produz uma vida plena.
É somente arriscando falhar
que descobrimos que não somos perfeitos,
mas que podemos sempre crescer
e colocar em prática os dons que recebemos."
Mark W. Baker
domingo, 10 de abril de 2011
segunda-feira, 4 de abril de 2011
As Sete Leis Espirituais do Sucesso / Deepak Chopra (Vídeo)
1ª Lei da Potencialidade Pura
2ª Lei da Doação
3ª Lei do Carma ou da Causa e Efeito
4ª Lei do Mínimo Esforço
5ª Lei da Intenção e do Desejo
6ª Lei do Distanciamento
7ª Lei do Darma ou do Propósito de Vida
Todo mundo tem um talento. E, quando esse dom beneficia os outros, chega-se à exultação do espírito - que é o objetivo supremo na vida.
Aplique o darma em sua vida com os seguintes passos: Nutra a divindade que existe em você, prestando atenção ao que anima seu corpo e sua mente.
1 - Faça uma lista de seus talentos únicos.
2 - Depois, produza outra lista com as coisas que adora fazer quando expressa esses talentos.
3 - Diga então: “Eu os expresso e os ponho a serviço da humanidade, perco a noção do tempo e crio abundância em minha vida e na dos outros”.
4 - Pergunte-se diariamente: “Como posso servir?” e “Como posso ajudar?”.
sábado, 12 de março de 2011
Animais de Poder
Uma das ferramentas mais poderosas para o crescimento pessoal do xamã é o trabalho com os espíritos animais. Para os mais experientes neste caminho, os animais podem aparecer frequentemente, principalmente quando se necessitam do auxílio deles. Mas encontrar um Animal de Poder às vezes pode ser uma tarefa difícil.
O modo mais fácil para começar a trabalhar com os animais de poder é estudar primeiro as habilidades naturais do animal e seus modos de como metaforicamente você vai aplicá-las em diversas situações na vida.
Por exemplo, por causa de sua visão, a águia poderia lhe ajudar a manter uma visão de suas verdadeiras metas. Um imagem de uma águia capturando sua presa é uma ferramenta poderosa para ajudá-lo alcançar metas. Tais imagens servem para lhe dar a força que você precisa para manter sua visão e metas.
Também estudando os modos naturais do seu animal, ajuda a criar um laço poderoso entre você e seu animal, permitindo assim o ajudar até mesmo em sua vida.
Estude também algum outro significado que esse animal pode ter em outras culturas. Por exemplo, para alguns: o urso representa introspecção, o colibri representa alegria, e o leopardo representa poder interno. Nós podemos usar estes mitos para nos ajudar a conectar com nossos animais de poder e como um enfoque para entender o que esses animais vieram nos ensinar.
Assim que você estabelecer uma conexão forte com seu animal de poder, você poderá convocá-lo quando desejar para auxiliá-lo e aconselhá-lo. Geralmente essa comunicação se dá pela jornada xamânica ou uma voz interna.
Outro modo xamânico que você pode usar para conectar os seus animais de poder, é utilizar um enfoque ou um objeto físico para representar o animal, que pode ser um quadro, uma imagem, uma reprodução em miniatura, uma parte do corpo (p.ex: um dente, uma asa). Qualquer um desses objetos poderão ser-lhe útil em sua conexão com ele. Segure o objeto e procure sentir a energia fluindo pelas mãos e tomando conta de todo seu ser dando-lhe a paz e o respeito necessário para a conexão.
Outro modo xamânico de conectar com seu animal é imitar o movimento dele. Este é um modo saudável para conectar com seu animal. Exercite esses movimentos para livrar-se da tensão. Combinando esses movimentos através da dança, você verá que esse ritual irá ajudar o fortalecimento espiritual e a sua conexão com seu animal.
