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domingo, 20 de abril de 2014
Do Getsêmani à Ressurreição
Por ocasião de comemorar a Páscoa...
Música: O Jardim do Getsêmani
Compositor Atapoã Feliz
Edição: Daniella Oliveira
Publicado com a autorização do autor
Fonte: www.omapala.mus.br
domingo, 8 de abril de 2012
Boa Páscoa!!! A Páscoa e seu significado: ovo, coelho, chocolate
A Páscoa surgiu entre os pastores nômades na época pré-mosaica, anterior ao profeta Moisés. Um tempo remoto para nós, era celebrada para festejar a abertura da primavera. Naquela época as pessoas viviam apegadas apenas a pequenos rebanhos e pequenas plantações temporárias. Viajavam de um lugar para o outro sem parar e por isso eram chamadas de nômades. A proximidade da natureza fazia com que as mudanças de estação fossem motivo de festa.
A Páscoa entre os hebreus, marca a memória da saída desse povo da escravidão no Egito. Também tornou-se uma data fundamental para os cristãos quando se comemora a ressurreição de Cristo, celebrada no primeiro Domingo depois da lua cheia do equinócio de março. Equinócio é a passagem do sol pela linha do Equador quando muda de hemisfério. Essa passagem provoca mudanças climáticas. Aqui no Brasil por exemplo, no sertão nordestino as pessoas rezam pela chegada da chuva.
Por isso além do aspecto cultural, religioso há uma mudança na natureza que podemos sentir, no frescor do vento, na força da chuva. A idéia de que nossas esperanças se renovam em datas festivas carregadas de tantos significados nos deixa mais solidários, alegres e naturalmente buscamos trocar essa alegria.
Ovos representam na Páscoa o que pode nascer e vir a ser. Além das toneladas de doce chocolate, devemos adoçar nossas vidas com boas idéias, que possam germinar novas descobertas. Acreditar nessa simples possibilidade já faz da Páscoa um momento super feliz.
O significado da Páscoa...
A Páscoa é uma festa cristã que celebra a ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu, até sua ressurreição, quando seu espírito e seu corpo foram reunificados. É o dia santo mais importante da religião cristã, quando as pessoas vão às igrejas e participam de cerimônias religiosas.
Muitos costumes ligados ao período pascal originam-se dos festivais pagãos da primavera. Outros vêm da celebração do Pessach, ou Passover, a Páscoa judaica. É uma das mais importantes festas do calendário judaico, que é celebrada por 8 dias e comemora o êxodo dos israelitas do Egito durante o reinado do faraó Ramsés II, da escravidão para a liberdade. Um ritual de passagem, assim como a "passagem" de Cristo, da morte para a vida.
No português, como em muitas outras línguas, a palavra Páscoa origina-se do hebraico Pessach.Os espanhóis chamam a festa de Pascua, os italianos de Pasqua e os franceses de Pâques.
A festa tradicional associa a imagem do coelho, um símbolo de fertilidade, e ovos pintados com cores brilhantes, representando a luz solar, dados como presentes. A origem do símbolo do coelho vem do fato de que os coelhos são notáveis por sua capacidade de reprodução. Como a Páscoa é ressurreição, é renascimento, nada melhor do que coelhos, para simbolizar a fertilidade!
Vamos ver agora como surgiu o chocolate...
Quem sabe o que é "Theobroma"? Pois este é o nome dado pelos gregos ao "alimento dos deuses", o chocolate. "Theobroma cacao" é o nome científico dessa gostosura chamada chocolate. Quem o batizou assim foi o botânico sueco Linneu, em 1753. Mas foi com os Maias e os Astecas que essa história toda começou.
O chocolate era considerado sagrado por essas duas civilizações, tal qual o ouro. Na Europa chegou por volta do século XVI, tornando rapidamente popular aquela mistura de sementes de cacau torradas e trituradas, depois juntada com água, mel e farinha. Vale lembrar que o chocolate foi consumido, em grande parte de sua história, apenas como uma bebida.
Em meados do século XVI, acreditava-se que, além de possuir poderes afrodisíacos, o chocolate dava poder e vigor aos que o bebiam. Por isso, era reservado apenas aos governantes e soldados.
Aliás, além de afrodisíaco, o chocolate já foi considerado um pecado, remédio, ora sagrado, ora alimento profano. Os astecas chegaram a usá-lo como moeda, tal o valor que o alimento possuía.
Chega o século XX, e os bombons e os ovos de Páscoa são criados, como mais uma forma de estabelecer de vez o consumo do chocolate no mundo inteiro. É tradicionalmente um presente recheado de significados. E não é só gostoso, como altamente nutritivo, um rico complemento e repositor de energia. Não é aconselhável, porém, consumí-lo isoladamente. Mas é um rico complemento e repositor de energia.
E o coelho?
A tradição do coelho da Páscoa foi trazida à América por imigrantes alemães em meados de 1700. O coelhinho visitava as crianças, escondendo os ovos coloridos que elas teriam de encontrar na manhã de Páscoa.
Uma outra lenda conta que uma mulher pobre coloriu alguns ovos e os escondeu em um ninho para dá-los a seus filhos como presente de Páscoa. Quando as crianças descobriram o ninho, um grande coelho passou correndo. Espalhou-se então a história de que o coelho é que trouxe os ovos. A mais pura verdade, alguém duvida?
No antigo Egito, o coelho simbolizava o nascimento e a nova vida. Alguns povos da Antigüidade o consideravam o símbolo da Lua. É possível que ele se tenha tornado símbolo pascal devido ao fato de a Lua determinar a data da Páscoa.
Mas o certo mesmo é que a origem da imagem do coelho na Páscoa está na fertililidade que os coelhos possuem. Geram grandes ninhadas!
Mas por que a Páscoa nunca cai no mesmo dia todo ano?
O dia da Páscoa é o primeiro domingo depois da Lua Cheia que ocorre no dia ou depois de 21 março (a data do equinócio). Entretanto, a data da Lua Cheia não é a real, mas a definida nas Tabelas Eclesiásticas. (A igreja, para obter consistência na data da Páscoa decidiu, no Conselho de Nicea em 325 d.C, definir a Páscoa relacionada a uma Lua imaginária - conhecida como a "lua eclesiástica").
A Quarta-Feira de Cinzas ocorre 46 dias antes da Páscoa, e portanto a Terça-Feira de Carnaval ocorre 47 dias antes da Páscoa. Esse é o período da quaresma, que começa na Quarta-Feira de Cinzas.
Com esta definição, a data da Páscoa pode ser determinada sem grande conhecimento astronômico. Mas a seqüência de datas varia de ano para ano, sendo no mínimo em 22 de março e no máximo em 24 de abril, transformando a Páscoa numa festa "móvel".
De fato, a sequência exata de datas da Páscoa repete-se aproximadamente em 5.700.000 anos no nosso calendário Gregoriano.
