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domingo, 6 de novembro de 2011

Os Golfinhos: Sistema de Sonar


Provavelmente todos já ouviram falar dos golfinhos. Que eles são mamíferos adoráveis, brincalhões, excelentes nadadores, companheiros – vivem sempre em grupos e com uma admirável inteligência. Todas essas são algumas das características apresentadas por esses animais marinhos. Mas, e sobre o sistema de sonar dos golfinhos … você já ouviu falar? Acho que não. Pouco ou nada se falam sobre isso, portanto, atentem-se aos detalhes que se seguem; tenho certeza que mais uma vez irá se surpreender.

Sonar é uma técnica que utiliza som para se comunicar ou detectar embarcações. A marinha dos Estados Unidos possui um excelente sistema de sonar; entretanto, este sistema não chega, nem sequer um pouquinho, próximo da perfeição apresentada pelo sistema de sonar dos golfinhos. A precisão deste sistema dos golfinhos é tão incrível que eles podem detectar um peixe, por menor que seja, que esteja até 70 metros de distância dele. Esse sistema de sonar é composto por uma lente sonora que focaliza em feixe as ondas de som emitidas, fazendo com que um golfinho consiga mirá-lo para qualquer direção; mecanismo, este, semelhante ao facho de uma lanterna.

Para a lente sonora funcionar, diferentes susbtâncias gordurosas, chamadas de lipídios, curvam as ondas de ultra-som que passam por entre elas de maneiras diferentes. Para focar os ecos sonoros que voltam para o golfinho esses lipídios precisam estar na ordem e sequência exatas! Sendo assim, o golfinho consegue localizar o peixe, não importando o seu tamanho.

As gorduras que compõem o sistema de sonar dos golfinhos não se assemelham a nenhuma outra. Possuem características próprias, exatas e matemáticamente projetadas.

“Observando as obras admiráveis que mostram planejamento neste mundo, acredito que qualquer pessoa intelectualmente honesta deva concluir que elas foram realizadas por um grande Planejador.”

Jonathan D. Sarfati
Blog Detalhes da Criação

sábado, 12 de março de 2011

Animais de Poder



Uma das ferramentas mais poderosas para o crescimento pessoal do xamã é o trabalho com os espíritos animais. Para os mais experientes neste caminho, os animais podem aparecer frequentemente, principalmente quando se necessitam do auxílio deles. Mas encontrar um Animal de Poder às vezes pode ser uma tarefa difícil.


O modo mais fácil para começar a trabalhar com os animais de poder é estudar primeiro as habilidades naturais do animal e seus modos de como metaforicamente você vai aplicá-las em diversas situações na vida.

Por exemplo, por causa de sua visão, a águia poderia lhe ajudar a manter uma visão de suas verdadeiras metas. Um imagem de uma águia capturando sua presa é uma ferramenta poderosa para ajudá-lo alcançar metas. Tais imagens servem para lhe dar a força que você precisa para manter sua visão e metas.

Também estudando os modos naturais do seu animal, ajuda a criar um laço poderoso entre você e seu animal, permitindo assim o ajudar até mesmo em sua vida.


Estude também algum outro significado que esse animal pode ter em outras culturas. Por exemplo, para alguns: o urso representa introspecção, o colibri representa alegria, e o leopardo representa poder interno. Nós podemos usar estes mitos para nos ajudar a conectar com nossos animais de poder e como um enfoque para entender o que esses animais vieram nos ensinar.


Assim que você estabelecer uma conexão forte com seu animal de poder, você poderá convocá-lo quando desejar para auxiliá-lo e aconselhá-lo. Geralmente essa comunicação se dá pela jornada xamânica ou uma voz interna.


Outro modo xamânico que você pode usar para conectar os seus animais de poder, é utilizar um enfoque ou um objeto físico para representar o animal, que pode ser um quadro, uma imagem, uma reprodução em miniatura, uma parte do corpo (p.ex: um dente, uma asa). Qualquer um desses objetos poderão ser-lhe útil em sua conexão com ele. Segure o objeto e procure sentir a energia fluindo pelas mãos e tomando conta de todo seu ser dando-lhe a paz e o respeito necessário para a conexão.


Outro modo xamânico de conectar com seu animal é imitar o movimento dele. Este é um modo saudável para conectar com seu animal. Exercite esses movimentos para livrar-se da tensão. Combinando esses movimentos através da dança, você verá que esse ritual irá ajudar o fortalecimento espiritual e a sua conexão com seu animal.


