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sexta-feira, 1 de maio de 2015
Nova Dimensão da Consciência
"Terra, 114 milhões de anos atrás: em uma manhã, logo após o amanhecer, a primeira flor a aparecer no planeta se abre para receber os raios do sol.
Antes deste momento decisivo que anunciava uma transformação evolutiva na vida das plantas, o planeta já estava coberto de vegetação durante milhões de anos. A primeira flor provavelmente não sobreviveu por muito tempo e as flores devem ter permanecido isoladas como raros fenômenos, uma vez que as condições provavelmente ainda não eram favoráveis para uma ampla floração ocorrer. Um dia, porém, um limiar crítico foi alcançado e, de repente, uma explosão de cores e aromas cobriu todo o planeta.
Potência de despertar
Muito mais tarde, aqueles seres delicados e perfumados que chamamos de flores viriam a desempenhar um papel essencial na evolução da consciência de outra espécie: os seres humanos seriam cada vez mais atraídos e fascinados por elas. Conforme a consciência dos seres humanos se desenvolvia, as flores provavelmente foram a primeira coisa que eles valorizaram e que não tinha nenhuma finalidade utilitária para eles, ou seja, não foi de forma alguma ligado à uma questão de sobrevivência. As flores deram inspiração para inúmeros artistas, poetas e místicos.
Jesus nos diz para contemplarmos as flores e aprender com elas como viver. Buda, certa vez, teria dado um "sermão silencioso", no qual ele apenas levantou uma flor e olhou para ela. Depois de um tempo, um dos presentes, um monge chamado Mahakasyapa, começou a sorrir. Diz-se que ele foi o único que tinha entendido o sermão. Segundo a lenda, aquele sorriso, isto é, aquela percepção, foi proferida por vinte e oito mestres sucessivos e mais tarde tornou-se a origem do zen.
Ver a beleza de uma flor pode despertar o ser humano, mesmo que brevemente, para a beleza que é parte essencial do seu próprio ser mais profundo, a sua verdadeira natureza. O primeiro reconhecimento da beleza foi um dos eventos mais significativos na evolução da consciência humana. Os sentimentos de alegria e amor estão intrinsecamente ligados a esse reconhecimento.
Sem perceber, tudo aquilo que é mais elevado e mais sagrado no interior do ser humano acabou sendo representado na forma de flores. Flores, mais fugazes e mais delicadas dentre todas as partes das plantas das quais surgiram, tornaram-se mensageiras de outro reino, como uma ponte entre o mundo das formas físicas e não físicas. Elas não só tem um perfume delicado e agradável aos seres humanos, mas também trazem uma fragrância do reino espiritual. Usando a palavra “iluminação” em um sentido mais amplo do que o convencionalmente aceito, podemos olhar para as flores como a “iluminação” das plantas.
Iluminação
Qualquer forma de vida em todo o reino - mineral, vegetal, animal ou humano - pode se "iluminar". Essa, contudo, é uma ocorrência extremamente rara, pois é mais do que uma progressão evolucionária: isso também implica uma descontinuidade no seu desenvolvimento, um salto para um nível totalmente diferente de ser e, mais importante, uma diminuição da materialidade.
O que poderia ser mais pesado e mais impenetrável do que uma pedra, a mais densa de todas as formas? E ainda assim, algumas pedras sofrem uma mudança em sua estrutura molecular, transformam-se em cristais, e assim tornam-se transparentes à luz. Alguns carbonos, sob inconcebíveis calor e pressão, transformam-se em diamantes, e alguns minerais pesados em outras pedras preciosas.
A maioria dos répteis rastejantes e todas as criaturas terrestres permaneceram inalteradas durante milhões de anos. Alguns, no entanto, cresceram penas e asas e se transformaram em pássaros, desafiando assim a força da gravidade que os haviam conservado por tanto tempo. Eles não se tornaram melhor do que rastejar e andar, mas transcenderam totalmente essa condição.
