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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Época de Pastores (Antroposofia)
A Bíblia nos relata que na noite santa chegam para admirar o menino Deus os pastores do campo e os anjos do Senhor. Ambos declaram a fórmula específica que acompanha este nascimento: “revelado seja o Deus nas alturas e paz na Terra aos seres humanos que têm boa vontade”.
Para conseguir que algo maior nasça dentro de nós, não precisamos de conhecimento. Só é necessário boa vontade para conseguir “paz na terra”, ou seja, confraternização e respeito entre os homens e em relação as outras criaturas vivas do planeta.
Quando o homem decide por si mesmo que vai atuar com bom senso e boa vontade, espalhando paz na terra, os seres superiores, os anjos, assintem-no, fortalecendo essa decisão. Para fazer brotar esse Eu superior é necessária , principalmente, a qualidade do coração quente, sensível, como a dos pastores que se dirigem ao estábulo para contemplar e cumprimentar a chegada do Mestre.
Mas como não basta só ter boa vontade para caminhar pelo mundo, precisamos também de sabedoria e conhecimento, para fundir ao coração sensibilizado. Senão o caminho se torna enganoso e perigoso. É a chegada, em 6 de janeiro, dos reis magos, dos homens de sabedoria, que representa essa união entre a intuição pura dos pastores e o conhecimento secular. Representa também o fim do ciclo, que se esgotou, representado pela meta dos dez mandamentos, em um novo, onde a única lei é “amem aos outros como a si mesmo”.
Quem começa a caminhar em dezembro de cada ano desta forma, vai andar o maravilhoso percurso da transformação do conhecimento e da sabedoria na capacidade de amar sempre mais, até que a paz se estabeleça na terra. Também vai poder transformar o condicionamento do dez mandamentos: “não pode... não deve..."na capacidade de poder ser livre para realizar o que for necessário ser realizado.
Este é o caminho da digna liberdade de agir a partir da própria força, longe das amarras do condicionamento religioso e social e consciente da própria responsabilidade. Dos atos de cada um, e unicamente deles, virão as consequências dos erros e dos acertos na caminhada anual.
Texto de Evelyn Scheven
Do livro O Caminho Do Cristo
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Caminhos...
Num bosque amarelo dois caminhos se separavam,
E lamentando não poder seguir os dois
E sendo apenas um viajante,
fiquei muito tempo parado.
E olhei para um deles tão distante quanto pude
Até onde se perdia na mata;
Então segui o outro,
como sendo mais merecedor,
E tendo talvez melhor direito,
Porque coberto de mato e querendo uso.
Embora os que lá passaram
Os tenham percorrido igualmente de igual forma,
E ambos ficaram esta manhã
Com folhas que passo nenhum pisou.
Oh, guardei o primeiro para outro dia!
Embora sabendo como um caminho leva para longe,
Duvidasse que algum dia voltasse novamente.
Direi isto suspirando
Em algum lugar,
daqui a muito e muito tempo:
Dois caminhos se separaram entre um bosque e eu…
Eu escolhi o menos percorrido.
E isso fez toda a diferença.
Por Robert Frost
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
sexta-feira, 29 de junho de 2012
O Silêncio
Nós os índios, conhecemos o silêncio. Não temos medo dele.
Na verdade, para nós ele é mais poderoso do que as palavras.
Nossos ancestrais foram educados nas maneiras do silêncio e eles nos transmitiram esse conhecimento.
"Observa, escuta, e logo atua", nos diziam.
Esta é a maneira correta de viver.
Observa os animais para ver como cuidam se seus filhotes.
Observa os anciões para ver como se comportam.
Observa o homem branco para ver o que querem.
Sempre observa primeiro, com o coração e a mente quietos, e então aprenderás.
Quanto tiveres observado o suficiente, então poderás atuar.
Com vocês, brancos, é o contrário. Vocês aprendem falando.
Dão prêmios às crianças que falam mais na escola.
Em suas festas, todos tratam de falar.
