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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
Nikola Testa (Documentário)
A must watch Nikola Tesla Documentary
This program reveals the discoveries of a forgotten genius, many of which went virtually unnoticed for nearly a century. Nikola Tesla is considered the father of our modern technological age and one of the most mysterious and controversial scientists in history. How did this obscure visionary from what is now Croatia, lay the foundation for modern communications and energy research?
Nikola Tesla’s contributions to science and technology include the invention of radio, television, radio-astronomy, remote control and robotics, radar, medical x-ray and the wireless transmission of electricity. Many of Nikola Tesla’s inventions were and in some cases still are considered too revolutionary by government agencies and the power brokers of the time and are discussed in detail in this program.
Encyclopedia Britannica lists Nikola Tesla as one of the top ten most fascinating people in history. So why is he virtually unknown to the general public? This program is a penetrating study of the life and mind of a scientific superman who, against all odds, dedicated his life to the task of designing and improving technology for the service and advancement of humanity.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
Documentário Feliz
O dinheiro faz você FELIZ ? Crianças e família? Seu trabalho? Você vive em um mundo que valoriza e promove a felicidade e o bem-estar? Estamos no meio de uma revolução felicidade?
Roko Belic, diretor do Oscar ® nomeados "Genghis Blues" agora nos traz FELIZ , um filme que se propõe a responder a estas perguntas e muito mais. Levando-nos da igarapés da Louisiana para os desertos da Namíbia, das praias do Brasil para as aldeias de Okinawa, FELIZ explora os segredos por trás da nossa emoção mais valorizado.
HAPPY: O que faz você feliz?
Com essa pergunta, o diretor Roko Belic e o produtor executivo Tom Sahdyac (os mesmos de "Beyond The Call" e "Genghis Blues", indicado ao Oscar) deram a volta ao mundo em buscas de respostas para o que chamam de "a emoção mais elusiva da humanidade".
Extrair da sabedoria das culturas mais tradicionais e da ciência mais moderna é o objetivo, e inclui uma breve passagem pelo Brasil, além de Calcutá, os desertos da Namíbia, Okinawa e outros lugares.
Sim, este é um filme sobre a felicidade. O filme tenta ser também uma espécie de movimento, no site oficial thehappymovie.com está escrito "The Movie, The Motion" (o filme, o movimento), promovendo ações, venda de camisetas e doações. A produção do filme é feita por uma instituição de caridade americana, chamada Creative Visions Foundation.
Estréia na direção de Roko Belic, "Genghis Blues" (1999), ganhou o Prêmio do Público de Sundance e foi indicado ao Oscar ® de melhor documentário. Belic dirigido recentemente a 44 minutos de documentário "Dreams: Cinema of the Subconscious" (Sonhos: Cinema do Subconsciente), que foi lançado no "Inception" Blu-Ray.
Para o seu projeto atual FELIZ , Belic uniram-se com Hollywood Tom Shadyac pesado, que foi produtor executivo, para dirigir o documentário.
FELIZ combina poderosas histórias humanas de todo o mundo com a ciência de ponta para nos dar uma compreensão mais profunda da nossa emoção mais valorizada.
Em breve os responsáveis estarão lançando o "Priority: HAPPY" (Prioridade: FELICIDADE) será um programa de 28 dias que traz felicidade para o centro de nossas vidas.Com o filme HAPPY como um catalisador, Priority: HAPPY fornece, simples atividades práticas com foco em felicidade que podem ser facilmente integrados em cada dia, juntamente com reflexões semanais e características especiais. O programa se desenvolve e cresce à medida que os participantes se unem para oferecer dicas desenvolvidos apoio, da comunidade e fonte de inspiração para o outro.
Site oficial: thehappymovie.com/
sexta-feira, 1 de junho de 2012
sábado, 24 de março de 2012
Thrive - What on Earth Will it Take? / Foster Gamble / Movie
Thrive é um documentário não convencional que levanta o véu sobre o que realmente está acontecendo em nosso mundo, descobrindo a consolidação mundial do poder em quase todos os aspectos de nossas vidas. Tecendo avanços na consciência, ciência e ativismo, Thrive oferece soluções reais, capacitando-nos com estratégias inéditas e ousadas para a recuperação de nossas vidas e nosso futuro. Entrevistados: Duane Elgin, Nassim Haramein, Steven Greer, Jack Kasher, Daniel Sheehan, Adam Trombly, Brian O'Leary, Vandana Shiva, John Gatto, John Robbins, Deepak Chopra, David Icke, Catherine Austin Fitts, G. Edward Griffin, Bill Still, John Perkins, Paul Hawken, Aqeela Sherrills, Evon Peter, Angel Kyodo Williams, Elisabet Sahtouris, Amy Goodman, and Barbara Marx Hubbard.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
O que realmente importa?
As mensagens do início da Primavera estavam por toda parte
e cada dia que passa agora
a consciência de uma nova vida se intensifica.
Eu entendi a chamada do galo silvestre
como metáfora de um futuro mais brilhante.
Ressaltando esta vida vamos encontrar um caminho.
