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quarta-feira, 6 de agosto de 2014
O corpo conta uma história
A SABEDORIA DO CORPO
O corpo nunca mente, já que sua forma reflete quem somos por dentro. Se levamos a cabeça baixa, temos os ombros encolhidos, o peito fechado e os pés pesados, tudo isso pode mostrar sentimentos de debilidade e resignação. Ao contrário, se portamos a cabeça erguida, os ombros abertos, respiramos com facilidade e caminhamos com passos ligeiros, isso geralmente indica confiança e vitalidade.
O modo em que nos apresentamos diante do mundo está condicionado por nossas crenças, medos e emoções, e os tecidos corporais adotam uma forma determinada para apoiar este estado mental. Nossos traumas físicos e psicológicos, nossas experiências, nossos pensamentos e sentimentos mais profundos e nosso caráter se manifestam através do padrão estrutural adotado por nosso corpo. É como Marilyn Ferguson assinala – “ao longo dos anos nosso corpo se converte em uma autobiografia ambulante que fala, tanto a estranhos como a amigos, das cargas e tensões de nossa vida.” As impressões de qualquer experiência negativa a que nos submetemos permanecem contidas no corpo como inércia, que acaba se tornando fixa pela impossibilidade de acesso aos recursos que nos liberariam delas, afetando a capacidade do corpo de expressar sua Saúde intrínseca.
COMO SE INTRODUZ A INFELICIDADE NA CÉLULA?
O fato de que os pensamentos e sentimentos têm uma relação direta com o corpo é cada vez mais amplamente aceito. Através de estudos científicos no campo da psico-neuro-imunologia têm sido descobertos uma série de mecanismos corporais através dos quais se estabelecem estas conexões. Por exemplo, foi descoberta uma relação entre nossos estados psicológicos e o modo como se ativa nossa resposta imunológica. Atualmente se sabe que existem uma série de mecanismos de feedback que traduzem experiências psicológicas em funcionamento físico. Uma investigação realizada pelo Dr.Pritbin na Universidade de Stanford demonstra a forma como padrões habituais de pensamento podem criar sulcos neurais no córtex cerebral. Os padrões mentais se convertem literalmente em sulcos anatômicos no cérebro, que influenciarão o modo em que o sistema nervoso central expressa sua motilidade e, desta maneira, afetando o movimento dos tecidos e fluidos relacionados com ele.
FEEDBACK CIRCULAR:
A fragmentação do movimento respiratório primário se correlaciona com uma fragmentação do funcionamento da totalidade da pessoa. Os padrões fisiológicos e as experiências emocionais se perpetuam mutuamente. A influência da mente na matéria e da matéria na mente parece ser um sistema de feedback circular, na qual um afeta o outro. À medida em que deixamos adormecidas as experiências psicológicas, os padrões corporais correlacionados se tornam fixos e influenciam nossas experiências. O que chamamos de ”consciência” e nossa expressão corporal são um continuum. Quando nosso continuum mente-corpo-emoção se alinha harmoniosamente, o Sopro da Vida se manifesta com integridade e equilíbrio.
EXPERIÊNCIA EMOCIONAL:
As lesões físicas podem estar associadas com emoções particulares. Se os tecidos se contraem para proteger-nos da tensão ou do trauma, os sentimentos que temos nesse momento podem permanecer como elemento presente na contração. As emoções fortes contribuem no desenvolvimento da inércia. A impressão que temos de uma emoção, frequentemente tem um papel significativo na manutenção de um padrão inercial. Deste modo, um fulcro pode incluir tecidos, fluidos e potências que se tornaram inerciais e, ao mesmo tempo podem conter emoções, sentimentos, crenças e pontos de vista que se mantiveram retidos.
EXPERIÊNCIAS CONGELADAS:
Mesmo sendo natural e inevitável experimentar sofrimento em nossas vidas, este pode se manter preso no corpo e continuar mostrando-se em ciclos repetitivos como experiências congeladas, se não somos capazes de nos liberar delas. Assim, levamos nossas experiências físicas e emocionais como se fossem uma bagagem extra que formará uma parte intrínseca de nossas vidas. Isso geralmente ocorre num nível inconsciente. Qualquer nova tensão que tenhamos que enfrentar, será influenciada pelo nosso condicionamento prévio. Como é sabido, “enxergamos o mundo de acordo com a cor das lentes que usamos”. Por isso nossas respostas ante situações novas parece um “disco arranhado” que segue reações pré-estabelecidas que nos mantém presos ao passado em vez de permanecermos abertos, no presente. Como consequência disso, nossa matriz original de saúde ficará fragmentada.
REAÇÕES DESMEDIDAS:
Algumas vezes, nossos traumas anteriores são estimulados com um mínimo de provocação. Se existe muita potência ou energia acumulada por trás de um padrão inercial, nossas reações poderão ser muito fortes. Se há também emoções intensas associadas a esse padrão, nossa resposta poderá ser como uma “bomba-relógio” preparada para explodir a qualquer momento. Deste modo, ao reestimular velhos traumas, nossas reações emocionais podem vir a ser desmedidase e desproporcionadas. Casos de extrema sensibilidade e frequentes explosões emocionais são bons exemplos.
O PAPEL DO TECIDO CONJUNTIVO:
A pesar da inércia psicológica poder ser manifestada em qualquer lugar do corpo, parece que o tecido conjuntivo desempenha um papel particularmente importante no armazenamento dessas experiências, como “memórias tissulares”. A interligação das fáscias ao longo do corpo oferece, frequentemente, um meio muito apropriado para o armazenamento das energias emocionais que se encontram retidas. Por exemplo, a raiva contida pode transformar-se em um diafragma restringido, com tensão no plexo solar, que, por sua vez, pode originar problemas digestivos ou dores nas costas. A interconexão das fáscias mantém esta situação. Quando acessamos estados de equilíbrio nos tecidos fasciais, as forças inerciais que mantêm este tipo de contração podem dissipar-se. Em geral, neste momento, as emoções surgem na superfície.
A MEMÓRIA DOS TECIDOS:
Para resumir, podemos dizer que nossas emoções, atitudes e padrões de estrutura e função corporais, se refletem, se estimulam e se mantém mutuamente. As experiências emocionais e as crenças psicológicas dão forma aos tecidos do corpo e estes, por sua vez, nos predispõe a manifestar certas emoções e atitudes. O corpo e a mente se apoiam mutuamente. Quando os pensamentos e as emoções fluem livremente, nossas experiências acontecem de forma livre também, sem apegos. Entretanto, as experiências psicológicas repetitivas ou as que nos sobrecarregam emocionalmente podem tornar-se inerciais e, deste modo, armazenar-se no corpo em forma de memória nos tecidos. Segundo Ken Dychtwald, o corpo se transforma em um “armazém de emoções e crenças”. As forças inerciais que permanecem retidas podem manter as memórias nos tecidos muito tempo depois que o evento estressante tenha ocorrido. Desse modo as emoções seguem repetindo-se ciclicamente sem se resolver. Consequentemente um fulcro inercial pode estar composto por uma série de camadas distintas: uma contração que afeta o movimento dos tecidos e fluidos junto com emoções associadas que ficaram envolvidas pelos tecidos e, por sua vez, tudo isso pode estar sendo mantido por forças subjacentes que se tornaram inerciais. Muitas vezes as emoções e atitudes são os elementos que desempenham o papel mais importante na dinâmica dos tecidos. Essa inércia só conseguirá se dissipar se encontrarmos os recursos, o espaço necessário e as habilidades para liberar as experiências retidas. O elemento fundamental do tratamento craniossacral está em criar as condições que permitem a liberação dessas experiências. Para isso é fundamental acumular e favorecer a expressão de nossos recursos intrínsecos. Esse processo, às vezes, envolve a consciência da emoção associada com a inércia, mas nem sempre isso é necessário. Muitas vezes as coisas se dissolvem… se estamos prontos ou preparados para isso. Por outro lado, a repetição vivencial das experiências traumáticas, em vez de ser uma ação terapêutica, pode vir a retraumatizar-nos, se não temos os recursos para reviver estas experiências mantendo um claro sentido de nós mesmos.
MICHAEL KERN é Terapeuta Craniossacral, Osteopata e Naturopata e atende em Londres. É co-fundador da Fundação Educacional para a Terapia Craniossacral, na Inglaterra, professor do Colégio de Osteopatas, da Associação Internacional Cranial e da Universidade de Westminster. Também promove cursos de Terapia Craniossacral nos Estados Unidos, Suíça e Itália.
Fonte: Livro “Wisdom in the body - A Craniosacral approach to essential health”, de Michael Kern
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Os Corpos da Consciência e a Reencarnação Integral
OS CORPOS DA CONSCIÊNCIA E A REENCARNAÇÃO INTEGRAL:
VIVÊNCIAS PARALELAS, SIMULTÂNEAS E SUCESSIVAS
Ao ser humano é dada a grande missão de viver a vida, com o objetivo principal de evoluir, através do aprendizado contínuo nos diversos níveis do seu ser.