Desde tempos imemoriais, flores, cristais, pedras preciosas e pássaros têm um significado especial para o espírito humano. Como todas as formas de vida, eles são, é claro, manifestações temporárias de uma única Vida e Consciência. Seu significado especial, a fascinação e afinidade que despertam nos seres humanos, podem ser atribuídos à qualidade etérea que apresentam.
Desde que haja certo grau de Presença, de quietude e atenção na percepção do ser humano, ele pode sentir a essência da divindade, a indivisível consciência e espírito em cada criatura, em cada forma de vida, e reconhecê-las juntamente com sua própria essência como uma coisa só, e por isso amá-las como a ele mesmo. Até que isso aconteça, no entanto, a maioria dos seres humanos vê apenas as formas exteriores, desconhecendo a essência interior, assim como eles são inconscientes de sua própria essência e identificados apenas com sua própria forma física e psicológica.
Entretanto, no caso de uma flor, um cristal, as pedras preciosas ou os pássaro, mesmo alguém com pouca ou nenhuma Presença pode ocasionalmente sentir que há mais ali do que a mera existência física da forma, sem saber que esta é a razão pela qual é atraído para esses seres e sente afinidade com eles. Devido à sua natureza etérea, a sua forma obscurece o espírito residente em menor grau do que acontece com outras formas de vida. As exceções a esta regra são recém-nascidos ainda em forma de bebês: humanos, cachorros, gatos, ovelhas, e assim por diante. Eles são frágeis, delicados, ainda não firmemente estabelecidos na materialidade. Uma inocência, doçura e beleza que não são deste mundo ainda brilha através deles. Eles deleitam até os seres humanos mais insensíveis.
Então, quando você está alerta e contempla uma flor, um cristal ou pássaro sem nomeá-lo mentalmente, ele se torna uma janela para o mundo não físico. Há uma abertura em seu interior, ainda que pequena para o reino do espírito. É por isso que estas três formas "iluminadas” de vida têm desempenhado um papel tão importante na evolução da consciência humana desde tempos antigos. A jóia da flor de lótus, por exemplo, é um símbolo central do Budismo e um pássaro branco, a pomba, representa o Espírito Santo no Cristianismo. Estes seres estão preparando o terreno para uma mudança mais profunda na consciência planetária que está destinada para a espécie humana. Este é o despertar espiritual que estamos começando a testemunhar agora.
Um novo imperativo
A humanidade está pronta para a transformação da consciência, um florescimento interior tão radical e profundo que, em comparação a ele, o florescimento das plantas, não importa o quão belo, é apenas um pálido reflexo?
Podem os seres humanos perder a densidade das suas estruturas mentais condicionadas e se tornarem como cristais ou pedras preciosas, por assim dizer, transparente à luz da consciência?
Eles podem desafiar a atração gravitacional do materialismo e da materialidade e elevar-se acima da identificação com a forma que mantém o ego no lugar e os condena à prisão dentro de sua própria personalidade?
A possibilidade de tal transformação é a mensagem central dos ensinamentos de grandes sábios da humanidade. Tais mensageiros - Buda, Jesus e outros, nem todos conhecidos - foram as primeiras flores da humanidade. Eles foram os precursores, os seres raros e preciosos. A floração generalizada não foi ainda possível, e a mensagem tornou-se muito mal compreendida e muitas vezes distorcida. Certamente não transformou o comportamento humano, exceto em uma pequena minoria de pessoas.
Está a humanidade agora mais preparada do que na época dos primeiros professores?
O que você pode fazer, se existe alguma coisa, para provocar ou acelerar essa mudança interior?
O que é que caracteriza o velho estado egoico de consciência, e através de quais sinais pode-se reconhecer a nova consciência emergente?
Tornou-se imperativo que estas e outras questões essenciais sejam respondidas, porque hoje, a humanidade está diante de uma escolha difícil: Evoluir ou morrer. Um grupo ainda relativamente pequeno, mas crescente da humanidade já está enfrentando dentro de si a dissolução do padrão da velha mente egoica e a emergência de uma nova dimensão da consciência.
