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domingo, 1 de dezembro de 2024

Ritual ao Conselho Cármico / Senhores do Karma ( 4 vezes ao ano / solstícios e equinócios )








O Conselho Cármico é um grupo de Seres de Luz, também conhecidos como "Senhores do Karma", que se reúne periodicamente para avaliar a evolução das almas e ajudar a reduzir os fardos cármicos dos seres humanos.

Conselho Cármico

O que é Grupo de Seres de Luz que zelam pelo equilíbrio cármico da humanidade 

Quando se reúne

Quatro vezes por ano, nos solstícios e equinócios

O que acontece

As almas se encontram com os Seres de Luz para escolherem seus destinos para os próximos 3 meses consecutivos

Benefícios

Os Seres de Luz liberam a Luz da Misericórdia de Deus, que ajuda a reduzir os fardos cármicos

Oportunidades

Os Seres de Luz dão a oportunidade de pedir bênçãos e patrocínio para objetivos construtivos

Segundo a Astrologia

De acordo com a astrologia, um ciclo cármico é um padrão inconsciente que repetimos, gerando situações e desafios que precisam ser enfrentados para que possamos aprender e evoluir.


RITUAL AO CONSELHO CÁRMICO

O Grande Conselho Cármico é composto por Seres de Puro Amor que auxiliam-nos a equilibrar nossas pendências, missões, cortar ligações, planejar objetivos terrenos, encarnar, desencarnar, etc.

Em sua Compaixão e Iluminação, recebem nossos fardos, bloqueios, mágoas, "problemas" e os avaliam, dando-nos, sempre que possível, oportunidade para saná-los, estendendo-nos a mão e agindo de maneira JUSTA e IMPARCIAL para que possamos acelerar nossos processos de Ascensão e LIberdade, liberando bênçãos de perdão, liberdade, curas, prosperidade, etc.

O Conselho Cármico do final do ano pelo calendário gregoriano (em dezembro) é o mais forte, onde são tratados os assuntos planetários, com base nas decisões de todos os seres, transmutando aquilo que é permitido pelo nosso livre-arbítrio, além de ser um excelente momento para IMPULSIONAR SEUS OBJETIVOS, entregando-se ao seu Deus Interno, escolhendo servir somente à Luz e a cumprir suas missões de Amor no Planeta, invocando pela SAÚDE, RIQUEZA, ALEGRIA, PAZ EQUILÍBRIO DA NATUREZA, CONSCIÊNCIA ELEVADA, RESPEITO, AMOR-PRÓPRIO, AMOR PARA COM TODOS OS NOSSOS IRMÃOS / DA HUMANIDADE, etc.

O Grande Conselho Cármico Universal é composto pelos amados Seres:

MÃE KWAN YIN — Deusa da Misericórdia — Chama púrpura-rei
MESTRA NADA — Deusa do Amor, Paz, Cura — Chama Rubi-Dourado
MESTRA PÓRTIA — Deusa da Justiça e da Oportunidade — Chama violeta
MESTRA PALAS ATENA — Deusa da Verdade — Chama Verde
ELOHIM VISTA — Deus da Iniciação — Chama Verde
SAITHRÚ — Manú da 7A Raça Raiz — Chama Violeta
LORD SAITHRU - Ser que trará a 7ª raça-raíz do planeta
MESTRA LIBRA — Deusa do Equilíbrio — Chama rosa
MESTE SAINT GERMAIN — Dirigente da Nova Era — Chama Violeta
IRMÃOS INTERPLANETÁRIOS
SERES INTERDIMENSIONAIS
ARCANJO MIGUEL - Grande Arcanjo Protetor - Chama Azul
NOSSAS PRESENÇAS EU SOU

RITUAL

No dia 31 de dezembro, faça o seu ritual em casa em horário de quadrante, ou seja: 6h, 9h, 12h, 15h, 18h ou 21h.

Tenha em mãos três pedaços de papel de seda (papel para pipa, que também embrulha presentes; se possível, branco).

Em um deles, escreva à lápis o seu nome de batismo, a sua data de nascimento, e a frase: “PEÇO PELA PAZ E CURA UNIVERSAL”.