E para que a evolução ocorra de maneira satisfatória, é preciso que cada ser humano se conscientize, que a vida se manifesta não apenas no plano físico, mas também em outras dimensões paralelas a este plano. Além de ter a compreensão da existência de seus diversos corpos. Os quais são instrumentos que a consciência utiliza para se expressar e evoluir, nas diversas dimensões com as quais ela interage. Nós possuímos 8 corpos, onde 4 destes compõem a personalidade encarnada e 4 correspondem aos corpos da alma.
Os corpos da personalidade são:
1º O corpo físico: se encontra na terceira dimensão, é o mais lento e denso dos corpos. É composto de matéria nos estados sólido, líquido e gasoso. Com ele a consciência atua no plano físico, e por necessitar de atenção e cuidados contínuos, pode desviar a atenção da mesma sobre a existência dos demais corpos.
2º O corpo energético ou duplo etérico: Se encontra na quarta dimensão, é uma duplicata do corpo físico, composto de um padrão de energias mais sutis. O duplo permeia todo corpo físico e possui duas funções principais: 1º absorver energias proveniente do sol (o prana), e enviá-las para todas as partes do corpo físico, abastecendo-o de reservas energéticas. 2º Servir de interface entre o corpo físico e o corpo imediatamente superior a este, ou seja,o corpo emocional ou perispiritual, tornando possível a troca de informações entre esses planos. Compõem também o corpo energético, os chacras, (ou centros de força), os quais possibilitam a recepção e a transmissão de vários padrões de energias para os demais corpos.
3º O corpo emocional, perispírito ou corpo astral: se encontra na quinta dimensão, é o corpo responsável pelas nossas emoções. Cada indivíduo atrai e alimenta constantemente esse corpo com as energias emocionas com as quais se afina habitualmente. Esse corpo é o responsável pelas doenças psicossomáticas.
4º O corpo mental inferior: encontra-se na sexta dimensão, é o responsável pela atividade do pensamento do ser humano. Através deste corpo, elaboramos raciocínios e aprendemos novas informações relacionadas ao mundo concreto e objetivo. As doenças mentais se apresentam neste corpo.
Os corpos da alma são:
1º O corpo mental superior ou corpo causal: se localiza na sétima dimensão, é um corpo mais sofisticado e permanente que os anteriores. Ao longo das vidas sucessivas e simultâneas, funciona como repositório de todas as informações e experiências pluri-encarnatórias do ser humano.
Este corpo não possui a mesma forma dos outros corpos. Sua aparência é a de um ovóide de energia pulsante.
O plano causal é a região onde o ser humano pode alcançar a noção do que seja real e do processo de evolução que abrange toda a humanidade. São poucas as pessoas que acessam esse plano e nele podem captar informações sobre sua orígem e a finalidade da existência.
2º O corpo átmico: fica na oitava dimensão e tem a função de armazenar e fazer funcionar todas as leis evolutivas da alma.
3º O corpo búdico: se localiza na nona dimensão, e representa a parte criativa da alma; é ativado pelo sentimento da fé e do amor.
4º O corpo espiritual: fica na décima dimensão, irá absorver a consciência total; é o único corpo que vai restar quando não precisarmos mais reencarnar.
Nós somos seres multidimensionais, e atuamos com nossos 8 corpos em 10 dimensões verticalmente paralelas e diferentes entre si . E para que nossa evolução se manifeste de maneira contínua, tanto para personalidade como para alma, é importante reencarnamos também continuamente para possibilitarmos múltiplos aprendizados para nossa consciência.
O processo reencarnatório acontece de duas maneiras do ponto de vista da personalidade, ou plano da forma e da consciência fragmentada:
1º Reencarnação sucessiva (ou seja, uma vida após a outra):
Acontece quando uma personalidade não conclui uma tarefa que veio realizar no plano físico, ela precisa retornar para concluir e aprender mais. No entanto, antes, precisa passar por um período de descanso e preparação para às próximas experiências, realizando sua programação existencial, no espaço entre-vidas. Isso acontece, principalmente, quando a personalidade desencarna e passa a habitar o plano mental inferior, na 6ª dimensão. Porém, como existe o livre arbítrio, esta personalidade pode não ir para esse plano ao morrer, e ficar mais próxima de seus familiares (tanto no plano energético, na 4ª dimensão, como no plano emocional, na 5ª dimensão). Se isto acontecer, vai prejudicar a evolução da mesma, pois, estes dois últimos planos podem deixar a personalidade desencarnada cheia de carências energéticas e emocionais, transformando-a em potencial obsessora dos seres encarnados que lhes foram próximos. Por isso, é importante que a personalidade ao desencarnar no plano físico, tenha consciência que deve passar por mais duas mortes, descartando o corpo energético e o corpo emocional, através do desapego material e emocional e da passagem pela luz, que é um portal para os planos mais elevados. E preservar apenas um dos corpos da personalidade: o mental inferior. Pois, assim, é possível ir para as colônias espirituais mais elevadas, para se preparar para uma próxima encarnação, com uma melhor qualidade energética e uma programação reencarnatória mais bem elaborada. Perfazendo, com isso, um caminho evolutivo mais positivo e com menos retorno ao plano físico, (por falta de aprendizados ou excesso de repetições).
Quando uma personalidade desce novamente, através do processo de reencarnação sucessiva, ela deixa de existir no seu aspecto anterior desencarnado e assume uma nova face. Ou seja, uma nova personalidade nasce. Porém, tudo o que foi vivido pela personalidade anterior fica registrado no corpo mental inferior desta, de modo que permita fácil acesso, ao conhecimento anterior armazenado para personalidade agora renovada. Por isso, tem pessoas que já nascem com determinados conhecimentos que não precisaram aprender na vida atual. Os gênios poderiam ser explicados através deste processo.
2º Reencarnação de personalidade simultânea:
É importante salientar, que o corpo mental superior, por ser o principal responsável por gerenciar nossas reencarnações, para permitir uma evolução mais rápida, diversificar experiências a serem aprendidas, diluir processos repetitivos e favorecer as interações reencarnatórias com outras almas, pode permitir a descida simultânea de várias personalidades ao mesmo tempo, de uma mesma alma, em diferentes lugares do planeta. (Como mostra a figura acima).
A noção de reencarnação simultânea ou vidas simultâneas, surgiu para mim, através de uma experiência pessoal no ano de 2005, onde me percebi com preguiça de fazer exercícios após o meu expediente de trabalho. E depois de uma auto-análise mais aprofundada sobre esse sintoma, percebi que na realidade estava era com medo de me movimentar e não com preguiça.
Aprendi nesses meus 20 anos de experiência, como terapeuta de regressão às vivências passadas, a me auto-regredir. Embora não aconselhe a generalização desta prática, pois só a realizo por possuir muita experiência e em sintonia com os meus guias espirituais. Então, resolvi buscar a causa do medo de me movimentar, através da auto-regressão e acessei uma personalidade minha paralítica, que eu pensava ser de vida passada, e que vivia nos Estados Unidos. Mas, quando tentei explorar mais essa informação, para minha surpresa, recebi um aviso do meu guia espiritual, que eu não deveria me deslocar mentalmente na direção daquela personalidade paralítica, pois, a mesma estava encarnada, e era sensível a minha energia. Fiquei sem entender essa informação, mas, como é comum da minha personalidade atual, sou curiosa por natureza, e o aviso de não me deslocar mentalmente até lá, foi inútil. Pois, adentrei a história dessa personalidade paralítica ainda com mais afinco, e pude acessar a informação, que a mesma estava com 85 anos, vivia nos EUA trabalhando com idosos, como dona de um hotel geriátrico. E que o motivo da paralisia dela, era devido a um acidente de trânsito, ocorrido 15 anos antes. Onde a mesma além de perder os movimentos, perdera também o marido a quem muito amara. E que o mesmo hoje, seria um sobrinho, a quem muito amo e que estava do meu lado, e já tinha 7 anos na época em que tive conhecimento dessas informações. Ao saber a respeito de tudo isso, pude perceber que o sintoma do medo de me movimentar não era meu, e sim desta outra personalidade. E a consciência disto, me libertou do sintoma anteriormente relatado e pude voltar a me exercitar com mais motivação.
