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sexta-feira, 8 de junho de 2012

Evangelho dos Essênios: para Gaia, a Mãe Terra



Para a Mãe Terra

"Abençoado seja 
o Filho da Luz 
que conhece sua Mãe Terra, 
pois é ela a doadora da vida.


Saibas que 
a sua Mãe Terra 
está em ti e tu estás Nela.


Foi Ela quem te gerou 
e que te deu a vida 
E te deu este corpo 
que um dia tu lhe devolvas.


Saibas que 
o sangue 
que corre nas tuas veias 
Nasceu do sangue 
da tua Mãe Terra,
o sangue Dela cai das nuvens,

jorra do ventre Dela 
borbulha nos riachos 
das montanhas 
flui abundantemente 
nos rios das planícies.


Saibas que 
o ar que respiras 
nasce da respiração 
da tua Mãe Terra,

o alento Dela 
é o azul celeste 
das alturas do céu 
e os sussurros 
das folhas da floresta.


Saibas que 
a dureza dos teus ossos 
foi criada dos ossos 
de tua Mãe Terra.


Saibas que 
a maciez da tua carne 
nasceu da carne 
de tua Mãe Terra.


A luz dos teus olhos, 
o alcance dos teus ouvidos 
nasceram 
das cores e dos sons 
da tua Mãe Terra 
que te rodeiam 
feito às ondas do mar 
cercando o peixinho.


Como o ar 
tremelicante 
sustenta o pássaro 
em verdade te digo, 
tu és um 
com tua Mãe Terra 
ela está em ti 
e tu estás Nela.


Dela tu nasceste, 
Nela tu vives 
e para Ela 
voltará novamente.


Segue, 
portanto, 
as Suas leis 
pois teu alento 
é o alento Dela.


Teu sangue 
o sangue Dela.


Teus ossos 
os ossos Dela.


Tua carne 
a carne Dela.


Teus olhos 
e teus ouvidos 
são Dela também.


Aquele que 
encontra a paz 
na sua Mãe Terra 
não morrerá jamais, 
conhece esta paz 
na tua mente 
deseja esta paz 
ao teu coração 
realiza esta paz 
com o teu corpo."


Evangelho dos Essênios

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Intento Por Dana Tir


Ven, ven, ven a la otra orilla
Entra en el torrente de la mente pura
Germina las semillas que viven en tu corazón
Ritos y Rezos para la Madre Tierra
Medicina de los Pueblos de Amerrikua y el Mundo.
Estás en casa
Cada trama te lleva a otra
Consciente y presente
Observa tus sueños
Viaja
Recuerda
Siente
Sabe

Camino entre las dimensiones
Sirvo a lo Divino con Alegría
Soy La Madre
Respiro
Refinando la Respiración
Respirando la Respiración
Sintonizo Maestría de la Mente
Voy mas allá de la Ilusión
Recibo Educación Optima
Optimizo la Educación
Camino con los hermanos galácticos
y con los hombres y mujeres sagrados
Ellos están Aquí
Me Elevo
Soy la Maestra que Yo Soy
Y Así Es!

Y salgo al bosque...
porque...
..."si no salgo, jamás ocurrirá nada y mi vida jamás empezará..."
Corro con los lobos
Como
Descanso
Vagabundeo en los períodos intermedios
Soy fiel
Amo a los hijos
Medito a la luz de la luna
Aguzo el oído

Cuido de los huesos
Hago el amor
Aúllo a menudo
Gracias Clari Pinkola Estés!
Vuelvo a la pequeña choza
Me nutro del ombligo de la Madre Tierra
Me siento mujer
Hago círculos
Los antepasados se reunieron en un círculo
Sanando Purificando Renaciendo
Soy Iq, la respiración, el Viento y me guía el colibrí
Toj, la ofrenda, me contacta con la vida original y sus ciclos
Con el poder del rezo
Con el Poder de la tradición oral
Herencias!
Patrimonio de la Humanidad
Sonrío

Dana Tir

Fonte:
Escuela de Sagrada Geometría del Sur del Mundo

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Mãe Terra / Deusa Mãe


"Terra, Divina Mãe, que gera todos os seres e cria todas as coisas, cuja influência desperta, acalenta e adormece a natureza. Mãe que fornece a nutrição da vida e a protege com um abraço sustentador. Mãe amorosa que recebe o corpo do homem quando o seu espírito se afasta, chamada com razão a Grande Mãe, fonte de poder de deuses e mortais, indispensável para tudo o que nasce ou morre. Senhora, Mãe , Deusa eu A reverencio e invoco Seu sagrado nome para abençoar a minha vida, lhe agradeço pelas dádivas e por me receber no fim da minha jornada!"    Prece inglesa do século XII

A reverência da Terra como Deusa Mãe era um costume universal e ancestral, tendo sido encontrado em todas as antigas civilizações e culturas, que A invocavam por nomes específicos e cultuavam de maneiras diversas.