É muito importante dentro do xamanismo, que você se transforme regularmente no seu animal, para que ele sinta-se satisfeito e possa permanecer ao seu lado. Esse espírito animal que existe na nossa mente-corpo, deseja ter a alegria de existir na forma material. Temos que encarar esse fato como uma permuta, pois tal como o ser humano deseja sentir a realidade incomum tornando-se um xamã, também o animal de poder deseja sentir a nossa realidade entrando no corpo de um ser humano vivente. E você pode fazê-lo imitando os seus movimentos, criando uma dança que vai possibilitar o animal se expressar através de seu corpo.
Não só a dança é um meio de manter o animal ao nosso lado. Outro modo para expressar seu modo de vida, é lançar do artifício das emoções, imitando os filhotes do seu animal. Sinta o piar, grunhir, uivar, entre outros. Estes filhotes representam a dor de experiências passadas, como também ajudam a aumentar sua conexão com o animal.
Na maioria das vezes esses animais são seus aliados, e para saber isso é melhor pedir uma confirmação física de algum tipo. Entre em sua mente e pergunte se tal animal é seu aliado: peça que ele revele isto para você de alguma maneira dentro de uma semana. A confirmação pode ser de muitas formas: achando pegadas, vendo um programa de televisão onde aparece o animal, quadros ou estatuetas dos animais. Espere para ver o que vai acontecer. Você poderá ser surpreendido!
Se após você receber a confirmação, ainda esteja com dúvidas, peça uma confirmação física uma vez mais. Não se preocupe caso não receba nenhuma confirmação, você pode tentar outras técnicas para achar seus animais de poder.
Para que você comece a trabalhar com seu animal de poder, tudo o que você precisa, é ter respeito por seu animal. Lembre-se que o animal veio fazer com você uma parceria que visa orientar você em seu crescimento pessoal e espiritual.
Fonte:
somos todos um
somos todos um
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Xamanismo
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Hora de fazer as pazes com sua sombra!
A maior parte das pessoas abandona o caminho do crescimento individual porque em algum ponto a carga de dor se tornou pesada demais para ser suportada.
É aquele determinado aspecto de cada um que destrói os relacionamentos, mata o espírito e nos impede de realizar nossos sonhos.
É aquilo a que o psicólogo Carl Jung chamou de "sombra".
Contém todas as nossas facetas que tentamos esconder ou negar; os aspectos sombrios que julgamos não serem aceitáveis para a família, para os amigos e, mais importante, para nós mesmos.
O lado sombrio está calcado profundamente em nossa consciência, escondido de nós e dos outros.
A mensagem transmitida desse local oculto é simples: há alguma coisa errada comigo. Não sou atraente. Não mereço ser bem sucedido. Não tenho valor.
Muitos de nós acreditamos nessas mensagens.
Cremos que, se olharmos bem de perto o que jaz nas profundezas do nosso ser, acharemos alguma coisa horrível.
Evitamos nos aprofundar com medo de descobrir alguém com que não consigamos conviver.
Em vez de tentar suprimir nossas sombras, precisamos revelar, reconhecer a assumir as coisas que mais tememos encarar.
Nossas sombras existem para nos ensinar, guiar e abençoar com nosso eu completo.
São fontes que devem ser expostas e exploradas.
Os sentimentos que abafamos estão ansiosos para se integrar a nós mesmos.
Eles são prejudiciais apenas quando reprimidos: podem surgir de repente nas ocasiões menos oportunas, e seus bote repentinos vão incapacitá-lo nas áreas mais importantes de sua vida.
Sua vida se transformará quando você fizer as pazes com sua sombra.
A lagarta se tornará, surpreendentemente, uma linda borboleta!
Você não precisará mais fingir ser alguém que não é.
Não será mais necessário provar que você é o máximo.
Quando assumir sua sombra, você deixará de viver num constante estado de temor.
Descubra os dons da sua sombra e finalmente você revelará seu verdadeiro eu em toda a sua glória e terá a liberdade para criar o tipo de vida que sempre quis.
Por Debbie Ford
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