É muito importante dentro do xamanismo, que você se transforme regularmente no seu animal, para que ele sinta-se satisfeito e possa permanecer ao seu lado. Esse espírito animal que existe na nossa mente-corpo, deseja ter a alegria de existir na forma material. Temos que encarar esse fato como uma permuta, pois tal como o ser humano deseja sentir a realidade incomum tornando-se um xamã, também o animal de poder deseja sentir a nossa realidade entrando no corpo de um ser humano vivente. E você pode fazê-lo imitando os seus movimentos, criando uma dança que vai possibilitar o animal se expressar através de seu corpo.


Não só a dança é um meio de manter o animal ao nosso lado. Outro modo para expressar seu modo de vida, é lançar do artifício das emoções, imitando os filhotes do seu animal.  Sinta o piar, grunhir, uivar, entre outros. Estes filhotes representam a dor de experiências passadas, como também ajudam a aumentar sua conexão com o animal.


Na maioria das vezes esses animais são seus aliados, e para saber isso é melhor pedir uma confirmação física de algum tipo. Entre em sua mente e pergunte se tal animal é seu aliado: peça que ele revele isto para você de alguma maneira dentro de uma semana. A confirmação pode ser de muitas formas: achando pegadas, vendo um programa de televisão onde aparece o animal, quadros ou estatuetas dos animais. Espere para ver o que vai acontecer. Você poderá ser surpreendido!


Se após você receber a confirmação, ainda esteja com dúvidas, peça uma confirmação física uma vez mais. Não se preocupe caso não receba nenhuma confirmação, você pode tentar outras técnicas para achar seus animais de poder.


Para que você comece a trabalhar com seu animal de poder, tudo o que você precisa, é ter respeito por seu animal. Lembre-se que o animal veio fazer com você uma parceria que visa orientar você em seu crescimento pessoal e espiritual.



Fonte:
somos todos um

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Poesia Sobrevivência por Edilmar Leão



De uma pequena e singela semente
Transformo-me em algo majestoso e belo
Fornecendo, folhas, flores e frutos diversos
Formando uma verdadeira aquarela
Desenvolvo ramificações complexas
Firmo-me profundamente
Em busca de água e alimento
Realizo trocas benéficas
Fornecendo a matéria orgânica ao solo
Em troca de vitaminas essenciais
Respiro o ar poluído
Em troca do ar puro
Realizo a fotossíntese um dos milagres da vida
Alimento os pássaros, os animais, as abelhas, os insetos
E até mesmo os ditos seres humanos
Amenizo ate mesmo as suas dores e ate curo suas doenças
Os pássaros me dão prazer
No seu majestoso cantar ao amanhecer
Os animais me fazem sentir útil
E em troca me fazem companhia
Às abelhas forneço néctar e em troca
Elas me alegram no dia a dia
Ate os insetos me dão alegria
Formando suas enigmáticas colônias
Os seres humanos em troca me fazem cortes profundos
Das minhas artérias jorram seivas
Que me faz murchar de tristeza
Estou sem defesa, procuro de alguma forma
Restabelecer-me, mais a luta é desigual
Logo vem algo em forma de calor
Que são as famosas e destrutivas queimadas
Que a tudo destrói: plantas, pássaros, animais, abelhas, insetos
E ate mesmo o próprio ser que se diz racional
Como lutar essa luta desigual?
Parar de germinar seria o ideal?
Parar de crescer e florescer?
Não fornecer alimentos?
Parar de respirar o ar poluído?
Deixar de fornecer o ar puro?
Não realizar a essencial fotossíntese?
Quem terá as respostas?
Os pássaros?
Os animais?
As abelhas?
Os insetos?
Ou os ditos seres racionais terão
E de tão arrogantes e egoístas que são nunca dirão.


Edilmar Leão

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

As Virtudes Selvagens



Se você busca as origens da ética, olhe as vidas de outros ani­mais. As raízes da ética estão nas virtudes animais. Os huma­nos não podem viver bem sem as virtudes que partilham com seus parentes animais.


Essa não é uma idéia nova. Há dois mil e quinhentos anos Aristóteles observou as semelhanças entre humanos e golfi­nhos. Como os humanos, os golfinhos agem propositalmente.

As origens da justiça, bem como da prudência, da modera­ção, da bravura - em suma, de tudo aquilo que designamos como as virtudes socráticas - são animais: uma conseqüên­cia daquele impulso que nos ensina a buscar comida e esca­par de inimigos.