"Para cada um de nós,
seguramente,
estejamos preparados ou não,
algum dia chegará o fim.
Não haverá mais auroras,
minutos,
horas nem dias.
Todas as coisas que voce juntou,
quer entesouradas ou esquecidas,
serão passadas para outra pessoa.
Sua riqueza, fama e poder temporal
vão encolher até a irrelevância.
Não importa o que voce possuiu ou devia.
Seus rancores, ressentimentos, frustrações
e invejas finalmente desaparecerão.
Assim também,
as suas esperanças, ambições, planos e agenda irá expirar.
As vitórias e derrotas,
que uma vez que parece tão importantes irão desaparecer.
Não importa de onde voce veio,
nem de que lado da trilha voce viveu no final.
Não importa se voce é bonito ou brilhante.
Mesmo o seu gênero ou cor da pele será irrelevante.
Então, o que vai importar?
Como será medido o valor de seus dias?
O que importa não é o que voce comprou,
mas o que voce construiu.
Não é o que voce conquistou,
mas o que voce deu.
O que importa não é o seu sucesso,
mas o seu significado.
O que importa não é o que voce aprendeu,
mas o que ensinou.
O que importa é cada ato de compaixão,
de integridade, coragem ou sacrifício,
que enriqueceram,
fortaleceram e incentivaram outras pessoas
a imitar o seu exemplo.
O que importa não é sua competência,
mas seu caráter.
O que importa não é quantas pessoas voce conheceu,
mas quantas sentirão uma perda duradoura
quando voce tiver ido.
O que importa não são as suas memórias,
mas as lembranças que vivem naqueles que te amaram.
O que importa é quanto tempo voce será lembrado,
por quem e pelo quê.
Uma vida vivida que importa não é de circunstância,
mas de escolha."
Steve Kroschel
"For each of us eventually, we are ready or not, someday it will come to an end. There will be no more sun rises, no minutes, hours or days. All the things you collected weather treasured or forgotten will pass to someone else. Your wealth, fame and temporal power will shrivel to irrelevance. It will not matter what you owned or owed. Your resentments, frustrations and jalousies will finally disappear. So too your hopes, ambitions, plans and to do list will expire. The wins and losses that once seem so important will fade away. It wont matter where you came from or on what side of the track you lived at the end. It wont matter if you are beautiful or brilliant, even your gender and skin colour will be irrelevant. So what will matter? How will the value of your days be measured? What will matter is not what you bought, but what you built. Not what you got, but what you gave. What will matter is not your success, but your significance. What will matter is not what you learned, but what you taught. What will matter is every act of integrity, compassion, courage or sacrifice that enriched, empowered or encouraged others to emulate your example. What will matter is not your competence, but your character. What will matter is not how many people you knew, but how many will feel a lasting loss when you are gone. What will matter is not your memories, but the memories that live in those who loved you. What will matter is how long you will be remembered, by whom, and for what. A life lived that matters is not of circumstance, but of choice."
Steve Kroschel
Filme/Documentário sobre a Terapia Gerson do Dr. Max Gerson
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
domingo, 26 de junho de 2011
Home / Documentário
Sensacional documentário alemão: HOME,
com áudio em inglês (tempo: 1 hora e 33 min).
Clique abaixo para assistir:
Clique em Documentários à direita em marcadores deste blog
e assita também: I Am por Tom Shadyac,
One: The Movie, O Silêncio das Abelhas, e outros.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
domingo, 27 de março de 2011
One: The Movie (Documentário / Legendado) / We are all one
Os produtores do documentário viajaram os seis continentes colhendo depoimentos de pessoas que debatem sobre a conectividade entre todas as pessoas do planeta, entre os entrevistados estão: Irmã Eveleen, Deepak Chopra, Llewellyn Vaughan-Lee, Ram Dass (Richard Alpert), Robert Thurman, Padre Richard Rohr, Riane Eisler, Thich Nhat Hanh, Sadhguru Jaggi Vasudev, Padre Thomas Keating, Barbara Marx Hubbard, B. T. Swami, Brother Wayne Teasdale e Chris Willis entre outros.
Filme de Diane e Ward Powers, Steve Karr.
"Se Deus pudesse ser descrito não valeria a pena buscar àquele que chama de Deus."
Sadhguru Jaggi Vasudev
"Só Deus conhece Deus."
Llewellyn Vaughan-Lee
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sábado, 5 de março de 2011
Documentário: O Silêncio das Abelhas
PBS Nature: The Silent of the Bees - Documentário americano que mostra o fenômeno CCD - Colony Collapse Disorder -, em que as abelhas desaparecem inexplicavelmente.
O desaparecimento das abelhas tem estimulado o lançamento de uma investigação global, com apicultores e cientistas numa corrida contra o tempo para responder à pergunta: "Por que as abelhas estão desaparecendo?"