Porém, pedi ao meu guia que me explicasse melhor essa história de vidas simultâneas, já que eu estava impregnada com a idéia da reencarnação das vidas sucessivas. Onde para que houvesse uma reencarnação, deveria haver a morte da personalidade anterior e substituição da mesma para permitir novos aprendizados. Como é pregado na doutrina espírita e nas diversas doutrinas reencarnacionistas. No entanto, esses conceitos em mim arraigados, se ampliaram com essa experiência. Bem como, com a explicação do meu guia, que me orientou a ver que a noção de vida apenas sucessiva era limitada. Porque a alma em si não segue uma evolução linear, ou seja, uma personalidade anterior a atual pode ser mais evoluída que a atual, devido as circunstâncias, escolhas e ações dessa personalidade. E ter aprendido mais e armazenado mais lições do que atualmente. Além disso, uma personalidade pode se recusar a evoluir, por não ter querido nascer. E com isso, se auto bloquear evolutivamente. Porém, se tivermos várias personalidades encarnadas ao mesmo tempo em andamento, a evolução de nossa alma não fica paralisada no tempo e no espaço. Além disso, percebi que a falta de consciência da vida espiritual e de como se adaptar a ela, pode prender uma personalidade desencarnada a uma situação pouco evolutiva. E que traumas ocorridos nos momentos da morte, podem manter a personalidade revivendo esses flashs por muito tempo, até que possa receber ajuda para poder se libertar. E foi isso que observei através de um caso que tratei anos atrás. Onde atendi uma paciente que tinha medo de ficar em locais fechados. E ao buscarmos a causa desse sintoma, através da técnica de regressão de memória, a mesma se viu a mais ou menos 400 anos atrás, em Roma, casada com um homem ruim, e onde a mesma tinha um caso com um de seus escravos. Com quem também teve um filho. E quando esse filho cresceu, apresentou uma aparência parecida com a do escravo. E aí, o marido dela desconfiou da traição e forçou a mesma a contar a verdade. E ela, pensando que o marido apenas a expulsaria de casa, junto com o filho e o amante. E já sem vontade de continuar casada, resolveu contar a verdade. E o marido dela, por maldade, resolveu emparedar os três vivos. Ao ter consciência dessa memória traumática de vida passada, a paciente reconheceu a causa de seu medo atual de ficar presa em lugares fechados. E que o filho do passado, era o mesmo que ela tinha atualmente. Porém, o ex-amante, para surpresa de nós duas, ainda não havia reencarnado e estava preso naquela dimensão espaço-tempo passada. Sem ter conseguido sair do emparedamento, porque simplesmente não sabia como. E nem tinha pedido assistência espiritual para isso. E então, com o conhecimento técnico, espiritual e mediúnico que disponho, pude orientá-lo a sair do aprisionamento em que se encontrava. O mesmo agradeceu bastante e ficou feliz de saber que sua ex-companheira e o seu ex-filho já haviam reencarnado juntos. Isso o tranquilizou também, e ele pode ser socorrido a contento.
Posteriormente, conversando sobre esse caso com uma paciente médium, a mesma me revelou que teve a oportunidade de incorporar, numa sessão mediúnica no centro espírita onde ela frequenta, uma personalidade desencarnada, que estava perdida no tempo e no espaço. E seria uma mulher que havia sido mumificada em torno de mil anos atrás. E quando questionei a paciente, sobre o porque desta personalidade ter ficado tanto tempo perdida, a paciente respondeu que foi por pura falta de consciência de como sair dessa situação.
Porém, refletindo sobre ambos os casos anteriormente citados, me questionei logo em seguida, sobre a justiça reencarnatória nestas situações. Seria justo para com as almas desses dois seres, o bloqueio da evolução de ambos por tanto tempo, se os mesmos dependessem, apenas dessas personalidades que estavam presas ou perdidas, para evoluir? Claro que não, é a minha resposta. O mais justo seria ter vários caminhos evolutivos ao mesmo tempo, e a reencarnação simultânea preenche bem a essa necessidade evolutiva da alma, frente aos percalços do processo de aprendizado kármico.
Ainda tentando entender a questão da reencarnação simultânea, pedi a espiritualidade que me assiste, para ter acesso a algum livro que falasse sobre esse assunto. E este me foi trazido, tempos depois, por um paciente com quem comentei sobre esse tema. Pois o mesmo era estudioso de obras espiritualistas. E ele me trouxe o livro: QUEM FOI VOCÊ? Um Novo Modo de Ver as Vidas Passadas. Da autora Judh Hall, editora Pensamento. Escrito em 1998. E na página 112, no capítulo sobre “Fragmentos da Alma”, a autora escreve sobre a teoria que explica as vidas simultâneas: “ Há também a teoria da mente suprema e suas almas marionetes”. Por essa teoria, a mente suprema aprende por meio dos seus satélites, os quais se encarnam. Cada lição aprendida volta a mente suprema; e aos poucos, as “almas marionetes” também são reabsorvidas pela alma mãe”. A autora finaliza o capítulo com o seguinte comentário: “a alma talvez não seja aquela entidade isolada, individual e independente que nós aqui no ocidente acreditamos que seja”.
Mas recentemente, outro paciente também estudioso de assuntos espiritualistas, me trouxe um texto que ele acessou pela internet, do terapeuta espanhol e especialista a 16 anos em regressão às vivências passadas, David Topí, cujo título era também em espanhol: “ Vidas passadas x Vidas simultâneas”. E outro texto do mesmo autor : “Coexistência de vidas passadas com vidas simultâneas”. (Os esquemas que utilizei aqui neste texto, foram retirados deste último texto de David Topí).
Outro texto que tem circulado pela internet sobre esse assunto é o do teórico quântico, Carlos Claudinei Talli, “As muitas vidas simultâneas”.
É bom saber que os três autores citados anteriormente, encontraram em suas experiências pessoais e terapêuticas, informações acerca das vidas simultâneas, parecidas com as minhas. Pois, isso me dar mais segurança em divulgar para vocês esse assunto, e de convidá-los a refletir sobre o mesmo, transformando assim, os antigos parâmetros de suas percepções e estudos acerca da reencarnação.
Atualmente, como terapeuta de regressão às vivências passadas, tenho direcionado o processo regressivo dos pacientes que atendo, para também buscarem as causas de seus sintomas nas vidas simultâneas. E tenho obtido respostas interessantes, além de mudanças de comportamento a partir do acesso a essas memórias.
CORPO MENTAL SUPERIOR E AS VIDAS SIMULTÂNEAS E SUCESSIVAS
Um aspecto interessante que pude observar, é que quando uma personalidade simultânea desencarna e também a personalidade passada já desencarnada, elas podem migrar para junto de outra que se encontra reencarnada, para ajudar essa parte a desenvolver melhor sua tarefa. Porém, é mais comum observar processos, onde essa migração pode gerar problemas de ordem kármica e emocional. Pois, as personalidades desencarnadas, geralmente, trazem situações mal resolvidas armazenadas nos seus corpos mental inferior, emocional e energético. E isso, pode ser deslocado para o campo vibracional da personalidade que está encarnada, para que a mesma se trabalhe e resolva suas pendências de aprendizado e as das personalidades desencarnadas. Observe o esquema abaixo para compreender melhor essa questão:
O processo reencarnatório integral, também abrange a reencarnação no plano da energia, ou plano da consciência desperta. Onde não existe mais a morte e a consciência deixa de habitar os corpos da personalidade, (corpo físico, corpo energético, corpo emocional e corpo mental inferior), e irá habitar os corpos da alma, ( corpo mental superior, corpo átmico, corpo búdico e corpo espiritual), com o objetivo de melhor conhecê-los, dominá-los e desenvolvê-los. Adquirindo suas qualidades, até vir a se tornar um espírito puro e onipresente (fixando seu habitat no último corpo: o espiritual).
Por Rubia Prado Carvalho
Fonte:
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Sabedoria de Cura
Denomina-se sabedoria inata do corpo a habilidade inata (congênita) que nosso corpo tem de se curar em todos os níveis.
Muitas vezes quando nos cortamos, percebemos que isso ocorreu somente quando já se está em processo de cicatrização. Nosso organismo entra em atividade e processa uma série de transformações que revertem a lesão. E a cura completa do corte se processa.
Como o corpo sabe exatamente onde e como agir para que esse corte fosse curado?
É essa energia sutil, que transcende nossa capacidade de entendimento lógico que denominamos de sabedoria inata do corpo.
Podemos perceber essa energia também em diversos momentos de nosso dia a dia. Quando nos alimentamos, o aparelho digestivo, juntamente com todas as outras partes do corpo, sabe exatamente o que fazer e em que momento. Existe uma energia sutil que conduz todo esse processo.
O mesmo ocorre quando as células no ventre da mãe começam a se dividir e a formar as diversas partes do corpo do pequeno ser. A ciência sabe como isso acontece, mas não sabemos por que isso acontece, nem tão pouco sabemos como cada célula sabe exatamente para onde deve ir. Ela apenas faz. Ela é.
Quando um coração é retirado para se transplantado em outra pessoa, essa energia ainda perdura por um certo tempo, por isso, a necessidade de ocorrer o transplante rapidamente.