Agora, se considerarmos que mesmo o mais elevado ser humano apenas se tornou mais elevado e sutil quanto à natureza do que come e em sua concepção do que é antagônico a ele, é adequado descrever todo o fenô­meno da moralidade como animal.

Para conseguir as boas coisas da vida, têm prazer em exerci­tar seus poderes e habilidades e mostram qualidades como curiosidade e bravura.

Os humanos não estão sozinhos nisso de ter uma vida ética.

Ao pensar dessa maneira, Aristóteles pensava como Nietzsche, que escreveu:

"A idéia ocidental dominante é outra. Ela ensina que os huma­nos são diferentes dos outros animais, que simplesmente res­pondem às situações nas quais se encontram. Nós podemos escrutinar nossos motivos e impulsos; podemos saber por que agimos como agimos. Tornando-nos cada vez mais autocons­cientes, podemos nos aproximar de um ponto no qual nossas ações sejam resultados de nossas escolhas. Quando estivermos plenamente conscientes, tudo que fizermos será feito por razões que podemos conhecer. A essa altura, seremos autores de nossas vidas."


Isso pode parecer fantástico, e é mesmo. Ainda assim, é o que nos foi ensinado por Sócrates, Aristóteles e Platão, Des­cartes, Spinoza e Marx. Para todos eles, a consciência é nossa própria essência, e a boa vida significa viver como um indiví­duo plenamente consciente.


O fato de que não sejamos sujeitos autônomos constitui um golpe mortal para a moralidade - mas é a única base pos­sível da ética. Se não fôssemos feitos de fragmentos, não po­deríamos praticar o auto-engano nem sofreríamos de falta de força de vontade. Se a escolha governasse nossas vidas, nun­ca poderíamos mostrar generosidade espontânea.

Se o "self" de cada um fosse fixo como imaginamos ser, não poderíamos lidar com um mundo abundante em descontinuidades. Se fôssemos realmente mônadas, cada um fechado em si mesmo, não po­deríamos ter a fugaz empatia com outras coisas vivas, a fonte última da ética.

O pensamento ocidental está fixado no hiato entre o que é e o que deveria ser.

Mas, em nossa vida diária, não escanea­mos nossas opções primeiro, para só depois atuar conforme a melhor delas.

Simplesmente lidamos com o que quer que se apresente.

Saímos da cama de manhã e vestimos nossas rou­pas sem decidir que vamos fazê-lo. Ajudamos a um amigo exa­tamente do mesmo jeito. Pessoas diferentes seguem costumes diferentes; mas, ao agir sem intenção, não estamos simples­mente seguindo hábitos. Atos não-intencionais ocorrem em todos os tipos de situação, incluindo aquelas com as quais nunca nos defrontamos antes.

Fora da tradição ocidental, os taoístas da China antiga não viam nenhum hiato entre ser e dever ser. A ação correta era o que quer que derivasse de uma clara visão da situação. Eles não seguiam os moralistas - confucionistas, naquela época - que buscavam acorrentar os seres humanos a regras ou princípios.

Para os taoístas, a vida boa é apenas a vida natural vivida com habilidade. Ela não tem nenhum propósito parti­cular. Não tem nada a ver com a vontade e não consiste em tentar realizar nenhum ideal. Tudo que fazemos pode ser fei­to de maneira mais certa ou menos certa, mas, se agimos cer­to, não é porque traduzimos nossas intenções em ações. É porque lidamos habilmente com o que quer que precise ser feito. A vida boa significa viver de acordo com nossas nature­zas e circunstâncias. Não há nada que diga que ela deva ser a mesma para todo mundo ou que deva estar em conformidade com a "moralidade".


No pensamento taoísta, a vida boa vem espontaneamen­te; mas espontaneidade está longe de ser simplesmente agir segundo os impulsos que nos ocorrem. Em tradições ociden­tais como o romantismo, a espontaneidade está ligada à subjetividade. No taoísmo, significa agir desapaixonadamen­te, baseado numa visão objetiva da situação presente. O ho­mem comum não pode ver as coisas objetivamente porque sua mente está anuviada pela ansiedade de alcançar suas metas. Ver claramente significa não projetar nossas metas sobre o mundo; agir espontaneamente significa agir de acordo com as necessidades da situação. Os moralistas ocidentais pergun­tarão qual é o propósito de tal ação, mas, para os taoístas, a vida boa não tem propósito. É como nadar em um redemoi­nho, respondendo às correntes, tal como vêm e vão.

