segunda-feira, 1 de junho de 2020

Defume...






DEFUME...

🌿🍃🌿🍃🌿


"Defume os teus braços por baixo e por cima
para que tenhas as tuas asas livres para voar.

Defume a tua cabeça
para limpar as velhas memórias
que te levam a repetir o mesmo e
te ligares com bênçãos do mundo de cima.

Defume a tua frente
para espantar os pensamentos que apagou a tua visão,
os teus olhos
para que possas ver o que ainda não observas e
os teus ouvidos para que ouças o chamado da tua alma.

Defume a tua garganta
para soltar o nó que não te deixa falar e
ligar a tua mente com o teu coração.

Defume o teu coração
para espantar o medo,
para que se vá bem longe onde não te possa encontrar,
e se abra a receber o amor verdadeiro.

Defume seu plexo solar
para que se dissipe a dor
que você carrega dentro e
possa saborear o prazer da paz.

Defume com fogo o teu baixo ventre
para que se queimem os apegos,
os amores que não foram,
os sonhos que não nasceram e os filhos que não chegaram,
para que se acenda a tua vontade de sentir,
criar e começar de novo.

Defume com força o teu sexo,
que é a porta de entrada para tirar o lixo
que você recolheu de tanto tentar te amar e amar.

Defume seus pés
para limpar as pegadas velhas e
você possa dar passos novos,
que se abra o caminho com este remédio
para que o novo destino se manifeste diante de você.

Vira-te e defume assim a tua nuca
lá onde se esconde o que te assombra.

Defume suas costas
tirando o peso do passado e a história de cargas e
peço que você se vire
e coloque suas mãos em forma de tigela e
defume suas mãos para tirar-lhe o dano e as amarras
que tenham e que estas estejam abençoadas para dar e receber."


Desconheço a autoria




sexta-feira, 1 de maio de 2020

Oração Indígena Por Avagana Daçui-rá








A oração do silêncio

Sente-se à beira do amanhecer,
o sol nascerá para você.

Sente-se à beira da noite,
as estrelas brilham para você.

Sente-se à beira do rio...
o rouxinol canta para você.

Sente-se à beira do silêncio,
Deus vai falar com você.

Avagana Daçui-rá



segunda-feira, 6 de abril de 2020

Como posso enfrentar o isolamento?









"Mestre, como posso enfrentar o isolamento?

Limpa a tua casa. A fundo. Em cada canto.
Mesmo os que nunca sentiste a coragem e
a paciência para limpar.
Torna a tua casa brilhante e bem cuidada.
Remove poeira, teias de aranha, impurezas.
Mesmo no lugar mais oculto.
A tua casa representa-te:
se cuidas dela, também te cuidas. 


Mestre, mas o tempo é longo.
Depois de cuidar de mim e da minha casa,
como posso viver o isolamento?

Conserta o que pode ser corrigido e
remove o que não precisas mais.
Dedica-te à colcha de retalhos, cose o início das calças,
costura bem as bordas desgastadas dos vestidos,
restaura uma peça de mobiliário,
repara tudo o que vale a pena reparar.
O resto, deita fora.
Com gratidão.
E com a consciência de que o seu ciclo terminou.
Consertar e remover o que está fora de ti permite corrigir ou
remover o que está por dentro.


Mestre e depois o quê?
O que posso fazer o tempo todo sozinho?

Semeia. Até uma pequena semente num vaso.
Cuida de uma planta, rega-a todos os dias, fala com ela,
dá um nome, remove as folhas secas e
as ervas daninhas que podem sufocá-la e
roubar energia vital preciosa.
É uma maneira de cuidar das tuas sementes interiores,
dos teus desejos, das tuas intenções, dos teus ideais.


Mestre e se o vazio vier visitar-me?

Se vier o medo da doença e da morte?
Fala com eles.
Prepara a mesa para eles também,
reserva um lugar para cada um dos teus medos.
Convida-os para jantar contigo.
E pergunta-lhes por que vieram de tão longe para a tua casa.
Que mensagem eles te querem trazer.
O que eles te querem comunicar.


Mestre, acho que não posso fazer isso... 

A tua questão não é isolar os problemas,
mas o medo de enfrentar os teus dragões internos,
aqueles que sempre quiseste afastar de ti.
Agora não podes fugir.
Olha nos olhos deles,
ouve e descobrirás que te colocaram contra a parede.
Eles isolaram-te para que pudessem falar contigo.
Como as sementes que só podem brotar se estiverem sozinhas."



Fonte : Na terra dos Budas