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sexta-feira, 4 de março de 2016
Sobre o medo...
"Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano, ele treme de medo.
Olha para trás, para toda a jornada... os cumes, as montanhas, o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre.
Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar atrás.
Ninguém pode voltar. Voltar é impossível na existência. Você pode apenas ir em frente. O rio precisa se arriscar e entrar no oceano.
E, somente quando ele entra no oceano, é que o medo desaparece.
E, então, o rio saberá, que não se trata de desaparecer no oceano, mas de tornar-se oceano. Por um lado é desaparecimento, e por outro lado, é renascimento."
Osho
terça-feira, 10 de novembro de 2015
Parábola: sorte ou azar?
"No passado remoto de uma pobre aldeia da longínqua China, havia um menino que desejava fortemente ser dono de um cavalo. Porém os seus pais eram tão desprovidos de recursos, assim como todos naquela aldeia e, por isso, jamais poderiam realizar o sonho do pequeno filho. Embora soubesse daquela situação, e consciente da sua vida simples, o menino mantinha aceso o seu desejo ao longo dos anos.
Em uma manhã passou pela estrada uma tropa, cujo dono era um generoso nobre que rumava para o norte levando consigo seus pertences, ouros e cavalos, inclusive um potro puro sangue que estava atrapalhando a marcha. A tropa necessitava de uma parada de descanso, dar água e alimento aos cavalos, e acabaram recebidos na humilde propriedade dos pais do menino. Foi quando o nobre senhor soube da história e, comovido, deu ao garoto o potro. A notícia espalhou-se rapidamente e toda aldeia foi à cabana do jovem, para cumprimentar seu pai, dizendo:
– Seu filho tem muita sorte. Sonhou tanto que conseguiu realizar o seu sonho. É, seu filho tem muita sorte: ganhar um potro puro sangue de um senhor tão generoso!
– Pode ser sorte, pode ser azar... - Filosofou o pai.
Durante os dois anos que se seguiram o jovem cuidou do proto até se tornar um belo garanhão, com o qual todos o viam galopar pela região. O jovem certamente era muito feliz... Contudo, numa tarde primaveril passou por aquelas bandas uma égua fogosa e o garanhão a seguiu, desaparecendo com ela em meio à pradaria. O povo da aldeia, novamente sem demora alguma, disse ao pai do garoto:
– Seu filho tem muito azar! Sonhou tanto com o cavalo, conseguiu um, tratou com esmero durante dois anos completos e, de repente, o cavalo foge! Seu filho tem muito azar!
O pai do jovem respondeu mais uma vez em tom reflexivo:
– Pode ser sorte, pode ser azar... Um ano e meio depois voltam ao pasto do rapaz o cavalo, a égua e mais um potrinho, fruto da união dos dois. Reza a lei das aldeias chinesas que, ao adentraram um campo, os animais pertencem ao dono da propriedade em que se encontram. Portanto, naquele momento o jovem tornou-se o dono dos três belos equinos. E pela terceira vez, a população inteira da aldeia diz ao pai quão grande é a sorte de seu filho. O pai do jovem diz:
– Pode ser sorte, pode ser azar... Mais uma vez o jovem cuida com amor e carinho do outro potrinho. Outros dois longos e prósperos anos passam seguindo e aumentando a cada dia a felicidade do rapaz. Todos os aldeões podiam ver ao longe o jovem cavalgando pelas pradarias... Num desses momentos, uma cobra aparece no meio do pasto assustando o cavalo, e provocando a abrupta queda do rapaz, que fratura as duas pernas! Antes mesmo que ele fosse socorrido e acomodado em sua casa, o povo da aldeia já contava com pesar o infortúnio do jovem: “Este rapaz tem muito azar! Quebrar logo as duas pernas de uma única vez?! E logo desta triste forma, caindo do cavalo que foi tratado com tanto carinho!” Sem abalar-se o pai responde como sempre: “Pode ser sorte, pode ser azar...”
