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terça-feira, 7 de agosto de 2012

A Paz do 'Eu' / The Peace of "I" / Ho'oponopono






The Peace Of "I"

Peace be with you, 
All My Peace,

The Peace that is " I ", 
the Peace that is "I am".

The Peace for always, 
now and forever and evermore.

My Peace " I " give to you, 
My Peace " I " leave with you,

Not the world's Peace, but, only My Peace,
The Peace of " I ".

Ho'oponopono


Entrevista com Ihaleakala Hew Len / Ho'oponopono


Como demonstrar gratidão a alguém que lhe ajudou a ser livre? Como demonstrar gratidão a um homem cuja gentileza de espírito, e agudeza nas declarações, alterou completamente o curso de sua vida? Ihaleakala Hew Len é a pessoa que significa tudo isso para mim. Como um irmão de alma que aparece inesperadamente num momento de necessidade, Ihaleakala entrou em minha vida em março de 1985, um ano de grandes mudanças para mim.

Eu o conheci durante um curso chamado Self I-Dentity Through Ho'oponopono, no qual ele era facilitador, juntamente com a nativa havaiana e kahuna ("guardiã do segredo") Morrnah Nalamaku Simeona, já falecida.

Para mim, Ihaleakala e Morrnah fazem parte do ritmo da vida. Embora eu sinta um grande amor por eles, não consigo vê-los como simples pessoas, porque a forma com que eles influenciam minha vida vem através de um vigoroso pulsar, como o som de tambores africanos na noite. Recentemente, tive a honra de ser convidada a entrevistar Ihaleakala pela Foundation of I, Inc. (Freedom of the Cosmos), organização fundada por Morrnah. Mas minha maior honra foi saber que ele estaria vindo do Havaí especialmente para encontrar-se comigo.

Dr. Ihaleakala S. Hew Len é presidente e administrador da Fundação. Juntamente com Morrnah, ele vem trabalhando com milhares de pessoas há muitos anos, inclusive com grupos das Nações Unidas, UNESCO, Conferência Internacional pela Paz Mundial, Conferência da Medicina Tradicional Indígena, Curadores pela Paz na Europa, e da Associação dos Professores do Estado do Havaí. Tem também uma larga experiência no tratamento de pessoas mentalmente enfermas, com criminosos doentes mentais e suas famílias.

Todo o seu trabalho como educador é permeado e tem como suporte o processo Ho'oponopono. Ho'oponopono significa simplesmente "acertar o passo" ou "corrigir o erro".

De acordo com os antigos havaianos, o erro provém de pensamentos contaminados por memórias dolorosas advindas do passado. Ho'oponopono oferece uma forma de liberar a energia desses pensamentos dolorosos, ou erros, os quais causam desequilíbrio e enfermidades.

No desenrolar do processo Ho'oponopono, Morrnah foi orientada a incluir as três partes do eu, que são a chave para a Auto-identidade. Essas três partes, presentes em cada molécula da realidade, são chamadas de Unihipili (criança/subconsciente), Uhane (mãe/consciente) e Aumakua (pai/superconsciente). Quando esta "família interna" encontra-se alinhada, a pessoa está em sintonia com a Divindade, acontece o equilíbrio e a vida começa a fluir. Assim, Ho'oponopono auxilia na restauração do equilíbrio, primeiramente no individuo e depois em toda a criação.

Ao me apresentar este sistema tríplice, juntamente com o mais poderoso processo de perdão que eu conheço (Ho'oponopono), Ihaleakala e Morrnah ensinaram-me o seguinte: a melhor maneira de trazer cura para cada aspecto de minha vida, e para o universo inteiro, é assumir 100% de responsabilidade e trabalhar comigo mesma.

E ainda aprendi com eles a simples sabedoria do total auto cuidado. Como disse Ihaleakala, em sua nota de agradecimento após nossa entrevista: "Cuide bem de você. Se fizer isso, todos serão beneficiados."

Certa vez, Ihaleakala ausentou-se uma tarde inteira, bem no meio de um curso do qual eu participava, simplesmente porque sua Unihipili (criança/subconsciente) pediu para ir ao hotel e tirar uma longa soneca. É claro que ele assumiu sua responsabilidade antes de se retirar, e Morrnah estava lá para dar prosseguimento ao trabalho.

Fiquei impressionada com sua atitude. Para alguém como eu, criada numa família que ensinava a sempre colocar os outros em primeiro lugar, a ação de Ihaleakala foi no mínimo surpreendente e divertida.

Ele tirou sua soneca e deu uma lição inesquecível de auto cuidado.

Cat: Ihaleakala, quando conheci você, em 1985, eu havia recém começado a trabalhar com consultas individuais, depois de ter sido conselheira em agências durante quatro anos. Lembro-me de você dizer: "Toda terapia é uma forma de manipulação." E eu pensei: "Cruzes! O que é que vou fazer agora?" Eu sabia que você tinha razão, e quase desisti da ideia! É claro que continuei, mas aquela sua colocação mudou completamente minha forma de trabalhar com as pessoas.

Ihaleakala: A manipulação acontece quando eu (o terapeuta) chego com a ideia de que você está doente e eu vou trabalhar em você. Coisa muito diferente é quando acredito que você veio até mim para me trazer uma oportunidade de olhar o que está acontecendo comigo. Nesse caso não acontece a manipulação. Se a terapia for baseada em sua crença de que você está ali para salvar o outro, curar o outro ou orientar o outro, a informação que você traz emerge do intelecto, da mente consciente. Mas o intelecto não é habilitado para entender e abordar problemas. O intelecto não tem a menor condição de solucionar problemas! Ele é incapaz de compreender que, quando uma situação problemática é solucionada por transmutação (como no caso de Ho'oponopono e outros processos semelhantes), não só a situação fica resolvida, mas tudo o que estiver relacionado com ela, atingindo níveis microscópicos e estendendo-se até o início dos tempos. Sendo assim, penso que a pergunta mais importante a ser feita é: "O que é um problema?" Se você faz uma pergunta como esta, não há clareza. E como não há clareza, eles inventam uma forma de resolver o problema...

