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sábado, 8 de dezembro de 2012

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Biodanza: método que desenvolve a afetividade


Rolando Toro, criador da biodanza, explica por que a manifestação do amor é o grande desafio deste século. 

A biodanza é uma forma de recuperar a espontaniedade que existe em nós. 

Há cerca de 60 anos, o psicólogo chileno Rolando Toro criou a biodanza, também conhecida como dança da vida. 

"A biodanza é um sistema de integração humana, de renovação da vitalidade e de reeducação afetiva", diz Rolando. 

"Essa sensação de pertencer a tudo que está vivo foi perdida em nossa cultura. A civilização atual, considerada racional e objetiva, nos roubou a vivência plena dos nossos sentidos, a vitalidade, a afetividade e até mesmo uma espiritualidade mais enraizada", diz ele. 

 Qualquer pessoa pode fazer a biodanza, não é necessária nenhuma experiência anterior. "Não é uma dança formal, com uma coreografia que tem de ser aprendida. Pelo contrário, vamos recuperar a naturalidade e a espontaneidade que há em nós", diz Monica Vilhena, professora de grupos de biodanza em São Paulo. Hoje, existem mais de dois mil grupos de biodanza em todo o mundo e um instituto - o International Biocentric Foundation (IBF), com sede em Santiago, no Chile - dedicado a pesquisar a aplicação da cultura biocêntrica, que fundamenta a biodanza. 

O método foi introduzido há 40 anos no país e tem duas escolas de formação de professores em São Paulo: a Escola Paulista de Biodanza, dirigida por Maria Luiza Appy, e a Escola de Biodanza da Zona Sul, sob a direção de Teresa e Mauro Lima. Em entrevista à revista Bons Fluídos, Rolando Toro conta como podemos desenvolver nossa afetividade e também o nosso potencial de amor através do corpo, da música e da dança. Veja: 

Por que vivemos numa sociedade tão agressiva e tão pouco nutridora de afeto? 

No fundo, o que todas as pessoas querem é apenas amar e ser amadas. Porém, é exatamente isso o mais difícil de acontecer hoje, pois vivemos numa civilização em que as emoções e os sentimentos são bloqueados. A inteligência não está mais unida à afetividade e é ela que nos faz sentir parte do todo. Também é o afeto que nos dá alegria de viver, a sensação de nos sentirmos vivos, ligados à natureza e aos outros seres humanos. Por isso não temos mais emoção ao vermos a morte de 100, 200 mil pessoas numa guerra. 

 Mas essa situação não pode se transformar? 

Sim, aos poucos, já está mudando. Está nascendo um novo homem, mais inteiro, mais sensível, mais amoroso, que integra, sem medo, seu lado feminino ao masculino. Mas é preciso uma nova educação, uma nova pedagogia para que esses homens sejam em maior número, pois ainda são poucos. Essa tarefa é desenvolvida na International Biocentric Foundation, que usa o conceito do amor à vida na dança (biodanza) e em outros campos do desenvolvimento humano. 

 Como surgiu a biodanza? 

Minha sensação é de ter procurado realizar durante muitos anos o trabalho de aumentar a afetividade no ser humano. Percebi que vivemos numa sociedade doente, em que a vida não é considerada sagrada. Os princípios ideológicos pairam sobre os relacionados à vida, que celebram o amor, a comunhão com os semelhantes, a solidariedade. Busquei por muitos caminhos uma maneira de fazer essa mudança, que precisava ser tanto individual quanto coletiva. Parecia uma quimera sonhar com a formação de um novo ser humano, mas sempre fui estimulado pelo impossível. 

 Como foi feito o trabalho de recuperar movimentos e danças que celebrassem a vida em diferentes culturas? 

As culturas tribais conservam os movimentos naturais, intuitivos, que expressam as emoções. Com elas, aprendi que existia uma espécie de matriz corporal e gestual universal ligada a cada um dos sentimentos. Expressá-las fazia muito bem ao ser humano e era uma forma esplêndida de entrar em contato com o mundo afetivo interno e assim desenvolver nossa afetividade atrofiada. Minha proposta tem a finalidade de resgatar a "selva interior" de cada um, pois considero necessário ver as manifestações instintivas sob uma perspectiva de exaltação da vida e da graça natural. 

 Qual a relação entre vida e afetividade? 