Em seguida, no mesmo pedaço de papel, escreva seus pedidos ao Conselho Cármico.

Feito isso, dobre o papel e faça uma oração de poder.

(Sugerimos o Pai Nosso, a Ave Maria ou A Grande Invocação)

A GRANDE INVOCAÇÃO:

"Do ponto de Luz na mente de Deus, que flua Luz às mentes dos homens, e que a Luz desça à Terra. Do ponto de Amor no coração de Deus, que flua amor ao coração dos homens, que Cristo retorne à Terra. Do centro onde a vontade de Deus é conhecida, que o propósito guie as pequenas vontades dos homens, propósito que os Mestres conhecem e servem. Do centro a que chamamos a raça dos homens, que se realize o plano de Amor e de Luz e feche a porta onde se encontra o mal. Que a Luz, o Amor e o Poder restabeleçam o Plano Divino sobre a Terra hoje e por toda a eternidade. Amém." 

Então, em seguida, queime os pedaços de papel na ordem a seguir, oferecendo-os às Salamandras (elementais do Fogo), que se encarregarão de levá-los ao seu destino junto aos Silfos (elementais do Ar) e manifestarão seus objetivos através da energia de Transformação do fogo.

A queima deve ser na seguinte ordem, independente de quantas pessoas fizerem juntas o ritual:

1º um papel de seda branco; — depois, o papel em que você escreveu e os dos demais participantes, um de cada vez; — por último, mais um papel em branco, selando a Pureza e Iluminação.

Deixe, se possível e seguro, a vela queimar até o final. Sugestão de cor da vela: branca, violeta, dourada, azul, lilás ou rosa.

O Grande Conselho Cármico Universal reúne-se quatro vezes ao ano:

* em 30 de março,
* 30 de junho,
* 30 de setembro e
* 31 de dezembro.

São nesses momentos que saldamos nossas “dívidas espirituais” e percebemos quanto e de que modo cumprimos o que viemos fazer em missão e aprendizado, pois, antes de encarnarmos, escolhemos a maioria dos acontecimentos diários que farão parte da nossa vida.

O Planeta Terra é uma escola, e às vezes demoramos a compreender e assimilar seu aprendizado.

Quando desencarnamos, um Anjo da Legião de Arcanjo Miguel, sob orientação de Astréa, nos conduz a um local de repouso. Dependendo da situação de cada alma, esse repouso, até algum tempo atrás, era em forma de sono profundo, que muitas vezes perdurava até 200 anos.

Com a rápida aceleração do processo de evolução de cada um, esse repouso tonou-se muito breve, apenas para o entendimento e o respectivo desligamento das esferas terrestres.

Num leve despertar por um Mensageiro de Miguel, somos encaminhados à presença do Conselho Cármico.

A grande maioria dos desencarnados permanece como se estivesse sonhando, pois é nesse momento que recebem visitas de entes queridos também desencarnados.

Após uma triagem, somos levados a um ambiente especial, para o total despertar e consciência da situação.

Há exceções para aqueles altamente espiritualizados, que já estão preparados para a Ascensão e não necessitam do repouso esclarecedor.

Dependendo também do estado de evolução, podemos comparecer à Tribuna individualmente ou em grupo.

Somos sempre acompanhados por nossos Mestres espirituais e nossos Guardiões, que defenderão as causas que cumprimos na Terra.

Tudo é exposto de forma imparcial, inclusive o que poderíamos, com as nossas aptidões, ter cumprido e não o fizemos.

Tudo é comparado para se obter o resultado das oportunidades e possibilidades recebidas e aproveitadas.

Nesse momento, participantes da Grande Fraternidade Branca Universal falam em prol de nossas atividades na Terra, porém, jamais seremos julgados ou castigados.

É a própria consciência que determina e discerne os acontecimentos.

Por isso, é muito importante nos lembrarmos de que os carmas negativos são pensamentos e atitudes de baixa frequência vibratória que temos em relação a nós mesmos e aos outros, que acabam por se condensar e que, muitas vezes, trouxemos de outras encarnações e, por outras vezes, criamos na encarnação que vivemos, acarretando até carmas futuros.

