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sábado, 18 de agosto de 2012
Som x Silêncio
"As ondas sonoras, especialmente da fala, tem um valor que geralmente não percebemos. Interferem no equilíbrio do espaço que nos rodeia e de nosso espaço interior. A medida que nos tornamos conscientes disso, começamos a entender a lei do silêncio e desfrutar dos benefícios de observa-la.
As palavras não são mais que o som dos pensamentos. Podem produzir formas diversas em diferentes níveis de manifestações da vida. Hoje sabemos, cientificamente, que até a matéria concreta se reestrutura em resposta à vibração das palavras e pensamentos. A organização das moléculas é alterada de acordo com as nossas emissões, e forma padrões mais, ou menos, harmoniosos.
E o que podemos dizer sobre a resposta das plantas, animais e dos nossos semelhantes a essas influências?
As palavras criam formas também nos níveis sutis do ambiente e podem causar perturbações ou ajudar a consolidar a paz. Nesta época, no plano mental de todo o planeta, existem incontáveis formas discordantes e desarmônicos, e a maioria dos psicólogos e psiquiatras ainda desconhece que grande parte dos transtornos mentais e cerebrais da humanidade são causados por eles.
Para não aumentar esta obra destrutiva, para não agravar a doença, temos que manter, tanto quanto possível, a consciência na realidade do infinito.
A princípio, essa realidade nos parece muito abstrata, mas com o exercício da elevação dos pensamentos conseguimos atravessar as densas camadas psíquicas terrestres e chegar a níveis de existência cada vez mais amplos.
A mente não deve deixar-se capturar pelos fatos da vida cotidiana; ao contrário, tem que elevar-se desse lugar. Mesmo que a mente precise ser usada nas resoluções práticas cotidianas, devemos nos manter nelas apenas o tempo suficiente, e depois decolar.
O pensamento, como o som, se propaga em ondas. E são estas ondas que atraem vibrações afins.
Um pensamento nosso, portanto, pode ampliar-se muito e ganhar uma força incalculável, pois se junta com outros de natureza similar. E se não for um pensamento de paz, harmonia e amor, pode ser transformado, especialmente nesta época, em uma avalanche de negatividade.
Por outro lado, sons "silenciosos", de mundos "distantes", vibram sem cessar dentro de nós e ao nosso redor. Abrem caminho, trazem oportunidades inusitadas, revelam um novo tempo. Só não temos acesso a eles normalmente por causa de nossa falta de cuidado no que diz respeito às vibrações que geramos. Mesmo as pessoas mais ocupadas podem dedicar pelo menos alguns momentos do dia para refletir sobre esses mundos superiores, poderiam cultivar sua receptividade a eles. Assim, serviriam ao mundo material de maneira mais eficaz do que com atos externos e utilitários. Na atual crise do planeta, essa atitude é sumamente necessária."
Fonte:
Boletim Sinais de Figueira
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Voce tem um relacionamento? Ou voce relaciona-se?
"Você deveria ser capaz de estar só,
completamente só
e, ainda assim,
tremendamente feliz.
Então, você pode amar.
Então,
seu amor não é mais uma necessidade,
mas um compartilhar,
não mais é uma carência.
Você não se tornará dependente
das pessoas que você ama.
Você compartilhará
e compartilhar é bonito.
Esta é a diferença
entre relacionar-se e relacionamento:
relacionamento é uma coisa
você se apega a ele;
relacionar-se é um fluxo,
um movimento,
um processo.
Você encontra uma pessoa e você ama,
porque você tem muito amor disponível."
Osho
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Os Campos Morfogenéticos de Rupert Sheldrake - Parte 2/2
A Evolução dos Campos Morfogenéticos
Os tipos de teorias relativos aos campos morfogenéticos que acabamos de considerar influenciaram grandemente a investigação contemporânea e fornecem a via mais promissora de modelização dos processos de morfogênese.
Mas, durante mais de sessenta anos, estes campos existiram em um limboteórico. Parecem ser novos tipos de campos ainda desconhecidos em física, mas, ao mesmo tempo, não são novos tipos de campos, ou apenas palavras que se referem a regularidades que podemos descrever e modelizar.
Julgo que é possível ultrapassar estas ambigüidades frustrantes tendo em conta um dos traços mais essenciais destes campos: eles evoluíram. Possuem um aspecto intrinsecamente histórico. Os organismos herdam-nos dos antepassados.
Mas, como é que estes campos podem transmitir-se?
Mas, como é que estes campos podem transmitir-se?
Só dois tipos de resposta parecem possíveis. O primeiro, combinando genética e platonismo, inscreve-se na tradição; o mecanicista. O segundo encara a possibilidade de que a memória seja inerente aos campos.