Cat: ...como se o problema estivesse "lá fora".

Ihaleakala: Sim. Por exemplo, outro dia recebi um telefonema de uma mulher, cuja mãe estava com 92 anos. Ela disse: "Minha mãe está com uma horrível dor nos quadris já faz muitas semanas." Enquanto a mulher falava comigo, eu fazia a seguinte pergunta à Divindade: "O que está acontecendo comigo para ter causado a dor nesta senhora? Como posso resolver este problema dentro de mim?" As respostas vieram e eu fiz o que me foi solicitado. Pode ser que uma semana depois a mulher me ligue para dizer que sua mãe está melhor. Isto não significa que não haverá reincidência do problema, porque pode haver causas variadas para aquilo que parece ser o mesmo problema.

Cat: Tenho acompanhado muitos casos de doenças crônicas e dores recorrentes. Trabalho com elas o tempo todo, usando Ho'oponopono e outros processos de clarificação, a fim de reparar toda dor que causei, desde o início dos tempos.

Ihaleakala: Sim. A ideia é que pessoas como nós estão justamente trabalhando em profissões de cura porque já causaram muita dor por aí.

Cat: Que coisa!

Ihaleakala: Não é maravilhoso a gente saber disso? E ainda atendermos pessoas que nos pagam por lhes ter causado problemas! Eu disse isso a uma mulher em Nova York, e ela exclamou: "Meu Deus, se pelo menos eles soubessem!" Mas, como você vê, ninguém sabe. Psicólogos, psiquiatras continuam acreditando que a função deles é ajudar a curar o outro. Vamos supor que você veio me consultar. Eu peço à Divindade: "Por favor, o que quer que esteja acontecendo dentro de mim que causou esta dor na Cat, diga-me como posso corrigir." E então vou ficar continuamente aplicando a orientação recebida, até que a sua dor vá embora, ou até você me pedir que eu pare. O importante não é propriamente o efeito, mas chegar ao problema. Essa é a chave.

Cat: Você não focaliza no resultado porque isto não é de nossa competência.

Ihaleakala: Certo. Nós só podemos fazer o pedido.

Cat: E nós também não sabemos quando uma determinada dor ou doença vai se alterar.

Ihaleakala: Pois é. Digamos que se recomendou a uma mulher o tratamento com certa erva, a qual não está surtindo efeito. Novamente a questão: "O que acontece dentro de mim que faz com que esta mulher não receba os benefícios da erva?" E eu vou trabalhar com isso. Vou limpar e ficar de boca fechada, permitindo que o processo de transmutação se opere. Quando acontece de você se apegar a seu intelecto, o processo é interrompido. A coisa mais importante a ser lembrada, no caso de um trabalho de cura não surtir efeito, é aceitar a possibilidade de a causa do problema estar em erros múltiplos, em múltiplas questões e memórias dolorosas. Nós não sabemos nada! Só a Divindade sabe o que está acontecendo.

No mês passado, fiz uma apresentação em Dallas. Na conversa com uma mestra em Reiki, perguntei-lhe: "Quando alguém lhe vem com um problema, onde você vai encontrá-lo?" Ela me olhou intrigada. E eu disse: "Em você. Porque foi você quem causou o problema, e o seu cliente vai lhe pagar pela cura de um problema que é seu!"

Cat: 100% de responsabilidade.

Ihaleakala: 100% de consciência de que foi você quem causou o problema. 100% de consciência de que é sua a responsabilidade corrigir o erro. Imagine o dia em que todos nós formos 100% responsáveis!

Como vou convencer as pessoas de que nós somos 100% responsáveis pelos problemas? Se você quer resolver uma situação problemática, trabalhe-a em si próprio. Se a questão está ligada a outra pessoa, pergunte a si mesmo: "O que há de errado comigo que está levando esta pessoa a me incomodar?" Aliás, pessoas só aparecem na sua vida para lhe incomodar! Quando você sabe disso, pode superar qualquer situação e se libertar. É simples: "Sinto muito por tudo que está acontecendo. Por favor, perdoe-me."

Cat: Na verdade, você não precisa lhes dizer isto em voz alta, e nem mesmo precisa entender o problema.

Ihaleakala: Aí está a beleza de tudo. Você não tem que entender. É como a Internet. Você não entende nada de como funciona! Você apenas chega até a Divindade e diz: "Vamos dar um download?" A Divindade então proporciona o download e você recebe toda a informação. Mas, como nós não sabemos quem somos, nunca damos o download direto da Luz. Vamos buscar fora.

Sempre me lembro do que Morrnah dizia: "É um trabalho interno." Se você quer ter sucesso, trabalhe internamente. Trabalhe em você mesmo!

Cat: Reconheço que a única coisa que funciona é ser 100% responsável. Mas houve um tempo em que questionei isto, porque eu era uma pessoa do tipo super responsável, que cuidava de muita gente. Quando lhe ouvi falar sobre os 100% de responsabilidade, não apenas por mim mesma, mas por todas as situações e problemas, pensei: "Parado lá! Isso é pura loucura! Não preciso que ninguém venha me dizer para ser ainda mais responsável!" O que aconteceu foi que, quanto mais eu refletia sobre isso, mais fui descobrindo que há uma grande diferença entre um super responsável cuidado com o outro e um total cuidado comigo mesma. O primeiro tem a ver com ser uma boa menina, e o segundo, com ser livre.