O historiador romano Tácito afirmou nos seus livros que as tribos européias consideravam a Mãe Terra como uma divindade toda abrangente, a que todos os seres humanos, sobrenaturais e divinos obedeciam. O conceito de uma Mãe Terra foi definido pelos gregos, cujo poeta Hesíodo chamou a Terra de Gaia ou Gea, a Deusa com amplos seios, morada segura para todos os seres, que depois de emergir do caos primordial, criou o céu, Urano, e junto com ele procriou os Titãs, as montanhas e florestas, os campos, mares, rios e todos os seres vivos. Os romanos a chamaram de Tellus ou Terra Mater, a Grande Mãe, criadora dos homens, da natureza e dos animais.

A Terra tanto dava a vida, como propiciava e acolhia a morte, por isso os povos antigos da Ásia, África e América consideravam os enterros ritos de plantio, o espírito sendo regenerado no ventre da terra e depois renascendo em um corpo de mulher. Os nativos norte-americanos acreditavam que os seres humanos e os animais emergiam das aberturas no corpo da Mãe Terra, pois era no seu ventre que eles eram gerados. A doutrina central da religião ameríndia era a reencarnação em um novo corpo do espírito criado pela Mãe Terra, que por isso deveria ser respeitada, honrada e cuidada. Pinturas rupestres da Austrália e lendas dos nativos norte-americanos representam a Mãe Terra parindo os primeiros seres ancestrais, que saiam do Seu ventre ctônico pelas aberturas no solo como grutas e fendas. Na Índia os sacerdotes hindus falavam para os mortos se deixarem cobrir pela terra como se fossem crianças acolchoadas pelo manto materno, silencioso, escuro e macio.

Os filósofos romanos atribuíam à Mãe Terra o misterioso poder que despertava e sustentava a vida, tudo vindo Dela e a Ela retornando, pois ela era o começo e o fim, o nascimento e a morte. Preces romanas do século III pediam à Mãe Terra que recebesse o corpo quando a alma dele se retirasse e enquanto vivo, que o nutrisse e protegesse. Mesmo séculos mais tarde, nos túmulos cristãos da Alemanha se lia:”aqui jaz no ventre de Erda (a Mãe Terra) o corpo de....”; até o século XII os camponeses europeus continuavam invocando as bênçãos da Mãe Terra nos plantios, para que as colheitas fossem protegidas e abundantes e nas construções, para que elas durassem.

Para os povos eslavos Mayca Vlazna Zemlja ou Mati Syra Zemia (A úmida Mãe Terra) era a mais antiga e importante divindade, reverenciada até o século X - mesmo depois da cristianização - e descrita como a força doadora da vida, responsável pela fertilidade, reprodução humana e animal e pela abundância da natureza. Seu culto era muito antigo e Ela jamais foi personificada por uma figura humana, mas reverenciada como a própria terra. Seu animal sagrado era a vaca, por terem em comum a fertilidade e a abundância da nutrição. Os camponeses se dirigiam diretamente à Mãe Terra, sem precisarem da intermediação de sacerdotes ou padres e tinham por ela um profundo respeito, amor e gratidão, pedindo suas bênçãos para plantios, suas casas, crianças e animais. Era invocada como conselheira, protetora, testemunha e juíza nas disputas de terras e propriedades e era em Seu nome que eram feitos os juramentos (engolindo um pouco de terra) e abençoados os noivos (colocando um pedaço de terra sobre suas cabeças). Após a cristianização, o seu culto persistiu alguns séculos até que aos poucos, Seus atributos e qualidades foram atribuídos para a Virgem Maria e manifestados nas mulheres.

Os povos bálticos acreditavam que o mundo e a vida eram manifestações de uma força sagrada que tudo permeava e que existia em todos os seres, animados ou não, sendo a fonte do universo e da existência e que era reverenciada como a Grande Mãe sob diversos nomes como Zemyna, Laima, Gabija. Apesar da perseguição cristã, as antigas tradições pagãs que cultuavam a Mãe Divina –cósmica e telúrica - continuaram ocultas em lendas, canções (chamadas dainas) e costumes populares mantidos pelas mulheres.

Na Rússia, em lugar de usar a bíblia para juramentos, os camponeses colocavam terra sobre suas cabeças invocando a Mãe Terra como testemunha. As boas vindas para os visitantes eram acompanhadas do tradicional prato de pão com sal (produtos da terra) e continuam até hoje, porém desprovidas do seu antigo significado sagrado.

Na antiga Grécia os mitos contam como até mesmo os deuses olímpicos invocavam Gea ou Rhea, a mais antiga das divindades, para testemunhar e selar juramentos e pactos, sabendo que todos os seres vivos eram sujeitos às Suas leis.

“Lar“ e “mãe” eram noções idênticas para os povos antigos, que as uniram na imagem de uma deusa Senhora da Terra; eles acreditavam que deviam ser enterrados no solo onde nasceram e viveram e se recusavam abandonar suas terras mesmo perante as invasões inimigas ou em situações de calamidades. Se por acaso estivessem longe da terra natal e sentissem a proximidade da morte, voltavam o mais rápido possível.