A primeira destas abordagens implica a existência de fórmulas matemáticas transcendentes para todos os organismos vivos possíveis. Richard Dawkins elaborou um modelo computacional deste reino platônico, chamado Território Biomorfo, no qual existem todas as formas possíveis de organismos, designados biomorfos. A seleção natural impele populações de organismos ao longo de trajetórias de mudança genética gradual em direção a novos biomorfos, através de uma série intermédia de biomorfos. Mas todos os biomorfos possíveis preexistem de maneira independente do curso real que um processo evolutivo particular poderia tornar; estão já especificados matematicamente no programa informático do Território Biomorfo.
A evolução biológica depende, na ótica platônica, da evolução de sistemas genéticos que permitam a determinadas formas de organismos possíveis ser reificadas no mundo físico; mas as próprias fórmulas, ou biomorfos não evoluem. São semelhantes às Formas eternas de todas as espécies possíveis e existem em um domínio transcendente, independente da existência efetiva destes organismos. As equações do campo morfogenético do Tyrannosaurus Rex, por exemplo, existiam antes da Terra surgir e mesmo antes do nascimento do cosmos. Não foram afetadas pelo aparecimento evolutivo deste tipo de dinossauro, nem pela sua extinção posterior.
Por outro lado, se os campos morfogenéticos têm uma memória inerente, a sua evolução pode ser concebida de maneira radicalmente diferente. Não são Formas transcendentes, mas qualidades imanentes aos organismos. Evoluem no domínio da natureza e são influenciados pelos acontecimentos reais do passado. Formam-se hábitos no seu seio. Deste modo, os modelos matemáticos destes campos não passam de modelos; não representam realidades matemáticas transcendentes que determinam os campos.
A idéia de que os campos morfogenéticos tem uma memória inerente é o ponto de partida da hipótese da causalidade formativa. Estou convencido de que ela nos pode levar em direção a uma compreensão verdadeiramente evolucionista dos organismos e, sobretudo, de nós mesmos. Não creio que a única alternativa à mão - a combinação tradicional do materialismo e do platonismo - ofereça a mesma esperança; está, com efeito, enraizada numa concepção pré-evolucionista do universo, uma concepção que a própria física agora contesta.
A Hipótese da Causalidade Formativa
A hipótese da causalidade formativa, parte da idéia de que os campos morfogenéticos tem uma realidade física, no sentido em que os campos gravitacionais, eletromagnéticos e da matéria quântica são reais. Cada tipo de célula, de tecido, de órgão e de organismo tem o seu próprio tipo de campo. Estes campos moldam e organizam os microrganismos, os vegetais e os animais em desenvolvimento e estabilizam as formas dos organismos adultos. Fazem-no com base na sua própria organização espaço-temporal.
O aspecto temporal dos campos morfogenéticos sobressai mais claramente nos conceitos de creodos e de atratores morfogenéticos. Os campos morfogenéticos ligam organismos em desenvolvimento a padrões futuros de organização, em direção aos quais os creodos guiam o processo de desenvolvimento.
Na fase atual, esta proposta apenas torna explícito aquilo que sempre esteve implícito no conceito dos campos morfogenéticos. A inovação da hipótese da causalidade formativa é a idéia de que a estrutura destes campos não é determinada por idéias transcendentes nem por fórmulas matemáticas, mas resulta, pelo contrário, das formas reais de organismos semelhantes anteriores. Por outras palavras, a estrutura destes campos depende de acontecimentos reais do passado. Deste modo, os campos morfogenéticos da espécie "dedaleira" são moldados por influências que emanam de dedaleiras que existiram anteriormente. Representam uma espécie de memória coletiva da espécie. Cada membro é moldado por estes campos de espécie e contribui, por sua vez, para os moldar, influenciando os membros futuros da espécie.
Como poderia funcionar este tipo de memória?
Segundo a hipótese da causalidade formativa, dependeria de uma espécie de ressonância, a ressonância mórfica, que ocorre com base na semelhança. Quanto mais um organismo for semelhante a organismos anteriores, maior será a sua influência sobre ele por meio da ressonância mórfica. E quanto mais organismos semelhantes houver, maior será a sua influência cumulativa. Deste modo, uma dedaleira em desenvolvimento está sujeita à ressonância mórfica de inúmeras dedaleiras que existiram antes dela e esta ressonância molda e estabiliza os seus campos morfogenéticos.
Segundo a hipótese da causalidade formativa, dependeria de uma espécie de ressonância, a ressonância mórfica, que ocorre com base na semelhança. Quanto mais um organismo for semelhante a organismos anteriores, maior será a sua influência sobre ele por meio da ressonância mórfica. E quanto mais organismos semelhantes houver, maior será a sua influência cumulativa. Deste modo, uma dedaleira em desenvolvimento está sujeita à ressonância mórfica de inúmeras dedaleiras que existiram antes dela e esta ressonância molda e estabiliza os seus campos morfogenéticos.