Lembro-me de quando você contou sobre a época em que trabalhou como psicólogo na ala para loucos criminais no Hospital Estatal do Havaí. Disse que quando começou a trabalhar lá, havia muita violência entre os internos e que, depois de quatro anos, tudo ficou em paz.

Ihaleakala: Basicamente, assumi 100% de responsabilidade. Só trabalhei comigo mesmo.

Cat: É verdade que, durante todo aquele tempo, você não teve contato com nenhum dos internos?

Ihaleakala: É verdade. Eu só entrava no pavilhão para verificar os resultados. Se eles ainda apresentavam problemas, eu ia trabalhar mais um pouco comigo mesmo.

Cat: Você poderia contar uma história sobre a utilização do Ho'oponopono nos, assim chamados, objetos inanimados?

Ihaleakala: Certa vez, eu estava num auditório, preparando-me para dar uma palestra, e eu conversava com as cadeiras. Então, perguntei: "Há alguém aí que eu tenha esquecido? Alguém entre vocês gostaria de expor algum problema que exija cuidado de minha parte?" Uma das cadeiras respondeu: "Sabe, hoje num seminário anterior, havia um rapaz sentado em mim, o qual sofria com problemas financeiros, e agora estou me sentindo péssima!" Tratei de limpar aquele problema e logo pude ver a cadeira se endireitando e dizendo: "Ok! Estou prontinha para acomodar o próximo!"

Na verdade, o que eu tento fazer é ensinar a sala. Costumo dizer para a sala, e tudo o que há nela: "Vocês querem aprender o Ho'oponopono? Afinal, breve irei embora, e não seria ótimo se todos vocês pudessem dar continuidade a este trabalho?" Alguns respondem sim, outros respondem não, e há aqueles que dizem: "Estou muito cansado!"

Então, pergunto à Divindade: "Para aqueles que dizem que querem aprender, como posso ensiná-los?" Na maioria das vezes, a resposta é: "Deixe o livro azul (Self I-Dentity Through Ho'oponopono) com eles." E é o que faço. Enquanto estou falando, deixo o livro azul em cima de alguma cadeira ou mesa. Não costumamos acreditar que as mesas ficam ali, quietas e atentas a tudo o que esta ocorrendo ao seu redor!

Ho'oponopono é muito simples. Para os antigos havaianos, todos os problemas começam com o pensamento. Mas o problema não está no simples pensar. O problema ocorre quando nossos pensamentos estão impregnados de memórias dolorosas a respeito de pessoas, lugares ou coisas.

O trabalho intelectual por si só não é capaz de resolver estes problemas, porque a função do intelecto é de apenas administrar. E não é administrando as coisas que se resolvem problemas. Você quer é se livrar deles! Quando você faz Ho'oponopono, o que acontece é que a Divindade pega os pensamentos dolorosos e os neutraliza ou os purifica. Não se trata de neutralizar ou purificar a pessoa, o lugar ou a coisa. O que fica neutralizada é a energia que está associada a pessoa, lugar ou coisa. Portanto, o primeiro estágio de Ho'oponopono é a purificação da energia.

Então, eis que algo maravilhoso acontece. A energia não é apenas neutralizada; ela é também liberada, e tudo fica limpo. Os budistas chamam de Vazio. O último passo é permitir que a Divindade entre e preencha o vazio com luz.

Para fazer Ho'oponopono, você não precisa saber qual é propriamente o problema ou o erro. Você só tem que se dar conta de que está tendo um problema, seja ele físico, mental, emocional ou qualquer outro. Tão logo você o perceba, é sua responsabilidade começar imediatamente a limpeza, dizendo: "Sinto muito. Perdoe-me, por favor."

Cat: Quer dizer que a verdadeira função do intelecto não é resolver problemas, mas pedir perdão.

Ihaleakala: Sim. Eu tenho duas tarefas neste mundo. A primeira é, antes qualquer outra coisa, cuidar da limpeza. E a segunda é despertar as pessoas que estão adormecidas. Quase todo mundo está adormecido! Mas a única maneira de fazê-las despertar é trabalhando comigo mesmo! Esta nossa entrevista serve de exemplo. Durante as semanas que precederam nosso encontro, estive fazendo o trabalho de clarificação, de modo que, quando nos encontrássemos, fôssemos como dois lagos juntando suas águas. Eles se unem e vão em frente. Só isso.

Cat: Nesses dez anos que faço entrevistas, esta foi a primeira vez que não me preparei. Toda vez que tentava fazê-lo, minha Unihipili dizia que eu devia apenas vir e estar com você. Meu intelecto fez de tudo para me convencer de que eu tinha que me preparar, mas eu não dei ouvidos.

Ihaleakala: Melhor pra você! A Unihipili, às vezes, é muito engraçada. Certo dia, eu ia descendo por uma estrada no Havaí. Quando me preparava para pegar um declive à direita, por onde eu sempre passava, ouvi a voz melodiosa de minha Unihipili: "Se eu fosse você, eu não descia por aí." E eu pensei: "Mas a gente sempre vai por aí." E continuei o meu caminho. Uns cinquenta metros adiante, ouvi de novo: "Ei! Se eu fosse você, eu não descia por aí!" Segunda chance. "Mas a gente sempre vai por aí!"