Sem as abelhas, a vida como a conhecemos, possivelmente não existiria. As abelhas são o mais importante polinizador sobre o Planeta. Elas representam a polinização de cerca de 1/3 da comida que é produzida nos EUA. Abelhas polinizam cerca de 100 das nossas mais importantes culturas: frutas, legumes, nozes, sementes, mesmo fibras como o algodão.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Através do Buraco de Minhoca - Existe um Criador?/Documentário
Sinopse da Série :
Apresentada por Morgan Freeman, "Através do Buraco de Minhoca" explora os mistérios mais profundos da existência — as perguntas que intrigam a humanidade desde o seu surgimento. Do que somos feitos? O que havia antes do princípio? Estamos realmente sós? Existe um Criador? Tais indagações foram objeto de análise das mentes mais brilhantes da humanidade. Hoje, a ciência evoluiu ao ponto onde fatos e evidências concretas podem ser capazes de nos fornecer as respostas. Série em 8 episódios.
Sinopse dos Episódios:
Episódio 1 : Talvez seja o maior e mais polêmico mistério do cosmos. O nosso universo surgiu ao acaso, ou foi criado por um Deus que nutre e sustenta toda a vida? A ciência mais recente mostra que as 4 forças que regem nosso universo são incrivelmente bem equilibradas. Tanto que isso levou muitos à conclusão de que alguém, ou algo, deve tê-las balanceado; uma crença alicerçada em evidência de que tudo no nosso universo pode emanar de uma estrutura extraordinariamente elegante e bela, conhecida como Grupo de Lie E8. Embora céticos afirmem que essas descobertas não são conclusivas nem prova de um criador divino, alguns físicos de vanguarda já postulam quem é esse Deus: um jogador que criou o nosso mundo como um simulador para Sua própria diversão.
Episódio 2 : Eles são os objetos mais poderosos do universo. Nada, nem mesmo a luz, pode escapar da força gravitacional de um buraco negro. Astrônomos acreditam que existem bilhões deles pelo cosmos, engolindo planetas, até mesmo estrelas inteiras. Nova pesquisa teórica acerca da realidade distorcida dos buracos negros sugere que o espaço tridimensional pode ser uma ilusão. Tal realidade ocorre num holograma bidimensional na borda do universo.
Episódio 3 : A teoria da relatividade de Einstein afirma que é perfeitamente possível viajar no tempo — se for rumo ao futuro. Descobrir um meio de viajar ao passado impõe superar a velocidade da luz, o que até hoje parece impossível. Mas agora, fenômenos estranhos mas reais, como a não-localidade quântica, onde partículas instantaneamente se teleportam por grandes distâncias, podem nos proporcionar um meio de tornar realidade o sonho de viajar para ao passado e ao futuro. Entrar numa máquina do tempo e reescrever a história, ressuscitar os entes queridos, controlar nossos destinos. Mas se conseguirmos, quais seriam as consequências de tal liberdade? Será que ficaríamos presos numa infinidade de paradoxos e universos múltiplos que destruiriam a estrutura do universo?
Episódio 4 : Todos os cosmólogos e astrônomos concordam: nosso universo tem 13,7 bilhões de anos. Usando tecnologia de ponta, os cientistas agora são capazes de registrar uma imagem instantânea do universo um pouco após seu nascimento. De posse de satélites supersensíveis, os astrônomos olham para o tempo no momento da criação, quando a matéria do universo passou a existir. É aí que descobrimos um mistério tão antigo quanto o próprio tempo — se o universo nasceu, de onde ele veio? Conheça os principais cientistas que acreditam ter descoberto a origem do nosso universo e uma janela para o tempo antes do tempo.
Episódio 5 : Para onde quer que olhemos, a vida existe nos ambientes mais hospitaleiros e inóspitos. Mas só encontramos vida em nosso planeta. Como a matéria que compõe as estrelas juntou-se para criar a vida? O que realmente queremos dizer com "vida"? Será que desvendar esse mistério nos ajudará a encontrá-la em outros lugares?
Episódio 6 : Alienígenas certamente existem. Então por que ainda não encontramos um ET? Ocorre que ainda estamos apenas desenvolvendo instrumentos poderosos o bastante para procurar por eles, bem como ciência suficientemente sofisticada para saber onde procurar. Assim, está aberta a corrida para encontrar os primeiros alienígenas inteligentes. Mas qual seria a aparência deles, e como eles interagiriam conosco se nos encontrássemos? As respostas podem chegar até nós mais cedo do que imaginamos, uma das principais astrônomas acredita que já ouviu as primeiras tentativas de comunicação deles.
Episódio 7 : Nossa compreensão do universo e da natureza da própria realidade mudou drasticamente nos últimos 100 anos, e está prestes a sofrer outra mudança radical. Em um túnel de 27 km de comprimento e 174 metros abaixo da fronteira franco-suíça, o maior e mais poderoso esmagador de átomos, o Grande Colisor de Hádrons, está em funcionamento. Seu objetivo é nada menos que recriar os primeiros instantes da criação, quando o universo era inimaginavelmente quente e antigas formas de matéria extinta resfriaram para formar estrelas, planetas e, finalmente, nós. Essas partículas incrivelmente pequenas e exóticas contêm os segredos dos maiores mistérios do universo. O que descobrimos pode confirmar nossas antigas teorias acerca do funcionamento do mundo e do que somos feitos. Ou, todas as nossas noções acerca da essência do que é real poderão ser destruídas.