O que está surgindo agora não é um novo sistema de crença, uma nova religião, ideologia espiritual, ou mitologia. Estamos chegando ao final, não só de mitologias, mas também de ideologias e sistemas de crenças. A mudança é mais profunda do que o conteúdo de sua mente, mais profundo do que seus pensamentos. Na verdade, o cerne da nova consciência encontra-se na transcendência do pensamento, uma nova capacidade de levantar-se acima do pensamento, de realizar uma dimensão dentro de si mesmo que é infinitamente mais vasta do que se pensava. Você, então, já não deriva sua identidade, seu senso de quem você é, do fluxo incessante de pensar que em um velho contexto você toma como referência de quem você é. Que libertação perceber que a "voz na minha cabeça” não é quem eu sou! Quem sou eu, então? O único que vê isso. A consciência que é anterior ao pensamento, o espaço em que o pensamento - ou a emoção ou percepção sensorial - acontece.
Ego não é mais do que isso: a identificação com a forma, o que significa principalmente formas de pensamento. E se o Mal tem uma realidade - e ele tem, não absoluta, mas parcial - esta é também a sua definição: identificação completa com a forma - formas físicas, formas de pensamento, formas emocionais. Isso resulta em um desconhecimento total da minha conexão com o todo, minha unidade intrínseca com todos os "outros", bem como com a Fonte. Esse esquecimento é o pecado original, o sofrimento, a desilusão. Quando essa ilusão de separação absoluta fundamenta e governa tudo o que eu pensar, disser e fizer, que tipo de mundo eu crio? Para encontrar essa resposta, observe como os seres humanos se relacionam entre si, leia um livro de história ou assista ao noticiário hoje à noite na televisão.
Se as estruturas da mente humana permanecem inalteradas, estaremos sempre recriando fundamentalmente o mesmo mundo, os mesmos males, a mesma disfunção.
Um novo céu e uma nova terra
A inspiração para o título: Uma Nova Terra veio de uma profecia bíblica que parece mais aplicável hoje do que em qualquer outro momento da história humana. Ela ocorre tanto no Antigo e no Novo Testamento e fala do colapso da ordem existente no mundo e o surgimento de "um novo céu e uma nova terra". Precisamos entender que o céu aqui não é local, mas refere-se ao reino interior da consciência. Este é o significado esotérico da palavra, e este é também o seu significado nos ensinamentos de Jesus. Terra, por outro lado, é a manifestação exterior de forma, que é sempre um reflexo do interior. A consciência humana coletiva e da vida em nosso planeta estão intrinsecamente ligados. "Um novo céu" é o surgimento de um estado transformado da consciência humana, e "uma nova terra" é o seu reflexo no mundo físico."
Eckhart Tolle
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
sábado, 27 de novembro de 2010
Os 12 Trabalhos de Hércules x O Caminho da Iniciação
Ao estudarmos as narrativas de Hércules e seus Doze Trabalhos, inclusive correlacionando-os com a passagem através dos Doze Signos do Zodíaco, podemos abordar a questão do ponto de vista do aspirante espiritual ou iniciado, individualmente, ou do plano da humanidade como um todo.
As provas a que Hércules se submeteu podem ser enfrentadas por milhares de indivíduos que trilham o caminho do desenvolvimento espiritual consciente e da iniciação.
Cada um de nós é um Hércules em embrião; os trabalhos, que ontem foram de Hércules, são de toda a humanidade, ou pelo menos de todos aqueles que mantêm as rédeas de sua evolução em mãos, tendo em vista a iluminação espiritual.
Os trabalhos de Hércules demonstram o caminho que aguarda o aspirante espiritual sincero, aquele estágio do buscador espiritual inteligente, onde, tendo desenvolvido a mente e coordenado suas habilidades mentais, emocionais e físicas, esgotou os interesses no mundo fenomênico e procura expandir sua consciência.
Esse estágio sempre foi expresso pelos indivíduos mais evoluídos de todos os tempos.
