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sábado, 1 de novembro de 2014

Relação entre psique e corpo, vida e forma, espírito e matéria







A misteriosa relação existente entre vida e forma, entre psique e corpo e, por fim, entre Espírito e Matéria, sempre atraiu o interesse do homem, não apenas do ponto de vista científico como também do filosófico, sendo as mais diversas possíveis as respostas dadas a este problema.

Se, por exemplo, nos reportarmos a Descartes, veremos que ele afirma existir "uma irredutibilidade radical entre a alma e o corpo".

Recuando ainda mais no tempo, nos deparamos com Platão a declarar:

"É esse o grande erro do nosso tempo... Os médicos mantêm separada a alma do corpo".

Com base nisso, percebe-se que ele julgava existir uma imprescindível unidade entre o espírito e a matéria, entre a psique e o corpo, e assim chegava a concordar intuitivamente com aquela que é uma das verdades fundamentais do esoterismo: a unidade da vida.

"É um dos postulados fundamentais do esoterismo o de que matéria e espírito são uma mesma coisa, não se distinguindo senão por suas respectivas manifestações e pelas percepções limitadas que são as do nosso mundo sensível." (Das Cartas dos Mahatmas).

Isso concorda perfeitamente com o continuum postulado por Einstein como base da física universal.

De fato, com suas geniais descobertas sobre a constituição da matéria, Einstein provocou uma reviravolta na concepção dual energia e matéria, reconduzindo tudo a uma única realidade, talvez inacessível ao entendimento intelectual, mas a partir da qual é possível estabelecer matematicamente propriedades e deduzir leis físicas experimentalmente verificáveis.

Todavia, o homem ainda está longe de poder reconhecer efetivamente esta unidade, pois a sua consciência se acha identificada com a forma exterior, que ele julga ser a única realidade, e entra em contato com o mundo objetivo somente através dos cinco sentidos, enquanto ele ainda não desenvolveu a sensibilidade no plano das energias sutis e invisíveis.

Por isso, tudo o que nos pode provar a existência de uma "relação" entre o que há para lá do mundo sensível e da matéria é útil para nos conduzir pouco a pouco à reconquista da unidade subjacente à aparente dualidade.

Algo que nos pode ajudar nesse sentido é o estudo das influências da psique sobre a somatização, estudo de que se ocupa a medicina psicossomática, uma das correntes da medicina atual que admite haver determinada influência das emoções e dos estados psíquicos sobre o organismo, capaz de produzir distúrbios, mal-estares e doenças reais.

Há alguns decênios, o corpo e as suas funções eram considerados pela medicina somente em termos fisioquímicos, sendo o ideal do médico tornar-se, como diz Alexander, famoso médico psicossomático americano, "um engenheiro do corpo humano".

Hoje, ao contrário, foi se delineando no campo da medicina uma cor- rente bem definida, que considera o homem uma unidade biopsíquica, um indivíduo, não somente um corpo, mas um conjunto de pensamentos, de emoções e tendências funcionando de maneira coordenada sob a orientação de um eu consciente.

Cada um desses aspectos do indivíduo influencia o outro, pois guardam todos entre si relações que, mesmo ainda não totalmente esclarecidas pela ciência, deixam no ar a sua presença.

Foi o advento da psicanálise que modificou as concepções materialistas da medicina, com a descoberta do inconsciente e o estudo dos bizarros fenômenos da sintomatologia neurótica, que produz distúrbios que podem ser considerados verdadeiros processos patológicos.

Sobretudo, o estudo da "conversão de sintomas" na histeria possibilitou a compreensão de como os conflitos psíquicos inconscientes, os traumas removidos, podem se "converter" em mal-estares e distúrbios somáticos, pois tendo sido impedida a sua descarga externa pela repressão inconsciente, eles são descarregados sobre o físico.

Pouco a pouco, após novas observações e estudos, o campo de investigação e descoberta foi se ampliando a ponto de, hoje, a medicina psicossomática admitir a presença de influências emotivas e psíquicas sobre a somatização, não somente nos indivíduos neuróticos como também nos normais que tenham, porém, problemas emotivos não resolvidos, preocupações que se furtam de enfrentar e reconhecer, ou então nos que são submetidos a um stress contínuo e torturante.