A afetividade é o potencial inato que garante a conservação da vida. A vida se torna sagrada porque a amamos. Vivemos um vazio existencial que tentamos preencher com a busca incessante de juventude, beleza, conforto e consumo, distanciando-nos muito do essencial, que é a vivência do amor, da união, da empatia e da solidariedade. 

 Quem não recebeu amor ou cuidado durante a infância, por exemplo, como fica? 

Pessoas adultas que tiveram uma infância carente podem recuperar boa parte do seu afeto praticando a biodanza. Sou suspeito para falar disso, é claro, mas posso afirmar com total segurança que os efeitos são extraordinários.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Tai Chi Chuan


Estilo Yang Tradicional - Forma 49 movimentos - Forma Curta 
Tai Chi Chuan da Família Yang

1.
预 备
yu4 bei4
Forma preparatória

2.
起 式
qi3 shi4
Forma Inicial

3.
拦 雀 尾
lan2 que4 wei2
Acariciar a cauda do pássaro

4.
单 鞭
dan1 bian1
Chicote simples

5.
云 手
zuo3 you4 yun2 shou3 (1, 2, 3)
Mãos de nuvens 1, 2, 3

6.
单 鞭
dan1 bian1
Chicote simples

7.
高 探 马
gao1 tan4 ma3
Patada do cavalo

8.
右 分 脚
you4 fen1 jiao3
Chutar separando à direita

9.
左 分 脚
zuo3 fen1 jiao3
Chutar separando à esquerda

10.
转 身 左 蹬 脚
zhuan3 shen1 zuo3 deng1 jiao3
Girar o corpo e chutar com o calcanhar esquerdo

11.
左搂膝拗步
zuo3 lou1 xi1 ao3 bu4
Defender o joelho à esquerda e empurrar

12.
手 挥 琵 琶
shou3 hui1 pi2 pa
Tocar a harpa

13.
高 探 马 穿 掌
gao1 tan4 ma3 chuan1 zhang3
Patada do cavalo e Avançar com a mão esquerda

14.
十 字 腿
shi2 zi4 tui3
Chutar com o calcanhar direito

15.
左 打 虎 式
zuo3 da3 hu3 shi4
Bater no tigre à esquerda

16.
右 打 虎 式
you4 da3 hu3 shi4
Bater no tigre à direita

17.
回 身 右 蹬 脚
hui2 shen1 you4 deng1 jiao3
Girar o corpo e chutar com o calcanhar direito

18.
双 峰 灌 耳
shuang1 feng1 guan4 er3
Bater nas orelhas do oponente com o punho

19.
左 蹬 脚
zuo3 deng1 jiao3
Chutar com o calcanhar esquerdo

20.
转 身 撇 身 锤
zhuan3 shen1 pie1 shen1 chui2
Girar o corpo e bater no oponente com o punho

21.
进 步 指 裆 锤
jin4 bu4 zhi3 dang1 chui2
Avançar e atacar a região púbica

22.
如 封 似 闭
ru2 feng1 si4 bi4
Fechamento aparente

23.
十 字 手
shi2 zi4 shou3
Mãos cruzadas

24.
抱 虎 归 山
bao4 hu3 gui1 shan1
Abraçar o tigre e retornar a montanha

25.
斜 单 鞭
xie2 dan1 bian1
Chicote simples na diagonal

26.
肘 底 捶
zhou3 di3 (kan4) chui2
Punho embaixo do cotovelo

27.
左 金 鸡 独 立
zuo3 jin1 ji1 du2 li4
Galo dourado numa perna só à esquerda

28.
右 金 鸡 独 立
you4 jin1 ji1 du2 li4
Galo dourado numa perna só à direita

29.
左 倒 撵 猴
you4 dao4 nian3 hou2
Recuar e repelir o macaco à esquerda

30.
斜 飞 式
xie2 fei1 shi4
Vôo na diagonal

31.
提 手 上 势
ti2 shou3 shang4 shi4
Elevar as mãos e dar um passo

32.
白 鹤 凉 翅
bai2 he4 liang4 chi4
Garça branca estende as asas

33.
左 搂 膝 拗 步
zuo3 lou1 xi1 ao3 bu4
Defender o joelho à esquerda e empurrar

34.
海 底 针
hai3 di3 zhen1
Procurar agulha no fundo do mar

35.
扇 通 背
shan4 tong1 bei4
Abanar através das costas

36.
转 身 白 蛇 吐 信
zhuan3 shen1 bai2 she2 tu4 xin4
Girar o corpo e serpente branca mostra a língua