Enquanto escalamos a montanha da verdadeira Iniciação, vamos eliminando todo medo e aprendendo a controlar as forças inerentes à natureza humana, até que possamos nos tornar um servidor da humanidade, eliminando a competição e os objetivos egoístas.
Ao se aprofundar nos Doze Trabalhos de Hércules, torna-se claro qual deve ser a conduta de cada aspirante e iniciado no Caminho do Discipulado e da Iniciação Real.
Um grande desafio é trazer, para nosso dia a dia hoje, novas maneiras de expressar e vivenciar as velhas verdades contidas nestes mitos, de forma a ajudar as velhas fórmulas para o desenvolvimento espiritual a adquirirem nova e pulsante vida para nós.
Este é o desafio de sempre atualizar a luta humana para se superar a natureza animal, fazer desabrochar a natureza humana e revelar a natureza divina oculta em cada um de nós, o que está tão bem configurado nos Trabalhos de Héracles.
Os Doze Trabalhos de Hércules oferecem um quadro sintético do progresso da alma, indo da ignorância à sabedoria, do desejo material à conquista espiritual, de tal modo que o fim possa ser visualizado a partir do início, e a cooperação inteligente com o propósito da alma substitua o esforço feito às cegas.
Verifica-se que a história das dramáticas experiências desse grande e venerável Filho de Deus, Hércules ou Héracles, serviria justamente para focalizar qualquer uma das faces da vida o aspirante espiritual em seu esforço para expansão da consciência e realização espiritual.
Este tema é tão rico e profundo, que todos nós, lutando em nossa atual vida moderna, podemos aplicar a nós mesmos os testes e provas, os fracassos e as conquistas desta figura heróica que lutou valorosamente para atingir a mesma meta que nós almejamos.
Através da cuidadosa e reflexiva leitura deste mito, talvez possam ser despertados na mente do buscador espiritual um novo interesse e um impulso renovado, pois diante de um tal quadro do desenvolvimento e do destino especial do homem, ele pode querer prosseguir com redobrada coragem e determinação na Senda.
Em sua narrativa mítica, podemos acompanhar como Hércules se esforçou e desempenhou o papel de buscador espiritual.
Neste Caminho, ele desembaraçou-se de certas tarefas, de natureza simbólica, e viveu certos episódios e acontecimentos que retratam, em qualquer época, a natureza do treinamento e das realizações que caracterizam o homem que se aproxima da libertação pela senda iniciática.
Ele representa um filho de Deus encarnado, mas ainda imperfeito, que definitivamente toma em suas mãos a natureza inferior e, voluntariamente, submete-a a disciplina que finalmente fará emergir o divino. É a partir do ser humano falível, mas que é sinceramente dedicado, inteligentemente consciente do trabalho a ser realizado, que se forma um iniciado ou um Adepto.
Duas grandes e dramáticas histórias têm sido conservadas diante dos olhos dos homens ao longo do tempo.
Nos Doze Trabalhos de Hércules, o Caminho da Iniciação é retratado e suas experiências, preparatórias e que conduzem ao grande ciclo de iniciações, podem ser reconhecidas pelo homem que sinceramente aspira a este Caminho.
Na vida e obra de Jesus Cristo, radiante e perfeito Filho de Deus, o Reparador, que penetrou o véu por nós, deixando-nos o exemplo para que seguíssemos seus passos, temos retratadas as etapas do Caminho Iniciático de Libertação ou Regeneração e Reintegração, que são os episódios culminantes para os quais os Doze Trabalhos preparam o discípulo.
O oráculo falou e suas palavras ressoam através das eras:
"Homem, conhece-te a ti mesmo."
Este conhecimento é a mais importante realização no caminho do discipulado e a recompensa de todo o trabalho de Hércules.
Sem este conhecimento, não se pode avançar seguramente na senda da Iniciação.
Somente assim, o homem pode-se encaminhar firmemente para tornar-se definitivamente auto-consciente e intencionalmente se impõe a vontade da alma - que é essencialmente a vontade de Deus - sobre sua natureza inferior.