Informações Técnicas :
Título Original: Through the Wormhole – Is There a Creator?
Tempo de Duração: 45 minutos por episódio
Ano de Lançamento: 2010
Episódio 2: The Riddle of Black Holes
Episódio 3: Is Time Travel Possible ?
Episódio 4: What Happened Before the Beginning ?
Episódio 5: How Did We Get Here ?
Episódio 6: Are We Alone ?
Episódio 7: What Are We Really Made Of ?
Episódio 8: Beyond the Darkness
terça-feira, 22 de junho de 2010
Poeira das Estrelas - Parte 01/12
Pelos quatro cantos do mundo, todas as culturas já tentaram, de alguma forma, explicar o início de tudo: a origem do Universo. Todos já se fizeram "a grande pergunta": De onde viemos?
A vontade de saber quem somos, de conhecer nossa origem, a origem do mundo, nasceu quando o primeiro homem olhou para o céu e se viu só, à mercê de uma natureza que tanto cria quanto destrói. Essa curiosidade hoje está mais viva do que nunca, alimentando a imaginação dos cientistas que tentam desvendar nossas origens.
O sítio arqueológico de Stonehenge, no interior da Inglaterra, guarda um conjunto de pedras de até 40 toneladas cada uma, dispostas em forma de círculo. A construção de Stonehenge foi um feito extraordinário para o ser humano. O lugar é um dos grandes mistérios da humanidade.
As pedras foram postas no local há mais de 3 mil anos, ninguém sabe exatamente por quem.
Também não se sabe como elas foram levadas e arranjadas de tal forma. A teoria mais aceita é de que foram os celtas. Os druidas, sacerdotes dos celtas, tinham adoração pelo Sol. Eles sabiam que a vida dependia dele. Sabiam também que o movimento do Sol pelos céus determinava a época da colheita, a época do plantio, a chegada das chuvas e a chegada do inverno.
Tudo indica que o monumento de Stonehenge era um gigantesco instrumento astronômico, um calendário, que ajudava os celtas a marcar o percurso do Sol ao longo do ano. Tanto é que, no dia 21 de junho, o Sol nasce exatamente sobre a pedra principal quando se olha de dentro do círculo. No Hemisfério Norte, 21 de junho é o solstício de verão, o dia mais longo do ano, em que o Sol aparece mais alto no céu.
Também se acredita que os druidas celtas que viveram na região, milhares de anos atrás, usavam o monumento como palco de celebrações pagãs. Até hoje, todo dia 21 de junho, muitas pessoas fantasiadas de druidas aparecem por lá para festejar -- nem sempre de forma pacífica.
Os druidas de Stonehenge -- os do passado -- também se perguntavam como surgiu o mundo.
Também se fizeram "a grande pergunta". E encontraram a explicação deles para a origem do Universo.
Os druidas acreditavam que o mundo foi criado por deuses, e que será destruído por eles também. Esse é o tipo mais comum de mito da Criação. Esse tipo de crença é familiar para nós, do mundo ocidental. A tradição judaico-cristã dá a mesma explicação no Gênesis, o primeiro livro do Antigo Testamento. Existem outras culturas que acreditam que o mundo foi criado por vários deuses, como os babilônios e os egípcios.
Mas também há quem acredite que ninguém criou o mundo: o Universo teria vindo do nada. Essa é a crença de duas culturas bem diferentes e distantes entre si: os índios ianomâmi, do Brasil, e os maori, da Nova Zelândia.
E existem ainda aqueles que acreditam que o Universo surgiu espontaneamente, sem a ação de um deus ou deuses. Segundo esse mito, o mundo veio do caos. A ordem, acredite ou não, pode nascer do caos. Essa é a crença do taoísmo, uma religião de origem chinesa.
Um deus ou muitos deuses, nenhum deus ou o caos criador. Todos esses mitos têm uma coisa em comum: o Universo surgiu em algum instante no passado. E foi nesse instante que nasceu o tempo. O relógio começou a bater ali, naquele momento. O Universo ou Cosmo teria, portanto, uma data de aniversário.
POEIRA DAS ESTRELAS - PARTE 02/12
O NASCIMENTO DA CIÊNCIA
Poeira das estrelas, a nova série do Fantástico que vai em busca da origem do universo, desembarca hoje na Itália. Seguindo os passos dos grandes cientistas, o físico Marcelo Gleiser esteve na famosa Torre de Pisa, para recriar uma experiência histórica.
Poeira das Estrelas, a nova série do Fantástico que vai em busca da origem do universo, desembarca hoje na Itália. Seguindo os passos dos grandes cientistas, o físico Marcelo Gleiser esteve na famosa Torre de Pisa, para recriar uma experiência histórica.
Domingo passado, na estréia da série "Poeira das Estrelas", nós aprendemos que tão antigo quanto a história da humanidade é o desejo de compreender as nossas origens.