37.
进 步 栽 锤
jin4 bu4 zai1 chui2
Avançar o passo e socar embaixo

38.
右 野 马 分 鬃
you4 ye3 ma3 fen1 zong1
Acariciar a crina do cavalo à direita

39.
玉 女 穿 梭
yu4 nu3 chuan1 suo1
Linda Lady trabalha as rodas do moinho

40.
拦 雀 尾
lan2 que4 wei2
Acariciar a cauda do pássaro

41.
单 鞭
dan1 bian1
Chicote simples

42.
下 势
xia4 shi4
Serpente volta ao ninho

43.
上 步 七 星
shang4 bu4 qi1 xing1
Avançar o passo das sete estrelas

44.
退 步 跨 虎
tui4 bu4 kua4 hu3
Passo atrás e montar no tigre

45.
转 身 摆 莲
zhuan3 shen1 bai3 lian2
Girar o corpo e chute de lótus

46.
弯 弓 射 虎
wan1 gong1 she4 hu3
Atirar no tigre com o arco

47.
进 步 搬 拦 捶
jin4 bu4 ban1 lan2 chui2
Avançar o passo, bloquear e socar

48.
如 封 似 闭
ru2 feng1 si4 bi4
Fechamento aparente

49.
十 字 手
shi2 zi4 shou3
Mãos cruzadas

收 式
shou1 shi4
Fechamento

还原
huan2 yuan2
Retorno ao normal


Fonte: 
Associação Internacional de Tai Chi Chuan Estilo Yang 
www.yangfamilytaichi.com

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Automassagem / 10 Movimentos das Mãos


O treinamento dos "10 movimentos das mãos" (十巧手) reúne 10 formas de automassagem populares na China. 

Estes movimentos estimulam pontos de acupuntura que podem contribuir para tratar problemas diversos como: formigamento nas mãos, dores nos braços, dor no peito, tensão no pescoço e cansaço nos olhos. Cada movimento é realizado 18 ou 36 vezes.

Aprendi este treinamento com Mable Lee, companheira do Tai Chi Pai Lin que iniciou a prática na década de 80 para tratar problemas de artrite nas mãos. Ela conseguiu recuperar-se e dedicou-se até o fim da vida a ensinar gratuitamente o que aprendeu a seus alunos no Parque da Aclimação, em São Paulo.

sábado, 17 de março de 2012

Respirar é preciso!


"Com o tempo aprendi que respirar fundo e sorrir é a maneira mais fácil para melhorar a aparência.

A respiração é o primeiro movimento que fizemos ao nascer e o último ao morrer. E acabamos esquecendo disso!

A ansiedade aumenta e a respiração diminui.

Simples!

Para diminuir a ansiedade, o primordial é aumentar a nossa respiração, ampliando o nosso espaço interno e levando este ar para a região do abdomen.

Quanto mais curta e alta estiver a respiração, maior a ansiedade.

Basta observar, comparar a respiração com as ondas do mar.

Expiração - entrega...
Inspiração - recolhimento...

Durante este movimento, ocorre uma pequena pausa, como a onda que termina na areia!

Este movimento é gratuito, pode ser exercitado em qualquer lugar e nos faz voltar para dentro da nossa essência, onde encontramos tudo o que é verdadeiro."

Desconheço o autor

sexta-feira, 9 de março de 2012

Angústia diante do Novo


"O novo sempre nos assustou. Historicamente temos diversas referências, especialmente entre os filósofos como Giordano Bruno, Galileu Galilei e Sócrates. Seus discursos assustavam porque inovavam. Sugeriam pensamentos e comportamentos diferentes aos do costume da época.

Se procurarmos podemos encontrar muitos outros nomes, mas o importante neste momento é refletirmos sobre a angústia que acompanha o novo. Sempre que alguma idéia nova surge temos um primeiro impulso de repudiá-la. Pois o novo sugere mudanças e essas proporcionam desconforto.

Ao atentarmos para o novo nos colocamos em uma situação de fragilidade porque aquilo que conhecemos proporciona conforto, segurança e confiança. Então é comum presenciarmos situações de medo quando uma criança é levada pela primeira vez a uma escola onde, mesmo na companhia de outras crianças, sente-se desamparada e assustada. Além das questões emocionais envolvidas, que não é nosso objetivo no momento, a situação do novo sempre desequilibra.

