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domingo, 20 de novembro de 2011
domingo, 6 de novembro de 2011
Os Golfinhos: Sistema de Sonar
Provavelmente todos já ouviram falar dos golfinhos. Que eles são mamíferos adoráveis, brincalhões, excelentes nadadores, companheiros – vivem sempre em grupos e com uma admirável inteligência. Todas essas são algumas das características apresentadas por esses animais marinhos. Mas, e sobre o sistema de sonar dos golfinhos … você já ouviu falar? Acho que não. Pouco ou nada se falam sobre isso, portanto, atentem-se aos detalhes que se seguem; tenho certeza que mais uma vez irá se surpreender.
Sonar é uma técnica que utiliza som para se comunicar ou detectar embarcações. A marinha dos Estados Unidos possui um excelente sistema de sonar; entretanto, este sistema não chega, nem sequer um pouquinho, próximo da perfeição apresentada pelo sistema de sonar dos golfinhos. A precisão deste sistema dos golfinhos é tão incrível que eles podem detectar um peixe, por menor que seja, que esteja até 70 metros de distância dele. Esse sistema de sonar é composto por uma lente sonora que focaliza em feixe as ondas de som emitidas, fazendo com que um golfinho consiga mirá-lo para qualquer direção; mecanismo, este, semelhante ao facho de uma lanterna.
Para a lente sonora funcionar, diferentes susbtâncias gordurosas, chamadas de lipídios, curvam as ondas de ultra-som que passam por entre elas de maneiras diferentes. Para focar os ecos sonoros que voltam para o golfinho esses lipídios precisam estar na ordem e sequência exatas! Sendo assim, o golfinho consegue localizar o peixe, não importando o seu tamanho.
As gorduras que compõem o sistema de sonar dos golfinhos não se assemelham a nenhuma outra. Possuem características próprias, exatas e matemáticamente projetadas.
“Observando as obras admiráveis que mostram planejamento neste mundo, acredito que qualquer pessoa intelectualmente honesta deva concluir que elas foram realizadas por um grande Planejador.”
Jonathan D. Sarfati
Blog Detalhes da Criação
sábado, 12 de março de 2011
Animais de Poder
Uma das ferramentas mais poderosas para o crescimento pessoal do xamã é o trabalho com os espíritos animais. Para os mais experientes neste caminho, os animais podem aparecer frequentemente, principalmente quando se necessitam do auxílio deles. Mas encontrar um Animal de Poder às vezes pode ser uma tarefa difícil.
O modo mais fácil para começar a trabalhar com os animais de poder é estudar primeiro as habilidades naturais do animal e seus modos de como metaforicamente você vai aplicá-las em diversas situações na vida.
Por exemplo, por causa de sua visão, a águia poderia lhe ajudar a manter uma visão de suas verdadeiras metas. Um imagem de uma águia capturando sua presa é uma ferramenta poderosa para ajudá-lo alcançar metas. Tais imagens servem para lhe dar a força que você precisa para manter sua visão e metas.
Também estudando os modos naturais do seu animal, ajuda a criar um laço poderoso entre você e seu animal, permitindo assim o ajudar até mesmo em sua vida.
Estude também algum outro significado que esse animal pode ter em outras culturas. Por exemplo, para alguns: o urso representa introspecção, o colibri representa alegria, e o leopardo representa poder interno. Nós podemos usar estes mitos para nos ajudar a conectar com nossos animais de poder e como um enfoque para entender o que esses animais vieram nos ensinar.
Assim que você estabelecer uma conexão forte com seu animal de poder, você poderá convocá-lo quando desejar para auxiliá-lo e aconselhá-lo. Geralmente essa comunicação se dá pela jornada xamânica ou uma voz interna.
Outro modo xamânico que você pode usar para conectar os seus animais de poder, é utilizar um enfoque ou um objeto físico para representar o animal, que pode ser um quadro, uma imagem, uma reprodução em miniatura, uma parte do corpo (p.ex: um dente, uma asa). Qualquer um desses objetos poderão ser-lhe útil em sua conexão com ele. Segure o objeto e procure sentir a energia fluindo pelas mãos e tomando conta de todo seu ser dando-lhe a paz e o respeito necessário para a conexão.
Outro modo xamânico de conectar com seu animal é imitar o movimento dele. Este é um modo saudável para conectar com seu animal. Exercite esses movimentos para livrar-se da tensão. Combinando esses movimentos através da dança, você verá que esse ritual irá ajudar o fortalecimento espiritual e a sua conexão com seu animal.