E o Ovo, afinal?!
Bem, o ovo também simboliza o nascimento, a vida que retorna. O costume de presentear as pessoas na época da Páscoa com ovos ornamentados e coloridos começou na antigüidade. Eram verdadeiras obras de arte!
Os egípcios e persas costumavam tingir ovos com as cores primaveris e os davam a seus amigos. Os persas acreditavam que a Terra saíra de um ovo gigante.
Os cristãos primitivos da Mesopotâmia foram os primeiros a usar ovos coloridos na Páscoa. Em alguns países europeus, os ovos são coloridos para representar a alegria da ressurreição. Na Grã-Bretanha, costumava-se escrever mensagens e datas nos ovos dados aos amigos. Na Alemanha, os ovos eram dados às crianças junto de outros presentes na Páscoa. Na Armênia decoravam ovos ocos com retratos de Cristo, da Virgem Maria e de outras imagens religiosas.
No século XIX, ovos de confeito decorados com uma janela em uma ponta e pequenas cenas dentro eram presentes populares.
Mas os ovos ainda não eram comestíveis. Pelo menos como a gente conhece hoje, com todo aquele chocolate. Atualmente, as crianças encontram ovos de chocolate ou "ninhos" cheios de doces nas mesas na manhã de Páscoa. No Brasil, as crianças montam seus próprios "cestinhos de Páscoa", enchem-no de palha ou papel, esperando o coelhinho deixar os ovinhos durante a madrugada. Nos Estados Unidos e outros países as crianças saem na manhã de Páscoa pela casa ou pelo quintal em busca dos ovinhos escondidos. Em alguns lugares os ovos são escondidos em lugares públicos e as crianças da comunidade são convidadas a encontrá-los, celebrando uma festa comunitária.
Mas depois de falar tanto em ovinhos deu vontade de comer um. Mas só se for de chocolate!
Boa Páscoa!
Boa Páscoa!
Fonte:
rdc puc rio
sábado, 7 de abril de 2012
A Festa da Páscoa (Antroposofia)
A Páscoa é uma festa repleta de imagens fortes e marcantes. No hemisfério sul, ela ocorre no outono, no primeiro domingo após a primeira lua cheia.
A Páscoa é sempre comemorada no domingo, mostrando uma relação com o Sol, astro que rege esse dia da semana, mas também tem relação com a Lua cheia, lembrando que a lua não tem luz própria, apenas reflete a luz do sol.
Antigamente, porém, ela acontecia apenas no hemisfério norte, na época da primavera, quando as pessoas ainda tinham grande relação com as forças da natureza. Naquela época, sobreviver ao rigor do inverno era um grande desafio, e chegar à primavera era motivo de grande celebração. Era nesta época do ano que a vida recomeçava, as cores retornavam, tudo desabrochava. Era a vitória da vida sobre a morte.
A palavra Páscoa, vem do hebraico 'Pessach', que significa passagem. Quando Moisés desafiou o faraó e conduziu seu povo rumo à Terra Prometida, libertando-os da escravidão. Neste fato histórico, mais uma vez ocorreu a vitória da vida sobre a morte.
Na tradição cristã, a Páscoa novamente ocupa uma importância fundamental. Após os quarenta dias da quaresma e depois de refletir sobre os acontecimentos vivenciados por Jesus Cristo durante a Semana Santa (domingo de ramos, condenação da figueira, encontro com adversários no templo, unção, santa ceia e lava pés, morte, descida ao reino dos mortos e ressurreição), os cristãos comemoram, no domingo de Páscoa, a glória da ressurreição de Cristo.
Com sua paixão, morte e ressurreição, Cristo deixou-nos o precioso legado de uma nova vida após a morte, e quando seu corpo e sangue penetraram nas profundezas da terra ela se torna um centro de luz, vivificada pelo Eu do Cristo. Diante desta consciência, podemos refletir sobre nossas atitudes perante esta Terra, nosso planeta, tão sagrado.
Outra imagem, que claramente mostra à idéia de vida, morte e ressurreição é a metamorfose da lagarta em borboleta, representando a morte do corpo, a transformação e o renascer. A imagem arquetípica da borboleta que, quando lagarta, fecha-se num escuro casulo deixando a luz e o calor transformarem sua existência em cor e leveza.
O coelho e os ovos também possuem um significado especial nas comemorações pascais. O ovo representa uma vida interior, ainda em estado germinal, que se desenvolve, rompe uma casca dura e em seguida desabrocha em sua plenitude, assim como Cristo ressuscitado saiu de sua tumba. O coelho, por sua vez, representa um animal puro, digno de carregar e trazer os ovos da Páscoa. Além disso, é um animal muito fértil, que se reproduz com facilidade.
Atualmente, porém, a Páscoa, assim como as outras festas anuais, não é encarada sob um ponto de vista espiritual. Na maioria das vezes, não vivenciamos a possibilidade de deixar morrer em nós o que não queremos mais, o que já não nos serve, e também não permitimos que o novo em nós possa florescer. Deveríamos ter claro dentro de nós a possibilidade da vida, morte e ressurreição de hábitos, atitudes e modos de pensar, para tornarmos pessoas melhores, menos endurecidos e insensíveis diante da realidade atual, com seus constantes altos e baixos. Se tivermos consciência da necessidade de cada um realizar este exercício interior, poderemos então resgatar o real sentido da Páscoa.
Por Silberto Azevedo e Eliane Azevedo
domingo, 1 de abril de 2012
Semana Santa / Rudolf Steiner / Antroposofia
A sabedoria antiga vê a semana como unidade de tempo relacionada à tradição religiosa: no Gênesis, temos a descrição da criação do mundo em sete dias.
Os dias da semana recebem o nome de sete planetas, arquétipos, que regem a ordem do Universo.
Os dias da semana recebem o nome de sete planetas, arquétipos, que regem a ordem do Universo.
Se olharmos a Semana Santa como unidade de tempo, percebemos nela um ciclo que se inicia no Domingo de Ramos e acaba no Sábado de Aleluia. Esse período compõe uma via sacra, através da qual podemos trilhar verdades existenciais. Isso significa que, por meio da reflexão e da busca de imagens do desenvolvimento humano, podemos encontrar relações diretas entre a semana santa e a nossa própria vida.
A Semana Santa oferece uma bela e terapêutica imagem para o nosso desenvolvimento, sobre a qual podemos refletir e na qual encontramos relações com a própria vida.
Os acontecimentos da Semana Santa compõem uma Via Sacra através da qual trilhamos verdades existenciais.
Do ponto de vista da sabedoria antiga, a Semana como unidade de tempo tem relação com a tradição religiosa no Gênesis e nela temos a descrição da criação do mundo em Sete Dias.
Os dias da semana recebem seus nomes dos Sete Planetas, arquétipos, princípios que ordenam a vida no universo, sendo que das esferas dos Sete Planetas emanam forças espirituais que impulsionam o desenvolvimento humano.