De onde viemos? Como surgiu o universo? E o nosso planeta, como nasceu?
Cada cultura, cada religião buscou suas próprias respostas. Mas houve um momento na história da humanidade em que a curiosidade falou mais alto e os dogmas religiosos passaram a ser questionados.
O nascimento da ciência é o tema do capítulo de hoje. Os gregos antigos foram os primeiros a tentar entender a origem do universo sem a ajuda ou interferência da religião.
Em torno de 650 antes de Cristo, aquele que é apontado como o primeiro filósofo, Tales de Mileto, se perguntou: "Do que tudo é feito?". Repare: a indagação de Tales não era sobre a 'criação', a origem, mas dizia respeito à 'composição' das coisas.
Esse é um questionamento essencialmente científico. Tales de Mileto talvez não soubesse, mas, para entender a origem do mundo, cientificamente, é preciso antes desvendar a composição das coisas.
Em torno do ano 400 antes de Cristo, dois outros gregos, Leucipo e seu discípulo, Demócrito, disseram que tudo o que existe no mundo é feito de pequenas partículas indivisíveis, batizadas de átomos. Em grego, átomo quer dizer "aquilo que não pode ser cortado".
Para Leucipo e Demócrito, os átomos eram infinitos em número e podiam combinar-se para formar a matéria do mundo.
Hoje sabemos que existem muitas partículas menores que o átomo, como prótons, nêutrons e elétrons, para ficar só nas mais conhecidas.
Sabemos também que os átomos não são infinitos. Na escola, você já deve ter ouvido falar na tabela periódica dos elementos, que inclui os 92 tomos existentes naturalmente no universo.
Mesmo assim, a noção de que a matéria é composta por pequenos tijolos fundamentais foi uma sacada brilhante dos gregos, e essa idéia permanece viva até hoje.
O mais influente dos filósofos da antigüidade talvez tenha sido Aristóteles. Ele viveu em Atenas em torno do ano 340 A.C: cerca de 100 anos após a construção do Parthenon, o mais famoso templo grego, que existe até hoje.
Para os gregos, simetria e beleza eram sinônimos. Pensando nisso, Aristóteles propôs um modelo de mundo simétrico e perfeito. Um método elegante e intuitivo para explicar o universo.
POEIRA DAS ESTRELAS - PARTE 03/12
O físico Marcelo Gleiser conta hoje como a ciência finalmente conseguiu provar que a Terra não é o centro do universo.
Nossa equipe desembarca em Praga, a bela capital da República Tcheca, para mais um episódio de Poeira das Estrelas. O físico Marcelo Gleiser conta hoje como a ciência finalmente conseguiu provar que a Terra não é o centro do universo.
No capítulo passado, nós conhecemos a história de dois grandes astrônomos do século XVI, um tempo turbulento para a ciência: Nicolau Copérnico, o polonês que teve a coragem de afirmar que a Terra não era o centro do universo; e o italiano Galileu Galilei, o primeiro homem a ter a idéia de apontar um telescópio para o espaço.
Com Galileu, a Ciência fez grandes descobertas e entrou na era das experiências - ver para crer se tornou muito mais importante do que crer para ver. No capítulo de hoje, a convivência tumultuada de dois gênios: Kepler e Brahe.
Praga, a bela capital da República Tcheca. Contra todas as expectativas, na cidade, aconteceu um encontro que mudou a história da astronomia. Duas cabeças que pensavam de maneira bem diferente acabaram provando que o modelo do cosmo proposto por Copérnico estava certo: não é o Sol que gira em torno da Terra, e sim, o contrário.
Em 1600, o maior astrônomo da Europa, um príncipe dinamarquês, convidou um jovem alemão brilhante para ser seu assistente. O príncipe queria a ajuda dele para provar de uma vez por todas que a Terra era o centro do cosmo. Mas essa história teve um fim muito diferente.
O príncipe se chamava Tycho Brahe. Ele ocupava o cargo de astrônomo imperial, no castelo de Benatky, nos arredores de Praga. Brahe era um homem de personalidade difícil e aparência assustadora. Em um duelo, havia perdido parte do nariz e usava uma prótese de metal.
Assim como os gregos antigos e a Igreja Católica, Brahe acreditava no modelo geocêntrico. Geo quer dizer terra e cêntrico, centro. Ou seja, que a Terra era o centro do universo. E ele queria provar que não se tratava apenas de uma crença, e sim, a verdade absoluta.
Brahe dispunha de meios para isso. Afinal, como maior astrônomo da Europa, havia medido com precisão inédita para a época as posições dos planetas no céu noturno.
Mas ele precisava de um arquiteto, alguém que soubesse matemática suficiente para transformar seus dados em um novo modelo do cosmo. Também não ajudava o fato de Brahe dedicar tempo demais às festas e à bebida.
Foi quando entrou em cena o jovem astrônomo alemão Johannes Kepler. Ele era uma espécie de Woody Allen da ciência: corpo franzino, tímido e neurótico, Kepler fugia de uma história de vida tumultuada. A mãe dele havia sido acusada de bruxaria e o pai era um mercenário de reputação duvidosa, que havia abandonado a família.