A ressonância mórfica difere dos tipos de ressonância já conhecidos da ciência e, sobretudo, da ressonância acústica (caso da vibração em simpatia de cordas em tensão), da ressonância eletromagnética (caso da sintonização de um aparelho de rádio para uma transmissão numa freqüência particular), da ressonância do spin do elétron e da ressonância magnético-nuclear. A ressonância mórfica, contrariamente a estes outros tipos, não implica uma transferência de energia de um sistema para outro, mas, pelo contrário, uma transferência não energética de informação. Assemelha-se, todavia, aos tipos conhecidos de ressonância no sentido em que se produz com base em padrões rítmicos de atividade.
Todos os organismos são estruturas de atividade e sofrem, em todos os níveis de organização, oscilações rítmicas, vibrações, movimentos periódicos, ou ciclos. Nos átomos e nas moléculas, os elétrons estão em movimento vibratório incessante nas suas orbitais; as grandes moléculas, especialmente as proteínas, vibram e ondulam segundo freqüências características. As células contêm inúmeras estruturas moleculares vibratórias, as suas atividades bioquímicas e fisiológicas exprimem padrões de oscilação e as próprias células passam por ciclos de divisão. Os vegetais respeitam ciclos de atividade cotidianos e sazonais; os animais acordam e dormem e, neles, bate um coração, há pulmões que asseguram a respiração e intestinos que se contraem em ondas rítmicas. O sistema nervoso tem um funcionamento rítmico e o cérebro é varrido por ondas recorrentes de atividade elétrica. Quando animais se movem, fazem-no por meio de ciclos repetitivos de atividade - as contorções do verme, a marcha da centopéia, o nadar do tubarão, o vôo do pombo, o galope do cavalo. Nós mesmos passamos por muitos ciclos de atividade: mastigamos os alimentos, caminhamos, andamos de bicicleta, nadamos e acasalamos.
Segundo a hipótese da causalidade formativa, a ressonância mórfica entre estas estruturas de atividade rítmicas baseia-se na semelhança; através desta ressonância, padrões de atividades passadas influenciam os campos de sistemas semelhantes posteriores. A ressonância mórfica implica uma espécie de ação a distância no espaço e no tempo. A hipótese supõe que esta influência não declina com a distância no espaço e no tempo.
O nascimento de uma forma não se verifica em um vazio. Todos os processos de desenvolvimento partem de sistemas que já têm uma organização específica. Um embrião desenvolve-se a partir de um ovo fertilizado que contém DNA, proteínas e outras moléculas organizadas de maneiras particulares e características da espécie. Estas estruturas de partida, ou germes morfogenéticos, entram em ressonância mórfica com os membros anteriores da espécie. Por outras palavras, o embrião em desenvolvimento está "sintonizado" com os campos da espécie e encontra-se, portanto, rodeado, ou envolvido, pelos creodos que moldam o seu desenvolvimento, assim como o desenvolvimento de inúmeros embriões que o precederam.
Como todos os membros passados da espécie contribuem para formar estes campos, a sua influência é cumulativa: aumenta proporcionalmente ao número total dos membros da espécie. Estes organismos passados são semelhantes, mais do que idênticos e, assim, os campos morfogenéticos de um novo organismo sujeito à sua influência coletiva não estão estritamente definidos, mas consistem em um composto de formas semelhantes anteriores. Este processo é análogo a uma fotografia composta, na qual fotografias "médias" são obtidas sobrepondo várias imagens semelhantes. Os campos morfogenéticos são "estruturas de probabilidade", nas quais as influências dos tipos passados mais comuns se combinam para aumentar a probabilidade de repetição destes tipos.
Influência Através do Espaço e do Tempo
O esquema de Weismann supõe um fluxo de influência unidirecional do plasma germinativo ao somatoplasma, ou seja, em termos modernos, um fluxo unidirecional do genótipo ao fenótipo. A interpretação platônica dos campos sob forma de equações gerativas partilha esta idéia de influência unidirecional: os campos, em combinação com fatores genéticos e ambientais, engendram o organismo adulto. A forma verdadeira dos organismos não influencia as equações de campo, que devem transcender a realidade física.
Em contrapartida, a hipótese da causalidade formativa postula um fluxo de influência bidirecional: dos campos aos organismos e dos organismos aos campos. Representar-se-á isto integrando conjuntos suplementares de setas no diagrama de Goodwin.
Uma interpretação platônica das formas dos organismos em termos de idéias arquetípicas implica uma influência unidirecional da idéia em direção ao organismo, a própria idéia não se modificando. De fato, não pode mudar, visto que é transcendente, situando-se para além do tempo e do espaço. A Forma está presente, potencialmente, em todos os tempos e em todos os lugares e pode refletir-se na forma dos organismos em todos os tempos e em todos os lugares no universo, desde que as condições sejam apropriadas.
