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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Oração para os Setênios (Antroposofia)










ORAÇÃO PARA O PRIMEIRO SETÊNIO
(para crianças que já sabem rezar sozinhas)

Da cabeça aos pés
sou a imagem de Deus.
Do coração às mãos
sinto o hálito de Deus.
Quando Deus eu avisto
em todas as partes,
no pai e na mãe,
em todas as pessoas queridas,
no animal e na flor,
na árvore e na pedra,
não sinto medo de nada:
só amor
a tudo que está ao meu redor.

Rudolf Steiner


ORAÇÃO PARA O SEGUNDO SETÊNIO
(a partir dos 10 anos)

Eu contemplo o mundo onde o sol reluz;
onde as estrelas brilham,
onde as pedras dormem,
onde as plantas vivem e vivendo crescem;
onde os bichos sentem e sentindo vivem;
onde já o homem, tendo em si a alma,
abrigou o espírito.
Eu contemplo a alma que reside em mim.
O Divino Espírito age dentro dela,
assim como a tua sobre a luz do sol.
Ele paira fora na amplidão do espaço
e nas profundezas da alma também.
A ti eu suplico,
ó Divino Espírito,
que bênçãos e forças para o aprender,
para o trabalhar,
cresçam dentro de mim.

Rudolf Steiner


ORAÇÃO PARA O TERCEIRO SETÊNIO

Tu, que iluminas o Universo,
ilumina também a mim e
tira a venda dos meus olhos
para que eu veja o Sol verdadeiro.
Está ainda coberto com um véu,
entretanto, em um mar de luz dourada
transluz minha alma.
Agora, concede-me vê-lo
na imagem da claridade
e da verdade pura.
Deixa que reconheça em Sua luz
quais são os meus deveres.
E logo, terminada a viagem,
permite-me chegar ao Lugar Sagrado.
E tu, consolo do Universo,
brinda-me a força
para alcançá-lo em realidade.
E tu, ó Amor Divino,
acolhe-me em teus desígnios
e mantém puro o eterno raio
da minha fiel vontade.

Rudolf Steiner


ORAÇÃO PARA O QUARTO SETÊNIO

Não olhe o que os outros fazem.
Os outros são tantos!
Você entra num jogo
que nunca quer parar.

Pelos caminhos de Deus ande,
não deixe outro ser o guia.
Assim você caminha directo e recto,
mesmo que ande sozinho.

Christian Morgenstern


ORAÇÃO PARA O QUINTO SETÊNIO

Homem, torna-te essencial,
pois, se o mundo parar,
o acaso desaparecerá
e só o essencial permanecerá.

Angelus Silesius


ORAÇÃO PARA O SEXTO SETÊNIO

Em cada homem há um menino
que quer brincar, que quer amar,
que quer falar e ser escutado.
Se você souber fazê-lo acordar,
seu amor desabrochará;
se, do contrário, você só o criticar,
tudo irá paralisar.

Em cada mulher há uma menina
que quer brincar, que quer chorar,
que quer ser abraçada, que quer ser beijada.
Deite-a em seu colo, afane seus cabelos,
enxugue suas lágrimas,
brinque, abrace e beije.
E nela despertará a mulher
que caminha junto lado a lado.

Gudrun Burkhard
( tornar-se dama, tornar-se cavalheiro)


ORAÇÃO PARA O SÉTIMO SETÊNIO

Tudo se acerta e preenche.
É só saber esperar.
E o advento de sua felicidade
ano e campos irão propiciar.
Até que um dia
você sente o perfume do grão.
Você se põe a caminhar
para trazer a colheita e armazenar.

Christian Morgenstern
( do alto da montanha)


ORAÇÃO PARA O OITAVO SETÊNIO

A serviço da vida... fui.
A serviço da vida... vim.
Só meu sofrimento me instrui,
quando me recordo de mim...
E toda mágoa se dilui,
restando a vida, sem fim.

Cecília Meireles
( saber ouvir)


ORAÇÃO PARA TODOS OS MOMENTOS

Eu não sou eu.
Eu sou aquele que caminha ao meu lado,
sem que eu o enxergue,
que eu visito frequentemente
e que frequentemente eu esqueço.
Aquele que cala em silêncio quando eu falo,
que docilmente perdoa quando eu odeio,
que fica em pé, quando eu morro.

Juan Ramón Jimenez
(para todos os momentos...)