Em uma Europa dividida por conflitos entre católicos e protestantes, Kepler havia sido expulso da cidade onde morava na Áustria.
Em Praga, ele procurava não só a proteção que as muralhas do castelo de um príncipe podiam oferecer. Ele queria encontrar nos céus a ordem que não via na Terra.
Essa harmonia dos céus que Kepler enxergava era o oposto do que acreditava o príncipe. Para o jovem astrônomo, o modelo heliocêntrico de Copérnico é que era o certo. Em grego, helios quer dizer sol - o sol, no centro. Portanto, a Terra é que gira em torno do Sol.
POEIRA DAS ESTRELAS - PARTE 04/12
ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU
A série "Poeira das Estrelas" chega agora à Inglaterra para contar uma das histórias mais famosas da ciência. O físico Marcelo Gleiser vai explicar como uma simples maçã pode ter sido responsável por toda uma revolução na astronomia.
No capítulo passado, Poeira das Estrelas visitou Praga, capital da República Tcheca, para contar a história de dois astrônomos brilhantes do século 17: o dinamarquês Tycho Brahe e o alemão Johannes Kepler. Brahe foi quem fez o primeiro mapa preciso dos planetas no céu que vemos à noite. Kepler foi além: descreveu, com riqueza de detalhes as órbitas dos planetas. E provou que é a Terra que gira em torno do Sol, e não o contrário, como se acreditava até então. Brahe e Kepler, assim como o italiano Galileu Galilei, foram gigantes da ciência.
Décadas depois, um gênio inglês de temperamento difícil chegaria para promover uma revolução definitiva na astronomia. Ele resumiu numa frase a importância dos mestres Kepler, Brahe, Galileu e tantos outros: "Se enxerguei mais longe, foi porque me apoiei sobre os ombros de gigantes".
Trinity College, uma das muitas faculdades que integram a universidade de Cambridge, na Inglaterra -- no local, em 1661, chegou um estudante de 19 anos com um raro talento para a matemática, chamado Isaac Newton.
Assim como Kepler, Newton vinha de uma história familiar complicada. Ele nasceu prematuro, órfão de pai, e foi abandonado pela mãe quando tinha 3 anos. Criado pela avó, Newton cresceu evitando contato com outras pessoas, fossem homens ou mulheres. Ele jamais se casou, e muitos biógrafos afirmam que Newton morreu virgem.
Na reitoria do Trinity College, encontramos o homem que ocupa hoje o cargo mais importante da astronomia britânica: sir Martin Rees, o astrônomo real. Sir Martin nos conta que Newton tinha uma personalidade nada cativante. Era uma figura solitária, vingativa e reagia mal às críticas, principalmente, quando vinham de outros cientistas. Mas ele não mede palavras na hora de definir o lugar de Newton entre as grandes cabeças da humanidade.
"Na minha opinião, Newton foi o grande intelectual da ciência nos últimos mil anos", diz Rees.
Isaac Newton foi talvez o cientista mais importante de todos os tempos. O interessante é que ele nasceu em 1642, o mesmo ano da morte de Galileu. Foi como se um tivesse passado a coroa pro outro. O grande mérito de Newton foi ter explicado a física do nosso dia a dia. Pra ele, tudo no universo era uma conseqüência de ação de forças.
Você é capaz de já ter ouvido falar na história de que uma maçã caiu na cabeça de Newton enquanto ele tirava um cochilo debaixo de uma árvore. Se a história é verdadeira, não importa. O fato é que Newton concluiu que, se a maçã cai no chão, é porque existe algo que a puxa para baixo: uma força.
Na Grécia Antiga, quase 2 mil anos antes de Newton, o filósofo Aristóteles dizia que pesos diferentes caem com velocidades diferentes. Segundo esse raciocínio errado, uma maçã pequena cairia mais devagar que uma maçã grande.
Setenta anos antes de Newton, Galileu Galilei já havia demonstrado, numa experiência realizada na Torre de Pisa, na Itália, que dois objetos, quando jogados de uma certa altura, caem ao mesmo tempo, independentemente do peso. Aristóteles estava errado. Galileu e Newton, na verdade, estavam falando da mesma coisa: de uma força. Ou seja, a força que faz a maçã atingir a cabeça de Newton é a mesma que faz com que o elefante e a formiguinha caiam ao mesmo tempo da Torre de Pisa. Uma força que age de maneira igual sobre todos os objetos.
POEIRA DAS ESTRELAS - PARTE 05/12
COMO FOI QUE TUDO COMEÇOU?
Anos atrás, uma cidade brasileira deu uma contribuição fundamental para a obra do físico Albert Einstein, um dos maiores gênios da humanidade.
Anos atrás, uma cidade brasileira deu uma contribuição fundamental para a obra do físico Albert Einstein, um dos maiores gênios da humanidade.