Em certos lugares nos Bálcãs, o encontro post-mortem dos homens com a Mãe era visto como um casamento, a morte sendo um rito sagrado de união com a terra e por isso os mortos eram vestidos como noivos que iam ser recebidos no leito da Mãe Negra.

A imagem arquetípica do casamento com a terra teve uma estranha interpretação na Renascença, com a aparição da pornotopia, poemas vitorianos em que o autor reduzido a um inseto ou ser minúsculo, percorria minuciosamente o corpo feminino descrito como uma paisagem, com vales sinuosos, colinas atraentes, bosques, córregos e uma misteriosa e aveludada gruta avermelhada, em cujo interior era experimentado o êxtase sublime. Este tipo de manifestação artística foi interpretado posteriormente como uma carência espiritual ligada à negação da Mãe Terra no simbolismo religioso e à repressão sexual pelo puritanismo vitoriano.

A gruta é uma associação universal com o ventre da Mãe Terra, local simbólico de nascimento e regeneração; a palavra sânscrita garbha significava “santuário” e “ventre”. Os locais sagrados hindus eram as grutas, representando a yoni da Grande Mãe e nelas foram criados altares para peregrinações e oferendas, muitas delas tornando-se moradas dos eremitas e mestres espirituais. 

Nos templos etruscos e romanos existiam câmaras subterrâneas chamadas mundus, termo equivalente a ”terra” e “ventre”. Rhea era a Mãe Terra cretense, criadora de toda a vida, que tinha surgido da gruta uterina do Monte Dikte, onde ela deu à luz a Zeus, que depois foi aclamado como o Pai dos deuses olímpicos.

Mesmo com o advento do cristianismo o culto das grutas continuou com os rituais nelas celebrados. Por não ter sido possível extinguir a reverência às grutas, a igreja passou a usar motivos nelas inspirados para a construção das criptas e câmaras subterrâneas nas igrejas e catedrais. Inspiradas nas antigas lendas dos casamentos sagrados e na conexão com a terra, após a desaparição dos cultos pagãos, as grutas passaram a servir como alcovas de amor nos encontros dos casais e muitas delas foram nomeadas em homenagem a Afrodite como sendo a sua padroeira. As fontes curativas da Europa nasciam nos antigos locais sagrados das deusas pagãs ou nas grutas consideradas portais de acesso para o ventre da Mãe Terra, e por isso foram destinadas para a regeneração e cura, bem como para comunicação com o mundo ancestral e os seres sobrenaturais.

Os nossos ancestrais viviam em grutas e nelas foram encontrados os mais antigos achados arqueológicos e antropológicos datados de 700.000 anos, assim como indícios do uso mágico do fogo para proteção, como comprovam as pesquisas feitas na gruta de Petralona no Norte da Grécia. A partir de 40.000 a.C. existiram altares dedicados à Mãe Ursa, a mais antiga representação da Senhora dos Animais e inúmeras pinturas de animais nas paredes, que depois foram substituídos pelos desenhos mais rebuscados de cenas de caça, luta e danças rituais, mulheres grávidas ou parindo. As inscrições rupestres comprovam a sacralidade das grutas do período paleolítico e neolítico e, mesmo antes das figuras de mulheres apareceram nos desenhos, a sua presença era indicada por animais prenhes, mãos, barcos, inúmeras reproduções de seios aproveitando as formações das rochas, triângulos púbicos e ferraduras invertidas (símbolos universais da vulva), pintados com ocre vermelho. Foram encontradas figuras femininas grávidas esculpidas na entrada das grutas ou estatuetas sem rosto, mas com traços bem elaborados como as famosas Vênus das grutas de Willendorf, Laussel e d’Aurignac, com seios, vulvas, ventres proeminentes e símbolos lunares, revelando a sua conexão com fertilidade, vida e abundância. Em muitas grutas foram encontradas além das figuras femininas ossadas humanas pintadas de vermelho e em posição fetal, demonstrando a função complementar das grutas como locais de nascimento e morte, os moribundos sendo levados para o mesmo lugar onde tinham nascido. Outras grutas eram usadas para rituais de celebração e ritos de passagem, conforme se deduz dos achados e inscrições encontradas nas grutas de Peche Merle e Madeleine na França.

O mais antigo culto europeu era do urso, comprovado pelos crânios arrumados de forma cerimonial e cercados por círculos de pedras nas grutas da Suíça, onde se originou o culto de Dea Artio, a “Mãe Ursa”, senhora da caça e da proteção das florestas, equivalente ancestral de Ártemis e Diana como Potnia Theron, a “Mãe dos Animais”, associada aos nascimentos e à proteção dos recém-nascidos. Nos países eslavos as anciãs colocavam os recém nascidos sobre peles de urso e pediam a proteção das deusas correspondentes: Devana, Dziewona e Diwica. Talvez este culto se devesse à semelhança do esqueleto do urso com o humano e ao seu andar em duas patas, atribuindo-lhe o papel de mediador entre o mundo humano, animal e espiritual, sendo que, em algumas culturas antigas, o urso era o guardião ou totem do clã, dando assim origem ao culto da “Mãe Ursa”. Estatuetas de ursos em barro e imagens gravadas nas paredes foram achadas nas grutas de Creta, em uma delas sendo erguida uma capela cristã para Maria na sua representação de Panatya Arkoudiotissa, a ”Mãe Ursa”.