Essa é a energia vital que nos conduz. Todos nós a temos e todos nós a conhecemos. Ela não pode ser tocada, vista, mas todos nós sabemos, intuitivamente, que ela existe e o mais importante é que conseguimos sentir como tudo isso funciona.
A nossa própria verbalização automática firma essa existência, pois sempre costumamos dizer que estamos sem energia ou com energia em excesso, ou dizemos que nosso corpo está precisando de um tempo para refazer suas energias, ou que nossa energia precisa fluir melhor. Outras vezes sentimos que determinada pessoa ou lugar também não tem uma energia boa. Algumas vezes precisamos retornar ao nosso lugar de nascimento como uma forma de renovarmos nossa energia. Quando passamos por determinadas experiências, nosso rosto fica vermelho, nosso coração acelera e sentimos algo percorrer nosso corpo e sabemos que não há como controlar isso. Ela ocorre independente de nosso desejo de direcioná-la.
Essa é a nossa energia. Ela apenas é.
É essa energia vital que a própria ciência quântica já confirmou ao afirmar: a energia vem primeiro, depois a matéria.
É essa energia vital que a própria ciência quântica já confirmou ao afirmar: a energia vem primeiro, depois a matéria.
Eis então, uma poesia para nos fazer pensar um pouco mais:
"O homem não possui um Corpo distinto da Alma!
Pois o que se chama de Corpo
é uma parte da Alma
Percebida pelos cinco sentidos,
principais aberturas da Alma nesta era.
A Energia é a única vida e provém do Corpo.
A razão é o limite ou a circunferência exterior da energia.
Energia é o deleite eterno."
Poema de William Blake (séc. XVIII)
quinta-feira, 7 de junho de 2012
A Oração Perfeita e Eficaz
Os ensinamentos dos hunas ou kahunas havaianos constituem uma ciência secreta que chegou ao Ocidente através do trabalho de Max Freedom Long. Inicialmente, Long aprendeu a respeito com William Tufts Brigham, que vivera quarenta anos no Hawaí tentando compreender o segredo desses ensinamentos. Ele conseguira obter muitas informações, porém nunca chegara ao âmago dos ensinamentos. Long tinha ouvido falar sobre o interesse de Brigham nos hunas e o procurou. Brigham percebeu, após uma breve conversa, que, aos oitenta e dois anos de idade, havia encontrado o homem que levaria adiante seu estudo e sua pesquisa pela essência dos ensinamentos dos hunas que ele não fora capaz de encontrar.
Max Freedom Long estudou o trabalho de Brigham e, de fato, o levou adiante. Porém , deparou-se com os mesmo obstáculo encontrado pelo pesquisador.
Os ensinamentos dos hunas eram tradição antiga que havia sido transmitida oralmente. Toda vez que Max Freedom Long fazia um esforço para compreendê-los , encontrava um obstáculo. Os poucos kahunas que ainda restavam no Hawaí recusavam-se a falar-lhe. Por muitos anos ficou preso num impasse.
Então, em 1935, teve uma inspiração. Ao despertar, teve o vislumbre de fazer uma nova tradução dos cânticos e orações gravadas, baseando-se nas raízes das palavras, (Observação: A língua havaiana é feita de palavras longas construídas a partir de palavras de raízes curtas ). A nova tradução foi a chave que liberou o segredo de como os kahunas realizavam seus feitos aparentemente mágicos.
Max Freedom Long passou os quarenta anos seguintes estudando e trabalhando com os ensinamentos hunas até sua morte em 1971. Foi nessa época que o aprendizado passou para E. Otha Wingo. Este é o chefe do Huna Research Associates ( Associados da Pesquisa Huna ) e é autor do Curso por Correspondência Huna em Doze Lições. Esse curso ensina a aplicação prática dos ensinamentos hunas.
O que apresento a seguir baseia-se nos ensinamentos hunas do modo como compreendi a partir de Max Freedom Long, de E. Otha Wingo e do sacerdote kahuna.
A essência desses ensinamentos é que o ser humano tem três eus, ou mentes:
Os kahunas chamam a mente consciente de "UHANE", ou eu médio. Esse eu médio é a parte de um ser humano que é consciente de sua própria existência e tem a capacidade de raciocinar. Também tem livre-arbítrio para criar como quiser, junto com o eu inferior.
- mente subconsciente,
- mente consciente e,
- mente superconsciente.
Os kahunas chamam a mente consciente de "UHANE", ou eu médio. Esse eu médio é a parte de um ser humano que é consciente de sua própria existência e tem a capacidade de raciocinar. Também tem livre-arbítrio para criar como quiser, junto com o eu inferior.
A mente subconsciente é chamada "UNIHIPILI", ou eu inferior. É a parte do ser humano que apresenta o material inconsciente à mente consciente e assim ela pode argumentar a favor ou contra ele. O eu inferior é o depósito de toda a memória e o lugar das emoções. Sua forma de atividade mental é considerada como sendo a do raciocínio em nível animal. O termo "inferior" não tem conotação de grau ou importância e refere-se apenas aos fatos de estar abaixo do nível de consciência do eu médio e de seu centro corporal encontrar-se no plexo solar, e não na cabeça.
A terceira parte é o eu superior , chamado "AUMAKUA" pelos kahunas. O eu superior é o "mais velho, inteiramente confiável, aparentado eu do espírito." Esse eu superior vive num plano mais elevado de consciência fora do corpo físico. Ele não intervêm nos assuntos da vida a menos que seja solicitado. Essa é uma lei cósmica e o eu superior precisa segui-la.
O eu superior tem uma forma de atividade mental mais elevada do que a do eu médio e a do eu inferior. É a parte que dirige os sonhos, as intuições e premonições por meio do eu subconsciente. Os ensinamentos hunas dizem que o eu superior constrói seu futuro a partir dos pensamentos, esperanças e receios dos eus médio e inferior.
O eu superior deve ser capaz de ver o futuro dentro do limite em que seus pensamentos foram cristalizados. Como os pensamentos mudam diariamente na vida dos eus médio e inferior , de acordo com os ensinamentos hunas, o futuro também muda. Também a comunicação com o eu superior ocorre muito naturalmente durante o sono. Nesse contato, a maioria dos pensamentos do dia devem ser calculados pelo eu superior e utilizados, por algum mecanismo misterioso, para materializar as condições do futuro.
Nos ensinamentos hunas, cada um dos três eus tem seu papel apropriado para desempenhar na vida de cada pessoa. Vida, saúde e felicidade relacionam-se à integração, combinação e harmonização desses três eus.
O outro ensinamento básico huna é que as pessoas são constituídas de dez elementos básicos. Para compreender esse conceito é necessário entender a tríade mente-força-matéria.
Já mencionei os três níveis da mente: subconsciente, consciente e superconsciente. Acredita-se também que a força vital básica, ou energia, no corpo de uma pessoa é dividida em três voltagens. A voltagem mais baixa é a do eu inferior ou subconsciente. Essa mesma força vital, quando utilizada pelo eu médio, ou mente consciente, é elevada a uma voltagem maior. Do mesmo modo, quando a força vital é elevada ao nível da consciência do eu superior, ela é elevada, outra vez, a um nível ainda mais alto. A força vital básica de uma pessoa muda segundo o eu que está usando aquela energia.
Já mencionei os três níveis da mente: subconsciente, consciente e superconsciente. Acredita-se também que a força vital básica, ou energia, no corpo de uma pessoa é dividida em três voltagens. A voltagem mais baixa é a do eu inferior ou subconsciente. Essa mesma força vital, quando utilizada pelo eu médio, ou mente consciente, é elevada a uma voltagem maior. Do mesmo modo, quando a força vital é elevada ao nível da consciência do eu superior, ela é elevada, outra vez, a um nível ainda mais alto. A força vital básica de uma pessoa muda segundo o eu que está usando aquela energia.
O último elemento dessa tríade é o da matéria. Os ensinamentos hunas dizem que cada um dos três eus tem um corpo sombra, o corpo etérico. Os corpos sombras são corpos metafísicos e duplicatas exatas de tudo o que existe no mundo físico. São esses moldes energéticos que mantêm todas as formas físicas juntas. Tudo o que já foi criado tem um corpo sombra.
O corpo sombra do eu inferior é um molde de todos os tecidos do corpo físico. Dessa forma, o corpo sombra do eu inferior se parece exatamente com o corpo físico, exceto pelo fato de ser metafísico na forma. Toda a memória é armazenada nesse corpo sombra do eu inferior. O corpo sombra do eu médio é um corpo de energia na região da cabeça física. Dessa forma, os eus inferior e médio , interpenetram o corpo físico com seus corpos sombras.
O eu superior também tem um corpo sombra, mas ele não interpenetra o corpo físico. O eu superior está conectado ao eu inferior por um cordão de energia. Esse cordão tem sido chamado o cordão de prata em outros ensinamentos.