No trabalho estão sempre tendo reuniões nas quais todos interrompem a todos, e todos falam cinco, dez, cem vezes.
E chamam isso de "resolver um problema".
Quando estão numa habitação e há silêncio, ficam nervosos.
Precisam preencher o espaço com sons.
Então, falam compulsivamente, mesmo antes de saber o que vão dizer.
Vocês gostam de discutir.
Nem sequer permitem que o outro termine uma frase.
Sempre interrompem.
Para nós isso é muito desrespeitoso e muito estúpido, inclusive.
Se começas a falar, eu não vou te interromper.
Te escutarei.
Talvez deixe de escutá-lo se não gostar do que estás dizendo.
Mas não vou interromper-te.
Quando terminares, tomarei minha decisão sobre o que disseste, mas não te direi se não estou de acordo, a menos que seja importante.
Do contrário, simplesmente ficarei calado e me afastarei.
Terás dito o que preciso saber.
Não há mais nada a dizer.
Mas isso não é suficiente para a maioria de vocês.
Deveríamos pensar nas suas palavras como se fossem sementes.
Deveriam plantá-las, e permiti-las crescer em silêncio.
Nossos ancestrais nos ensinaram que a terra está sempre nos falando, e que devemos ficar em silêncio para escutá-la.
Existem muitas vozes além das nossas.
Muitas vozes.
Só vamos escutá-las em silêncio.
"Neither Wolf nor Dog. On Forgotten Roads with an Indian Elder" - Kent Nerburn
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Pensamento Pensar Pense...
Tenha seus próprios pensamentos.
Se você simplesmente engole o que você vê, ouve e lê sem analisar, você não está vivendo como uma pessoa inteligente. Por outro lado, se você pesar, examinar e filtrar as evidências, você terá mais chances de encontrar a verdade e compartilhá-la com os outros.
Pense antes de agir.
Atitudes “no calor do momento” são geralmente baseadas em pensamentos superficiais e confusos. Mesmo um único momento de reflexão pode ter grandes e duradouras consequências.
Pense objetivamente.
Desenvolve a facilidade de pensar além de um ponto de vista limitado e egoísta. Se você for além da tendência humana de ouvir apenas o que quer ouvir, e de ser temeroso aos fatos, você será mais apto a receber a verdade, sem tentar adaptá-la ou distorcê-la.
Pense à frente.
Cultive o hábito de olhar além do presente. É importante pensar à frente. Pese as consequências no tempo e na eternidade das coisas que você pensa, diz e faz hoje.
Pense positiva e construtivamente.
Uma pessoa construtiva vê uma oportunidade em cada calamidade enquanto um cínico vê uma calamidade em cada oportunidade. Acostume-se a pensar esperançosamente nas circunstâncias mais desanimadoras.
Pense sobre as coisas.
Reserve alguns momentos para pensar sobre as coisas e você terá mais probabilidade de chegar à verdade do que perdê-la ou distorcê-la.
Pense caridosamente.
Um amor genuíno pelos outros é a melhor preparação para um pensamento claro e sem preconceitos. A pessoa hostil, invejosa e amarga raramente pensa direito sobre os assuntos humanos ou divinos.
Certifique-se e certifique-se novamente.
Faça uma investigação decente dos fatos antes de tomar uma decisão.
Cuidado com preconceitos.
Compromenta-se com sua consciência que você vai ter todos os fatos essenciais antes de chegar a uma conclusão final.
Olhe honestamente para seus próprios erros.
Ampliar as dificuldades dos outros enquanto diminui as próprias é o caminho mais curto para pensar torto e pode até mesmo levar a sérios problemas com a lei moral, como trapaça, fraude , mentira e julgamento.
Vá além do pensamento aspirador.
Você terá vigor e claridade no pensamento se você se disciplinar a carregar suas boas intenção para a ação. É fácil se iludir confundindo o pensamento que aspira pelas coisas com a real conquista delas.
Não subestime o óbvio.
