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terça-feira, 13 de março de 2012
Ser Zen
Ser Zen não é ficar numa boa o tempo todo, de papo para o ar, achando tudo lindo sem fazer nada.
Ser zen é ser ativo.
É estar forte e decidido.
E caminhar com leveza, mas com certeza.
É auxiliar a quem precisa, no que precisa e não no que se idealiza.
Ser zen é ser simples.
Da simplicidade dos santos e dos sábios.
Que não precisam de nada.
Nada mais que o necessário.
Para o encontro, a comida, a cama, a diversão, o trabalho.
Ser zen é fluir com o fluir da vida.
Sem drama, sem complicação.
Na hora de comer come comendo, sem ver televisão, sem falar desnecessário.
Sente o sabor do alimento, a textura, o condimento
Sente a ternura (ou não) da mão que plantou e colheu, da terra que recebeu e alimentou, do sol que deu energia, da água que molhou, de todos os elementos que tornam possível um pequeno prato de comida à nossa frente.
Sente gratidão, não desperdiça.
Comer com alegria.
Para satisfazer a fome de todos os famintos.
Beber para satisfazer a sede de todos os sedentos.
Agradecendo e se lembrando de onde vem e para onde vai.
A chuva, o sol, o vento, o guarda, o policial, o bandido, o açougueiro, o juiz, a feiticeira, o padre, a arrumadeira, o bancário e o banqueiro, o servente e o garçom, a médica e o doutor, o enfermeiro e o doente, a doença e a saúde, a vida e a morte, a imensidão e o nada, o vazio e o cheio, o tudo e cada parte.
Ser zen é ser livre e saber os seus limites.
Ser zen é servir, é cuidar, é respeitar, compartilhar.
Ser zen é hospitalidade, é ternura, é acolhida.
Ser zen é o kyosaku - bastão de madeira sábia, que acorda sem ferir, que lembra deste momento, dos pés no chão como indígenas, sentindo a Terra-Mãe sustentando nossos sonhos, nossas fantasias, nossas dores, nossas alegrias.
Ser zen é morrer
Morrer para a dualidade, para o falso, a mentira, a iniqüidade.
Ser zen é renascer a cada instante.
Na flor, na semente, na barata, no bicho do livro na estante.
Ser zen é jamais esquecer de um gesto, de um olhar, de um carinho trocado no presente-futuro-passado.
Ser zen é não carregar rancores, ódios, cismas nem terrores.
Ser zen é trocar pneu, as mãos sujas de graxa.
Ser zen é ser pedreiro, fazendo e refazendo casas.
Ser zen é ser simplesmente quem somos e nada mais.
É ser a respiração que respira em cada ação.
É fazer meditação, sentar-se para uma parede, olhar para si mesmo.
Encontrar suas várias faces, seus sorrisos, suas dores.
É entregar-se ao desconhecido aspecto do vazio.
Não ter medo do medo.
Não se fazer ou, se o fizer, assim o perceber e voltar.
Ser zen é voltar para o não-saber, pois não sabemos quase nada.
Não sabemos o começo, nem o meio, muito menos o fim. E tudo tem começo, meio e fim.
Ser zen é estar envolvido nos problemas da cidade, da rua, da comunidade.
É oferecer soluções, ter criatividade, sorrir dos erros, se desculpar e sempre procurar melhorar.
Ser zen é estar presente.
Aqui, neste mesmo lugar.
Respirando simplesmente, observando os pensamentos, memórias, aborrecimentos, alegrias e esperanças.
Quando? Agora, neste instante. É estar bem aqui onde quando se fala já se foi.
Tempo girando, correndo, passando, e nós passando com ele.
Sem separação.
Ser zen é Ser Tempo.
Ser zen é Ser Existência.
Por Monja Coen
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Inferioridade
Um samurai, conhecido por todos pela sua nobreza e honestidade, veio visitar um monge Zen em busca de conselhos. Entretanto, assim que entrou no templo onde o mestre rezava, sentiu-se inferior, e concluiu que, apesar de toda a sua vida ter lutado por justiça e paz, não tinha sequer chegado perto ao estado de graça do homem que tinha à sua frente.
- Por que razão me estou a sentir tão inferior a si? Já enfrentei a morte muitas vezes, defendi os mais fracos, sei que não tenho nada do que me envergonhar. Entretanto, ao vê-lo meditar, senti que a minha vida não tem a menor importância.
- Espere. Assim que eu tiver atendido todos os que me procurarem hoje, eu dou-te a resposta.
Durante o resto do dia o samurai ficou sentado no jardim do templo, a olhar para as pessoas que entraram e saíram à procura de conselhos. Viu como o monge atendia a todos com a mesma paciência e com o mesmo sorriso luminoso no seu rosto. Mas o seu estado de ânimo ficava cada vez pior, pois tinha nascido para agir, não para esperar. De noite, quando todos já tinham partido, ele insistiu:
- Agora podes-me ensinar?