Nessa hora, a nossa conversa já era em voz alta e as pessoas nos carros próximos me olhavam achando que eu era um louco. Andei mais 25 metros, e ouvi um estrondoso: "Se eu fosse você, eu não descia por aí!" E eu fui por lá. E lá acabei ficando parado por duas horas e meia. Por causa de um enorme acidente, estava tudo congestionado. Não se podia ir nem para frente nem para trás. Ai, ouvi minha Unihipili dizer: "Não falei?!" E ela ficou sem conversar comigo um tempão. E com razão. Por que falar comigo se eu não a ouvia?

Lembro-me uma vez, quando me preparava para ir à televisão falar sobre Ho'oponopono. Meus filhos olharam para mim e disseram: "Pai, ficamos sabendo que você vai aparecer na TV. Vê lá se põe umas meias que combinam!" Eles não se preocuparam com o que eu ia falar. Eles só estavam preocupados com as minhas meias. Você vê como as crianças sabem o que é realmente importante na vida?

Por Cat Saunders
Entrevista originalmente publicada por The New Times, em setembro de 1997.

E também...


sexta-feira, 27 de julho de 2012

O Processo Ho’oponopono





Quando sofremos com algum problema, seja ele um problema de relacionamento com outra pessoa, problema de saúde, ou quando a auto-estima está em baixa, quando nada parece dar certo, ou não ter solução em vista, o que continuamos fazendo? Continuamos buscando soluções e respostas através da atividade da mente, da análise de experiências passadas, do conhecimento adquirido ou consultado, tudo isso é o intelecto querendo resolver os problemas. Mas pelo Ho’oponopono compreendemos que o intelecto não dispõe dos recursos para resolver problemas, ele só pode manejá-los. E manejar não resolve problemas.

Ao fazer o Ho’oponopono você pede a Deus, a Divindade, para limpar, purificar a origem destes problemas, que são as recordações, as memórias se repetindo em sua Mente Subconsciente. Você assim neutraliza a energia que você associa à determinada pessoa, lugar ou coisa. No processo esta energia é libertada e transmutada em pura luz pela Divindade. E dentro de você o espaço liberado é preenchido pela luz da Divindade. Então, no Ho’oponopono não há culpa, não é necessário reviver sofrimento, não importa saber o porquê do problema, de quem é a culpa, ou sua origem. A sua responsabilidade está em não permitir que o padrão se repita, gerando mais problemas, perpetuando a condição de sofrimento. Isso porque o ser humano só pode viver de duas maneiras: uma, pela programação adquirida, memórias se repetindo, a outra pelas inspirações, que são divinas.

No momento que você nota dentro de si algum incômodo em relação a uma pessoa, ou lugar, acontecimento ou coisa, inicie o processo de limpeza, peça a Deus:

“Divindade, limpe em mim as memórias que estão causando este problema. Transmute-as em pura luz”

Então use as frases desta sequência: 


“Sinto muito. Me perdoe. Te amo. Sou grato.” 

Por várias vezes, você pode destacar uma que lhe toca mais naquele momento e repeti-la. Deixe sua intuição lhe guiar.

Quando você diz “Sinto muito” você reconhece que algo (não importa se saber o que) penetrou no seu sistema corpo/mente. Você quer o perdão interior pelo o que lhe trouxe aquilo.

Ao dizer “Me perdoe” você não está pedindo a Deus para te perdoar, você está pedindo a Deus para te ajudar se perdoar.

“Te amo” transmuta a energia bloqueada (que é o problema) em energia fluindo, religa você ao Divino.

“Sou grato” é a sua expressão de gratidão, sua fé que tudo será resolvido para o bem maior de todos envolvidos.

A partir deste momento o que acontece a seguir é determinado pela Divindade, você pode ser inspirado a tomar alguma ação, qualquer que seja, ou não. Se continuar uma dúvida, continue o processo de limpeza e logo terás a resposta quando completamente limpo.

Lembre-se sempre que o que você vê de errado no próximo também existe em você, somos todos Um, portanto toda cura é auto cura. Na medida em que você melhora o mundo também melhora. Assuma esta responsabilidade. Ninguém mais precisa fazer este processo, só você.

Aqui está a oração original da Kahuna Morrnah Simeona, criadora do Processo Ho’oponopono da Identidade Própria, oração simples e poderosa:

“Divino Criador, pai, mãe, filho em Um...
Se eu, minha família, meus parentes e ancestrais lhe ofendemos, à sua família, parentes e ancestrais em pensamentos, palavras, atos e ações do início da nossa criação até o presente, nós pedimos seu perdão...
Deixe isto limpar, purificar, libertar, cortar todas as recordações, bloqueios, energias e vibrações negativas e transmute estas energias indesejáveis em pura luz...
Assim está feito.”

Faça esta oração em relação a qualquer problema com qualquer pessoa; ao se fazer o apelo ao Divino Criador estamos nos dirigindo à divindade que existe dentro de todas as pessoas, que é a extensão do Divino Criador.

Só é necessário isso.


quinta-feira, 26 de julho de 2012

Voce quer melhorar algo na sua vida?





"Quando voce quiser 
ou desejar melhorar 
qualquer coisa na sua vida, 
existe somente um lugar onde procurar:
dentro de voce mesmo. 
E quando olhar, 
faça-o com amor."

Dr. Hew Len

Ho'oponopono

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Petição para Perdoar-se / Ho'oponopono





Petição para o próprio perdão

Eu _______diga seu nome____________ perdôo a mim mesmo e reconheço a responsabilidade pela limpeza de memórias. Entrego, Aceito, Confio e Sou Grato(a) ao Divino Criador pela limpeza em mim, de memórias indesejáveis que compartilho: com minha família, com meus parentes e ancestrais, liberando, assim, a mim mesmo(a),  a minha família, a meus parentes e ancestrais.