Por Luis Fonseca Cabreira


domingo, 13 de maio de 2012

Mãe... Mamãe...


"Os braços de uma mãe 
são feitos de ternura 
e os filhos 
dormem profundamente neles."

Victor Hugo

quinta-feira, 8 de março de 2012

Ser mulher...



Ser mulher...
É viver mil vezes em apenas uma vida.
É lutar por causas perdidas e
sempre sair vencedora.
É estar antes do ontem e depois do amanhã.
É desconhecer a palavra recompensa
apesar dos seus atos.

Ser mulher...
É caminhar na dúvida cheia de certezas.
É correr atrás das nuvens num dia de sol.
É alcançar o sol num dia de chuva.

Ser mulher...
É chorar de alegria e muitas vezes
sorrir com tristeza.
É acreditar quando ninguém mais acredita.
É cancelar sonhos em prol de terceiros.
É esperar quando ninguém mais espera.

Ser mulher...
É identificar um sorriso triste e uma lágrima falsa.
É ser enganada, e sempre dar mais uma chance.
É cair no fundo do poço, e emergir sem ajuda.

Ser mulher...
É estar em mil lugares de uma só vez.
É fazer mil papeis ao mesmo tempo.
É ser forte e fingir que é frágil...
Pra ter um carinho.

Ser mulher...
É se perder em palavras e
depois perceber que se encontrou nelas.
É distribuir emoções
que nem sempre são captadas.

Ser mulher...
É comprar, emprestar, alugar,
vender sentimentos, mas jamais dever.
É construir castelos na areia,
vê-los desmoronados pelas águas.
E ainda assim amá-los.

Ser mulher...
É saber dar o perdão...
É tentar recuperar o irrecuperável.
É entender o que ninguém mais conseguiu desvendar.

Ser mulher...
É estender a mão a quem ainda não pediu.
É doar o que ainda não foi solicitado.

Ser mulher...
É não ter vergonha de chorar por amor.
É saber a hora certa do fim.
É esperar sempre por um recomeço.

Ser mulher...
É ter a arrogância de viver
apesar dos dissabores,
das desilusões, das traições e
das decepções.

Ser mulher...
É ser mãe dos seus filhos...
Dos filhos de outros.
É amá-los igualmente.

Ser mulher...
É ter confiança no amanhã e
aceitação pelo ontem.
É desbravar caminhos difíceis
em instantes inoportunos.
E fincar a bandeira da conquista.

Ser mulher...
É entender as fases da lua
por ter suas próprias fases.

Flavio Costa

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

E voce? O que voce aprendeu?


"Aprendi que o amor chega na hora exata...
Que a maturidade vem aos poucos...
Que a infantilidade só vale a pena se for pra fazer a gente rir...
Que pai, mãe são tudo...
Que amigos bons e sinceros são muito poucos...
Que cuidar da sua vida é sempre a melhor opção...
Que dias melhores "sempre" virão...
Que na vida, tudo vale a pena...
E principalmente que minha felicidade 
depende muito das escolhas que Eu faço..."

Autor Desconhecido

A tirinha que emocionou o mundo...

sábado, 3 de dezembro de 2011

O Manto de Mãe Maria: Proteção para os Filhos (Antroposofia)


Ó manto de Maria
proteja meu filho de todo mal
Ó manto de Maria
envie o calor do meu coração para meu filho
Ó manto de Maria
Guie os passos do meu filho na senda da verdade
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Anônimo 

Esta oração da Idade Média procura três elementos de proteção para ajudar o jovem a crescer: 

O calor do amor, 
O guiar os passos e 
O encontro com a verdade. 

Naquela época as pessoas tinham um relacionamento natural com os mundos superiores e a prece era o meio mais eficaz para expressar essa fé e confiança. Esta situação tem mudado bastante, pois hoje em dia temos que nos conscientizar dos problemas, para que junto conosco as forças superiores possam atuar na oração.

Os pais estão muito atentos aos perigos do mundo de fora que podem atingir seus filhos. Porém, além disso existem alguns que não se manifestam tão obviamente, mas que podem interferir no crescimento sadio do/da jovem, isto é, ‘a perda da inocência’, o avançar de vivências que deveriam ficar para um setênio futuro pois o namoro muitas vezes começa já no segundo setênio.
Este fenômeno não é restrito ao Brasil senão ao mundo dos jovens em geral, onde eles estiverem. 