Uma amiga disse que nos desequilibramos o tempo todo se queremos nos movimentar. Ao trocar um passo experimentamos a perda do equilíbrio momentaneamente para retomá-lo rapidamente e assim por diante se desejarmos caminhar, apesar de termos a opção de permanecermos no mesmo lugar. E da mesma forma agimos em todos os sentidos. Para experimentar algo novo precisamos sair do equilíbrio no qual nos encontramos e então conhecermos o movimento que o novo oferece.

Movimento, a princípio, indica algo o qual todos desejamos, mas nem sempre estamos dispostos a alcançá-lo. Se tomarmos como exemplo algo bem simples, como um exercício físico que protelamos ou deixamos para outra oportunidade, poderemos perceber o quanto damos preferência ao conforto no qual nos encontramos, em oposição ao movimento que afirmamos ser nosso propósito.

Porém, em alguns momentos de nossa existência precisamos tomar decisões que envolvem algo novo. E se nos prepararmos para enfrentar o novo que se apresenta, teremos maiores chances de escolhas que nos ofereçam alternativas inesperadas para situações que podemos, inclusive, estar familiarizados, mas que sob outro ponto de vista torna-se surpreendente.

Angústia diante do novo é algo que permeia o nosso existir. No entanto, buscar maneiras de suavizar esse sentimento, de modo a sermos capazes de nos arriscarmos em situações que possam nos surpreender é uma decisão que pode auxiliar em nosso movimento em busca de novas conquistas."

Texto de Márcia A. Ballaminut Cavalieri
Psicóloga

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Tai Chi


Tai Chi é uma arte marcial não combativa que contém em sua prática meditação e exercícios para beneficiar a saúde global do organismo.

É um dos componentes da medicina chinesa, composta também por acupuntura, acupressura, fitoterapia e massagem.

Utilizado na manutenção da saúde e alívio do estresse, o Tai Chi é também um meio de se buscar a longevidade e a consciência espiritual.

Indicação: O Tai Chi proporciona amplos resultados contra distúrbios ligados ao estresse. Pressão arterial, tensão e ansiedade são amenizadas pela sua prática. Há pacientes que se beneficiaram da prática do Tai Chi com melhoria de artrites e lesões.

Em longo prazo, diminui a incidência de problemas ósseos e da coluna.

Método: A base do Tai Chi é a prática da "forma", que consiste em um conjunto de exercícios lentos, harmoniosos e padronizados. Estas diferem-se de acordo com o estilo praticado - uns mais lentos e constantes, outros com ritmo variável. Assim, há formas breves e outras mais longas.

Os movimentos estimulam o relaxamento geral e a harmonia entre mente, corpo e espírito. Com caráter de autodefesa, todos são planejados para equilibrar o fluxo do CHI pelos meridianos bem como harmonizar o fluxo da linfa e do sangue.

Fonte: 
verdor


Os ideogramas que compõe a palavra Tai Chi Chuan significam:

太, Tai significa "o maior", "o mais alto", "supremo", "absoluto".

極 (ou 极, em chinês simplificado), Chi (ou Ji) significa, original e literalmente, a parte mais alta do telhado - "cumeeira".

拳, Chuan (ou Quan) significa Punho, aqui simbolizando "soco", "luta à mãos livres" (desarmadas), "boxe"

Portanto, algumas das possíveis traduções literais de Tai Chi Chuan são: "Punho da Suprema Cumeeira", "Punho do Limite Supremo" ou simplesmente "Punho do Tai Chi". Como cada ideograma pode ter mais de um sentido, há outras formas de traduzir o termo além destas.

No Taoísmo, onde o Tai Chi Chuan teve sua origem, a "Suprema Cumeeira", ou "Limite Absoluto" tem a conotação filosófica de "Elevação", "Sublimação", "Purificação", resultante, entre outras, do desenvolvimento de um mecanismo de defesa emocional pelo qual tendências ou sentimentos inferiores se transformam em outros que não o sejam.

O Tai Chi também simboliza o "Cosmos" e a interação, dos princípios energéticos Yin e Yang, em constante mutação, sendo conhecida a sua representação pelo Tai Chi Tu (Diagrama do Tai Chi), mais conhecido no Ocidente como o "Símbolo do Yin-Yang".