A palavra stress deriva da física e da engenharia, onde, como é sabido, ela tem um significado bastante preciso, qual seja "solicitação", tratando-se de uma força que, aplicada a um dado sistema, pode alterá-lo.

Em sentido patológico, tal palavra passou a designar qualquer problema ou situação que nos provoque um estado de ansiedade ou de tensão. Isso nos leva a pensar que, se conseguíssemos manter um estado interior de serenidade, de calma e confiança em todas as situações difíceis de nossa vida, em face de qualquer acontecimento, mesmo grave, de modo a poder enfrentá-lo com coragem, lucidez e sobretudo com perfeita tranqüilidade emocional, provavelmente poderíamos evitar a maior parte dos nossos mal-estares físicos.

Todavia, esta "tranquilidade emocional" representa uma meta a ser alcançada depois de uma série de amadurecimentos e progressos; por enquanto, portanto, as palavras expressas acima representam somente uma indicação teórica.

Mesmo as doutrinas espirituais e esotéricas interpretam a maior parte das doenças físicas como conseqüência da falta de harmonia interior.

No livro de Alice A. Bailey, A Cura Esotérica, pode-se ler: 


"Todas as doenças são efeito de desarmonia entre forma e vida. O que une forma e vida... é a alma no homem e o Si humano.Quando é falho o alinhamento entre estes dois fatores, alma e forma, vida e expressão, sujeito e objeto, insinua-se a doença..." (p. 27).

A harmonia entre "vida e forma", entre alma e personalidade, pode ser alcançada somente quando se der o alinhamento e a integração de todos os aspectos do homem, ou melhor, podemos dizer que toda vida é uma passagem da desarmonia para a harmonia, da desordem para a ordem, da multiplicidade para a unidade.

Isso nos indica, em certo sentido, o programa a ser desenvolvido, o caminho a ser seguido para o nosso amadurecimento interior, meta esta que toda a humanidade, mesmo inconscientemente, tende a alcançar através de crises e sofrimentos, até que a consciência, desperta, não assuma o direcionamento das energias que compõem a nossa personalidade e não cumpra voluntária e conscientemente o trabalho de harmonização e de integração.

Em nível diverso, a psicologia profunda também persegue este objetivo e procura levar o homem para a completa auto-realização, orientando-o ao longo do caminho do conhecimento integra de si mesmo e da superação dos conflitos interiores.

A esta altura, torna-se necessário dizer que a origem da doença não é somente psicológica e subjetiva, mesmo que a maioria das doenças tenha sempre um componente psíquico.

Existem outras causas que as doutrinas esotéricas reportam ao Carma individual e também coletivo de toda a humanidade.

Tal assunto é extremamente amplo e, para dizer a verdade, ainda     um pouco obscuro e complexo, pois o aspecto esotérico das doenças e o seu estudo é algo ainda muito novo para o estágio atual de evolução da humanidade,tanto como a própria medicina psicossomática, que mesmo tendo muitos adeptos e seguidores entre os médicos, ainda é hostilizada e mesmo ignorada pela maioria.

Faz pouco que o pensamento dos homens começou a se orientar nessa direção, por isso somente uma minoria começa a se fazer sensível às energias sutis e ao mundo, das causas e significados, oculto sob as aparências fenomênicas.

Portanto, tudo o que se exprime a esse respeito será necessariamente parcial e incompleto, sendo apresentado sobretudo como um argumento sobre o qual refletir e meditar.

Nessa matéria, nada mais fácil do que recair na superstição e na atitude anticientífica, o que pode levar a um ocultismo e a um fenomenismo nocivos, que devem ser evitados a qualquer custo, pois estes, ao invés de nos guiar para a luz e para um progresso efetivo, nos levariam para trás, provocando a nossa regressão a estágios evolutivos há muito superados.