A teoria mecanicista acentua a realidade dos átomos e das moléculas no seio dos organismos, mas considera o seu modo de interação como uma conseqüência de leis universais. Tal como as idéias platônicas, estas leis não são entidades materiais localizáveis no espaço e no tempo; estão, pelo contrário, potencialmente presentes e ativas por todo o universo: sempre estiveram e sempre estarão.
As enteléquias aristotélicas, em contrapartida, não têm uma existência que transcenda o espaço e o tempo. Estão associadas aos organismos e dependem deles. Porém, permanecem imutáveis, não evoluem. Tal como as idéias platônicas, ou as leis universais, exercem uma influência unilateral sobre os organismos; mas a sua natureza permanece não afetada pelos organismos.
Os campos morfogenéticos não têm uma existência transcendente, independente dos organismos - nisto, assemelham-se às enteléquias. Mas são influenciados pelos organismos e moldados, através de uma ressonância mórfica, pelos campos de organismos semelhantes anteriores.
Estamos habituados à idéia de influências causais que atuam a distância no espaço e no tempo através de campos: por exemplo, quando olhamos para as estrelas, estamos sujeitos a influências milenares e distantes que atravessaram o campo eletromagnético veiculando a luz. A noção de ressonância mórfica implica, contudo, um tipo de ação a distância diferente, mais difícil de compreender, porque não implica o movimento de quanta de energia através de um dos campos conhecidos da física.
E isto levanta o problema do meio de transmissão: como é que a ressonância mórfica se produz através do tempo e do espaço?
Em resposta a esta pergunta, poderíamos imaginar um "éter morfogenético", ou uma outra "dimensão", ou, ainda, influências que passam "para além" do espaço-tempo e, depois, aí regressam. Mas seria, talvez, mais satisfatório imaginar o passado comprimido, em certa medida, contra o presente e potencialmente presente por todo o lado. As influências mórficas de organismos passados podem, simplesmente, estar presentes para organismos semelhantes posteriores.
Em resposta a esta pergunta, poderíamos imaginar um "éter morfogenético", ou uma outra "dimensão", ou, ainda, influências que passam "para além" do espaço-tempo e, depois, aí regressam. Mas seria, talvez, mais satisfatório imaginar o passado comprimido, em certa medida, contra o presente e potencialmente presente por todo o lado. As influências mórficas de organismos passados podem, simplesmente, estar presentes para organismos semelhantes posteriores.
Estamos de tal modo habituados à noção de leis físicas imutáveis que as consideramos como evidentes; mas, se refletirmos na natureza destas leis, afiguram-se-nos profundamente misteriosas. Não são entidades materiais, nem energéticas. Transcendem o espaço e o tempo e estão, pelo menos potencialmente, presentes em todos os lugares e em todos os tempos.
Se a ressonância mórfica é misteriosa, as teorias convencionais não o são menos. Distanciemo-nos um pouco e consideremos os seus postulados notáveis. A hipótese da causalidade formativa não é uma especulação metafísica estranha que contrasta com a teoria dura, empírica, pragmática do mecanicismo. Esta depende de pressupostos mais metafísicos, na realidade, do que a noção de causalidade formativa.
Os Campos Mórficos
Os campos morfogenéticos, no sentido em que se entende a causalidade formativa, serão designados, a seguir, campos mórficos. Este termo é mais simples e permite distinguir esta nova concepção dos campos morfogenéticos das outras mais convencionais. O sentido deste termo é mais geral do que o de campo morfogenético e inclui outros tipos de campos organizadores; tal como veremos a seguir, os campos organizadores do comportamento animal e humano, dos sistemas sociais e culturais e da atividade mental podem ser considerados como campos mórficos com uma memória inerente.
Os Campos de Informação
Informação é uma palavra que está na moda há decênios. Vivemos na "era da informação" e as nossas vidas estão rodeadas pelas tecnologias da informação. A informação desempenha um papel formativo ou in-formativo. Mas, o que é? Quer seja dentro ou para além dos limites do discurso científico, o emprego geral desta palavra não tem relação bem definida com a concepção técnica da informação tal como a teoria da informação a entende. Este processo matemático tem um campo de aplicação relativamente estreito e um valor muito limitado em biologia. Quando os biólogos falam de "informação genética", por exemplo, utilizam, em geral, esta palavra em um sentido vago, não técnico, muitas vezes intermutável com o sentido igualmente vago e não técnico da palavra programa.
A informação, a fonte moderna da forma, é considerada como residindo nas moléculas, células, tecidos, ambiente, muitas vezes latente, mas causalmente potente, permitindo que essas entidades se reconheçam, selecionem e instruam umas às outras, para se construir umas às outras e a si mesmas, para regularem, controlarem, induzirem, dirigirem e determinarem acontecimentos de todos os tipos.