O Tai Chi Chuan (em chinês: 太極拳 pinyin: Taiji Quan) é uma arte marcial interna chinesa, categoria nomeada em chinês de neijia (內家).

Este estilo de arte marcial é reconhecido também como uma forma de meditação em movimento. Os princípios filosóficos do Tai Chi Chuan remetem ao Taoísmo e à Alquimia Chinesa. A relação de Yin e Yang, os Cinco Elementos, o Ba Gua (Oito Trigramas), o Livro das Mutações (I Ching) e o Tao Te Ching de Lao Zi são algumas das principais referências para a compreensão de seus fundamentos.

Os textos clássicos do Tai Chi Chuan escritos pelos mestres orientam a:

Vencer o movimento através da quietude (Yi Jing Zhi Dong) 以靜制動

Vencer a dureza através da suavidade (Yi Rou Ke Gang) 以柔克剛

Vencer o rápido através do lento (Yi Man Sheng Kuai) 以慢勝快

Apesar de ter suas raízes na antiga China, o Tai Chi Chuan é atualmente uma arte praticada em todo o mundo. É apreciado no ocidente especialmente por sua relação com a meditação e com a promoção da saúde, oferecendo aos que vivem no ritmo veloz das grandes cidades uma referência de tranquilidade e equilíbrio.

Os criadores do Tai Chi Chuan basearam sua arte na observação da Natureza - não apenas na observação dos animais, mas no estudo dos princípios da interação entre os diversos elementos naturais.

Fonte: Wikipédia

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Voce quer descobrir, conhecer e sentir o amor?


Se queres descobrir o amor em teu ser, 
primeiro observa 
o nascimento das flores sobre as pedras, 
o nascimento da borboleta em seu casulo tão limitado... 

Observa o sol nascendo e iluminando 
o que há pouco era só escuridão... 

Se queres conhecer o amor, 
observa o movimento gracioso dos ventos 
por entre as flores 
e vê as sementes sendo lançadas para outros solos, 
transformando-os, 
delicadamente, sem pressa... 

Observa a generosidade 
com que a natureza te acolhe, 
mostrando com seus movimentos 
a importância de te sentires como ela te sente. 

Se queres sentir amor, 
olha para os teus irmãos 
com a disposição de, 
sem julgamento, 
vendo-os como eles são... 

Olha para ti e aceita o que vem do teu coração, 
banhando teu ser de luz e confiança... 

Se queres compartilhar o amor, 
apenas estende tua intenção 
e ela chegará ao mundo e a ti retornará, 
trazendo-te as bênçãos Daquele que sorri com tua conduta. 

Se queres prosseguir com o amor, 
procura viver de acordo 
com as dádivas que te foram dadas... 

Apenas caminha por entre os percursos 
que para ti já estão preparados e vai... 
vai com tua luz, 
iluminando o que parece ser escuro, 
respeitando cada ser que o teu caminho acolher, 
compartilhando o teu conhecer, 
a tua alegria 
e a tua integridade enquanto Filho de Deus.

Autor Desconhecido

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Assentir... e soltar...




Que significa aqui vazio? Qual é o processo interno que leva a esse vazio e como ele é sentido? Muito ao contrário das imagens que relacionamos ao vazio, alcançamos aquele vazio que leva à sintonia com o espírito criador, assentindo totalmente a tudo o que é tal qual é. 


E por quê? Porque esse espírito é a força criadora original que a tudo impregna. Através desse assentimento nos abarrotamos de tudo o que esse espírito cria, ordena e anima. E assim, através do assentimento a tudo tal como é, alcançamos tanto a plenitude como o vazio. Porque só podemos assentir totalmente quando soltamos aquilo que é próprio em grande medida. Entretanto, ao soltá-lo, não nos esvaziamos, ao contrário. Como não enfrentamos aquilo que é como nada próprio, nos esvaziamos para a plenitude e nos tornamos um com a força que o move.


Só conseguimos soltar quando assentimos, e só conseguimos assentir quando também soltamos. Só nos esvaziamos quando nos abrimos a essa plenitude. O vazio e a plenitude se condicionam mutuamente. Ambas as coisas alcançamos em um mesmo processo.

Texto extraído do livro: La verdad en movimiento de Bert Hellinger

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Meditação: Meditar Caminhando



Nosso exercício agora é uma meditação que se faz caminhando.

Este método remonta à época de Buda.