Hoje, as doutrinas esotéricas também devem ser difundidas como uma ciência, como um conjunto de conhecimentos baseados em pesquisas sérias e no estudo de aspectos e manifestações que, se não agora, certamente no futuro, poderão ser verificados e experimentados cientificamente.

Eis por que, juntamente com o estudo dos enunciados e explicações esotéricas e espirituais referentes às doenças do homem, é oportuno levar em consideração também tudo aquilo que foi observado pela medicina psicossomática e, além disso, procurar traçar um paralelo entre esta última e a medicina esotérica, destacando, na medida do possível, as analogias e os pontos de contato entre as duas.

O dever do estudioso do esoterismo, hoje, é o de estar no mundo e não o de abstrair-se dele, e de levar ao mundo o conhecimento e a luz que ele possui, tornando-se intérprete das verdades ocultas e traduzindo-as em termos compreensíveis e aceitáveis.

É útil, portanto, saber até que ponto chegaram as pesquisas e experimentações da medicina psicossomática e acompanhar os progressos — contínuos, embora lentos — da ciência em direção ao descobrimento da verdadeira natureza do homem.

Devemos, portanto, considerar, mesmo que rapidamente, os pontos de vista da medicina psicossomática.

A medicina psicossomática, conforme dissemos, reconhece o peso das influências emotivas e psíquicas sobre a saúde e divide os doentes em três categorias, conforme está escrito no tratado Medicina psicossomática de Weiss e English (ed. Astrolábio):

1º grupo:

Todos os que, não sendo loucos e tampouco neuróticos, apresentam uma doença que nenhuma alteração orgânica definida pode explicar.

A medicina psicossomática se interessa sobretudo por esse primeiro grupo. São os casos puramente "funcionais" da medicina prática.

2º grupo:

Todos os pacientes que apresentam distúrbios parcialmente provocados por fatores emotivos, mesmo que se verifiquem alterações orgânicas.

Este segundo grupo é mais importante do que o primeiro do ponto de vista do diagnóstico e da terapia, pois o fator psicogênico pode provocar, nesse caso, danos muito mais graves, devido à presença também de uma doença orgânica.

3º grupo:

Todos os distúrbios geralmente considerados de domínio essencialmente somático, mas que implicam também o sistema nervoso vegetativo, como, por exemplo, a hemicrania, a asma, a hipertensão essencial etc.

Com base nessa subdivisão esquemática, é possível deduzir que no pensamento dos médicos está se delineando também um outro problema muito importante, ou seja, o da eventual relação entre distúrbio psicológico e alteração anatômica.

Em geral, os médicos psicossomáticos distinguem as doenças como sendo orgânicas e funcionais.

As primeiras são as que apresentam alterações celulares e lesões anatômicas, as segundas são as que não apresentam alterações celulares nem lesões anatômicas e, portanto, devem ser consideradas "psicogênicas".

A concepção de doença que vem se transmitindo desde o século XIX poderia ser indicada da seguinte maneira:

Alteração celular - lesão anatômica - distúrbio funcional.

No século XX esta fórmula sofreu uma mudança e passou a ser expres- sa da seguinte maneira:

Distúrbio funcional - alteração celular - lesão anatômica.

Nada se sabe ainda, do ponto de vista científico, quanto ao que poderia preceder o distúrbio funcional, mas no futuro talvez se possa apontar um distúrbio psicológico como responsável por uma alteração funcional, através de uma determinada relação comprovável cientificamente.

A fórmula citada acima poderia, então, ser expressa da seguinte maneira:

Distúrbio psicológico - deficiência funcional - alteração celular - lesão anatômica.

A medicina psicossomática admite esta relação como uma hipótese bastante provável e, mesmo considerando a relação entre estado emocional e órgão físico ainda misteriosa, não afasta a possibilidade de que um fator psíquico venha, com o passar do tempo, a influir até mesmo sobre a matéria física e a produzir até mesmo uma lesão anatômica.

Isto é extremamente importante, pois nos traz de volta ao problema que mencionamos no início, ou seja, à misteriosa relação que une a psique ao corpo, o espírito à matéria.