Neste caminho, o indivíduo submete-se a um trabalho sobre si mesmo que demanda esforço e dedicação, pureza de coração e caridade, para que a flor da alma possa desabrochar mais rapidamente.
Simbolicamente, é uma obra onde um solvente psíquico (psique = alma) consome toda escória e deixa apenas o ouro puro. É um processo de refinamento, sublimação e de transmutação, continuamente levado adiante até finalmente se alcançar o Monte da Transfiguração e da Iluminação.
Em suma, trata-se de alquimia superior.
Os Doze Trabalhos demonstram exatamente este caminho acima, onde os mistérios ocultos e as forças latentes nos seres humanos são descobertos e têm de ser utilizados de maneira divina e de acordo com o divino propósito sabiamente entendido.
Quando são utilizados desta maneira, o iniciado vê-se em sintonia com energias e poderes divinos similares, que sustentam as operações do mundo natural.
Torna-se, assim, um trabalhador sob o plano de evolução e um cooperador com aquela "nuvem de testemunhas", a Igreja Invisível do Cristo, que através do poder de sua supervisão, e do resultado de sua realização, engloba hierarquias espirituais por meio das quais a Vida Una guia a humanidade para sua gloriosa consumação.
Essa é a meta da série de trabalhos de Hércules, e com essa meta, a humanidade como um todo alcançará sua conquista espiritual grupal através das múltiplas perfeições individuais.
Outra grande e sábia maneira de se enxergar este mito é apresentá-lo como um aspecto especial da Astrologia.
Acompanhamos a história de Hércules à proporção que ele percorre os doze signos do Zodíaco.
Ele expressou, uma a uma, as características de cada signo, e em cada um, ele conquistou um novo conhecimento de si mesmo, e através desse conhecimento, demonstrou o poder do signo e adquiriu os dons que o signo confere.
Em cada signo, vamos encontrá-lo superando suas próprias tendências naturais, controlando e governando seu próprio destino, e demonstrando o fato de que astros predispõem, mas não controlam.
Esta visão astrológica do mito é uma apresentação sintética dos acontecimentos cósmicos que se refletem em nossa vida planetária, na vida da humanidade como um todo, e na vida do indivíduo, o qual é sempre o microcosmo do macrocosmo.
Este estudo fornece indicações claras para a compreensão dos propósitos de Deus para a evolução do mundo e do homem.
Somente a consciência de que somos partes integrantes de um Todo maior e o conhecimento da divina totalidade, pode revelar o propósito mais vasto.
Hércules representou astrologicamente a história de vida de cada aspirante espiritual e iniciado, e demonstrou o papel que a unidade deve desempenhar na Obra eterna.
A analogia astrológica dos Doze Trabalhos de Hércules diz respeito aos doze tipos de energias por meio dos quais a consciência da Realidade divina é obtida.
Através da superação da forma e da subjugação do homem inferior, é-nos mostrado um quadro do desenrolar da auto-realização divina.
Hércules, em seu corpo físico, embaraçado e limitado pelas tendências a ele conferidas pelo signo no qual ele cumpria sua tarefa, alcançou a compreensão da sua própria divindade essencial.
As provas a que Hércules voluntariamente se submeteu, e os trabalhos a que, às vezes impensadamente, atirou-se, são aqueles possíveis para muitos de nós ainda hoje.
É evidente que, curiosamente, vários detalhes da sua dramática, e às vezes divertida, história dos seus esforços de ascensão podem ser aplicáveis em nossas vidas modernas.
Cada um de nós é mesmo um Hércules em embrião, deparando-nos com idênticos trabalhos; cada um de nós tem a mesma meta a conquistar e o mesmo círculo do Zodíaco a abranger.
Hércules aprende a lição de que agarrar-se a qualquer coisa do eu separado não faz parte da missão de um filho de Deus.
Ele descobre que é um indivíduo, apenas para descobrir que o individualismo deve ser sabiamente sacrificado pelo bem do grupo.