Com o único propósito e por graça divina, nos é dada outra encarnação e consequente oportunidade de aprendizado.

Portanto, a vida é um bem inestimável, e a responsabilidade dos carmas negativos é sempre nossa e nunca vinda de outros.

Os carmas positivos são bagagens de conhecimento e experiências bem-sucedidas em nossa missão individual, que chamamos de dons, habilidades e talentos naturais que trazemos também de outras vidas, mas também os criamos nesta toda vez que transmutarmos algum carma negativo em positivo, e os levaremos para futuras encarnações.

Carma positivo também é o resultado de toda ação executada em prol de nossas missões coletivas.

Já o Dharma é conquistado toda vez que efetuamos uma ação direta ou indireta que modifica e transmuta o carma negativo e coletivo da humanidade, ou seja toda ação que é executada por puro amor incondicional, sem o menor resquício de ego ou de vantagem para si mesmo.

Essas são as leis de Ação e Reação, de Causa e Efeito que regem as nossas encarnações e que devemos salientar quanto é importante uma encarnação, pois, para cada três almas, somente a uma é dada a oportunidade de encarnar e, nestes momentos de grande aceleração do processo evolucional de cada um, é uma dádiva divina estar presente em corpo físico na Terra quando todas almas querem participar diretamente deste grande e único momento no Planeta que, com todos os reinos, se prepara para ascensionar e dar início a Idade de Ouro de completa Paz e Harmonia.

Nessas ocasiões, enquanto dormimos, nosso corpo espiritual comparece diante da Tribuna e temos a chance de verificar o andamento de nossa missão, bem como de pleitear outras condições que possam favorecer nossa estada no Planeta.

Quando acordamos, não nos lembramos conscientemente dos acordos estabelecidos, porém, fica lançada em nossa vida mais uma oportunidade de precipitações de eventos que acelerarão ainda mais o nosso processo evolucional por caminhos mais leves e sutis de aprendizado.