A cosmovisão antiga descreve o universo através de imagens, numa linguagem analógica que, por ser poética, toca mais profundamente a nossa alma.
Ela nos proporciona a vivência de estarmos integrados a uma ordem cósmica que não contradiz a visão racional que temos do universo, mas contribui, vivificando o pensar lógico.
A Semana Santa começa no Domingo de Ramos e vai até o Sábado de Aleluia, sendo que o Domingo da Ressurreição, denominado de Domingo de Páscoa (do hebraico "Pessach", que significa passagem) é o primeiro dia da passagem para o Novo Sol que será a Terra vivificada pelo Eu do Cristo.
Acompanhemos, então, os seus acontecimentos, segundo o ponto de vista da antroposofia:
Domingo de Ramos
Dia do Antigo Sol – Centro, Eu, Humanização
Entrada de Jesus Cristo na cidade santa de Jerusalém, montado em um burrinho branco. O povo da cidade o saúda com ramos de palmeiras.
Cristo atravessa em silêncio a vibração popular, pois sabe que aquele entusiasmo logo passará.
Para Cristo, essa era a transição da antiga exaltação visionária inconsciente, desencadeada pelos elementos externos da natureza, para a atitude receptiva, fruto da presença do espírito, do Sol interior na alma individual e vigorosa.
No primeiro dia da Semana Santa, Jesus Cristo entra na cidade de Jerusalém, montado em um burrinho branco. Com brados de "Hosana", o povo o saúda com ramos de palmeiras.
A força luminosa que emana do Cristo reascende no povo a antiga clarividência, vivenciada nos rituais das festividades em homenagem ao sol. A palmeira sempre fora considerada o símbolo do sol natural.
O Cristo atravessa em silêncio a vibração popular sem se contagiar. Interiormente sabe que aquele entusiasmo, logo passará. Não tem consistência interna. É o entusiasmo natural que logo se transfere para outra novidade, para outro acontecimento externo. Cristo sabe o que ele próprio representa e a que veio. Ele quer penetrar na camada mais consciente da alma humana. O seu brilho é o brilho próprio que emana da essência de seu ser espiritual.
O seu estado de alma é autoconsciente e acolhedor. Permanecerá. Entrar em Jerusalém, montado no burrinho tinha para o Cristo o sentido de deixar clara a transição: da antiga exaltação visionária, semi-consciente, desencadeada por elementos externos, para a atitude equilibrada, fruto da presença de espírito, do Sol interior na alma individualizada.
Segunda-feira Santa
A força luminosa que emana do Cristo reascende no povo a antiga clarividência, vivenciada nos rituais das festividades em homenagem ao sol. A palmeira sempre fora considerada o símbolo do sol natural.
O Cristo atravessa em silêncio a vibração popular sem se contagiar. Interiormente sabe que aquele entusiasmo, logo passará. Não tem consistência interna. É o entusiasmo natural que logo se transfere para outra novidade, para outro acontecimento externo. Cristo sabe o que ele próprio representa e a que veio. Ele quer penetrar na camada mais consciente da alma humana. O seu brilho é o brilho próprio que emana da essência de seu ser espiritual.
O seu estado de alma é autoconsciente e acolhedor. Permanecerá. Entrar em Jerusalém, montado no burrinho tinha para o Cristo o sentido de deixar clara a transição: da antiga exaltação visionária, semi-consciente, desencadeada por elementos externos, para a atitude equilibrada, fruto da presença de espírito, do Sol interior na alma individualizada.
Segunda-feira Santa
Dia da Lua – Manter, Revitalizar, Repetição, Revitalização, Reflexo, Refletir
Em Betfagé, Cristo se aproxima da figueira, local de meditação onde se atingia um estado inconsciente de re-ligação com o mundo espiritual.
Lá, Cristo pronuncia a sentença: “Para todo o sempre, ninguém mais comerá destes figos”. Com a condenação da figueira, cessa-se o antigo dom lunar das visões de êxtase, antiga forma de clarividência.
É fundamental para Cristo que o ser humano trilhe o caminho da autoconsciência clara e explícita que, embora muitas vezes se constitua de processo doloroso, levará o homem à liberdade individual. “Retornará o tempo em que os homens serão clarividentes como um fato consciente”.
Chegando mais tarde no templo, Cristo expulsa de lá os vendedores, lembrando a eles e aos peregrinos que aquele era um lugar sagrado. Betfagé era uma aldeia cercada pôr figueiras consideradas sagradas por seus moradores. Fora de lá que Cristo, no Domingo de Ramos, mandara Pedro e João trazer um burrinho, também considerado um animal sagrado. Ali, cultivava-se uma antiga forma de clarividência, ou seja, praticava-se "o sentar-se sob a figueira", uma série de exercícios físicos e meditativos através dos quais se atingia um estado onírico de religação com o mundo espiritual.
Betfagé era uma aldeia cercada pôr figueiras consideradas sagradas por seus moradores. Fora de lá que Cristo, no Domingo de Ramos, mandara Pedro e João trazer um burrinho, também considerado um animal sagrado. Ali, cultivava-se uma antiga forma de clarividência, ou seja, praticava-se "o sentar-se sob a figueira", uma série de exercícios físicos e meditativos através dos quais se atingia um estado onírico de religação com o mundo espiritual.
Na manhã de Segunda-feira, ao retornar de Betânia à Jerusalém, com seus discípulos, Cristo aproxima-se da figueira e pronuncia a sentença: "Para todo o sempre, ninguém mais comerá destes figos". Isso significaria que, no dia seguinte, a árvore estaria seca.
Com a condenação da figueira, Cristo cessa o antigo dom lunar da consciência visionária, a antiga forma de clarividência na qual predominavam os processos vitais.
Cristo veio para que o ser humano trilhasse o caminho da autoconsciência que o conduzirá à liberdade.
"A capacidade da autoconsciência teria que ser conquistada e isso exigia em troca a antiga clarividência". Retornará o tempo no futuro, em que todos os homens serão clarividentes por terem cultivado o "eu sou", ou seja, a "autoconsciência".
Chegando mais tarde ao Templo que fervilhava de atividades comerciais, Cristo expulsa os vendedores. Devolve ao Templo sua condição de lugar sagrado e aos peregrinos, que chegavam de todos os lados para as cerimônias de Páscoa, devolve a consciência de que aquela era a casa de Deus.
Terça-feira Santa
Dia de Marte – Luta, Autenticidade, Coragem
Jesus volta a Jerusalém e se encontra com o povo no templo. Lá é indagado com questões que são verdadeiras armadilhas, mas as responde com parábolas, reafirmando a natureza do seu Eu e colocando seus adversários em seu devido lugar. No final do dia, reúne-se com os apóstolos no Monte das Oliveiras, onde lhes transmite as metas que prepararão a humanidade para a sua volta.