Ele descobre também que a ambição egoísta não tem lugar na vida do aspirante espiritual que está em busca de libertação dos ciclos recorrentes de existência e da constante crucificação na cruz da matéria.
As características do homem imerso na vida da forma e sob o domínio da matéria são o medo, o individualismo, a competição e a cobiça.
Estes têm de ceder lugar à confiança espiritual, à cooperação, à consciência grupal e ao altruísmo.
Esta é a lição que Hércules traz; esta é a demonstração da vida de Deus que está sendo trazida à operação no processo criativo, e que floresce, de maneira sempre mais bela, a cada volta que a vida de Deus faz em torno do Zodíaco.
Esta é a história do Cristo cósmico, crucificado na Cruz Fixa dos céus; esta é a história do Cristo histórico, apresentada nos Evangelhos e representada, na Palestina, há dois mil anos; esta é a história do Cristo individual, crucificado na cruz da matéria e encarnado em cada ser humano.
Este é a história de nosso sistema solar, a história de nosso planeta, a história do ser humano. Assim, ao admirarmos os estrelados céus acima de nós, temos eternamente representado para nós este drama magnífico, o qual é detalhadamente explicado ao homem pelos Doze Trabalhos de Hércules.
Por Um Associado Martinista
Fonte:
luz cianna
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Pineal: A Glândula da Vida Espiritual do Homem

A epífise neural ou glândula pineal ou simplesmente pineal é uma pequena glândula endócrina localizada perto do centro do cérebro, entre os dois hemisférios.
Apesar das funções desta glândula serem muito discutidas, parece não haver dúvidas quanto ao importante papel que ela exerce na regulação dos chamados ciclos circadianos, que são os ciclos vitais (principalmente o sono) e no controle das atividades sexuais e de reprodução.
Em torno do 4º e 5º mês de vida intra-uterina a glândula Pineal já apresenta células e tecido de sustentação, alcançando 2mm de diâmetro.
Durante este período, via de regra o espírito reencarnante começa a perder a consciência atingindo rapidamente a total inconsciência.
Na pineal é que as expansões energéticas do perispírito prendem-se mais profundamente, sendo por isto chamada "a glândula da vida espiritual"
Não existindo duas pessoas com uma Pineal igual a outra, como nas impressões digitais.
À medida que o desenvolvimento da Pineal se processa cada vez mais se acentua a união com as energias espirituais que impulsionam todo o desenvolvimento fetal modelado pelas matrizes perispirituais.
As modificações que ocorrem na glândula pineal são observáveis até os dois anos de idade.
À medida que o desenvolvimento da Pineal se processa cada vez mais se acentua a união com as energias espirituais que impulsionam todo o desenvolvimento fetal modelado pelas matrizes perispirituais.
As modificações que ocorrem na glândula pineal são observáveis até os dois anos de idade.
Daí até 6 ou 7 anos, as transformações são muito lentas.
É exatamente neste período entre 6 ou 7 anos que a reencarnação poderia ser considerada como definitiva pois o espírito passa a ter fixação completa ao organismo biológico e principalmente à Pineal.
A pineal está localizada no meio do cérebro, na altura dos olhos.
Ela é um órgão cronobiológico, um relógio interno.
Como ela faz isso?
Captando as radiações do sol e da lua.
A pineal obedece a estímulos externos e internos.
Por exemplo, o Sol é um estímulo externos que regem as noções de tempo e que influencia a pineal, regendo o ciclo de sono e de vigília, quando esta glândula secreta o hormônio melatonina.
Isso dá ao organismo a referência de horário.
Os estímulo internos são os genes, trazendo o perfil de ritmo regular de cada pessoa.
Também produz naturalmente traços do químico dimetiltriptamina (ou DMT), que é alucinógeno (encontrado no chá Ayahuasca).
Para termos um sono reparador é necessário que a Melatonina seja secretada adequadamente pela pineal e supõe-se ainda que outras funções sejam exercidas por este hormônio, tais como a de regulação térmica do organismo e alterações do comportamento sexual.
A produção da Melatonina esta diretamente ligada à presença da luz.