É muito importante dentro do xamanismo, que você se transforme regularmente no seu animal, para que ele sinta-se satisfeito e possa permanecer ao seu lado. Esse espírito animal que existe na nossa mente-corpo, deseja ter a alegria de existir na forma material. Temos que encarar esse fato como uma permuta, pois tal como o ser humano deseja sentir a realidade incomum tornando-se um xamã, também o animal de poder deseja sentir a nossa realidade entrando no corpo de um ser humano vivente. E você pode fazê-lo imitando os seus movimentos, criando uma dança que vai possibilitar o animal se expressar através de seu corpo.
Não só a dança é um meio de manter o animal ao nosso lado. Outro modo para expressar seu modo de vida, é lançar do artifício das emoções, imitando os filhotes do seu animal. Sinta o piar, grunhir, uivar, entre outros. Estes filhotes representam a dor de experiências passadas, como também ajudam a aumentar sua conexão com o animal.
Na maioria das vezes esses animais são seus aliados, e para saber isso é melhor pedir uma confirmação física de algum tipo. Entre em sua mente e pergunte se tal animal é seu aliado: peça que ele revele isto para você de alguma maneira dentro de uma semana. A confirmação pode ser de muitas formas: achando pegadas, vendo um programa de televisão onde aparece o animal, quadros ou estatuetas dos animais. Espere para ver o que vai acontecer. Você poderá ser surpreendido!
Se após você receber a confirmação, ainda esteja com dúvidas, peça uma confirmação física uma vez mais. Não se preocupe caso não receba nenhuma confirmação, você pode tentar outras técnicas para achar seus animais de poder.
Para que você comece a trabalhar com seu animal de poder, tudo o que você precisa, é ter respeito por seu animal. Lembre-se que o animal veio fazer com você uma parceria que visa orientar você em seu crescimento pessoal e espiritual.
Fonte:
somos todos um
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sábado, 26 de fevereiro de 2011
Poesia Sobrevivência por Edilmar Leão
De uma pequena e singela semente
Transformo-me em algo majestoso e belo
Fornecendo, folhas, flores e frutos diversos
Formando uma verdadeira aquarela
Desenvolvo ramificações complexas
Firmo-me profundamente
Em busca de água e alimento
Realizo trocas benéficas
Fornecendo a matéria orgânica ao solo
Em troca de vitaminas essenciais
Respiro o ar poluído
Em troca do ar puro
Realizo a fotossíntese um dos milagres da vida
Alimento os pássaros, os animais, as abelhas, os insetos
E até mesmo os ditos seres humanos
Amenizo ate mesmo as suas dores e ate curo suas doenças
Os pássaros me dão prazer
No seu majestoso cantar ao amanhecer
Os animais me fazem sentir útil
E em troca me fazem companhia
Às abelhas forneço néctar e em troca
Elas me alegram no dia a dia
Ate os insetos me dão alegria
Formando suas enigmáticas colônias
Os seres humanos em troca me fazem cortes profundos
Das minhas artérias jorram seivas
Que me faz murchar de tristeza
Estou sem defesa, procuro de alguma forma
Restabelecer-me, mais a luta é desigual
Logo vem algo em forma de calor
Que são as famosas e destrutivas queimadas
Que a tudo destrói: plantas, pássaros, animais, abelhas, insetos
E ate mesmo o próprio ser que se diz racional
Como lutar essa luta desigual?
Parar de germinar seria o ideal?
Parar de crescer e florescer?
Não fornecer alimentos?
Parar de respirar o ar poluído?
Deixar de fornecer o ar puro?
Não realizar a essencial fotossíntese?
Quem terá as respostas?
Os pássaros?
Os animais?
As abelhas?
Os insetos?
Ou os ditos seres racionais terão
E de tão arrogantes e egoístas que são nunca dirão.
Edilmar Leão
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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
As Virtudes Selvagens
Se você busca as origens da ética, olhe as vidas de outros animais. As raízes da ética estão nas virtudes animais. Os humanos não podem viver bem sem as virtudes que partilham com seus parentes animais.
Essa não é uma idéia nova. Há dois mil e quinhentos anos Aristóteles observou as semelhanças entre humanos e golfinhos. Como os humanos, os golfinhos agem propositalmente.