terça-feira, 13 de novembro de 2012

Os Corpos da Consciência e a Reencarnação Integral


OS CORPOS DA CONSCIÊNCIA E A REENCARNAÇÃO INTEGRAL:
VIVÊNCIAS PARALELAS, SIMULTÂNEAS E SUCESSIVAS
Ao ser humano é dada a grande missão de viver a vida, com o objetivo principal de evoluir, através do aprendizado contínuo nos diversos níveis do seu ser.
E para que a evolução ocorra de maneira satisfatória, é preciso que cada ser humano se conscientize, que a vida se manifesta não apenas no plano físico, mas também em outras dimensões paralelas a este plano. Além de ter a compreensão da existência de seus diversos corpos. Os quais são instrumentos que a consciência utiliza para se expressar e evoluir, nas diversas dimensões com as quais ela interage. Nós possuímos 8 corpos, onde 4 destes compõem a personalidade encarnada e 4 correspondem aos corpos da alma.
Os corpos da personalidade são:
1º O corpo físico: se encontra na terceira dimensão, é o mais lento e denso dos corpos. É composto de matéria nos estados sólido, líquido e gasoso. Com ele a consciência atua no plano físico, e por necessitar de atenção e cuidados contínuos, pode desviar a atenção da mesma sobre a existência dos demais corpos.
2º O corpo energético ou duplo etérico: Se encontra na quarta dimensão, é uma duplicata do corpo físico, composto de um padrão de energias mais sutis. O duplo permeia todo corpo físico e possui duas funções principais: 1º absorver energias proveniente do sol (o prana), e enviá-las para todas as partes do corpo físico, abastecendo-o de reservas energéticas. 2º Servir de interface entre o corpo físico e o corpo imediatamente superior a este, ou seja,o corpo emocional ou perispiritual, tornando possível a troca de informações entre esses planos. Compõem também o corpo energético, os chacras, (ou centros de força), os quais possibilitam a recepção e a transmissão de vários padrões de energias para os demais corpos.
3º O corpo emocional, perispírito ou corpo astral: se encontra na quinta dimensão, é o corpo responsável pelas nossas emoções. Cada indivíduo atrai e alimenta constantemente esse corpo com as energias emocionas com as quais se afina habitualmente. Esse corpo é o responsável pelas doenças psicossomáticas.
4º O corpo mental inferior: encontra-se na sexta dimensão, é o responsável pela atividade do pensamento do ser humano. Através deste corpo, elaboramos raciocínios e aprendemos novas informações relacionadas ao mundo concreto e objetivo. As doenças mentais se apresentam neste corpo.
Os corpos da alma são:
1º O corpo mental superior ou corpo causal: se localiza na sétima dimensão, é um corpo mais sofisticado e permanente que os anteriores. Ao longo das vidas sucessivas e simultâneas, funciona como repositório de todas as informações e experiências pluri-encarnatórias do ser humano.
Este corpo não possui a mesma forma dos outros corpos. Sua aparência é a de um ovóide de energia pulsante.
O plano causal é a região onde o ser humano pode alcançar a noção do que seja real e do processo de evolução que abrange toda a humanidade. São poucas as pessoas que acessam esse plano e nele podem captar informações sobre sua orígem e a finalidade da existência.
2º O corpo átmico: fica na oitava dimensão e tem a função de armazenar e fazer funcionar todas as leis evolutivas da alma.
3º O corpo búdico: se localiza na nona dimensão, e representa a parte criativa da alma; é ativado pelo sentimento da fé e do amor.
4º O corpo espiritual: fica na décima dimensão, irá absorver a consciência total; é o único corpo que vai restar quando não precisarmos mais reencarnar.
Nós somos seres multidimensionais, e atuamos com nossos 8 corpos em 10 dimensões verticalmente paralelas e diferentes entre si . E para que nossa evolução se manifeste de maneira contínua, tanto para personalidade como para alma, é importante reencarnamos também continuamente para possibilitarmos múltiplos aprendizados para nossa consciência.
O processo reencarnatório acontece de duas maneiras do ponto de vista da personalidade, ou plano da forma e da consciência fragmentada:
1º Reencarnação sucessiva (ou seja, uma vida após a outra):
Acontece quando uma personalidade não conclui uma tarefa que veio realizar no plano físico, ela precisa retornar para concluir e aprender mais. No entanto, antes, precisa passar por um período de descanso e preparação para às próximas experiências, realizando sua programação existencial, no espaço entre-vidas. Isso acontece, principalmente, quando a personalidade desencarna e passa a habitar o plano mental inferior, na 6ª dimensão. Porém, como existe o livre arbítrio, esta personalidade pode não ir para esse plano ao morrer, e ficar mais próxima de seus familiares (tanto no plano energético, na 4ª dimensão, como no plano emocional, na 5ª dimensão). Se isto acontecer, vai prejudicar a evolução da mesma, pois, estes dois últimos planos podem deixar a personalidade desencarnada cheia de carências energéticas e emocionais, transformando-a em potencial obsessora dos seres encarnados que lhes foram próximos. Por isso, é importante que a personalidade ao desencarnar no plano físico, tenha consciência que deve passar por mais duas mortes, descartando o corpo energético e o corpo emocional, através do desapego material e emocional e da passagem pela luz, que é um portal para os planos mais elevados. E preservar apenas um dos corpos da personalidade: o mental inferior. Pois, assim, é possível ir para as colônias espirituais mais elevadas, para se preparar para uma próxima encarnação, com uma melhor qualidade energética e uma programação reencarnatória mais bem elaborada. Perfazendo, com isso, um caminho evolutivo mais positivo e com menos retorno ao plano físico, (por falta de aprendizados ou excesso de repetições).