Também produz naturalmente traços do químico dimetiltriptamina (ou DMT), que é alucinógeno (encontrado no chá Ayahuasca).
Para termos um sono reparador é necessário que a Melatonina seja secretada adequadamente pela pineal e supõe-se ainda que outras funções sejam exercidas por este hormônio, tais como a de regulação térmica do organismo e alterações do comportamento sexual.
A produção da Melatonina esta diretamente ligada à presença da luz.
Quando a luz incide na retina o nervo óptico e as demais conexões neuronais levam até a glândula pineal essas informações inibindo a produção do hormônio.
A maior produção da Melatonina ocorre à noite, entre 2:00 e 3:00 horas da manhã, num ritmo de vida normal, e esta produção aumentada produz sono.
A glândula pineal é uma estrutura cinza-avermelhada do tamanho aproximado de uma ervilha (8 mm em humanos), facilmente visível em radiografias simples de crânio devido a um tipo de calcificação existente nela.
Na verdade, alguns pesquisadores defendem a tese de que a pineal não se calcifica; ela forma cristais de apatita, independente da pessoa.
Estes cristais têm a ver com o perfil da função da glândula.
Uma criança pode ter estes cristais na pineal em grande quantidade enquanto um adulto pode não ter nada.
Percebemos, pelas pesquisas, que quando um adulto tem muito destes cristais na pineal, ele tem mais facilidade de seqüestrar campos eletromagnéticos, essas vibrações eletromagnéticas chegam num cristal e ele é repelido e rebatido pelos outros cristais, e este indivíduo então apresenta mais facilidade no fenômeno da incorporação.
Ele incorpora o campo com as informações do universo mental de outrem.
Observamos também que quando o paciente tem muita facilidade de desdobramento, ele não apresenta estes cristais.
Os cristais de apatita (um dos poucos minerais produzidos por sistemas biológicos), vibram conforme as ondas eletromagnéticas que captam, o que explicaria a regulação do ciclo menstrual conforme as fases da lua, ou a orientação de uma andorinha em suas migrações.
Os cristais de apatita (um dos poucos minerais produzidos por sistemas biológicos), vibram conforme as ondas eletromagnéticas que captam, o que explicaria a regulação do ciclo menstrual conforme as fases da lua, ou a orientação de uma andorinha em suas migrações.
No ser humano, torna-se capaz de interagir com outras áreas do cérebro como o córtex cerebral, por exemplo, que é capaz de decodificar essas informações.
Já nos outros animais, essa interação seria menos desenvolvida.
Esta teoria pretende explicar fenômenos paranormais como a clarividência, a telepatia e a mediunidade.
Todos os animais têm essa glândula; ela os orienta nos processos migratórios, por exemplo, pois ela sintoniza com este tipo de campo magnético.
Nos animais, a glândula pineal tem fotorreceptores iguais aos presentes na retina dos olhos, porque a origem biológica da pineal é a mesma dos olhos, é um terceiro olho, literalmente.
Quando a espiritualidade se comunica é através de emissões eletromagnéticas, essas emissões são captadas pela pineal que depois é convertido, em estímulos eletroneuroquí micos; e apesar dessa alegações de que a pineal seria uma "antena" por onde a alma transmitiria os pensamentos para o cérebro, a extração completa da glândula por cirurgia, realizada em casos de tumores benignos ou malignos, não leva a morte ou qualquer alteração na capacidade de pensamento.
O Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, médico, pesquisador do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo, em seu estudo sobre a pineal, chegou à seguinte conclusão:
"A pineal é um sensor capaz de 'ver' o mundo espiritual”
É uma glândula, portanto, que 'vive' o dualismo espírito-matéria.
O cérebro capta o magnetismo externo através da glândula pineal".
Outro cientista, Levdig, expressou-se de forma semelhante ao dizer que a glândula Pineal seria o órgão responsável pelo "sexto sentido" .
Com a forma de pinha (ou de grão), é considerada por estas correntes religioso-filosó ficas como um terceiro olho devido à sua semelhança estrutural com o órgão visual.