Reproduções de grutas foram encontradas nas “câmaras de incubação de sonhos” dos antigos templos de Mesopotâmia, China, Egito e Europa, a mais famosa sendo a de Creta, o Hypogeum, datado de 5000 a.C. e tendo uma câmara circular com um estrado de pedra em que se deitava a sacerdotisa oracular, conforme comprovam as estatuetas “da Senhora adormecida”. Dormir no ventre da Mãe Terra era um método ancestral de cura, com recebimento de mensagens sobrenaturais ou de sonhos (interpretados depois pelos sacerdotes) ou um rito de passagem, em que os doentes permaneciam deitados à espera da cura, da vida ou da morte. Estes antigos rituais foram comprovados nos templos das ilhas de Malta e Gozo, onde os peregrinos passavam por experiências profundas ao se conectar com a Mãe Terra, os espíritos sobrenaturais e os ancestrais.

As grutas continuam sendo lugares poderosos para nos conectarmos com a Mãe Terra, mergulhar nas memórias subconscientes e nos deslocar para os mundos sutis, em busca de mensagens, sonhos reveladores, cura e regeneração. Reverenciar o princípio sagrado da Terra nos auxilia na conexão com a beleza e a magia da natureza e com todos os seres da criação, nossos irmãos. Reconhecer a Natureza como a nossa Mãe, nos permite expandir o respeito e os cuidados com o meio-ambiente, a busca do nosso alinhamento energético e espiritual e uma maior e permanente parceria em lugar da atual competição, poluição e profanação do corpo sagrado da nossa Mãe Terra, primordial e eterna.

Mirela Faur

Fonte:

domingo, 16 de janeiro de 2011

Até quando a Terra agüenta?



Pesquisadores afirmam que o aquecimento global causará uma catástrofe planetária, resta saber em que grau?

Lembra daquela sensação estranha que boa parte das pessoas sentia na década passada de que as agressões ambientais iriam provocar alguma resposta do planeta, mas ninguém sabia exatamente quando e como?

Pois é: para a maioria dos pesquisadores, a Terra já começou a dar sinais de que está respondendo às agressões ao ambiente. No momento, a ameaça maior como você está cansado de saber é o aquecimento global.

O 4º relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU, (IPCC, na sigla em inglês), divulgado em maio passado, revela que o problema já está entre nós e tem causado mudanças no clima e na vegetação em vários continentes. Poucos, mesmo dentre os cientistas do clima e ecologistas, parecem perceber plenamente a gravidade potencial, ou a iminência, do desastre global catastrófico, alerta o cientista britânico James Lovelock, que ficou famoso na década de 1970 por ter concebido a Teoria de Gaia, que trata a Terra como um organismo vivo.

Em seu livro A Vingança de Gaia, ele diz que a questão não é mais se vai ou não acontecer uma catástrofe e tão simplesmente qual será o tamanho do estrago. É preciso esclarecer que, para os cientistas, o que está sob ameaça não é o planeta físico em si. Afinal, a Terra já sobreviveu a pelo menos 5 cataclismos no passado (ver pergunta Qual Foi a Causa das Grandes Extinções?, página 18).

Tampouco é provável que nossa espécie inteira venha a ser extinta. O que está em xeque é a civilização, diz James Lovelock. Somos resistentes, e seria preciso mais do que essa catástrofe climática prevista para eliminar todos os casais de seres humanos em condições de procriar, reconhece o cientista britânico. Ainda assim, ele diz que as perspectivas são sombrias e que, ainda que consigamos reagir com sucesso, passaremos por tempos difíceis como em uma guerra, sendo levados ao limite.

Apesar do aquecimento estar batendo em nossa porta, ainda há cientistas que apostam na capacidade de recuperação da própria Terra.

A questão é: o que há de exagero e o que há de verdade nesses relatórios.

Até alguns anos atrás, o maior ataque às previsões catastróficas feitas pelos ambientalistas foi feito pelo estatístico dinarmaquês Bjorn Lomborg, autor do livro O Ambientalista Cético, escrito no início da década. De lá para cá, o número de pesquisadores que se arriscam a fazer previsões otimistas têm diminuído bastante. Na melhor das hipóteses, eles prevêem que o aumento da temperatura no planeta causará, sim, danos ao ambiente.

Mas nada comparado aos efeitos especiais das devastações dos filmes de Hollywood. Já para os ambientalistas que se consideram realistas, as consequências serão dramáticas e podem ser concretizadas já nas próprias décadas. Elas incluem a elevação do mar entre 9 e 88 centímetros, a desertificação de grandes áreas, falta crônica de água e a extinção de mais de um terço de todas espécies que vivem no planeta.

A questão que fica é: por que arriscar?