O mestre pediu que entrasse, e conduziu-o até o seu quarto. A lua cheia brilhava no céu, e todo o ambiente inspirava uma profunda tranquilidade.
- Estás a ver esta lua, como ela é linda? Ela vai cruzar todo o firmamento, e amanhã o sol tornará de novo a brilhar. Só que a luz do sol é muito mais forte, e consegue mostrar os detalhes da paisagem que temos à nossa frente: árvores, montanhas, nuvens. Tenho contemplado os dois durante anos, e nunca escutei a lua a dizer: por que não tenho o mesmo brilho do sol? Será que sou inferior a ele?
- Claro que não - respondeu o samurai. - Lua e sol são coisas diferentes, e cada um tem sua própria beleza. Não podemos comparar os dois.
- Então, tu sabes a resposta. Somos duas pessoas diferentes, cada qual a lutar à sua maneira por aquilo que acredita, e a fazer o possível para tornar este mundo melhor; o resto são apenas aparências.
Conto Zen
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Como alguém consegue tirar a sua paz ou a sua calma?
Era uma vez um grande samurai que se dedicava a ensinar a arte zen aos jovens. Apesar de sua idade, corria a lenda de que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.
Certa tarde, um guerreiro conhecido por sua falta de escrúpulos apareceu por ali. Queria derrotar o samurai e aumentar sua fama. O ancião aceitou o desafio e o jovem começou a insultá-lo.
Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o ancião permaneceu impassível. No final do dia, já exausto e humilhado, o guerreiro retirou-se. E os alunos, surpresos, perguntaram ao mestre como ele pudera suportar tanta indignidade.
- Se alguém chega com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente?
- A quem tentou entregá-lo, respondeu um dos discípulos.
- O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos. Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem o trouxe consigo.
A sua paz interior depende exclusivamente de você.
As pessoas não podem lhe tirar a calma.
Só se você permitir...
Fonte:
O livro de Ouro da Sabedoria
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Agir conforme sua natureza...
Um monge e seus discípulos iam por uma estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas.
O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o bichinho na mão.
Quando o trazia para fora do rio o escorpião o picou.
Devido à dor, o monge deixou-o cair novamente no rio.
Foi então à margem, pegou um ramo de árvore, voltou outra vez a correr pela margem, entrou no rio, resgatou o escorpião e o salvou.
Em seguida, juntou-se aos seus discípulos na estrada.
Eles haviam assistido à cena e o receberam perplexos e penalizados.
— Mestre, o Senhor deve estar muito doente! Por que foi salvar esse bicho ruim e venenoso? Que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda: picou a mão que o salvava! Não merecia sua compaixão!
O monge ouviu tranquilamente os comentários e respondeu: — Ele agiu conforme sua natureza e eu de acordo com a minha.
Conto Zen
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Ser "chic" sempre
Nunca o termo "chique" foi tão usado
E algumas boas coisas da vida,
Assim, para ser chique
O que faz uma pessoa chique,
Chique mesmo é quem fala baixo.
Chique é atrair,
É evitar se deixar levar
Chique mesmo é dar bom dia
Chique mesmo é não se exceder jamais!
Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor.
Chique mesmo é honrar a sua palavra,
Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer,
Chique do chique é não se iludir
Mas,
Portanto,
Lembre-se:
Ser chique é saber espalhar amor por onde passa.
Investir em conhecimento
para qualificar pessoas como nos dias de hoje.
A verdade é que ninguém é chique por decreto.
E algumas boas coisas da vida,
infelizmente,
não estão à venda.
Elegância é uma delas.
Assim, para ser chique
é preciso muito mais que um guarda-roupa
ou closet recheado de grifes famosas e importadas.
Muito mais que um belo carro Italiano.
O que faz uma pessoa chique,
não é o que essa pessoa tem,
mas a forma como ela se comporta perante a vida.
Chique mesmo é quem fala baixo.
Quem não procura chamar atenção
com suas risadas muito altas,
nem por seus imensos decotes,
nem precisa contar vantagens,
mesmo quando estas são verdadeiras.
Chique é atrair,
mesmo sem querer,
todos os olhares,
porque se tem brilho próprio.
Chique mesmo é ser discreto,
não fazer perguntas ou insinuações inoportunas,
nem procurar saber o que não é da sua conta.
É evitar se deixar levar
pela mania nacional de jogar lixo na rua.
Chique mesmo é dar bom dia
ao porteiro do seu prédio
e às pessoas que estão no elevador.
É lembrar-se do aniversário dos amigos.
Chique mesmo é não se exceder jamais!
Nem na bebida, nem na comida,
nem na maneira de se vestir.
Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor.
É "desligar o radar... o telefone?",
quando estiver sentado à mesa do restaurante,
prestar verdadeira atenção a sua companhia.
Chique mesmo é honrar a sua palavra,
ser grato a quem o ajuda,
correto com quem você se relaciona
e honesto nos seus negócios.
Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer,
ainda que você seja o homenageado da noite!
Chique do chique é não se iludir
com "trocentas" plásticas do físico...
quando se precisa mesmo é corrigir o caráter:
não há plástica que salve grosseria,
incompetência, mentira,
fraude, agressão, intolerância,
ateísmo... falsidade.
Mas,
para ser chique,
chique mesmo,
você tem, antes de tudo,
de se lembrar sempre de quão breve é a vida
e de que, ao final,
vamos todos terminar da mesma maneira,
mortos sem levar nada material,
nada deste mundo.
Portanto,
não gaste sua energia com o que não tem valor,
não desperdice a oportunidade de estar com pessoas interessantes
com quem possa se encontrar,
e não aceite, em hipótese alguma,
fazer qualquer coisa que não lhe faça bem,
que não seja correto.
Lembre-se:
o diabo parece chique,
mas o inferno não tem qualquer glamour!
Porque,
no final das contas,
chique mesmo é Crer em Deus!
Ser chique é saber espalhar amor por onde passa.
Investir em conhecimento
pode nos tornar sábios...
mas,
Amor e Fé nos tornam humanos!
Por Glória Kalil
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Compartilhando a arte e o ensinamento ao desapego
Tal qual um dos trabalhos impressionantes
dos monges budistas
que fazem as mandalas de sal colorido...
.... feitas com o maior cuidado
e com a maior dedicação,
elas são desmanchadas
logo depois de prontas
para demonstrar
a transitoriedade das coisas na vida,
mesmo que elas exijam o maior esforço.
Assim é que nós devemos encarar o dia-a-dia.
Sempre prontos para começar tudo de novo, se preciso for.
Perca o referencial de vez em quando.
Saia de sua zona de conforto.
Dê oportunidade ao imprevisível.
Nada é mais certo do que a incerteza.
As coisas têm o valor que nós damos a elas...
“ PANTA REI” é uma expressão do pensador Heráclito, que significa “TUDO MUDA” (tudo flui, nada persiste...)
E ele usava como metáfora filosófica a ideia de pisar num rio, que um milésimo de segundo depois de pisado, já não era mais feito da mesma água.
A SAÚDE - A nossa maior dádiva!
A ORAÇÃO - a solução para os dias atuais com a Terra em transição!
A PAZ - busque-a na sua Energia Vital, no interior do seu ser!
O AMOR - o elo, a razão e o entendimento para tudo!
O PERDÃO - a ascensão espiritual!
O TRABALHO - é o nosso estímulo!
A HUMILDADE - é a sabedoria!
O ORGULHO – é a maior DOENÇA da ALMA!
O PERDÃO - é a chave para a Felicidade...
Nada real pode ser ameaçado.
Nada irreal existe.
Nisso está a Paz de Deus.
Os Monges Budistas fazem mandalas de sal colorido, as quais são feitas com o maior cuidado e dedicação.
Depois de prontas, essas mandalas são desmanchadas para demonstrar a transitoriedade das coisas na vida, mesmo que elas exijam o maior esforço.
Assim é que nós devemos encarar o dia-a-dia.
Sempre prontos para começar tudo de novo, se preciso for.
O desapego é um dos mais importantes ensinamentos budistas.
Muitos dos problemas da vida são causados pelo apego.
Existe uma famosa história zen sobre um mestre e seu discípulo.
Os dois estavam a caminho da aldeia vizinha quando chegaram a um rio caudaloso e viram na margem, uma bela moça tentando atravessá-lo.
O mestre zen ofereceu-lhe ajuda e, erguendo-a nos braços, levou-a até a outra margem.
E depois cada qual seguiu seu caminho.
Mas o discípulo ficou bastante perturbado, pois o mestre sempre lhe ensinara que um monge nunca deve se aproximar de uma mulher, nunca deve tocar uma mulher.
O discípulo pensou e repensou o assunto; por fim, ao voltarem para o templo, não conseguiu mais se conter e disse ao mestre:
—Mestre, o senhor me ensina dia após dia a nunca tocar uma mulher e, apesar disso, o senhor pegou aquela bela moça nos braços e atravessou o rio com ela.
— Tolo – respondeu o mestre – Eu deixei a moça na outra margem do rio.
Você ainda a está carregando.
As coisas têm o valor que nós damos a elas...
Todas as coisas na vida e no mundo estão em constante mutação; por isso, não devemos nos tornar apegados a elas.
Ensinamento Budista
Fonte: dharma net
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