A natureza desta informação permanece obscura e o emprego de termos alternativos, tais como instruções ou programas em nada contribui para a esclarecer.
Será física ou mental?
Será essencialmente matemática?
Será uma espécie de abstração conceitual?
Se for este o caso, é uma abstração do quê?
Será física ou mental?
Será essencialmente matemática?
Será uma espécie de abstração conceitual?
Se for este o caso, é uma abstração do quê?
Na medida em que a informação é empregada para explicar o desenvolvimento e a evolução dos corpos, do comportamento, dos espíritos e das culturas, não pode ser considerada como estática - tem, ela mesma, de se desenvolver e evoluir.
Os campos mórficos desempenham um papel comparável à informação e aos programas no pensamento biológico convencional e podem, de fato, ser considerados como campos de informação. Supor que a informação está contida em campos mórficos ajuda a desmistificar este conceito que, de outro modo, se referiria a uma noção essencialmente abstrata, mental, matemática ou, pelo menos, não física. E também chama a atenção para a natureza evolutiva da informação biológica, porque estes campos contêm uma memória inata apoiada pela ressonância mórfica.
O Aparecimento de Campos Novos
Os campos mórficos de qualquer organismo particular, digamos de um girassol, são moldados pelas influências das gerações precedentes de girassóis. A ressonância mórfica não permite, contudo, explicar como é que apareceram os primeiros campos deste tipo. Dentro do âmbito da evolução biológica, os campos de girassóis estão ligados, de maneira estreita, aos campos de outras espécies aparentadas, tais como as alcachofras de Jerusalém e descendem, sem dúvida, dos campos de uma longa linhagem de espécies ancestrais. Mas a hipótese da causalidade formativa não permite responder à questão de saber como é que os campos do gênero girassol, ou da família das Compositae, de que é membro, ou das primeiras plantas com flores ou, de fato, das primeiras células, surgiram. É uma questão de origem ou de criatividade.
Campos de novos tipos de organismos têm, de uma maneira ou de outra, de surgir uma primeira vez. De onde provêm? Talvez não provenham de parte nenhuma, talvez surjam espontaneamente. Talvez sejam organizados por um tipo de campo "superior". Ou talvez representem uma manifestação de arquétipos preexistentes, até então inteiramente transcendentes. Talvez, de fato, surjam de Formas imutáveis, ou de entidades matemáticas que, ao surgir no universo físico, adquiram uma vida própria. Estas possibilidades têm sido estudadas com grande afinco pelos pesquisadores. Porém, pouco importa, no âmbito da hipótese da causalidade formativa, saber qual destas respostas tem a preferência. A hipótese só trata de campos mórficos que já apareceram.
Não deveríamos perder de vista que as alternativas à hipótese da causalidade formativa colocam problemas igualmente profundos. Se há organismos organizados por leis matemáticas imutáveis, por equações gerativas, ou seja pelo que for que corresponda a modelos matemáticos, não temos de nos interrogar de onde provêm, porque são supostos ser eternos. Mas coloca-se, então, o problema das leis imutáveis, ou das equações preexistentes ao nascimento do universo. As equações gerativas dos girassóis, por exemplo, deveriam ser anteriores ao aparecimento das primeiras células vivas na Terra, portanto anteriores ao próprio big bang.
Mesmo se nos abstivermos destas especulações metafísicas e adotarmos uma abordagem puramente empírica, o fato é que a hipótese da causalidade formativa permite diversas previsões verificáveis, radicalmente diferentes das teorias convencionais. Esta diferença tem a ver com o fato de que as teorias ortodoxas da ciência concebem as leis da natureza como imutáveis em todos os tempos e em todos os lugares. Quer a natureza metafísica deste postulado seja reconhecida, quer não, é inegável. Está subjacente ao ideal de repetibilidade das experiências e faz parte integrante dos fundamentos do método científico, tal como o conhecemos. A hipótese da causalidade formativa questiona este postulado. Sugere que os princípios organizadores invisíveis da natureza não estão fixos de modo eterno, mas evoluem com os sistemas que organizam.
Por Adalberto Tripicchio
Fonte:
rede psi portal
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Campos Morfogenéticos / Rupert Sheldrake
Em evolução, campo morfogenético é o nome dado a um campo hipotético que explica a emergência simultânea da mesma função adaptativa em populações biológicas não-contíguas.
A hipótese dos campos morfogenéticos foi formulada por Rupert Sheldrake.
Segundo o holismo, os campos morfogenéticos são a memória coletiva a qual recorre cada membro da espécie e para a qual cada um deles contribui.