Na semana seguinte é declarada uma guerra civil entre as aldeias do lugar e todos os jovens, senhores e meninos devem servir à defesa de suas terras. Todavia, para aquele garoto a história seria outra, pois, com as duas pernas quebradas, não pode alistar-se. Mesmo em meio à guerra, os aldeões correm a dizer ao pai que seu filho tinha uma sorte danada!"
Pode ser sorte... Pode ser azar...
Pode ser sorte... Pode ser azar...
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
Como sair da Zona de Conforto?
“Um rei foi presenteado com dois jovens falcões. Este, imediatamente contratou um mestre em falcões para treiná-los. Depois de vários meses, o instrutor disse ao rei que um dos falcões foi bem educado, mas não sabia o que estava acontecendo com o outro.
Desde que ele tinha chegado ao palácio, ele não havia se mudado de galho, ainda tinha que levar a comida diariamente a ele.
O rei chamou diversos curadeiros, especialistas em aves, mas nenhum pode fazer o pássaro voar. Desesperado, ele emitiu um decreto proclamando uma recompensa para aqueles que fizessem o falcão voar.
Na manhã seguinte, o rei viu o pássaro voando em seus jardins.
– Traga o autor deste milagre! Ordenou o rei.
Apareceu diante dele um simples camponês. O rei perguntou:
– Como você conseguiu fazer o falcão voar? Você é um mago?
– Não foi muito difícil meu rei – disse sorrindo o homem. – Eu só cortei o galho que ele estava. Naquela ocasião, o pássaro foi deixado sem nenhuma outra alternativa senão levantar voo.”
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
A rosa
Um certo homem plantou uma rosa e passou a regá-la constantemente e, antes que ela desabrochasse, a examinou. Ele viu o botão que em breve desabrocharia, mas notou espinhos sobre o talo e pensou:
“Como pode uma bela flor vir de uma planta rodeada de espinhos tão afiados?”
Entristecido por este pensamento, ele se recusou a regar a rosa, e, antes que estivesse pronta para desbrochar, ela morreu.
Assim é com muitas pessoas. Dentro de cada alma há uma rosa: as qualidades dadas por Deus e plantadas em nós crescendo em meio aos espinhos de nossas faltas. Muitos de nós olhamos para nós mesmos e vemos apenas os espinhos, os defeitos.
Nós nos desesperamos, achando que nada de bom pode vir de nosso interior. Nós nos recusamos a regar o bem dentro de nós, e consequentemente, isso morre. Nós nunca percebemos o nosso potencial. algumas pessoas não vêem a rosa dentro delas mesmas; alguém mais deve mostrá-la a elas.
Um dos maiores dons que uma pessoa pode possuir ou compartilhar é ser capaz de passar pelos espinhos e encontrar a rosa dentro de outras pessoas. Essa é a característica do amor: olhar uma pessoa e conhecer suas verdadeiras faltas. Aceitar aquela pessoa em sua vida, enquanto reconhece a beleza em sua alma e ajudá-la a perceber que ela pode superar suas aparentes imperfeições.
Se nós mostrarmos a essas pessoas a rosa, elas superarão seus próprios espinhos. Só assim elas poderão desabrochar muitas e muitas vezes.
Autor Desconhecido
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Lenda Árabe
Diz uma linda lenda árabe que dois amigos viajavam pelo deserto e em um determinado ponto da viagem, discutiram.
O outro ofendido, sem nada a dizer, escreveu na areia:
-"Hoje meu melhor amigo me bateu no rosto".
No entanto seguiram viagem e chegaram a um oásis, onde resolveram banhar-se, o que havia sido esbofeteado, começou a afogar-se, porém foi salvo pelo amigo, ao se recuperar começou a escrever numa pedra:
-"Hoje meu melhor amigo salvou minha vida".
Intrigado o amigo perguntou:
- Por que depois que ti bati você escreveu na areia, e agora escreveu na pedra?