Ele é destinado às pessoas que acham difícil ficar sentadas enquanto meditam, ou que não conseguem se concentrar com facilidade.


Nesta meditação o foco de sua atenção deve estar em todas as minúsculas sensações que se tem ao caminhar.

Isto faz com que a mente possa se concentrar em outra coisa além da respiração, facilitando a concentração.


Algumas pessoas gostam de se preparar para as outras meditações fazendo primeiro uma breve meditação caminhando.

Outras preferem alternar uma meditação sentada com outra caminhando.


Vamos experimentar.

Procure um lugar tranquilo onde ninguém venha lhe perturbar.

Fique de pé.

Você não quer chegar a lugar nenhum.

Você só precisa de um espaço livre onde possa dar de 8 a 12 passos para a frente, fazer meia-volta e retornar ao ponto de partida.

O que importa é prestar uma atenção muito especial no processo de caminhar.


É melhor andar descalço ou de meias, sem sapatos, porque assim você tem mais consciência das sensações do seu caminhar.

Comece de pé, com seus pés alinhados com os ombros... Deixe os braços caídos, do lado do corpo... Agora, bem devagar, incline-se para o lado esquerdo, apoiando todo o seu peso no pé esquerdo... Repare como o pé direito ficou leve e o esquerdo está pesado...


Agora, devagar, transfira o peso do corpo para o pé direito, tomando consciência de todas as sensações... o movimento... a pressão... as tensões... o contato com o chão debaixo do pé...


Agora, lentamente, estenda a perna esquerda para a frente e dê um passo... ainda lentamente comece a andar...

Enquanto se move, preste muita atenção nas sensações em toda a sua perna esquerda e no seu pé: o movimento do joelho e do tornozelo, os músculos que se esticam e se contraem, o contato do pé com o chão... o calcanhar... a pressão da planta do pé... o toque dos dedos... examine tudo o que você pode sentir...

Não olhe as pernas... sinta-as apenas... Mantenha os olhos focados no chão, cerca de um metro à sua frente... Quando atingir o limite do espaço, pare e dê meia-volta prestando total atenção: tome consciência do deslocamento que acontece quando você faz a volta... de todas as sensações nas suas pernas e nos seus pés...


Depois de fazer a volta, ande lentamente até seu ponto de partida... Continue andando de um lado para o outro... Para ajudar a concentração repita na sua mente: "levantando", quando você levanta a perna... "movendo", quando você a move para a frente, e "pousando", quando você baixa a perna para sustentar o peso do corpo...


A cada passo, diga em sua mente: "levantando"... "movendo"... "pousando"... levantando... movendo... pousando... como um leve sussurro na mente...

Se sua atenção for desviada por outros pensamentos, traga-a suavemente de volta para as sensações nas suas pernas e nos seus pés... Levantando... movendo... pousando... Preste atenção em todas as sensações dessa caminhada... as sutilezas dos músculos que se estiram... do movimento... do peso e da pressão... Levantando... movendo... pousando...

Quando sua mente se distrair, traga-a suavemente de volta para o caminhar... Levantando... movendo... pousando... E agora vá parando... Fique em pé por alguns momentos, registrando as sensações em suas pernas e em seus pés... em todo o seu corpo... usufruindo de tudo o que estiver sentindo... a tranquilidade... a paz...


E leve esta paz para o que for fazer em seguida... Espero que essas meditações possam enriquecer sua vida... Fique em paz e seja feliz...


Fonte:
Daniel Goleman
scribd

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Respiração Original



RESORI: RESPIRAÇÃO ORIGINAL

ESTAR NO SER

Caminhante,

Permita-se fazer uma pausa no seu tempo subjetivo.

O convido a descobrir-se em seu espaço mais íntimo, o da sua própria respiração.

A respiração tem a característica de existir por ela mesma, dando vida às existências do planeta, através da troca entre o oxigênio e o gás carbônico.

A respiração é, assim, a vida das demais vidas.

A mente humana não é a mesma segundo esteja ou não consciente de existir no ritmo da própria respiração.

No cotidiano, a respiração sofre a influência do que pensamos e sentimos, mudando seu curso segundo as oscilações mentais.

Mas, o que de fato pensamos, quando estamos apenas conscientes de respirar?

Quem somos nós, quando atuamos no mundo desde esta consciência?

Muitas técnicas de meditação dão indicações deste caminho, todas, válidas em seus objetivos.