O jovem se mostra insatisfeito com as atividades que satisfazem seus pais na mesma idade, ele quer e exige vivências exuberantes; praticar esportes de alto risco é apenas uma manifestação disso. Eles procuram a liberdade emocional que se confunde com a emergência da sexualidade.

Na maioria dos casos a pergunta de como chegar a critérios adequados para lida com esta questão se resolve por meio daquilo que podemos chamar “o consensus da aula”. Os pais são cada vez mais confrontados com os pedidos e as colocações de seus filhos que por citar “o consensus da aula” exigem que desfrutem de plena liberdade de escolha, de onde, vão, com quem, e chega a tal ponto o exagero que convencem, em alguns casos, seus pais de que sua tarefa seria de ver que a vontade de seu filho seja cumprida. Claro que isto ocorre em casos extremos, porém, é como dizer: “tenho o direito de ser feliz e para que isso possa acontecer, vocês deveriam remover os obstáculos no meu caminho”... Com esta atitude pouco a pouco desaparece a objetividade entre a criança/jovem e seus pais. 

Podemos perguntar como isso aconteceu?

Os pais da grande metrópoles, estão em geral ambos ausentes do lar por períodos longos pela exigência de seus trabalhos. Como não estão, o jovem imperceptivelmente transfere seu “ponto referencial” ou uma parte dele para o consensus da aula chamado “panelinha”. O “consensus da aula” sempre está querendo abrir novos campos de interesse, expandindo a atuação livre dos seus integrantes, como participar em festas sem supervisão dos pais que vão até a hora da madrugada, ou festas na praia, ou em lugares longe de casa onde se pernoita e assim em diante. 

O grupo começa a exercitar uma influência considerável, como monitorando como se veste, estilo, cor, quem é considerado “legal” e quem não é, assim com mil é uma metas que só eles sabem. Os integrantes formam laços emocionais e usam o grupo cada vez mais como ponto de referência para seu comportamento. Os líderes deste grupo são os mais precoces e experientes. Uma jovem que seja talvez mais tímida, porém querendo fazer parte da “ação” se sente sob pressão para entrar no jogo do namoro, de demonstrar sua capacidade de conquistar, mesmo que ela, ao cumprir este papel, tenha de contradizer sua própria consciência, como preço de ser integrante do grupo.

São justamente estas jovens que podem perder sua inocência sem querer fazê-lo. Elas entram em uma situação desprotegida em uma situação constrangedora em que se deixam ser levadas pelo que os outros acham “legal”, perdendo assim sua inocência e possivelmente sendo arrastadas à gravidez e a um parto ou a um aborto, ambos semeando tristeza na sua jovem vida. Temos de ser conscientes e vigilantes no atuar com nossos filhos de maneira que este tipo de acidente não aconteça. Porém, essa proteção terá que vir da nossa fé que eles podem sentir como uma força protetora também.

A celebração das épocas do ano cristão deveria nos trazer ajuda para refletir sobre as realidades práticas de nossas vidas. 

Que neste Advento a Virgem Maria possa nos transmitir os valores da inocência, da pureza, como foram sua condição para poder ser portadora do seu filho Jesus, o filho de Deus.

Queremos que essa qualidade seja preservada em nossos filhos para que eles possam ser portadores da flor da juventude e que em seu tempo amadureça na alma a capacidade de amor que se revela no encontro daquele que esperava aparecer no destino.

Como podemos proteger esta flor?

Pelo fato de estabelecer nos com o ponto referencial principal dos nossos filhos pelo fato de eles serem a coisa mais importante que temos. Este fato terá que ser manifestado pela presença do pai ao lado do seu filho, como pai, companheiro, amigo e guia. 

A época de Advento é um momento para os pais contemplarem se o seu manto de proteção é pequeno de mais, ou está cobrindo por completo seu filho amado. Se não estiver cobrindo, ali temos que ver que só com sacrifício restabeleceremos estas prioridades, sacrificar tempo, até trabalho para poder desfrutar deste relacionamento divino, pois a inocência de seu filho vem de Deus e toca as cordas da ternura em seu coração.

Agora estamos em condições de fazer a oração com toda convicção.

Ó manto de Maria
proteja meu filho de todo mal
Ó manto de Maria
envie o calor do meu coração para meu filho.
Ó manto de Maria
guie os passos do meu filho na senda da verdade
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo!

O Manto de Maria 
Por Douglas Thackray