A Luz Divina me preenche onde havia mágoa. Eu me perdôo e me libero. Eu perdôo a minha família, eu perdôo a meus parentes e ancestrais e os libero.

Eu não sei como isso acontece, mas neste momento estamos na PAZ e na HARMONIA, e o AMOR está dissolvendo Agora, através do tempo e do espaço, qualquer mágoa, raiva, dor ou qualquer resquício negativo, provocados em mim, e em minha família parentes e ancestrais. Eu não sei como isto acontece, mas me sinto plenamente realizado(a) e abençoado(a). Sou grato(a)!

Eu ____diga seu nome_______ minha família, meus parentes e ancestrais neste momento, pela força do Divino Criador, Pai, Mãe, Filho em Um estamos livres e na Paz.

Que todos os Seres fiquem na Paz.

Sinto Muito.  
Me Perdoe.  
Te amo. 
Sou Grato(a).


quinta-feira, 14 de junho de 2012

A Paz do 'Eu' / Ho'oponopono / Ka Maluhia o ka “I”


O ka Maluhia no me oe, 
ku’u Maluhia apau Ioa,

Que a Paz esteja com você, 
Toda a Minha Paz,

Ka Maluhia o ka “I”, 
owau no ka Maluhia,

A Paz que é Eu “I”, 
a Paz que é Eu “I” Sou,

Ka Maluhia no na wa apau, 
no ke’ia wa a mau a mauloa aku.

A Paz continua, 
agora, 
sempre e eternamente.

Ha’awi aku wau “I” ku’u Maluhia ia oe, 
waiho aku wau “I” ku’u Maluhia me oe.

A Minha Paz Eu “I” dou para você, 
a Minha Paz Eu “I” deixo com você.

A’ole ka Maluhia o ke ao, aka, 
ka’u Maluhia wale no, 
Ka Maluhia o ka “I”.

Não a paz do mundo, 
mas apenas a Minha Paz, 
A paz de Eu “I”.

Ho'oponopono

Morrnah Nalamaku Simeona e Dr. Ihaleakala Hew Len

terça-feira, 20 de março de 2012

Ho'oponopono: I'm sorry, Please Forgive me, I Love you, I Thank You



Sinto Muito,
Me Perdoe,
Te Amo,
Sou Grata (o)!



Hoʻoponopono (ho-o-pono-pono) is an ancient Hawaiian practice of reconciliation and forgiveness. Similar forgiveness practices were performed on islands throughout the South Pacific, including Samoa, Tahiti and New Zealand. Traditionally hoʻoponopono is practiced by healing priests or kahuna lapaʻau among family members of a person who is physically ill. Modern versions are performed within the family by a family elder, or by the individual alone.
Polynesian Antecedents

In many Polynesian cultures, it is believed that a person’s errors (called hara or hala) caused illness. Some believe error angers the Gods, others that it attracts malevolent Gods, and still others believe the guilt caused by error made one sick. “In most cases, however, specific ‘untie-error’ rites could be performed to atone for such errors and thereby diminish one’s accumulation of them.”[1]

Among the islands of Vanuatu in the South Pacific, people believe that illness usually is caused by sexual misconduct or anger. “If you are angry for two or three days, sickness will come,” said one local man.[2] The therapy that counters this sickness is confession. The patient, or a family member, may confess. If no one confesses an error, the patient may die. The Vanuatu people believe that secrecy is what gives power to the illness. When the error is confessed, it no longer has power over the person.[3]

Like many other islanders, including Hawaiians, people of Tikopia in the Solomon Islands, and on Rarotonga in the Cook Islands, believe that the sins of the father will fall upon the children. If a child is sick, the parents are suspected of quarreling or misconduct. In addition to sickness, social disorder could cause sterility of land or other disasters.[4] Harmony could be restored only by confession and apology.

In Pukapuka, it was customary to hold sort of a confessional over patients to determine an appropriate course of action in order to heal them.[5]

Similar traditions are found in Samoa,[6] Tahiti,[7] and among the Maori of New Zealand.[8][9][10]

Traditional practice

“Hoʻoponopono” is defined in the Hawaiian Dictionary[11] as “mental cleansing: family conferences in which relationships were set right through prayer, discussion, confession, repentance, and mutual restitution and forgiveness.” Literally, hoʻo is a particle used to make an actualizing verb from the following noun, as would “to” before a noun in English. Here, it creates a verb from the noun pono, which is defined as “goodness, uprightness, morality, moral qualities, correct or proper procedure, excellence, well-being, prosperity, welfare, benefit, true condition or nature, duty; moral, fitting, proper, righteous, right, upright, just, virtuous, fair, beneficial, successful, in perfect order, accurate, correct, eased, relieved; should, ought, must, necessary.”

Ponopono is defined as “to put to rights; to put in order or shape, correct, revise, adjust, amend, regulate, arrange, rectify, tidy up, make orderly or neat.”