Quando uma personalidade desce novamente, através do processo de reencarnação sucessiva, ela deixa de existir no seu aspecto anterior desencarnado e assume uma nova face. Ou seja, uma nova personalidade nasce. Porém, tudo o que foi vivido pela personalidade anterior fica registrado no corpo mental inferior desta, de modo que permita fácil acesso, ao conhecimento anterior armazenado para personalidade agora renovada. Por isso, tem pessoas que já nascem com determinados conhecimentos que não precisaram aprender na vida atual. Os gênios poderiam ser explicados através deste processo.
2º Reencarnação de personalidade simultânea:
É importante salientar, que o corpo mental superior, por ser o principal responsável por gerenciar nossas reencarnações, para permitir uma evolução mais rápida, diversificar experiências a serem aprendidas, diluir processos repetitivos e favorecer as interações reencarnatórias com outras almas, pode permitir a descida simultânea de várias personalidades ao mesmo tempo, de uma mesma alma, em diferentes lugares do planeta. (Como mostra a figura acima).
A noção de reencarnação simultânea ou vidas simultâneas, surgiu para mim, através de uma experiência pessoal no ano de 2005, onde me percebi com preguiça de fazer exercícios após o meu expediente de trabalho. E depois de uma auto-análise mais aprofundada sobre esse sintoma, percebi que na realidade estava era com medo de me movimentar e não com preguiça.
Aprendi nesses meus 20 anos de experiência, como terapeuta de regressão às vivências passadas, a me auto-regredir. Embora não aconselhe a generalização desta prática, pois só a realizo por possuir muita experiência e em sintonia com os meus guias espirituais. Então, resolvi buscar a causa do medo de me movimentar, através da auto-regressão e acessei uma personalidade minha paralítica, que eu pensava ser de vida passada, e que vivia nos Estados Unidos. Mas, quando tentei explorar mais essa informação, para minha surpresa, recebi um aviso do meu guia espiritual, que eu não deveria me deslocar mentalmente na direção daquela personalidade paralítica, pois, a mesma estava encarnada, e era sensível a minha energia. Fiquei sem entender essa informação, mas, como é comum da minha personalidade atual, sou curiosa por natureza, e o aviso de não me deslocar mentalmente até lá, foi inútil. Pois, adentrei a história dessa personalidade paralítica ainda com mais afinco, e pude acessar a informação, que a mesma estava com 85 anos, vivia nos EUA trabalhando com idosos, como dona de um hotel geriátrico. E que o motivo da paralisia dela, era devido a um acidente de trânsito, ocorrido 15 anos antes. Onde a mesma além de perder os movimentos, perdera também o marido a quem muito amara. E que o mesmo hoje, seria um sobrinho, a quem muito amo e que estava do meu lado, e já tinha 7 anos na época em que tive conhecimento dessas informações. Ao saber a respeito de tudo isso, pude perceber que o sintoma do medo de me movimentar não era meu, e sim desta outra personalidade. E a consciência disto, me libertou do sintoma anteriormente relatado e pude voltar a me exercitar com mais motivação.
Porém, pedi ao meu guia que me explicasse melhor essa história de vidas simultâneas, já que eu estava impregnada com a idéia da reencarnação das vidas sucessivas. Onde para que houvesse uma reencarnação, deveria haver a morte da personalidade anterior e substituição da mesma para permitir novos aprendizados. Como é pregado na doutrina espírita e nas diversas doutrinas reencarnacionistas. No entanto, esses conceitos em mim arraigados, se ampliaram com essa experiência. Bem como, com a explicação do meu guia, que me orientou a ver que a noção de vida apenas sucessiva era limitada. Porque a alma em si não segue uma evolução linear, ou seja, uma personalidade anterior a atual pode ser mais evoluída que a atual, devido as circunstâncias, escolhas e ações dessa personalidade. E ter aprendido mais e armazenado mais lições do que atualmente. Além disso, uma personalidade pode se recusar a evoluir, por não ter querido nascer. E com isso, se auto bloquear evolutivamente. Porém, se tivermos várias personalidades encarnadas ao mesmo tempo em andamento, a evolução de nossa alma não fica paralisada no tempo e no espaço. Além disso, percebi que a falta de consciência da vida espiritual e de como se adaptar a ela, pode prender uma personalidade desencarnada a uma situação pouco evolutiva. E que traumas ocorridos nos momentos da morte, podem manter a personalidade revivendo esses flashs por muito tempo, até que possa receber ajuda para poder se libertar. E foi isso que observei através de um caso que tratei anos atrás. Onde atendi uma paciente que tinha medo de ficar em locais fechados. E ao buscarmos a causa desse sintoma, através da técnica de regressão de memória, a mesma se viu a mais ou menos 400 anos atrás, em Roma, casada com um homem ruim, e onde a mesma tinha um caso com um de seus escravos. Com quem também teve um filho. E quando esse filho cresceu, apresentou uma aparência parecida com a do escravo. E aí, o marido dela desconfiou da traição e forçou a mesma a contar a verdade. E ela, pensando que o marido apenas a expulsaria de casa, junto com o filho e o amante. E já sem vontade de continuar casada, resolveu contar a verdade. E o marido dela, por maldade, resolveu emparedar os três vivos. Ao ter consciência dessa memória traumática de vida passada, a paciente reconheceu a causa de seu medo atual de ficar presa em lugares fechados. E que o filho do passado, era o mesmo que ela tinha atualmente. Porém, o ex-amante, para surpresa de nós duas, ainda não havia reencarnado e estava preso naquela dimensão espaço-tempo passada. Sem ter conseguido sair do emparedamento, porque simplesmente não sabia como. E nem tinha pedido assistência espiritual para isso. E então, com o conhecimento técnico, espiritual e mediúnico que disponho, pude orientá-lo a sair do aprisionamento em que se encontrava. O mesmo agradeceu bastante e ficou feliz de saber que sua ex-companheira e o seu ex-filho já haviam reencarnado juntos. Isso o tranquilizou também, e ele pode ser socorrido a contento.