As origens da justiça, bem como da prudência, da moderação, da bravura - em suma, de tudo aquilo que designamos como as virtudes socráticas - são animais: uma conseqüência daquele impulso que nos ensina a buscar comida e escapar de inimigos.
Agora, se considerarmos que mesmo o mais elevado ser humano apenas se tornou mais elevado e sutil quanto à natureza do que come e em sua concepção do que é antagônico a ele, é adequado descrever todo o fenômeno da moralidade como animal.
Para conseguir as boas coisas da vida, têm prazer em exercitar seus poderes e habilidades e mostram qualidades como curiosidade e bravura.
Os humanos não estão sozinhos nisso de ter uma vida ética.
Ao pensar dessa maneira, Aristóteles pensava como Nietzsche, que escreveu:
"A idéia ocidental dominante é outra. Ela ensina que os humanos são diferentes dos outros animais, que simplesmente respondem às situações nas quais se encontram. Nós podemos escrutinar nossos motivos e impulsos; podemos saber por que agimos como agimos. Tornando-nos cada vez mais autoconscientes, podemos nos aproximar de um ponto no qual nossas ações sejam resultados de nossas escolhas. Quando estivermos plenamente conscientes, tudo que fizermos será feito por razões que podemos conhecer. A essa altura, seremos autores de nossas vidas."
Isso pode parecer fantástico, e é mesmo. Ainda assim, é o que nos foi ensinado por Sócrates, Aristóteles e Platão, Descartes, Spinoza e Marx. Para todos eles, a consciência é nossa própria essência, e a boa vida significa viver como um indivíduo plenamente consciente.
O fato de que não sejamos sujeitos autônomos constitui um golpe mortal para a moralidade - mas é a única base possível da ética. Se não fôssemos feitos de fragmentos, não poderíamos praticar o auto-engano nem sofreríamos de falta de força de vontade. Se a escolha governasse nossas vidas, nunca poderíamos mostrar generosidade espontânea.
Se o "self" de cada um fosse fixo como imaginamos ser, não poderíamos lidar com um mundo abundante em descontinuidades. Se fôssemos realmente mônadas, cada um fechado em si mesmo, não poderíamos ter a fugaz empatia com outras coisas vivas, a fonte última da ética.
O pensamento ocidental está fixado no hiato entre o que é e o que deveria ser.
Mas, em nossa vida diária, não escaneamos nossas opções primeiro, para só depois atuar conforme a melhor delas.
Simplesmente lidamos com o que quer que se apresente.
Saímos da cama de manhã e vestimos nossas roupas sem decidir que vamos fazê-lo. Ajudamos a um amigo exatamente do mesmo jeito. Pessoas diferentes seguem costumes diferentes; mas, ao agir sem intenção, não estamos simplesmente seguindo hábitos. Atos não-intencionais ocorrem em todos os tipos de situação, incluindo aquelas com as quais nunca nos defrontamos antes.
Fora da tradição ocidental, os taoístas da China antiga não viam nenhum hiato entre ser e dever ser. A ação correta era o que quer que derivasse de uma clara visão da situação. Eles não seguiam os moralistas - confucionistas, naquela época - que buscavam acorrentar os seres humanos a regras ou princípios.
Para os taoístas, a vida boa é apenas a vida natural vivida com habilidade. Ela não tem nenhum propósito particular. Não tem nada a ver com a vontade e não consiste em tentar realizar nenhum ideal. Tudo que fazemos pode ser feito de maneira mais certa ou menos certa, mas, se agimos certo, não é porque traduzimos nossas intenções em ações. É porque lidamos habilmente com o que quer que precise ser feito. A vida boa significa viver de acordo com nossas naturezas e circunstâncias. Não há nada que diga que ela deva ser a mesma para todo mundo ou que deva estar em conformidade com a "moralidade".
No pensamento taoísta, a vida boa vem espontaneamente; mas espontaneidade está longe de ser simplesmente agir segundo os impulsos que nos ocorrem. Em tradições ocidentais como o romantismo, a espontaneidade está ligada à subjetividade. No taoísmo, significa agir desapaixonadamente, baseado numa visão objetiva da situação presente. O homem comum não pode ver as coisas objetivamente porque sua mente está anuviada pela ansiedade de alcançar suas metas. Ver claramente significa não projetar nossas metas sobre o mundo; agir espontaneamente significa agir de acordo com as necessidades da situação. Os moralistas ocidentais perguntarão qual é o propósito de tal ação, mas, para os taoístas, a vida boa não tem propósito. É como nadar em um redemoinho, respondendo às correntes, tal como vêm e vão.