Do ponto de vista esotérico, o homem é considerado uma unidade complexa, constituída de vários aspectos ou "veículos" subordinados a um centro de consciência de origem espiritual, o qual é chamado Si, Alma ou Eu Superior, sendo considerado o Verdadeiro Homem.

O corpo físico é o mais exterior destes veículos, sendo tido somente como um instrumento de expressão e de experiência do Si no plano material.

Portanto, não há uma "cisão" entre o espírito e a matéria, mas somente uma graduação de nível vibratório, pois todos os aspectos do Si, inclusive o veículo físico, emanaram do próprio Si para poderem se exprimir.


Portanto, o problema da relação entre vida e forma, se considerado do ponto de vista das doutrinas esotéricas, pode ser facilmente resolvido, porquanto se trata de um fenômeno semelhante ao da indução eletromagnética. De fato, é preciso imaginar os veículos do homem como "campos de energia" em contínuo movimento e em comunicação entre si.

Estes campos de energia (que poderiam corresponder à "psique" da psicologia) constituem a ponte entre o espírito e a matéria, entre o Pai e a Mãe, como são simbolicamente chamados estes dois aspectos do Uno.

"O Pai-Mãe fia um tecido, cuja extremidade superior está presa ao Espírito-Luz da Escuridão Una e a inferior a seu escuro fim, a Matéria. Este é o Tecido do Universo, tecido com as duas substâncias fundidas em uma." (Helena P. Blavatsky: Doutrina Secreta - Estâncias de Dzyan).

O homem, microcosmo que reflete o macrocosmo, revive em si mesmo esta verdade universal e nele o corpo físico pode ser considerado "o escuro fim do Tecido", e o Espírito "a Luz", enquanto a sua psique (isto é, os vários veículos) representam "o tecido do meio".

Portanto, para o esoterismo a relação entre Espírito e corpo não representa um mistério, sendo considerada, do ponto de vista energético, como sempre presente e atual.

A cisão existe do ponto de vista da consciência, pois o homem não tem consciência de si mesmo, já que se identificou com a extremidade mais densa e exterior do "tecido", com a parte mais superficial e mecânica de sua natureza, vivendo na inconsciência de sua origem e de sua realidade profunda.

Esta é a razão pela qual a ciência que pesquisa e indaga dos fenômenos baseando-se no seu aspecto objetivo e partindo, por assim dizer, do exterior, topa freqüentemente com obstáculos intransponíveis e aparentemente inexplicáveis.

De fato (citando Aurobindo), "parece evidente que analisando o físico e o sensível nunca chegaremos ao conhecimento do Si, de nós mesmos ou d'Aquele que chamamos Deus... Portanto, se existe um Si, uma Realidade não evidente para os nossos sentidos, é preciso procurá-la com outros meios que não os da ciência física". (De A síntese da Yoga, vol. II, p. 22.)

E que outros meios são esses?

Sobretudo o estudo da consciência do homem, que é uma realidade subjetiva, em face da qual até mesmo os cientistas se sentem perplexos. 

O conhecido biólogo C. H. Waddington escreve a este respeito:

"Nos deparamos, no que respeita à consciência de si, com um mistério fundamental que ocupa o centro de toda a nossa vida ..."

De fato, não há como classificar e estudar "cientificamente" a consciência, entendida como autoconsciência, fenômeno em si totalmente independente dos fatos físicos.

É justamente na análise dos fenômenos subjetivos da consciência e no desenvolvimento gradativo desta que o esoterismo e a ciência talvez possam se encontrar através da psicologia, que se pode considerar hoje como uma ciência verdadeiramente fundamental para a vida.

A medicina psico-espiritual procura investigar as causas das doenças do homem servindo-se não somente dos meios oferecidos pela psicologia como também dos meios oferecidos pelas doutrinas esotéricas e, considerando as doenças como alterações da relação existente entre psique e corpo, e espírito e matéria, pode ajudar a nos conhecermos melhor e a alcançarmos a harmonia e a auto-realização.