“Morfo vem da palavra grega 'morphe' que significa forma. O campos morfogenéticos são campos de forma; padrões ou estruturas de ordem. Estes campos organizam não só os campos de organismos vivos mas também de cristais e moléculas. Cada tipo de molécula, cada proteína por exemplo, tem o seu próprio campo mórfico - a hemoglobina , um campo de insulina, etc. De um mesmo modo cada tipo de cristal, cada tipo de organismo, cada tipo de instinto ou padrão de comportamento tem seu campo mórfico. Estes campos são os que ordenam a natureza. Há muitos tipos de campos porque há muitos tipos de coisas e padrões dentro da natureza..."
Os campos morfogenéticos ou campos mórficos são campos que levam informações, não energia , e são utilizáveis através do espaço e do tempo sem perda alguma de intensidade depois de ter sido criado. Eles são campos não físicos que exercem influência sobre sistemas que apresentam algum tipo de organização inerente. "
Os campos morfogenéticos agem sobre a matéria impondo padrões restritivos em processos de energia cujos resultados são incertos ou probabilísticos. Os Campos Mórficos funcionam modificando eventos probabilísticos . Quase toda a natureza é inerentemente caótica. Não é rigidamente determinada. Os Campos Mórficos funcionam modificando a probabilidade de eventos puramente aleatórios. Em vez de um grande aleatoriedade, de algum modo eles enfocam isto, de forma que certas coisas acontecem em vez de outras. É deste modo como eu acredito que eles funcionam.
“Campos mórficos são laços afetivos entre pessoas, grupos de animais - como bandos de pássaros, cães, gatos, peixes - e entre pessoas e animais. Não é uma coisa fisiológica, mas afetiva. São afinidades que surgem entre os animais e as pessoas com quem eles convivem. Essas afinidades é que são responsáveis pela comunicação.”
Um campo morfogenético não é uma estrutura inalterável mas que muda ao mesmo tempo, que muda o sistema com o qual esta associado. O campo morfogenetico de uma samambaia tem a mesma estrutura que o os campos morfogenético de samambaias anteriores do mesmo tipo. Os campos morfogenéticos de todos os sistemas passados se fazem presentes para sistemas semelhantes e influenciam neles de forma acumulativa através do espaço e o tempo.
A palavra chave aqui é " hábito ", sendo o fator que origina os campos morfogenéticos . Através dos hábitos os campos morfogenéticos vão variando sua estrutura dando causa deste modo às mudanças estruturais dos sistemas aos que estão associados. Segundo o cientista, os campos mórficos são estruturas que se estendem no espaço-tempo e moldam a forma e o comportamento de todos os sistemas do mundo material.
Átomos, moléculas, cristais, organelas, células, tecidos, órgãos, organismos, sociedades, ecossistemas, sistemas planetários, sistemas solares, galáxias: cada uma dessas entidades estaria associada a um campo mórfico específico. São eles que fazem com que um sistema seja um sistema, isto é, uma totalidade articulada e não um mero ajuntamento de partes.
Sua atuação é semelhante à dos campos magnéticos, da física. Quando colocamos uma folha de papel sobre um ímã e espalhamos pó de ferro em cima dela, os grânulos metálicos distribuem-se ao longo de linhas geometricamente precisas. Isso acontece porque o campo magnético do ímã afeta toda a região à sua volta. Não podemos percebê-lo diretamente, mas somos capazes de detectar sua presença por meio do efeito que ele produz, direcionando as partículas de ferro. De modo parecido, os campos mórficos distribuem-se imperceptivelmente pelo espaço-tempo, conectando todos os sistemas individuais que a eles estão associados.
A analogia termina aqui, porém. Porque, ao contrário dos campos físicos, os campos mórficos de Sheldrake não envolvem transmissão de energia. Por isso, sua intensidade não decai com o quadrado da distância, como ocorre, por exemplo, com os campos gravitacional e eletromagnético. O que se transmite através deles é pura informação. É isso que nos mostra o exemplo dos macacos. Nele, o conhecimento adquirido por um conjunto de indivíduos agrega-se ao patrimônio coletivo, provocando um acréscimo de consciência que passa a ser compartilhado por toda a espécie.
O processo responsável por essa coletivização da informação foi batizado por Sheldrake com o nome de "ressonância mórfica". Por meio dela, as informações se propagam no interior do campo mórfico, alimentando uma espécie de memória coletiva. Em nosso exemplo, a ressonância mórfica entre macacos da mesma espécie teria feito com que a nova técnica de quebrar cocos chegasse à ilha "B", sem que para isso fosse utilizado qualquer meio usual de transmissão de informações.
Parece telepatia. Mas não é. Porque, tal como a conhecemos, a telepatia é uma atividade mental superior, focalizada e intencional que relaciona dois ou mais indivíduos da espécie humana. A ressonância mórfica, ao contrário, é um processo básico, difuso e não-intencional que articula coletividades de qualquer tipo. Sheldrake apresenta um exemplo desconcertante dessa propriedade.