Por Rodrigo Cavalcante


Fonte:
super abril revista

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

A Hora e a Vez da Ecologia Mental




No dia 2 de fevereiro de 2007 ao ouvir em Paris os resultados acerca do aquecimento global dados a conhecer pelo Painel Intergovernamental das Mudanças Climáticas (IPCC) o então Presidente Jacques Chirac disse:

”Como nunca antes, temos que tomar a palavra revolução ao pé da letra. Se não o fizermos o futuro da Terra e da Humanidade é posto em risco”.

Outras vozes já antes, como a de Gorbachev e de Claude Levy Strauss pouco antes de morrer. advertiam: “Ou mudamos de valores civilizatórios ou a Terra poderá continuar sem nós”.


Esse é o ponto ocultado nos forums mundiais, especialmente o de Copenhague. Se for reconhecido abertamente, ele implica uma autocondenação do tipo de produção e de consumo com sua cultura mundialmente vigente.

Não basta que o IPCC diga que, em grande parte, o aquecimento agora irreversível é produzido pelos seres humanos.

Essa á uma generalização que esconde os verdadeiros culpados: são aqueles homens e mulheres que formularam, implantaram e globalizaram o modo de produção de bens materiais e os estilos de consumo que implicam depredação da natureza, clamorosa falta de solidariedade entre as atuais e as futuras gerações.


Pouco adianta gastar tempo e palavras para encontrar soluções técnicas e políticas para a diminuição dos níveis de gases de efeito estufa se mantivermos este tipo de civilização.

É como se uma voz dissesse: “pare de fumar, caso contrário vai morrer”; e outra dissesse o contrario: “continue fumando, pois ajuda a produção que ajuda criar empregos que ajudam garantir os salários que ajudam o consumo que ajuda aumentar o PIB”. E assim alegremente, como nos tempos do velho Noé, vamos ao encontro de um dilúvio pré-anunciado.


Não somos tão obtusos a ponto de dizer que não precisamos de política e de técnica. Precisamos muito delas.

Mas é ilusório pensar que nelas está a solução. Elas devem ser incorporadas dentro de um outro paradigma de civilização que não reproduza as perversidades atuais.

Por isso, não basta uma ecologia ambiental que vê o problema no ambiente e na Terra. Terra e ambiente não são o problema.

Nós é que somos o problema, o verdadeiro Satã da Terra quando deveríamos ser seu Anjo da Guarda. Então: importa fazer, consoante Chirac, uma revolução. Mas como fazer uma revolução sem revolucionários?


Estes precisam ser suscitados. E que falta nos faz um Paulo Freire ecológico! Ele sabiamente dizia algo que se aplica ao nosso caso:

”Não é a educação que vai mudar o mundo. A educação vai mudar as pessoas que vão mudar o mundo”.

Precisamos destas pessoas revolucionárias, caso contrario, preparemo-nos para o pior, porque o sistema imperante é totalmente alienado, estupificado, arrogante e cego diante de seus próprios defeitos. Ele é a treva e não a luz do túnel em que nos metemos.


É neste contexto que invocamos uma das quatro tendências da ecologia (ambiental, social, mental, integral): a ecologia mental. Ela trabalha com aquilo que perpassa a nossa mente e o nosso coração.

Qual é a visão de mundo que temos?

Que valores dão rumo à nossa vida?

Cultivamos uma dimensão espiritual?

Como nos devemos relacionar com os outros e com a natureza?

Que fazemos para conservar a vitalidade e a integridade de nossa Casa Comum, a Mãe Terra?


Não dá em poucas linhas traçar o desenho principal da ecologia mental, coisa que fizemos um inúmeras obras e vídeos.

O primeiro passo é assumir o legado dos astronautas que viram a Terra de fora da Terra e se deram conta de que Terra e Humanidade foram uma entidade única e inseparável e que ela é parcela de um todo cósmico.

O segundo, é saber que somos Terra que sente, pensa e ama, por isso homo (homem e mulher) vem de húmus (terra fecunda).

O terceiro que nossa missão no conjunto dos seres é de sermos os guardiães e os responsáveis pelo destino feliz ou trágico desta Terra, feita nossa Casa Comum.

O quarto é que junto com o capital natural que garante nossa bem estar material, deve vir o capital espiritual que assegura aqueles valores sem os quais não vivemos humanamente, como a boa-vontade, a cooperação, a compaixão, a tolerância, a justa medida, a contenção do desejo, o cuidado essencial e o amor.


Estes são alguns dos eixos que sustentam um novo ensaio civilizatório, amigo da vida, da natureza e da Terra. Ou aprendemos estas coisas pelo convencimento ou pelo padecimento. Este é o caminho que a história nos ensina.


Por Leonardo Boff

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Nosso Sistema Solar / Logos Solar




De maneira ideal, nosso sistema solar é composto de 12 corpos giratórios inter-relacionados (este número inclui o Sol e seu refletor, a Lua, e a concha de energia do planeta que, segundo se supõe, foi destruído, chamado Maldek ou Marduk, atualmente presente como um cinturão de asteróides entre Marte e Júpiter).