Sorrindo o outro amigo respondeu:
- Quando um grande amigo nos ofende, devemos escrever na areia, onde os ventos do esquecimento e do perdão se encarregam de tudo apagar, porém, quando o amigo nos faz algo grandioso, devemos gravar na pedra do coração, onde vento nenhum do mundo pode apagar.
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Há muito tempo atrás...
Uma mulher saiu de sua casa e viu três homens com longas barbas brancas sentados em frente ao quintal dela.
Ela não os reconheceu, e então perguntou:
Acho que os conheço, mas devem estar com fome. Por favor, entrem e comam algo.
- O homem da casa está? Perguntaram.
- Não, ela disse, está fora.
- Então não podemos entrar.
À noite quando o marido chegou, ela contou-lhe o que aconteceu.
- Vá diga que estou em casa e convide-os a entrar.
- Não podemos entrar juntos. Responderam.
- Porque isto? Ela quis saber?
Um dos velhos explicou-lhe:
- Seu nome é fartura. Ele disse apontando um dos seus amigos e mostrando o outro, falou:
- Ele é o sucesso e eu sou o amor. - agora vá e discuta com o seu marido qual de nós você quer em sua casa. A mulher entrou e falou ao seu marido o que foi dito. Ele ficou arrebatado e disse:
- Nesse caso vamos convidar a fartura. Deixe-o vir e encher a nossa casa de fartura. A esposa discordou:
- Meu querido, porque não convidamos o sucesso? A cunhada deles ouvia no outro canto da casa, e sugeriu:
- Não seria melhor convidar o amor?
- Atentamos pelo conselho da nossa cunhada - Disse o marido para esposa.
- Vá lá fora e chame o amor para ser nosso convidado.
A mulher saiu e perguntou aos três homens:
- Qual de vocês é o amor? Por favor, entre e seja nosso convidado.
O amor levantou-se e seguiu em direção a casa. Os outros dois levantaram-se e seguiram-no.
Surpresa a senhora perguntou-lhes:
- Apenas convidei o amor, porque vocês entraram? Os velhos homens responderam:
- Se você convidasse a fartura ou o sucesso, os outros dois esperariam aqui fora, mas se você convidar o amor, onde ele for iremos com ele. Onde há amor, há também fartura e sucesso!
Autor Desconhecido
domingo, 9 de setembro de 2012
sábado, 8 de setembro de 2012
Lenda Chinesa
Há muito tempo, na China, a jovem Lírio se casou e foi viver com o marido e a sogra.
Depois de alguns dias, Lírio passou a não se entender com a sogra, que só a criticava. De acordo com a antiga tradição chinesa, a nora tinha que se curvar à sogra e obedecê-la em tudo. Lírio, já não suportando mais conviver com a sogra, decidiu tomar uma atitude e foi visitar um amigo de seu pai.
Depois de ouvi-la, ele pegou um pacote de ervas e lhe disse:- Vou lhe dar várias ervas que irão lentamente envenenando sua sogra.
Você não poderá usá-las de uma só vez para se libertar dela, porque isso causaria suspeita.
- A cada dois dias ponha um pouco destas ervas na comida dela e para ter certeza de que ninguém suspeitará de você quando ela morrer, você deve agir de forma muito amigável.
- Não discuta e ajudar a resolver seu problema, mas você tem que seguir todas as instruções que eu lhe der.
Lírio respondeu:- Sim, Sr. Huang, eu farei de tudo o que o senhor me pediu.
Lírio ficou muito contente, agradeceu ao Sr. Huang e voltou apressada para casa para começar o projeto de assassinar sua sogra.
Semanas se passaram e a cada dois dias Lírio servia a comida "especialmente preparada" à sua sogra.
Ela sempre lembrava do que o Sr. Huang tinha recomendado sobre como evitar suspeitas e, assim, controlou o seu temperamento, obedeceu a sogra e a tratou como se fosse sua própria mãe.
Depois de seis meses, a casa inteira estava com outro astral. Lírio tinha controlado seu temperamento e quase nunca se aborrecia. Nesses seis meses, não tinha tido nenhuma discussão com a sogra, que agora parecia mais amável e fácil de lidar e elas passaram a se tratar como mãe e filha.