Quando um grande caminhão ficou preso embaixo de um viaduto todos os esforços para tirá-lo de lá foram fracassados. Um garotinho que tinha assistido a todos os procedimentos finalmente disse para o motorista: “quer saber como fazê-lo soltar? Esvazie um pouco os pneus”.
Pense com determinação.
Persiga ideias valiosas de uma maneira que você possa tirar o máximo delas. Se você se esforçar para ter ideias valiosas, estará numa posição mais forte para passá-las adiante.
Cuidado com os detalhes.
Certifique-se que você tem completo conhecimento do que espera fazer e evitará equívocos. Às vezes o número do pedido está certo, o número do apartamento está certo, mas o número do prédio está errado…
Procure o significado mais profundo.
Mergulhe abaixo da superfície do que você ouve e lê. Tome, por exemplo, as palavras de Jesus Cristo: “Assim como você deseja que façam por você, faça pelos outros”. Antes que qualquer pogresso seja feito para resgatar a paz no mundo, é absolutamente necessário que milhares de pessoas como você pense no que significa “fazer aos outros como se você fosse os outros."
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Lembra-te de dizer "Eu te amo"... mas, di-lo com sinceridade
"... Gastamos mais, mas temos menos, compramos mais, mas desfrutamos menos.
Temos casas maiores e famílias menores, mais conforto e menos tempo.
Temos mais graduações acadêmicas, mas menos sentimentos comuns, maior conhecimento, mas menor capacidade de julgamento, mais peritos, mas mais problemas, melhor medicina, mas menos bem-estar.
Bebemos demasiado, fumamos demasiado, desperdiçamos demasiado, rimos muito pouco.
Movemo-nos muito rápido, nos irritamos demasiado, mantemo-nos muito tempo acordados, amanhecemos cansados, lemos muito pouco, vemos televisão demais e oramos raramente.
Multiplicamos o nosso patrimônio, mas reduzimos os nossos valores.
Falamos demasiado, amamos demasiado pouco e odiamos muito frequentemente.
Aprendemos a ganhar a vida, mas não a vivê-la.
Adicionamos anos às nossas vidas, não vida aos nossos anos.
Conseguimos ir à lua e voltar, mas temos dificuldade em cruzar a rua para conhecer um novo vizinho.
Conquistamos o espaço exterior, mas não o interior.
Temos feito grandes coisas, mas nem por isso melhores.
Limpamos o ar, mas contaminamos a nossa alma.
Conquistamos o átomo, mas não nos libertamos dos nossos preconceitos.
Escrevemos mais, mas aprendemos menos..
Planejamos mais, mas desfrutamos menos..
Aprendemos a apressar-nos, mas não a esperar.
Produzimos computadores que podem processar maior informação e difundi-la, mas nos comunicamos cada vez menos e menos.
Estamos no tempo das comidas rápidas e digestões lentas, de homens de grande estatura e de pequeno caráter, de enormes ganhos econômicos e relações humanas superficiais.
Hoje em dia, há dois ordenados, mas mais divórcios, casas mais luxuosas, mas lares desfeitos.
São tempos de viagens rápidas, fraldas descartáveis, moral descartável, encontros de uma noite, corpos obesos, e pílulas que fazem tudo, desde alegrar e acalmar, até matar.
São tempos em que há muito na mostra e muito pouco no armazém.
Tempos em que a tecnologia pode fazer-te chegar esta carta, e em que tu podes optar por partilhar estas reflexões ou simplesmente excluí-las.
Lembra-te de passar algum tempo com os teus entes queridos, porque eles não estarão aqui para sempre.
Lembra-te de ser amável com quem agora te admira, porque essa pessoa crescerá muito rapidamente e se afastará de ti.
Lembra-te de abraçar quem está perto de ti, porque esse é o único tesouro que podes dar com o coração, sem que te custe nem um centavo.
Lembra-te de dizer "eu te amo" ao teu companheiro(a) e aos teus seres queridos, mas, sobretudo, di-lo com sinceridade.
Um beijo e um abraço podem curar uma ferida, quando se dão com toda a alma.