Até aqui mencionei nove elementos. O décimo elemento é o corpo físico, que é o veículo ou instrumento pelo qual o eu inferior e o médio operam e vivem.
Os ensinamentos hunas dizem que o eu superior exprime todas as qualidades divinas: compaixão, paciência, amor, perdão. É o ideal ao qual o eu médio aspira. É um passo avançado nos poderes mentais e nas capacidades criativas. O eu superior também é considerado como uma comunidade combinada de espíritos. Eus superiores são considerados como sendo individuais quanto à identidade e, no entanto, um com todos os outros eus superiores ao mesmo tempo. O eu superior também é considerado uma perfeita fusão do masculino e do feminino, um eu andrógino.
Os corpos sombras dos três eus são feitos de uma substância chamada "aka", que tem uma qualidade pegajosa e elástica e pode se esticar sem romper. Essa substância também é um transportador e condutor perfeito da força vital. De acordo com os ensinamentos hunas , o corpo sombra do eu inferior é capaz de mudar de forma, temporária ou permanentemente, para formar um fio de conexão entre os eus médio e superior. Se você tem um bom relacionamento e uma forte forte ligação com seus eus inferior e superior, você transformou esses fios "aka" em cordões "aka". A força vital e as formas-pensamento transitam sobre esses fios e cordões "aka".
Toda vez que você entra em contato com seu eu inferior, seu eu superior, qualquer objeto ou qualquer pessoa no mundo, vocês estão enviando fios "aka". Quando o contato é feito entre duas pessoas, um fio longo e pegajoso se forma entre elas. Outro contato acrescenta outros fios "aka", e eles se entrelaçam juntos, formando um cordão "aka". Este resulta numa forte compatibilidade entre as duas pessoas.
A comunicação telepática, de acordo com os ensinamentos hunas, relaciona-se com o trânsito da energia vital e de formas-pensamento ao longo dos cordões "aka". Essa transmissão telepática de formas-pensamento e energia vital pode ocorrer entre os eus médio, inferior e superior e entre duas pessoas que têm uma forte conexão de cordão "aka".
Todo pensamento também tem um corpo sombra ao seu redor. Quando um pensamento é formado, ele é ligado por um fio de "aka" aos fios do pensamento que vieram antes dele. Esse conceito é a explicação para a associação de ideias reconhecida pela psicologia moderna. Em outras palavras, um dado pensamento atrai os fios de todos os pensamentos semelhantes.
Outro aspecto extremamente importante dos ensinamentos hunas é a importância do "mana", ou força vital. Mana é a energia básica em tudo. Os ensinamentos hunas dizem que o mana é retirado do alimento e do ar pelo eu inferior e armazenado no corpo sombra do eu inferior. Essa força vital no corpo sombra do eu inferior pode ser utilizada para qualquer coisa que o eu médio queira. Quando utilizado pelo eu médio, o mana é elevado do corpo sombra do eu inferior para a região física da cabeça do eu médio e, no processo em que é elevado, muda de alguma forma sutil. Essa força, quando elevada, chama-se vontade pela psicologia moderna. Quando o eu médio não utiliza essa força de vontade como deveria, o eu inferior entra em cena e passa rapidamente de uma atividade para outra sem transportar nenhuma sugestão ou comando eficazmente.
O eu inferior ou subconsciente é como uma criança. Ele precisa ser amado e tratado com firmeza e de maneira disciplinada. Se a criança for mimada e não receber nenhum tipo de disciplina, vai se expressar descontroladamente. Dá-se o mesmo com o eu inferior. Por isso é essencial que o eu médio eleve o mana para utilizá-lo como força de vontade. O eu médio é a mente que raciocina, é como o pai do eu inferior, do mesmo modo como o eu superior é o pai do eu médio. Os três eus são graduações de consciência.
Os kahunas acreditam que tudo no Universo está em evolução, incluindo os elementos, as plantas, os insetos, os animais, os eus inferiores, os eus médios e os eus superiores. Eles vêem todo o Universo como graduações de consciência.
Os kahunas acreditam que o Criador é um ser trino, da mesma forma que as pessoas. Eles acreditam que o Criador é uma trindade de níveis de espírito; e chamam esses três níveis de Kua, Kane e Kanaloa. Esse conceito do Criador é correlato ao de outras religiões, como o cristianismo ( Pai , Filho e Espírito Santo ) e o hinduísmo ( Brahma , Vishnu e Shiva ). Os kahunas acreditam que o processo de evolução é de mudança por meio desses níveis de consciência de volta ao final com o Criador, ou Kua.
Fazer orações para o eu superior é semelhante ao processo utilizado entre o eu inferior e o médio. Uma vez que o eu médio tenha elevado a energia vital do corpo sombra do eu inferior para utilizá-la como vontade, ele pode fazer qualquer coisa que quiser com essa energia. Essa vontade pode ser utilizada para exercício físico, ou para controlar o eu inferior ou para pensar, ou orar, ou o que quer que seja. O processo de orar ao eu superior envolve elevar a força vital, ou mana, para cima, do eu médio à voltagem próxima.
O aspecto único dos ensinamentos hunas é que o eu inferior leva a oração ao eu superior. Se o eu inferior tem um complexo, por exemplo, de pecado, culpa, falta de merecimento ou dúvida, ele nunca entregará a oração. O eu inferior usa o mana que o eu médio elevou e envia essa energia vital para cima ao cordão "aka" com a oração.
Os kahunas crêem que o eu superior não pode manifestar uma oração a menos que receba o mana necessitado dos eus médio e inferior. Assim, é essencial, de acordo com o ensinamento huna, acumular uma sobrecarga de força vital antes de começar a orar ao eu superior. Uma grande ênfase é dada a como isso é feito. Como mencionei antes, uma certa quantidade de força vital é criada a partir a partir do alimento que você ingere e do ar que você respira. Os ensinamentos hunas falam de vários outros meios para acumular energia extra :
- Pedir ao eu inferior e comandá-lo para acumular uma sobrecarga de energia vital para uso na oração;
- Exercício físico;
- Respiração profunda, que provoca a queima de mais açúcar do sangue ( o método principal );
- Posturas;
- Alimentação nutritiva;
- Visualizar a força vital elevando-se como uma fonte de água da base da coluna para cima até o alto da cabeça;
- Manter uma atitude mental para ganhar poder e força pessoal, como a atitude que você manteria ao se preparar para uma corrida;
- Sono e descanso apropriados;
- Afirmações ditas em voz alta , como: "A força de vida Universal está fluindo em mim agora. Eu a sinto."
Além da necessidade de uma sobrecarga de mana, há a necessidade de "Clarificar o Caminho". Isso significa remover todas as formas-pensamento que possam sabotar a oração. Essas formas-pensamento podem ocorrer na mente consciente ou na subconsciente. Por exemplo, se você fizer uma oração de cura e depois disser que acha que não vai funcionar, então você está, obviamente, sabotando seus esforços com formas-pensamento opostas. Também pode ocorrer que sua mente consciente esteja atrás da oração, mas sua mente subconsciente não esteja. O eu inferior pode transmitir a oração, porém arruiná-la com formas-pensamento de dúvida ou medo. Outra possibilidade é a de o eu inferior recusar-se a transmitir a oração em virtude de suas fixações com sentimentos de culpa e falta de merecimento. Por isso, o relacionamento entre o eu médio e o eu inferior é essencial antes de você pode envolver eficazmente o eu superior.
De acordo com as orações hunas, o único pecado que existe é o de ferir outra pessoa. Não é possível pecar contra o Criador ou contra o eu superior. Para clarificar o caminho, você deve reparar ou saldar as mágoas infligidas a outrem. Isso pode ser feito de infinitas maneiras, com a condição de o eu inferior estar convencido de que foram feitos reparos. Algum tipo de ação ou estímulo físico, em geral, é mais convincente para o eu inferior. Qualquer ato percebido como um sacrifício, ou um serviço prestado a outros, pode ajudar a equilibrar complexos de culpa e sentimentos de falta de merecimento.
O eu médio e o eu inferior podem ser treinados para conhecer o que é pecaminoso de verdade, em oposição ao que é considerado pecaminoso segundo o dogma da religião tradicional. Uma vez que a clarificação do caminho tenha sido realizada, o eu inferior pode enviar o mana acumulado e orações em forma-pensamento diretamente do cordão "aka" (o "antakarana", na terminologia hindu) ao eu superior.
O último passo no processo é criar um pensamento apropriado em forma de oração. As orações hunas ensinam que pensamentos são como sementes. De alguma forma sutil, o eu superior utiliza seus pensamentos para criar seu futuro. A ação daquele que ora é um meio de enviar novas formas-pensamento ao eu superior, a fim de materializar um resultado desejado no plano terrestre.