Esta era a oitava solar ideal original de 12 notas planetárias.

Da mesma maneira que nossa Gaia é um ser senciente vivo, nosso sistema solar é uma entidade de consciência unificada maior cujo ponto de consciência é chamado pelos esotérico Logos Solar.

Cada planeta está diretamente relacionado, em termos de influência "regente," a uma das 12 Casas do Zodíaco, produzindo, dessa forma, padrão triangular de influência de coordenadas das estrelas, planetas e da Terra, mediadas, para este planeta, pela Malha Oroboros e pela Távola Redonda de Avebury do Sol.


A Távola Redonda planetária é o meio pelo qual Gaia pode experimentar as energias diferenciadas do Logos Solar dos quais Ela é parte integrante.

A Malha Oroboros representa os 12 Cavaleiros da Távola Redonda de Gaia, os meios pelos quais estas 12 influências oscilatórias são distribuídas a Seu corpo e por fim à consciência de Seus habitantes humanos harmonizados em termos zodiacais.

O corpo da Malha de Gaia é a personalidade do Sol expressa 12 vezes.

Assim no Alto como Embaixo, disse Hermes. Temos, então, a Malha Oroboros se ligando à dinâmica de energia do sistema solar e sua consciência de organização, o Logos Solar, da humanidade corporificada.

Por meio da maestria meditativa da Távola Redonda, penetramos na essência de nosso paradigma de Evolução Estelar, do qual somos miniaturas biofísicas, hologramas químicos, e, dessa forma, estamos no limiar da transcendência, prestes a atingir, na consciência, aquela quarta característica dimensional chamada antigravidade.


Existem, claro, limitações inerentes a nossas conceituações de Malha por meio de arquétipos Zodiacais.

Grande parte deste simbolismo descritivo é criada pelo homem, tendo por centro o homem, não sendo, portanto, necessária e verdadeiramente exato com respeito às realidades da malha que os Elohim descreveriam.

Do ponto de vista deles, as coisas são mais cíclicas e interdependentes.

Não se trata tanto de constelações e pedras, e sim da matéria a vibrar em sincronia.

As coisas ressoam sincronicamente mantendo-se reciprocamente, alimentando, assim, a Terra.

A Terra reciprocamente mantém esta relação de interdependência.

Cada uma das 12 Pedras ressoa a uma freqüência particular que está em harmonia com certas constelações astrológicas. Porém, o ponto mais importante é o relacionamento.

A Terra é uma força ativa e também uma matriz receptiva.

Cada corpo celeste, terrestre e lunar está em ressonância harmônica, uns com os outros, viajando a velocidades altíssimas pelo espaço infinito. Quando traçamos a Malha Oroboros, e em particular, a Malha Cristalina Poliédrica (descrita a seguir), aproximamo-nos continuamente da barreira entre a terceira e a quarta dimensões, com todas as deficiências e dificuldades inerentes da linguagem de base terrestre e da conceituação linear.


Desse modo, a Malha da Terra, neste nível, por meio do umbigo de Avebury, é a Távola Redonda na forma de um holograma planetário do corpo de energia/consciência do Logos Solar.

É o dispositivo receptor/transmissor expresso na fronteira entre a terceira e a quarta dimensões.

No contexto da Terra, expressamos as realidades de energia da Corte Real do Sol, que em si nada mais é que um componente do corpo vibratório bem maior do Logos Galáctico.

Agora, a Malha apresenta uma característica prática e localizada que torna possível a experiência humana consciente com a Corte Zodiacal do Sol.


A paisagem do Zodíaco (tratada abaixo) é o holograma local e acessível da Távola Redonda Mestra de Avebury e do Logos Solar, representando uma aula prática experimental de alinhamento do humano com fluxos de energia planetários, solares, galácticos e universais.

Pode-se comparar a função da paisagem do Zodíaco (ou seja, na qual sobrepõem-se os arcabouços de energia das constelações ao redor da eclíptica numa faixa circular de cerca de 48 quilômetros sobre a Terra, como em Somerset, na Inglaterra, com o Zodíaco de Glastonbury) à função de uma sala de concertos geomântica onde ouvimos a Música das Esferas tocada pela orquestra local.


Existem precedentes clássicos para esta interpretação musical da Malha. Tanto Pitágoras como Platão apresentaram modelos de Malha expressos em termos musicais.

Pitágoras descreveu uma Nave Cósmica de Música composta de nossos planetas e estrelas vizinhas, que singravam os Céus a emitir rhoizamata ou "sons intensos" que podiam ser ouvidos quando afinávamos nossa própria lira de sete cordas (o sistema de chakra unificado) para que ressoasse com a música celestial (realizada ou tocada pela Malha).

Platão falou do Fuso ou Eixo de Necessidade que ele imaginou como o sistema solar a girar ao redor do eixo do universo. Em cada volta deste Fuso ou Eixo está sentada uma Sereia que entoa uma única nota. Em qualquer caso o padrão de ressonância total, o Som total, o concerto completo, é a música celestial de nosso Rei Sol, o que Doris Lessing chama "o regente de todos eles...o âmago majestoso de nossa teia...a nota baixa e profunda de órgão subjacente a todos os seres...O centro cantante de Deus."