Dedica tempo para amar e para conversar, e partilha as tuas ideias mais apreciadas.
E nunca esqueças: 'A vida não se mede pelo número de vezes que respiramos, mas pelos extraordinários momentos que passamos juntos'."
Por George Carlin
(Comediante e Filósofo)
domingo, 25 de setembro de 2011
...medo... que me tira a alegria de minha liberdade... (Antroposofia)
"Nego-me a submeter-me ao medo,
Que me tira a alegria de minha liberdade,
Que não me deixa arriscar nada,
Que me torna pequeno e mesquinho,
Que me amarra,
Que não me deixa ser direto e franco,
Que me persegue,
Que ocupa negativamente a minha imaginação,
Que sempre pinta visões sombrias.
No entanto não quero levantar barricadas por medo do medo,
Eu quero viver, não quero encerrar-me.
Não quero ser amigável por medo de ser sincero.
Quero pisar firme porque estou seguro,
E não para encobrir o medo.
E quando me calo, quero fazê-lo por amor
E não por temer as consequências de minhas palavras.
Não quero acreditar em algo só por medo de não acreditar.
Não quero filosofar por medo de que algo possa atingir-me de perto.
Não quero dobrar-me só porque tenho medo de não ser amável.
Não quero impor algo aos outros pelo medo de que possam impor algo a mim.
Por medo de errar não quero me tornar inativo.
Não quero fugir de volta para o velho, o inaceitável, por medo de não me sentir seguro no novo.
Não quero fazer-me de importante porque tenho medo de ser ignorado.
Por convicção e amor quero fazer o que faço e deixar de fazer o que deixo de fazer.
Do medo quero arrancar o domínio de dá-lo ao amor.
E quero crer no reino que existe em mim."
Fonte: Arte Médica Ampliada – revista da Associação Brasileira de Medicina Antroposófica. Ano XXX, No. 1 (outono, 2010), p. 41.
sab - Sociedade Antroposófica Brasileira
terça-feira, 31 de maio de 2011
Zé agricultor
A carta a seguir - tão somente adaptada por Barbosa Melo - foi escrita por Luciano Pizzatto que é engenheiro florestal, especialista em direito sócio ambiental e empresário, diretor de Parques Nacionais e Reservas do IBDF-IBAMA 88-89, detentor do primeiro Prêmio Nacional de Ecologia.
Prezado Luís, quanto tempo.
Eu sou o Zé, teu colega de ginásio noturno, que chegava atrasado, porque o transporte escolar do sítio sempre atrasava, lembra né? O Zé do sapato sujo? Tinha professor e colega que nunca entenderam que eu tinha de andar a pé mais de meia légua para pegar o caminhão por isso o sapato sujava.
Se não lembrou ainda eu te ajudo. Lembra do Zé Cochilo... hehehe, era eu. Quando eu descia do caminhão de volta pra casa, já era onze e meia da noite, e com a caminhada até em casa, quando eu ia dormi já era mais de meia-noite. De madrugada o pai precisava de ajuda pra tirar leite das vacas. Por isso eu só vivia com sono. Do Zé Cochilo você lembra, né, Luis?
Pois é. Estou pensando em mudar para viver aí na cidade que nem vocês. Não que seja ruim o sítio, aqui é bom. Muito mato, passarinho, ar puro... Só que acho que estou estragando muito a tua vida e a de teus amigos aí da cidade. Tô vendo todo mundo falar que nós da agricultura familiar estamos destruindo o meio ambiente.
Veja só. O sítio de pai, que agora é meu (não te contei, ele morreu e tive que parar de estudar) fica só a uma hora de distância da cidade. Todos os matutos daqui já têm luz em casa, mas eu continuo sem ter porque não se pode fincar os postes por dentro uma tal de APPA que criaram aqui na vizinhança.
Minha água é de um poço que meu avô cavou há muitos anos, uma maravilha, mas um homem do governo veio aqui e falou que tenho que fazer uma outorga da água e pagar uma taxa de uso, porque a água vai se acabar. Se ele falou deve ser verdade, né, Luís?