Nosso objetivo não é, portanto, de sugerir uma técnica a mais, mas sim, de conhecer-se no espaço da respiração, mantendo-se consciente dela.

Por isso, aqui, pouco importa a posição física escolhida para isso, pouco importa o momento, só importa, nesta proposição, manter-se consciente da respiração, até senti-la livre de toda pressão de pensamentos e emoções que cada um de nós atravessa, a cada momento.

Nosso convite, é para que você se permita relativizar o tempo mental, subjetivo, em você mesmo, para conhecer-se desde a consciência da própria respiração.

Pois você não é o mesmo, submetendo sua respiração à pressão do seu tempo subjetivo, ou estando consciente desta em seu próprio espaço vital.

Faça então esta experiência:

Coloque sua consciência unicamente em sua respiração, sem nada esperar.

E aprenda quem você é, neste estado.

Não busque novos conceitos, não busque uma “iluminação”, encontre-se simplesmente consigo mesmo, nesta situação.

Colocar-se em disposição de deixar a respiração livre, por alguns instantes, de toda influência dos seus pensamentos e emoções, é realizar um encontro consigo mesmo no que possuímos de mais vital.

Na fase fetal, respirávamos através de um cordão umbilical.

Desde o momento do parto, se abrem os nossos pulmões para outro tipo de respiração.

Nestes primeiros instantes, a mente recém nascida não possui conceitos formalizados que a levem a crenças ou medos.

Esta, é a nossa RESPIRAÇÃO ORIGINAL, antes que a mente se cristalize em suas crenças, criando o que comumente é chamado de “ego”.

No entanto, nossa capacidade de nos encontrarmos outra vez com a RESPIRAÇÃO DA NOSSA PRÓPRIA ORIGEM, depende unicamente da nossa intenção de deixar a respiração livre do mundo subjetivo que criamos.

Pois, estando este em constante evolução, ele não é, em si, permanente, enquanto a Respiração Original conosco permanece, mesmo em estado latente, até a ultima expiração.

Este encontro com a Força Respiratória Original é, literalmente, vital, para a manutenção da nossa própria força vital.

Suas preocupações, seus problemas, não “sumirão” quando você estiver mergulhado nesta respiração.

Mas, sua capacidade de lidar com eles não é a mesma, desde a maturação desta nova consciência de si.

Durante este tempo, você estará apenas no espaço da sua própria Respiração Original, aqui abreviada em RESORI.

Durante este tempo, você levará esta nova consciência vital de si ao seu tempo de vida.

Pratique este encontro sempre que puder.

Não há tempo especial para isso, não há atitude certa ou errada para praticá-lo.

Pratique-o andando, parado, de pé, sentado ou deitado.

Pratique-o sempre que se lembre disso.

Pratique-o em seu cotidiano.

Pratique-o pondo-se à margem dele.

Pratique-o quando se sentir bem e quando se sentir mal.

Una-se a todos os seres que se conhecem desde esta prática.

Nela, não há tempo, não há passado nem futuro.

Nela, você está presente a você mesmo, tornando-se, assim, o próprio presente.

Nela, você se conhecerá no ritmo respiratório que dá vida à toda vida.

Respirar A Origem, É Ser Através Dela.

(Ensinamento da Escola Zenphenix da Áurea Hora
Dedicado ao meu Mestre em Zazen, Graf Durkhein e seu Discípulo Yuma, que me entregaram a origem deste caminho.)


Texto de Austro Queiroz


Fonte:
austro

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Da Arritmia para a Euritmia/O Ritmo do Coração como Guia




Da Arritmia para a Euritmia



O Ritmo do Coração como Guia




A tecnologia no mundo atual está se desenvolvendo em alta velocidade.

O ser humano moderno cria máquinas cada vez mais avançadas que tornam a sua vida cada vez mais confortável.
Mesmo assim ele não é feliz.

Por quê?
Em função da alta tecnologia a nossa vida se tornou preponderantemente mental e sedentária.

As máquinas que criamos nos últimos duzentos anos tiram o movimento das nossas vidas.

Elas foram desenvolvidas pelo pensar lógico que tem como o seu instrumento o cérebro.

Este tipo de pensar é linear e não gosta de movimento.

Vivendo assim então, um estilo de vida unilateral, o nosso organismo com o tempo adoece. Sentimos a necessidade de exercitar o nosso corpo antes ou depois do dia de trabalho.