Poeira das Estrelas conta hoje como foi feita essa e outras descobertas que nos levaram até a resposta para a grande pergunta: como foi que tudo começou?
No último episódio, poeira das estrelas esteve na Inglaterra para contar a história do homem que explicou a força da gravidade: Isaac Newton.
Pai de uma nova matemática, inventor de telescópios mais potentes, Newton foi tão importante que, depois dele, as descobertas da ciência passaram a acontecer cada vez mais rápido.
Olhando para o céu e enxergando mais longe, o ser humano finalmente chegou perto de uma resposta científica para a grande pergunta: como tudo começou? Afinal, de onde viemos? Esse é o tema do capítulo de hoje.
Gravidade: a força que nos mantém presos ao chão. Sem ela, sairíamos flutuando pelo espaço. Os planetas não girariam em torno do Sol. A Lua se desprenderia da Terra, e nunca mais veríamos uma noite de Lua cheia. Para Newton, a gravidade era algo que agia à distância.
Mais de 200 anos depois, no início do século 20, um físico alemão, talvez o cientista mais genial nascido depois de Newton, reinventou o conceito de gravidade. Seu nome: Albert Einstein.
Ele era o próprio retrato do cientista dos filmes em preto e branco: sotaque alemão, cabelos desgrenhados, tocava violino para buscar inspiração. Einstein não passava essa imagem por acaso. A verdade é que a figura do cientista excêntrico do cinema foi criada a partir dele.
A imagem mais famosa de Einstein, a foto com a língua de fora, foi uma tentativa do cientista de atrapalhar o trabalho dos fotógrafos que o perseguiam no dia do seu aniversário. Achou que, se mostrasse a língua, os jornais deixariam de publicar a foto. Nunca um gênio se enganou tanto: nascia ali uma das imagens mais marcantes do século 20.
A grande obra de Einstein é a teoria da relatividade. Quando pediram uma explicação simples sobre o assunto, ele se saiu com essa: "Se um homem se senta ao lado de uma moça bonita, uma hora se passa como se fosse um minuto. Mas se o homem se senta sobre um forno quente, um minuto parece uma hora. Isso é relatividade".
Claro que a teoria da relatividade é muito mais complicada. Nela, Einstein propôs uma nova maneira de se pensar sobre o espaço, sobre o tempo e sobre a gravidade: para ele, a gravidade é resultado da curvatura do espaço provocada pela massa dos corpos.
A idéia básica é simples. Imagine uma cama elástica. Sem a presença de um corpo com massa, a cama elástica não se curva. Mas se alguém pula sobre a cama elástica, ela afunda. E quanto mais pesada a pessoa, maior a curvatura. Em poucas palavras, essa era a nova explicação para a gravidade.
POEIRA DAS ESTRELAS - PARTE 06/12
O CIENTISTA ESQUECIDO
Neste capítulo da série "Poeira das Estrelas", o físico Marcelo Gleiser encontra o homem que o Prêmio Nobel esqueceu.
Imagine que você é cientista e descobre a resposta para uma das perguntas mais antigas da humanidade: como foi que tudo começou? E, quando chega a hora do reconhecimento, como você se sentiria se toda a glória e todos os prêmios fossem para outra pessoa? Essa história é verdadeira.
Em ciência, muitas vezes, grandes descobertas nascem por acaso. E nem sempre a comunidade científica reconhece o mérito daqueles que tiveram uma grande idéia primeiro. Para uns, a glória; para outros, o esquecimento.
O ano era 1929. No observatório de Mount Wilson, ao norte de Los Angeles, havia sido construído o telescópio mais potente de todos os tempos.
O astrônomo americano Edwin Hubble apontou o telescópio para o céu e viu gigantescos conjuntos de estrelas -- as galáxias -- se afastando umas das outras. Era o universo em expansão, crescendo cada vez mais.
As conseqüências dessa descoberta foram profundas. Se as galáxias estão se afastando, isso significa que, no passado, elas já estiveram mais próximas. E mais: em um passado muito distante, as galáxias -- e as estrelas que elas contêm -- estavam tão próximas que ocupavam todas o mesmo espaço. Trata-se de uma região minúscula, menor do que a cabeça de um alfinete. O universo, então, tinha uma origem. Mas que origem era essa?
Ironicamente, a primeira pessoa a buscar essa resposta, a sugerir um modelo científico para a origem do universo foi um padre, o belga Georges Lemaître. Segundo ele, no início, o universo não passava de um enorme núcleo, ou "átomo primordial", como ele chamou. Mas o próprio Lemaître admitia que sua teoria não explicava tudo em detalhes, o que é essencial em ciência.
Só em 1948, inspirado pelas idéias de Lemaître, um dissidente soviético naturalizado americano pôs as mãos à obra. Ele se chamava George Gamow. Era um homem que não tinha medo de grandes desafios. Nascido na Ucrânia, Gamow chegou a tentar fugir duas vezes da antiga União Soviética, atravessando o mar negro em um barquinho a remo.