Pra ajudar com as vacas de leite (o pai se foi, né) contratei Juca, filho de um vizinho muito pobre aqui do lado. Carteira assinada, salário mínimo, tudo direitinho como o contador mandou. Ele morava aqui com nós num quarto dos fundos de casa. Comia com a gente, que nem da família. Mas vieram umas pessoas aqui, do sindicato e da Delegacia do Trabalho, elas falaram que se o Juca fosse tirar leite das vacas às 5 horas tinha que receber hora extra noturna, e que não podia trabalhar nem sábado nem domingo, mas as vacas daqui não sabem os dias da semana ai não param de fazer leite. Ô Luis, os bichos aí da cidade sabem se guiar pelo calendário?
Essas pessoas ainda foram ver o quarto de Juca, e disseram que o beliche tava 2 cm menor do que devia. Nossa! Eu não sei como encumpridar uma cama, só comprando outra, né, Luís? O candeeiro eles disseram que não podia acender no quarto, que tem que ser luz elétrica, que eu tenho que ter um gerador pra ter luz boa no quarto do Juca.
Disseram ainda que a comida que a gente fazia e comia juntos tinha que fazer parte do salário dele. Bom Luís, tive que pedir ao Juca pra voltar pra casa, desempregado, mas muito bem protegido pelos sindicatos, pelo fiscais e pelas leis. Mas eu acho que não deu muito certo. Semana passada me disseram que ele foi preso na cidade porque botou um chocolate no bolso no supermercado. Levaram ele pra delegacia, bateram nele e não apareceu nem sindicato nem fiscal do trabalho para acudi-lo.
Depois que o Juca saiu eu e Marina (lembra dela, né? casei) tiramos o leite às 5 e meia, ai eu levo o leite de carroça até a beira da estrada onde o carro da cooperativa pega todo dia, isso se não chover. Se chover, perco o leite e dou aos porcos, ou melhor, eu dava, hoje eu jogo fora.
Os porcos eu não tenho mais, pois veio outro homem e disse que a distância do chiqueiro para o riacho não podia ser só 20 metros. Disse que eu tinha que derrubar tudo e só fazer chiqueiro depois dos 30 metros de distância do rio, e ainda tinha que fazer umas coisas pra proteger o rio, um tal de digestor. Achei que ele tava certo e disse que ia fazer, mas só que eu sozinho ia demorar uns trinta dia pra fazer, mesmo assim ele ainda me multou, e pra poder pagar eu tive que vender os porcos as madeiras e as telhas do chiqueiro, fiquei só com as vacas. O promotor disse que desta vez, por esse crime, ele não ia mandar me prender, mas me obrigou a dar 6 cestas básicas pro orfanato da cidade. Ô Luis, ai quando vocês sujam o rio também pagam multa grande, né?
Agora pela água do meu poço eu até posso pagar, mas tô preocupado com a água do rio. Aqui agora o rio todo deve ser como o rio da capital, todo protegido, com mata ciliar dos dois lados. As vacas agora não podem chegar no rio pra não sujar, nem fazer erosão. Tudo vai ficar limpinho como os rios aí da cidade. A pocilga já acabou, as vacas não podem chegar perto. Só que alguma coisa tá errada, quando vou na capital nem vejo mata ciliar, nem rio limpo. Só vejo água fedida e lixo boiando pra todo lado.
Mas não é o povo da cidade que suja o rio, né, Luís? Quem será? Aqui no mato agora quem sujar tem multa grande, e dá até prisão. Cortar árvore então, Nossa Senhora!. Tinha uma árvore grande ao lado de casa que murchou e tava morrendo, então resolvi derrubá-la para aproveitar a madeira antes dela cair por cima da casa.