"Mergu­lho com o influxo e emerjo com o refluxo, sigo o Tao da água e não imponho a ela minha visão egóica. É assim que perma­neço à tona", diz Chuang-Tzu.


Dessa perspectiva, a ética é simplesmente uma habilidade prática, como pescar ou nadar.

O cerne da ética não é a esco­lha ou a atenção consciente, mas a aptidão para saber o que fazer.

É uma habilidade que vem com a prática e com uma mente vazia. A. C. Graham explica:

"O taoísta relaxa o corpo, acalma a mente, afrouxa a pressão exercida por categorias tornadas habituais pelo nomear, li­bera a corrente de pensamentos para diferenciações e assi­milações mais fluidas e, em vez de pesar escolhas, deixa que seus problemas se resolvam por si mesmos à medida que a inclinação espontaneamente encontre sua própria direção. (...) Ele não tem que tomar decisões baseadas em padrões de bom e mau, porque, admitindo-se apenas que iluminação seja melhor que ignorância, é auto-evidente que, entre inclina­ções espontâneas, a que prevalece numa situação de maior clareza da mente, outras coisas sendo iguais, será a melhor, ou seja, a que está de acordo com o Tao, o Caminho."


Poucos seres humanos têm a aptidão para viver bem. Obser­vando isso, os taoístas buscaram outros animais como guias para a vida boa. Os animais selvagens sabem como viver; não precisam pensar nem escolher. Apenas quando são acorren­tados pelos humanos é que param de viver naturalmente.


Como diz Chuang-Tzu, "os cavalos, quando em estado selvagem, comem capim e bebem água; quando estão satis­feitos, enlaçam seus pescoços e se esfregam. Quando enraive­cidos, viram-se de costas um para o outro e dão coices. É isso o que cavalos sabem. Mas, se atrelados juntos e obrigados a se alinhar, sabem como cabecear e arquear os pescoços, patear em círculos, tentar cuspir o freio e se livrar das rédeas."


Para pessoas escravizadas à "moralidade", a vida boa sig­nifica esforço perpétuo. Para os taoístas, significa viver sem esforço, de acordo com nossas naturezas. O ser humano mais livre não é o que age de acordo com razões que escolhe para si mesmo, mas o que nunca precisa escolher. Em vez de se agoniar entre alternativas, responde sem esforço às situações o taoísmo coincide com a visão científica de mundo exata­mente naqueles pontos em que essa visão mais incomoda os ocidentais enraizados na tradição cristã - a pequenez do homem em um vasto universo; o Tao não-humano que todas as coisas seguem, sem propósito e indiferente às necessida­des humanas; a transitoriedade da vida, a impossibilidade de saber o que vem após a morte; a mudança infindável na qual a possibilidade de progresso não é nem mesmo concebida; a relatividade dos valores; um fatalismo muito próximo do de­terminismo; até mesmo a sugestão de que o organismo hu­mano opera como uma máquina.


Autonomia significa agir segundo razões que escolhi; mas a lição da ciência cognitiva é que não existe nenhum "self" para fazer a escolha. Somos muito mais semelhantes a máquinas e animais selvagens do que imaginamos. Mas não podemos al­cançar o egoísmo amoral dos animais selvagens ou o automa­tismo sem escolha das máquinas. Talvez possamos aprender a viver com mais leveza, menos oprimidos pela moralidade. Não podemos retomar a uma existência puramente espontânea.


Se os humanos diferem de outros animais, é, em parte, nos conflitos entre seus instintos. Eles buscam segurança, mas são facilmente entediados; são animais amantes da paz, mas têm um gosto pela violência; são inclinados a pensar, mas ao mes­mo tempo odeiam e temem a incerteza trazida pelo pensar. Não existe nenhum modo de vida no qual todas essas neces­sidades possam ser satisfeitas. Felizmente, como atesta a histó­ria da filosofia, os humanos têm um talento para o auto-engano e crescem na ignorância de suas naturezas.


A moralidade é uma doença peculiar aos humanos, a vida boa é um refinamento das virtudes dos animais. Surgindo de nossas naturezas animais, a ética não precisa ter onde se an­corar; mas fica encalhada nos conflitos de nossas necessidades.


Por Adalberto Tripicchio 

Fonte:
rede psi