Fonte:
Medicina Psico-Espiritual
Angela Maria La Sala Bata
Tradução de Pier Luigi Cabra

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Planeta Terra: sua origem, sua história, seu destino


Este livro é dedicado à Grande Fraternidade Branca por seus contínuos esforços em trazer iluminação para a raça humana e, especialmente, aos Mestres Ascensionados Saint Germain e El Morya, por obterem as dispensações que são as bases para este trabalho, e sem as quais não haveria esperanças para o planeta; a todos os Mestres Ascensionados que foram os co-autores deste trabalho; e a todos os seguidores da Luz e da Verdade.

É com um sentimento de gratidão que apresento este livro para a consideração do leitor. A maior parte da informação dada não foi publicada ou encontrada em livrarias até então. É informação que os Mestres da Sabedoria não tinham permissão para revelar previamente. Mesmo almas iluminadas como Helena Blavatsky, Mary Baker Eddy e Alice Bailey não foram privilegiadas em receber tal conhecimento. Por que? Porque esse tipo de informação, até 1930, só podia ser dado em retiros da Grande Fraternidade Branca, a Fraternidade da Luz. 

Mesmo então havia restrições. Toda informação era dada escassa e gradualmente, de algum modo velada. Ficava por conta do estudante ponderar a mensagem. Somente estudantes de alto desenvolvimento espiritual tinham permissão para entrar num retiro. Após atingir um certo estágio intermediário de treinamento, ao estudante era requerido um compromisso de servir á causa da Fraternidade, e ele era iniciado.

No princípio dos anos 30, essa ação de Lei Cósmica, chamada de Lei Oculta, foi posta de lado. Os ensinamentos dos Mestres Ascensionados podem agora ser dados de uma maneira simples e direta. Esconder a verdade espiritual em lendas, fábulas, mitos e parábolas não é mais necessário.

De acordo com a Lei Cósmica, tenho que responder por toda palavra escrita neste livro. Portanto, absoluta retidão e congruência com os ditados originais foram consideradas de primordial importância. Não houve também nenhuma tentativa de fazer a informação dada pelos Mestres ajustar-se ás teorias e padrões existentes. Por exemplo, a história da vida de Jesus e Maria é estritamente baseada em ditados dos Mestres; a Bíblia não foi usada como referencia.

Deixe-me explicar brevemente o que é um Mestre Ascensionado. Em termos simples, é um indivíduo que, certa vez, esteve encarnado aqui na Terra, mas que alcançou maestria deste plano. Ele aprendeu sua lição, tornou-se mais semelhante a Deus e, portanto, não teve que voltar a reencarnar. Então, após ter ascensionado em seu corpo espiritual, chamado de Presença I AM (EU SOU), o Mestre fez a escolha voluntária de adiar seu desenvolvimento ulterior e escolheu permanecer e ajudar a humanidade.

Os Mestres Ascensionados são Seres reais e tangíveis, prontos para ajudar a humanidade, sempre que lhes é pedido fazê-lo. Dentre os Mestres mais conhecidos estão Jesus, Maria, Moisés, Saint Germain, Gautama Buda, Mohamed, Lorde Krishna e Lorde Maitreya. Eles são parte de um grupo de Avatares ( instrutores mundiais ) que, desde a queda do homem, têm transmitido a palavra de Deus para a iluminação da raça humana. 

Os Mestres pedem para serem reconhecidos como uma força potencial para o bem comum da humanidade, mas Eles não exigem obediência e não pedem para serem idolatrados.

A Grande Fraternidade Branca não é uma organização exteriorizada. Somente vivendo e expressando a perfeição do reino divino no plano físico, através de uma auto-correção das fraquezas humanas e total adoração do Ser Divino interior, pode um indivíduo estabelecer uma associação com a Fraternidade. 

A Hoste Ascensionada direciona a atenção do chela, porém cabe ao estudante fazer a escolha certa. Nenhum indivíduo jamais fez a ascensão sem a ajuda de um Mestre Ascensionado.

A hierarquia da Terra consiste de Seres Ascensionados. Sua estrutura pode ser compara-da á de uma empresa como a General Motors; existe sempre um outro nível de supervisão. Os 1 / 101 Mestres Ascensionados são a Inteligência Diretriz da Mente de Deus. Eles são os ajudantes de Deus. É simples assim.