Posteriormente, conversando sobre esse caso com uma paciente médium, a mesma me revelou que teve a oportunidade de incorporar, numa sessão mediúnica no centro espírita onde ela frequenta, uma personalidade desencarnada, que estava perdida no tempo e no espaço. E seria uma mulher que havia sido mumificada em torno de mil anos atrás. E quando questionei a paciente, sobre o porque desta personalidade ter ficado tanto tempo perdida, a paciente respondeu que foi por pura falta de consciência de como sair dessa situação.
Porém, refletindo sobre ambos os casos anteriormente citados, me questionei logo em seguida, sobre a justiça reencarnatória nestas situações. Seria justo para com as almas desses dois seres, o bloqueio da evolução de ambos por tanto tempo, se os mesmos dependessem, apenas dessas personalidades que estavam presas ou perdidas, para evoluir? Claro que não, é a minha resposta. O mais justo seria ter vários caminhos evolutivos ao mesmo tempo, e a reencarnação simultânea preenche bem a essa necessidade evolutiva da alma, frente aos percalços do processo de aprendizado kármico.
Ainda tentando entender a questão da reencarnação simultânea, pedi a espiritualidade que me assiste, para ter acesso a algum livro que falasse sobre esse assunto. E este me foi trazido, tempos depois, por um paciente com quem comentei sobre esse tema. Pois o mesmo era estudioso de obras espiritualistas. E ele me trouxe o livro: QUEM FOI VOCÊ? Um Novo Modo de Ver as Vidas Passadas. Da autora Judh Hall, editora Pensamento. Escrito em 1998. E na página 112, no capítulo sobre “Fragmentos da Alma”, a autora escreve sobre a teoria que explica as vidas simultâneas: “ Há também a teoria da mente suprema e suas almas marionetes”. Por essa teoria, a mente suprema aprende por meio dos seus satélites, os quais se encarnam. Cada lição aprendida volta a mente suprema; e aos poucos, as “almas marionetes” também são reabsorvidas pela alma mãe”. A autora finaliza o capítulo com o seguinte comentário: “a alma talvez não seja aquela entidade isolada, individual e independente que nós aqui no ocidente acreditamos que seja”.
Mas recentemente, outro paciente também estudioso de assuntos espiritualistas, me trouxe um texto que ele acessou pela internet, do terapeuta espanhol e especialista a 16 anos em regressão às vivências passadas, David Topí, cujo título era também em espanhol: “ Vidas passadas x Vidas simultâneas”. E outro texto do mesmo autor : “Coexistência de vidas passadas com vidas simultâneas”. (Os esquemas que utilizei aqui neste texto, foram retirados deste último texto de David Topí).
Outro texto que tem circulado pela internet sobre esse assunto é o do teórico quântico, Carlos Claudinei Talli, “As muitas vidas simultâneas”.
É bom saber que os três autores citados anteriormente, encontraram em suas experiências pessoais e terapêuticas, informações acerca das vidas simultâneas, parecidas com as minhas. Pois, isso me dar mais segurança em divulgar para vocês esse assunto, e de convidá-los a refletir sobre o mesmo, transformando assim, os antigos parâmetros de suas percepções e estudos acerca da reencarnação.
Atualmente, como terapeuta de regressão às vivências passadas, tenho direcionado o processo regressivo dos pacientes que atendo, para também buscarem as causas de seus sintomas nas vidas simultâneas. E tenho obtido respostas interessantes, além de mudanças de comportamento a partir do acesso a essas memórias.
CORPO MENTAL SUPERIOR E AS VIDAS SIMULTÂNEAS E SUCESSIVAS
Um aspecto interessante que pude observar, é que quando uma personalidade simultânea desencarna e também a personalidade passada já desencarnada, elas podem migrar para junto de outra que se encontra reencarnada, para ajudar essa parte a desenvolver melhor sua tarefa. Porém, é mais comum observar processos, onde essa migração pode gerar problemas de ordem kármica e emocional. Pois, as personalidades desencarnadas, geralmente, trazem situações mal resolvidas armazenadas nos seus corpos mental inferior, emocional e energético. E isso, pode ser deslocado para o campo vibracional da personalidade que está encarnada, para que a mesma se trabalhe e resolva suas pendências de aprendizado e as das personalidades desencarnadas. Observe o esquema abaixo para compreender melhor essa questão:
processo reencarnatório integral, também abrange a reencarnação no plano da energia, ou plano da consciência desperta. Onde não existe mais a morte e a consciência deixa de habitar os corpos da personalidade, (corpo físico, corpo energético, corpo emocional e corpo mental inferior), e irá habitar os corpos da alma, ( corpo mental superior, corpo átmico, corpo búdico e corpo espiritual), com o objetivo de melhor conhecê-los, dominá-los e desenvolvê-los. Adquirindo suas qualidades, até vir a se tornar um espírito puro e onipresente (fixando seu habitat no último corpo: o espiritual).