Neste dia, Cristo mostra que a maior batalha é a travada no interior, entre o medo e a vontade de colocar o Eu. É preciso autenticidade e coragem para enfrentar as adversidades.
O Cristo volta a Jerusalém trazendo as oferendas para o ritual que antecede a festa pascal. No Templo, enquanto o povo o ouvia, seus adversários o abordam com questões que são verdadeiras armadilhas, para fazê-lo cair em contradição.
Cristo responde a cada uma das questões com parábolas que caem como verdadeiros golpes de espada sobre os sacerdotes e escribas, que nelas se reconhecem como protagonistas.
A cada parábola, Cristo reafirma a natureza espiritual do seu Eu, assumindo seu lugar próprio e colocando os adversários no devido lugar. Sua força se intensifica.
Sem temor, pergunta por pergunta, a identidade espiritual do Cristo vai se revelando.
Ele mostra aos oponentes quem realmente é, e a que veio. É uma luta intensa, travada em palavras e em intenções. De um lado, a intenção dos inquisidores que por desconfiarem dele, queriam desmascará-lo. Do lado de Cristo, a intenção poderosa do seu Eu manifestando-se em toda a sua inteireza e culminando com as palavras: "Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus."
No final do dia, reunido com os apóstolos no Monte das Oliveiras, Cristo lhes transmite as metas que prepararão a humanidade para a sua volta, no futuro. Neste dia Cristo mostra que a maior das lutas é a batalha travada no interior, entre o medo e a vontade de colocar o nosso Eu no mundo. Nesta luta interna, nos apropriamos dos dons de Marte: a autenticidade e a coragem de enfrentar as adversidades.
Quarta-feira Santa
Cristo responde a cada uma das questões com parábolas que caem como verdadeiros golpes de espada sobre os sacerdotes e escribas, que nelas se reconhecem como protagonistas.
A cada parábola, Cristo reafirma a natureza espiritual do seu Eu, assumindo seu lugar próprio e colocando os adversários no devido lugar. Sua força se intensifica.
Sem temor, pergunta por pergunta, a identidade espiritual do Cristo vai se revelando.
Ele mostra aos oponentes quem realmente é, e a que veio. É uma luta intensa, travada em palavras e em intenções. De um lado, a intenção dos inquisidores que por desconfiarem dele, queriam desmascará-lo. Do lado de Cristo, a intenção poderosa do seu Eu manifestando-se em toda a sua inteireza e culminando com as palavras: "Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus."
No final do dia, reunido com os apóstolos no Monte das Oliveiras, Cristo lhes transmite as metas que prepararão a humanidade para a sua volta, no futuro. Neste dia Cristo mostra que a maior das lutas é a batalha travada no interior, entre o medo e a vontade de colocar o nosso Eu no mundo. Nesta luta interna, nos apropriamos dos dons de Marte: a autenticidade e a coragem de enfrentar as adversidades.
Quarta-feira Santa
Dia de Mercúrio – Fluidez, Devoção, Cura
Ao entardecer em Bethânia, Cristo se reúne com seu círculo mais íntimo à mesa, na casa de Simão.
Maria Madalena unge os pés de Cristo com óleo e os enxuga com seus próprios cabelos. A postura de Cristo é de disponibilidade.
Esse gesto desencadeia a revolta que se acumulava na alma inquieta de Judas, que sai para encontrar os sumo-sacerdotes e concretiza a traição que o levará ao suicídio.
A agitação interna de Judas fui para o mundo como revolta.
A interiorização da força do amor, que antes arrastava Maria Madalena para o mundano, agora flui para o mundo como devoção.
Cristo acolhe as forças mercuriais e as transforma em capacidade de cura.
Ao entardecer daquele dia em Betânia, Jesus se reuniu com seu círculo mais íntimo à mesa de refeição, na casa de Simão.
Aproxima-se do Cristo, Maria Madalena e ungindo seus pés com um óleo precioso os enxuga com seus próprios cabelos. O gesto de Madalena provoca uma reação de crítica nos presentes e desencadeia a revolta que se acumulava na alma inquieta de Judas.
Argumentado, Judas conta o desperdício em detrimento dos pobres e sai para se encontrar com os sacerdotes e concretizar a traição que o levará ao suicídio.
É a segunda vez que Madalena unge os pés do Cristo. Na primeira unção, Ele dissera aos presentes: "Calem-se. Ela muito amou e muito lhe será perdoado". A postura do Cristo é de receptividade.
Em relação a Judas, Cristo compreende que este não possui em sua alma forças de coesão para ordenar suas impressões e esta agitação flui para o mundo como uma revolta.
Maria Madalena, entretanto, interiorizara as forças de amor que antes a arrastavam para o mundano. Essas forças fluem para o mundo como devoção. Ambos são tipos mercuriais, sempre em contínua atividade externa, sempre mobilizando tudo ao seu redor.
Marta, a irmã de Maria Madalena, é a terceira pessoa com qualidades mercuriais, também presente à ceia. Está sempre fazendo algo pelos outros, sempre na lida da casa. "Marta, Marta, andas muito inquieta e te preocupas com muitas coisas. Maria escolheu a boa parte, que não lhe será tirada." Lucas 10.41
Na Quarta Feira Santa, Cristo acolhe as forças mercuriais transformadas em paz interiores e devoção e assim metamorfoseadas em capacidade de cura.
Ao entardecer daquele dia em Betânia, Jesus se reuniu com seu círculo mais íntimo à mesa de refeição, na casa de Simão.
Aproxima-se do Cristo, Maria Madalena e ungindo seus pés com um óleo precioso os enxuga com seus próprios cabelos. O gesto de Madalena provoca uma reação de crítica nos presentes e desencadeia a revolta que se acumulava na alma inquieta de Judas.
Argumentado, Judas conta o desperdício em detrimento dos pobres e sai para se encontrar com os sacerdotes e concretizar a traição que o levará ao suicídio.
É a segunda vez que Madalena unge os pés do Cristo. Na primeira unção, Ele dissera aos presentes: "Calem-se. Ela muito amou e muito lhe será perdoado". A postura do Cristo é de receptividade.
Em relação a Judas, Cristo compreende que este não possui em sua alma forças de coesão para ordenar suas impressões e esta agitação flui para o mundo como uma revolta.
Maria Madalena, entretanto, interiorizara as forças de amor que antes a arrastavam para o mundano. Essas forças fluem para o mundo como devoção. Ambos são tipos mercuriais, sempre em contínua atividade externa, sempre mobilizando tudo ao seu redor.
Marta, a irmã de Maria Madalena, é a terceira pessoa com qualidades mercuriais, também presente à ceia. Está sempre fazendo algo pelos outros, sempre na lida da casa. "Marta, Marta, andas muito inquieta e te preocupas com muitas coisas. Maria escolheu a boa parte, que não lhe será tirada." Lucas 10.41
Na Quarta Feira Santa, Cristo acolhe as forças mercuriais transformadas em paz interiores e devoção e assim metamorfoseadas em capacidade de cura.