Ao fazer orações, os kahunas enfatizam a importância de preparar, com muito cuidado, as sementes em forma-pensamento que você deseja criar. Uma regra é que aquilo que você pede não fira outros e seja um pedido razoável de algo sinceramente necessitado por você ou outros. Sugere-se que as palavras exatas da oração sejam escritas em papel; assim, um quadro preciso daquilo que é desejado pode ser visualizado. Também é essencial que a oração seja pronunciada em linguagem positiva e não negativa.
Os ensinamentos hunas dizem que uma oração de cura deve ser articulada em palavras de maneira a descrever o resultado desejado, em vez de mencionar a doença. Por exemplo, uma oração fraca, segundo eles, seria: "Curai minha perna machucada." Mencionar a perna machucada é apresentar a forma-pensamento negativa. Um modo melhor de fazer essa oração é: "Peço que minha perna seja curada de modo que eu possa correr, saltar e andar, com facilidade, equilíbrio e conforto perfeitos, para alegria de meu coração." Nesse exemplo, a forma-pensamento não menciona a lesão, mas, antes, visualiza o resultado da cura. A visualização da forma-pensamento desejada é um meio de fortalecer os pensamentos da semente enviados ao eu superior.
Em suma, o método de oração huna inicia-se clareando o caminho, removendo todas as formas-pensamento negativas dos eus médio e inferior que impediriam o eu inferior de levar a oração em forma-pensamento ao eu superior.
O segundo passo consiste em criar a oração em forma-pensamento exata, inclusive escrevê-la em papel, e desenvolver uma nítida visualização do resultado.
O terceiro passo é promover o acúmulo de energia vital no corpo sombra do eu inferior para uso do eu médio quando tiver início a ação da oração.
Quando esses três passos tiverem sido cumpridos, a oração é repetida em voz alta, três vezes, e você utiliza a sua vontade para imprimi-la no eu inferior e construir fortes grupos de formas-pensamento. Tendo sido pronunciada dessa maneira, a oração fica retida na mente e o eu inferior recebe a ordem de levá-la ao eu superior ( a alma ). Quando se sente um formigamento elétrico, a oração é chamada de volta, ou repetida em voz alta, de modo a poder ser enviada ao eu superior com o suplemento extra de força vital necessário para materializar as formas-pensamento da oração no presente ou no futuro.
A parte final da oração deve ser definida; caso contrário, há o perigo de fazer uma mixórdia de pensamentos contaminados na forma-pensamento preparada. Os kahunas terminam suas orações com as seguintes palavras: "A oração alça vôo. Que caia a chuva de bênçãos." Essa declaração é importante, pois o eu superior só manifestará o que lhe for pedido para manifestar; "Que caia a chuva de bênçãos" é o pedido para que a oração seja atendida.
O término formal de uma oração pode ser adiado de quinze segundos a um minuto, para permitir ao eu inferior realizar seu trabalho de enviar a força vital e a oração em forma-pensamento para cima, ao cordão "aka". Durante esse período, é essencial que o eu médio relaxe, a fim de evitar que o eu inferior seja chamado para retornar de imediato e iniciar outra tarefa.
Quando a oração tiver sido completada, ela precisa ser liberada para a guarda do eu superior. Então, é necessário apenas que o eu médio e o inferior sintam fé e confiança em que a oração será respondida. Qualquer pensamento diferente sabotaria o procedimento da oração. O modo como a oração será respondida deve ser deixado a cargo do eu superior.
Nesse ponto, é extremamente importante, que o eu médio, você, a personalidade consciente que fez o pedido, faça tudo o que for humanamente possível para ajudar a manifestar a oração. Só porque uma oração foi feita não significa que você pode limitar-se a ficar sentado no quarto esperando a manifestação dos resultados. O eu médio e o eu inferior devem continuar a cumprir sua parte para manifestar a oração, enquanto evitam pensamentos negativos.
Também é importante que você não fale sobre a oração com ninguém que viesse a sugerir qualquer dúvida ou negatividade sobre a manifestação dela.
Quando uma oração é feita para a cura de outra pessoa, esta deve ser purificada de todos os complexos negativos como condição preliminar; caso contrário, seu eu inferior impedirá a cura.
O último ponto nesta apresentação do método de oração huna é que você deve estar preparado para rezar da mesma e exata maneira diariamente , até o resultado que deseja alcançar.
O fenômeno da cura instantânea pelo eu superior, de acordo com esses ensinamentos, envolve o corpo sombra ou etérico do eu inferior. Como foi explicado acima, o corpo sombra do eu inferior é um molde metafísico perfeito do corpo físico. Um osso pode quebrar no corpo físico, porém o projeto ou molde perfeito no etérico, não será afetado.
No processo de cura instantânea, o molde esvaziado de tecidos rompidos ou doentes é preenchido outra vez com substâncias básicas que estão de acordo com o molde não afetado. De algum modo sutil isso é feito pelo eu superior, quando lhe for pedido, quando o caminho estiver claro e a força vital necessária para fazer a mudança tiver sido fornecida.
O mesmo processo explica o fenômeno dos aportes. Usualmente, isso se refere à mudança de objetos físicos através de longas distâncias por espíritos desencarnados. A explicação é que , de algum modo, o espírito obtém um acúmulo de energia vital extra e a utiliza para desmaterializar o objeto físico para sua forma etérica ou sombra e depois leva o objeto para o lugar desejado e o materializa outra vez na fisicalidade.
Ainda por esses ensinamentos , também é possível ao eu superior controlar coisas, como o tempo, os animais, os insetos, a vida vegetal – de fato, tudo o que for tri ou quadridimensional no plano da realidade.
A presença de espíritos numa sessão ocorre porque eles utilizam a força vital do médium e do grupo para se formar em matéria mais densa.
Há uma observação interessante sobre a força vital e seu uso pelos kahunas , relacionada à época da guerra do Hawaí. Um kahuna pegaria um bastão e o encheria de força vital. Quando jogasse sobre o inimigo próximo, este seria atingido e nocauteado na hora, ficando inconsciente. Por isso, da importância de ser ético em todas as situações da vida.
O processo da psicometria envolve em dar ordem ao eu inferior para seguir os fios "aka" de um objeto até seu proprietário, que pode estar do outro lado do mundo ou em outras dimensões. Aparentemente, isso não tem importância para o eu inferior. Os pensamentos, memórias e aparência da pessoa são anotados e, então, levados de volta e entregues ao eu médio.
Como o corpo sombra do eu inferior é uma duplicata do corpo físico, o eu inferior, em conseqüência, tem cinco sentidos interiores, do mesmo modo que o corpo físico tem cinco sentidos exteriores. O eu inferior pode ser treinado para obter a informação que seria impossível ao eu médio conseguir. O fenômeno da viagem astral ocorre quando o eu inferior, ou o eu inferior e o médio, deixam o corpo físico por um certo período de tempo e viajam na frequência astral. Os hunas ensinam que todas as pessoas fazem isto todas as noites durante o sono, ainda que não se lembrem de nada ao acordar. Também você pode se projetar em dimensões superiores através do seu eu superior ou "aumakua" que, na verdade, jamais está encarnado.
Acredita-se que depois da morte física, a pessoa cria uma forma-pensamento, ou "purgatório", na qual ela, como num sonho, passaria por todas as experiências e acontecimentos pelos quais teria de passar.
O último ponto que eu gostaria de apresentar sobre os ensinamentos hunas é o conceito de vida formal. A integração dos três eus era o objetivo, porém os kahunas acreditavam que cada coisa viva estava em seu estágio de evolução intencionada e que havia tempo suficiente para tudo crescer para o alto. Eles acreditavam que a vida familiar e toda vida normal eram boas. Não pregavam uma doutrina de ascetismo ou de negação de si mesmo. Eles achavam que o eu inferior era tão importante no mecanismo da vida quanto o eu superior e que o Criador não podia ser alcançado indo-se diretamente para cima, mas vivendo-se adequada e normalmente, e em irmandade na Terra. Mas, às vezes, os indígenas hunas conseguem fazer uma conexão direta com a Fonte Cósmica , mesmo que não lembrem das experiências depois.
Agora para terminar vamos passar um exemplo de oração huna, mudando alguns seres evocados :
"Amada Presença da Fonte Cósmica, minha Poderosa Presença do Eu Sou, minha Mônada, Mestres Ascensionados, Logos Planetário, meu Eu Superior, Comandos Extra-Planetários, Comandos Suprafísicos ou Intraterrenos, Comandos Intraoceânicos e Atmosféricos, Seres Dévicos, Seres Elementais e a Hieraquia Planetária Terrestre, Eu (nome) venho pedir e orar, de todo o meu coração, de toda a minha alma, de todo o meu entendimento e de toda a minha força, rogando a sua divina ajuda, orientação, conselho e divina intervenção na minha vida, para que eu – aqui você define o que quer manifestar em sua vida. Assim é."
Repita três vezes em voz alta.