Por Rubia Prado Carvalho

Fonte:

terça-feira, 17 de julho de 2012

Darma e Carma / Causa e Propósito do Destino


Sob o ponto de vista de quem atravessa um momento de sofrimento agudo em sua existência, nada pode ser mais inoportuno e desagradável do que alguém racionalizar ou tentar “explicar” as causas de sua dor com base em eventos passados nesta ou em alguma vida pregressa.

A racionalização em momento inoportuno, longe de causar alívio, pode até mesmo aumentar o sofrimento e a revolta do sofredor, por ver alguém racionalizando friamente sobre seu sofrimento, em um momento em que desejaria receber conforto, empatia e calor humano.

O Carma e o Darma (respectivamente, a causa e o propósito dos eventos) devem ser estudados sim, mas em situações prévias de estabilidade e de normalidade. Jamais devemos atormentar um sofredor com racionalizações e explicações em um momento de sofrimento intenso.

Mas não há dúvida de que esses temas são importantes e sua compreensão prévia pode auxiliar o sofredor na compreensão e na absorção de seu sofrimento.

A maior contribuição do pensamento oriental ao Ocidente foi a noção de carma como um encadeamento de causas pretéritas formando o cenário e as condições de nossa vida presente. A palavra carma já está definitivamente incorporada ao vernáculo de todas as nações ocidentais, e mesmo as pessoas que não se identificam com a filosofia oriental ou com o movimento espírita sabem o que significa essa palavra e falam fluentemente sobre o carma, embora de forma muitas vezes simplista e distorcida. O pensamento comum supõe que um carma seja uma espécie de operação aritmética de soma e subtração, quando, na verdade, é uma função integral ultracomplexa em que um conjunto de causas interagem holograficamente para gerar um efeito.

E há uma outra questão ainda mais complexa: O conceito de carma foi introduzido no Ocidente sem o conceito complementar e associado ao carma e que é o darma .