Alguns podem questionar como é possível um Ser Ascensionado contactar um indivíduo noplano físico e transmitir claramente uma mensagem. Esta é uma pergunta mais difícil, que será respondida no texto deste livro. Aqui, eu gostaria de dizer que é reconhecido pelas igrejas ortodoxas que Jesus tinha um poder ilimitado. 

Se é assim, por que é tão improvável que Ele possa contactar um humilde e sincero indivíduo espiritualmente iluminado? Se alguém estiver procurando provas, talvez pudesse ser mencionado que vinte mil curas instantâneas foram atribuídas ao trabalho de Mr. Ballard num período de cinco anos. Não há necessidade de prova maior.

O ensinamento dos Mestres Ascensionados é uma mistura harmoniosa dos ensinamentos do Ocidente e do Oriente. Ele complementa a consciência do Oriente ( a qual é predominantemente veneração sem trabalho suficiente ) com a energia vital da consciência do Ocidente ( a qual é predominantemente trabalho sem veneração suficiente ). 

Esse é o ensinamento que está originalmente gravado no Novo Testamento. Mais tarde, de acordo com os Mestres, a Bíblia passou por muitas traduções e foi adornada por impressões pessoais. Os Mestres declararam que o Gênesis e todos os capítulos bíblicos seguintes tiveram que ser reescritos. Desta vez, o texto foi escrito por Seres Ascensionados.

O ensinamento dos Mestres baseia-se em si mesmo e não é cristão, islâmico, judaico ou hindu. Ele pode ser chamado de raiz, o Fundamento da Verdade, do qual todas as religiões conhecidas tiveram suas origens.

Este livro nunca será completo. A busca precisa continuar enquanto houver uma só faceta da história antiga para ser descoberta. Muito já foi dado, muito resta a ser feito. Talvez haja estudantes que desejarão completar este livro. Nem todos ficarão convencidos pela mensagem contida nesta publicação. Indubitavelmente ela será atacada. 

Alguns líderes de pensamento estabelecido e ortodoxo, tanto do campo da religião e ciência, tentarão ridicularizar e atacar partes dela, nunca oferecendo uma solução construtiva global. Recentemente, um cientista moderno fez justamente isso, martelando em algum ponto de uma teoria global. Quando a audiência pediu a ele uma avaliação pessoal, ele hesitou e disse:“felizmente, eu não tenho que explicar isso.”.

William Jones, um psicólogo pioneiro, declarou: “Toda teoria nova é, primeiro, atacada co-mo absurda; depois admitida como verdadeira, mas óbvia e insignificante; finalmente parece ser importante, tão importante que seus adversários alegam que eles próprios a descobriram.”.

A crítica pública desta mensagem não interessa ao estudante sincero. Ele saberá a verdade, colocando sua Presença I AM em ação e ponderando a mensagem em seu coração.

O único propósito deste livro é apresentar, para a iluminação da humanidade, certas informações recebidas dos Mestres Ascensionados em 1930, 1950 e nos dias de hoje – informações que serão vistas para aplicar nas condições atuais. 

Acredito que os Mestres Ascensionados observarão estreitamente o que acontecerá daqui em diante; esta deve ser a primeira vez, neste século, que alguém escreveu um livro sobre este assunto em tais detalhes. 

Penso que Seu interesse não será em quantos livros serão vendidos, mas no que os indivíduos farão com as informações dadas. Irá ele ficar em alguma prateleira como outros livros, ou irá despertar algum sentimento e trazer alguma mudança de atitude e de comportamento? 

Ao apresentar esta mensagem dos Mestres, é meu sincero desejo e prece que o leitor possa receber a “Luz” e ser abençoado, prosperando á medida que ele caminha pela senda da iluminação e serviço, pois somente através desse caminho a permanente felicidade pode ser encontrada.

Curitiba, Junho de 1994.

Leia o livro aqui:

https://espacoluzamor.files.wordpress.com/2015/06/5planetaterrasuaorigemsuahistoriaeseudestino.pdf