Quinta-feira Santa
Dia de Júpiter – Sabedoria, Grandeza, Harmonia
Cai a noite e Cristo se reúne com os doze apóstolos para celebrar o Pessach.
Antes da ceia, Jesus lava os pés de cada um dos apóstolos, num gesto de amor humilde, singelo e cheio de sabedoria, que é a síntese de todos os seus ensinamentos: “Amai-vos uns aos outros”.
Segue-se a ceia do cordeiro, após a qual Cristo toma o pão e o vinho e os oferece: “Tomai, pois este é o meu corpo e o meu sangue”.
O antigo sacrifício do cordeiro acontecia como ato de ligar a alma humana ao mundo espiritual, através do sangue, porém em estado de êxtase.
Cristo se torna ele próprio o cordeiro, cessando a reminiscência do sacrifício de animais puros e trazendo a interiorização do Eu na alma humana, até o nível do sacrifício, da entrega, da aceitação do destino. “Eis o Cordeiro de Deus, que assume os pecados do mundo”.
Cai a noite de Pessach. Lá fora reina o silêncio; todos estão reunidos em casa para a ceia do cordeiro pascal.
No convento da Ordem dos Esseus, no Monte Sion, lugar antigo e sagrado reúne-se Cristo e os Doze Apóstolos, para também celebrarem a festividade.
Antes da ceia, Cristo realiza o ato de amor humilde, singelo e cheio de sabedoria que para sempre irá tocar o coração dos cristãos: o Lava-pés.
Cristo, em toda a sua grandeza espiritual, ajoelha-se e lava os pés de cada um dos seus discípulos, em um gesto que é a síntese de todos os seus ensinamentos: "amai-vos uns aos outros".
Segue-se a ceia do cordeiro, após a qual Cristo abre mão de si por algo que reconhece maior. Tomando o pão e o vinho, Cristo os oferece aos discípulos: "Tomai, pois este é o meu corpo e este é o meu sangue".
Doa-se nos frutos da terra, permeados com a força da sua sabedoria transformadora, para que se renovasse continuamente o que havia se desgastado da Terra e do Homem.
O antigo sacrifício do cordeiro era um ato externo: o sangue fresco dos animais puros tinha no passado a força de induzir a alma humana a se reconectar com o mundo espiritual em estado de êxtase.
Com esse ato sacramental, Cristo intensifica o esforço volitivo da alma que quer acolher em si o Eu espiritual. Cristo se torna ele próprio, o Cordeiro e traz a interiorização até o nível do sacrifício, da entrega, da aceitação do destino. "Eis o Cordeiro de Deus que assume os pecados do mundo"
O conteúdo dessa noite compõe um sacramento que revivifica no homem religioso, a cada ato, a comunhão com o espiritual no íntimo do ser.
Sexta-feira Santa
Dia de Vênus – Paixão, Amor Universal
Na madrugada de quinta para sexta-feira, Cristo, ao ser identificado pelo beijo de Judas, é preso. Ironizado, flagelado, coroado com espinhos, carrega sua cruz em direção à própria morte. Esse é o grande símbolo de que além do umbral da morte física, começa uma vida nova. Tendo se tornado suficientemente firme na sua alma, por possuir algo imensamente sagrado, suporta todos os sofrimentos e dores que lhe são impostos. Cristo resgata para o ser humano a sua herança espiritual. “No Cristo, torna-se vida a morte”.
Na madrugada de Quinta para Sexta-feira, Cristo, ao ser identificado pelo beijo traiçoeiro de Judas enquanto orava no Getsemane, é arrastado e preso.
Ironizado, flagelado, coroado com espinhos, carrega sua cruz sobre as costas e é crucificado na colina do Gólgota. Tendo se tornado suficientemente firme na sua alma, por possuir algo imensamente sagrado, suporta todos os sofrimentos e dores que lhe são impostos.
Com a força de sua alma elevada, carrega seu próprio corpo em direção à morte; une-se à morte e lega aos seres humanos a mensagem de que a morte não extingue a vida.
A imagem do Cristo carregando a sua própria cruz em direção à morte é o sinal de que além do umbral da morte física, começa uma nova vida.
Um dos documentos mais sagrados da história da humanidade, o Livro dos Mortos, o livro de orações do antigo Egito continha preces e instruções para, após a morte, o homem encontrar o seu caminho de volta para o mundo espiritual. Há cinco mil anos, nos rituais de iniciação, os discípulos eram induzidos em um sono. A morte era considerada irmã do sono.
A imortalidade, a visão de um mundo espiritual após a morte era ainda vivenciada. Os sepulcros eram, ao mesmo tempo, altares e as almas dos mortos eram mediadoras entre a Terra e o mundo espiritual. Na medida em que a Terra se tornou mais densa em sua matéria física e o homem desenvolveu a autoconsciência, a morte tornou-se o grande medo da humanidade.
Na Sexta-feira Santa, Cristo resgata para o ser humano a sua herança espiritual. "No Cristo torna-se vida, a morte".
Na madrugada de Quinta para Sexta-feira, Cristo, ao ser identificado pelo beijo traiçoeiro de Judas enquanto orava no Getsemane, é arrastado e preso.
Ironizado, flagelado, coroado com espinhos, carrega sua cruz sobre as costas e é crucificado na colina do Gólgota. Tendo se tornado suficientemente firme na sua alma, por possuir algo imensamente sagrado, suporta todos os sofrimentos e dores que lhe são impostos.
Com a força de sua alma elevada, carrega seu próprio corpo em direção à morte; une-se à morte e lega aos seres humanos a mensagem de que a morte não extingue a vida.
A imagem do Cristo carregando a sua própria cruz em direção à morte é o sinal de que além do umbral da morte física, começa uma nova vida.
Um dos documentos mais sagrados da história da humanidade, o Livro dos Mortos, o livro de orações do antigo Egito continha preces e instruções para, após a morte, o homem encontrar o seu caminho de volta para o mundo espiritual. Há cinco mil anos, nos rituais de iniciação, os discípulos eram induzidos em um sono. A morte era considerada irmã do sono.
A imortalidade, a visão de um mundo espiritual após a morte era ainda vivenciada. Os sepulcros eram, ao mesmo tempo, altares e as almas dos mortos eram mediadoras entre a Terra e o mundo espiritual. Na medida em que a Terra se tornou mais densa em sua matéria física e o homem desenvolveu a autoconsciência, a morte tornou-se o grande medo da humanidade.
Na Sexta-feira Santa, Cristo resgata para o ser humano a sua herança espiritual. "No Cristo torna-se vida, a morte".