"Mergulho com o influxo e emerjo com o refluxo, sigo o Tao da água e não imponho a ela minha visão egóica. É assim que permaneço à tona", diz Chuang-Tzu.
Dessa perspectiva, a ética é simplesmente uma habilidade prática, como pescar ou nadar.
O cerne da ética não é a escolha ou a atenção consciente, mas a aptidão para saber o que fazer.
É uma habilidade que vem com a prática e com uma mente vazia. A. C. Graham explica:
"O taoísta relaxa o corpo, acalma a mente, afrouxa a pressão exercida por categorias tornadas habituais pelo nomear, libera a corrente de pensamentos para diferenciações e assimilações mais fluidas e, em vez de pesar escolhas, deixa que seus problemas se resolvam por si mesmos à medida que a inclinação espontaneamente encontre sua própria direção. (...) Ele não tem que tomar decisões baseadas em padrões de bom e mau, porque, admitindo-se apenas que iluminação seja melhor que ignorância, é auto-evidente que, entre inclinações espontâneas, a que prevalece numa situação de maior clareza da mente, outras coisas sendo iguais, será a melhor, ou seja, a que está de acordo com o Tao, o Caminho."
Poucos seres humanos têm a aptidão para viver bem. Observando isso, os taoístas buscaram outros animais como guias para a vida boa. Os animais selvagens sabem como viver; não precisam pensar nem escolher. Apenas quando são acorrentados pelos humanos é que param de viver naturalmente.
Como diz Chuang-Tzu, "os cavalos, quando em estado selvagem, comem capim e bebem água; quando estão satisfeitos, enlaçam seus pescoços e se esfregam. Quando enraivecidos, viram-se de costas um para o outro e dão coices. É isso o que cavalos sabem. Mas, se atrelados juntos e obrigados a se alinhar, sabem como cabecear e arquear os pescoços, patear em círculos, tentar cuspir o freio e se livrar das rédeas."
Para pessoas escravizadas à "moralidade", a vida boa significa esforço perpétuo. Para os taoístas, significa viver sem esforço, de acordo com nossas naturezas. O ser humano mais livre não é o que age de acordo com razões que escolhe para si mesmo, mas o que nunca precisa escolher. Em vez de se agoniar entre alternativas, responde sem esforço às situações o taoísmo coincide com a visão científica de mundo exatamente naqueles pontos em que essa visão mais incomoda os ocidentais enraizados na tradição cristã - a pequenez do homem em um vasto universo; o Tao não-humano que todas as coisas seguem, sem propósito e indiferente às necessidades humanas; a transitoriedade da vida, a impossibilidade de saber o que vem após a morte; a mudança infindável na qual a possibilidade de progresso não é nem mesmo concebida; a relatividade dos valores; um fatalismo muito próximo do determinismo; até mesmo a sugestão de que o organismo humano opera como uma máquina.
Autonomia significa agir segundo razões que escolhi; mas a lição da ciência cognitiva é que não existe nenhum "self" para fazer a escolha. Somos muito mais semelhantes a máquinas e animais selvagens do que imaginamos. Mas não podemos alcançar o egoísmo amoral dos animais selvagens ou o automatismo sem escolha das máquinas. Talvez possamos aprender a viver com mais leveza, menos oprimidos pela moralidade. Não podemos retomar a uma existência puramente espontânea.
Se os humanos diferem de outros animais, é, em parte, nos conflitos entre seus instintos. Eles buscam segurança, mas são facilmente entediados; são animais amantes da paz, mas têm um gosto pela violência; são inclinados a pensar, mas ao mesmo tempo odeiam e temem a incerteza trazida pelo pensar. Não existe nenhum modo de vida no qual todas essas necessidades possam ser satisfeitas. Felizmente, como atesta a história da filosofia, os humanos têm um talento para o auto-engano e crescem na ignorância de suas naturezas.
A moralidade é uma doença peculiar aos humanos, a vida boa é um refinamento das virtudes dos animais. Surgindo de nossas naturezas animais, a ética não precisa ter onde se ancorar; mas fica encalhada nos conflitos de nossas necessidades.
Por Adalberto Tripicchio
Fonte:
rede psi
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