Para estes fins, foram criadas novas máquinas disponíveis nas inúmeras academias que surgiram nas últimas décadas.

Elas são freqüentadas principalmente por aqueles que, em função de sua profissão, passam a maior parte do dia no escritório sentados na frente do computador.
Surgiu assim um estilo de vida que oscila na polaridade, entre cabeça e membros, entre atividade mental e atividade física.


Ao mesmo tempo observamos maiores dificuldades nas relações humanas.

Elas estão em crise, tanto no mundo “micro” como no mundo “macro”: na família entre pais e filhos, entre homem e mulher, no trabalho entre colegas, na sociedade entre grupos sociais e entre paises.

A violência aumenta a cada dia, os consultórios psiquiátricos estão repletos de pessoas em busca de uma solução para a sua crise individual, e como conseqüência, para a crise global.


O que está faltando no nosso estilo de vida?

Qual é o âmbito da nossa vida para o qual ainda não dedicamos atenção consciente diariamente?
A cabeça está em atividade no escritório, os membros na academia; todos os dias consideramos o nosso pensar e o nosso querer.


– E o sentir?

Em que momento do nosso dia-a-dia o sentir tem o seu lugar?

Entre cabeça e membros está o nosso peito onde palpita o coração.

O coração é o órgão das relações.

Ele bate ritmicamente.

É sinônimo da melhor qualidade de vida que podemos imaginar: é quando dois corações se encontram, quando duas almas se permeiam amorosamente.
Parece que hoje não temos mais tempo para o encontro... – já que estamos sempre com pressa... Não ouvimos mais o canto dos passarinhos...

Não observamos mais a modificação das árvores na transição das estações...

Não tiramos mais os sapatos para colocar o pé na grama e sentir o orvalho...


O coração é o órgão para sentir relações.

A primeira relação é a relação comigo mesmo.

Quem sou eu?

De onde venho?

Porque estou aqui?

Como me sinto hoje?

Eu gosto de fazer o que eu faço?

Qual é a minha função na sociedade como um todo?
Dedicar um momento consciente à estas perguntas regularmente, se tornou cada vez mais, não apenas uma questão de qualidade de vida, mas uma questão de sobrevivência.

Estas perguntas poderiam ser ignoradas por algum tempo, mas não para sempre.

Pois, mais cedo ou mais tarde a alma pode adoecer e, por exemplo, um processo depressivo se manifestar.


Estou atento à voz que fala no meu interior?

Esta voz que está aí para me orientar na vida – a voz da minha criatividade individual?

Como me torno capaz de escutá-la todos os dias?
A prática regular da Euritmia é um caminho moderno, aliás, na realidade: pós-moderno nesta direção.



A palavra euritmia vem do grego e quer dizer: ritmo harmonioso, ritmo saudável.

É uma atividade corporal que tem o seu ponto de partida no ritmo do coração.

Ela envolve tanto o movimento dos membros como a consciência mental, relacionando ambos ritmicamente.

São movimentos simples que desenvolvem a sensibilidade do coração e o senso artístico que está presente em cada um de nós.


O primeiro passo é desenvolver amor próprio e auto-aceitação; sensibilidade comigo mesmo, com o meu corpo, com o meu ser como um todo.

A partir deste ponto o próximo passo que surge naturalmente é o passo em direção aos outros. Amor próprio e auto-estima saudáveis criam naturalmente interesse verdadeiro pelos outros.

Surge assim um novo estilo de vida, mais realista, onde cada um sente na própria pele que é impossível viver sozinho neste planeta.

Precisamos uns dos outros, tanto dos seres humanos como dos outros seres que dividem o Planeta Terra conosco.
Por exemplo, uma empresa não deixa de ser um pequeno universo onde é necessário trabalhar em equipe.

É importante saber conviver com flexibilidade e tolerância e aprimorar ao máximo os talentos de cada colaborador.

Assim a empresa pode tornar-se um organismo que prospera.


A nova consciência, pós-moderna, é capaz de criar bem estar no dia-a-dia e maior qualidade de vida.

Poderíamos evoluir pressionados, através de experiências amargas.

Porém, também seria possível movimentar-se nesta direção com prazer, na base do livre arbítrio.


A prática regular da Euritmia oferece um caminho simples e efetivo rumo a uma convivência melhor.




Margrethe Skou Larsen