Para ajudá-lo na gigantesca tarefa de finalmente explicar a origem do universo, Gamow convocou dois alunos de doutorado, Robert Hermann e Ralph Alpher. Dos três, apenas Alpher está vivo. Encontramos com ele em um asilo para aposentados em Tampa, no estado americano da Flórida.
Alpher sofreu um derrame anos atrás e se movimenta com dificuldade, mas continua lúcido. Ele conta como era trabalhar com Gamow. "Ele era uma grande figura", diz Alpher. "Fechando os olhos, consigo imaginá-lo na sua motocicleta, um belo cachecol de lã no pescoço, voando ao vento", conta o cientista.
Gamow sabia das descobertas de Edwin Hubble, de que o universo está em expansão. Sabia também que o universo é extremamente frio. Gamow tinha um palpite: se voltasse no tempo, poderia contar a história do início de tudo.
E isso foi o que ele propôs: se o universo -- que está em expansão -- hoje, é frio e gigantesco, no seu início devia ser exatamente o contrário: muito quente e muito denso. Por isso, ele apostou que o universo começou comprimido, ao máximo, em uma única região.
POEIRA DAS ESTRELAS - PARTE 07/12
O NASCIMENTO DAS ESTRELAS
De onde vieram o Sol, a Lua e as estrelas? E nós, habitantes de um planeta tão pequeno diante da imensidão do Universo? Como foi que nós surgimos e hoje podemos estar aqui, tentando entender a origem de tudo?
Domingo passado, a série Poeira das Estrelas terminou de contar a história de uma das descobertas mais importantes de todos os tempos: a origem do Universo. De acordo com a teoria mais aceita pela ciência, o Universo surgiu há 13,7 bilhões de anos. Esse é o modelo do Big Bang: a história moderna da criação.
Foi depois dessa grande explosão que surgiu tudo o que existe no Universo, inclusive o tempo. Nesse momento, o relógio começou a bater. Mas essa é apenas uma parte da história.
De onde vieram o Sol, a Lua e as estrelas? E nós, habitantes de um planeta tão pequeno diante da imensidão do Universo? Como foi que nós surgimos e hoje podemos estar aqui, tentando entender a origem de tudo? O nascimento das estrelas é o nosso assunto de hoje.
Berçários cósmicos
Uma das descobertas mais bonitas da Ciência moderna é de que tudo o que existe na Terra, na Lua e nos outros planetas foi gerado nas estrelas. As pedras, os metais, o carbono dos seres vivos, o oxigênio que a gente respira, tudo. É por isso que somos todos "poeira das estrelas". Mas como isso aconteceu?
Para começar a entender, pense numa fundição: um lugar onde metais são derretidos para assumir novas formas. O ouro, um dos metais mais nobres, é líquido a uma temperatura de pouco mais de 1000ºC. Nessas condições, não tem forma fixa. Mas quando se resfria, pode tomar a forma de barras. Com o Universo, foi parecido.
Imediatamente após o Big Bang, tudo o que existia era uma sopa muito quente de partículas chamadas elétrons, quarks e glúons. Aos poucos, essa matéria começou a esfriar.
Quatrocentos mil anos depois do Big Bang, a matéria já estava fria o suficiente para começar a se agrupar e formar os primeiros elementos: o hidrogênio, que pode ser encontrado na água, e o hélio, o gás que é usado para encher balões.
Formaram-se, então, gigantescas nuvens compostas principalmente de hidrogênio. Durante quase 1 bilhão de anos, isso foi tudo o que existiu no Universo. Ondas de choque do Big Bang ainda ecoavam. A matéria girava, como numa dança cósmica.
Mas chegou um momento em que as nuvens de hidrogênio sucumbiram ao próprio peso e entraram em colapso. A matéria foi ficando cada vez mais quente e densa. E, então, algo incrível aconteceu: nasceram as primeiras estrelas. O nosso Sol é uma estrela, e surgiu há cerca de 4,5 bilhões de anos.
Estrelas como o Sol brilham durante bilhões de anos, gerando luz e calor. Mas, um dia, elas também entram em colapso e morrem. É durante esse fim da vida das estrelas que são formados os outros elementos da natureza, além do hidrogênio e do hélio: o carbono, que está em todos os seres vivos -- no carvão mineral, nos diamantes --, o cálcio dos nossos ossos, o ferro. Tudo isso nasceu nas estrelas.
Você já parou para pensar para onde vão as estrelas durante o dia? Elas não vão para lugar nenhum. Elas estão aí. Só que elas estão ofuscadas pela luz do Sol.
Quando a noite cai, e o céu está limpo, podemos contar as estrelas visíveis: por incrível que pareça, não conseguimos enxergar mais do que 3 mil. Mas, para se ter uma idéia de como o Universo é grande, só na nossa galáxia, a Via Láctea, existem pelo menos 200 bilhões de estrelas.
E em todo o Universo conhecido pelo homem existem 70 sextilhões de estrelas. Ou seja: 70.000.000.000.000.000.000.000. Se lembrarmos que todas as estrelas visíveis no céu não passam de 3 mil, podemos ter uma idéia da imensidão do Universo.
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