Sábado de Aleluia
Dia de Saturno – Profundidade, Consciência, Resistência, Tempo
O Cristo desce ao reino dos mortos, pleno da luz solar de sua consciência. A Terra recebe o corpo e o sangue do Cristo, penetrando nela sua alma que irá criar um novo centro luminoso. “O que é aqui refletido como Luz do Cristo é o que o Cristo denomina Espírito Santo (...) A Terra começa a criar a sua volta um anel espiritual que mais tarde se tornará uma espécie de planeta ao seu redor. Estamos diante do ponto de partida de um Novo Sol em formação.”
O Cristo desce ao reino dos mortos, pleno da luz solar de sua consciência.
A Terra recebe o corpo e o sangue do Cristo. No local, entre o Golgota e o Sepulcro, existira outrora uma fenda primária na superfície terrestre.
Esse abismo que fora aterrado por Salomão era considerado pelos antigos como a porta para o inferno. Os terremotos da Sexta-feira reabrem esta fenda e a terra inteira se torna o túmulo do Cristo.
O espírito de Cristo penetra na Terra criando nela um centro luminoso.
"Temos em volta da Terra uma espécie de reflexo da luz do Cristo. O que é refletido como luz do Cristo, é o que Cristo denomina Espírito Santo. Ao mesmo tempo em que a Terra inicia sua evolução para se tornar um Sol, também é verdade que, a partir do evento de Gólgota, a Terra começa a criar em sua volta um anel espiritual que mais tarde se tornará uma espécie de planeta. Estamos diante do ponto de partida de um novo Sol em formação."
DOMINGO DE PÁSCOA – DIA DO SOL
Texto de Edna Andrade
Fontes:
Todas as frase entre aspas foram tiradas do livro o Evangelho de João de Rudolf Steiner
O Evangelho de João – Rudolf Steiner – Editora Antroposófica
Os acontecimentos da Semana Santa – Emil Bock – Editora Nova Jornal
O Cristo desce ao reino dos mortos, pleno da luz solar de sua consciência.
A Terra recebe o corpo e o sangue do Cristo. No local, entre o Golgota e o Sepulcro, existira outrora uma fenda primária na superfície terrestre.
Esse abismo que fora aterrado por Salomão era considerado pelos antigos como a porta para o inferno. Os terremotos da Sexta-feira reabrem esta fenda e a terra inteira se torna o túmulo do Cristo.
O espírito de Cristo penetra na Terra criando nela um centro luminoso.
"Temos em volta da Terra uma espécie de reflexo da luz do Cristo. O que é refletido como luz do Cristo, é o que Cristo denomina Espírito Santo. Ao mesmo tempo em que a Terra inicia sua evolução para se tornar um Sol, também é verdade que, a partir do evento de Gólgota, a Terra começa a criar em sua volta um anel espiritual que mais tarde se tornará uma espécie de planeta. Estamos diante do ponto de partida de um novo Sol em formação."
DOMINGO DE PÁSCOA – DIA DO SOL
"Ente nascido do cosmos
Oh, vulto luminoso!
Fortalecido pelo Sol no poder da Lua.
Tu és doado pelo ressoar criador de Marte
E a vibração de Mercúrio que move os membros.
Ilumina-te a sabedoria radiante de Júpiter
E a beleza de Vênus, portadora do amor.
E a interioridade espiritual de Saturno antiga dos mundos
Consagre-te à existência espacial
E ao desenvolvimento temporal."
Rudolf Steiner
Texto de Edna Andrade
Fontes:
Todas as frase entre aspas foram tiradas do livro o Evangelho de João de Rudolf Steiner
O Evangelho de João – Rudolf Steiner – Editora Antroposófica
Os acontecimentos da Semana Santa – Emil Bock – Editora Nova Jornal
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De Ramos à Páscoa
Entramos na “Semana Santa”, uma tradição religiosa do Cristianismo que celebra a Paixão, a Morte e a Ressurreição de Jesus Cristo. Tudo começa no Domingo de Ramos (entrada de Jesus na cidade de Jerusalém), e termina com sua Ressurreição no domingo de Páscoa. O mesmo Cristo que foi aclamado como o Messias, o Rei de Israel pela multidão no domingo, foi crucificado sob o pedido da mesma multidão na sexta.
A semana se divide assim:
Segunda-Feira Santa
É segundo dia da semana santa, onde Jesus começa sua caminhada rumo ao calvário.
Terça-Feira Santa
É celebrada as sete dores de Nossa Senhora a Santa e Imaculada Virgem Maria.
Quarta-Feira Santa
Encerramento do período quaresmal.
Quinta-Feira Santa
Dia da Última Ceia. É neste momento que Judas Iscariotes sai correndo e vai entregar Jesus por trinta moedas de prata, e é nessa noite em que Jesus é preso, interrogado; e no amanhecer da sexta-feira, açoitado e condenado. A igreja fica em vigília ao Santíssimo, são retirados todos os enfeites, toalhas, flores e velas, cobrem-se todas as imagens existentes. A igreja se inluta pela véspera da morte.
Sexta-Feira Santa
A Morte do Salvador. É celebrada a Solene Ação Litúrgica, Paixão e Adoração de Cristo crucificado.
Sábado Santo
Também chamado de Sábado de Aleluia, é o dia antes da Páscoa (Ressurreição).
Domingo de Páscoa
É o dia da Ressurreição de Jesus. É a comemoração mais importante do cristianismo, que celebra a vida, o amor e a misericórdia de Deus.
A todos, um momento de renovação…
Igor Corrêia
domingo, 29 de janeiro de 2012
Rosa de Jericó / Planta da Ressurreição / Jéricho Rose
Essa planta chamada de Rosa de Jericó ou planta da Ressurreição nasce em regiões de Deserto.
Quando ela “sente” que as condições de umidade e de nutrientes estão muito deficientes, se enrola como uma bola, se desenraíza do solo e torna-se “vulnerável e entregue” aos ventos do deserto para que a levem para algum lugar mais propício.
Quando ela “sente” que o lugar onde “aportou” tem condições de umidade e de sobrevivência propícias, ela começa a florescer novamente, como num renascimento, numa ressurreição. Ela se abre, deposita suas sementes, que germinam. Se o “sensor” da planta “perceber” que ali ainda não é o melhor lugar para seu pleno florescimento, ela repete o processo de desenraizar-se, de enrolar-se, de “morrer” e entregar-se aos ventos até encontrar o melhor lugar.
Essa planta pode ficar mais de 30 anos como “morta” e se as condições de umidade e alimento surgirem, ela renasce, se enraíza e germina!
A frequência vibracional da Rosa de Jericó atuam positiva e firmemente, porém de maneira suave, em situações da nossa vida nas quais a “roda não gira” e os “nós” precisam ser desatados.