Preeminent Hawaiian scholar Mary Kawena Pukui wrote that it was a practice in Ancient Hawaii[12] and this is supported by oral histories from contemporary Hawaiian elders.[13] Pukui first recorded her experiences and observations from her childhood (born 1895) in her 1958 book.[14] Author Max Freedom Long, who lived in Hawaiʻi from 1917 to about 1926, documented traditional hoʻoponopono as used by Hawaiian families in his 1936 book.[15]

Although the word “hoʻoponopono” was not used, early Hawaiian historians documented a belief that illness was caused by breaking kapu, or spiritual laws, and that the illness could not be cured until the sufferer atoned for this transgression, often with the assistance of a praying priest (kahuna pule) or healing priest (kahuna lapaʻau). Forgiveness was sought from the gods[16][17] or from the person with whom there was a dispute.[18]

Pukui described it as a practice of extended family members meeting to “make right” broken family relations. Some families met daily or weekly, to prevent problems from erupting.[19] Others met when a person became ill, believing that illness was caused by the stress of anger, guilt, recriminations and lack of forgiveness.[20] Kupuna Nana Veary wrote that when any of the children in her family fell ill, her grandmother would ask the parents, "What have you done?" They believed that healing could come only with complete forgiveness of the whole family.[21]

Hoʻoponopono corrects, restores and maintains good relationships among family members and with their gods or God by getting to the causes and sources of trouble. Usually the most senior member of the family conducts it. He or she gathers the family together. If the family is unable to work through a problem, they turn to a respected outsider.

The process begins with prayer. A statement of the problem is made, and the transgression discussed. Family members are expected to work problems through and cooperate, not “hold fast to the fault.” One or more periods of silence may be taken for reflection on the entanglement of emotions and injuries. Everyone’s feelings are acknowledged. Then confession, repentance and forgiveness take place. Everyone releases (kala) each other, letting go. They cut off the past (ʻoki), and together they close the event with a ceremonial feast, called pani, which often included eating limu kala or kala seaweed, symbolic of the release.[22]

In a form used by the family of kahuna Makaweliweli of the island of Molokaʻi, the completion of hoʻoponopono is represented by giving the person forgiven alei (Hawaii) made from the fruit of the hala tree.[23]

“Aunty” Malia Craver, who worked with the Queen Liliʻuokalani Children's Centers (QLCC) for more than 30 years, taught courses in traditional hoʻoponopono. On August 30, 2000, she spoke about it to the United Nations.[24]

Footnotes

^ Oliver, p. 157 ^ Parsons, p. 55 ^ Parsons, p. 61 ^ Parsons, p. 70^ Parsons, p. 151 ^ Parsons, p. 12 ^ Parsons, p. 159 ^ Parsons, p. 217 ^ Buck, pp. 405–6 ^ Handy, p. 242 ^ Pukui, Elbert ^ Pukui, Haertig, Lee, p. 61-62, 67 ^ Chai, p.47-50 ^ Pukui, Handy, p. 184-5 ^ Long (1936) p. 246-248; Long (1948), pp. 250–2, 279, 303. Though not everything in these books is traditional Hawaiian, these particular sections are authentic descriptions of hoʻoponopono. ^ Kamakau, p. 95 ^ Malo, p. 75 (English) ^ Titcomb ^ Chai, pp. 52–54 ^ Pukui, Haertig, Lee, p. 60 ^ Veary, p. 34 ^ Pukui, Haertig, Lee p. 60-80 ^ Lee, p. 49 ^ http://archives.starbulletin.com/2000/08/09/news/story9.html

Hoʻoponopono
From Wikipedia, the free encyclopedia

domingo, 10 de outubro de 2010

Ho'oponopono



Há dois anos, ouvi falar de um terapeuta, no Havaí, que curou um pavilhão inteiro de pacientes criminais insanos sem sequer ver nenhum deles.

O psicólogo estudava a ficha do preso e, em seguida, olhava para dentro de si mesmo a fim de ver como ele havia criado a enfermidade dessa pessoa.

À medida que ele melhorava, o paciente também melhorava.

A primeira vez que ouvi essa historia, pensei tratar-se de alguma lenda urbana.

Como podia alguém curar a outro, somente através de curar-se a si mesmo?

 Como podia, ainda que fosse o mestre de maior poder de autocura, curar a alguém criminalmente insano?

Não tinha nenhum sentido, não era lógico, de modo que descartei essa historia.

Entretanto, escutei-a novamente, um ano depois.

Soube que o terapeuta havia usado um processo de cura havaiano chamado "ho'oponopono".

Nunca ouvira falar dele, no entanto, não conseguia tirá-lo de minha mente.

Se a história era realmente verdadeira, eu tinha que saber mais.

Sempre soubera que total responsabilidade significava que eu sou responsável pelo que penso e faço.

O que estiver além, está fora de minhas mãos.

Acho que a maior parte das pessoas pensa o mesmo sobre a responsabilidade.

Somos responsáveis pelo que fazemos e não pelo que fazem os outros.

Mas isso está errado.

O terapeuta havaiano que curou essas pessoas mentalmente enfermas me ensinaria uma nova perspectiva avançada sobre o que é a total responsabilidade.

Seu nome é Dr. Ihaleakala Hew Len.

Passamos, provavelmente, uma hora falando em nossa primeira conversa telefônica.

Pedi-lhe que me contasse toda a história de seu trabalho como terapeuta.

Ele explicou-me que havia trabalhado no Hospital Estatal do Havaí durante quatro anos.

O pavilhão onde encerravam os loucos criminais era perigoso.

Em regra geral, os psicólogos se demitiam após um mês de trabalho ali.

A maior parte do pessoal do hospital ficava doente ou se demitia.

As pessoas que passavam por aquele pavilhão simplesmente caminhavam com as costas coladas à parede com medo de serem atacadas pelos pacientes.

Não era um lugar bom para viver, nem para trabalhar, nem para visitar.

O Dr. Len disse-me que nunca viu os pacientes.

Assinou um acordo para ter uma sala no hospital e revisar os seus prontuários médicos.

Enquanto lia os prontuários médicos, ele trabalhava sobre si mesmo.