Quando uma nova substância química é sintetizada em laboratório - diz ele -, não existe nenhum precedente que determine a maneira exata de como ela deverá cristalizar-se. Dependendo das características da molécula, várias formas de cristalização são possíveis. Por acaso ou pela intervenção de fatores puramente circunstanciais, uma dessas possibilidades se efetiva e a substância segue um padrão determinado de cristalização. Uma vez que isso ocorra, porém, um novo campo mórfico passa a existir. A partir de então, a ressonância mórfica gerada pelos primeiros cristais faz com que a ocorrência do mesmo padrão de cristalização se torne mais provável em qualquer laboratório do mundo. E quanto mais vezes ele se efetivar, maior será a probabilidade de que aconteça novamente em experimentos futuros.
Com afirmações como essa, não espanta que a hipótese de Sheldrake tenha causado tanta polêmica. Em 1981, quando ele publicou seu primeiro livro, A New Science of Life (Uma nova ciência da vida), a obra foi recebida de maneira diametralmente oposta pelas duas principais revistas científicas da Inglaterra. Enquanto a New Scientist elogiava o trabalho como "uma importante pesquisa científica", a Nature o considerava "o melhor candidato à fogueira em muitos anos".
Doutor em biologia pela tradicional Universidade de Cambridge e dono de uma larga experiência de vida, Sheldrake já era, então, suficientemente seguro de si para não se deixar destruir pelas críticas. Ele sabia muito bem que suas idéias heterodoxas não seriam aceitas com facilidade pela comunidade científica. Anos antes, havia experimentado uma pequena amostra disso, quando, na condição de pesquisador da Universidade de Cambridge e da Royal Society, lhe ocorreu pela primeira vez a hipótese dos campos mórficos. A idéia foi assimilada com entusiasmo por filósofos de mente aberta, mas Sheldrake virou motivo de gozação entre seus colegas biólogos. Cada vez que dizia alguma coisa do tipo "eu preciso telefonar", eles retrucavam com um "telefonar para quê? Comunique-se por ressonância mórfica".
Era uma brincadeira amistosa, mas traduzia o desconforto da comunidade científica diante de uma hipótese que trombava de frente com a visão de mundo dominante. Afinal, a corrente majoritária da biologia vangloriava-se de reduzir a atividade dos organismos vivos à mera interação físico-química entre moléculas e fazia do DNA uma resposta para todos os mistérios da vida.
A realidade, porém, é exuberante demais para caber na saia justa do figurino reducionista.
Exemplo disso é o processo de diferenciação e especialização celular que caracteriza o desenvolvimento embrionário. Como explicar que um aglomerado de células absolutamente iguais, dotadas do mesmo patrimônio genético, dê origem a um organismo complexo, no qual órgãos diferentes e especializados se formam, com precisão milimétrica, no lugar certo e no momento adequado?
A biologia reducionista diz que isso se deve à ativação ou inativação de genes específicos e que tal fato depende das interações de cada célula com sua vizinhança (entendendo-se por vizinhança as outras células do aglomerado e o meio ambiente). É preciso estar completamente entorpecido por um sistema de crenças para engolir uma "explicação" dessas. Como é que interações entre partes vizinhas, sujeitas a tantos fatores casuais ou acidentais, podem produzir um resultado de conjunto tão exato e previsível? Com todos os defeitos que possa ter, a hipótese dos campos mórficos é bem mais plausível.
Uma estrutura espaço-temporal desse tipo direcionaria a diferenciação celular, fornecendo uma espécie de roteiro básico ou matriz para a ativação ou inativação dos genes.
Ação modesta
A biologia reducionista transformou o DNA numa cartola de mágico, da qual é possível tirar qualquer coisa. Na vida real, porém, a atuação do DNA é bem mais modesta. O código genético nele inscrito coordena a síntese das proteínas, determinando a seqüência exata dos aminoácidos na construção dessas macro-moléculas. Os genes ditam essa estrutura primária e ponto.
"A maneira como as proteínas se distribuem dentro das células, as células nos tecidos, os tecidos nos órgãos e os órgãos nos organismos não estão programadas no código genético", afirma Sheldrake. "Dados os genes corretos, e portanto as proteínas adequadas, supõe-se que o organismo, de alguma maneira, se monte automaticamente. Isso é mais ou menos o mesmo que enviar, na ocasião certa, os materiais corretos para um local de construção e esperar que a casa se construa espontaneamente."
A morfogênese, isto é, a modelagem formal de sistemas biológicos como as células, os tecidos, os órgãos e os organismos seria ditada por um tipo particular de campo mórfico: os chamados "campos morfogenéticos". Se as proteínas correspondem ao material de construção, os "campos morfogenéticos" desempenham um papel semelhante ao da planta do edifício. Devemos ter claras, porém, as limitações dessa analogia. Porque a planta é um conjunto estático de informações, que só pode ser implementado pela força de trabalho dos operários envolvidos na construção. Os campos morfogenéticos, ao contrário, estão eles mesmos em permanente interação com os sistemas vivos e se transformam o tempo todo graças ao processo de ressonância mórfica.