Um dia, Lírio foi novamente procurar o Sr. Huang para pedir-lhe ajuda e lhe disse:- Querido Sr. Huang, por favor, me ajude a evitar que o veneno mate minha sogra. Ela se transformou numa mulher agradável e eu a amo como se fosse minha mãe. Não quero que ela morra por causa do veneno que eu lhe dei.
O Sr. Huang sorriu e acenou com a cabeça:- Lírio, não precisa se preocupar. As ervas que eu dei eram vitaminas para melhorar a saúde dela. O veneno estava na sua mente e na sua atitude, mas foram jogados fora e substituídos pelo amor, o carinho e a atenção que você passou a dar a ela. Voce mudou... e tudo mudou!
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
O sábio e a borboleta azul
Havia um pai que morava com suas duas jovens filhas, meninas muito curiosas e inteligentes.
Suas filhas sempre lhe faziam muitas perguntas.
Algumas ele sabia responder, outras não fazia a mínima idéia da resposta.
Como pretendia oferecer a melhor educação para suas filhas, as enviou para passar as férias com um velho sábio que morava no alto de uma colina.
Este, por sua vez, respondia todas as perguntas sem hesitar.
Já muito impacientes com essa situação, pois constataram que o tal velho era realmente sábio, resolveram inventar uma pergunta que o sábio não saberia responder.
Passaram-se alguns dias e uma das meninas apareceu com uma linda borboleta azul e exclamou para a sua irmã:
-Desta vez o sábio não vai saber a resposta!
-O que vai fazer? - perguntou a outra menina.
-Tenho uma borboleta azul em minhas mãos. Vou perguntar para o sábio se a borboleta está viva ou morta.
Se ele disser que ela está morta, vou abrir minhas mãos e deixá-la voar para o céu. Se ele disser que ela está viva, vou apertá-la rapidamente, esmagá-la e assim matá-la. Como conseqüência, qualquer resposta que o velho nos der vai estar errada.
As duas meninas foram, então, ao encontro do sábio, que encontrava-se meditando sob um eucalipto na montanha.
A menina aproximou-se e perguntou:
-Tenho aqui uma borboleta azul. Diga-me sábio, ela está viva ou morta?
Calmamente o sábio sorriu e respondeu:
-Depende de você...ela está em suas mãos.
Autor Desconhecido
terça-feira, 29 de maio de 2012
Autovalorização: O real valor
Certo dia, um aluno foi pedir conselhos para seu professor.
-Venho aqui, professor, porque me sinto tão pouca coisa, que não tenho forças para fazer nada. Dizem-me que não sirvo para nada, que não faço nada bem, que sou lerdo e muito idiota. Como posso melhorar? O que posso fazer para que me valorizem mais?
O professor, sem olhá-lo, disse: - Sinto muito meu jovem, mas não posso te ajudar, devo primeiro resolver o meu próprio problema. Talvez depois. E fazendo uma pausa falou:
- Se você me ajudasse, eu poderia resolver este problema com mais rapidez e depois talvez possa te ajudar. C-c-claro... professor, gaguejou o jovem, mas se sentiu outra vez desvalorizado e hesitou em ajudar seu professor.
O professor tirou um anel que usava no dedo pequeno e deu ao garoto e disse:
- Monte no cavalo e vá até o mercado. Devo vender esse anel porque tenho que pagar uma dívida. É preciso que obtenhas pelo anel o máximo possível, mas não aceite menos que uma moeda de ouro. Vá e volte com a moeda o mais rápido possível.
O jovem pegou o anel e partiu. Mal chegou ao mercado começou a oferecer o anel aos mercadores. Eles olhavam com algum interesse, até quando o jovem dizia o quanto pretendia pelo anel. Quando o jovem mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros saiam sem ao menos olhar para ele, mas só um velhinho foi amável a ponto de explicar que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar um anel.
Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda de prata e uma xícara de cobre, mas o jovem seguia as instruções de não aceitar menos que uma moeda de ouro e recusava as ofertas.
Depois de oferecer a jóia a todos que passaram pelo mercado, abatidos pelo fracasso montou no cavalo e voltou. O jovem desejou ter uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse comprar o anel, assim livrando a preocupação de seu professor e assim podendo receber ajuda e conselhos.
Entrou na casa e disse: - Professor, sinto muito, mas é impossível conseguir o que me pediu. Talvez pudesse conseguir duas ou três moedas de prata, mas não acho que se possa enganar ninguém sobre o valor do anel.
- Importante o que disse meu jovem, contestou sorridente. Devemos saber primeiro o valor do anel. Volte a montar no cavalo e vá até o joalheiro. Quem melhor para saber o valor exato do anel? Diga que quer vender o anel e pergunte quanto ele te dá por ele. Mas não importa o quanto ele te ofereça, não o venda volte aqui com meu anel.
O jovem foi até o joalheiro e lhe deu o anel para examinar. O joalheiro examinou o anel com uma lupa, pesou o anel e disse: - Diga ao seu professor, se ele quer vender agora, não posso dar mais que 58 moedas de ouro pelo anel.
- 58 moedas de ouro! Exclamou o jovem.
- Sim, replicou o joalheiro, eu sei que com tempo eu poderia oferecer cerca de 70 moedas, mas se a venda é urgente...
O jovem correu emocionado a casa do professor para contar o que ocorreu.
- Senta. Disse o professor e depois de ouvir tudo que o jovem lhe contou disse:
- Voce é como esse anel, uma jóia valiosa e única. E que só pode ser avaliada por um expert. Pensava que qualquer um podia descobrir o seu verdadeiro valor? E dizendo isso voltou a colocar o anel no dedo.
A primeira pessoa que deve reconhecer esse real valor é voce mesmo.
- Todos somos como esta jóia: "Valiosos e únicos e andamos por todos os mercados da vida pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem."
E sabiamente concluiu:
- "Ninguém pode fazê-lo sentir-se inferior sem seu consentimento."
Autor Desconhecido
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Chama da Alma
Havia um rei que apesar de ser muito rico, tinha a fama de ser um grande doador, desapegado de sua riqueza. De uma forma bastante estranha, quanto mais ele doava ao seu povo, auxiliando-o, mais os cofres do seu fabuloso palácio se enchiam.
Um dia, um sábio que estava passando por muitas dificuldades, procurou o rei. Ele queria descobrir qual era o segredo daquele monarca.
Como sábio, ele pensava e não conseguia entender como é que o rei, que não estudava as sagradas escrituras, nem levava uma vida de penitência e renúncia, ao contrário, vivia rodeado de luxo e riquezas, podia não se contaminar com tantas coisas materiais.
Afinal, ele, como sábio, havia renunciado a todos os bens da terra, vivia meditando e estudando e, contudo, se reconhecia com muitas dificuldades na alma. Sentia-se em tormenta. E o rei era virtuoso e amado por todos.
Ao chegar em frente ao rei, perguntou-lhe qual era o segredo de viver daquela forma, e ele lhe respondeu:
"Acenda uma lamparina e passe por todas as dependências do palácio e você descobrirá qual é o meu segredo."
Porém, há uma condição: se você deixar que a chama da lamparina se apague, cairá morto no mesmo instante.
O sábio pegou uma lamparina, acendeu e começou a visitar todas as salas do palácio. Duas horas depois voltou à presença do rei, que lhe perguntou:
"Você conseguiu ver todas as minhas riquezas?"
O sábio, que ainda estava tremendo da experiência porque temia perder a vida, se a chama apagasse, respondeu:
"Majestade, eu não vi absolutamente nada. Estava tão preocupado em manter acesa a chama da lamparina que só fui passando pelas salas, e não notei nada."