Enquanto ele trabalhava sobre si mesmo, os pacientes começaram a curar-se.

"Depois de poucos meses, os pacientes que estavam acorrentados receberam a permissão para caminharem livremente", me disse.

"Outros, que tinham que ficar fortemente medicados, começaram a ter sua medicação reduzida. E aqueles, que não tinham jamais qualquer possibilidade de serem liberados, receberam alta"

Eu estava assombrado.

"Não foi somente isso", continuou, "até o pessoal começou a gostar de ir trabalhar.

O absenteísmo e as mudanças de pessoal desapareceram.

Terminamos com mais pessoal do que necessitávamos porque os pacientes eram liberados e todo o pessoal vinha trabalhar.

Hoje, aquele pavilhão do hospital está fechado."

Foi neste momento que eu tive que fazer a pergunta de um milhão de dólares:

"O que foi que o senhor fez a si mesmo para ocasionar tal mudança nessas pessoas?"

"Eu simplesmente estava curando aquela parte em mim que os havia criado", disse ele.

Não entendi.

O Dr. Len explicou-me, então, que entendia que a total responsabilidade por nossa vida implica em tudo o que está na nossa vida, pelo simples fato de estar em nossa vida e ser, por esta razão, de nossa responsabilidade.

Num sentido literal, o mundo todo é criação nossa.

Uau!

Mas isso é duro de engolir...

Ser responsável pelo o que digo e faço é uma coisa.

Ser responsável pelo que diz e faz outra pessoa que está na minha vida é muito diferente.

Apesar disso, a verdade é essa: se você assume completa responsabilidade por sua vida, então tudo o que você olha, escuta, saboreia, toca ou experimenta de qualquer forma é a sua responsabilidade, porque está em sua vida.

Isto significa que a atividade terrorista, o presidente, a economia ou qualquer coisa que você experimenta e não gosta, está ali para que você a cure.

Tudo isto não existe, digamos, exceto como projeções que saem do seu interior.

O problema não está neles, está em você, e, para mudá-lo, você é quem tem que mudar.

Sei que isto é difícil de entender, muito menos de aceitar ou de realmente vivenciar.

Colocar a culpa em outra pessoa é muito mais fácil que assumir a total responsabilidade mas, enquanto conversava com o Dr. Len, comecei a compreender essa cura dele, e que o ho'oponopono significa amar-se a si mesmo.

Se você deseja melhorar sua vida, você deve curar sua vida.

Se você deseja curar alguém, mesmo um criminoso mentalmente doente, você o faz curando a si mesmo.

Perguntei ao Dr. Len como ele curava a si mesmo.

O que era, exatamente, que ele fazia, quando olhava os prontuários daqueles pacientes.

"Eu, simplesmente, permanecia dizendo 'Sinto muito' e 'Te amo', uma vez após outra" explicou-me.

"Só isso?"

"Só isso!

Acontece que amar-se a si mesmo é a melhor forma de melhorar a si mesmo e, à medida que você melhora a si mesmo, melhora o seu mundo"

Permita-me, agora, dar um rápido exemplo de como isto funciona.

Um dia, alguém me enviou um e-mail que me desequilibrou.

No passado, eu teria reagido trabalhando meus aspectos emocionais tórridos ou tentado argumentar com a pessoa que me enviara aquela mensagem detestável.

Mas, desta vez, eu decidi testar o método do Dr. Len.

Comecei a pronunciar, em silêncio: "Sinto Muito" e "Te Amo".

Não dizia isto para alguém, em particular.

Ficava, simplesmente, invocando o espírito do amor, para que ele curasse dentro de mim o que estava criando aquela circunstância externa.

Depois de uma hora, recebi um e-mail da mesma pessoa, desculpando-se pela mensagem que me enviara antes.

Observe que eu não realizei qualquer ação externa para receber essa desculpa.

Eu nem sequer respondi aquela mensagem.

Não obstante, somente repetindo "Sinto Muito" e "Te Amo", de alguma maneira curei dentro de mim aquilo que criara naquela pessoa.

"Basta, apenas, dizer que, quando você queira ou deseje melhorar qualquer coisa na sua vida, existe somente um lugar onde procurar: dentro de você mesmo. E, quando olhar, faça-o com amor".

Por Joe Vitale
Livro Limite Zero

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Que se aquietem...





"Que se aquietem
todas as vozes em mim,
exceto a de Deus."



Dr. Ihaleakala Hew Len




Ho'oponopono
Hawaii

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Ho'oponopono


Há dois anos, ouvi falar de um terapeuta, no Havaí, que curou um pavilhão inteiro de pacientes criminais insanos sem sequer ver nenhum deles.

O psicólogo estudava a ficha do preso e, em seguida, olhava para dentro de si mesmo a fim de ver como ele havia criado a enfermidade dessa pessoa.

À medida que ele melhorava, o paciente também melhorava.

A primeira vez que ouvi essa historia, pensei tratar-se de alguma lenda urbana.

Como podia alguém curar a outro, somente através de curar-se a si mesmo?

Como podia, ainda que fosse o mestre de maior poder de autocura, curar a alguém criminalmente insano?

Não tinha nenhum sentido, não era lógico, de modo que descartei essa historia.

Entretanto, escutei-a novamente, um ano depois.

Soube que o terapeuta havia usado um processo de cura havaiano chamado "ho'oponopono".

Nunca ouvira falar dele, no entanto, não conseguia tirá-lo de minha mente.

Se a história era realmente verdadeira, eu tinha que saber mais.

Sempre soubera que total responsabilidade significava que eu sou responsável pelo que penso e faço.

O que estiver além, está fora de minhas mãos.