Tanto quanto a diferenciação celular, a regeneração de organismos simples é um outro fenômeno que desafia a biologia reducionista e conspira a favor da hipótese dos campos morfogenéticos. Ela ocorre em espécies como a dos platelmintos, por exemplo. Se um animal desses for cortado em pedaços, cada parte se transforma num organismo completo.
Forma original
Como mostra a ilustração da página ao lado, o sucesso da operação independe da forma como o pequeno verme é seccionado. O paradigma científico mecanicista, herdado do filósofo francês René Descartes (1596-1650), capota desastrosamente diante de um caso assim. Porque Descartes concebia os animais como autômatos e uma máquina perde a integridade e deixa de funcionar se algumas de suas peças forem retiradas. Um organismo como o platelminto, ao contrário, parece estar associado a uma matriz invisível, que lhe permite regenerar sua forma original mesmo que partes importantes sejam removidas.
A hipótese dos campos morfogenéticos é bem anterior a Sheldrake, tendo surgido nas cabeças de vários biólogos durante a década de 20. O que Sheldrake fez foi generalizar essa idéia, elaborando o conceito mais amplo de campos mórficos, aplicável a todos os sistemas naturais e não apenas aos entes biológicos. Propôs também a existência do processo de ressonância mórfica, como princípio capaz de explicar o surgimento e a transformação dos campos mórficos. Não é difícil perceber os impactos que tal processo teria na vida humana. "Experimentos em psicologia mostram que é mais fácil aprender o que outras pessoas já aprenderam", informa Sheldrake.
Ele mesmo vem fazendo interessantes experimentos nessa área. Um deles mostrou que uma figura oculta numa ilustração em alto constraste torna-se mais fácil de perceber depois de ter sido percebida por várias pessoas. Isso foi verificado numa pesquisa realizada entre populações da Europa, das Américas e da África em 1983. Em duas ocasiões, os pesquisadores mostraram as ilustrações 1 e 2 a pessoas que não conheciam suas respectivas "soluções". Entre uma enquete e outra, a figura 2 e sua "resposta" foram transmitidas pela TV. Verificou-se que o índice de acerto na segunda mostra subiu 76% para a ilustração 2, contra apenas 9% para a 1.
Aprendizado
Se for definitivamente comprovado que os conteúdos mentais se transmitem imperceptivelmente de pessoa a pessoa, essa propriedade terá aplicações óbvias no domínio da educação. "Métodos educacionais que realcem o processo de ressonância mórfica podem levar a uma notável aceleração do aprendizado", conjectura Sheldrake. E essa possibilidade vem sendo testada na Ross School, uma escola experimental de Nova York dirigida pelo matemático e filósofo Ralph Abraham.
Outra consequência ocorreria no campo da psicologia. Teorias psicológicas como as de Carl Gustav Jung e Stanislav Grof, que enfatizam as dimensões coletivas ou transpessoais da psique, receberiam um notável reforço, em contraposição ao modelo reducionista de Sigmund Freud (leia o artigo "Nas fronteiras da consciência", em Globo Ciência nº 32).
Sem excluir outros fatores, o processo de ressonância mórfica forneceria um novo e importante ingrediente para a compreensão de patologias coletivas, como o sadomasoquismo e os cultos da morbidez e da violência, que assumiram proporções epidêmicas no mundo contemporâneo, e poderia propiciar a criação de métodos mais efetivos de terapia.
"A ressonância mórfica tende a reforçar qualquer padrão repetitivo, seja ele bom ou mal", afirmou Sheldrake a Galileu. "Por isso, cada um de nós é mais responsável do que imagina. Pois nossas ações podem influenciar os outros e serem repetidas".
De todas as aplicações da ressonância mórfica, porém, as mais fantásticas insinuam-se no domínio da tecnologia. Computadores quânticos, cujo funcionamento comporta uma grande margem de indeterminação, seriam conectados por ressonância mórfica, produzindo sistemas em permanente transformação. "Isso poderia tornar-se uma das tecnologias dominantes do novo milênio", entusiasma-se Sheldrake.
Uma das primeiras experiências levadas a cabo por Sheldrake foi a dos ratos no laboratório. Foi recapturado do tempo em que ele começou a considerar os campos morfogeneticos. Consiste em ensinar a um grupo de ratos uma certa aprendizagem, por exemplo, sair de um labirinto, em certo lugar, por exemplo, Londres, para logo observar a habilidade de outros ratos em outro lugar então, por exemplo, Nova Iorque, deixar o labirinto. Esta experiência já foi levada a cabo em numerosas ocasiões dando resultados muito positivos.
Fonte:
Wikipédia
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