Com a forma de pinha (ou de grão), é considerada por estas correntes religioso-filosó ficas como um terceiro olho devido à sua semelhança estrutural com o órgão visual.
Localizada no centro geográfico do cérebro, seria um órgão atrofiado em mutação com relação em nossos ancestrais.
A pineal não explica integralmente o fenômeno mediúnico, como simplesmente os olhos não explicam a visão.
Você pode ter os olhos perfeitos, mas não ter a área cerebral que interprete aquela imagem.
É como um computador: você pode ter todos os programas em ordem, mas se a tela não funciona, você não vê nada.
A pineal, no que diz respeito à mediunidade, capta o campo eletromagnético, impregnado de informações, como se fosse um telefone celular.
Mas tudo isso tem que ser interpretado em áreas cerebrais, como por exemplo, o córtex frontal.
Um papagaio tem a pineal, mas não vai receber um espírito, porque ele não tem uma área no cérebro que lhe permita fazer um julgamento.
A mediunidade está ligada a uma questão de senso-percepção.
Então, a ela não basta a existência da glândula pineal, mas sim, todo o cone que vai até o córtex frontal, que é onde você faz a crítica daquilo que absorve.
A mediunidade é uma função de senso (captar)-percepção (faz a crítica do que está acontecendo) .
Então, a mediunidade é uma função humana.
Mantras:
Mantras:
A glândula está localizada em uma área cheia de líquido.
Talvez o som desses mantras faça vibrar o líquido, provocando alguma reação na glândula.
Os cristais também recebem influências de vibração.
Vibrando o liquido, vibra a glândula, alterando o metabolismo.
Teria lógica!
Chakras:
Chakras:
Algumas correntes defendem que o Ajna origina-se a partir da glândula pineal, muito embora outras, através do livro Os Chakras, de Leadbeater, fale que na maioria dos indivíduos o vórtice dos Chakras Coronário e Ajna convergem para a glândula pituitária, mas em alguns casos (médiuns? sensitivos?) o Coronário se inclina até a pineal.
Confusão estabelecida, a maioria da bibliografia consultada encontramos o seguinte: “a relação dos chakras com glândulas é, segundo conhecimentos mais recentes, e médicos espiritualistas de alto discernimento, uma relação simbólica, por equivalência de funcionalidade.
E ainda assim indireta, uma vez que os chakras se ligariam aos plexos, e estes sim às glândulas endócrinas".
Então, ao meu ver, parece ser uma questão de discutir o sexo dos anjos, já que a coisa toda é metafísica, energética, e não física.
Então, ao meu ver, parece ser uma questão de discutir o sexo dos anjos, já que a coisa toda é metafísica, energética, e não física.
Seja como for, pra explicar de uma forma didática e prática, o Ajna atua sobre a glândula HIPÓFISE (pituitária, embaixo), enquanto o Coronário atua sobre a glândula EPÍFISE (pineal, em cima).
O Chakra coronário é a sede da perfeição maior no homem.
Nele vivemos e nos sentimos em Deus.
Quando o chakra coronário começa a se abrir, você experimenta cada vez mais aqueles momentos em que a separação entre o ser interior e a vdia exterior é anulada.
Sua consciência fica totalmente quieta e plena.
Com o crescente desdobramento do chakra coronário, esses momentos ocorrem com maior freqüência e se tornam cada vez mais claros, até se transformarem numa realidade permanente, não havendo emtão nenhum retrocesso em sua evolução.
Ocorre a Felicidade pura.
Quando você não se abre para as realidades espirituais, mantendo esse chakra menos desenvolvido, poderão aparecer sentimentos de insegurança e de desorientação, talvez você sinta uma certa incensatez em sua vida e provável até que surja o medo da morte, impelindo a você criar mecanismos de fuga através de novas atividades, ou se impondo mais responsabilidades.
Bibliografia:
guia heu nom
Bibliografia:
guia heu nom
ajornada
virtualpsy
saindodamatrix
Fonte: gianfardoni blog
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