Acho que a maior parte das pessoas pensa o mesmo sobre a responsabilidade.

Somos responsáveis pelo que fazemos e não pelo que fazem os outros.

Mas isso está errado.

O terapeuta havaiano que curou essas pessoas mentalmente enfermas me ensinaria uma nova perspectiva avançada sobre o que é a total responsabilidade.

Seu nome é Dr. Ihaleakala Hew Len.

Passamos, provavelmente, uma hora falando em nossa primeira conversa telefônica.

Pedi-lhe que me contasse toda a história de seu trabalho como terapeuta.

Ele explicou-me que havia trabalhado no Hospital Estatal do Havaí durante quatro anos.

O pavilhão onde encerravam os loucos criminais era perigoso.

Em regra geral, os psicólogos se demitiam após um mês de trabalho ali.

A maior parte do pessoal do hospital ficava doente ou se demitia.

As pessoas que passavam por aquele pavilhão simplesmente caminhavam com as costas coladas à parede com medo de serem atacadas pelos pacientes.

Não era um lugar bom para viver, nem para trabalhar, nem para visitar.

O Dr. Len disse-me que nunca viu os pacientes.

Assinou um acordo para ter uma sala no hospital e revisar os seus prontuários médicos.

Enquanto lia os prontuários médicos, ele trabalhava sobre si mesmo.

Enquanto ele trabalhava sobre si mesmo, os pacientes começaram a curar-se.

"Depois de poucos meses, os pacientes que estavam acorrentados receberam a permissão para caminharem livremente", me disse.

"Outros, que tinham que ficar fortemente medicados, começaram a ter sua medicação reduzida. E aqueles, que não tinham jamais qualquer possibilidade de serem liberados, receberam alta"

Eu estava assombrado.

"Não foi somente isso", continuou, "até o pessoal começou a gostar de ir trabalhar.

O absenteísmo e as mudanças de pessoal desapareceram.

Terminamos com mais pessoal do que necessitávamos porque os pacientes eram liberados e todo o pessoal vinha trabalhar.

Hoje, aquele pavilhão do hospital está fechado."

Foi neste momento que eu tive que fazer a pergunta de um milhão de dólares:

"O que foi que o senhor fez a si mesmo para ocasionar tal mudança nessas pessoas?"

"Eu simplesmente estava curando aquela parte em mim que os havia criado", disse ele.

Não entendi.

O Dr. Len explicou-me, então, que entendia que a total responsabilidade por nossa vida implica em tudo o que está na nossa vida, pelo simples fato de estar em nossa vida e ser, por esta razão, de nossa responsabilidade.

Num sentido literal, o mundo todo é criação nossa.

Uau!

Mas isso é duro de engolir...

Ser responsável pelo o que digo e faço é uma coisa.

Ser responsável pelo que diz e faz outra pessoa que está na minha vida é muito diferente.

Apesar disso, a verdade é essa: se você assume completa responsabilidade por sua vida, então tudo o que você olha, escuta, saboreia, toca ou experimenta de qualquer forma é a sua responsabilidade, porque está em sua vida.

Isto significa que a atividade terrorista, o presidente, a economia ou qualquer coisa que você experimenta e não gosta, está ali para que você a cure.

Tudo isto não existe, digamos, exceto como projeções que saem do seu interior.

O problema não está neles, está em você, e, para mudá-lo, você é quem tem que mudar.

Sei que isto é difícil de entender, muito menos de aceitar ou de realmente vivenciar.

Colocar a culpa em outra pessoa é muito mais fácil que assumir a total responsabilidade mas, enquanto conversava com o Dr. Len, comecei a compreender essa cura dele, e que o ho'oponopono significa amar-se a si mesmo.

Se você deseja melhorar sua vida, você deve curar sua vida.

Se você deseja curar alguém, mesmo um criminoso mentalmente doente, você o faz curando a si mesmo.

Perguntei ao Dr. Len como ele curava a si mesmo.

O que era, exatamente, que ele fazia, quando olhava os prontuários daqueles pacientes.

"Eu, simplesmente, permanecia dizendo 'Sinto muito' e 'Te amo', uma vez após outra" explicou-me.

"Só isso?"

"Só isso!

Acontece que amar-se a si mesmo é a melhor forma de melhorar a si mesmo e, à medida que você melhora a si mesmo, melhora o seu mundo"

Permita-me, agora, dar um rápido exemplo de como isto funciona.

Um dia, alguém me enviou um e-mail que me desequilibrou.

No passado, eu teria reagido trabalhando meus aspectos emocionais tórridos ou tentado argumentar com a pessoa que me enviara aquela mensagem detestável.

Mas, desta vez, eu decidi testar o método do Dr. Len.

Comecei a pronunciar, em silêncio: "Sinto Muito" e "Te Amo".

Não dizia isto para alguém, em particular.

Ficava, simplesmente, invocando o espírito do amor, para que ele curasse dentro de mim o que estava criando aquela circunstância externa.

Depois de uma hora, recebi um e-mail da mesma pessoa, desculpando-se pela mensagem que me enviara antes.

Observe que eu não realizei qualquer ação externa para receber essa desculpa.

Eu nem sequer respondi aquela mensagem.

Não obstante, somente repetindo "Sinto Muito" e "Te Amo", de alguma maneira curei dentro de mim aquilo que criara naquela pessoa.

"Basta, apenas, dizer que, quando você queira ou deseje melhorar qualquer coisa na sua vida, existe somente um lugar onde procurar: dentro de você mesmo. E, quando olhar, faça-o com amor".

Por Joe Vitale
Livro Limite Zero