Fui no escritório daqui pedir autorização, como não tinha ninguém, fui no Ibama da capital, preenchi uns papéis e voltei para esperar o fiscal vim fazer um laudo, para ver se depois podia autorizar. Passaram 8 meses e ninguém apareceu pra fazer o tal laudo ai eu vi que o pau ia cair em cima da casa e derrubei. Pronto! No outro dia chegou o fiscal e me multou. Já recebi uma intimação do Promotor porque virei criminoso reincidente. Primeiro foi os porcos, e agora foi o pau. Acho que desta vez vou ficar preso.
Tô preocupado Luis, pois no rádio deu que a nova lei vai dá multa de 500 a 20 mil reais por hectare e por dia. Calculei que se eu for multado eu perco o sítio numa semana. Então é melhor vender, e ir morar onde todo mundo cuida da ecologia. Vou para a cidade, ai tem luz, carro, comida, rio limpo. Olha, não quero fazer nada errado, só falei dessas coisas porque tenho certeza que a lei é pra todos.
Eu vou morar aí com vocês, Luís. Mais fique tranquilo, vou usar o dinheiro da venda do sítio primeiro pra comprar essa tal de geladeira. Aqui no sítio eu tenho que pegar tudo na roça. Primeiro a gente planta, cultiva, limpa e só depois colhe pra levar pra casa. Ai é bom que vocês e só abrir a geladeira que tem tudo. Nem dá trabalho, nem planta, nem cuida de galinha, nem porco, nem vaca é só abri a geladeira que a comida tá lá, prontinha, fresquinha, sem precisá de nós, os criminosos aqui da roça.
Até mais Luis.
Ah, desculpe Luis, não pude mandar a carta com papel reciclado pois não existe por aqui, mas me aguarde até eu vender o sítio.
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Fé faz bem à Saúde
Médicos e cientistas admitem que práticas espirituais ajudam a prevenir e a enfrentar diversas doenças, como hipertensão, depressão e até câncer. A doutrina espírita afirma que a causa das nossas doenças está no espírito, e as lesões do corpo físico são projeções doentias do pensamento e dos sentimentos, mais especificamente do ego, da personalidade ou máscara. "No caso da hipertensão arterial, do ponto de vista da Medicina puramente materialista, suas causas podem ser:
Mas, no paradigma espírita, a causa está no espírito", declara Júpiter Villoz Silveira, médico endocrinologista e vice presidente da Associação Médico Espírita (AME) de Londrina (PR), que tratou do tema no IV Congresso Nacional da Associação Médico Espírita (Medinesp 2003). Júpiter Silveira lembra que o neurologista Antônio Carlos Costardi, de Taubaté (SP), autor de vários livros sobre a mente, entre eles 'Um condomínio chamado família', faz essa afirmação há anos. "Costardi nos diz que a hipertensão arterial sistêmica ocorre em pacientes com personalidade controladora, que, ao perderem o controle de uma determinada situação, geram um sentimento de raiva que, descarregado sobre o seu próprio corpo somático, produz, entre outras coisas, a hipertensão arterial", afirma. Para provar a tese de que todas as pessoas hipertensas têm personalidade controladora e traçar um perfil psico espiritual do hipertenso, Júpiter Silveira convidou, naquela ocasião, aleatoriamente, pacientes hipertensos, tanto de seu consultório, como da instituição Casa do Caminho, de Londrina, que estivessem dispostos a participar do trabalho de investigação. As pessoas escolhidas foram de ambos os sexos, de 20 a 50 anos. Posteriormente, elas foram encaminhadas ao Instituto Reviver, clínica do médico Cláudio Sproesser, que trabalha com as doutoras Eliane Alves de Andrade e Marilene Moreli Padoa, onde passaram por testes em que foi avaliada a história detalhada de suas doenças e promovidos testes psicológicos. "Após anamnese detalhada e aplicação de testes como o Warteg, eles encontraram os seguintes resultados:
"Entre a população avaliada, a intolerância e o comportamento dominador obtiveram um perfil de 100%. Já em relação à baixa autoestima, o índice constatado foi de 90% e o nível de estresse dessa população está numa escala altíssima", completa Júpiter Silveira. De acordo com Júpiter, aqueles que apresentam faixa etária acima de 40 anos e/ou aqueles que fumam, independentemente da idade, segundo a literatura médica, já estão na probabilidade da ocorrência de apresentarem ou já estarem apresentando alterações cardiovasculares. "Mas, podemos afirmar que, independentemente do grau de cultura, a conscientização quanto à espiritualidade é fator predominante no equilíbrio da qualidade de vida do paciente", diz. Júpiter Silveira também aponta que, através dos protocolos avaliados, é possível identificar características quanto ao "eu" do indivíduo na sua afetividade, a sua ambição e proteção. "Pode-se notar algumas características comuns entre essas pessoas, como insegurança, busca de proteção, negação da sua individualidade, repressão da angústia, objetivos indefinidos e dificuldades quanto a sua sexualidade. Cabe ressaltar que também foram constatadas outras características distintas, sendo algumas positivas", lembra. Na obra de André Luiz fica muito claro que o espírito é o responsável, através de seus sentimentos em desequilíbrio, pelas lesões no perispírito que se traduzem como doenças no corpo físico. Artigo publicado na edição 44 da Revista Cristã de Espiritismo e na revista Caminho Espiritual |
sábado, 26 de março de 2011
A Natureza pede socorro!
“O mundo requer novas atitudes!
Para isto, a formação do ser humano não se deve limitar apenas em questões técnicas ou científicas.
Os grandes problemas do planeta clamam por um ser mais reflexivo, consciente, solidário ao próximo e à natureza...”
Literatura de Cordel
1.
Vivemos numa estufa,
Do aquecimento global.
De tanta poluição,
Estamos passando mal.
Ninguém agüenta mais,
Nem ser humano e animal.
2.
A Natureza pede socorro,
A Ecologia pede reação.
Para acabar com o desmatamento,
E a triste poluição.
Que já devasta o mundo,
Destruindo a nação.
3.
Rios e igarapés
Foram todos poluídos.
Já há tempo que se alerta,
Que a terra está em perigo.
Pois, sem a Natureza viva,
Estamos, todos perdidos.
4.
Para que tanto progresso?
Se dele não vamos usufruir.
Se não cuidarmos da terra,
Deixaremos de existir.
E nada que produzirmos,
Poderemos consumir.
5.
Quando seca um Rio,
É a Natureza gritando.
Dando sinal para o homem,
Que não está agüentando.
Com a degradação da Natureza
A Terra está definhando.
6.
Cuidamos da Natureza,
Ou juntos vamos perecer.
Não terá rico, nem pobre,
Ela não vai escolher.
Não existirá condição social,
Pois, todos vamos morrer.
7.
É preciso com urgência,
Que o Estado faça intervenção.
Com projetos ambientais,
Que cesse a poluição.
Punindo todos os culpados,
Dessa imoral ação.
8.
Capitalismo selvagem,
Só trabalha para o ter.
Sem medir as conseqüências,
Do que pode acontecer.
Suplantando até a ética,
Em função do poder.
9.
Nosso planeta agoniza
Soltando um grande gemido.
Pois é preciso que o povo,
Esteja muito mais unido.
Lutando pela melhora.
Deste planeta sofrido.
10.
O mundo requer novas atitudes!
Para haver transformação.
Sem limitar as questões técnicas,
Mas os problemas da nação.
Tal como o da Ecologia,
Que é vida e humanização.
11.
É preciso um ser humano,
Consciente e solidário.
Com as questões da Ecologia,
Que é um problema humanitário.
Mas em função do capital,
Este tornou secundário.
12.
Para conscientizar a sociedade.
Precisa-se de uma Educação Ambiental,
Para queimarem os lixos
Somente no seu quintal.
E fazer a reciclagem,
Para o desenvolvimento social.
13.
O modelo de desenvolvimento econômico,
Gera muitos problemas ambientais.
Provocando a crise que conhecemos,
Também em ambientes culturais.
Degradando o planeta,
Com problemas sociais.
14.