A única explicação para esse fato é que o darma constitui um conceito ainda mais complexo e sutil do que o próprio carma. A própria diversidade na tradução da palavra darma já é um indício dessa complexidade.

Há muitas traduções, sem que nenhuma delas consiga transmitir em sua plenitude o significado original do sânscrito dharma : retidão, dever, religião, evolução, conduta correta, preceitos, moral, ensinamento etc.

De fato, todas essas traduções são incompletas. Como princípio complementar ao carma, o darma pode ser compreendido como a linha de tendência que devemos seguir rumo à verdade, sendo essa linha de tendência resultante do alinhamento do nosso carma em uma determinada direção, que é o propósito e o rumo de nossa existência. O carma é composto por muitas linhas divergentes e conflitantes decorrentes das diversas ações harmônicas e desarmônicas que cometemos no passado.

A linha de tendência resultante de todas essas múltiplas ações apontam numa determinada direção e assume um determinado propósito alinhado com a ordem divina do universo e de nossa vida em particular. Essa direção é o Darma .

O darma é aquilo que os cristãos (particularmente os protestantes) costumam chamar de “O Plano de Deus para nossa vida”. Para atingirmos o nosso darma, temos de navegar nas “ondas” revoltas do carma, até que essas ondas estejam todas alinhadas e não exista mais diferença entre o carma e o darma. Quanto mais anulamos o nosso carma, mais tomamos consciência do nosso darma e mais alinhamos nossa vida com ele.

Todavia, mesmo a pessoa que está vivendo uma fase de turbulência existencial e intenso sofrimento, está trabalhando simultaneamente seu darma, com a diferença de que está navegando uma onda periférica e prioritária, ilusoriamente afastada do curso normal de sua existência, o que não é verdade se virmos o fato no plano espiritual. É como um motorista numa estrada que se afasta da via principal para trocar um pneu ou reabastecer o seu veículo. Logo que essa operação for concluída, ele retorna à via principal. Naquele momento específico de sua viagem, a operação de troca dos pneus ou de reabastecimento foi mais importante do que seguir o curso normal da viagem. Para quem não conhece seus reais objetivos, o afastamento da estrada pode parecer uma insanidade.

A grande dificuldade para se entender esse conceito é que, na vida real, nem mesmo o próprio viajante conhece os objetivos e os desvios de percurso. As coisas parecem simplesmente acontecer impulsionadas por uma força desconhecida.

O conhecimento do carma e do darma facilita a compreensão desse processo, mesmo com o desconhecimento das forças causais e das linhas de tendência futura, que estão operando a cada instante, mudando o panorama de nossa vida e trazendo novas situações agradáveis ou desagradáveis.

Está claro para todos que os eventos penosos que ocorrem em nossa vida constituem uma manifestação do carma, a colheita de causas passadas. A colheita dos frutos amargos, cujas sementes plantamos nesta ou em existências pretéritas.

O que não está tão claro é que o sofrimento tem também um propósito dármico, tem o objetivo de eliminar o carma e de direcionar a alma para determinada direção, produzir maior sensibilidade e empatia. Só na escola do sofrimento é possível desenvolver empatia com os que sofrem dores semelhantes às nossas. Os seres dotados desse tipo de empatia, caso não estejam sofrendo na situação presente, já sofreram dores atrozes no passado, tendo, através disso, adquirido a empatia de forma permanente.

Os grandes seres benfeitores da humanidade tem esse sentimento de empatia de forma permanente e em um grau extraordinariamente alto. Em função disso, sofrem intensamente todas as dores da humanidade. O sofrimento intenso e universalizado desses grandes seres é, todavia, neutralizado e equilibrado por uma sensação de êxtase advinda da percepção da unidade da vida e da percepção consciente de que o glorioso plano abrange todas essas distorções localizadas e particulares. Essa mescla de sentimentos e percepções faz com que os grandes avatares sintetizem o sofrimento e o êxtase em uma sensação unificada e fora da nossa compreensão, como se o sofrimento fosse o travo amargo de um vinho tinto saboroso. Diziam os antigos, com uma sabedoria que ultrapassa as próprias palavras: “O vinho é amargo, mas tem o sabor da vida”.

Fonte:
Sociedade Teosófica