Com o olhar cheio de misericórdia, o rei contou o seu segredo:
"Pois é assim que eu vivo. Tenho toda minha atenção voltada para manter acesa a chama da minha alma que, embora tenha tantas riquezas, elas não me afetam.Tenho a consciência de que sou eu que preciso iluminar meu mundo com minha presença e não o contrário."
O sábio representa na história as pessoas insatisfeitas, aquelas que dizem que nada lhes sai bem. Vivem irritadas e afirmam ter raiva da vida.
O rei representa as criaturas tranquilas, ajustadas, confiantes. Criaturas que são candidatas ao triunfo nas atividades que se dedicam. São sempre agradáveis, sociáveis e estimuladoras.
Quando se tornam líderes, são criativas, dignas e enriquecedoras.
Deste último grupo saem os que promovem o desenvolvimento da sociedade, os gênios criadores e os grandes cultivadores da verdade.
sábado, 5 de novembro de 2011
A Parábola do Burrinho
Um dia, um burro caiu num poço e não podia sair dali.
O animal chorou fortemente durante horas, enquanto o seu dono pensava no que fazer.
O camponês desceu numa escada, para avaliar a situação, tentou puxar o burrinho com uma corda, mas percebeu que não conseguiria, pediu auxilio aos vizinhos, mas nada resolveu.
Finalmente, o camponês tomou uma decisão cruel: concluiu que já que o burro estava muito velho e que o poço estava mesmo seco, precisaria de ser tapado de alguma forma.
E, então, pediu aos seus vizinhos para o ajudar a enterrar vivo o burro.
Cada um deles pegou uma pá e começou a atirar terra para dentro do poço.
O burro entendeu o que estavam fazendo e chorou desesperadamente.
Até que, passado um momento, o burro pareceu ficar mais calmo.
O camponês olhou para o fundo do poço e ficou surpreendido.
A cada pá de terra que caía sobre ele o burro sacudia-a, dando um passo sobre esta mesma terra que caía ao chão.
Assim, em pouco tempo, todos viram como o burro conseguiu chegar até ao topo do poço, passar por cima da borda e sair dali.
A vida vai atirar muita terra para cima de ti. Principalmente se já estiveres dentro de um poço. Cada um dos nossos problemas pode ser um degrau que nos conduz para cima. Podemos sair dos buracos mais profundos se não nos dermos por vencidos. Usa a terra que te atiram para seguir em frente!
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
A parábola da Rosa
"Um certo homem plantou uma rosa e passou a regá-la constantemente, e, antes que ela desabrochasse, ele a examinou. Ele viu o botão que em breve desabrocharia, mas notou espinhos sobre o talo e pensou: "Como pode uma bela flor vir de uma planta rodeada de espinhos tão afiados?" Entristecido por este pensamento, ele se recusou a regar a rosa, e, antes que estivesse pronta para desabrochar, ela morreu."
Assim é com muitas pessoas.
Dentro de cada alma há uma rosa: As qualidades dadas por Deus e plantadas em nós crescendo em meio aos espinhos de nossas faltas.
Muitos de nós olhamos para nós mesmos e vemos apenas os espinhos, os defeitos.
Desesperamo-nos, achando que nada de bom pode vir de nosso interior.
Recusamo-nos a regar o bem dentro de nós e, consequentemente, isso morre.
Nunca percebemos o nosso potencial.
Algumas pessoas não vêem a rosa dentro de si mesmas.
Alguém mais deve mostrá-la a elas.
Um dos maiores dons que uma pessoa pode possuir ou compartilhar é ser capaz de passar pelos espinhos e encontrar a rosa dentro de outras pessoas.
Esta é a característica do amor: olhar uma pessoa e conhecer suas verdadeiras faltas.
Aceitar aquela pessoa em sua vida, enquanto reconhece a beleza em sua alma e ajudá-la a perceber que ela pode superar suas aparentes imperfeições.
Se nós mostrarmos a essas pessoas a rosa, elas superarão seus próprios espinhos.
Só assim elas poderão desabrochar muitas e muitas vezes.
Autor Desconhecido
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