Por Richard Leviton e Robert Coons

Publicado originariamente na revista Amaluz.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

We Are All One / Somos Todos Um


Narração: Profecia de nativos norte-americanos:
Red Crow Westerman e Oren Lyons.



Quando os europeus chegaram aqui...Colombo
Nós podíamos beber água de qualquer rio.
Se os europeus vivessem como os nativos, quando eles vieram
Nós ainda poderíamos beber aquela água
Porque água é sagrada, o ar é sagrado
Nosso DNA é feito do mesmo DNA que a árvore
A árvore inspira o que expiramos
Quando ela expira nós precisamos do que ela expira
Então...nós temos um destino em comum com a árvore
Somos... viemos todos da Terra
E quando a terra, água e atmosfera são corrompidos
Isso irá criar uma certa reação
A MÃE TERRA está reagindo...
o mundo se tornou um "mercado"
É esse "mercado" que temos que resolver
Essa idéia de recursos abundantes e intermináveis
E quando voce diz recursos naturais,
voce está falando de nossos "parentes"... de nossa família...
Não são "recursos naturais"...são família...
E requerem todo nosso respeito...
A estrutura do mundo é assim...
funciona sob leis naturais, que é um processo regenerativo poderoso
um processo que continua, cresce e é interminável...
SE todos concordam com a lei e seguem a lei
mas se voce desafia a lei
e acha que vai mudar a lei...você vai fracassar
E nesse fracasso vai haver muita dor
porque a Lei Natural não tem misericórdia
É apenas "A LEI"...
A Terra é toda poderosa...
não foi feita para os "seres humanos"
pois somos só parte dela.
Nós não "temos" que estar aqui
porque a Terra tem seu próprio processo
E se chegar ao ponto de vc se destruir como ser humano e vc...
destruir a vida e finalmente deixar esta Terra
a Terra não vai desaparecer...
Não vai ser o fim do mundo
isso nos parece um conceito curioso
não... o mundo não vai acabar
a vida das pessoas vai acabar
Portanto, não é o fim do mundo...É o NOSSO fim.
E o mundo... não importa que destruição você tenha feito nele,
vai se regenerar... vai se tornar verde de novo
vai reconstruir tudo que esteve aqui um dia...
exceto o fato de que não vai mais haver pessoas.
Porque a Terra tem todo o tempo à sua disposição...
À medida que você está se destruindo...
... na reta final,
e você está correndo rumo ao final
e lá existe um muro de pedra...
e você não está freando seu cavalo,
você não está parando, você está, na verdade, acelerando.
Essa é a maneira como eu vejo o uso do que vocês chamam de recursos
Você está usando-os mais rápido do que eles se reproduzem
Vocês estão indo rumo ao desastre, e ninguém está freando o cavalo
E cada dia que você não fizer o que é certo
é mais um dia que você perdeu uma opção
e você perde suas opções a cada dia...
Nenhuma árvore cresce por si mesma
Uma árvore é uma comunidade
certas árvores, certas plantas se reúnem em torno de certas árvores
e certos medicamentos se reúnem em torno de certas plantas
Assim, se você matar todas as árvores, se você cortar todas elas
e você destruir a comunidade, você não está destruindo só uma árvore ...
você está destruindo toda a comunidade
que a rodeia e prospera ali...
e talvez medicamentos importantes para pessoas ou animais
Assim, você perdeu uma comunidade e se cortar tudo,
que é o que acontece na América e no Canadá hoje em dia,
e penso que no mundo todo...
então você é mesmo uma força muito destrutiva.
E apenas replantar árvores não é replantar comunidade
você perdeu muito ... no processo
Se você não entender isso, você entenderá...
E esse entendimento virá...de uma forma bem dura.
Das 100 "unidades econômicas" dominantes no mundo de hoje
as 100 maiores unidades econômicas ...
é a palavra que eles usam...somos "unidades"
49 são países e 51 são corporações ...
Bem, vamos "digerir" isso por um segundo ...
O que significa isso?
isso significa que corporações são a força motriz
de tomada de decisão hoje em dia ...
e as corporações não estão preocupadas com direitos humanos,
não estão preocupadas com a Vida Humana,
não estão preocupadas com salários adequados
para pessoas que trabalham para elas.
Então, que tipo de decisões serão tomadas em nosso favor,
por esse "poder econômico"?
essas "corporações-países", como eu as chamo.
Ah, vai ser um inferno, como se costuma dizer
devido às coisas que estão ocorrendo agora.
Eu penso que as pessoas têm que tomar consciência, acordar...
O poder está sempre nas mãos das pessoas
elas tem que criar uma consciência única, precisam...
contestar os valores que lhes são empurrados hoje
porque estamos virando uma sociedade de consumidores
comandada pela economia, e não pelo bom senso.
Você sabe, não é bom sensoapenas "seguir" alguém, sem motivo...
Por quê?... Vc não tem a resposta...por quê você está seguindo alguém
se ele está pulando de um precipício...
Porque você o seguiria?
você o seguiria?
Pense bem, use seu bom senso...
Todo mundo deveria ser seu próprio líder
Em outras palavras, pensar por conta própria
Quando olhamos a fundo, queremos encontrar aliados, amigos
pessoas que vão compreender
e concordar com as atitudes de paz.
Agora tudo está sendo colocado em nossas mãos, toda a VIDA.
É nossa responsabilidade e dever
tomar conta de todas as formas de VIDA...
Assim, quando se fala disso
nao é sobre nossos tios, tias e primos,
nossos pais e mães, mas sim sobre TODA forma de vida.
Temos que pensar nas árvores, peixes,
todos os animais, tudo aquilo que cresce,
tudo o que tem VIDA,
porque... tudo é uma FAMÍLIA...