O risco de um colapso ecológico,
Isso já é pura realidade.
Sinais eloqüentes desta crise,
É o avanço da desigualdade.
E também de muita pobreza,
Devastando a sociedade.
15.
Um novo modelo de humanidade,
Nos pede uma mudança urgente.
Sem exclusão social,
Que nos trate como gente.
Tratando-nos como ser humano
E não como delinqüentes.
16.
O desenvolvimento tecnológico,
Não resolveu o problema da pobreza.
Fez uma disparidade social,
Acabando com a Natureza.
Dando espaço ao capitalismo,
Produzindo mais riqueza.
17.
Não há avanço e progresso,
Se a humanidade perece,
Só há alguma mudança
Quando o pior acontece,
É furacão é terremoto
Coisas que nos entristece.
18.
Como podemos entender;
De um lado avanço da tecnologia.
De outro miséria e insegurança,
É o povo em grande agonia.
De um lado desperdício de água,
E muitos sem cidadania.
19.
É preciso ações de cidadania,
Superando a sociedade do ter,
Formando um mundo justo,
Que todos possam viver.
Com dignidade e direitos,
Com ética e com dever.
20.
É preciso incluir, a questão ambiental,
Em todos os níveis da educação.
Tendo como princípio a sustentabilidade,
A ética do cuidado e a precaução.
Buscando a cada dia,
Acabar a devastação.
21.
Natureza, Ecologia e Meio Ambiente.
Integramos em nosso projeto,
Listando todos presente.
Tendo muito cuidado
Onde eles estão carente.
Nisso estamos fazendo, atitude inteligente.
Por Nilton Gonçalves Menezes
Barcarena/PA
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Voce tem um desafio? Aceite-o... Por Prof. Hermógenes
Voce tem um desafio?
Aceite-o, enfrente-o, aproveite-o para sua evolução!
Aceite sua situação dificil não como uma desgraça, ou como algo que vai destruí-lo, mas como condição para desenvolver suas potencialidades.
É com fogo e martelada que um pedaço de ferro bruto é transformado num objeto de beleza ou utilidade...
A falta de pernas faz nascer asas no verdadeiro homem...
A violência da poda torna a árvore ainda mais bonita e vitalizada...
A terra cujo lombo é rasgado pelas pás do arado ganha fertilidade...
Assim é com o ser humano, os desafios da desventura podem amadurecer a personalidade...
As lágrimas que derramamos na dor não são de lastimar, pois enriquecem os dias de experiência!
Quero que me apresentem alguém que se aperfeiçoou, se fortaleceu em obras, fez-se herói, santo ou sábio através do prazer e na ausência da dor.
Prof. José Hermógenes
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Frequência Vibratória por Carlos A. Baccelli

Frequência Vibratória
"Todas as coisas e todos os seres vivem interligados.
Toda ação repercute.
Nenhum ato se isola em suas consequências.
Vivemos num emaranhado de idéias e sentimentos.
O bem se expande em onda que cobrem distâncias imensas.
O mal se propaga com a mesma intensidade com que é praticado.
O que acontece alhures te alcançará onde estás.
Se te transformares num foco de luz, extinguirá a sombra em torno.
O reflexo de tudo que te atinge combina com a natureza dos teus sentimentos.
Quem não oferece sintonia para o mal não entra na freqüência vibratória da desarmonia."
Fonte:
Livro Orai e Vigiai
Carlos A. Bacelli
Toda ação repercute.
Nenhum ato se isola em suas consequências.
Vivemos num emaranhado de idéias e sentimentos.
O bem se expande em onda que cobrem distâncias imensas.
O mal se propaga com a mesma intensidade com que é praticado.
O que acontece alhures te alcançará onde estás.
Se te transformares num foco de luz, extinguirá a sombra em torno.
O reflexo de tudo que te atinge combina com a natureza dos teus sentimentos.
Quem não oferece sintonia para o mal não entra na freqüência vibratória da desarmonia."
Livro Orai e Vigiai
Carlos A. Bacelli
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