"Minha amada mente subconsciente, peço e ordeno, que você leve esta oração-forma-pensamento à Fonte Cósmica, por meio da minha amada Mônada, com toda a força vital e o mana necessários e imprescindíveis à manifestação e à expressão desta oração."
Aguarde quinze segundos a um minuto e visualize a oração jorrando para cima pelo Chacra da Coroa, no topo da cabeça, como um gêiser.
"A Oração alça vôo, que caia a Chuva de Bençãos!"
Sinta a Chuva de Bênçãos cair sobre voce.
Sinta a Chuva de Bênçãos cair sobre voce.
Desconheço a autoria do texto.
sábado, 28 de janeiro de 2012
O que são os sete corpos sutis?
Sistema de Corpos
Corpo significa veículo ou instrumento da consciência, o invólucro no qual a consciência entra em contato com o mundo exterior. Os corpos sutis são diferentes aspectos da nossa natureza multidimensional. Possuímos muitos aspectos, muitos níveis de conhecimentos e muitas perspectivas de expressão que se integram numa totalidade.
Somos seres multidimensionais. O que significa que nos manifestamos em várias dimensões ou diferentes planos de realidade e, possuímos um sistema de corpos que podem ser classificados em dois grupos:
- Corpos Superiores (Eu Sou, Corpo Causal, Corpo Mental Superior) e
- Corpos Inferiores (Mental Inferior, Emocional, Astral, Duplo Etérico e Corpo Físico).
Os “corpos sutis”, são veículos para a manifestação da consciência ou espírito, nas dimensões correspondentes a cada um deles. Um corpo sutil não é algo material, como entendemos a matéria, que podemos ver e tocar, mas um campo de energia que coexiste com nosso corpo físico, numa outra dimensão da realidade.
Cada um dos sete corpos age como uma camada protetora para o seguinte. Cada um é um veiculo de consciência que percebe uma atividade e um domínio especifico de vibração constantemente, quer estejamos conscientes dele ou não. No caminho da Alquimia Interior, devemos nos esforçar para detectar e agir, dentro de cada um desses níveis, conscientemente.
Embora todos os sete corpos, como faculdades da consciência, se expressem numa realidade tridimensional, os primeiros três corpos ---- o físico, o emocional e o mental ---- constituem o que chamamos de personalidade.
O quarto corpo é uma ponte entre os três superiores e os três inferiores. É um mensageiro e arquivista, que realmente serve como um diagrama para os três corpos inferiores a cada vez que encarnamos. Os três corpos superiores são mais espirituais por natureza e servem como receptores e transmissores interdimensionais e cósmicos.
O corpo físico é, na realidade, um conglomerado de todos os outros, com o acréscimo da matéria ou substância planetária. (Todos os outros corpos são compostos de substância luz). Isso explica por-que tudo ---- mental, emocional, psíquico e espiritual ---- encontra-se retratado no corpo físico.
A seguir veremos algumas características dos corpos como experimentados no corpo físico, na ordem de sua criação ou descida à matéria.
Vamos ver algumas características dos sete corpos, para que possamos entender como são afetados por nós enquanto seres que pensam e sentem e, como somos afetados em todas as áreas pelos desequilíbrios que causamos nesses corpos:
Os Sete Corpos
Sétimo Corpo ou Corpo Eletrônico
Tem forma cilíndrica e envolve todos os outros corpos dentro de si. A substância do corpo eletrônico, embora permeando todos os demais corpos até o celular, é encontrada na sua forma mais pura nas superfícies mais externas do cilindro. Este é o grau mais refinado da Substância-luz, que pode aparecer como filamentos de luz dourado-prateada.
Em nossos sonhos ou estados meditativos, quando nos sentimos muito expandidos e exaltados, estamos em contato com a realidade pura e sem forma de nosso corpo eletrônico. De fato, é um corpo cósmico, sem qualquer relação com a forma material.
- Visualmente: percebe-se a imensidão. A sensação é de grandes espaços, substâncias diáfanas e grandes formas de luz.
- Auditivamente: o som ouvido é semelhante a uma poderosa e profunda pulsação.
- Sensorialmente: experimenta-se uma profunda paz e tranqüilidade, inexplicáveis e sem conteúdo. É também energia, como se fossemos um sol de proporções majestosas e de luminosidade incomensurável.
Quando se é capaz de manter a consciência neste nível, o que é conseguido apenas através da meditação em ambientes dos quais foi removida toda a estimulação externa, a experiência é o que no Oriente é chamado de “Samadhi sem Semente”; sem semente porque não há perspectiva de onde se observar a realidade, apenas puramente.
Budas do passado e Iluminados, que ainda zelam por este planeta, bem como nossos próprios Eus Divinos, residem neste nível. Para nos alcançar e ensinar, precisam reduzir sua vibração de modo a nos encontrar em um dos planos inferiores.
Corpo Eletrônico: Presença Divina Individualizada, fonte de toda energia. Irradia energia pura não qualificada, para ser utilizada por todos os corpos. Sua sede está a pelo menos um metro acima da cabeça.
Sexto Corpo ou Corpo Causal
Sua forma é semelhante a do ovo e ocupa uma esfera ligeiramente menor no interior do cilindro. É percebida como uma forma composta de reios de luz pastel iridescente ao redor da aura. Este corpo está vagamente associado com as atividades do sétimo corpo e de dimensões superiores.
- Visualmente: vê-se uma luz e formas de luz extraordinárias, mas vistas de uma perspectiva centralizada.
- Auditivamente: percepção semelhante à do Sétimo corpo.
- Sensorialmente: um sentimento de grandiosidade e domínio, êxtase espiritual e realização. É o nível emocional (sentimento) do plano espiritual.
Quando a consciência do ser está estacionada no nível de vibração do Corpo Causal, dizemos que se fundiu com seu Eu Superior ou de Cristo, aquele repositório de experiência completa e aperfeiçoada através de todas as encarnações.
Enquanto o Corpo Eletrônico é a essência ou fonte, o Eu Divino, o Corpo Causal, é a expressão individualizada no nível da essência. É nosso Eu perfeito ---- aquilo que os cristãos chamam de relação do Filho com o Pai. No Oriente, é chamado de experiência do “Samadhi com Semente” (semente, referindo-se ao ponto central, através do qual se percebe a realidade).
Corpo Causal: Também conhecido como Consciência de Cristo. O depósito de tesouros e talentos de outras encarnações. O Eu aperfeiçoado. Sua sede parece estar fora do corpo, sobre a cabeça ou exatamente em frente à testa.
Quinto Corpo ou Corpo Mental Superior
Seu âmbito é mais compactado e sua forma é circular. Neste nível possuímos uma inteligência clara, capaz de lidar com todos os níveis da realidade.
- Visualmente: percebemos nossos próprios guias e dos outros, além de espíritos de elevado desenvolvimento, extremamente belos e radiosos, divinos.
- Auditivamente: sentimos a voz interior e o conhecimento interior da associação com nosso Eu Superior. Estes são momentos de inspiração e profecia, onde vemos e ouvimos vozes e deduzimos o significado.
- Sensorialmente: uma sensação de autodomínio sobre o veiculo físico, uma experiência unitária dos três corpos inferiores e uma ligação direta com forças superiores. Força e certeza são suas marcas registradas.
O Corpo Mental Superior age como uma ponte de comunicação entre todos os corpos. Tem existência distinta, bastante diferente dos demais. Sua forma, dentro da aura, tem sido descrita como a de uma teia elétrica azul.
Como consciência, o Mental Superior tem uma inteligência que está além do dualismo e que tem acesso a tudo que sabemos ou somos e a tudo o que sempre existiu nesse planeta. Este corpo compreende as forças kármicas existentes por detrás das ações. É o árbitro divino, o espectador proverbial, superconsciente.
Vamos compreender que todos os nossos corpos ou níveis de consciência atuam separada e também simultaneamente. Exatamente agora você está aqui com todos os seus corpos. Sua consciência, como uma estação de TV, está sintonizada em um único canal, de modo que você não pode captar totalmente aquilo que também está sintonizado em outros níveis de realidade.
Exatamente agora você está ouvindo ou vendo através de seu corpo mental inferior, mas seus corpos emocional e físico também estão respondendo. Pare um momento para observar o que o seu corpo físico está sentindo e quais são seus sentimentos em relação ao que você está lendo.
Observe como seu corpo mental superior está alerta. Em algum lugar você sente que o que estou dizendo é verdade, mesmo que não possa lembrar. Conscientize-se de como seus corpos sutis estão zumbindo. . . numa espécie de recordação.
De fato, você está em contato com algumas faculdades relacionadas a conhecimento-sentimento-percepção no nível Causal e com a graça ou êxtase de seu Eu Eletrônico. À medida que, ao ler você está experimentando todas essas coisas, pode imaginar o quanto está experimentando ao falar, dançar, amar e dormir!