Imagens: Do premiado documentário "Planet Earth" da série sobre a natureza, de David Attenborough (BBC), produzido por Alastair Fothergill.

Trilha Sonora: do filme Patch Adams. Contém música de vários artistas, Marc Shaiman

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Para você que se esqueceu que a Mãe Terra está vibrando em ritmo mais acelerado...





Para você que se esqueceu que a Mãe Terra está vibrando em ritmo mais acelerado, segue abaixo o texto sobre a Ressonância Schumann, que explica porque o dia tem agora 16h e não 24h.

Programe-se para vibrar em sintonia com o Coração da Mãe Terra, pois só assim você vai conseguir dar conta da sua agenda pessoal em sintonia com a Agenda Cósmica ...

Não apenas as pessoas mais idosas, mas também as jovens passam pela experiência de que tudo está se acelerando excessivamente.

Ontem foi Carnaval, dentro de pouco será Páscoa, mais um pouco, Natal.

Esse sentimento é ilusório ou tem base real?

Pela Ressonância Schumann, se procura dar uma explicação.

O físico alemão W.O. Schumann constatou em 1952 que a Terra é cercada por um campo eletromagnético poderoso que se forma entre o solo e a parte inferior da ionosfera, cerca de 100km acima de nós.

Esse campo possui uma ressonância (dai chamar-se ressonância Schumann), mais ou menos constante, da ordem de 7,83 pulsações por segundo.

Funciona como uma espécie de marca-passo, responsável pelo equilíbrio da biosfera, condição comum de todas as formas de vida.

Verificou-se também que todos os vertebrados e o nosso cérebro são dotados da mesma freqüência de 7,83 hertz.

Empiricamente fez-se a constatação de que não podemos ser saudáveis fora dessa freqüência biológica natural.

Sempre que os astronautas, em razão das viagens espaciais, ficavam fora da ressonância Schumann, adoeciam.

Mas, submetidos à ação de um simulador Schumann, recuperavam o equilíbrio e a saúde.

Por vários anos as batidas do coração da Terra tinham essa freqüência de pulsações e a vida se desenrolava em relativo equilíbrio ecológico.

Ocorre que a partir dos anos 80, e de forma mais acentuada a partir dos anos 90, a freqüência passou de 7,83 para 11 e para 13 hertz . Ao invés de 24h, o dia tem 16h .

O coração da Terra disparou.

Coincidentemente, desequilíbrios ecológicos se fizeram sentir: perturbações climáticas, maior atividade dos vulcões, crescimento de tensões e conflitos no mundo e aumento geral de comportamentos desviantes nas pessoas, entre outros.

Devido à aceleração geral, a jornada de 24 horas, na verdade, é somente de 16 horas.

Portanto, a percepção de que tudo está passando rápido demais não é ilusória, mas teria base real nesse transtorno da ressonância Schumann.

Gaia, esse super-organismo vivo que é a Mãe Terra, deverá estar buscando formas de retornar a seu equilíbrio natural.

E vai consegui-lo, mas não sabemos a que preço, a ser pago pela biosfera e pelos seres humanos.

Aqui abre-se espaço para grupos esotéricos e outros futuristas projetarem cenários, ora dramáticos, com catástrofes terríveis, ora esperançosos, como a irrupção da quarta dimensão, pela qual todos seremos mais intuitivos, mais espirituais e mais sintonizados com o biorritmo da Terra.

A tese recorrente entre grandes cientistas e biólogos é de que a Terra, efetivamente, é um super-organismo vivo, de que Terra e humanidade foram feitos para estar sempre em harmonia, como os astronautas testemunham de suas naves espaciais.

Nós, seres humanos, precisamos da Terra que nossa casa é, que amamos.

Porque?

Segundo a teoria de Schumann, possuímos a mesma natureza bioelétrica e estamos envoltos pelas mesmas ondas ressonantes Schumann.


Leonardo Boff

Meu Comentário:
Nosso Lindo Planeta Azul é um Ser Vivo!
...Somos os habitantes dessa linda Espaço Nave Terra...
Então devemos ter sentimentos e pensamentos de Paz, Amor, Harmonia...
Para que esses Sentimentos e Pensamentos reverberem para o Equilíbrio!