A atuação é eficaz em situações nas quais o que é essencial precisa ressuscitar, desemperrando o que está preso, revitalizando o que está morrendo e não deveria morrer pois é necessário na nossa vida; matando o que precisa ser morto, posto que já não tem função, é impeditivo no nosso caminho evolutivo.
As vibrações da Rosa de Jericó presentes em sua essência floral e em seu óleo -unção- nos auxiliam a entrar em sintonia com o que é propício e valoroso para nossas trajetórias existenciais, com o que tem fundamento e base, essencial para a manifestação do nosso melhor!
Ela ajuda muito na expressão do nosso potencial artístico, vocacional, impulsionando a manifestarmos no mundo as nossas aptidões, habilidades e talentos e na hora certa, no lugar certo, com as pessoas certas, auxilia no processo de sincronicidade.
A essência vibracional da Rosa de Jericó traz em sua “bagagem energética” a fé, principalmente na própria intuição; ajudando-nos a discernir intuição de “cochicho” interno.
A vibração energética da Rosa de Jericó vai limpando os caminhos que impedem essa intuição básica de ser ouvida pela nossa mente consciente, além de limpar a carga emocional que interfere nessa conexão sutilíssima que temos em potencial com a Existência.
Muitas crendices acerca dessa planta são veiculadas, principalmente na Europa, tais como: ela é um talismã poderosíssimo, atrai sorte financeira, ajuda a encontrar a alma parceira, limpa a negatividade do ambiente, inclusive inveja e maus olhados.
Claro que com crenças fortemente arraigadas não se discute, porém o que tem de verdadeiro nelas, é que de fato, ao tomarmos a essência da Rosa de Jericó ou usarmos seu óleo (unção), o nível de sintonia aumenta muito e nos tornamos mais atentos e com os sentidos mais aguçados para saber quando agir, quando aquietar, quando mudar, a hora certa de nos manifestarmos ou não, clareando inclusive nossa verdadeira intenção.
Ela traz o ensinamento, dificílimo, para muitos de nós, de saber agir na hora certa, adequada; ou seja, ela trabalha um nível de paciência muito mais elaborado, que é a paciência daqueles que esperam o momento correto, esperam o amadurecimento pleno da fruta para ser degustada; da ação precisa de quem viveu, experimentou a impulsividade que gerou a inadequação e o insucesso; por isso luta com intenção clara de vitória, sendo essa a tradução melhor do sentido da palavra perspicácia!
A Rosa de Jericó traz também a capacidade de mudar quando se sente que “não é ali o seu destino, não é propício continuar assim”; buscando sempre o melhor encaixe vital e existencial.
Já houve quem dissesse que a vida é um quebra-cabeças, então vamos com paciência e atenção focada e com perspicácia encaixar todos os nossos pedaços na intenção clara e precisa de construir nosso Todo em interação constante com o que já é inteiro.
A descrição de como essa planta nasce, vive, sobrevive, como ela tem uma Inteligência Vivacional e de como a pessoa que estará usando a essência, o óleo se beneficiará da trajetória dessa planta é fundamental.
Com minha melhor intenção e conexão com a cura. Com Deus!
Hércoles Jaci
domingo, 25 de dezembro de 2011
Nasceu Jesus, o Cristo!
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| A Virgem e a Criança, Adolphe-William Bouguereau, 1888 |
O evangelista Lucas, no Capítulo 2, narra o nascimento de Jesus.
Com nossos olhos da alma enxergamos a jovem mãe de uma beleza e uma pureza virginal que Rafael pintou em suas “Madonas”, com a criança na manjedoura; e os pastores no campo sob um céu estrelado guardando seu rebanho. Enxergamos o anjo revestido de esplendor divino, que lhes anuncia que nasceu o Salvador; e de súbito todo o coro celestial entoando o hino: “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade!”
A cada noite de Natal lembramo-nos assim do nascimento de Jesus e renovamos no nosso foro íntimo os votos de um amor mais caloroso a todos os nossos próximos.
Podemos, porém, alargar nossa visão. Podemos divisar a linda criança 33 anos depois sendo homem adulto, que padece a morte na cruz, renegado pelos dirigentes do seu povo. E podemos lembrar-nos que os Evangelhos nos narram que de forma inaudita e misteriosa Jesus, morto, ressurgiu do túmulo, aparecendo em seguida durante quarenta dias aos seus discípulos.
É aí que surge hoje a pergunta: quem afinal é aquela pessoa tão extraordinária sobre cujo túmulo se originava uma nova religião? E como podemos entender aquele mistério da ressurreição?
Houveram outros homens que viveram uma vida exemplar tais como Gauthama Budha e Sócrates. Outros houveram que conseguiram curas milagrosas e outros “milagres”. Ainda outros inocentes foram e diariamente estão sendo cruelmente torturados e mortos. O que então é o peculiar que nos conduz a chamar a Jesus de Nazaré, o Cristo, o salvador do mundo? Particularmente em um mundo como o de hoje, que se encontra mais distante do que nunca da paz, da harmonia e do amor?
Para compreendermos esse grande mistério devemos voltar nossos pensamentos às origens do mundo e da humanidade.
Conta-nos o Velho Testamento, em forma de grandes imagens, que Adão e Eva, os primeiros homens, saíram primorosos das mãos da Divindade. Porém, sucumbiram à sedução do tentador e perderam a inocência, tornando-se mortais. Nos milênios que se seguiram, a humanidade, na qual havia entrado o germe do egoísmo, desceu degraus até chegar, sob o Império Romano, na época de sua decadência, ao cúmulo da depravação.
Se a humanidade não deveria perder por completo seu caminho e até sua própria identidade, então, tornava-se necessário um novo ato da divina providência.
Mas como? Não havia esse Ser Supremo mesmo posto um limite à sua onipotência em relação aos homens? Não havia Ele dotado os homens da faculdade de discernimento do bem e do mal quando não impediu que comessem da “árvore da ciência do bem e do mal”? E não os havia dotado de liberdade de agir de acordo com sua cognição? Não havia Ele desta maneira abdicado de interferir diretamente no destino dos homens? A própria pergunta encerra a resposta.
O que então fez a Divindade para salvar os homens? Encarnou-se num ser humano, encarnou-se em Jesus de Nazaré (durante o ato do batismo no rio Jordão por João Batista). Compenetrado pelo Divino tornou-se Jesus o “Filho de Deus”; mas, ao mesmo tempo, nascido do ventre de uma mulher, era também o “Filho do Homem”. Contrário a Adão, soube resistir à tentação pelo Diabo, recusando no deserto as suas promessas. Deus e homem em uma mesma pessoa, padeceu, tornando-se naquele de quem Isaías (53,3-4) havia profetizado: “Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputamos por aflito, ferido e oprimido por Deus….”
Podemos perguntar: será que tudo isto por si só justificaria chamar Jesus de o salvador do mundo? A resposta só pode ser: não! Algo mais teve que acontecer para atribuir-lhe esta qualificação .