Mental Superior: Além do pensamento dual. Intuição. Conhecimento. Liberta-nos das vibrações do plano material. Pode estar sujeito à ilusão. Age como ponte entre a consciência Cristica e a personalidade ou eu humano. A discriminação do Superconsciente. Sua sede está na área do Terceiro Olho.
Quarto Corpo ou Corpo Etérico
Este corpo está mais próximo do físico. Sua substância é a do quarto éter e consiste numa réplica exata do corpo físico. A cor deste corpo é azul-prateado. De todos os modos está mais próximo da existência física e serve como mensageiro entre dimensões, particularmente da terceira à sétima. É também o veiculo usado pelos corpos emocional e mental da consciência na projeção fora do corpo. Está ligado ao corpo físico pelo cordão de prata.
Este veículo contém traços de todas as experiências que tivemos em todas as nossas encarnações. Todo o karma acumulado (bom ou mau) está impresso neste corpo, bem como os chakras, o duplo luminoso de todos os órgãos e a programação astrológica (as marcas das influencias planetárias). A programação astrológica se correlaciona com a composição do sétimo raio. Tudo isso modela e dá forma ao corpo etérico, que por sua vez, faz o mesmo em relação aos corpos físico, mental inferior e emocional.
- Visualmente: este corpo percebe mais aguda e nitidamente do que as faculdades físicas. A visão etérica inclui a visão áurica e a capacidade de ver através do corpo e de objetos físicos.
- Auditivamente: a telepatia é possível no nível do corpo etérico, bem como um sentido aguçado de audição.
- Sensorialmente: este corpo sente com extrema intensidade e é responsável pela memória-sensação associada aos membros amputados. Contudo, como corpo de luz, pode ser refinado, para excluir estímulos dolorosos. As distinções do sexo (ausentes nos corpos superiores) começam a surgir no nível etérico.
Corpo Etérico: O físico “refinado”. Contêm os registros etéricos e o corpo padrão de Luz, as energias astrológicas e os chakras (fontes de vitalidade). Fornece a oportunidade de se aprender o domínio sobre os impactos. Este corpo é a ponte entre as substâncias vibratórias inferiores e superiores. É o veículo para as viagens fora do corpo, usado pela consciência mental e emocional. Conecta-se ao corpo físico através do cordão de prata.
Terceiro Corpo ou Corpo Mental Inferior
É mais uma frequência e uma consciência do que uma forma verdadeira, embora algumas pessoas que curam percebam-no como um corpo composto por linhas de força amarelas emanando do corpo.
A sede do Corpo Mental Inferior é o cérebro físico. O funcionamento do cérebro, como sabemos, afeta todas as partes do corpo. A freqüência deste corpo é muito mais facilmente detectada quando se está imerso em pensamentos profundos. É uma energia linear e um tanto fria. Reflete o consenso de fatos e o conhecimento das eras.
O Corpo Mental Inferior está intimamente associado ao Plexo Solar e à mente inferior, e a massa-mente que ele reflete opera através de crenças emocionalmente carregadas, julgamentos, superstições e avaliações com retidão, probidade e vontade pessoal extraordinárias. Toda a ética dos negócios, Wall Street e Bolsa de Valores em particular têm sido conduzidas pelo Pexo Solar, a energia-poder do Corpo Mental Inferior.
Esta consciência constrói as formas-pensamento que o Corpo Emocional anima e leva à manifestação, mas é isenta de sentimento e sensação e até de sensibilidade. Mais à frente falaremos sobre este corpo com mais profundidade na seção sobre O Poder do Pensamento.
Mental Inferior: A mente concreta ou lógica. Recebe pensamentos de um plano mental superior com o propósito de implementação do físico. Sujeito à ilusão e ao controle. Constrói formas-pensamento copiosamente a partir da massa-mente. Está dividido em subplanos ou compartimentos. Sua sede é o cérebro físico.
Segundo Corpo ou Corpo Emocional
É multicolorido, facilmente agitável, uma energia semelhante à da água que envolve e interpenetra o corpo físico e é capaz de se expandir até atingir a forma de uma circunferência bem grande. Todo o mundo sabe o quanto uma pessoa volátil, altamente emocional é capaz de encher todo um aposento com sua energia!
Este corpo tem as propriedades da água, com correntes, redemoinhos e vórtices de energia dentro de si mesmo. E, como a água, pode ser refrescante, frio, nutritivo ou violento, tempestuoso e perturbador.
A natureza dessa energia especifica é imensamente poderosa e dinâmica. A energia do sentimento dentro deste corpo move e concentra substância e leva o pensamento à manifestação.
Este corpo vem sendo chamado por alguns como corpo astral (semelhante aos astros). Viajamos astralmente todas as vezes que projetamos nossas emoções. Os sentimentos podem se tornar tão intensos que, antes que percebamos, somos varridos por eles, empurrados para algum remoinho emocional, difícil de ser dominado.
As emoções são experimentadas nos centros umbilical e plexo solar. A sede para a mobilidade das emoções encontra-se no plexo solar, mas os próprios sentimentos são gerados pelos chakras inferiores, particularmente o do umbigo (esplênico, da alma, etc.).
O Corpo Emocional tem sido a área de experimentação maciça. É o corpo através do qual experimentamos a nós mesmos como personalidade emocional experimentando os outros: sentimos a nós mesmos ao sentirmos os outros.
O Corpo Emocional não é limitado ao tempo e ao espaço. Move-se facilmente e com agilidade. Os apaixonados sentem quando seus entes amados estão pensando neles ou quando estão sendo infiéis. Sabem isso intuitivamente, através das ações do Corpo Emocional.
Uma pessoa emocionalmente viciada pode se aborrecer facilmente e precisa criar uma série de episódios dramáticos para permanecer interessada na vida. Por outro lado, um Corpo Emocional harmonizado é uma companhia deliciosa. É o receptáculo intuitivo, que sente com o coração do Eu Divino e transmite emocionalmente esse amor para toda a criação.
Corpo Emocional: Não limitado ao tempo e ao espaço, responde mais rapidamente. Seus sensores alcançarão o exterior. Aprecia a intensidade e a mudança. Responde a vibrações mais refinadas. Sua capacidade de sentir vai das paixões animais ao amor desinteressado. Em conjunção com o terceiro corpo, traduz sentimentos em ação no plano físico, captando a substância necessária à manifestação. Sua sede está no Plexo Solar.
Primeiro Corpo ou Corpo Físico
Pelo fato de termos captado substância planetária na construção deste corpo, estamos entregues à evolução e à proteção da Terra. O que fazemos aos nossos corpos, fazemos ao planeta e vice-versa.
O corpo físico é o encontro da sua individualidade através das vidas e da condição planetária no momento da encarnação. Nem tudo o que está retratado no corpo físico tem suas origens em sua história passada. Em muitas ocasiões, encarnamos para ajudar a transmutar, para o nível planetário, muito da poluição gerada através do tempo.
O seu físico também retrata suas atitudes mentais e emocionais. Terapias Alternativas, Bioenergéticas e outras estão relacionadas à leitura dos tipos físicos. Você pode perceber a estrutura do caráter de uma pessoa pelo modo como posiciona seus ombros, pela inclinação de seus quadris, pelos ângulos das pernas, pela maneira como coloca seus pés, pela forma de seus dedos do pé, pelo ajuste da mandíbula, pela face, etc. O corpo é um mapa que pode ser lido por qualquer pessoa treinada. Tudo é revelado.
O corpo físico existe apenas no espaço-tempo tridimensional. Quando uma pessoa se fixa apenas na materialidade, não pode penetrar em outros domínios de atividade. Sua vibração é baixa e sua sensação se restringe à estimulação densa.
A alquimia interior relaciona-se com a consciência de Luz dentro da matéria e com o Corpo de Luz --- seu despertar e sua integração com todos os aspectos da vida. Os sete corpos delineados aqui se aplicam aos níveis de consciência e não à estrutura física, como descrevem algumas praticas de cura mais cientificamente orientadas.
O físico: Repositório das substâncias de todos os corpos. Retrata todos os corpos e transmite todas as energias dos raios através dos chakras (representado aqui pelo sistema endócrino). O revestimento mais denso. Existe apenas no espaço tridimensional. Sua sede está na base da coluna.
"Na sua viagem no tempo, o ser traz como que uma mala, que se vai enchendo sempre mais de nova sabedoria e capacidades. Na juventude ele a vai abrindo e tirando dela as ferramentas que ali encontra, para realizar o seu atual trabalho terrestre. No fim de sua vida, ele coloca de novo tudo na mala, modificado ou não, aumentando ou diminuindo, melhorando ou piorando, conforme ele viveu, para com essa nova bagagem, enfrentar a vida sucessiva. E assim por diante. Cada vida é sempre uma continuação, uma consequência, e não se pode construir senão em cima do que foi construído no passado".
Pietro Ubaldi
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