Esse algo mais é o fenômeno da ressurreição.
Como podemos explicar este fenômeno, já que é impensável que o Supremo ser infringisse uma lei natural por Ele mesmo posto, tornando um morto vivo? Seria algo que poderíamos chamar de “a impossibilidade do onipotente”? Tentemos explicar do que se trata na realidade.
Cada corpo de um ente vivo é produzido por energias, por forças físicas por si só invisíveis, mas que se tornam visíveis no momento em que assumem substâncias materiais, compenetrando-as e amalgamando-as consigo. Uma vez que um corpo humano formado dessa maneira sucumbe à morte, ele se decompõe e aquelas forças que haviam constituído o corpo físico de uma pessoa não se dissiparam depois de sua morte, mas conservaram-se coesas tais quais eram enquanto Jesus vivia, guardando inclusive seu semblante.
Foi nesta forma que Jesus, em uma corporalidade física porém não material, apareceu aos seus discípulos. Foi nesta forma que, através da convivência com Ele, eles haviam adquirido um novo órgão para perceber o invisível e o intocável . Essa conglomeração de forças, essa 'gestalt' ficou preservada e presente no mundo supra-sensível através dos séculos qual um núcleo poderoso cuja força irradiante pode ser transmitida a todos que, em um estado de meditação , tornam-se receptíveis a ela.
Colocar-se nesse estado de receptividade e obter assim a força e o impulso de seguir os preceitos do mestre chama-se hoje: ser cristão, obter a salvação.
Admitimos que se trata de um grande mistério que não pode ser vivenciado exclusivamente aplicando-se o raciocínio lógico. Mas, conscientizemo-nos que somos dotados não somente de um intelecto, e sim de outras poderosas faculdades da alma que precisamos evocar e cultivar para alcançar algo dos grandes mistérios da existência humana e do mundo.
Fonte:
festas cristãs
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Voce soltaria as mãos? Voce tem certeza?
Audio com Reverendo Aldo Quintão
Na ternura de Deus
Voce soltaria as mãos?
Clique aqui para ouvir:
Sensacional !!!
Fonte:
Catedral Anglicana de São Paulo
sábado, 22 de outubro de 2011
Rosa de Jericó
Essa planta chamada de Rosa de Jericó ou planta da Ressurreição nasce em regiões de Deserto.
Quando ela “sente” que as condições de umidade e de nutrientes estão muito deficientes, se enrola como uma bola, se desenraíza do solo e torna-se “vulnerável e entregue” aos ventos do deserto para que a levem para algum lugar mais propício.
Quando ela “sente” que o lugar onde “aportou” tem condições de umidade e de sobrevivência propícias, ela começa a florescer novamente, como num renascimento, numa ressurreição. Ela se abre, deposita suas sementes, que germinam. Se o “sensor” da planta “perceber” que ali ainda não é o melhor lugar para seu pleno florescimento, ela repete o processo de desenraizar-se, de enrolar-se, de “morrer” e entregar-se aos ventos até encontrar o melhor lugar.
Essa planta pode ficar mais de 30 anos como “morta” e se as condições de umidade e alimento surgirem, ela renasce, se enraíza e germina!
A frequência vibracional da Rosa de Jericó atuam positiva e firmemente, porém de maneira suave, em situações da nossa vida nas quais a “roda não gira” e os “nós” precisam ser desatados.
A atuação é eficaz em situações nas quais o que é essencial precisa ressuscitar, desemperrando o que está preso, revitalizando o que está morrendo e não deveria morrer pois é necessário na nossa vida; matando o que precisa ser morto, posto que já não tem função, é impeditivo no nosso caminho evolutivo.
As vibrações da Rosa de Jericó presentes em sua essência floral e em seu óleo -unção- nos auxiliam a entrar em sintonia com o que é propício e valoroso para nossas trajetórias existenciais, com o que tem fundamento e base, essencial para a manifestação do nosso melhor!
Ela ajuda muito na expressão do nosso potencial artístico, vocacional, impulsionando a manifestarmos no mundo as nossas aptidões, habilidades e talentos e na hora certa, no lugar certo, com as pessoas certas, auxilia no processo de sincronicidade.
A essência vibracional da Rosa de Jericó traz em sua “bagagem energética” a fé, principalmente na própria intuição; ajudando-nos a discernir intuição de “cochicho” interno.
A vibração energética da Rosa de Jericó vai limpando os caminhos que impedem essa intuição básica de ser ouvida pela nossa mente consciente, além de limpar a carga emocional que interfere nessa conexão sutilíssima que temos em potencial com a Existência.
Muitas crendices acerca dessa planta são veiculadas, principalmente na Europa, tais como: ela é um talismã poderosíssimo, atrai sorte financeira, ajuda a encontrar a alma parceira, limpa a negatividade do ambiente, inclusive inveja e maus olhados.
Muitas crendices acerca dessa planta são veiculadas, principalmente na Europa, tais como: ela é um talismã poderosíssimo, atrai sorte financeira, ajuda a encontrar a alma parceira, limpa a negatividade do ambiente, inclusive inveja e maus olhados.
Claro que com crenças fortemente arraigadas não se discute, porém o que tem de verdadeiro nelas, é que de fato, ao tomarmos a essência da Rosa de Jericó ou usarmos seu óleo (unção), o nível de sintonia aumenta muito e nos tornamos mais atentos e com os sentidos mais aguçados para saber quando agir, quando aquietar, quando mudar, a hora certa de nos manifestarmos ou não, clareando inclusive nossa verdadeira intenção.
Ela traz o ensinamento, dificílimo, para muitos de nós, de saber agir na hora certa, adequada; ou seja, ela trabalha um nível de paciência muito mais elaborado, que é a paciência daqueles que esperam o momento correto, esperam o amadurecimento pleno da fruta para ser degustada; da ação precisa de quem viveu, experimentou a impulsividade que gerou a inadequação e o insucesso; por isso luta com intenção clara de vitória, sendo essa a tradução melhor do sentido da palavra perspicácia!
A Rosa de Jericó traz também a capacidade de mudar quando se sente que “não é ali o seu destino, não é propício continuar assim”; buscando sempre o melhor encaixe vital e existencial.
Já houve quem dissesse que a vida é um quebra-cabeças, então vamos com paciência e atenção focada e com perspicácia encaixar todos os nossos pedaços na intenção clara e precisa de construir nosso Todo em interação constante com o que já é inteiro.
A descrição de como essa planta nasce, vive, sobrevive, como ela tem uma Inteligência Vivacional e de como a pessoa que estará usando a essência, o óleo se beneficiará da trajetória dessa planta é fundamental.
Com minha melhor intenção e conexão com a cura. Com Deus!
Com minha melhor intenção e conexão com a cura. Com Deus!
Hércoles Jaci
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http://hercolesjaci.wordpress.com/
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